Mostrando postagens com marcador hospital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hospital. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

TERÇOL + BENZETACIL

Primeiramente, alguém aqui já tomou benzetacil? Quais foram os sintomas após? Responda comentando esse post.

Bem, ontem eu acordei com algo no olho, algo que quase nem dava para perceber, bem no cantinho do olho esquerdo. Fui logo imaginando que seria um terçol nascendo e nem liguei, pois, embora não ache legal, claro, saberia que após poucos dias ele sumiria.

Até então, fui pro curso normal, até que nem estavam percebendo, a não ser que eu mesmo mostrasse. E eu estava mostrando, antes que ficassem enchendo o meu saco dizendo que algo estaria nascendo ali como se eu não estivesse visto e sentido. ¬¬'

Tudo bem, à noite nem aguentei ficar olhando para a tela do notebook, fiquei agoniado com isso e fui dormir jurando que no dia seguinte tudo iria voltar ao normal, mas...

Minutos depois de ter acordado hoje

Quando acordei o meu olho estava daquele jeito (foto acima). Eu fiquei impressionado, pois o inchaço não estava mais no canto do lado esquerdo do olho, mas, sim, em toda aquela parte de cima do olho, abaixo da sobrancelha. Tentei colocar gelo, mas não sei por que não consegui deixar o gelo em cima dele por muito tempo. Não gosto, fico achando ruim demais. Sem ficar sem fazer nada, fiquei jogando um pouco de água gelada, mas... nada! Tive que pedir o magro Daniel o óculos dele emprestado, pois não poderia e nem queria faltar no curso hoje.

Ao chegar lá, todos entranharam, e eu mais ainda por estar andando todo o tempo de óculos escuros. Como não sou acostumado com essas coisas, me achei um cego daqueles que andam pedindo esmolas na rua em dia de domingo, sabe!? - rs.

Pois bem, no final da tarde, ao chegar do curso, após dar uma volta em algumas lojas com a Gabi e L. Emilly, já em casa, abri o presente que a Jane me mandou (inclusive, muito obrigado, Janne. Adorei!) e depois minha mãe chegou me chamando para ir ao hospital. Hospital por quê, mãe? - falei. E ela deixou a decisão comigo. Fui, então.

Ao chegar lá, fui à recepção, dei meus documentos e expliquei mais ou menos o que estava acontecendo comigo. O cara que me atendeu olhou pro meu olho e fez cara de quem nem ligou, achando besteira. Tudo bem, isso me tranquilizou. Minha mãe estava sentada por lá e preferi fazer tudo sozinho, é nessas horas que percebo que já cresci. Esperei poucos minutos e entrei na sala do doutor. Ele leu minha ficha, e antes que ele pedisse, pedi para que olhasse o meu olho. Eu imaginava que ele ia iluminar com algum tipo de lanterna, mas não, só olhou em três segundos e começou a escrever o que eu precisava após falar: "Ah, é um terçol!". E me encaminhou para a urgência (só o nome mesmo).

Lá tinha um rapaz deitado ponteando a sobrancelha esquerda, havia se cortado. Ele conversava e ria muito enquanto o médico o ponteava, enquanto outras pessoas estavam esperando. No instante em que as enfermeiras atendiam, achei que fosse tomar injeção na veia, como de costume, mas ao entregar a minha ficha, levei um susto. Ela falou que eu iria tomar duas (quando ela falou duas eu me impressionei) e falou que uma das era a tal da benzetacil. :-O

Fiquei nervoso demais quando ela falou "benzetacil", pois todas as pessoas que já tomaram, me falaram que dói muito, muito mesmo, que a dor era de matar.

Fiquei desdobrando lá com ela, conversando normal. Perguntei onde tomaria a injeção e ela disse que na bunda. Perguntei se iria doer e ela ficou em silêncio. Repeti a mesma pergunta e o silêncio continuava enquanto ela preparava as injeções para me aplicar. Ela pediu pra eu deitar em uma das macas, mas ambas estavam sujas: uma de sangue e uma de terra. Me recusei perguntando se não poderíamos entrar em uma sala ao lado onde tinha um cama. Ela então foi buscar outra colcha para a maca.

Deitei, ela baixou um pouquinho a minha bermuda e cueca e mandou a primeira agulhada. Foi tranquilo, não doeu! A segunda (a temida benzetacil) ela aplicou devagar também e não doeu tanto. Acho essa questão de dor psicológico mesmo. Quando eu estava começando a sentir o líquido entrando, como se fosse uma bolha de ar se formando lá dentro, comecei a apertar meus olhos imaginando o pior. Já? - perguntei. E ela confirmou com a cabeça. Saí dali com os olhos cheios de água, mas não pela dor, mas pelo medo.

Ao chegar em casa, fiz umas pesquisas sobre benzetacil e li que a dor não é de imediato, só depois de alguns dias. Até agora estou tranquilo, mas quando ela vier...

Não sei se já é efeito das injeções que tomei, mas estou me sentindo melhor, meu olho está voltando ao normal. \o/ Só minha nádegas que estão um pouco doloridas - rs.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EMPINANDO PIPA

Durante a semana, no intervalo do curso, combinamos de empinar pipa, já que durante 21 anos de existência nunca tinha empinado uma. Até então, comentei com Gabi, Fabrícia, Monalyza, Durval, Jamison e Adilson. Já estava na cara que a empolgação era só minha, mas nem por isso desisti.

Já que o Durval se garante em fazer esse tipo de coisa por ter tido uma infância super bem vivida, o contrário da minha, sugeri que nos juntássemos, comprássemos as sedas e as linhas para que ele fizesse na casa dele, junto da gente, claro. Eu queria acompanhar todas essas etapas, pois queria aprender a criar uma também. E assim, marcamos no sábado, pela manhã, umas 8h e fomos lá.

