Hoje pela manhã deu a louca no pai. Ele simplesmente viajou e não me disse nada.
Pensei: “Como vou pro trabalho agora?”. Fiquei vários minutos pensando, pensando... Vi que não tinha nenhuma solução vindo à tona até o momento. Pensei que poderia pegar um moto-taxi, mas cadê o dinheiro?? Pensei em alguma carona, mas não conhecia ninguém que pudesse ir pra lá naquela hora.
Então a minha ultima opção foi: bicicleta. Já comentei que não tenho bicicleta, ou melhor, nunca tive, então fui pegar a da minha prima emprestada. Pensei que ela ia hesitar em me emprestar, mas nem fez cara feia.
Todo arrumado, segui o caminho da estrada. Eu até que estava disposto, com coragem, mas na primeira subida, desanimei. Eu pensava que a sensação seria total cena de filme. Lembrei do filme Cidades dos Anjos, onde a atriz Meg Ryan interpreta uma personagem cuja hora em que pedala pela estrada, é atropelada e morre. Trágico, não? - rs.
Nas decidas era muito massa, mas nas subidas eu falava morrer de falta de ar, as minhas pernas ficavam totalmente pressionadas e doendo, e a minha respiração ficava afoita, não sabia se puxava o ar pelo nariz ou pela boca. Enfim, ao chegar ao trabalho me senti amarelo, fiquei com a respiração mais forte ainda, minha cabeça começou a latejar e fiquei com uma ânsia de vômito da pohha. Juro que pensei que ia morrer, fiquei mais desesperado ainda quando vi que estava sozinho.
Minutos depois, peguei um papel que estava sobre a mesa e comecei a me abanar. Aos poucos aquela sensação ruim ia embora. Para o tempo e a sensação ruim passar mais rápido, liguei para um amigo que não falava fazia muito tempo. Conversamos quase uma hora e, só assim quando desliguei a chamada, percebi que estava bem melhor.
Depois, fiquei vários minutos sem fazer nada. Fiquei teclando com outro amigo pelo celular enquanto via o tempo passando.
Antes de meio-dia resolvi voltar à estrada. Pensei que ficaria pior quando chegasse em casa, mas preparei meu psicológico e tive força de vontade, ou melhor, força nas pernas – rs.
Assim que cheguei próximo à prefeitura, adivinha quem foi que eu vi, digo, quem me viu? Pois é, eu suado e acabado como estava, fui visto pela CRA. Ela estava no carro, falando ao celular com um sorriso de uma ponta à outra da orelha. Fiquei bastante feliz em saber que está bem, pelo menos fisicamente. Olhando aqueles olhos claríssimos que ela tem, levantei a sobrancelha num gesto discreto. Pensei que seria correspondido com uma piscada de olhos, mas não. Empolgada do jeito que estava ao celular, me correspondeu com o mesmo gesto que fiz: as sobrancelhas.
Ao chegar em casa, decidi dá um toque em seu celular, visto que seu celular estava funcionando. Mas quando dei o toque, o celular estava desligado. Eu suspeito que o namorado dela tenha quebrado o seu chip ou até mesmo a CRA não queira mais usá-lo. Vou tentar falar com ela pelo Orkut. Espero que consiga obter algumas novidades que com certeza contarei por aqui.
Até
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