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domingo, 3 de setembro de 2017

VIAGEM PARA BELO HORIZONTE E LAGOA SANTA - MG

No meio dessa madrugada, no tédio e sem sono, resolvi digitar aqui. Mesmo que não comente muito, quero pelo menos registrar o pouco que vivi na minha viagem de férias para BH e Lagoa Santa. Espero que não me empolgue tanto para que seja apenas um resumo - ou resumão.

Eu já havia programado essa viagem desde janeiro, então, em agosto, com muita dificuldade, fui. Apesar de não ter praia, de ser cidade grande, o que eu queria mesmo era sair daqui, era viajar e conhecer gente nova.

Na sexta, 18/08, após o almoço, Pedro foi me deixar no aeroporto. No final da tarde, cheguei no aeroporto de BH, após fazer uma escala em Rio de Janeiro, sem sequer trocar de aeronave. No Rio, naquela conexão, estava muito frio e com chuva. Antes de pousarmos lá, me deu um medinho por tudo lá em cima ter ficado branco. Foi estranho, mas deu tudo certo.

Continuando... De longe, no portão de desembarque, vi Aarhon. Incrível a sensação de ver uma pessoa pessoalmente. Ele era exatamente igual a foto e bem mais alto - rs. Seguimos com o Uber ao local que eu havia alugado. O anfitrião ao nos receber foi muito gente boa, o que comprovou mais ainda a preocupação e suporte que tinha me dado desde o dia em que solicitei o seu serviço.

Ainda assim me senti estranho com aquelas pessoas de sotaque diferente e, por um instante, me perguntei o que eu estava fazendo ali. Eu senti um pouco de vergonha de conversar, mas eles me deixaram super a vontade.

No dia seguinte, 19/08, acordamos cedo e fui ao Shopping encontrar Gabriel Rodarte. Sério, eu estava muito ansioso para conhecê-lo pessoalmente, pois eu tinha certeza que a nossa amizade se confirmaria ali e que eu não me decepcionaria. Aguardamos ele na estação de metrô quando ele apareceu. Um jeito meio doido, diferente, o que foi fiel ao virtual.

Andamos pelo Shopping, fomos ao Mineirão, a Lagoa da Pampulha, ao centro e comemos, no final da tarde, em um "podrão" (é assim que eles chamam um lanchonete) de lá. Foi nessa hora que comecei a sentir que o frio pegava. Mesmo levando uma camisa de manga comprida, não quis usar. Eu queria sentir aquele frio e testar meu limite com ele.

Quase 21h, eu acho, Gabriel teve que ir embora e Aarhon e eu voltamos para casa. Nos despedimos já marcando o rolê no dia seguinte, dessa vez com o Ramon.

No domingo acordamos bem cedo, mas atrasamos para o encontro com o Ramon Ferrary. O Gabriel também estava enrolado, mas deu tudo certo. Demorou muito para chegarmos à Praça da Liberdade mesmo indo de Uber. De longe, avistei Ramon de costas, de óculos escuros e segurando o livro de sua autoria. Eu saquei que aquele seria o meu presente - rs.

Conversamos, tiramos fotos aleatórias e com filtros do snapchat, pois é a marca dele e aguardamos a chegada do Gabriel.

Gabriel chegou e fomos procurar algum lugar para comer. Nisso, praticamente nos perdemos. Como era domingo, a cidade estava meio que deserta e muitos lugares fechados.

Após muito mais de uma hora cortando ruas, subindo e descendo ladeiras, paramos em um shopping no qual nem me recordo o nome. A gente queria almoçar algo e eu especificamente arroz. Pelo preço, desistimos de comida e pedimos pizza individual. Saiu bem baratinho e depois nos passamos pro milkshae - que de tanto o AA pedir, acho que viciei.

Quase 14h, pegamos o Uber e fomos para Lagoa Santa, a cidade onde o AA mora. Gabriel conversou bastante com o uber que era nordestino.

Em Lagoa Santa, percebi que AA estava mais solto, nos guiando e mostrando toda a lagoa. Mostrou onde ficava alguns pontos e paramos em um restaurante para pedir uma porção de batata frita. Gabriel e AA como bebem, pediram cerveja para acompanhar com o jogo. Na verdade, AA e eu estávamos de costas para a TV e Gabriel e Ramon vibravam a cada lance que não conseguia entender.

De lá, fomos tirar umas fotos próximo da lagoa e sentamos para ver o pôr do sol com dificuldade, pois estava coberto por uma fumaça. Eu não tive sorte nesse momento.

Deixamos Gabriel e Ramon na estação e voltamos para casa mortos! A gente caminhou muuuuuuuito nesse dia.

Na segunda, fui almoçar com AA e Shopping, fomos ao cinema assistir Annabelle 2 e procurar biscoito para compensar os que comemos no café da manhã em casa.

Além disso, entramos nas Americanas e encontrei dvds de American Horror Story. Eu só me liguei que estava com 50% de desconto no ato do pagamento. Que sorte! Comprei ali Murder House e Freak Show. Em outra loja, AA me presenteou com Asylum e Coven. Eu fiquei tão feliz!!! Agora para a minha coleção só falta Hotel e Roanoke.

Chegamos em casa mais uma vez cansados e fomos dormir bem tarde, justamente porque eu tinha que refazer minha mala, pois no dia seguinte, às 10h já seria o meu voo de volta.

Chegamos no aeroporto minutos antes e, com um abraço, me despedi do AA. Foi bem triste aquele momento, mas valeu tudo que aconteceu.

Espero um dia voltar, pois sei que fiz amigos de verdade e que irei levá-los pelo resto da vida.

OBSERVAÇÃO: Este post pode ser editado.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

FINAL DE SEMANA FT. DAVID ABREU

Faz tempo que não trato aqui como diário...

Talvez eu tenha amadurecido um pouco, ou até mesmo ficado com mais preguiça de ser frequente, ainda mais por não achar a minha vida tão interessante a ponto de deixar grande parte dela registrada.

