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domingo, 21 de agosto de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #12

(...)

Naquele dia (22/05), o que eu mais queria era dormir. Eu não aguentava mais o cansaço.

Até que dormi, mas aquela adrenalina e curiosidade por estar em outro estado, lugar, não saía da cabeça e, por diversas vezes, comprometia o sono. Por vezes acordava na madrugada com aquela sensação de que a ficha ainda não havia caído. É bem estranho essas sensações que tenho.

Pedro foi ao meu quarto, que já estava, propositalmente, com a porta aberta e foi me acordando calmamente. Eu acordei de imediato, mas o corpo não queria desgrudar daquela cama de casal. Era mais ou menos umas 6h e eu ainda fiquei ali, olhando para o teto, pensando na vida.

Pedro voltou minutos depois e, um pouco irritado, falou: - Levanta logo, Anderson! Eu não vim pra Maceió pra ficar deitado, não!

Com essa frase, criei uma disposição e me levantei. Fui ao banheiro e, mais uma vez, fiquei me sentindo preso ali dentro. Por vários minutos debaixo daquele chuveiro forte, fiquei respirando com dificuldade. Incrível como eu me sentia sufocado ali dentro. Era uma energia ruim, uma falta de ar...

Mas, continuando...

Pegamos o elevador de serviço que dava para o estacionamento no subsolo às exatas 7h30:


A viagem foi bem tranquila. A playlist do carro tocava um aleatório bem diverso e não tinha como não cantar as músicas ali. Alguns momentos até ficamos calados curtindo algumas músicas mais bad

Chegamos em Maragogi umas 10h e fomos surpreendidos da pior forma com um passeio que já estava de saída. Mesmo assim, um rapaz meio gago, nos indicou outro e nos guiou até lá.

Era uma praia próxima de um restaurante, um pouco distante de onde paramos a primeira vez. Pronto, era ali mesmo que a gente ia ficar!

Colocamos nossas sungas e fomos ver se algum barco, lancha, ou qualquer outro transporte aquático sairia dali o mais rápido possível, sendo que a nossa passagem em Maragogi seria mesmo rápida.

Por sorte, uma espécie de lancha já estava saindo. Acertamos o valor e fomos.


A vista da lacha era maravilhosa e eu aproveitei pra sentir aquela água corrente nos pés:


Não me recordo o nome do lugar que encoramos, mas a água era muito limpa. Alguns lugares eram bem rasos e dava pra ver os peixinhos passando. Inclusive, os peixes eram lindos, amarelinhos e medrosinhos - rs. Na verdade quem estava com medo deles era eu, pois nunca gostei de sentir algo triscando em mim quando estou dentro da água.

Um rapaz estava com uma câmera especial lá e pedimos pra ele tirar algumas fotos nossas com nossos celulares, quando ele perguntou: - Vocês querem tirar fotos debaixo da água com os peixinhos? - apontando a câmera e pedindo máscaras de mergulho, nos instigando.

Perguntamos o preço - no caso ele fez por R$ 60,00 -, vimos que dividido sairia mais barato e começamos a sessão. Vejam as comparações:

Foto do meu celular

Fotos da câmera dele:



 



Lógico que para todas essas fotos saírem bonitas, tinha toda uma produção, digamos assim. Ele tinha algo que jogava para os peixes comerem, acho que pão, para que eles se aproximassem da gente e assim pudesse tirar as fotos com eles aparecendo. E, o que mais dificultou as fotos, por incrível que pareça, foi eu mesmo. Eu não sei nadar conseguia ficar muito tempo debaixo d'água, sendo assim nem dava tempo de conseguir boas fotos. Pouca fotos minhas ficaram legais, as outras eu estou fazendo cara de aperreado, se batendo, querendo respirar - rs.

CONTINUA AQUI...

domingo, 5 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #8

(...)

Cheguei na A Ribeirinha Tapiocaria um pouco antes do horário combinado.

Ficamos alguns minutinhos aguardando o povo chegar. Enquanto isso, observávamos as poucas pessoas que estavam lá. Ainda dentro dela, conversamos um pouquinho olhando a placa informando que tinha "UAI-FAI" - como nela mesmo estava escrito.

Resolvemos ir para a calçada por conta do calor.

Minutos depois, Maurício chegou com um amigo chamado Gustavo. Nos cumprimentamos rapidinho e ele sentou na outra ponta da mesa, sendo que haviam três mesas juntas. Ele estava um pouco distante e isso causou uma certa dificuldade em conversar. Ora ou outra perguntávamos algo, mas ambos com os celulares em mãos concentrados. Me surpreendi com ele um pouco, pois não sabia que ele tinha várias tatuagens. Fora isso, idêntico as fotos. 

James e Machado chegaram de moto em seguida. Estacionaram, nos cumprimentaram e ficamos ali conversando, enquanto esperávamos o Juninho.

O lugar era super confortável de se estar, embora do lado de fora. O atendimento, assim como as pessoas de Alagoas são bem entrosadas, foi o melhor. Uma moça nos atendeu de uma forma que parecia já estar inserida ali no grupo. Mesmo sendo amiga de alguns, acredito pela frequência que eles frequentam o lugar, nos tratou da mesma forma.

O cardápio (digo, o menu) era super nordestino, bem personalizado e com vários nomes diferentes nas tapiocas - o que deixou o Dalton super encantado por ele. Não tinha como relacionar o sabor ou recheio com o nome descrito ali, mas a ideia foi bem criativa. Alguns nomes dados eram personagens de novela, outros de personagens da literatura brasileira e por aí vai. Melhor do que os nomes, eram as misturas. Nunca esquecerei que quando pedi ajuda para escolher, Maurício me disse que a preferida dele era sardinha com coco. "Quê!?", pensei.

