terça-feira, 28 de abril de 2026

DE TIANGUÁ - CE A SÃO LUÍS - MA: UM RESUMO NADA BREVE

Do nada, acabei de lembrar que ainda não fiz um post em abril. E como faltam apenas 3 dias pra esse mês acabar, acho melhor já dar as caras, pois não sei de fato como serão esses próximos dias.

Ainda estou de férias e estou tentando aproveitar esses dias com muita preguiça, mas aproveitando rolês também, mesmo sem muita grana pra gastar. Ser pobre é ruim no Brasil, mas ser organizado, não. Me organizando, consigo ir até do outro lado do mundo se eu quiser. 🙃

Estou naquele bate-volta de Tianguá e Ubajara. Lá e cá, o frio é praticamente o mesmo. Dou uma preferência a Ubajara pela tranquilidade e pelo frio ser maior. Quase todos os dias têm neblina, tem opções de comida, e, também, claro, por estar sempre perto do B. A gente se diverte dormindo, comendo e assistindo séries, realities e vídeos da DiaTV, que amo. B. é uma ótima companhia.

No final da tarde da segunda (20), fomos, Pedro, Dalton, B. e eu, a caminho de São Luís. Pegamos um Airbnb em Teresina pra gente dormir algumas horas, pra acordar às 4h da madruga e seguir estrada novamente. Seria um bate-volta, já que o motivo principal seria deixar o Pietro na cidade pro show dos Guns N' Roses na terça-feira (21). Esses jovens de hoje... - rs. Isso não é um julgamento. 😁 Eles têm mesmo que aproveitar a sua juventude e se encherem de experiências. Ah, se eu tivesse essas oportunidades no auge dos meus 16 anos... Só vim começar a viver com 25 anos, e ainda acho que nem vivo tanto assim. Motivo: conta bancária. Mentira! Oportunidades mesmo. Mas, se bem que, quando eu quero muito e posso, vou. Não espero por ninguém, não. Enfim.

A viagem foi longa, mas foi bem divertida. Na metade do caminho, pegamos o Pietro no Descanso e, de lá pra São Luís, inventamos jogos pro tempo passar mais rápido. Antes disso, havia conversado muito com o Pietro sobre a vida. A gente tem uma troca bacana e com ele me sinto um jovem de menos de 18 anos - rs -, quanto pra ele pode ser que eu já tenha 80 - rs. Pietro ouve, mas fala; fala, mas ouve. Deu pra entender? Isso é tão bom!

Chegamos em SL por volta de 13h. A chuva, né, como já havíamos previsto na previsão do tempo semanas antes, já estava começando a dar o ar da graça, mas na cidade não chegou a nos pegar. Resolvemos ir direto pro shopping almoçar. Estávamos entre um PF dessas franquias conhecidas, que agora não me recordo o nome, e um self-service. Por mim, um PF, mas, pela fila que estava lá, optamos mesmo pelo self. Não nos arrependemos, a comida era bem caseira do jeitinho que eu gosto. Comi um pouco de tudo e teve gente que até deixou no prato, né, Pietro - rs.

Ficamos no shopping até dar o horário do check-in do hotel.

No hotel, nos dividimos em dois quartos, estipulamos um horário para ficarmos prontos (16h) e assim foi feito. Umas 16h estávamos prontos pra deixar o Pietro na casa da amiga dele, pra, mais tarde, irem ao show juntos. Chovia nessa hora, mas ocorreu tudo bem.

Após deixarmos ele, a ideia já era bater perna no Centro Histórico, mas quem disse que a chuva deixou? Ficamos rodando pra lá e pra cá até que o B. pesquisou no Instagram um café que tinha pelas redondezas de uma avenida que estávamos passando. Era um café super chique, mas não chegamos a ter a experiência completa. Por conta da chuva, o café estava "com fila de espera" (palavras do atendente), pra não dizer que estava lotado. Literalmente na fila, aguardamos alguns minutos até que improvisaram uma mesa do lado de fora, com cadeiras diferentes, bem jogada mesmo. Os meninos pediram um sanduíche low carb (sem glúten, pois Dalton é alérgico e Pedro está começando a cortar trigo também) e uns cafés diferentes que não sei o nome. B. pediu uma empada com algo que não lembro agora e eu pedi uma tapioca só com manteiga mesmo, uma empada e um chocolate quente da xícara pequena, acho que 60 ml. Estava delícia, mas, obviamente, não me encheu.

Fomos ao shopping em seguida porque os meninos queriam fazer umas compras e eu comecei a ficar mal da barriga. Acho que juntou tanta coisa que foi direto pra barriga: falta de sono, comer besteira, calor, chuva... Fiquei mais tempo no banheiro do que batendo perna com os meninos. Eles ficaram bem preocupados comigo, mas não quis preocupá-los. Procuramos uma farmácia, comprei um comprimido, tomei ali mesmo e minutos depois me senti melhorzinho.

Os meninos pediram uma ja...