Dramas à parte, queria mencionar que meu final de semana foi ótimo. Sabe quando tudo dá certo? Pois foi desse jeito. Eu fiquei naquela expectativa de algo dar errado, afinal, sempre acontece, mas dessa vez não, deu tudo certinho, como seguindo um roteiro.

Na quinta (18), informei a minha chefe que precisaria viajar no dia seguinte, repito: no dia seguinte, sendo que sempre informo uma semana antes ou alguns dias. Sempre fico naquela tensão de como perguntar, e quando brota a coragem eu falo logo. Algumas vezes ela até fica meio receosa, entendo, mas dessa vez ela foi muito boa, sem me questionar, apenas confirmando com um “joinha”.

Na sexta (19), empolgado, sai no final da tarde rumo a Teresina, tendo que parar na rodoviária de Timon. Eu já imaginava como faria para ir a casa do Dalton, sendo que já havia combinado com ele de me pegar na casa de sua madrinha, próximo ao shopping, em Teresina. De Timon para a casa da madrinha dele eu teria que pegar um moto-táxi e isso me custaria um dinheirão, fora o desconforto e medo de chegar ao local passando por ruas desconhecidas e estranhas.

No ônibus, indo para Timon, Milene sentou ao meu lado e seguimos toda a viagem conversando. Nem vimos o tempo passar. Uma outra amiga estava nas poltronas da frente, a Katllís, onde havíamos nos cumprimentado de longe.

Ao chegar em Timon, irmã da Katllís, a Gfayne, (sim, nomes bem diferentes do normal!) estava a esperando, junto com a filha e marido dela. Ainda dentro do ônibus, fui reconhecido e Gfayne acenou. Até comentei com a Milene de não ir lá falar com ela, porque poderia parecer interesse por uma carona. Quem me conhece sabe que eu não gosto de parecer ser interesseiro, o que muitas vezes é confundido como orgulhoso.

Mesmo assim, irmã da Katllís me chamou e fui até lá. Em pouca conversa escutei um “vocês vão pra onde?”. Sem jeito, deixei pra que a Milene respondesse. Sem demora, “pois vamos, eu dou carona pra vocês!”. Que felicidade em não poder gastar o pouco dinheiro que eu tinha com moto-táxi.

Rápido, descemos na Frei Serafim, mais precisamente em frente ao Hiper Bom Preço, e agradecemos a carona.

Milene teria que esperar um ônibus dela para casa e eu o Dalton. Minutos depois, Dalton me liga pedindo pra eu olhar pra trás. Lá estava ele, na parte superior do supermercado. Milene foi comigo cumprimentar ele e, como estávamos indo pegar Pedro na Rodoviária, Dalton deu carona novamente pra ela. Não tinha como deixar ela em casa, mas deixamos em uma parada de ônibus mais próxima.

No caminho, liguei pro David, um amigo virtual de São Luís que chegaria em Teresina no mesmo dia para no domingo fazer uma prova seletiva de um concurso. Quando liguei, por whatsapp, pois temos o mesmo DDD do Maranhão, ele me disse que tinha acabado de chegar na rodoviária e que estava esperando alguém lhe buscar.


Formou!

“David, me espera! Não sai daí que tô indo buscar meu amigo aí na rodoviária também! Se chegarem, pede pra esperar, por favor, eu quero te ver!”, eu disse bem empolgado.

Chegando na rodoviária e ainda falando com David por telefone, o vi de longe. Como eu ainda estava em movimento, enquanto Dalton buscava um lugar para estacionar, avisei pra ele que já estava vendo, que ele estava se achando e ele ficou me procurando pelos lados.

Ansioso como estava, nem esperei Dalton sequer desligar o carro e fui saindo logo. Pedro já estava bem próximo, vindo em nossa direção, já tinha nos visto de longe, mas nem cumprimentei de imediato, eu acho. Só pedi pra ele esperar e fui às pressas ver o David.

Foi aí que vi o David, abracei ele e papeamos um pouco por ali. Ele me explicou a dificuldade que estava em sair dali, pois teria que pegar um Uber, moto-táxi... Nos aproximamos de Pedro e Dalton e o apresentei. Pedro já estava entrosado e perguntou onde ele iria ficar, que horas ficaram de buscar e outros questionamentos. No fim, “a gente te deixa lá, é no mesmo caminho, só que antes vamos passar em uma pizzaria, eu tô morrendo de fome!”, disse Pedro. Completei dizendo que também estava morrendo de fome e que o desejo por pizza aumentou ali.

Seguimos a uma pizzaria, enquanto David alternava a atenção para a cidade e celular.

Na pizzaria, conversei muito com David enquanto ele tentava resolver com quem iria buscar ele. Sempre falamos para que ele não se preocupasse, que estávamos ali caso não desse nada certo. O nosso papo foi bem agradável, como se fôssemos amigos de longas datas. Até brinquei com ele dizendo que somos, sim, mas que a nossa amizade só precisaria ser confirmada pessoalmente. Ainda no assunto, perguntei se ele me achou diferente das fotos, das chamadas e ele disse que não. Quer dizer, ele disse que não meio dizendo que sim, sabe!? - rs.


Em meio a uma situação chata por parte das pessoas que iriam buscar ele, quase 22h fomos deixar ele. Nos perdemos muito com a localização nos enviada, mas no fundo deu tudo certo.

Me despedi dele dizendo que no dia seguinte ele sairia comigo e que tentaríamos passear pela cidade, pelo menos nos pontos principais.

No sábado (20), acordei foi cedo, antes das 9h, com barulho de construção no andar de cima do prédio. Eram batidas e furadeira que não paravam mais. Não consegui mais dormir. Naquele calor, fiquei na sala, liguei a TV e fiquei mexendo no celular, enquanto Dalton dormia. Acabei até vendo uma live do David no Instagram. Mais tarde ele me disse que passou a manhã toda rodando o centro da cidade.

Naquele mesmo dia, Dalton trabalharia às 13h e eu havia combinado com David ao meio-dia. Tudo certo! David já estava pronto e fomos buscar ele em uma parada de ônibus próximo de onde ele estava. De lá, fomos pegar um amigo do Dalton que também trabalharia e seguimos para o shopping.