Juninho chegou um pouco tarde e ficou ali, um pouco calado, enquanto bebia cerveja oferecida por Maurício.

Algo que lembrei aqui do nada e que achei engraçado era que, por algumas vezes durante a conversa, James chamava Maurício de "Bad" ou "BadBad" e eu não entendia... Muito tempo depois que vim entender a associação ao inglês: "Mau", "MauMau", "Mau-rício" - rs.

Conversamos muito por lá e a hora não passava. Por alguns momentos a ficha caía e eu me perdia ali. Pensava: "Poxa, olha o Machado ali conversando. O James aqui do meu lado. Tô em Penedo! PORRA!!!". Era algo meio estranho, já que tudo se passava somente por fotos e áudios e de repente você estava ali. Sempre é uma sensação "estranha-boa".

Em alguns intervalos de tempo, tiramos algumas selfies que saíram bem escuras:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não lembro quais as tapiocas que pediram, mas pedi uma de carne de sol (ou outro tipo de nome de carne) com purê de macaxeira. Eu não sabia comer direito, a minha vontade era dispensar o garfo e a faca e pegar com a mão. Nem preciso dizer que estava muito boa, né?

James do meu lado comeu super rápido a dele, depois pediu açaí. Ali come, viu!? - rs.

Um pouco mais de 23h, acho que umas 23h30, resolvemos ir embora. Desde cedo a rua estava tranquila e deserta. Se eu fosse dar uma hora para aquele momento, seria depois das 2h. Parecia mesmo de madrugada, sem movimento de quase nada.

Antes de irmos, tiramos algumas fotos e selfies dentro da Tapiocaria. Inclusive, alguém resolveu arrancar a placa que estava na porta do estabelecimento pra fazer o merchan - rs. Caiu muita molecagem nessa hora, foi muito massa!

Foto: James Dantas (@kbcao17)

James, Maurício, Gustavo, Machado Jr., Dalton, EU, Pedro e Juninho 

Após as fotos, resolvi pegar o meu diário caderno de registro de viagens, onde, na página do dia, dei para todos escreverem algo pra mim. Eu queria não só registrar aquele momento único em fotos, mas em escritas também:


Se o nosso encontro foi estranho (no melhor significado e sentido da palavra), nossa despedida foi mais ainda. Não sei como descrever aquela sensação, era tipo uma estágio pra morte, sei lá. Nos despedimos após eu entregar o Guaraná Jesus do Juninho e Maurício - que dispensou por um dia publicar a foto de uma latinha de cerveja pra poder dar lugar a Jesus - e eles assinarem o caderno.

Nos abraçamos e ouvi palavras bem legais de se ouvir no final de um dia bem produtivo e cansativo. Ter ouvido que eu fui uma "satisfação", que "foi um prazer", nem tem como descrever. Nos vimos pela ultima vez naquela noite, mas na esperança de nos vermos novamente, dessa vez aqui na nossa região.

Entrei no carro e agradeci aos meus melhores amigos que me proporcionaram a ida a Penedo. Ambos confirmaram que eles são muito gente boa e que realmente sabem a história da cidade. Com o carro em movimento em direção a Pousada, li e analisei atentamente o que tinham escrito pra mim.

A minha felicidade, embora não demonstrada pessoalmente, estava extrema dentro de mim. No quarto da Pousada demorei muito a dormir pensando em tudo. Antes disso, tiramos algumas fotos para mandar no grupo, mostrando que chegamos vivos - rs.


Pelo nosso sorriso na foto acima dá pra perceber o tamanho da felicidade.

Nesse dia fui dormir bem tarde, sendo que iriamos acordar às 5h pra pegar estrada de volta a Maceió. Como estava na parte de cima da beliche, o ar condicionado estava direto em mim. Eu estava morrendo de frio, mas não queria usar o edredom, nem trocar de cama.

No dia seguinte até comentei com meus amigos que não parava de sonhar com o povo, que era a continuação do dia seguinte. Infelizmente não lembro agora pra poder contar.

Para mim, se a viagem tivesse acabado ali, já estaria feliz. Conclui que se não tivesse ido em Penedo, não seria tão legal, tão 100%...

sexta-feira, 3 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #7

(...)

Descemos as escadas da Casa da Aposentaria para descermos mais escadas em seguida. Estávamos ao lado do Rio São Francisco e aquela vista sempre era bem vista e bem-vinda aos meus olhos. Os corredores que descemos eram bem estreitos e as ladeiras também.

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Fizemos uma pequena pausa pra registrar em fotos e fazer outro Glide:


Já estava anoitecendo, mas tudo bem tranquilo por ali. No momento em que eu estava admirando o Rio São Francisco, uma canoa (acho que é canoa, né!) passava e pedi rapidão pro James tirar uma foto. Mesmo eu estando de costas, ri vendo aquilo, o que ainda d eu pra perceber na foto abaixo:


Andamos muito pela orla do rio, enquanto Machado e James explicavam algumas histórias aos meus amigos. Eu não sou muito de história, mas ver eles explicando e mostrando realmente saber das suas origens, deixa a viagem ainda mais interessante.

Paramos em ponto e fizemos, sem propósito, uma rodinha de conversa. Conversamos muito e chegamos no assunto que eu queria: choque de cultura.

Comentamos muito sobre as nossas gírias e principalmente o nosso sotaque. Curioso, perguntei ao Machado se ele percebia algum sotaque em mim, mesmo sendo uma pergunta bem óbvia. Ele respondeu o esperado, que tínhamos, sim e que nosso sotaque era agradável de se ouvir, diferente do sul que exige muita atenção.

