segunda-feira, 26 de outubro de 2026

RESPEITAR É O MÍNIMO

O dia de ontem foi de comemoração pra uns e choro pra outros. Isso é a democracia! 🇧🇷🙌🏻

Eu já tinha esperança de que o lado de lá não ia ganhar, mas, como sempre falo: o jogo só acaba quando ele termina. Fiquei até o fim, até, enfim, darem o veredito. E terminou. Querendo ou não, temos que aceitar a continuação do presidente.

Eu acho que nunca tinha comentado sobre política aqui no blog e senti que foi estranho e diferente, afinal, antes eu escrevia mais pra mim, mas hoje tenho olhos e comentários a mais - e isso não é uma reclamação. É legal saber que alguém me lê, comenta, assim como eu gosto de ler e comentar. As pessoas têm direito de gostar de quem elas quiserem, mas há o respeito acima de tudo. E eu respeito, respeito mesmo. Não sou daqueles que brigam, deixam de seguir e tudo mais... Eu só ignoro quando não concordo ou não quero ver algo. No máximo, silencio pelo bem da minha saúde mental, que nem é lá mais essas coisas.

Após o resultado, B., Pedro, Dalton e eu decidimos ir pra praça onde as pessoas já estavam se concentrando. B. pegou as bandeiras que tinha, a clássica toalha de banho e a caixa de som. Ali na porta da casa dele, ele fez um esquenta. A rua estava deserta, mas, do nada, começaram a aparecer outros jovens correndo e dançando com a música que rolava na caixa de som. Eu estava meio sem graça, meio envergonhado pra dançar e essas coisas, mas estava ali. Eu estava vivo vivendo aquilo.

Antes de ir pra praça, passamos em um lugar bem hypado de Ubajara pra pedir uma macarronada pra Luziane, que estava conosco. Preferimos passar lá, pedir a macarronada, seguir pra praça e, em pouco tempo, voltar pra buscar. Nesse estabelecimento, Pedro perguntou ao atendente em quanto tempo o pedido ficaria pronto e, sem deixar ele responder, outro atendente atrás respondeu: "22 minutos!" - usando o 22, número do candidato do PL, seguindo de um sorriso irônico. B. respondeu de bate pronto: "13 minutos, né!?". Gente, pra quê isso? É algo tão desnecessário. Digo isso porque, mais tarde, já em Tianguá, fomos dar uma volta de carro no centro e, no meio da carreata dos eleitores do PT, um carro de som alto estava parado tocando a música do candidato do PL. Os carros dos eleitores do PT que passavam do lado não tiveram nenhuma reação. Não ouvi gritos de provocação, não vi ameaças de amassar o carro ou qualquer outro ato de violação. Estão vendo a diferença? A questão dos dois lados é respeitar. Sendo um ou outro, respeitando, está tudo bem, tudo certo, todos ganham.

Em Ubajara, ficamos uns 20 minutos no meio da muvuca. Todos se abraçavam, soltavam fogos silenciosos coloridos e muita fumaça vermelha. Aproveitamos o ato pra tirar várias fotos pensando em olhar pra elas no futuro e dizer "eu fui, eu tava". É importante que haja registro disso, ainda mais no mundo em que não se foge mais de nada aos olhos das pessoas.

Aproveitei o ato pra tirar as fotos num estilo meio retrô, com filtro, mas direto da câmera de um aplicativo chamado Dazz Cam. Abaixo, algumas:

Não havia me posicionado até então e, antes de postar as fotos nos stories, comentei com os meus amigos: Agora vamos ver quantos seguidores eu vou perder. Dito e feito! Quase 24h depois, acabei de ver que perdi 4 seguidores de 3.705. Incrível como as pessoas julgam a gente pelo que a gente gosta, apoia e afins. Ninguém quer saber do contexto, do porquê, tomam aquilo como verdade absoluta, né? Ninguém mais quer olhar pro seu umbigo, só pro do outro. Com certeza, da forma mais fácil, eu poderia saber quem são esses 4, mas... Pra quê? 

Eu continuo aqui trabalhando, tentando me dar bem na vida e, principalmente, tentando ajudar e fazer o bem pras outras pessoas - que se falta muito por aí. Fazendo isso, Deus se encarrega do restante.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

CADA UM COM A SUA VERDADE

Estou aproveitando esse "intervalo" no trabalho pra poder jogar um pouco pra fora do que estou sentindo.

O segundo turno da eleição, enfim, será neste final de semana. Os dias passaram bem rápidos pra chegar, eu achei, e graças a Deus. As pessoas continuam agressivas, continuam debochadas e, longe dos meus olhos, se intrigando com família, amigos e afins. Abrir as redes sociais não tem sido fácil. Por mais que eu silencie os nomes, aqui e acolá aparece algo, não tem como fugir.

Assisti ao debate na Band e, pelo amor de Deus, parecia competição de reality show - com a diferença de que o Brasil não está vendo 24h de cada um num pay-per-view. É constrangedor ver deboche, ver alterações de humor - confesso que com razão, pois haja paciência -, perguntas sem respostas, respostas meio sem sentido e, principalmente, perguntas sendo feitas e respondidas com outras perguntas. É muito óbvio ver algumas coisas ali em evidência diante das câmeras e outras que muitos nem conseguem perceber. Eu percebi. É tipo uma manipulação.

Hoje teremos mais um debate, dessa vez no Jornal Nacional, na maior emissora do Brasil, Globo. Fico pensando: o que será que esses dois candidatos estão planejando, nesse exato momento, falar ao vivo. No ao vivo pode acontecer de tudo, é uma oportunidade de decisão. E eu estou decidido.

No primeiro turno eu não queria votar em nenhum dos dois candidatos, mas, com muitas evidências e popularidade, tinha a certeza de que perderia o meu voto. Dito e feito: a decisão ficou entre os dois partidos. Não me arrependi até então.

Tenho que ser claro ao dizer que faço parte de uma bolha. Querendo ou não, estamos próximos de pessoas que pensam igual à gente, que querem um futuro pra si e pro amigos, filhos, pais e outras pessoas. O sentimento de pensar no outro é muito lindo.

Nesse ínterim, apenas vivendo a minha vida na internet, recebi uma mensagem meio agressiva: "Cadê? Não vai se posicionar?". Cara, por quê? Será mesmo que eu preciso me posicionar e dar munição pra que eu seja mal visto, perca seguidores e tenha uma imagem errada? (não que eu me importe com tudo isso que citei) Quem realmente é meu amigo ou me conhece sabe muito bem a minha resposta. Existem coisas que nem precisam ser perguntadas, né. O máximo seria surpreender, mas, sei lá, deixa pensarem o que quiserem.

Só preciso que tudo isso termine o mais rápido possível e que possamos olhar pra frente e pros que estão ao nosso lado. Que o nosso futuro seja feliz e duradouro. Deus só nos deu uma chance de viver.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ORKUT

Muito tempo atrás, vi que a página orkut.com estava com uma carta que parecia de despedida, mas ao mesmo tempo acendia uma esperança. Nos últimos dias, surgiu uma contagem regressiva na página, indicando que às 10h de ontem (08) algo iria acontecer. Vi um post no Instagram sobre isso e logo fiquei, ou melhor, ficamos: será se o Orkut vai voltar? Ansioso, no trabalho do primeiro turno, deixei a página aberta e acompanhei por poucas horas aquele contador acabar. Quando, enfim, acabou, havia apenas uma nova carta e uma petição para ser assinada, apoiando a volta de uma nova rede social focada em pessoas autênticas, conexões reais e um verdadeiro senso de pertencimento. Lógico, assinei e compartilhei no meu Instagram. Se alguém mais, através de mim, assinou, não sei, mas fiz minha parte. 😁

Até o momento em que eu estou digitando esse post, já se foram quase 330 mil assinaturas. Ainda acho pouco. Espero que chegue a mais de 1 milhão.