No shopping, nos separamos e fiquei andando com David. Entramos em algumas lojas sem comprar nada (quem nunca? - rs) e demos uma pausa pra almoçar.

Não lembro quanto tempo ficamos ali almoçando, mas foi muito tempo mesmo. Foi muita conversa, muito riso besta... Estávamos esperando também o Pedro chegar para começarmos o mini tour pela cidade. Quase 15h ele chegou. Rimos mais ainda e esperamos o Dalton concluir o trabalho, já que sairia nesse mesmo horário.

Dalton almoçou e quase 16h começamos saímos de lá.

O primeiro lugar que quis levar o David foi o mirante da Ponte Estaiada. Tem dias que o elevador não funciona, mas, ainda bem, não foi nesse dia. Compramos o ingresso, recebemos o crachá e esperamos a nossa vez.


Pedi pro David preparar a câmera, pois a vista panorâmica do elevador mereceria ser registrada. Posicionei ele em um lugar estratégico no elevador, de frente para o vidro e ele começou a filmar a subida, mostrando surpresa.

No mirante, Pedro apresentou a cidade para o David mostrando os pontos principais: shopping, rio, ginásio... David continuou registrou tudo fazendo jus a sua presença turística ali.

Dez minutos depois, descemos e mostramos a parte inferior da ponte. Era muito básico ali e não tinha muito que ficar.

Seguimos para o Parque Potycabana. Eu queria água, queria sorvete, mas não encontramos por ali. Eles comeram dindin, mas eu nem estava afim. Para mim, água ou sorvete.

Acredito que David ficou encantando com o lugar, ainda mais pro prática de skate, patins e afins. Falei que numa próxima vez ele poderia traz o "long" dele pra aproveitar o lugar melhor.


Ficamos por mais ou menos meia hora lá. Tiramos algumas fotos e, quase no final da tarde, de lá, Pedro foi embora e fomos pro outro parque, Parque da Cidadania.

Eu continuava com sede e desejando um sorvete. Dentro do parque não tinha e eu não queria gastar mais energia pra poder encontrar um lugar. Do lado de fora, em um lugar que vende açaí, comprei um sorvete de chocolate – as únicas opções disponíveis eram chocolate e morango – que nem estava bom. Eu tomei mesmo porque já tinha comprado, mas não matou o meu desejo. David, aproveitando, pediu açaí. “Tu não gosta de açaí, Anderson!?”, foi o que eu ouvi dele.

Já à noite, um pouquinho mais de 19h, fomos pro apartamento do Dalton. Descansamos um pouco lá pra mais tarde deixar o David em casa.

Às 21h, eu acho, ele foi embora. Nos despedimos e prometemos um outro encontro, só que dessa vez eu indo para São Luis. Mesmo antes de conhecer ele pessoalmente já estava com esse plano mesmo.

No domingo voltei pra Coelho Neto com uma dor no coração. É tão ruim voltar a realidade. 😔

domingo, 5 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #8

(...)

Cheguei na A Ribeirinha Tapiocaria um pouco antes do horário combinado.

Ficamos alguns minutinhos aguardando o povo chegar. Enquanto isso, observávamos as poucas pessoas que estavam lá. Ainda dentro dela, conversamos um pouquinho olhando a placa informando que tinha "UAI-FAI" - como nela mesmo estava escrito.

Resolvemos ir para a calçada por conta do calor.

Minutos depois, Maurício chegou com um amigo chamado Gustavo. Nos cumprimentamos rapidinho e ele sentou na outra ponta da mesa, sendo que haviam três mesas juntas. Ele estava um pouco distante e isso causou uma certa dificuldade em conversar. Ora ou outra perguntávamos algo, mas ambos com os celulares em mãos concentrados. Me surpreendi com ele um pouco, pois não sabia que ele tinha várias tatuagens. Fora isso, idêntico as fotos. 

James e Machado chegaram de moto em seguida. Estacionaram, nos cumprimentaram e ficamos ali conversando, enquanto esperávamos o Juninho.

O lugar era super confortável de se estar, embora do lado de fora. O atendimento, assim como as pessoas de Alagoas são bem entrosadas, foi o melhor. Uma moça nos atendeu de uma forma que parecia já estar inserida ali no grupo. Mesmo sendo amiga de alguns, acredito pela frequência que eles frequentam o lugar, nos tratou da mesma forma.

O cardápio (digo, o menu) era super nordestino, bem personalizado e com vários nomes diferentes nas tapiocas - o que deixou o Dalton super encantado por ele. Não tinha como relacionar o sabor ou recheio com o nome descrito ali, mas a ideia foi bem criativa. Alguns nomes dados eram personagens de novela, outros de personagens da literatura brasileira e por aí vai. Melhor do que os nomes, eram as misturas. Nunca esquecerei que quando pedi ajuda para escolher, Maurício me disse que a preferida dele era sardinha com coco. "Quê!?", pensei.

Juninho chegou um pouco tarde e ficou ali, um pouco calado, enquanto bebia cerveja oferecida por Maurício.

Algo que lembrei aqui do nada e que achei engraçado era que, por algumas vezes durante a conversa, James chamava Maurício de "Bad" ou "BadBad" e eu não entendia... Muito tempo depois que vim entender a associação ao inglês: "Mau", "MauMau", "Mau-rício" - rs.

Conversamos muito por lá e a hora não passava. Por alguns momentos a ficha caía e eu me perdia ali. Pensava: "Poxa, olha o Machado ali conversando. O James aqui do meu lado. Tô em Penedo! PORRA!!!". Era algo meio estranho, já que tudo se passava somente por fotos e áudios e de repente você estava ali. Sempre é uma sensação "estranha-boa".

Em alguns intervalos de tempo, tiramos algumas selfies que saíram bem escuras:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não lembro quais as tapiocas que pediram, mas pedi uma de carne de sol (ou outro tipo de nome de carne) com purê de macaxeira. Eu não sabia comer direito, a minha vontade era dispensar o garfo e a faca e pegar com a mão. Nem preciso dizer que estava muito boa, né?