(dei uma pausa nesse post que comecei ontem por motivos de fui jantar, assistir novela e "dormir"... passei a noite tossindo novamente. agora são exatamente 8h30)


Continuando... Os meninos pediram uma janta e eu tomei apenas um suco de laranja na intenção de me dar um pouco de vitamina. E, aos poucos, fui melhorando.

De volta ao hotel, tomei banho e fui esperar começar a final do BBB. Por mais que a vencedora fosse óbvia, queria pelo menos sentir aquela emoção da final. Mesmo mortos, B. ficou sentado na cama, pois, segundo ele, se deitasse ia dormir; e eu fiquei deitado mesmo, aguentando pelo menos assistir a primeira parte do programa. Assim que finalizou a primeira parte, lembro que virei de lado, me entreguei àquela cama maravilhosa e apaguei. Não vi o B. roncar, nem nada, foi o melhor sono de todos os tempos, aquele sono de cansado.

Na quarta (22), acordamos para o café da manhã, acredito que um pouquinho antes de 9h. O Pietro não chegou a tomar café com a gente, pois chegou em casa lá pra depois de 1h da manhã, mas tínhamos que aproveitar tudo que estava por ali. Coloquei um pouco de tudo, mas ainda com receio de dar o piriri novamente. Não lembro exatamente o que coloquei, só lembro do molho de salsinha e uma torta... Não tirei foto do prato pra poder olhar agora e descrever aqui. Repeti pra forrar o estômago, mesmo sem vontade, e corri pro banheiro. Tomar café e ir depois ao banheiro, pra mim, é tiro e queda. Já percebi que B. é do mesmo jeito. Alguém mais?

Pietro pronto, arrumado, seguimos ao Centro Histórico. Chegamos lá um pouquinho depois de 10h, com o sol daquele jeito. 🔥 Demoramos um pouco pra encontrar um lugar pra estacionar, mas um rapaz super simpático (não sei se posso chamar de "flanelinha") ajudou Pedro a manobrar o carro, combinamos o valor a pagar, decoramos o local... Nos sentimos seguros por ali e fomos bater perna.

A ideia, a princípio, era conhecer os principais pontos turísticos primeiro: a Rua de Giz e o Palácio dos Leões. Enquanto seguíamos nas ruas e pedindo informações até encontrar, ficamos encantados com a arquitetura, os prédios históricos, as cores... Nem preciso dizer que o B. pirou e fez fotos maravilhosas, né. Ele não poderia postar em real time, então segurou pra postar no final de semana. Ninguém sabia que ele estava viajando. 🤫 Encontrei até o local onde gravamos um vídeo icônico da Java falando "luxo" em 2008, foi bem nostalgia essa hora.

Chegamos à Rua de Giz, que estava deserta, como a atendente do café havia dito pra gente no dia anterior. Na verdade, ela disse que pela manhã o centro histórico é "azeado" - rs.

Descendo as escadas, entramos em um museu com fósseis de dinossauros encontrados na região e outra parte voltada aos povos originários. Ficamos mais ou menos uma meia horinha por lá. Confesso que não é um rolê que eu goste tanto.

Na sequência, de longe, vi um senhor expondo arte e fazendo arte na rua. Lógico, me aproximei pra ver. Eu sou encantado com arte! Sua arte me impressionou, pois era feita com caneta esferográfica. Sim, caneta BIC! Tudo era perfeito, simétrico e continha muita história que foi explicada. Quando há arte, pra mim, fica bem mais fácil gostar de ouvir história. Ele me contando e apontando no quadro o que aconteceu me deixa bem mais interessado.

A minha intenção era somente observar, mas o B., não. Me surpreendi! B. comprou uma das artes expostas ali. Ele gosta de coisas em preto e branco, então preferiu uma nesse modelo, pra depois emoldurar e, num futuro próximo, decorar o seu escritório. O artista até insistiu pra eu comprar uma colorida que amei (abaixo), mas onde eu iria colocar? Ainda não tenho casa e, naquele momento, não tinha dinheiro, mas quem sabe um dia, né.

Com o sol ainda torrando a gente, um pouco mais de meio-dia, fomos procurar algo pra comer. Um PF pra ser algo mais simples, barato e que pudesse ter um gosto regional.

Em uma das escadarias, que acho que não foi a da Rua de Giz, encontramos um boteco (também não sei se posso chamar assim) e entramos nele. Lá tinha tanto PF quanto self-service... Um rapaz que passou pela gente levando uns pratos nos cumprimentou e nos sentimos acolhidos até então. Minutos se passaram e ninguém veio à nossa mesa. Uma senhora passou e o Pedro perguntou sobre o PF. "Como que funciona o PF?" Ela, em um tom meio irônico e autoritário, respondeu: "PF é um prato feito!" Mentira!!? Jura? Ninguém ali na mesa sabia o que era um PF até ela falar. (contém ironia)

Na mesma hora eu disse: "Gente, vamos sair daqui?" Todos ficaram se olhando incrédulos com o que tinha acabado de acontecer. Por mais que não tivesse sido algo tão grave, mas o atendimento é o mínimo, a acolhida faz parte, ainda mais em uma capital que recebe turistas todos os dias. E, sim, eu também sou um turista, embora seja maranhense. Afastei a cadeira, me levantei e todos vieram juntos comigo, sem dar satisfação. Tchau!