Após assinar, com muita atenção, li toda a carta - e, se você também quiser ler, só clicar aqui. A carta me pegou de tal maneira que parecia que era eu que estava escrevendo. Concordei com tudo que estava escrito e, no fundo, lamentei por, infelizmente, ser verdade. Um dos trechos que mais me pegou foi o que falava sobre o uso da IA nas redes sociais hoje em dia e dizia que ela está dissolvendo a única premissa que tornou as redes sociais especiais e dignas de serem construídas: a de que havia uma pessoa do outro lado. Tem como discordar? 😕

Não sei se o Orkut funcionaria caso volte nos tempos de hoje. O Instagram e o TikTok dominaram e, mesmo surgindo novas redes sociais, elas sempre vencem, pois já são populares, assim como o Telegram só é lembrado quando o WhatsApp cai e o Twitter quando o Instagram cai. Às vezes, as pessoas esquecem que quem faz das redes sociais serem o que são não são tanto as IAs, mas o próprio ser humano. Há quem diga que as pessoas ainda acham que a internet é "terra sem lei". Vacila pra tu ver!

O Orkut voltando como antes ou repaginado, só quero estar vivo quando isso acontecer. Vai ser legal mexer nele, em algo novo que não gira em torno de algoritmos, olhos capturados e otimização de tempo na tela.

Muitas semanas atrás, baixei o MSN em meu computador - não de forma oficial, claro. Mas foi tão bom viver a tremidinha da tela pra chamar atenção, os emojis da época escritos em códigos :), (L), (*)... Quando ligo o computador, me dá gosto de ver, na barra de tarefas, ele conectando sozinho e ficando com o status online, que logo troco pra ausente, mesmo tendo apenas um contato pra conversar, o do Emanuel, que baixou comigo para testarmos juntos.

Mas vamos ver o que o futuro nos espera, né? Quem lembra do Orkut e quiser assinar a petição só leva poucos segundos. Pra facilitar, clica aqui, não dói nada. 😎

Até!

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

VOLTA RÁPIDA, CORAÇÃO CHEIO

Depois de quase cinco meses, voltei pro Maranhão! 🙃

Eu já sabia que iria voltar um dia, mas não imaginei que fosse tão rápido, um bate-volta.

Há muito tempo eu já sabia que o dia da eleição seria uma desculpa pra voltar. Confesso que estava ansioso pra que esse dia chegasse, e até que chegou rápido. Passei uma semana inteira doente e nem quero culpar essa ansiedade, mas, com certeza, o excesso de trabalho contribuiu mais.

Na sexta (2), combinei com Pedro e Dalton o horário certinho pro sábado e, como sempre sou bem sincero com eles, disse que não podia ajudar com aluguel de carro e gasolina... Eles estão sabendo que neste último mês não consegui me dar bem com o financeiro. As compras de casa, incluindo muita proteína, ultrapassaram o meu orçamento; fora que acabei ficando doente, então, querendo ou não, tive que comprar os remédios para me recuperar o mais rápido possível. Como são amigos, foi de boa. Eles sempre me ajudam quando eu não posso e eu, da mesma forma. Eu sou muito grato a Deus por ter os dois na minha vida, que sempre me ajudaram quando eu podia, e sem cobrar nada.

No sábado (3), como eu já sabia que iríamos sair do CE depois das 14h, organizei algumas coisas de casa e lavei algumas roupas. A minha casa desde quando estive doente não está cem por cento, pois sinto que preciso me dedicar mais a ela. Ela não está um lixão, mas está me incomodando. Como tenho trabalhado nos três turnos, a casa não tem me abraçado quando chego. Uso esse termo "abraçado" porque é tão bom chegar em casa e ser acolhido pela casa limpa, cama arrumada e banheiro cheiroso... Nesses quase cinco meses morando sozinho, isso nunca tinha acontecido, mas também não quero me pressionar tanto.

Um pouco mais de 14h, os meninos apareceram e foram almoçar. Lembro que o meu almoço naquele dia foi duas fatias de pizza que sobraram no dia anterior quando saí com a Wara. Aliás, que pizza gostosa. 😋 Tomei um puxão de orelha dos meninos por almoçar "besteira", mas fazer o quê, né. Enquanto eles almoçavam, fiquei na mesa à toa conversando e rindo de algumas outras besteiras que eu falava.

Durante a viagem, muita música, nem tanta conversa e nada de jogos. Pra passar o tempo em nossas viagens, a gente brinca de criar frases com as placas do carro a nossa frente. Por exemplo, se a placa tiver as letras "RGT", a gente cria uma frase como "Rita gira tonta" - KKKKK. E essa besteira faz passar o tempo, rivalizar e nos arranca muitas risadas. Dessa vez não teve isso.

Chegamos em Teresina quase 19h, pegamos os pais do Pedro e seguimos pra Coelho Neto. Antes, passamos em uma padaria e lanchamos. Pedi dois pastéis de carne com um refrigerante que estava na promoção de estudante. Os dois deram R$ 10 e, mesmo a atendente duvidando que eu era estudante, mostrei minha carteirinha - rs. Acabei pecando pela fome e gula e comi apenas um pastel, o outro levei pra, literalmente, viagem.

Chegamos em CN quase 22h. Minha mãe não sabia que eu iria e estava na calçada de casa, como sempre. Quando me viu, gritou o Eduardo e a repreendi, pois queria fazer surpresa pra ele também. E não deu. Ele já tinha ouvido, apareceu na calçada, me viu e veio correndo pros meus braços. Ele me abraçou de forma tão afetuosa que começou a chorar emocionado. A coisa mais linda que eu pude ver. Sou apaixonado por esse menino. 🥰

Cheirei ele o máximo que eu pude com medo de nesses cinco meses o seu cheiro natural ter acabado. Em casa, abracei mais, beijei e dei as figurinhas pro álbum da copa que havia retirado dos rótulos das Coca-Cola e guardado todo esse tempo - ele não tinha nenhuma figurinha dessas já que na nossa cidade as coisas demoram demais a chegar -, e também uma aquarela que o B. mandou pra ele.

Naquele momento eu queria ter brincado com ele, ter feito algum desenho, mas o cansaço da viagem fazia com que eu quisesse me entregar à minha cama. Assim, fomos tomar banho e fomos deitar pra dormir no ritual que eu fazia quando eu morava lá: arrumava a cama, apagava a luz principal e acendia a de um mini abajur na tomada ao lado da cama ao mesmo tempo, pois eu e ele comemoramos quando uma desligava e a outra acendia ao mesmo tempo, liguei o ventilador, conversamos e daqui a pouco ele já estava com a mania de sugar o lábio inferior pra dormir. E assim dormiu. Mesmo com muito cansaço e sono, não consegui dormir bem. A minha cama de solteiro é pequena e o Eduardo toma muito espaço. Eu fico me recolhendo na minha própria cama enquanto ele usufrui dela de forma espaçosa e atravessada.

No domingo (4), acordei cedo pra tomar banho e pegar a fila pra votar. Havia combinado com os meus amigos que teríamos que ir cedo, pois ainda pela manhã teríamos que voltar pro CE. Como já falei, era um bate-volta. Acabei acordando o Eduardo. Fiquei conversando com ele na cama enquanto ele despertava. Como assinei o Disney+ pra assistir American Horror Story, lembrei de colocar na TV pra ele assistir seus desenhos preferidos. Depois que falei, isso fez ele abrir os olhos e logo ir pro sofá, ainda com lençol.

Quase 9h, fomos pra escola enfrentar fila. Chegando lá, cada um foi pra sua seção. Dalton, Pietro e eu nos separamos enquanto o Pedro ficava na fila acompanhando o Dalton.

Não sei exatamente quanto tempo fiquei na fila, mas demorou muito. Pela quantidade de candidatos a serem votados e as prioridades, demorou mais ainda. Na fila, fiquei observando a minha escola, que é a que passei a minha vida inteira estudando; também fiquei desviando o contato com alguns políticos que passeavam por ali pra poder fazer mídia. Não existe coisa mais chata do que você ter que cumprimentar político de forma forçada, vendo o sorriso fingido querendo demonstrar intimidade. Ouvi de um: "Só matando a saudade da escola, né, Funnie!?". Pô, o cara me chamou de "Funnie" - KKKKKK.