James do meu lado comeu super rápido a dele, depois pediu açaí. Ali come, viu!? - rs.

Um pouco mais de 23h, acho que umas 23h30, resolvemos ir embora. Desde cedo a rua estava tranquila e deserta. Se eu fosse dar uma hora para aquele momento, seria depois das 2h. Parecia mesmo de madrugada, sem movimento de quase nada.

Antes de irmos, tiramos algumas fotos e selfies dentro da Tapiocaria. Inclusive, alguém resolveu arrancar a placa que estava na porta do estabelecimento pra fazer o merchan - rs. Caiu muita molecagem nessa hora, foi muito massa!

Foto: James Dantas (@kbcao17)

James, Maurício, Gustavo, Machado Jr., Dalton, EU, Pedro e Juninho 

Após as fotos, resolvi pegar o meu diário caderno de registro de viagens, onde, na página do dia, dei para todos escreverem algo pra mim. Eu queria não só registrar aquele momento único em fotos, mas em escritas também:


Se o nosso encontro foi estranho (no melhor significado e sentido da palavra), nossa despedida foi mais ainda. Não sei como descrever aquela sensação, era tipo uma estágio pra morte, sei lá. Nos despedimos após eu entregar o Guaraná Jesus do Juninho e Maurício - que dispensou por um dia publicar a foto de uma latinha de cerveja pra poder dar lugar a Jesus - e eles assinarem o caderno.

Nos abraçamos e ouvi palavras bem legais de se ouvir no final de um dia bem produtivo e cansativo. Ter ouvido que eu fui uma "satisfação", que "foi um prazer", nem tem como descrever. Nos vimos pela ultima vez naquela noite, mas na esperança de nos vermos novamente, dessa vez aqui na nossa região.

Entrei no carro e agradeci aos meus melhores amigos que me proporcionaram a ida a Penedo. Ambos confirmaram que eles são muito gente boa e que realmente sabem a história da cidade. Com o carro em movimento em direção a Pousada, li e analisei atentamente o que tinham escrito pra mim.

A minha felicidade, embora não demonstrada pessoalmente, estava extrema dentro de mim. No quarto da Pousada demorei muito a dormir pensando em tudo. Antes disso, tiramos algumas fotos para mandar no grupo, mostrando que chegamos vivos - rs.


Pelo nosso sorriso na foto acima dá pra perceber o tamanho da felicidade.

Nesse dia fui dormir bem tarde, sendo que iriamos acordar às 5h pra pegar estrada de volta a Maceió. Como estava na parte de cima da beliche, o ar condicionado estava direto em mim. Eu estava morrendo de frio, mas não queria usar o edredom, nem trocar de cama.

No dia seguinte até comentei com meus amigos que não parava de sonhar com o povo, que era a continuação do dia seguinte. Infelizmente não lembro agora pra poder contar.

Para mim, se a viagem tivesse acabado ali, já estaria feliz. Conclui que se não tivesse ido em Penedo, não seria tão legal, tão 100%...

sexta-feira, 3 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #7

(...)

Descemos as escadas da Casa da Aposentaria para descermos mais escadas em seguida. Estávamos ao lado do Rio São Francisco e aquela vista sempre era bem vista e bem-vinda aos meus olhos. Os corredores que descemos eram bem estreitos e as ladeiras também.

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Fizemos uma pequena pausa pra registrar em fotos e fazer outro Glide:


Já estava anoitecendo, mas tudo bem tranquilo por ali. No momento em que eu estava admirando o Rio São Francisco, uma canoa (acho que é canoa, né!) passava e pedi rapidão pro James tirar uma foto. Mesmo eu estando de costas, ri vendo aquilo, o que ainda d eu pra perceber na foto abaixo:


Andamos muito pela orla do rio, enquanto Machado e James explicavam algumas histórias aos meus amigos. Eu não sou muito de história, mas ver eles explicando e mostrando realmente saber das suas origens, deixa a viagem ainda mais interessante.

Paramos em ponto e fizemos, sem propósito, uma rodinha de conversa. Conversamos muito e chegamos no assunto que eu queria: choque de cultura.

Comentamos muito sobre as nossas gírias e principalmente o nosso sotaque. Curioso, perguntei ao Machado se ele percebia algum sotaque em mim, mesmo sendo uma pergunta bem óbvia. Ele respondeu o esperado, que tínhamos, sim e que nosso sotaque era agradável de se ouvir, diferente do sul que exige muita atenção.

Resolvemos, após, ir ao supermercado. Pedro precisava comprar algumas coisinhas que tinha esquecido, ou melhor, que não tinha dado tempo comprar antes. Machado me mostrou uns biscoitos que tinha por lá, uns doces e salgados fabricados na região. Fiquei um pouco na dúvida em pegar, mas na garantia que ele me deu que eu não iria me arrepender, peguei um doce e um salgado.

Estava conversando com David - amigo ainda virtual de São Luis, aqui no MA - pelo whatsapp e, no aperreio, enviei uma selfie do tempo real. Inclusive, já estava destruído de cansado de tanto andar:


Dali, combinamos que mais tarde iríamos a um barzinho. Não me sentiria muito confortável em um barzinho, mas toparia qualquer lugar ainda naquela noite. No final das contas, pelo grupo do whatsapp, combinaram que seria melhor em uma Tapiocaria. Tapiocaria soou estranho, mas se era diferente e aparentemente gostoso, não hesitei em aceitar.

Antes de me despedir de James e Machado, já que Juninho já tinha ido embora pra fazer não lembro o quê, fomos em direção ao "nosso" carro pegar os presente e o "bônus" que havia levado pra eles. Acho que nem falei aqui, mas levei uma caixa com seis Guaraná Jesus pra distribuir. Levei também o bônus" que era uma pequena lembrança do Piauí, um chaveiro de peixeira - inclusive dei também pro Augusto quando fui em Goiânia. Essa peixeirinha tem um grande significado e é bem característico quando converso com eles pelo whatsapp. Eles, ali mesmo, puxaram o Jesus de dentro da sacola e admiraram se mostrando já ansiosos pra beber.