Subimos as escadas, aproveitamos que o Palácio dos Leões estava próximo, tiramos umas fotos rápidas por lá e paramos em um local aberto que vendia apenas lanches e bolos - lindos e aparentes deliciosos, por sinal. A atendente super sorridente nos recebeu e compensou toda aquela energia que minutos antes tínhamos recebido. Ela nos informou um local onde tinham vários locais pra almoço. Informou da forma como os astecas se comunicavam naquele tempo, sem uso da tecnologia: "segue aqui, vira à esquerda, na escada, desce um pouco, à frente é amarela".

Pietro

Pronto! Encontramos o local.

Era um local simples, mas estava bem maranhense. Bandeiras de festa junina, toalha de mesa com estampa meio piquenique e, claro, um atendimento mil vezes melhor. O rapaz que estava no caixa, percebendo nossa presença, já nos deu boas-vindas e explicou, mesmo sem perguntarmos, como funcionava tudo. Era ali que iríamos almoçar.

O preço foi bem acessível. Os meninos pediram carne e eu pedi frango empanado. Já arroz, feijão, macarrão, saladas e afins eram no self-service sem balança, podendo colocar à vontade. A comida nem demorou pra chegar, mas me decepcionei que o o frango que pedi veio frio. Comer aquilo foi um martírio, mas fazer o quê, né. Demoramos mais uns 30 minutinhos lá pra depois seguir estrada pra metade do MA (deixar o Pietro onde pegamos, no Descanso), depois Teresina - PI pra jantarmos no shopping, e, enfim, CE. A previsão era que chegássemos no CE antes de 00h, mas chegamos mesmo quase 2h. A viagem foi sem pressa, mas com muitos jogos inventados pro pobre do Pedro não pegar no sono enquanto dirigia.


(mais uma pausa pra banhar, comer, assistir um pouco e descansar. agora são exatamente 12h27)


Pedro é realmente um guerreiro nas estradas. Ele dirigiu praticamente 99% dessa viagem toda e, ao chegar em casa, quase 2h da manhã, como mencionei, ele teria que dormir poucas horas para às 4h estar pronto pra viajar novamente a trabalho. O que me confortou foi o fato de ele não ir dirigindo dessa vez. Mas o cansaço e tudo mais, hein!? Não é pra qualquer um, não.

Na quinta (23) fui pra Ubajara e fiquei lá até ontem, segunda. Por conta da viagem, todo mundo ficou com uma "sequela", exceto o Pedro. Dalton ficou num piriri, B. teve alguns dias com o retorno de um terçol e eu, coitado, fui o mais afetado, até agora doente. 🤒 Acredito, sim, que tenha sido a mudança de clima. Pegamos chuva, ar-condicionado, sol quente, vento frio, vento quente... Só pode ter sido isso. Eu raramente fico doente, mas, quando fico, a agonia já começa a subir. Eu sei quando vou ficar doente já nos primeiros sinais: a garganta ficou meio estranha, comecei a dar uns espirros aqui e acolá e foi só piorando.

Percebendo que eu já estava ficando meio gripado, B. fez um melado (nem sei se chama assim) com mel - obviamente -, alho, limão, cúrcuma e, mais tarde, a mãe dele acrescentou gengibre. Desde então tomo umas duas colheradas, mas penso que, se remédio mesmo não me faz efeito, imagine um mel. Mas eu vou na fé. O que for pra me melhorar, vou tomando.

No domingo (26), após passar duas madrugadas sem conseguir dormir direito de tanta tosse e espirro, à tarde fui ao hospital de Ubajara. B. achava que estaria cheio de gente e que demoraria o atendimento, mas, quando chegamos lá, graças a Deus, praticamente sem ninguém. Os meus dados foram coletados de forma rápida, a chamada pra triagem e o atendimento médico também. O jovem médico olhou minha garganta e usou o estetoscópio nas minhas costas, pedindo pra que eu respirasse fundo a cada vez que fosse solicitado. Após fazer a consulta, entregar a solicitação pra tomar vacina, juntamente com o receituário com os remédios que eu teria que comprar, fui. Tive que tomar a dexametasona, mas preferiria mesmo a benzetacil. Pensei até em sugerir ao médico que me desse a benzé, mas o medo de levar um esporro e passar vergonha era bem maior, afinal, o médico é ele, não eu.

Não sou de reclamar de injeção - até prefiro -, mas essa doeu demais quando a enfermeira aplicou. Foi questão de 2 segundos, praticamente. B. viu tudo e ficou chocado também com essa rapidez. Me senti um gado sendo ferrado naquele momento. Doeu muito! Tanto a aplicação quanto enquanto o líquido se espalhava em meu corpo. Saí do hospital mancando. Que agulha grossa era aquela? Ódio!

Nesse mesmo dia, fiquei até que melhor. Dormi bem melhor.