Na sequência, votei primeiro. Depois de muito tempo, Pietro apareceu e, quase meio-dia, Dalton votou. No intervalo do meu voto, fui com o Pedro em outras escolas ver algumas pessoas que eu tinha certeza que não daria pra ver depois que todos tivessem terminado de votar: o meu irmão, a Karen e a Joellcy, minha prima. Infelizmente não consegui ver a Giovanna com seus filhos Bernardo e Otávio, que nasceu há poucos meses.

Primeiro, fui na escola do meu irmão. Ele estava trabalhando como presidente e eu não fazia ideia em que seção era, até que lembrei que estava com a lista no celular de todos os colaboradores da minha cidade. Pesquisei pelo nome dele e, bingo!, fui na seção dele. Mesmo com aquele monte de gente dentro da sala e fora dela na fila, perguntei pra Fiscal, conhecida minha, se poderia abraçar ele de forma rápida. Ela me autorizou - sendo que eu nem sei se precisava mesmo eu ter pedido a ela... mas também não ia invadir a sala, né.

Ele estava comendo o que parecia ser uma barra de cereal enquanto aguardava pra digitar os números do título de uma eleitora. Quando ele digitou, autorizou a ida da pessoa pra urna, olhou pra mim e se espantou. 😅 A cara dele foi muito engraçada de susto e foi logo levantando. Quando ele levantou, me abraçou forte e demorado enquanto conversava comigo: "E aí, como é que tá? Tá tudo dando certo lá? Graças a Deus... Boa viagem!" A todas essas perguntas, respondi colado nele e nem me toquei que todos estavam olhando dois machos barbudos se abraçarem com todo afeto e amor ali- rs.

De lá, fui na seção da Karen. Ela não estava lá, mas logo encontrei ela voltando pra sala. Também, no meio de todas as pessoas na fila, abracei. Ela lamentou a falta de tempo, mas aquilo fazia parte. O importante era o abraço.

Em seguida, fui ver a minha prima, Joellcy, em outra escola. Ela estava muito alegre com a minha ida e pediu pra que eu fosse ver o Júlio, marido dela, que estava na fila. Senti uma tristeza no olhar dele e até comentei sobre. Ele me falou que era por estar ali, por ver as pessoas, ainda na fila, discutindo política e fazendo coisas absurdas por quem não está nem aí pra elas. Concordei.

Depois de uma conversa rápida, já saindo da escola, minha prima fez questão que tirássemos foto pra registrar aquele momento. E uma das fotos ficou assim:

Um pouco mais de 14h, depois do almoço, pegamos estrada pra Teresina. Estava nítido no painel do carro os 40º. Estava pegando fogo!!! 🔥 Realmente, desse calor eu não sinto um pingo de falta. Se não fosse o ar condicionado do carro, estávamos lascados.

Ao chegar em Teresina, deixamos os pais do Pedro em casa pra depois irem votar. O Mateus, irmão do Pedro, foi com a gente na mesma escola e seção para votarem. Por sorte, eles assim que chegaram na seção não aguardaram nem 5 minutos e já foi entrando pra votar, então deu muito certo.

Um pouquinho mais de 15h, seguimos pro CE. Eu estava muito cansado, enfadado, com fome, com preguiça... e com saudade do Eduardo. ☹️💔

Ao chegar em casa, tomei um banho quente, pois estava frio, me arrumei enquanto estava deitado vendo TV, esperei os meninos e fomos pra Ubajara ver o movimento da apuração dos votos e comer.

Encontramos com o B., fomos num local que vende sushi que não me recordo o nome, mas que vamos com frequência. Comi yakisoba com o B. e os meninos pediram uma barca enorme de sushi. Estava fazendo muito frio nessa hora, eu tremia e me contorcia. Fiquei imaginando que horas atrás estava num calor infernal pra depois estar naquele frio. Talvez seja por isso que fico doente.

Ah, quando encontrei o B., dei o desenho em aquarela que o Eduardo fez pra ele. Ficou lindo demais. Pedi pra que B. guardasse com muito carinho.

Um pouco mais de 21h, voltamos pra Tianguá, os meninos me deixaram em casa, evitei TV e celular e apaguei. Dormir antes de 22h30 me deixou acordar bem mais disposto. Normalmente vou dormir lá pra meia-noite culpando sempre as telas por isso.

Na segunda, começou tudo de novo. O final de semana foi corrido, cansativo, mas foi muito especial estar com pessoas que me fazem bem. 🩷

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

AS RESPOSTAS QUE EU PEDI

Morar sozinho tem me trazido tantas responsabilidades e tantas decisões. Eu adoro ouvir a opinião dos outros em relação a algumas situações minhas, mas a minha decisão é sempre a que vale. O outro pode até me ajudar, mas ele nunca está na sua pele e vive as 24h do seu corpo e da sua mente. Então, o único que pode me ajudar é Deus. Ultimamente tenho entregado tudo pra Ele e pedido respostas, e nesta semana eu acho que tive uma resposta.

Há duas semanas recebi uma proposta de trabalhar no mesmo grupo, em outro lugar, no turno da manhã. Atualmente o meu trabalho é de 14h às 22h, então acabo ficando com todas as manhãs livres. Quer dizer, modo de falar, pois, além de cuidar da casa com os serviços domésticos, às vezes tenho que ir fazer compras, ir ao posto de saúde e, claro, descansar do dia anterior. Confesso que às vezes me sentia inútil em todas as manhãs, então fiquei pensando que poderia conseguir algo pra fazer pela manhã. Comentei isso com Deus e talvez veio a primeira resposta. Sim, fui convidado.

Recebi uma proposta na sexta, fiz a entrevista no sábado e já comecei na segunda. Tudo foi tão rápido assim, pois eu estaria substituindo a pessoa do setor, que teve que ficar de licença, a princípio por 30 dias - só depois descobri que por 60 dias. Por ser dentro do mesmo grupo, não fiquei nervoso, nem acuado. Como já faço parte dele, me senti seguro de tudo. As minhas demandas por lá eu já domino, só precisava que alguém me auxiliasse.

E essa primeira semana foi intensa. Eu acordava todos os dias às 8h e passei a acordar às 6h - ou antes. Tomava banho, preparava o café da manhã e ia trabalhar. Ao retornar às 11h30, em casa, preparava o almoço aos poucos, pois só tenho um fogão de indução com uma boca, então, era de um por um até ficar pronto. Com isso, já ia almoçar lá pras 13h... Ia trabalhar às 14h e, como já mencionei, voltava pra casa às 22h morto de cansado. Durante esse horário, sempre comendo besteira e me alimentando super mal. Como consequência disso, na sexta fui pra UPA.

Desde o meio da semana passada eu já me sentia diferente e eu meio que fechava os olhos pra isso. Eu achava que era só cansaço mesmo até descobrir que estava com "amigdalite bacteriana". Deve ser bem a quinta vez que isso dá em mim. Eu já estou começando a ficar preocupado e vou atrás de fazer exames nos próximos dias. Na minha cabeça isso é mudança de clima e aqui em Tianguá tenho ido do calor pro frio em minutos. É horrível ter que abrir a boca e ter que ver na garganta aquela coisa feia dos lados. Na UPA, tomei benzetacil e dipirona lá atrás. Já disse que não tenho medo, até prefiro.

Hoje, segunda, não fui trabalhar. Agora, fiquei pensando: será essa uma segunda resposta pra eu parar? Preciso me dedicar mais à minha saúde, entender que não sou mais um garotão entrando nos 20 anos, que já estou a poucos passos de quarentar. Não que esteja tão perto, mas o que são 4 anos, né.