Resolvemos, após, ir ao supermercado. Pedro precisava comprar algumas coisinhas que tinha esquecido, ou melhor, que não tinha dado tempo comprar antes. Machado me mostrou uns biscoitos que tinha por lá, uns doces e salgados fabricados na região. Fiquei um pouco na dúvida em pegar, mas na garantia que ele me deu que eu não iria me arrepender, peguei um doce e um salgado.

Estava conversando com David - amigo ainda virtual de São Luis, aqui no MA - pelo whatsapp e, no aperreio, enviei uma selfie do tempo real. Inclusive, já estava destruído de cansado de tanto andar:


Dali, combinamos que mais tarde iríamos a um barzinho. Não me sentiria muito confortável em um barzinho, mas toparia qualquer lugar ainda naquela noite. No final das contas, pelo grupo do whatsapp, combinaram que seria melhor em uma Tapiocaria. Tapiocaria soou estranho, mas se era diferente e aparentemente gostoso, não hesitei em aceitar.

Antes de me despedir de James e Machado, já que Juninho já tinha ido embora pra fazer não lembro o quê, fomos em direção ao "nosso" carro pegar os presente e o "bônus" que havia levado pra eles. Acho que nem falei aqui, mas levei uma caixa com seis Guaraná Jesus pra distribuir. Levei também o bônus" que era uma pequena lembrança do Piauí, um chaveiro de peixeira - inclusive dei também pro Augusto quando fui em Goiânia. Essa peixeirinha tem um grande significado e é bem característico quando converso com eles pelo whatsapp. Eles, ali mesmo, puxaram o Jesus de dentro da sacola e admiraram se mostrando já ansiosos pra beber.

Mais tarde até postaram no instagram:



O Machado também publicou no facebook dele.

domingo, 29 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #6

(...)

Machado e Juninho deixaram a moto ali mesmo onde nos encontramos e começamos a andar pela cidade.

Juninho, Dalton, Pedro e Machado

Para mostrar no grupo que eu estava lá, James acabou fazendo GLIDE:


Percebi o quanto o Machado era conhecido por ali, não sei se foi só impressão. As pessoas que passavam na rua sempre falavam com ele.

Passando em frente ao lugar onde ele trabalha (ou estagia!?), perguntou se podíamos entrar. Um guarda e uma senhora que estavam lá nos desejou as boas vindas ao descobrirem que éramos de outros estados e nos autorizou a entrada.

Subimos e foi aí que chegamos a um lugar onde a vista era incrível. O Rio São Francisco passava por trás dali e tenho certeza que trabalhar ali seria o melhor lugar. Cheguei até a brincar com Machado dizendo que ele poderia muito bem levar o escritório pra lá, que o trabalho seria bem produtivo - rs.

Claro, James não dispensou em me clicar:



Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não demoramos muito por lá e saímos para outros lugares.

Paramos em uma pracinha que tinha em frente uma igreja. Na verdade, em frente ao Convento Nossa Senhora dos Anjos.

Parecia cenário de novela antiga

Era sexta-feira, mas parecia um domingo. A cidade é tão tranquila que se todos os dias forem assim, é uma boa cidade para se morar, ainda mais eu que sempre odiei morar aqui no centro. Hoje mesmo, como é domingo, acordei com barulho de carro de som e da vizinha com o som mais alto ainda enquanto fazia limpeza da casa... Quem me conhece sabe o quanto sou agoniado com barulho.

A prova de que a cidade é bem tranquila está nessa foto, que tiramos na Praça do Coreto:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Continuando... Por parecer domingo, fomos ao Convento que parecia estar fechado. Cumprimentei a recepcionista, que estava longe e vidrada no computador, e segui em frente. Não tirei foto nessa hora, mas tinha uma área enorme, bem bonita e cuidada dentro, onde bem no centro havia uma estátua que não consegui decifrar direito. Além do mais, se não me engano, haviam alguns bancos nela.

Em direção à porta de entrada, Machado nos alertou que já tinha fechado. Um senhor, suposto jardineiro que estava aguando a grama com uma mangueira, nos mostrou outra entrada.

Acho que fui o primeiro a entrar lá. O Convento tinha uma arquitetura muito antiga e o seu teto era pintado, segundo James, por escravos daquela época. Inclusive, toda ele era banhado a ouro e tudo muito bem conservado e um pouco modernizado. Não sei onde estava meu celular essa hora, mas James continuou me clicando com o celular dele, onde mostro abaixo:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Olhamos cada detalhe deste convento. Dentro dele, do lado esquerdo de quem entra, tem uma pequena capela onde estava fechado, mas tinha como ver os bancos e do lado um confessionário bem antigo, que me fez lembrar um filme do Didi que assisti na infância. O confessionário era bem parecido com esse aqui do filme. Tudo ali me fazia voltar no tempo.

Não tinha nada de roteiro pronto, saímos do Convento e fomos ver o que tinha mais na frente.

Entramos na Oficina de Santeiros do mestre artesão Timaia. Ele nos recebeu muito bem, ficou impressionado com o fato de sermos de outros estados e explicou sobre a sua carreira. Fiquei impressionado com sua simplicidade e humildade. Podíamos ver ali que tudo que ele faz é por amor, sem cobrar nada em troca, apenas ensinando quem realmente se interessar. Observei e peguei algumas peças que realmente eram ricas em detalhes e muito bem trabalhadas. Ele também nos mostrou algumas peças de alunos que estavam começando o trabalho. Realmente, é muita dedicação e paciência para se ter um bom resultado.

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Demoramos muito por lá, fomos apresentados para mais pessoas e ouvimos muitas histórias ainda da vida dele. No final, ele nos deu cartão de visita com seu contato e Facebook e pediu para que assinássemos em um livro, onde, ao assinar, olhando rapidamente, vi que não era somente eu de outro estado que tinha ido ali, várias pessoas de fora também.

