Pra quem achava que eu não viria mais esse mês... olha eu aqui de novo. 😁
Resolvi ligar o computador e começar a digitar porque, dentro de mim, veio uma vontade de chorar. Mas nem é de tristeza... ou é? Só de escrever isso, a lágrima já começou a querer cair. Não é drama, é nostalgia mesmo.
Há poucos minutos, fechei uma pasta vermelha que organizei há algumas semanas. Nela, coloquei todas as cartas, conversas e desenhos que recebi nos anos do ensino médio, de 2006 a 2008. Em poucos dias, consegui organizar tudo por ano, depois por mês e por data, colocando essa sequência dentro da pasta. Ela ainda nem está totalmente pronta; preciso apenas alterar a etiqueta, mesmo sabendo que isso é o de menos. Por enquanto, está assim:
Agora à noite, acho que há cerca de uma hora, abri a gaveta da cômoda e dei de cara com ela novamente. Eu a havia deixado ali de propósito, facilitando minha visão, até chegarem algumas coisas que pedi no Mercado Livre para complementar. Peguei a pasta, coloquei em cima da cama, abri em uma página aleatória e comecei a ler algumas cartas que recebi em 2006.
A primeira que li era de uma menina de Caxias, amiga da Gilmara, a Aglaupy, e comecei a rir. Juro, é como voltar no tempo. A forma como ela escrevia era muito engraçada, com gírias da época, um jeito meloso e meio infantil até — rs. Mesmo assim, era a nossa forma de nos comunicar naquela época, falando por mim, com 15 para 16 anos. Já a geração de 15 anos hoje tem até filho, né, menino? Ihhhhhh! 🤐😅 KKKKK
Folheei mais algumas cartas e li uma da Mafra, outra da Gilmara e, sem perceber, meus olhos estavam cheios de lágrimas, quase caindo, como estão agora mesmo enquanto digito tudo isso. 🥹 A sensação de ler é muito estranha, e eu queria muito poder descrever como é. É inexplicável. É algo que é ruim e, ao mesmo tempo, é bom. É como tentar explicar um cheiro — simplesmente não dá.
Avançando mais algumas páginas, vi uma impressão de um post do meu flog (sim, Flogão), datado em 8 de dezembro de 2007, às 11h34. Nele, já começo dizendo que estava muito cansado e que achava que tinha dormido de mal jeito — rs. Em seguida, disse que havia prometido aos meus amigos, em sala de aula, que iria escrever no blog — ou melhor, no flog — sobre todos eles em relação a mim, de acordo com os números da chamada. E foi aí que me dei conta de que eram três páginas com fonte tamanho, acredito eu, 10. Se fosse no tamanho 12, tenho certeza de que daria muito mais. No total, escrevi sobre TRINTA E DUAS pessoas. 😮 Obviamente, os que eram mais próximos rendiam mais linhas; os de quem eu era mais distante, poucas. Porém, não deixei de falar de ninguém.
Passear por esses relatos sobre cada um, com sua individualidade, me rendeu ainda mais nostalgia. Senti vergonha de alguns erros de português, como trocar “mas” por “mais”, e de outras falas e costumes da época — rs — que eram escritos da forma mais engraçada possível. Quando lembro que a última letra da palavra final do texto eu colocava com a letra “O” maiúscula... KKKKKK Tipo: “AbraçO!”. Pra quê? KKKKKK
Passar por algumas pessoas e lembrar o que elas fizeram por mim na época foi muito importante. Lembrei de coisas que já tinha esquecido e pensei: ainda bem que guardo tudo isso, para poder aquecer meu coração e continuar com esse amor dentro de mim por algumas pessoas — e querer tê-las ainda por perto, mesmo com toda essa distância.
As amizades fizeram, com certeza, eu ser quem sou hoje — e isso me dá muito orgulho. Portanto, enquanto eu tiver vida, continuarei lendo cada pedacinho do que guardei. No fim, me faz bem. 🙃🩷

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