Como sempre faço, não posso tomar nenhuma decisão precipitada e que faça eu ficar com o sentimento de arrependimento, mas, ao mesmo tempo, não posso deixar que se aproveitem de mim.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A ESTRANHA NA CAMA

No início desse mês, enfim, foi lançado o livro do que se tornou o meu autor brasileiro favorito, Raphael Montes, chamado A Estranha na Cama. 🌹

Desde quando ele começou a informar que vinha aí, fiquei ansioso. Sei que não faz tanto tempo que li os seus livros, mas ler ele é tão bom que dá vontade de sempre continuar. Talvez eu mesmo tenha me mal acostumado porque comecei por Jantar Secreto - que me deixou apaixonado de cara -, depois Suicídas, e segui na sequência com Uma Mulher no Escuro, Uma Família Feliz - que em seguida assisti ao filme -, A Mágica Mortal - que li duas vezes: uma sozinho e outra pro meu sobrinho todos os dias antes de dormir -, O Vilarejo, Bom dia, Verônica - pra depois assistir toda a série - e, agora, A Estranha na Cama. Todos antes deste último foram lidos, literalmente, na sequência. Sei que falta ler Dias Perfeitos, mas fui cair na burrada de assistir à série antes de ler o livro, e isso me deixou morno pra ler o livro. Todos os dias olho pra ele, já tentei até começar, mas não vingou. Quem sabe um dia, né. 😉

O livro de A Estranha na Cama, que, mesmo sem poder, comprei na pré-venda, parcelado no máximo de vezes, chegou justamente quando eu mais queria, no sábado, véspera do feriado de segunda-feira, da Independência do Brasil. Ou seja, como não tinha condições de viajar e nem podia ir pra casa do B. neste feriadão, ia devorar ele.

Ler Raphael Montes causa algo engraçado em mim, é como se eu estivesse lendo novamente os livros anteriores dele, mas com outra história. A forma de escrever é igual e as dinâmicas também. Eu adoro os POV (sigla em inglês para point of view, que significa ponto de vista ou perspectiva) quando um personagem que vive a mesma situação continua a história de acordo com a sua concepção.

Os finais de Raphael são incrivelmente diferentes de tudo que a gente possa imaginar, até mesmo do que eu possa, pois já li praticamente todos os seus livros e já sei o caminho que ele pode seguir. A única certeza é que o final vai pra um rumo totalmente diferente e geralmente um rumo em que o leitor passa raiva.

Este livro vai ganhar um filme na Netflix no próximo ano, com Paola Oliveira, Emílio Dantas e Bella Campos como os atores principais. Tem tudo pra ser um filmaço. Nem preciso dizer o quanto estou ansioso pra ver, né? 🫦

Quem leu este post até aqui, me diz: você já leu ou já viu algo criado pelo Raphael Montes?

Até!

terça-feira, 1 de setembro de 2026

MESMO SEM SABER

Mais um mês começa, e este chega acompanhado de algumas incertezas. 🙁

A vida nos coloca em cada situação... Mas, dessa vez, por incrível que pareça, quando comparo com outros momentos semelhantes, estou mais tranquilo. Largar tudo e vir para o Ceará foi um desafio que me deixou orgulhoso e feliz. Sim, eu posso dizer que sou feliz aqui. Aproveito todos os momentos de felicidade para agradecer a Deus pelo dia, pela comida e por todos os livramentos que Ele pode ter me concedido durante esses quase quatro meses. Nunca fui tão grato na minha vida.

O mês arrastado de agosto terminou deixando um enorme ponto de interrogação. E setembro começa com palavras de conforto e, quem sabe, com um "tudo vai dar certo" onde no final deu certo. É importante que eu mantenha os pés no chão e acalme o coração, porque eu não sei o que virá.

* * *

Sei que este post pode ter despertado uma certa curiosidade, mas quis apenas desabafar e deixar registrado este momento.

Acredito que, acontecendo o bem ou o mal bem, nada será tão importante no futuro quanto a forma como eu lidei com tudo isso hoje.

💛

UNINTA compra FACIBI

terça-feira, 18 de agosto de 2026

3.6

A vontade de vir aqui era grande, mas só agora que encontrei um tempinho. 🙃

Isso não é uma reclamação, mas o meu trabalho tem me consumido muito. Neste mês de agosto voltei pro meu horário normal... Quer dizer, "horário normal". Voltei a trabalhar das 14h às 22h, sem pausa. Aqui e acolá como uma coisinha e, como minha casa é próxima do trabalho, venho aqui rapidão comer. Apesar de já passarem 3 meses, ainda estou me adaptando às coisas daqui.

Mas vamos pro que interessa, o meu aniversário.

Passei duas semanas antes bolando como seria a minha festa de aniversário nos stories. Como assim? Como hobby, há alguns anos criei uma forma de comemorar o meu dia com todos. Não gosto apenas de repostar coisas nos stories, então crio todo um layout e, claro, baseado em um tema. Nesse ano, escolhi o tema Windows 98. Todos sabem que eu sou um cara que ama o passado - mas que vive no/pro futuro, claro. Então, por que não? Anotava as ideias que eu tinha e cada vez mais apareciam outras. Queria algo bem retrô, com poucas cores e nada de 3D; algo que tivesse muito pixel e muito som característico. Me divirto em todo esse processo de criar e quem me tem no Instagram, deixei o resultado lá nos destaques. Mas vou deixar uns aqui abaixo:



Meu aniversário neste ano foi, obviamente, diferente de todos os outros. Eu sempre tinha folga de aniversário, então viajava pra algum lugar. Neste ano, além de estar no lugar onde eu viajava, ainda estava trabalhando. Meu aniversário foi na quarta (05) e, por mais que eu tenha pedido folga - o não eu já tinha, né! -, não consegui. Não reclamei. Eu só queria me sentir bem nesse dia. Realmente não teria como eu faltar nesse dia, pois era o retorno dos alunos pro segundo semestre.

Na terça (04), Pedro, Dalton e B. foram me buscar no trabalho. Nesse dia eu consegui sair um pouquinho mais de 22h. Eu juro que não esperava que eles fossem me receber com um bolo dentro do carro - e feito pelo próprio Dalton -, cheio de muito coco e sem glúten. Eles cantaram os parabéns ali com gritos no final dentro do carro, foi muito engraçado. De lá, fomos jantar comida em uma praça do meu bairro e seguimos pra casa esperar a virada.

Eles entraram em casa com muitas sacolas e já foram se organizando. Levaram a mesa da cozinha pra sala, encheram balões verdes e brancos, colocaram os bolos, as sacolas de presentes e montaram tipo um cenário pra eu comemorar e registrar. Tudo ficou pronto em poucos minutos enquanto eu tomava banho. Pedro e Dalton me presentearam com canecas e quadros de parede do Doug que também podem ser porta-retratos, que fizeram parte do cenário. B. me deu camisas e sabonetes - que eu tenho amado ganhar. Ganhei também um "porta temperos" (posso chamar assim?) que eu namorei desde o primeiro dia que comecei a montar a casa onde eu estou.

Ficamos conversando à toa no tapete da sala esperando a hora da virada.

Quando foi próximo da meia-noite, eles acenderam a vela, cantamos os parabéns bem baixinho pra não acordar a vizinhança, e ficamos ali, comendo e conversando.

Estar com eles foi muito importante pra mim, por mais simples que fosse aquele momento. Percebi nos últimos tempos que o meu aniversário passou a ser importante, sim. Antes eu só queria estar longe de tudo e de todos, viajando e sem comemoração, mas dessa vez vi o quanto é importante ser querido. E isso eu fui.

Eles ficaram comigo até quase 1h e depois fomos deixar eles em casa. Cansados, dormimos.

Às 14h do meu dia, cheguei no trabalho calado, até que o Glyson, como sempre faz quando chego, gritou: "Ôh de fora!". E eu "Boa tarde!" - geralmente com ele eu grito um breve "nháh!", mas como sabia que tinha gente lá, dei boa tarde - rs. Quando sentei na minha cadeira, as pessoas começaram a surgir cantando os parabéns. Senti que fiquei meio sem graça, mas, pô, era o meu aniversário. Eu não queria registrar aquilo apenas na minha memória, então, saquei o celular pra fora do bolso, dei o REC (que expressão de tio, né?! - rs) e registrei o momento. Eu fiquei muito feliz com os abraços que recebi após ter desligado a câmera.