Já estava quase escurecendo quando fomos à Casa da Aposentadora. No momento em que subimos as escadas, demos de cara com uma mesa cheia de salgadinhos, bolos, sucos... Muitas pessoas estavam lá, em uma sala separada, em uma reunião. Passamos despercebidos ali, e ficamos vendo o final da tarde enquanto conversávamos.

Foto: James Dantas (@kbcao17)


Lembro que nessa hora o céu estava sendo cortado por um rastro de fumaça que mais parecia de decolagem de algum foguete - como já cheguei a ver por aqui, visto que temos próximo, no Maranhão, um Centro de Lançamento de Foguetes, em Alcântara. Chegamos a questionar isso, mas me disseram que era apenas um avião fazendo aquilo. Clicando na foto abaixo para ampliar, acredito que dará pra ver como estava:


Ainda ali, as pessoas saíram da reunião e começaram a lanchar. Fiquei meio sem jeito, com vergonha, mas uma mulher ao nos ver, gritou: "Menino, fiquem à vontade! Vamos!?", nos apontando à mesa. Tímidos, porém com fome - pelo menos eu - não aceitamos e passamos por todos que estavam muito bem arrumados já se servindo.

sábado, 28 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #5

(...)

Continuamos a andar e começamos a avistar algumas ruas estreitas com várias casinhas coloridas. Em uma dessas andanças, algumas senhoras estavam na janela, fazendo aquele cenário se tornar ainda mais bonito. Por algumas vezes, lembrei de propagandas que passa na Tv Globo, como essa aqui e aqui.

Tiramos poucas fotos em pontos e casas que achávamos legais naquele momento, como essas:



Subimos algumas ladeiras e paramos próximo a uma igreja e cinema antigo. Com o celular ainda em mãos, vi mensagens do povo informando que estava em frente a pousada. Desorientado, não sabia dizer onde eu estava e nem lembrei que poderia mandar a localização pelo whatsapp.

Alguns minutos depois, pelo lado contrário que imaginava que eles pudessem estar vindo, apareceram de moto. Foi quando os vi ainda de capacete. Machado Junior trazia James (que já até entrevistei aqui) e Juninho estava na moto dele. Me olharam, estacionaram e vieram em minha direção tirando o capacete.

Primeiramente, cumprimentei e abracei James que achei bem alto e magro, o contrário do que imaginava nas fotos. Além do mais, não achei que ele tinha a cabeçona, como seu próprio @ no Twitter e Instagram já dizia. Depois, cumprimentei Machado num aperto de mão meio doido, empolgado, me puxando pro abraço - rs. Machado é como nas fotos, não vi diferença. Depois o Juninho Rocha, que estava um pouco calado, tímido talvez.

James me mostrou e entregou um saquinho com as lentes olho de peixe e eu achando que era um presente pra mim. Abrindo o saquinho e pegando a lente, não conseguia prender no meu celular e acabei pedindo ajuda dele. Com ela já encaixada no celular, tiramos as primeiras selfies do #WINDENCONTRO (encontro de usuários de Windows Phone):



Fiquei tão besta com aquilo que esqueci de apresentar meus amigos a eles. Quando fui ver, Machado já estava lá cumprimentando eles. Um pouco atrasado, apresentei eles e seguimos conversando por alguns minutos ainda ali.

Eu até falei para darmos logo uma volta, já que mais tarde eles tinham que ir pra faculdade. "Quem disse que a gente vai pra faculdade hoje? Você tá aqui, Funnie! Tu é o Deus Grego!", disse James zoando e sorrindo com a importância da minha presença naquele dia único. Me achei internamente - rs.

CN → THE → REC → MCZ → PND #4

(...)

Foram um pouco mais de três horas de viagem. A cada quilômetro que passava eu ficava mais tenso, nervoso, imaginando que dali a algumas horas estaria transformando o virtual no real. Todas os cenários das fotos estariam não mais na tela do meu celular, mas na minha frente. Não estaria mais escutando áudios e sotaques apenas pelo celular, mas pessoalmente, vendo expressões e sorrisos do jeito que eu ainda não tinha visto.

Ainda na estrada, paramos em um Mirante. As placas indicavam que a poucos metros teria um ali e na medida que chegávamos próximos, decidíamos se pararíamos ou não, visto que eu tinha medo de perder tempo e não aproveitar as horas em Penedo, imaginando que à noite os amigos de lá estariam na faculdade. Naquele momento, tempo era ouro.

Estacionamos o carro no acostamento em frente e vimos que era um restaurante. Atrás dele, o mirante era bem simples e colorido, parecia mais um brinquedo de parque de diversões. Nada de elevador e sim escadas em formato espiral. Pagamos apenas R$ 2,00 para subir e ficar uns cinco minutinhos tirando algumas fotos.


Poderíamos até ter ficado mais tempo lá, mas São Pedro foi meu best friend e mandou chuva, para que fôssemos correndo pro carro seguir mais estrada e ganhar tempo - rs.

Nas cidades próximas, assim que funcionava a cobertura de internet, chegava um monte de mensagem pra mim. O grupo que criei estava perguntando: "Cadê o Funnie?", "Já chegou?", além de mensagens no privado no mesmo caráter.

Acabei não respondendo, pois ainda estava enfadado da viagem. Não tinha almoçado ainda, não tinha tomado banho e precisava ficar de bem comigo mesmo pra confirmar a minha chegada.

Ao chegar em Penedo, ficamos maravilhados com as casinhas coloridas e com a arquitetura preservada da cidade. Como o Pedro mesmo disse, ainda na direção, "parece que voltamos pro século passado", onde digitei a mesma frase no grupo privado somente com os amigos desta cidade.

Algumas vezes ficamos perdidos e entramos na contramão, por termos dispensado o GPS. E seguimos procurando a Pousada que já tínhamos reservado há algumas semanas.