Mais tarde até postaram no instagram:



O Machado também publicou no facebook dele.

domingo, 29 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #6

(...)

Machado e Juninho deixaram a moto ali mesmo onde nos encontramos e começamos a andar pela cidade.

Juninho, Dalton, Pedro e Machado

Para mostrar no grupo que eu estava lá, James acabou fazendo GLIDE:


Percebi o quanto o Machado era conhecido por ali, não sei se foi só impressão. As pessoas que passavam na rua sempre falavam com ele.

Passando em frente ao lugar onde ele trabalha (ou estagia!?), perguntou se podíamos entrar. Um guarda e uma senhora que estavam lá nos desejou as boas vindas ao descobrirem que éramos de outros estados e nos autorizou a entrada.

Subimos e foi aí que chegamos a um lugar onde a vista era incrível. O Rio São Francisco passava por trás dali e tenho certeza que trabalhar ali seria o melhor lugar. Cheguei até a brincar com Machado dizendo que ele poderia muito bem levar o escritório pra lá, que o trabalho seria bem produtivo - rs.

Claro, James não dispensou em me clicar:



Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não demoramos muito por lá e saímos para outros lugares.

Paramos em uma pracinha que tinha em frente uma igreja. Na verdade, em frente ao Convento Nossa Senhora dos Anjos.

Parecia cenário de novela antiga

Era sexta-feira, mas parecia um domingo. A cidade é tão tranquila que se todos os dias forem assim, é uma boa cidade para se morar, ainda mais eu que sempre odiei morar aqui no centro. Hoje mesmo, como é domingo, acordei com barulho de carro de som e da vizinha com o som mais alto ainda enquanto fazia limpeza da casa... Quem me conhece sabe o quanto sou agoniado com barulho.

A prova de que a cidade é bem tranquila está nessa foto, que tiramos na Praça do Coreto:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Continuando... Por parecer domingo, fomos ao Convento que parecia estar fechado. Cumprimentei a recepcionista, que estava longe e vidrada no computador, e segui em frente. Não tirei foto nessa hora, mas tinha uma área enorme, bem bonita e cuidada dentro, onde bem no centro havia uma estátua que não consegui decifrar direito. Além do mais, se não me engano, haviam alguns bancos nela.

Em direção à porta de entrada, Machado nos alertou que já tinha fechado. Um senhor, suposto jardineiro que estava aguando a grama com uma mangueira, nos mostrou outra entrada.

Acho que fui o primeiro a entrar lá. O Convento tinha uma arquitetura muito antiga e o seu teto era pintado, segundo James, por escravos daquela época. Inclusive, toda ele era banhado a ouro e tudo muito bem conservado e um pouco modernizado. Não sei onde estava meu celular essa hora, mas James continuou me clicando com o celular dele, onde mostro abaixo:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Olhamos cada detalhe deste convento. Dentro dele, do lado esquerdo de quem entra, tem uma pequena capela onde estava fechado, mas tinha como ver os bancos e do lado um confessionário bem antigo, que me fez lembrar um filme do Didi que assisti na infância. O confessionário era bem parecido com esse aqui do filme. Tudo ali me fazia voltar no tempo.

Não tinha nada de roteiro pronto, saímos do Convento e fomos ver o que tinha mais na frente.

Entramos na Oficina de Santeiros do mestre artesão Timaia. Ele nos recebeu muito bem, ficou impressionado com o fato de sermos de outros estados e explicou sobre a sua carreira. Fiquei impressionado com sua simplicidade e humildade. Podíamos ver ali que tudo que ele faz é por amor, sem cobrar nada em troca, apenas ensinando quem realmente se interessar. Observei e peguei algumas peças que realmente eram ricas em detalhes e muito bem trabalhadas. Ele também nos mostrou algumas peças de alunos que estavam começando o trabalho. Realmente, é muita dedicação e paciência para se ter um bom resultado.

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Demoramos muito por lá, fomos apresentados para mais pessoas e ouvimos muitas histórias ainda da vida dele. No final, ele nos deu cartão de visita com seu contato e Facebook e pediu para que assinássemos em um livro, onde, ao assinar, olhando rapidamente, vi que não era somente eu de outro estado que tinha ido ali, várias pessoas de fora também.

Já estava quase escurecendo quando fomos à Casa da Aposentadora. No momento em que subimos as escadas, demos de cara com uma mesa cheia de salgadinhos, bolos, sucos... Muitas pessoas estavam lá, em uma sala separada, em uma reunião. Passamos despercebidos ali, e ficamos vendo o final da tarde enquanto conversávamos.

Foto: James Dantas (@kbcao17)


Lembro que nessa hora o céu estava sendo cortado por um rastro de fumaça que mais parecia de decolagem de algum foguete - como já cheguei a ver por aqui, visto que temos próximo, no Maranhão, um Centro de Lançamento de Foguetes, em Alcântara. Chegamos a questionar isso, mas me disseram que era apenas um avião fazendo aquilo. Clicando na foto abaixo para ampliar, acredito que dará pra ver como estava:


Ainda ali, as pessoas saíram da reunião e começaram a lanchar. Fiquei meio sem jeito, com vergonha, mas uma mulher ao nos ver, gritou: "Menino, fiquem à vontade! Vamos!?", nos apontando à mesa. Tímidos, porém com fome - pelo menos eu - não aceitamos e passamos por todos que estavam muito bem arrumados já se servindo.

sábado, 28 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #5

(...)

Continuamos a andar e começamos a avistar algumas ruas estreitas com várias casinhas coloridas. Em uma dessas andanças, algumas senhoras estavam na janela, fazendo aquele cenário se tornar ainda mais bonito. Por algumas vezes, lembrei de propagandas que passa na Tv Globo, como essa aqui e aqui.

Tiramos poucas fotos em pontos e casas que achávamos legais naquele momento, como essas:



Subimos algumas ladeiras e paramos próximo a uma igreja e cinema antigo. Com o celular ainda em mãos, vi mensagens do povo informando que estava em frente a pousada. Desorientado, não sabia dizer onde eu estava e nem lembrei que poderia mandar a localização pelo whatsapp.