Na segunda (27), ontem, mesmo amanhecendo praticamente sem voz, vim pra Tianguá umas 14h. Eu não estava 100%, mas pelo menos eu conseguia me sentir mais ativo. Aqui, faço o mínimo, então seria muito de boa descansar. Mesmo descansando, tomando todos os remédios, ainda não consegui ficar melhor. Essa semana é muito importante pra mim, já que é minha última semana de férias, mas, pelo visto... Deus é mais! Eu tenho fé!

Dalton sugeriu que eu fosse ao hospital e, claro, quero ir. Mais tarde, antes do final da tarde, vou. Dessa vez, mesmo pedindo pra levar um esporro, vou sugerir ao médico que me dê benzetacil mesmo. Não aguento mais!!! Preciso estar saudável pra ver O Diabo Veste Prada no cinema - que até comprei o ingresso ontem com medo de esgotar -, voltar pra CN com saúde pra poder abraçar muito o Eduardo sem culpa e ter força pro que vem por aí. Possivelmente constarei no próximo post. Aguardem!

Acho que já deu, né!? Muitas pausas, porém um post longo como há muito tempo não registrava aqui.

Até o próximo mês! (ou antes) 😉

quarta-feira, 25 de março de 2026

TALVEZ SEJA HORA DE DESLIGAR

Nós últimos dias fiquei me perguntando o porquê de não ter tido mais sonhos, já que eu sonhava todos os dias. Pra quê? 😑

Nessa madrugada, sonhei que o mundo estava acabando. Pra mim, são os piores sonhos que posso ter - além daqueles em que estou passando vexame, claro. Eu estava na porta de casa, olhando para o outro lado da rua, quando vi um caminhão rodando no ar e atingindo os pontos comerciais por trás, vindo em minha direção. Parecia que um tornado havia levantado um caminhão e jogado ali. Só tive tempo de gritar para alguém que estava do meu lado: "Olha um caminhão!!!". Aquele barulho de estrondo foi desesperador. Em seguida, uma enorme esfera metálica vinha do céu, em alta velocidade, atingindo o mesmo lado onde o caminhão havia batido. Novamente, o barulho me deixou em desespero.

Só lembro até aí, pois acho que possivelmente acordei e dormi de novo. Felizmente, ainda tenho aquilo de controlar os sonhos.

Certamente sonhei com isso por tudo que estão falando da guerra, juntando ao fato dos vídeos inéditos que vi, mesmo sem querer, da ponte que liga o MA ao TO que desabou no ano passado. As imagens pareciam ser feitas por IA, mas eram reais. E sempre vem aquele pensamento de como as famílias viram aquilo, a dor que elas sentem até hoje... isso cria um universo dentro de mim que me deixa um pouco deprimido.

Além disso, uma vidente famosa do Brasil, que tem mais de 17 milhões de seguidores só no Instagram, me impressionou muito com suas previsões assertivas. Essa semana mesmo morreu um ator muito famoso que ela havia dito que iria morrer, sem mencionar o nome dele, claro. Ela usou apenas "um ator famoso". Eu entendi o recado.

Talvez isso seja um alerta pra eu dar um tempo nessas publicações ou coisas que me impressionam. Por mais que podcasts me entretenham e façam o tempo passar, vídeos virais e feitos de IA também, ainda que interessantes, acho importante eu voltar a dar um detox. Preciso estar bem pro que está por vir.

😟

quinta-feira, 19 de março de 2026

NEM TODO TEMPO PERDIDO VOLTA

Acabo de soltar o celular, e em choro. Sempre me emociono com os vídeos do Israel Magnani. 🥺

Uma vez, passando pelos vídeos do TikTok, apareceu o dele. Entrei no perfil, que tinha muitos seguidores, likes e comentários, e fiquei por horas ali assistindo a cada corte. Mexeu muito comigo, a ponto de passar um filme na minha cabeça - e um arrependimento também.

Pra quem não conhece, os vídeos dele são basicamente palestras motivacionais em escolas. Pelo pouco que vi, os temas envolvem bullying e outras situações vividas no ambiente escolar. Em geral, os vídeos mostram jovens estudantes próximos a ele, contando histórias de intrigas ou brigas e, depois, sendo motivados a pedir perdão.

Eu me vi muito em vários desses estudantes... acho que foi por isso que bateu tão fundo em mim, a ponto de me emocionar e chorar.

Quando eu estudava, me intrigava muito fácil com as pessoas. Passei muitos anos intrigado com um amigo de quem gostava muito e de quem sentia muita falta. Nos resolvemos nos últimos anos, graças a Deus. Hoje em dia, mesmo depois da conclusão do ensino médio, nos falamos com frequência. Ele, inclusive, trabalha aqui na minha rua e, vez ou outra, quando passo em frente ao seu trabalho, ele me chama de "magrelo" (apelido sem bullying da época). 

Lógico que a vida nos joga pra vários lados. No caso dele, hoje em dia, pai, filhos, família... e eu continuo no meu mundinho, sem tanta responsabilidade comparado a ele. Ainda assim, quando nos encontramos, a nossa conversa flui, a gente ri, voltamos sempre no tempo e rimos de novo.