À tarde continuou sendo normal de rotina de trabalho. Nesse dia, não quis ir com roupa de trabalho, então coloquei uma roupa que me deixasse confortável e que demonstrasse realmente quem eu sou, a minha essência, que acho que muitos ainda não conseguiram me ver fora do trabalho. Pra que não ficasse confuso com os alunos, usei o crachá, como tenho feito, pois, como estou há apenas 3 meses trabalhando, ainda não tenho uniforme.

No começo da noite, para a acolhida dos alunos, um grupo de pagode (ainda se chama assim, "grupo"!?) foi contratado. Enquanto eles ficam no centro, ao redor os alunos transitavam e se deliciavam com um espetinho de frutas sendo banhado em uma cascata de chocolate. Não comi muito, mas estava delicioso.

Ainda ali, organizando tudo e atento quando precisassem de mim, o cantor do pagode começou a falar que hoje era um dia especial, que uma pessoa muito importante estava aniversariando e... eu fiquei morto de vergonha. Quando dei por mim, me chamaram para o centro e começaram a cantar os parabéns em ritmo de pagode. Por fora eu morria de vergonha, mas por dentro eu me sentia feliz. Há muitos anos que um grande número de pessoas se viravam pra me parabenizar.

Fui liberado mais cedo e vim pra casa aproveitar o resto do dia que me faltava.

Foi um dia rápido, mas foi incrível viver isso tudo aqui. Ganhei, inclusive, coisinhas de casa que me deixaram mais feliz ainda. Não tenho realmente palavras pra agradecer a Deus por essa minha nova fase e por estar dando tudo certo.

Vou encerrar esse post com a mensagem que mais me deixou feliz, quando já havia passado de meia-noite, começando o meu dia.

Morro de saudades do meu Doo. 🥹💙🩶

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A SAUDADE TEM ROSTO

Agora há pouco desabafei chorando no dix e resolvi registrar aqui também. Pra quem não sabe, dix, segundo a IA, é "uma gíria da Geração Z para um perfil privado alternativo no Instagram. Derivado da expressão 'para deixar', funciona como um espaço íntimo e seguro onde jovens compartilham desabafos e momentos espontâneos apenas com um grupo muito seleto de amigos próximos." 😉

Neste mês de julho vou ter que trabalhar em algumas cidades vizinhas daqui. Para os deslocamentos, precisamos utilizar as famosas "topiques" (assim chamam as vans daqui). Hoje, assim como dias atrás, também precisei pegar uma delas.

No sábado, quase 7h, fui para o ponto das topiques para ir a Ubajara, cidade a uns 20 minutos daqui. O trabalho foi até às 10h e foi bem divertido. Ao "encerrar o expediente", acabei ficando por Ubajara mesmo. O restante do pessoal do meu trabalho voltou pra Tianguá. Aproveitei essa oportunidade pra ficar um pouco mais com o B. no final de semana e até fomos pro Parque Nacional no domingo pela manhã. 

Hoje, cedo, estava certo de irmos a outra cidade, um pouco mais distante, mas ainda vizinha daqui: São Benedito. Acordamos cedo. Glyson e Conceição pegaram a topique em Tianguá, me enviaram o número, a placa e outras informações pra eu ficar atento e entrar no mesmo transporte deles. Enquanto acompanhava a localização em tempo real que o Glyson me enviou pelo WhatsApp, aconteceu algo.

Estava encostado em uma coluna da farmácia da esquina quando uma criança, de camisa, calça e chinela, aparentando ter uns 10 anos, parou na minha frente, só que de costas. Parecia meio desconfiada, olhando pra um lado e pro outro. Eu, com os fones de ouvido no volume máximo e o celular na mão, com medo de alguma investida, coloquei rapidamente o celular dentro do bolso. Não que isso seja algum tipo de preconceito, mas posso explicar: em uma viagem ao RJ, quase fui assaltado por uma criança, e isso acabou me deixando meio traumatizado.

A criança, sem olhar pra mim, começou a falar. Pausei o fone de ouvido dando um clique no lado direito e entendi da metade da frase pra frente: "...trocado pra eu merendar?" Como, pra bom entendedor, meia palavra basta, entendi o recado. Ele estava pedindo dinheiro pra poder comer, ali, quase 7h da manhã. No automático, respondi que não tinha - mas realmente não tinha dinheiro em espécie, pois há muitos anos nem carteira eu ando mais levando, com a facilidade do Pix e dos documentos no celular.

Do lado havia uma quitanda. Não sei como definir uma quitanda hoje em dia, mas digo que lá tinha biscoitos, pães, refrigerante, pastéis... Levei o menino pra lá. Entrando, o senhor estava fritando pastéis no fundo do estabelecimento. Bati palmas pra chamar sua atenção. Logo ele veio, e falei: "O senhor pode dar um pastel e um guaraná pra esse rapaz?" O menino logo disse: "Tem pastel de quê?" Não lembro exatamente o que o senhor respondeu, mas pegou o pastel e entregou nas mãos da criança. Pedi novamente que ele entregasse o guaraná também, e logo foi buscar no freezer.

O menino sentou em uma cadeira de madeira em frente à TV que estava logo no alto da parede, juntou as pernas e as apoiou no apoio para os pés da cadeira, abriu o refrigerante, mordeu o pastel e tomou um gole. Enquanto isso, eu pagava aquele lanche. Ao sair, passei na frente dele. Ele confirmou com a cabeça e sorriu. Sorri de volta. Eu fiz aquele menino feliz naquele momento.

Assim que coloquei o pé pra fora da quitanda, veio de dentro de mim uma força tão grande que não sabia explicar. Sò foi o tempo de chegar à mesma coluna da farmácia da esquina e comecei a chorar. Há muito tempo eu não chorava assim, de dentro, sem ter esse controle. Ao mesmo tempo em que meus olhos não paravam de criar lágrimas, eu tentava limpá-las com as mangas do meu casaco. Inclusive, enquanto digito isso, revivo a cena e volto a chorar. 😢 Naquele momento, lembrei do Eduardo, meu sobrinho. Parecia ele ali. Acho que foi a saudade que ligou esses fatos, e eu desabei em choro.

Baixei a cabeça, mas percebi que as poucas pessoas que passavam ali na minha frente observavam esse meu "surto". Eu sentia vergonha, mas ninguém me conhecia. Eu não podia fugir.

Ainda ali, mandei mensagem pro B. contando a situação e mostrando minha cara, tirando uma selfie em visualização única. Tenho certeza de que eu estava vermelho, pois era como se todo o meu corpo quisesse gritar. Com os olhos embaçados, não consegui ver realmente a foto que enviei: foi abrir a câmera, clicar, colocar em visualização única e enviar, tudo em frações de segundos. Também mandei mensagem pra um grupo que tenho com Giovanna, Karen e Jessica e mostrei a mesma coisa. Eu precisava descarregar aquele sentimento naquele momento. Era um desabafo.

Poucos minutos depois a topique chegou. Limpei as lágrimas e tentei engolir aquele choro pra ninguém perceber, mas nem tinha como. Aos poucos, vendo a paisagem e a neblina na estrada, fui esquecendo e me recompondo.

Não sei se um dia vou ver esse menino novamente, mas sei que, mesmo que ele esqueça esse dia, eu nunca vou esquecer.

👦🏻🩷

terça-feira, 7 de julho de 2026

PRIMEIRO SALÁRIO, PRIMEIRAS ESCOLHAS

Hoje recebi o primeiro salário completo do trabalho novo - já que havia recebido apenas os dias trabalhados - e o pensamento que me veio foi: será que vou ficar com alguma coisa até o próximo pagamento? 🤔

Sou uma pessoa ansiosa e preciso filtrar o que preciso mais do que nunca. A prioridade é a comida, claro, já que comer todos os dias fora se torna bem mais caro. No domingo, B. me doou algumas coisas da casa dele: três pedaços de bolo de laranja, dois pães massa fina, duas cenouras, o restinho da panqueca de frango que ele fez no almoço, um pacote de biscoito salgado sabor presunto, uma cabeçona de alho e a metade de um saco de arroz parboilizado - que há muito tempo eu não comia. E isso me salvou até hoje, terça-feira.