Alguns minutos depois, pelo lado contrário que imaginava que eles pudessem estar vindo, apareceram de moto. Foi quando os vi ainda de capacete. Machado Junior trazia James (que já até entrevistei aqui) e Juninho estava na moto dele. Me olharam, estacionaram e vieram em minha direção tirando o capacete.

Primeiramente, cumprimentei e abracei James que achei bem alto e magro, o contrário do que imaginava nas fotos. Além do mais, não achei que ele tinha a cabeçona, como seu próprio @ no Twitter e Instagram já dizia. Depois, cumprimentei Machado num aperto de mão meio doido, empolgado, me puxando pro abraço - rs. Machado é como nas fotos, não vi diferença. Depois o Juninho Rocha, que estava um pouco calado, tímido talvez.

James me mostrou e entregou um saquinho com as lentes olho de peixe e eu achando que era um presente pra mim. Abrindo o saquinho e pegando a lente, não conseguia prender no meu celular e acabei pedindo ajuda dele. Com ela já encaixada no celular, tiramos as primeiras selfies do #WINDENCONTRO (encontro de usuários de Windows Phone):



Fiquei tão besta com aquilo que esqueci de apresentar meus amigos a eles. Quando fui ver, Machado já estava lá cumprimentando eles. Um pouco atrasado, apresentei eles e seguimos conversando por alguns minutos ainda ali.

Eu até falei para darmos logo uma volta, já que mais tarde eles tinham que ir pra faculdade. "Quem disse que a gente vai pra faculdade hoje? Você tá aqui, Funnie! Tu é o Deus Grego!", disse James zoando e sorrindo com a importância da minha presença naquele dia único. Me achei internamente - rs.

CN → THE → REC → MCZ → PND #4

(...)

Foram um pouco mais de três horas de viagem. A cada quilômetro que passava eu ficava mais tenso, nervoso, imaginando que dali a algumas horas estaria transformando o virtual no real. Todas os cenários das fotos estariam não mais na tela do meu celular, mas na minha frente. Não estaria mais escutando áudios e sotaques apenas pelo celular, mas pessoalmente, vendo expressões e sorrisos do jeito que eu ainda não tinha visto.

Ainda na estrada, paramos em um Mirante. As placas indicavam que a poucos metros teria um ali e na medida que chegávamos próximos, decidíamos se pararíamos ou não, visto que eu tinha medo de perder tempo e não aproveitar as horas em Penedo, imaginando que à noite os amigos de lá estariam na faculdade. Naquele momento, tempo era ouro.

Estacionamos o carro no acostamento em frente e vimos que era um restaurante. Atrás dele, o mirante era bem simples e colorido, parecia mais um brinquedo de parque de diversões. Nada de elevador e sim escadas em formato espiral. Pagamos apenas R$ 2,00 para subir e ficar uns cinco minutinhos tirando algumas fotos.


Poderíamos até ter ficado mais tempo lá, mas São Pedro foi meu best friend e mandou chuva, para que fôssemos correndo pro carro seguir mais estrada e ganhar tempo - rs.

Nas cidades próximas, assim que funcionava a cobertura de internet, chegava um monte de mensagem pra mim. O grupo que criei estava perguntando: "Cadê o Funnie?", "Já chegou?", além de mensagens no privado no mesmo caráter.

Acabei não respondendo, pois ainda estava enfadado da viagem. Não tinha almoçado ainda, não tinha tomado banho e precisava ficar de bem comigo mesmo pra confirmar a minha chegada.

Ao chegar em Penedo, ficamos maravilhados com as casinhas coloridas e com a arquitetura preservada da cidade. Como o Pedro mesmo disse, ainda na direção, "parece que voltamos pro século passado", onde digitei a mesma frase no grupo privado somente com os amigos desta cidade.

Algumas vezes ficamos perdidos e entramos na contramão, por termos dispensado o GPS. E seguimos procurando a Pousada que já tínhamos reservado há algumas semanas.

No caminho, não hesitei em tirar essa foto, ainda de dentro do carro, dessa rua estreitinha cheia de casas coloridas:


Ao chegarmos na Pousada Central, nem precisamos nos apresentar. A senhora dona de lá já estava nos aguardando. Muito educada e receptiva, nos explicou calmamente como funcionava lá e pediu para que eu assinasse em um caderno acrescentando a data - acho que isso foi o check-in - rs. Em seguida, me entregou a chave do quarto de número 8.

Os quartos ficavam no primeiro andar e embaixo funcionava um restaurante simples, com poucas mesas e cadeiras, com recipientes de self-service, o que deu mais certo ainda pra gente, que não precisava andar pela cidade em busca de almoço.

Deixamos as malas e bolsas no quarto e, como meus amigos estavam morrendo de fome, disse para que almoçassem enquanto eu tomava banho e me trocava. Com isso, eles desceram para almoçar e fui tomar banho.

O quarto que ficamos era super apertado. Nele tinha: ar condicionado; uma TV com receptor; um guarda-roupa pequeno com espelho na porta por dentro e com três edredons; uma beliche e uma cama de solteiro normal; um banheiro minúsculo e um chuveiro que era SUPER lerdo. Eu me conformo com tudo, mas aquele chuveiro me fez demorar demais no banho. A água descia bem fina, pouca... Que agonia! Não gosto nem de lembrar.

Muito aperreado, enquanto meu celular carregava para tirar fotos mais tarde, me vesti rápido e desci para almoçar mais rápido ainda. Enquanto isso, meu celular não parava de receber mensagens do povo que parecia mais ansiosos do que eu. Eu não gosto de comer mexendo no celular, mas fiz isso. A comida acabou esfriando e o suco rendeu demais. Não comi muito, mas me senti satisfeito.

Sem demora, seguimos para o "centro histórico".

Lembro que enquanto passava por lá, um bêbado dentro de um bar olhou pra mim e falou: "E aí, parceiro!? Como é que tá?". Por impulso, ainda o respondi: "Tudo beleza!", fazendo joinha pra ele.