Agora, depois de assistir mais uma leva de vídeos do Israel, pensei: por que eu perdi tanto tempo deixando de ser amigo desse cara, hein? Isso me fez refletir que o tempo não volta, mas que o arrependimento me trouxe ensinamento pro hoje. Como eu queria um Israel nessa época...

Hoje em dia não tenho muitos amigos, mas me orgulho de manter os que um dia tive. Não sou mais tão aberto a novas amizades, não por opção, mas por falta de oportunidade mesmo. Confesso que sou muito seletivo e, qualquer vacilo, já não quero mais estar perto da pessoa. Coisas que sei que ainda preciso tratar.

No fim, acho que crescer também é isso: aprender a não deixar o orgulho levar embora quem a gente gosta.

sábado, 14 de março de 2026

A MAGIA DE LER BLOGS NOVAMENTE

Aproveitei o final da tarde e o início da noite para procurar mais blogs para ler. Que nostalgia passear pela blogosfera novamente. 😊

Assim como os posts que li - que foram vários, inclusive -, segui vários outros por aí. Fiquei me perguntando: como é que tenho blog há mais de 20 anos e nunca tive a curiosidade de explorar e perceber que ele é uma rede social? Nunca me atentei que posso seguir, comentar (isso eu já sabia!), conferir comentários, interagir com as pessoas, participar do mundo delas e, principalmente, notar a aba Lista de Leituras. Que vacilo! Antes eu vivia visitando o mesmo blog, dando F5, quando, por essa aba, quando a pessoa atualiza, já aparece há quanto tempo ela atualizou. Perfeito, né!?

Esse meu "cantinho virtual", "diário", foi criado por inspiração da maior (ex) garota de programa do país, a Bruna Surfistinha, com quem, claro, tive o prazer de conversar por, na sequência, Blog, Orkut (por depoimento que a gente lia e apagava, pois por scrap todo mundo ia ler), MSN (até por webcam - me senti tão velho digitando essa palavra), Twitter, Instagram, PESSOALMENTE (😉) e, hoje em dia, WhatsApp. É, a gente continua conversando na modernidade, hein - rs. Por mais que eu saiba que ela não dá a mínima para mim e a Tassya (que também é fã e também conheceu pessoalmente), ainda gostamos dela. Não sabemos explicar esse amor ou ódio de fã/amigo que temos; só sei que é sincero. Fã ou hater, estamos aqui. 🙃

Mas voltando ao blog, é meio mágico ler o que as pessoas estão escrevendo hoje em dia. Saber das rotinas, opiniões, textos engraçados - e, por vezes, até preconceituosos -, perceber os layouts noventistas e dos anos 2000 ainda vivos... é voltar no tempo. Teve um blog que abri hoje e levei um susto. KKKK. Tinha literalmente um rádio tocando após carregar a página. Era uma música de romance, aquelas dos anos 80... Foi um susto bom e fez ainda mais eu voltar no tempo. Lembrei que no Flogão eu colocava umas músicas mixadas para compor o post, já que eu escrevia lá também. Lembro de uma em especial que era do Bob Sinclar - Love Generation feat. MC Leozinho - Ela Só Pensa em Beijar. 😃 Até pesquisei para ouvir e linkar aqui, mas não encontrei. Era muito massa!!! Engraçado que hoje em dia ou eu ouço música ou leio um post. Eu já não conseguia fazer duas coisas ao mesmo tempo quando era mais jovem... imagina agora.

O blog já me trouxe, em um tempo, um relacionamento que durou quase um ano; me trouxe também um trecho em uma revista na Dinamarca, que até postei aqui. E, claro, o prazer de me fazer ler e escrever melhor a cada ano. Sei que não absorvi palavras bonitas ou sofisticadas e tudo mais, mas, se a pessoa leu e entendeu, já fico feliz. Tento escrever como realmente converso. Talvez eu até escreva melhor do que contando pessoalmente a história. Aqui tenho uma cronologia; já contando uma história, até eu mesmo me atrapalho - rs.

Sei que já disse isso aqui, mas vou repetir: só vou deixar de escrever quando morrer. E olhe lá! Ainda assim, penso em deixar uns posts programados quando souber que estarei prestes a partir. Quero que as pessoas continuem com a ansiedade de esperar por mais um post meu sem precisar dar F5.

Sempre imagino que ninguém além de mim leia isso, mas, se você estiver lendo, muito obrigado. Obrigado de coração por estar aqui e por me acompanhar nesses anos todos. Que venham mais registros.

Mais uma vez, obrigado. 🩷

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CARTAS QUE O TEMPO NÃO APAGOU

Pra quem achava que eu não viria mais esse mês... olha eu aqui de novo. 😁

Resolvi ligar o computador e começar a digitar porque, dentro de mim, veio uma vontade de chorar. Mas nem é de tristeza... ou é? Só de escrever isso, a lágrima já começou a querer cair. Não é drama, é nostalgia mesmo.