Na manhã de segunda, o meu café da manhã foram esses dois pedaços de bolo com um suquinho de maracujá de pacote. No almoço, refoguei o alho e a cebola e fiz um arroz que, modéstia à parte, por mais simples que seja, ficou delicioso, acompanhado da metade das panquecas de frango. Na janta, assei os dois pães com manteiga e voltei a tomar o suquinho de maracujá. E, claro, agradecendo sempre a Deus pela comida. 🙏🏻

Hoje pela manhã não tomei café em casa porque acabei me atrasando um pouco. Se eu fizesse algo para comer, chegaria um pouco mais atrasado, então preferi não fazer. Cheguei ao trabalho exatamente às 7h59, mesmo passando antes em um comércio próximo de esquina e comprando três "pães tripas" (achei engraçado esse "tripa" - rs) e um chocolate de caixinha.

Inclusive, por falar no pão, vi uma situação que me deixou com ódio e, ao mesmo tempo, nojo. No comércio, os pães ficam na bancada cobertos por um papel e alguns sacos e, quando pedimos, o senhor coloca a mão dentro de uma sacola, pergunta qual eu prefiro e depois coloca os pães em outra sacola. Qualquer pão ali, para mim, era pão, então respondi que tanto fazia, e ele pegou três que estavam grudadinhos. Ok, sem problema.

Enquanto coloquei o celular para fora para efetuar o pagamento, uma senhora começou a escolher com as mãos o melhor pão para ela levar. Escolheu com as mãos, sem proteção!!! Tipo, pegando, colocando para o lado, pegando um de baixo, olhando, colocando de volta... Mermão, pra quê isso? 😠 O olho existe pra quê? Vi que o senhor comerciante ficou constrangido, mas fingi que não vi nada, paguei e saí. Como pode, hein!?

No almoço de hoje, vim correndo para casa e, como não teria apenas uma hora para retornar, fiquei mais tranquilo para elaborar a comida. Cortei uma cenoura em rodelas e depois cortei as rodelas ao meio; refoguei, na margarina, o alho e a cebola; depois joguei a cenoura e, por último, o arroz. Quando o arroz estava quase enxuto, coloquei o resto das panquecas em cima dele para esquentar e aguardei. Eu não costumo gostar tanto da minha comida, mas, mais uma vez, ficou divina! Não aguentei, comi tu-do! (Amanhã vou descontar correndo e caminhando, prometo.) A janta ficou por conta de dois pães, com um ovo dividido entre eles, e água mesmo. E assim vou levando. São exatamente 22h e o pão não deu jeito, estou com fome e querendo cair na tentação de descer e comer um pastel aqui próximo... 😬 Não vou! Não posso!

Essa semana preciso fazer as compras. Já fiz uma lista do que preciso comprar para comer e, confesso, não vejo a hora de encher a minha geladeira, que no momento só tem margarina e dois litros de água. KKKKKK Vai dar certo. Vou ter que agradar o B. vir essa semana porque ele tem carro, então evita que eu traga vária sacolas nos braços e ande 1km com elas. Não posso perder meus braços, né. Futuramente vou comprar aquelas sacolas de mercado, acabei de ter essa ideia. Mais velho, um carinho da feira... KKKKKK Vem aí.

Amanhã não sei o que vou comer ainda, mas sempre falo para o B. que Deus ajuda. Ele nunca deixou de me ajudar. Só quero sobreviver aqui.

#oremos

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A MESMA PALAVRA, OUTRO TOM

Um pouco mais de meio-dia de hoje, resolvi pedir uma quentinha, já que não aguento mais yakisoba (pra não dizer macarrão instantâneo) no almoço. Com toda essa mudança de vida, ainda não consegui a minha estabilidade financeira, então, para economizar, resolvi comprar comida processada e rápida, até porque, também, há poucos dias, minha geladeira chegou. Sei que posso ser julgado por isso, mas o julgamento maior vem de dentro de mim mesmo, porque estou comendo coisas que realmente não são saudáveis. Prometo que vou compensar isso com muita caminhada e corrida na próxima semana, já que trabalharei em horário comercial, de 8h às 18h, com pausa pro almoço, claro. 🙏🏻

Escolhi a opção da quentinha que queria e, no final, escrevi: "Quando estiver saindo, me informa." Detalhe: "me in-for-mA", com A no final. Antes de enviar, lembrei de uma conversa que ouvi no trabalho, apaguei a última letra da última sílaba e coloquei "me informE".

Por mais que as duas palavras tenham o mesmo sentido, o tom de quem lê não é o mesmo. No Maranhão - pelo menos na cidade onde morava -, é normal falar no tom: "Me dá", "Me entrega", "Me ajuda"... sempre com A no final de cada palavra. Aqui no Ceará, não. As pessoas usam o E, como: "Me dê", "Me entregue", "Me ajude"... E isso, pra mim, foi algo com que demorei pra me acostumar. A terminação das palavras com E, pra nós, aliás, pra mim, soa como autoritária. A meu ver, parece um chefe que quer algo naquele momento, tendo todo aquele poder de nos obrigar a fazer, que grita e tudo mais. Como disse, num tom totalmente autoritário.

E agora me peguei pensando... Será que a terminação com A que uso soa como autoritária aqui pro povo do CE? Agora faz um pouco mais de sentido na minha cabeça.

A conversa que ouvi aqui um dia desses foi assim, em um assunto aleatório, meio de fofoca: "Ah, ela chegou se achando, falando 'quero falar contigo'... Olha só, 'contigo'..." E eu pensei em qual o problema da pessoa chegar dizendo o contigo. Lembrei que eles não falam isso aqui, eles falam com você. Tipo, "eu quero falar com você". Como eu estava inserido na conversa, falei: "Gente, eu falo contigo, mas não é em tom de deboche, não, é que realmente a gente lá (do Maranhão) fala assim." Uma delas me confortou: "Você a gente sabe, o seu tom é educado, o dela, não." E continuei com aquele ponto de interrogação enorme na cabeça. Por quê!? 😬

Não queria mudar o meu jeito de falar e escrever, mas sei que, para pessoas novas, ainda mais de forma escrita em WhatsApp, vou ter que "forçar" essa delicadeza. É muito estranho não ir direto ao ponto, mas pessoas são pessoas, né? Não quero passar por nenhum tipo de constrangimento por aqui, ainda mais eu, que sempre falei tu. KKKKK

segunda-feira, 29 de junho de 2026

A MUDANÇA QUE EU TANTO ESPERAVA

O bom da minha vida ter mudado um pouquinho há mais de um mês é que tenho muita novidade pra contar. Não novidades de ganho, no sentido de ter... Aliás... Sim... Hmm... Como posso explicar? 🤔 Não falo em algo material, sabe, embora também. O que eu quero dizer é que não estou tanto na rotina, aquela rotina severa de acordar, trabalhar, ir pra casa e viver de novo o mesmo dia sem mudança nenhuma. Tá, parece que estou, afinal, no post anterior comentei justamente sobre isso. Talvez eu não tenha falado nada com nada nesse primeiro parágrafo, né? Enfim, ignora.