No caminho, não hesitei em tirar essa foto, ainda de dentro do carro, dessa rua estreitinha cheia de casas coloridas:


Ao chegarmos na Pousada Central, nem precisamos nos apresentar. A senhora dona de lá já estava nos aguardando. Muito educada e receptiva, nos explicou calmamente como funcionava lá e pediu para que eu assinasse em um caderno acrescentando a data - acho que isso foi o check-in - rs. Em seguida, me entregou a chave do quarto de número 8.

Os quartos ficavam no primeiro andar e embaixo funcionava um restaurante simples, com poucas mesas e cadeiras, com recipientes de self-service, o que deu mais certo ainda pra gente, que não precisava andar pela cidade em busca de almoço.

Deixamos as malas e bolsas no quarto e, como meus amigos estavam morrendo de fome, disse para que almoçassem enquanto eu tomava banho e me trocava. Com isso, eles desceram para almoçar e fui tomar banho.

O quarto que ficamos era super apertado. Nele tinha: ar condicionado; uma TV com receptor; um guarda-roupa pequeno com espelho na porta por dentro e com três edredons; uma beliche e uma cama de solteiro normal; um banheiro minúsculo e um chuveiro que era SUPER lerdo. Eu me conformo com tudo, mas aquele chuveiro me fez demorar demais no banho. A água descia bem fina, pouca... Que agonia! Não gosto nem de lembrar.

Muito aperreado, enquanto meu celular carregava para tirar fotos mais tarde, me vesti rápido e desci para almoçar mais rápido ainda. Enquanto isso, meu celular não parava de receber mensagens do povo que parecia mais ansiosos do que eu. Eu não gosto de comer mexendo no celular, mas fiz isso. A comida acabou esfriando e o suco rendeu demais. Não comi muito, mas me senti satisfeito.

Sem demora, seguimos para o "centro histórico".

Lembro que enquanto passava por lá, um bêbado dentro de um bar olhou pra mim e falou: "E aí, parceiro!? Como é que tá?". Por impulso, ainda o respondi: "Tudo beleza!", fazendo joinha pra ele.

CONTINUA AQUI...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #21

(...)

Os últimos dias que estive em Goiânia foram bem mais acelerados. Nesses dias, um pouco mais folgado, Augusto me levou em alguns lugares. A gente não tinha bem um ideia aonde iríamos, então a opção naquele momento era o shopping.

No caminho de ida ao Shopping, ele me explicava o que eram determinados lugares. Enquanto isso, como na maioria das vezes, as músicas que mais rolavam em seu carro eram sertanejo. 

Chegamos, então, no Shopping Flamboyant - nome que eu nunca consegui decorar, nem falar! O Shopping é muito diferente do de Teresina, mas, mais uma vez, sem comparação. Na verdade, quem fez a festa mesmo lá foi Mr. Job, que, mesmo tímido, posou para algumas fotos.


Ah, já ia esquecendo! Antes de entrarmos no Shopping, Augusto inventou de estacionar o carro no estacionamento com andares. Eu não sei como chama, mas ele resolveu estacionar o carro no último andar, para que eu pudesse ver, literalmente, a gente rodando ali.

Foi lá também que tirei uma das fotos que mais marcou a minha viagem:

Uma foto publicada por Anderson (Funnie) Rodrigues (@andersonfunnie) em

Já dentro do Shopping, passamos na Microsoft Store, onde imaginei que seria A loja, mas meio que me decepcionei. Depois que a Microsoft comprou a Nokia, as coisas ficaram meio que jogadas, e foi lá que percebi um pouco disso também. Eram poucos - e caros - lumias, poucos acessórios; uma loja quase vazia. Deu saudades, inclusive, de quando a Nokia mandava ver.

Paramos minutos depois para comer pastel, no qual Augusto já tinha me falado desde o começo da nossa amizade virtual. Foi aí que paramos no QG. Não lembro qual o significado da letra, mas jamais esquecerei do gosto maravilhoso do pastel de carne com azeitona. A combinação ficou muito boa. Sem esquecer que quando escolhi e pedi o paxtel, o carinha que nos atendeu achou super estranho.

Como não poderia deixar de ser desastrado, tentando fazer a foto abaixo do Mr Job, sem querer, apertei o copo de refrigerante, na tentativa de encaixar os braços do boneco dando a ideia de que ele estivesse abraçando o copo. Infelizmente o copo não era de plástico duro, era de plástico mole, como se fosse um copo descartável, foi aí que "xiringou" refrigerante pra todo lado. Mr Job e Augusto não se livraram e também foram molhados sem querer. Inclusive eu fiquei com a mão toda grudenta depois. Mas, mesmo após isso, a foto prestou:


Conversamos mais um pouco por ali e Augusto, como já havia me prometido, me levou para outro lugar, onde, segundo ele, tinha uma batatinha frita bem gostosa.

O nome do lugar é KomiKeto. Como o nome mesmo diz, o lugar dá pra comer quieto mesmo. O ambiente é bem retrô, com bancos acolchoados, quadros antigos, chão de discoteca, som com músicas leves e baixo e climatizado. Juro, me senti no final dos anos 70 com aquele cenário, mesmo não tendo vivido a época - rs. Na minha opinião, se as garçonetes viessem nos servi usando patins, seria muito mais massa - rs.


Não demorou muito para que o nosso pedido chegasse. Não lembro bem o que Augusto pediu, além, claro, das batatas fritas, mas eu inventei de pedir um suco de abacaxi com hortelã. O gosto estava horrível! Eu não conseguia sentir o gosto do abacaxi, somente da "erva". Inclusive tenho registrado em vídeo o momento em que provei e não gostei. Vejam:


Mesmo não conseguindo tomar o suco todo, devoramos a batatinha em poucos minutos. O pior é que eu estava me obrigando a continuar tomando aquele suco ruim. A cada gole que eu dava me sentia ruim, como se estivesse tomando um remédio, sei lá... Era uma reação super estranha. Acabei também não provando uns molhos que tinha lá. Aliás, nem sou fã de molhos mesmo.