Há poucos minutos, fechei uma pasta vermelha que organizei há algumas semanas. Nela, coloquei todas as cartas, conversas e desenhos que recebi nos anos do ensino médio, de 2006 a 2008. Em poucos dias, consegui organizar tudo por ano, depois por mês e por data, colocando essa sequência dentro da pasta. Ela ainda nem está totalmente pronta; preciso apenas alterar a etiqueta, mesmo sabendo que isso é o de menos. Por enquanto, está assim:

Agora à noite, acho que há cerca de uma hora, abri a gaveta da cômoda e dei de cara com ela novamente. Eu a havia deixado ali de propósito, facilitando minha visão, até chegarem algumas coisas que pedi no Mercado Livre para complementar. Peguei a pasta, coloquei em cima da cama, abri em uma página aleatória e comecei a ler algumas cartas que recebi em 2006.

A primeira que li era de uma menina de Caxias, amiga da Gilmara, a Aglaupy, e comecei a rir. Juro, é como voltar no tempo. A forma como ela escrevia era muito engraçada, com gírias da época, um jeito meloso e meio infantil até — rs. Mesmo assim, era a nossa forma de nos comunicar naquela época, falando por mim, com 15 para 16 anos. Já a geração de 15 anos hoje tem até filho, né, menino? Ihhhhhh! 🤐😅 KKKKK

Folheei mais algumas cartas e li uma da Mafra, outra da Gilmara e, sem perceber, meus olhos estavam cheios de lágrimas, quase caindo, como estão agora mesmo enquanto digito tudo isso. 🥹 A sensação de ler é muito estranha, e eu queria muito poder descrever como é. É inexplicável. É algo que é ruim e, ao mesmo tempo, é bom. É como tentar explicar um cheiro — simplesmente não dá.

Avançando mais algumas páginas, vi uma impressão de um post do meu flog (sim, Flogão), datado em 8 de dezembro de 2007, às 11h34. Nele, já começo dizendo que estava muito cansado e que achava que tinha dormido de mal jeito — rs. Em seguida, disse que havia prometido aos meus amigos, em sala de aula, que iria escrever no blog — ou melhor, no flog — sobre todos eles em relação a mim, de acordo com os números da chamada. E foi aí que me dei conta de que eram três páginas com fonte tamanho, acredito eu, 10. Se fosse no tamanho 12, tenho certeza de que daria muito mais. No total, escrevi sobre TRINTA E DUAS pessoas. 😮 Obviamente, os que eram mais próximos rendiam mais linhas; os de quem eu era mais distante, poucas. Porém, não deixei de falar de ninguém.

Passear por esses relatos sobre cada um, com sua individualidade, me rendeu ainda mais nostalgia. Senti vergonha de alguns erros de português, como trocar “mas” por “mais”, e de outras falas e costumes da época — rs — que eram escritos da forma mais engraçada possível. Quando lembro que a última letra da palavra final do texto eu colocava com a letra “O” maiúscula... KKKKKK Tipo: “AbraçO!”. Pra quê? KKKKKK

Passar por algumas pessoas e lembrar o que elas fizeram por mim na época foi muito importante. Lembrei de coisas que já tinha esquecido e pensei: ainda bem que guardo tudo isso, para poder aquecer meu coração e continuar com esse amor dentro de mim por algumas pessoas — e querer tê-las ainda por perto, mesmo com toda essa distância.

As amizades fizeram, com certeza, eu ser quem sou hoje — e isso me dá muito orgulho. Portanto, enquanto eu tiver vida, continuarei lendo cada pedacinho do que guardei. No fim, me faz bem. 🙃🩷

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

NÓS TÁ VIVENDO

A minha intenção agora é vir aqui pelo menos uma vez por mês, pra ter pelo menos 12 posts por ano. Será que eu vou conseguir? 🤔

Já estamos um pouquinho mais da metade do mês, o Carnaval acabou, as pessoas já estão começando a voltar a trabalhar… Mas eu ainda estou vivendo os resquícios disso. 😁 Falo isso porque estou de home office enquanto espero concluir essa semana. Penso que voltar ao presencial por dois dias (quinta e sexta) é meio triste, não compensa, ainda mais na minha realidade. Então, mesmo sem falar pra minha chefe, estou aqui trabalhando de longe normalmente. 🤫

Juro que nem vi, literalmente, o Carnaval passar. Aqui no CE, fiquei em casa curtindo frio, TV e livro, e não consegui ouvir nenhum “bate lata” por aí. Falando em livro, por incrível que pareça, consegui concluir Uma Família Feliz, de Raphael Montes. Por mais que eu tenha demorado meses pra concluir, conclui pra, finalmente, assistir ao filme. O final do livro me deixou surpreso (como sempre!) e p*to. Já o final do filme não me deixou tão surpreso, mas a cena pós créditos me deixou MUITO MAIS p*to. Como pode um autor ser tão bom assim, hein? Acho que um dia vou fazer um post só pra falar do Raphinha Montes. 🩷

Mas continuando… Pra não dizer que não vi nada desse Carnaval, acompanhei algumas coisas pelo Instagram, mas sei que isso não conta. Até fui caminhar em direção ao Parque Nacional de Ubajara na segunda, mas não tinha ninguém festejando por lá. As pessoas estavam preocupadas em viver o frio e aproveitar aquele momento em família em plena segunda-feira; muitos pais com seus filhos pequenos, idosos e pessoas esperando ansiosamente pra descer no bondinho e depois conhecer a gruta.