Nesses mais de 30 dias de mudança de cidade, MUITA coisa aconteceu. A minha organização financeira e pessoal tem me dado frutos bons. A novidade, que há dois posts eu queria dizer, era: TENHO UMA CASA!!! (alugada, mas minha). Na verdade, um apê, pequeno, mas bem confortável, próximo do trabalho e baratíssimo... Menino, foi um achado! 😁

Desde quando vim pra Tianguá, já fui procurando casas pra alugar. Por mais que eu soubesse que os meninos iriam me acolher super bem, a casa era deles, e visita, no máximo, teria que ser de uma semana. E lá se foram mais de 30 dias em um quarto na casa deles. Só gratidão, inclusive! 🙏🏻 Volto a dizer que eles são amigos mesmo e nem sei como pagar todo esse acolhimento, não só de agora, mas de sempre que precisei. Inclusive, nas últimas semanas, durante um almoço, fizemos um acordo. (A palavra "pacto" sempre soa como algo demoníaco, né? - rs.) Talvez eles nem vejam isso como forma de acordo, mas vamos dizer que seja um combinado. Pronto, a palavra certa é essa: com-bi-na-do. Se num futuro der certo, todos nós iremos ganhar. 🤑

Mas voltando à novidade, que é a "minha" casa... eu consegui sem procurar. A minha chefe passou na rua aqui próximo do trabalho, viu uma placa, me avisou de imediato, fui com o B. ver, gostei, fomos no cartório, fechamos, paguei o caução e recebi as chaves. Meu Deus, aquilo já era meu no mesmo dia! 😅 O mais interessante é que, um pouco antes de resolvermos essa parte burocrática, na porta de entrada do apê, após eu ter visto ele por completo, a senhora perguntou: "Você vai querer mesmo?" Respondi que sim, e, no mesmo momento, ela arrancou a placa de aluga-se dali. Isso me marcou muito!

Nesses 35 anos, sempre morei na casa dos meus pais, e ter um canto só meu, que eu possa organizar do meu jeitinho, me causa uma ansiedade agradável. Engraçado, né? E que bom. De imaginar que agora, enfim, eu vou ter paz... AEEE! 🙌🏻

Na entrada, coloquei uma plantinha que ganhei do Dalton e um tapetinho que comprei dessas lojas baratas de utilidades

Meu primeiro presente pra casa nova foi um escorredor de prato preto, simples, que já definiu a cor do meu "enxoval". De lá pra cá, ganhei muitas outras coisas: uma sanduicheira chique, um fogão de indução, um liquidificador... Todos pretos! Ah, antes que eu esqueça, comprei uma CAMA DE CASAAAAAL!!! A empolgação por uma cama de casal é ainda maior porque eu nunca tive uma, sempre dormi em cama de solteiro. Mesmo que eu quisesse antes, no quarto em que eu ficava na casa dos meus pais (que estranho dizer "casa dos meus pais" 🤔), não cabia, pois eu dividia o quarto com o meu irmão. Além disso, tinha um guarda-roupa pequeno e uma cômoda que comprei no último ano o que impedia mais ainda de uma cama de casal caber ali.

Aluguei esse apê no final do mês passado. Já está com quase 20 dias, mas não consegui mudar de imediato. Precisei pintar ele todo porque a cor que tinha lá não me agradava de maneira nenhuma e, psicologicamente falando, só depois eu fui entender o porquê. Agora lá está todo branco, pela claridade e paz. Não usei o branco gelo porque também me remete ao antigo trabalho (fora que é um cinza branco meio cinza sem graça), então usei um branco bem branco, sem ir pro bege, pro cinza e afins. Branco natural, branco neve. Pronto! 🤍

Poucos dias depois que aluguei, levei produtos de limpeza pra gente (meus amigos e eu) dar um grau. Não estava tão sujo, mas eu queria tirar toda a energia de lá dentro. Os últimos inquilinos eram um casal que tinha um pitbull. Pelo que ouvi da proprietária, o homem era um policial, já a mulher não faço ideia.

Subindo as escadas, à esquerda, antes da porta de entrada do meu apartamento, tem um cara que mora em uma quitinete. No dia em que fechei negócio, a proprietária me passou o contato dele, pois, por ser no mesmo espaço, iríamos dividir algumas coisas, tipo água. Conversamos algumas vezes e ele parece ser uma pessoa boa. Pelas roupas que ele deixa na varanda, voltadas para a rua, acredito que ele seja da igreja católica; e, vendo o perfil do Instagram dele, que, por culpa do algoritmo aparecia pra mim como sugestão, acho que ele é da área da saúde. Até então, nossa conversa foi bem agradável e ele me ajudou em alguns outros processos, como, por exemplo, a ligação da energia. As pessoas da cidade, no geral, são bem legais. Poucos dias atrás, conversamos mais pessoalmente. Ele estava lavando a escada enquanto eu aguardava um senhor consertar o chuveiro - que a principio nem tinha dado certo. Chamei o vizinho pra ver as condições do meu apartamento e ele me ajudou mostrando algumas coisas. Sempre tive receio de vizinhos, mas ele me parece ser uma pessoa muito de boa e do bem. Assim espero. 🙏🏻

* * * 

No sábado (20), fui às Americanas comprar um kit de panelas com os meninos. Ganhei R$ 100 de um amigo e pensei: "Por que não dar de entrada em algo que preciso muito?" Para a minha sorte, havia uma caixa exposta e na promoção. Não pensei duas vezes e comprei. Ao chegar no apartamento, ligamos o fogão de indução, testamos as panelas e nada. 👎🏻 As panelas não funcionavam naquele fogão, ele não reconhecia elas. Que vacilo!!! Juro que faltou eu chorar com aquela decepção e falta de atenção. Ao mesmo tempo, no fundo, queria ir na loja e devolver, mas a minha vergonha era maior. Comentando isso com os meninos, Dalton disse que não teria vergonha e que iria lá comigo pra tentar resolver. E voltamos à loja em menos de 1 hora.

Ao chegar lá, ele explicou pro rapaz do Caixa, que nos passou pra outro, e esse outro nos passou pra mais outro. O nome do supervisor da loja era Alex, se não me engano. Ele nos tratou super bem, mesmo nessa situação. Disse que não poderia devolver o valor, mas que eu poderia ver outro kit de panelas, dessa vez compatível com o fogão. Mas, pro meu azar, não tinha. E foi assim que substituí por várias outras coisas necessárias para a casa nova, como roupas de cama, toalhas... Passou apenas uns R$ 3 e pouquinho do valor do kit das panelas. O bom é que, de qualquer forma, não saí perdendo.

Alguns vexames ainda estou passando porque tudo é a primeira vez. Estou errando, mas errando pra acertar e aprender. Preciso me atentar mais aos detalhes, não somente à conquista. Dessa vez errei, mas consegui reverter. Mas, quando acontece de o barato sair caro, eu fico mais zangado. Não quero luxo, só quero o básico e bom.

* * *

Não gosto de começar um post e não terminar, e esse ficou alguns dias no rascunho. Não lembro exatamente o dia em que iniciei ele, mas continuemos para encerrar.

* * *

Aos poucos fui me mudando pro apartamento. Depois que comprei a roupa de cama, me empolguei e já quis logo dormir lá sem esperar o B., pois eu confesso que fiquei com medo de sentir medo nesse primeiro dia dormindo sozinho.

Na terça (23), saindo do trabalho, fui dormir lá. É muito estranho você estar em um ambiente em que nunca esteve, mas, ao mesmo tempo, saber que tudo ali é seu. Demorei muito pra pegar no sono. Como eu estava rodeado de casas, dos lados, embaixo, de frente pra janela do quarto, todo o barulho parecia que estava dentro do meu quarto. Incrível isso! O bairro onde estou é bem tranquilo, mas aqui e acolá tem uma criança gritando, motos passando com aquele barulho alto, carros e, pasmem, um senhor passeando a cavalo com toda velocidade do mundo na madrugada. Ontem, quando já estava pegando no sono, achei que eu estava sonhando. Só hoje, há pouco, no trabalho, perguntei à minha chefe, que mora em uma das ruas próximas, se realmente o cavalo existia por ali, na madrugada. Ela me confirmou.

Primeira selfie na cama nova antes de dormir - rs

Dormi com o B. apenas um dia lá: na sexta, 22. Ele passou frio e eu passei calor. Mas, na maioria do tempo, eu passo frio mesmo, porque deixo as persianas da janela de madeira abertas e o vento frio vem com tudo.