Cheguei lá quando o Luan já estava e juntos esperamos o Durval terminar de desenhar algo para a tia-vizinha dele. Enquanto isso, naquela manhã ventilada, já empolgado para que começássemos a confeccionar as pipas, olhava para os fios e lembrava do módulo que começamos a ver: Eletricidade Básica. O que ele tem a ver com pipas? A foto abaixo que tirei vai responder:


Nem preciso lembrar que NÃO devemos empinar pipas próximo de fios elétricos e com a linha de cerol, né?

Pois bem, o Durval com sua eficiência já tinha preparado o esqueleto das pipas e ali mesmo, na calçada, comecei a observar ele preparando tudo:






O Adilson apareceu com muitas sedas minutos depois que chegamos, após eu ter mandado uma sms pra ele. Eu já sabia que isso ia acontecer!

E depois de todas prontas, olhem só a minha cara de criança orgulhosa com sua primeira pipa:

Adilson, Luan e eu.

Depois de muita ansiedade, hoje acordei umas 7h30 para esse dia tão especial. O Adilson ficou de passar aqui às 8h, e em ponto eu já estava pronto na calçada de casa quando ele apareceu. Um pouco antes, Gabi havia me mandando sms dizendo que estava passando em frente de casa, e fui logo pra janelinha da porta para vê-la. Junto dela estava Fabrícia que não parava de fazer "macaquice" pra eu rir. Elas iam à quadra. A Fabrícia iria treinar, como comentei em um dos post anterior. Passamos até lá, o Adilson foi convidado para ficar alguns minutinhos no gol enquanto chegava a goleira convidada. Por isso, a nossa demora.

Quando já era um pouco mais de 8h30, chegamos a casa do Durval, que nos recebeu com um sarcasmo que já tô acostumado. E lá fomos, Luan e Durval de bicicleta e Adilson e eu de moto. O sol estava começando a arder e foi pensando nisso que levei protetor solar e vesti camiseta para não ficar com duas cores. Na sombra de uma placa, "acampamos" e preparamos a rabiola (rabo da pipa) com a fita de fita cassete e amarramos a linha.

Adilson preparando a rabiola da pipa dele

Minha pipa já com rabiola e linha colocada


Todas prontas, aguardamos o vento dar o ar da graça. A manhã estava triste e o vento não aparecia como queria que aparecesse. O mais engraçado era que em todas as vezes que sentia vento e olhava para a biruta do aeroporto ao lado, que indicava melhor, já soltava minha pipa e saía correndo soltando a linha. Lembro disso porque o Durval sorriu da minha cara e disse com um pouco de ironia que eu era muito engraçado, pelo o meu jeito estranho de tentar empinar - rs.

Uma das minhas várias tentativas de fazer a pipa subir




Quando estava chegando próximo às 10h, o sol já estava incomodando e a impaciência começava a surgir. Mas eu estava ali, paciente e com força de vontade. Cheguei a dizer que não sairia dali enquanto a minha pipa não estivesse lá no alto, longe, muito longe.

Até que tentando, tentando e com a ajuda do vento e do Luan, consegui. \o/

Não sei explicar como é essa sensação de estar controlando uma pipa no céu. É algo que poderia até dizer que é mágico, de outro mundo, mas não sei bem se é. É muito massa quando ela roda, quando ela vai empinando para frente e subindo mais e mais quando a gente vai soltando a linha devagar. É legal demais ver a linha que está na sua mão desaparecer indo pro céu ao encontro da pipa. Sério, fiquei muito feliz nessa hora, ainda mais quando a minha linha acabou e o Luan resolveu emendar a da pipa dele, para que a minha ficasse mais alto.


Clique nessa foto para ampliar e ver a pipa lá...

As fotos abaixo são de quando ela já estava muito mais longe, portanto, é preciso que sejam ampliadas para uma visualização melhor, para isso, é só clicar nelas:





Fiquei mais ou menos uns 20 minutos com ela lá no alto. Às vezes eu passava a linha para o Luan, Durval. Acho que o Adilson não pegou porque já tinha desistido, já que a pipa dele não estava subindo muito bem, ainda mais juntando o sol, calor e impaciência.

A pipa do Durval estava um pouco perto da minha, mas ele acabou vacilando e a linha acabou quebrando, fazendo com que a pipa fosse bem mais longe da minha, se perdendo no céu. Ele lamentou muito por aquilo e até brincou dizendo que deveria ter colocado o endereço e número de telefone nela - rs.

Com isso, acabei ficando com medo da minha quebrar também e tomava todos os cuidados possíveis, desistindo minutos depois e fazendo com que o Luan trouxesse ela de volta. Enquanto ele puxava, eu enrolava a linha no carretel. Foi mais ou menos uns 10 minutos fazendo isso até que ela voltou, da mesma cor e do mesmo jeito:

Adilson lá atrás comemora - rs

Essa merece ir pro porta retrato

Sujos, suados e queimados do sol, enrolamos as pipas e colocamos na sacola. A falta de água não dava mais para esperar, então fomos a casa da mãe da Gilmara, D. Cristina, que está passando por uma situação super difícil, pelo qual Deus vai a ajudar. Eu torço por ela, já que contribuiu muito na minha vida escola. Foi tão triste ver ela daquele jeito, sem aquele sorriso de sempre no rosto, com aquelas lágrimas escorrendo. :'-(

Enfim, tomamos água enquanto tirávamos fotos dos nossos pés sujos:

Cima (Durval), Baixo (meu), Direita (Luan) e Esquerda (Adilson)