Podem perceber que ainda tomei metade do suco.

Não muito tarde, voltamos para casa, eu certo de que NUNCA MAIS pedirei suco de abacaxi com hortelã outra vez.

domingo, 28 de dezembro de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #3

Pronto, vou voltar a escrever aqui enquanto estou com coragem. Nunca pensei que fosse passar tanto tempo sem registrar no intervalo de um mesmo post. Dessa vez espero que o calor e a falta de uma mesa não me impeçam. Um dia termino!


As mulheres já estavam de biquíni, os homens de camisetas e short curto e todos estavam ansiosos para o primeiro passeio que nos esperava. O dia estava quente e junto da claridade que estava por ali, meu olho começava a lacrimejar, mas não poderia perder o passeio por isso.

O carro que nos levou para a pousada foi o mesmo que nos levou, em grupos, para os passeios. As pessoas não paravam de rir, de admirar tudo que se passava.

A primeira parada foi na árvore penteada (não sei realmente se é esse nome). Todos se juntaram lá e tiram uma foto só. Ela era enorme. Eu não participei da foto, pois estava tímido. Perdi a oportunidade de tirar uma foto bem criativa lá, mas... Como sou lezo.

Me distanciei um pouco de todos e fui em direção ao mar. Aquela areia branca feita de pequeniníssimos pedaços de conchas me causavam um reflexo nos olhos que só eu pude sentir. Um pouco incomodado, vi de longe um camelô vendendo óculos, chapéus e outras coisas que só vendem na/para praia. Não hesitei em comprar um óculos, por mais simples e caro que fosse. Só foi eu começar a comprar que juntou vários comprando também e a alegria do vendedor aumentou naquele momento. E ele sempre falando que deixaria por tantos reais se fosse comprar dois, até mesmo quando as pessoas pediam um valor menor, já que o preço era mesmo bem mais caro. Entendo, praia, sol, turistas... Tem que arrochar mesmo.

Após comprar o óculos, voltei a me distanciar dos demais. Eu queria sentir o vento, o barulho do mar e tirar algumas fotos, sem ter vergonha. Utilizei em algumas fotos a minha lente fisheye que havia comprado há poucos dias para dar uma melhoradinha nas fotos do instagram:

Uma foto publicada por Anderson (Funnie) Rodrigues (@andersonfunnie) em

Apesar do filtro na foto acima, o sol estava gritante. E eu não via a hora de seguir e conseguir uma sombra.

CONTINUA...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #2


Não consegui contar o tempo passar após a nossa entrada dentro do carro rumo ao município de Jericoacoara. A BR estava ótima e a imagem que eu via pela janela era mais do que linda. Se o mato diferenciado era fascinante para mim, imagine quando visse as dunas. Juro, NUNCA tinha visto dunas na minha vida. Foi maravilhoso sentir, mesmo dentro do carro, a areia, as ondulações do chão incerto e um pouco de frio na barriga. Aquele barulho suportável de vento e pessoas rindo, tirando foto, gostando do que estava vendo, me fez bem. Ainda, pelo carro, consegui tirar algumas fotos, que não ficaram tão boas e que nem por elas dá pra descrever o quanto foi bom esse pedacinho de tempo ali, preso aquilo tudo:


Tudo ali era novidade e por mais que eu estivesse muito sério por fora, estava sorridente demais por dentro. Apesar daquele aperto dentro do carro, me senti em liberdade por conta daquele vento. As dunas pareciam pedras grandes e claras e se perdiam na medida que outras ultrapassavam a sua visão. Os "loucos" que passavam voados em cima das motos, conseguiam um equilíbrio inexplicável quando passavam pela areia naquela velocidade. Eu ficava imaginando o motor da moto após chegarem ao destino - rs. Pude ver também no caminho muita gente fazendo reparo nas motos, outros até estavam atolados na areia, coitados.

Como havia falado no começo deste post, não consegui contar o tempo e depois que ele passou foi que me dei conta que já estava em frente a pousada chamada Pôr-do-sol, em frente ao mar. *-*

Esperamos o restante das pessoas em outros carros chegarem e fomos divididos em quartos. Fiquei em um quarto bem próximo da entrada da pousada, sendo que tinha outros no primeiro andar - que eu queria demais ser escolhido para ficar lá. O quarto era simples, porém confortável. Tinha duas camas, uma de casal e outra de solteiro; Uma cômoda - se é que posso chamar assim; Um ventilador de teto; Um tamborete e um banheiro. A decoração era simples e artesanal e as camas estavam com colchas brancas e travesseiros de vento que mais lembravam de motel - rs.

Tomei banho, organizei as roupas, deitei um pouquinho, passei protetor e fomos tomar café.

A mesa já estava pronta, mas não tão farta quanto eu imaginava. Tinha pães, bolos (o de banana com canela estava delicioso!), molho de cachorro quente, duas opções de suco - que não tinham açúcar e que era de manga e outro sabor que não lembro, mas que mais parecia vitamina de laranja, por isso a minha confusão -, frutas e que eu lembre, só. Comi, comparado a minha fome naquela hora, pouco, mas foi o suficiente pra me segurar até a hora do almoço.

Depois do café, uns ficaram vendo TV, outros se balançando na rede, outros tiravam foto, outros batendo papo... e eu no quarto, deitado, curtindo a preguiça e esperando a hora do passeio chegar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

UMA FOLGA DAS...