Na quarta, ontem, tive que voltar ao batente. Confesso que, um dia antes, fui verificar o celular do meu trabalho pra já me preparar para as demandas que estavam por vir. Não eram muitas, mas eram demandas. Eu até tento me desligar totalmente do trabalho nessas folgas, poderia muito bem conectar o celular somente às 14h da quarta, mas a ansiedade nunca deixa... Inclusive, por não misturar as coisas, recebi uma mensagem no meu telefone pessoal de um aluno que sequer me cumprimentou e já foi perguntando sobre uma demanda dele, sendo que, antes de sair para esse feriado, dei todas as orientações. No final, tive que deixá-lo sem resposta até ele entrar em contato pelo telefone do trabalho. Por mais que eu não estivesse na folia, pô, consciência, né? 😑 Isso nem precisaria ser registrado aqui, mas, né… já foi.

Na quarta também fiz mais uma sessão de terapia. Nossos encontros são de meia hora, diferente da primeira vez que fiz com outro profissional, que eram 40 minutos. Sinto que é pouco tempo e ao mesmo tempo corro com algumas informações. A psicóloga é fofinha, sorridente, calma, parece ser bem mais nova que eu, usa óculos, está sempre maquiada com um batom que não chama atenção, mas que existe ali, tem o sotaque lindo da Paraíba e usa um fundo de sala fake nas nossas sessões. Espero conseguir me dar bem com ela a ponto de perceber melhorias em mim. Com ela, uso uma abordagem diferente do profissional anterior: TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental, que, numa pesquisa rápida no Google, “é uma abordagem psicológica estruturada, ativa e de curto prazo, baseada na relação entre pensamentos, emoções e comportamento”. Acho que dessa vez tem tudo a ver. 😎

Desde que Pedralton viajaram, na terça, fiquei na missão de cuidar dos cachorros deles, Luz e Valente, dois huskies. Eles já estão um pouco grandinhos e, no começo, me deram mais trabalho do que agora. Fiquei responsável por alimentá-los com ração e água nos devidos horários — até fiz uma mini planilha pra controlar e não esquecer, como mostro na imagem abaixo —, limpar cocô e xixi e cuidar do cantinho deles, principalmente quando começasse a chover.

O espaço aqui é bem pequeno pra eles, na minha opinião, e isso me dá meio que pena de deixá-los lá, ao mesmo tempo que fico doido quando os tiro de lá. Eles são rápidos, pulam, cheiram, brincam ou brigam (nunca sei diferenciar) e são as coisas mais lindas, por mais que eu ainda prefira gato. O meu juízo ainda não está preparado pra ter um cachorro em cima de mim com toda a energia do mundo que eu já não tenho mais. Gato, como a Kitty, só está comigo por companhia, pra dormir do meu lado e até pedir comida. Não me dá um pingo de trabalho e eu amo mesmo assim… Quando estou viajando, como agora, fico acompanhando pela câmera do trabalho e morro de saudade. 🐈‍⬛🖤

Mais tarde volto pra Ubajara e aproveitei essa pausa no trabalho pra atualizar aqui.

Caso eu não consiga voltar a publicar ainda esse mês, pelo menos este post já está garantido.

Nós tá vivendo! KKKK 

😗

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ANTES QUE O MÊS ACABE

O mês acabando e à tarde lembrei que esse ano ainda não apareci por aqui. Só fui me tocar disso porque tive que recorrer a esse blog pra pegar algumas informações do passado necessárias pra algo que estou fazendo aqui no presente. Foi incrível passar horas lendo uns posts e fazendo anotações, eu viajo em tudo que escrevo. Me senti como se tivesse investigando um caso, e realmente foi um caso, mas um caso meu. 😁

Hoje também pude ter certeza que registrar minha vida realmente é bem útil pro futuro. Tive que revisitar posts de 2015 pra cá e como foi bom revisitá-los. No final, tudo deu certo. Consegui o que eu queria, embora não estivesse literalmente escrito. Parágrafos me abriram parênteses que eu pude lembrar até de coisas além.