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #3

(...)

Chegamos no aeroporto de Recife no horário previsto para conexão e a viagem foi bem tranquila. Inclusive, foi a primeira vez que o Pedro viajou de avião, motivo que o deixou todo maravilhado.

Em Recife, esperamos um pouco mais de uma hora o avião seguinte. Andamos um pouco pelo aeroporto que achei bem apertado e estreito, porém enorme. Depois sentamos, tiramos umas fotos e aguardamos informar que o nosso avião já tinha pronto.

Na minha viagem para Goiânia não tive que pegar aqueles ônibus que nos transportam para o avião, mas dessa vez teve. Foi bem normal, mas ao mesmo tempo aquilo foi novidade pra mim.

O nosso avião para Maceió tinha hélices nas asas, o que me deixou um pouco preocupado - rs. Em um momento, quase próximo a aterrizagem em Maceió, ouvimos um barulho. Nessa hora Pedro e eu nos olhamos, mas depois constatamos que era somente o trem de pouso sacando - rs. Foi um pouco tenso, mas passou em segundos essa tensão.

A gente sempre alternava os assentos, então, nessa parte da viagem, a vez de estar na janela seria minha. E foi aí que fiz o vídeo abaixo da maravilhosa praia de Recife:



Chegamos no aeroporto de Maceió e fomos direto pegar no "nosso" carro. Desde o comandante, já percebemos o quanto as pessoas de lá são legais e de bem. Digo isso porque o comandante tem uma pitada de humor no padrão que ele tem que seguir durante o voo. As atendentes do guichê da Localiza nos atenderam super bem e bem atenciosas e educadas. Todas as instruções e detalhes foram passados ao Pedro. Repito, melhor atendimento do mundo. Incluo também o "motorista" (não sei se posso chamá-lo assim) que nos levou de van para o local onde o "nosso" carro estava.

Momento em que chegamos em Maceió

Admirando o Aeroporto de Maceió

Ao escolhermos o carro - sim, a gente escolhe entre as opções, o carro que a gente quer! -, demos aquela olhada em volta para ver se estava tudo certinho. Perguntamos também mais detalhes sobre. Dentro do carro, percebemos que a entrada USB do som estava quebrada, mas tudo foi resolvido quando avisamos ao funcionário que fez a troca imediata do som.

Sem demora, ativamos o GPS e... #PartiuPenedo! \o/

CN → THE → REC → MCZ → PND #2

(...)

Na quinta-feira, 19, fui cedo para Teresina. O voo estava marcado para o dia seguinte às 07h10 e para não deixar tudo pra cima da hora, na correria, resolvi chegar bem cedo.

Ainda pela manhã, arrumei toda a minha bolsa e sai riscando na lista de coisas para levar o que eu já estava guardando. Eu não queria esquecer de nada, com isso, por vezes, parava sozinho e forçava a mente a lembrar de algo que eu poderia estar esquecendo.


À tarde fui à um salão dar um trato no cabelo. Cheguei lá um pouco mais de 14h e saí bem no finalzinho da tarde. Ainda bem que fiquei satisfeito.

Selfie aleatório no Salão que mandei para os amigos

Quando cheguei em casa, Dalton estava trabalhando em meu notebook enquanto eu ficava à toa no celular aguardando Pedro chegar do Ceará.

Não demorou muito quando Pedro chegou. Fomos ao shopping comprar algumas besterinhas que faltavam e, ao retornar, ambos começaram a arrumar as malas. Eu estava tranquilo favorável, mas insistia que estaria esquecendo algo.


Não lembro mais o menos a hora que fomos dormir, mas foi mais cedo que de costume. Já tinha deixado a minha roupa separada, a bolsa, chaves, carteiras também, justamente para ganhar tempo.

No dia seguinte, acordamos mais cedo ainda. Como sou uma pessoa ansiosa, fui o primeiro a acordar. Fiquei alguns minutos ali, me espertando e fui tomar banho. Logo após, meus amigos acordaram e foram também. Não foi uma correria, mas eu já estava pronto havia um tempinho, enquanto eles ainda tomavam café. Eles tomaram café reforçado e eu apenas um suco de maracujá, imaginando que comeria as besteiras que dão no avião.

Nisso, a hora passou e quando chegamos no aeroporto para despachar a mala, o atendente super ignorante meio que gritou: "Rápido, senhores! Vocês já estão atrasados!". Realmente estávamos, mas precisava daquilo? Mesmo com aquela cara, o tratamos bem e agradecemos o seu trabalho.

Entramos no portão de embarque se olhando, comentando sobre o atendente ignorante. Passamos pelo detector e entramos no final da fila do nosso voo. As pessoas já estavam seguindo para o avião, mas não tinha desespero como eu imaginava. Imaginava que as pessoas poderiam estar com raiva por conta do nosso atraso, mas o tempo foi bem calculado.

Indo ao avião, tiramos uma selfie:


CN → THE → REC → MCZ → PND #1

Provavelmente estarei postando isso bem atrasado, mas queria aproveitar este momento enquanto ainda lembro de tudo em detalhes.

Onde eu estava? Penedo e Maceió – AL. o/

Não existe coisa melhor do que viajar. Melhor que isso, só conhecendo pessoas legais. Juntando a viagem e pessoas legais não tem melhor combinação.

No começo do ano penso logo onde passarei minhas férias. Eu vou meio que por eliminação e condição financeira, claro. Dessa vez, foi bem diferente. Não seria férias, não seria algo esperado e planejado de muito tempo, mas queria aproveitar o momento atual e oportuno que estava passando.

Em pesquisas em sites que oferecem passagens aéreas, dei uma olhadinha em Maceió. E foi aí que dei sorte! A passagem estava super barata e, não querendo perder, alertei dois amigos. Os chamei pra conversar no Skype e lá eles começaram a me "desanimar". Na verdade eles já estavam planejando em ir à Belém, tinham algo para fazer lá, mas... "O que tem em Belém? Em Belém não tem na-da!", questionei e afirmei à eles, não tendo ideia do que Belém pode oferecer. Eu queria mesmo era ir pra Alagoas e pronto!