Estive em Teresina no dia 24 do mês passado. Eu já estava com tédio da minha cidade, então aproveitei pra dar uma passadinha lá. Eu até que tinha um propósito lá, mas não deixei em primeiro plano, claro. O que estava valendo mesmo era eu respirar um ar diferente.

Os dias lá foram super legais, mas até do que eu imaginava. Nessa primeira ida, sai muito, mas muito mesmo. Eu estava definitivamente gostando do clima de lá e não queria mais voltar pra CN. Ficar em casa era um pouco raro e em todos esses anos que fui pra lá, me surpreendi com isso.

Voltei no domingo (26), já que tudo começaria na segunda-feira.

Para a minha surpresa, soube que não teríamos aula nem quinta e nem sexta. Então, me mandei na quarta pra lá depois do expediente.

Dessa vez, esses quase cinco dias que passei por lá foram muito mais massa do que a vez anterior. Curti demais a cidade e as pessoas que conheci. Eu sou um mistério, então, não comentarei nada por aqui em detalhes, embora querendo muito. Deixo tudo isso pra registrar no meu diário, ou outro blog - ou talvez não.

Como estava ausente por aqui, resolvi fazer esse pequeno post, mas esperando que aconteça mais novidades ou situações pra registrar aqui. Queria estar mais frequente aqui, mas a minha vida virou uma rotina péssima e nem tem muito do que falar.

Espero que o próximo ano não esteja mais morando nessa cidade e que tudo esteja a meu favor, embora já sei que vida em cidade grande é cara, lerda e corrida. Mas vou me acostumar!

Pro post não ficar assim sem nada, abaixo está a foto do domingo quando estive lá, junto de Dalton e Junyenne (casal Junior e Nayenne). Ela preparou um almoço simples, mas que estava um delícia. Não sou de comer carne, mas a carne cozida que ela fez, estava no ponto certo. Após, provamos de um pavê mais que delicioso.


Boa terça! ;-)

domingo, 31 de março de 2013

E A PÁSCOA...

...foi como um dia qualquer. Minha família é toda diferente, não temos aqueles sentimentos afetuosos, aquele costume de coelhinho da páscoa que traga ovos e mais ovos de chocolate. Desde pequeno não fomos educados dessa forma. Não tivemos medo de bicho papão, não colocávamos os dentes debaixo do travesseiro para que a fada do dente trocasse durante o nosso sono por uma moeda, nunca tivemos árvore de natal, muito menos aquele espírito natalino de que o bom velhinho viesse deixar o nosso presente... Rum, nem o aniversário da gente a gente ganhava nada. Raramente minha mãe e avó fazia um almoço mais caprichado pra pode compensar. Nunca avisavam isso, mas a gente percebia.

Essa Semana Santa foi super tranquila, mas me senti mais alone do que todas as anteriores. Nem preciso dizer que a cidade, embora sendo interior, estava deserta. Senti que o clima da cidade estava até mais frio, sei lá... Meu pensamento bobo acha que devido alguns dias sem trabalho, o ar ficou mais limpo, fora a tranquilidade que foi extrema.

Em um desses dias, Jonas veio aqui pegar os três últimos episódios de TWD que havia saído e ele ainda não tinha assistido, e ficamos na calçada conversando. Era um pouco mais de 20h e parecia que estava de madrugada. Até aquele meu medo de roubarem o celular estava ali, mesmo vendo que não tinha ninguém circulando a rua.

E ontem, sábado, combinamos de sair pra comer um "hamburgão" (que o Junior tanto foba) que tem no Liberdade Provisória, mas quase no final da tarde passou um carro anunciando que lá teria pagode à noite. Nada feito! A gente queria algo mais tranquilo, um clima só pra gente, então decidimos por telefone pra onde iriamos, mesmo tendo pouquíssimas opções na cidade. Eu só queria que não terminasse em bombas do Pirão, porque né...

E como em quase sempre tudo termina em PIZZA, não foi diferente.

Entre risos e muita falação da Dalila, curtimos aquela noite com chuva. Aliás, São Pedro não parava quieto, pois chovia, parava, chovia, parava... perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu.

Comemos toda a pizza em menos de meia hora, depois disso ficamos papeando por mais de duas horas. Achei que fossem expulsar a gente, mas não. Acho que eles entenderam que ali era um grupo de amigos que fazia tempo que não se reunia.

Durante as conversas, nem percebia, mas estive um bom tempo calado, como se todos fossem desconhecidos para mim. A segunda vez que fico desse jeito junto de todos. Não sei o que está havendo comigo, mas eu estou perdendo aos poucos o contato, estou me reservando até quando não estou sozinho. Espero que isso não vire doença. Dalila, desbocada como sempre, não perdeu tempo em chamar a minha atenção e perguntar vários porquês. "Cala a boca, Dalila!", deu vontade de falar.

De lá, demos uma volta de carro e fomos pra casa.

Hoje almocei na casa do Dalton, com a família reunida dele. Sinto como se já fosse da família, então, não houve nenhum problema. Fico muito feliz por eles que mesmo com todas as dificuldades que a vida tem, são felizes e seguem rindo.

Foi tudo tão novo, tão maduro e divertido. Espero que momentos assim se repitam - e espero mais ainda que não seja aqui em CN e, sim, em Teresina! ;-)

Boa noite!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

VISITA A PONTE ESTAIADA EM TERESINA - PI

No domingo, à tarde, já estava combinado de eu ir com um amigo para visitar a Ponte Estaiada. Ele havia me convidado na última vez em que estive lá, em dezembro, mas pelo medo exagerado de passar vergonha ao entrar no elevador não fui. Dessa vez não tinha como negar o convite, pois eu tinha que aproveitar essa minha última tarde lá antes de voltar para CN, queria fazer algo diferente.