Eu jurava que tinha aparecido esse ano aqui, mas, nessa “pesquisa”, quando fui ver, o último post foi no comecinho de dezembro. Logo lembrei que os registros seguem em um outro blog que criei, anônimo, claro. Agora me sinto mais livre de escrever lá do que aqui. Aqui já acho visado demais e penso que podem me trazer lembranças e pessoas que não quero mais. 👋🏻

Confesso que estou aqui pra apenas deixar registrado algo no mês de janeiro antes que ele acabe. Não posso e nem quero deixar de registrar mais. A minha frequência de posts vem diminuindo a cada ano, mas, como expliquei, registro em outro blog e nos diários físicos também. Inclusive, nesse ano eu comprei o diário em janeiro, já que nos anos passados eu só comprava lá pra março... Fiz uns registros já meio pesados por lá, nada que possa contar aqui. O motivo desses registros já será exposto na terapia, que ontem já consegui pra começar amanhã. Sinto que esse ano é ano de mudança, então tenho que estar bem para o que vier. Deus no controle sempre. 🤞🏻🙌🏻

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Pra que não fique um post vago, já que ainda é janeiro, posso contar como foi o meu final de 2025 e início de 2026, né? Como sempre, há muitos anos, não passo aqui em Coelho Neto, sempre vou pra serra, no Ceará. Já me sinto um cearense de tanto ir – rs. Me sinto mais livre lá. O clima, as pessoas, as opções de comida, a vida em uma cidade talvez menor que aqui, mas que tem muita coisa. Acho que minha bateria mental quando estou lá é bem carregada. 😎

Nesse ano passei separado dos meninos, Pedro e Dalton, assim como no Natal. A véspera Natal passei na casa do B. com a família dele, e comemos e jogamos muito!!! Foi muito divertido. Cedo da noite, fomos à igreja, embora não seja um ambiente que eu goste tanto. Pedro havia ido pro Pará passar com a família dele e Dalton ficou em Tianguá mesmo, com sua família também. Todos separados pela primeira vez em anos.

A véspera de ano novo também foi diferente. Eles passaram em Tianguá mesmo, de forma simples, como sempre ficávamos, e eu fui pra Sobral com o B.. Tenho me permitido a muitas coisas, então, mesmo ainda meio tímido, desenrolo qualquer coisa. A passagem em si de ano, estávamos em uma casa podre de chique, em uma mesa redonda, com jogos e comida à vontade pra todos nós. Éramos cinco: uma amiga do B. solteira, um casal de amigos do B. – onde ela estava grávida, B. e eu. Confesso que no começo me senti intimidado, pois eu estava na casa de um cara que tinha mais de um milhão de inscritos no YouTube. 😯 Como eu soube? Logo na sala da casa dele, que depois descobri que era alugada, tinha uma placa de, acho, 500 mil ao lado dessa de 1 milhão de inscritos. Eu fiquei chocado quando vi e, claro, disfarcei até conseguir ler o nome do canal na placa e depois, ainda discretamente, ter pesquisado no Google. Não encontrei nada.

Demorou uns 30 minutos pra eu realmente conhecer esse “famoso” pessoalmente e, nesse tempo, narrava tudo pras meninas que trabalham comigo em nosso grupo de WhatsApp – rs.

A mulher dele já havia avisado que ele demora muito pra tomar banho, pra se arrumar e tudo mais. Isso me fez já me sentir mais baixo do que nem sei o quê. Enquanto isso, ainda discretamente, observava toda a casa tentando saber quem realmente ele era. Mentalmente, às vezes, dava um check no meu cabelo, barba, roupa e forma de agir. Que besteira, né.

Enfim, escutei os passos da escada e ele desceu. Obviamente não direi quem ele é, mas posso dar suas características: mediano, sem barba, de óculos, usava camisa de marca preta e calção jeans com uma chinela de dedo. Um homem de 30 e pouquinhos anos SIM-PLES. Tinha um jeito meio tímido, mas que logo passava. A minha primeira impressão foi que ele parecia um estudante de medicina. Na mosca! Acertei! Mais tarde ele me contou que era médico e alguns casos que já vivenciou nessa jornada acadêmica. Inclusive, disse pra ele isso, que quando o vi já imaginei que seria médico, e ele sorriu gostando do elogio.

B. colocou as músicas de seu celular pra tocar em uma caixinha JBL, conversamos, petiscamos, jogamos vários jogos e, justamente, os jogos que fizeram a gente começar a conversar. Pra mim, na verdade, foi a comida, pois eu nem tinha almoçado direito. Como a comida estava demorando pra ser liberada pra nos servirmos, tive que falar que estava morrendo de fome e todos chamaram a atenção do pobre do B. por isso, tadinho – rs.

Quando deu 00h, fomos pra varanda da casa na intenção de vermos pelo menos alguns fogos de longe. B. estourou a champanhe e colocou em nossas taças – só um dedinho na minha porque ele sabe que eu não gosto muito –, brindamos, bebemos um gole, nos abraçamos enquanto desejamos coisas boas e depois continuamos jogando como se nada tivesse acontecido. HAHAHA O rolê ali era de +30, então não é de se esperar muito – rs.

Voltamos pra casa um pouco mais de 3h. Foi muito divertido. Tão divertido que nem lembramos de tirar foto. A única foto que posso mostrar é essa aqui, quando eu estava indo pra casa deles levando os jogos:

Acho que já registrei mais do que eu devia, então, por aqui, mesmo 29 dias atrasado, FELIZ ANO NOVO!!! Que ele seja cheio de saúde, bênçãos e amor. 🩷