Fui dormir desanimado, mas ainda com aquele resquício de esperança dentro de mim. Inclusive, pensei: "Se eles (meus amigos) não forem, vou só! Eu já fui pra Goiânia sozinho, então...".

No dia seguinte, do nada, Dalton me manda uma mensagem dizendo pra eu entrar no Skype porque precisaria falar comigo. Saquei!

Em uma conversa em grupo, decidimos que iriamos, sim; que pra já compramos a passagem, naquele medo de aumentar, visto que o valor normal é bem mais caro. Digamos que não pegamos uma promoção, mas tivemos uma sorte de estar menos da metade do preço normal.

Lógico, fiquei super feliz e já fui logo anotando tudo que precisaria levar e comprar.

Já que estaria bem próximo da cidade dos meus amigos virtuais de um grupo de Windows Phone que participo, avisei logo que queria ir pra lá também. Que caso eles não quisessem, eu iria sozinho, pois estaria muito próximo e não poderia perder essa oportunidade. No começo foi difícil convencê-los, mas deu tudo certo.

Não lembro a data certa que compramos a passagem, mas foi quase dois meses antes. Tínhamos todo o tempo para comprar o que faltasse, para reservar pousada e apartamento e, claro, aluguel do carro, para que não dependêssemos de ônibus/táxi, pois o gasto com certeza seria bem maior. Além do mais, teríamos que ter o dinheiro para os gastos pessoais, passeios e o que precisássemos por lá.

Foto discreta pra mostrar no grupo o "making of" da viagem.

Mais ou menos duas semanas que antecederam a viagem, tudo estava reservado e pago: o carro, o apartamento em Maceió com a cobertura pro mar e a pousada simples em Penedo. As pessoas podem pensar que tudo saiu caro, mas garanto que não. Fizemos muitas pesquisas, nos organizamos e dividimos.

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #21

(...)

Os últimos dias que estive em Goiânia foram bem mais acelerados. Nesses dias, um pouco mais folgado, Augusto me levou em alguns lugares. A gente não tinha bem um ideia aonde iríamos, então a opção naquele momento era o shopping.

No caminho de ida ao Shopping, ele me explicava o que eram determinados lugares. Enquanto isso, como na maioria das vezes, as músicas que mais rolavam em seu carro eram sertanejo. 

Chegamos, então, no Shopping Flamboyant - nome que eu nunca consegui decorar, nem falar! O Shopping é muito diferente do de Teresina, mas, mais uma vez, sem comparação. Na verdade, quem fez a festa mesmo lá foi Mr. Job, que, mesmo tímido, posou para algumas fotos.


Ah, já ia esquecendo! Antes de entrarmos no Shopping, Augusto inventou de estacionar o carro no estacionamento com andares. Eu não sei como chama, mas ele resolveu estacionar o carro no último andar, para que eu pudesse ver, literalmente, a gente rodando ali.

Foi lá também que tirei uma das fotos que mais marcou a minha viagem:

Uma foto publicada por Anderson (Funnie) Rodrigues (@andersonfunnie) em

Já dentro do Shopping, passamos na Microsoft Store, onde imaginei que seria A loja, mas meio que me decepcionei. Depois que a Microsoft comprou a Nokia, as coisas ficaram meio que jogadas, e foi lá que percebi um pouco disso também. Eram poucos - e caros - lumias, poucos acessórios; uma loja quase vazia. Deu saudades, inclusive, de quando a Nokia mandava ver.

Paramos minutos depois para comer pastel, no qual Augusto já tinha me falado desde o começo da nossa amizade virtual. Foi aí que paramos no QG. Não lembro qual o significado da letra, mas jamais esquecerei do gosto maravilhoso do pastel de carne com azeitona. A combinação ficou muito boa. Sem esquecer que quando escolhi e pedi o paxtel, o carinha que nos atendeu achou super estranho.

Como não poderia deixar de ser desastrado, tentando fazer a foto abaixo do Mr Job, sem querer, apertei o copo de refrigerante, na tentativa de encaixar os braços do boneco dando a ideia de que ele estivesse abraçando o copo. Infelizmente o copo não era de plástico duro, era de plástico mole, como se fosse um copo descartável, foi aí que "xiringou" refrigerante pra todo lado. Mr Job e Augusto não se livraram e também foram molhados sem querer. Inclusive eu fiquei com a mão toda grudenta depois. Mas, mesmo após isso, a foto prestou:


Conversamos mais um pouco por ali e Augusto, como já havia me prometido, me levou para outro lugar, onde, segundo ele, tinha uma batatinha frita bem gostosa.

O nome do lugar é KomiKeto. Como o nome mesmo diz, o lugar dá pra comer quieto mesmo. O ambiente é bem retrô, com bancos acolchoados, quadros antigos, chão de discoteca, som com músicas leves e baixo e climatizado. Juro, me senti no final dos anos 70 com aquele cenário, mesmo não tendo vivido a época - rs. Na minha opinião, se as garçonetes viessem nos servi usando patins, seria muito mais massa - rs.


Não demorou muito para que o nosso pedido chegasse. Não lembro bem o que Augusto pediu, além, claro, das batatas fritas, mas eu inventei de pedir um suco de abacaxi com hortelã. O gosto estava horrível! Eu não conseguia sentir o gosto do abacaxi, somente da "erva". Inclusive tenho registrado em vídeo o momento em que provei e não gostei. Vejam:


Mesmo não conseguindo tomar o suco todo, devoramos a batatinha em poucos minutos. O pior é que eu estava me obrigando a continuar tomando aquele suco ruim. A cada gole que eu dava me sentia ruim, como se estivesse tomando um remédio, sei lá... Era uma reação super estranha. Acabei também não provando uns molhos que tinha lá. Aliás, nem sou fã de molhos mesmo.

Podem perceber que ainda tomei metade do suco.

Não muito tarde, voltamos para casa, eu certo de que NUNCA MAIS pedirei suco de abacaxi com hortelã outra vez.