Ele combinou que iria me pegar às 14h30 ~ 14h45, mas acabou aparecendo lá pra depois das 15h - eu já sabia desse atraso. Eu já tinha arrumado toda a minha mala, já que de lá, iriamos direto à rodoviária de Timon.

Passamos por uma avenida que antecede a ponte e de lá, ele parou o carro devagarzinho enquanto eu tirava a primeira foto:


Foi questão de segundos, pois, embora fosse domingo, a avenida ainda estava movimentada.

Entramos em um estacionamento abaixo do elevador e mirante e ficamos andando por ali. Paguei um mico em tirar uma foto colocando a minha cabeça em um buraquinho lá, sabe? Pra aparentar que sou um personagem. Eu fiquei muito sem graça e nem vou me dar o trabalho de postar essa tristeza  de foto aqui.

Meu amigo comprou as entradas do elevador e, após botarmos os crachás... Momento mais tenso da minha vida: o elevador.

Eu já comentei várias vezes por aqui que nunca tinha entrado em um, não por oportunidade, mas por medo mesmo. Sei lá, um lugar fechado, um frio na barriga, era tudo que eu imaginava até me colocar dentro de um.

Ao entrar, percebi o chão meio oco, sei lá, algo meio que borracha, sei lá... E começou a subir. Fiquei desdobrando, mexendo não sei em quê no celular enquanto eu subia. Eu comecei a ficar tonto, não pelo elevador, mas pela minha tensão. Tudo estava escuro, até quando começou a visão panorâmica. Eu fiquei mais calmo tenso quando vi tudo ficando pequeno lá embaixo.

Meu amigo tirou foto do meu momento tenso

A minha visão enquanto o elevador subia

Lá em cima, parei discretamente para respirar enquanto o meu amigo me explicava o que era o quê. Ele foi super guia para mim, e fiquei, lógico, maravilhado com tudo que vi. Por um momento, ele me falou: "Olha só, estamos mais alto do que o voo de um pássaro", enquanto me mostrava um pássaro voando metros abaixo da gente.


Tirei várias fotos, mas 90% delas não ficaram boas, por isso que não postarei aqui e nem postarei no facebook.

Ficamos vendo a cidade de cima pelo 10 minutos que estava escrito, se não me engano, no ingresso. Passou rápido, mas foi o suficiente para que eu saísse dali mais tenso ainda.

A minha tensão maior nem foi na subida do elevador, mas já estava me preparando psicologicamente para a descida. Imaginei aquele frio na barriga insuportável e que eu odeio e faço careta sem querer. Entramos no elevador, posicionei o celular na câmera, tentei ficar o mais próximo da parede dele e foi descendo. Foi tão tranquilo que a tensão passou mais rápido do que eu imaginava. O mais massa foi sentir ele parando, como se tivesse um amortecedor (sim, acho que tem) debaixo.

Fiz algumas fotos ali, próximo do rio que passava, em umas cadeiras de artesanatos. O mais engraçado foi quando eu puxei a cadeira pra sentar imaginando que o peso seria bem maior do que era. Nossa, a cadeira parecia de isopor e imaginei que a qualquer momento, enquanto estivesse sentando nela, poderia cair.


Ainda de longe, vi um cara fazendo a caricatura de uma criança. Eu sempre quis que alguém fizesse uma minha, então, não medi esforços em ir até lá.


Perguntei ao cara qual o preço da caricatura (R$ 5,00) e disse que queria fazer, enquanto observava ele fazendo a de uma criancinha loirinha, como podem ver na na foto acima.

O mais legal é que enquanto me desenhava, conversava comigo. A princípio, eu só tinha visto essa parte do desenho, até então o meu cabelo (foto à esquerda), depois ele deu um jeito de eu não ver mais (podem percebe na foto abaixo). Não sei se isso foi de propósito ou pela posição mesmo. Ele perguntou meu nome e de onde eu era. Que mundo pequeno, ele disse que já tinha ido na minha cidade e que tinha parente em Duque bacelar, uma cidade a minutos daqui. Enquanto conversávamos, meu amigo tirava várias fotos, fotos que foram das etapas do desenho, e que estarão todas aqui.


E, no fim, vejam só como ficou, e ainda com a "brincadeira" que ele fez colocando uma cereja na minha cabeça que tem formato de sorvete. ¬¬' Ele me explicou que o "!" quer dizer que eu já sabia o que era caricatura. Às pessoas que não sabem o que é, ou acham estranho o desenho, ele coloca um "?". Rimos demais com isso e foi muuuuuuuuuuito legal me ver desenhado. Tive todo aquele cuidado pra não amassar, mas quando chegou em casa, um pingo de água caiu e manchou um pouco do sorriso. :-(


Ainda com muito tempo pela frente, no meio daquele sol de matar, fomos procurar uma forma de tirar fotos minhas com a ponte de fundo, afinal, quem nunca?



Sem mais nada por ali, fomos dar uma volta pela cidade. Paramos em frente a um palácio, no qual nem lembro o nome. Tentei tirar foto por lá, mas estava tudo muuuuito claro e o sol estava de matar. Se enquanto fotografávamos na Ponte estava matando, imagine ali, no centrão. Resolvi ficar dentro do carro mesmo, com, claro, ar condicionado ligado.

De lá, meu amigo ligou pra um amigo dele e fomos ao apê do amigo dele. O amigo dele é super gente boa, temos muitos gostos em comum e, embora a gente se conhecendo ali naquela tarde, já deu pra perceber que ele é um cara do bem. Gostei de verdade de ter conhecido ele, mas ainda não o encontrei na rede, assim como eu tinha prometido a ele antes de me despedir.

De lá, rumo à Rodoviária de Timon, depois, CN, enfim.

E foi assim, tudo bem tranquilão, tarde quente, mas muito massa. Gostei de ter passado por mais essas experiências pela primeira vez. Que venha mais!