Não sei como será daqui pra frente, ainda mais em relação à comida, mas aos poucos vou me acostumando. Eu estava pedindo uma quentinha de R$ 10 em um lugar próximo da minha rua, mas sinto que já enjoei de comer todos os dias a mesma coisa. Como não tinha mesa, improvisei uma caixa de papelão deitada na cama com um porcelanato em cima. Esse porcelanato eu ganhei pra colocar o fogão de indução em cima, com medo de esquentar a pia ou a mesa. Usando o porcelanato, não sujo a cama e consigo comer com um pouco mais de conforto sentado na cama. Spoiler: ontem, ainda bem, ganhei uma mesa de plástico com duas cadeiras.

Ainda ontem (domingo, 22), já pedi a instalação da internet e deu certo. Antes de dormir, usei o fogão para fritar ovos pra comer com pão e levei um susto, pois ainda não sei "operar" ele. Aos poucos eu vou aprendendo; hoje cedo até que consegui "administrar" melhor o fogo dele. O ovo quase saiu inteiro, mas pelo menos não foi aquele exagero da primeira vez.

Sei que falta eu comprar muita coisa ainda, mas aos poucos eu vou conseguindo. Já organizei um dos quartos pra "bagunça" e quase diariamente deixo o pouco lixo que acumulo do lado de fora. São vários detalhes, mas está dando certo... Eu só quero me sentir bem lá. 😌

Talvez esse post, por ter sido escrito em diferentes momentos, não tenha ficado tão "redondinho", ainda mais nesses últimos parágrafos, pois estou morrendo de fome. Encerro por aqui e volto depois.

Valeu! 🩷

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CALMA, ANDERSON

Depois que vim pra cá parece que não existe mais tempo pra mim - e isso nem é uma reclamação. Ainda é cedo, eu sei, mas sinto um sentimento de culpa por não aproveitar quando estou sozinho e de folga. Não sei se isso é porque ainda estou na casa dos meninos...

A minha rotina até então neste mês foi: acordar quase 9h, tomar café, assistir à novela do dia anterior e depois a alguns programas da grade da DiaTV, almoçar, tomar banho, trabalhar até às 22h, tomar banho novamente, deitar e dormir quase 1h da manhã. E depois começar tudo de novo. É um ciclo! (ou um círculo?) EU NÃO QUERO ISSO!!! 😵

Mas por que eu me sinto culpado? Talvez por simplesmente não estar vivendo comigo mesmo. No final de semana, por exemplo, eu só quero curtir a preguiça, isso quando não tenho coisas do trabalho. O que eu queria era caminhar, correr, ver e sentir as belezas dessa cidade e ter novas experiências. Sei que sinto essa culpa, mas ao mesmo tempo me conforto que estou começando agora, que tudo está sendo do zero, que preciso comprar/conquistar várias coisas ainda, mas, pô, preciso fazer algo que seja de zero centavos também.

Sei que estou criando alguns amigos, mesmo sendo do trabalho, mas cada um tem a sua vida, né? Não posso sugerir coisas sendo que tudo aqui é dinheiro e, a princípio, preciso economizar o máximo que eu puder. Sem falar que preciso me deslocar e, por enquanto, tudo aqui é moto-táxi. Até que teve vários dias que consegui pegar moto no 99 por, acreditem, R$ 0,12. Foram as viagens mais felizes da minha vida - rs. 😎

Ontem, antes de dormir, me bateu uma bad louca, uma vontade de acelerar o tempo e conquistar logo tudo de que eu preciso, mas o tempo não é meu, é dEle.

Que angústia!!! 😕

Eu vivo criando metas e sei que cumpro elas, mas ultimamente nem isso posso fazer porque tudo é dinheiro por aqui. Não que eu esteja sem dinheiro, mas fico naquele medo de chegar ao ponto de não ter mais nenhum centavo.

Calma, Anderson, respira... Vai dar tudo certo.

E vamos aguardar!

Obs.: No último post eu disse que possivelmente neste eu contaria uma novidade, mas por enquanto ainda não consigo, pois ela está em processo.

Valeu por estar aqui!

Até! 😉

quarta-feira, 3 de junho de 2026

AINDA APRENDENDO A ESTAR AQUI

Estou há quase um mês aqui na serra e a ficha ainda não caiu por completo. 🥲

Eu nem acredito que deixei tudo para trás para viver o novo - se bem que eu nem tinha tanta coisa assim KKKK. O mais importante para mim era o Du (meu sobrinho Eduardo), mas, mesmo depois de muito choro naquela segunda-feira que conversei com ele sobre minha vinda pra cá, acho que ele entendeu. E agora entendo como é se fazer presente quando não se está: dando presente. O que eu sempre julguei, hoje faço. Na semana passada, comprei o álbum da Copa pra ele e alguns pacotes de figurinhas, mesmo ele já tendo várias antes de o álbum chegar para vender em nossa cidade. Inclusive, ele participou de um evento de troca de figurinhas na praça da cidade no final de semana. Pedi que meu irmão fosse com ele, já que ele ainda é uma criança. Agora me bateu uma dúvida: ter 9 anos nos dias de hoje ainda é ser criança? 🤔

meu irmão, Dayson, e Du

Eduardo infelizmente não gosta de atender ligação e, pior ainda, ligação de vídeo. Eu não consigo entender uma criança que adora se gravar - sempre contra a minha vontade -, mas não gosta de atender ligação e raramente manda áudio. O meu maior medo, além de não vê-lo crescendo, é que ele me esqueça. 🥺 Tenho a plena convicção de que o tempo passa e que vou ter que me adaptar a isso, mas ele me esquecer, esquecer de tudo o que ensinei de bom a ele, ah, isso não. Outro medo que tenho é dele não querer me abraçar mais, não ser mais aquele abraço diário... Não gosto nem de pensar nisso.

Não sei quando vou visitá-lo. 😞 A minha vida está sendo resumida em falta de tempo e conquistas. Praticamente todos os dias conquisto algo novo, ao mesmo tempo em que tenho gastos que não poderia ter. Qualquer passo fora de casa é um gasto, literalmente. O que me conforta é que as pessoas são legais, estão me ajudando e me indicando coisas, lugares e o que comprar, isso tem me poupado tempo e dinheiro. Não posso deixar jamais de agradecer ao Pedro e ao Dalton por me acolherem sempre bem, por estarem comigo nessa e por me apoiarem sempre. Além deles, o B. tem me dado muito apoio também. Eduardo pode me esperar mais um pouco porque eu sei que a recompensa da minha distância dele será grande. Quando eu estiver bem aqui, vou trazê-lo para me visitar, conhecer as "montanhas" que sempre falei pra ele, sentir o frio e outras coisas que jamais vai esquecer. Deus continue me abençoando pra que tudo isso possa acontecer o mais breve possível. 🙏🏻

A minha vida continua sendo planejada, continuo com os pés no chão, mas também preciso trabalhar para viver, não viver para trabalhar. Estar aqui na serra é um passo muito grande pra mim. Não estou sentindo tanta tristeza e saudade assim porque já fui acostumado a vir por aqui várias vezes ao ano. Se me soltarem no centro da cidade, inclusive, acredito que desenrolo, ainda que com o mapa, né? - rs.

Na próxima semana já faz um mês, então, até aqui, Deus esteve comigo. 🥲 Não sei como as pessoas estão me vendo no trabalho, mas penso que estão me vendo de forma boa. Aqui e acolá recebo alguns elogios simples, mas que já fazem eu me sentir bem. Espero continuar sempre assim.

Se eu lembrar, no próximo post conto uma novidade. Vou só esperar concluir pra eu já contar aqui. Não que a minha intenção seja criar expectativa, mas... Aguarde!

Até o próximo! 😁

domingo, 17 de maio de 2026

RECOMEÇOS TAMBÉM DÃO MEDO

Mais uma vez começando um post suspirando. Dessa vez, o suspiro é de "será que vou dar conta de concluir esse post ainda hoje?". Contrário do post anterior, com várias pausas, este quero dar o resumo do resumo do resumo... Até porque, não sei se já comentei aqui, mas criei um blog anônimo pra chamar de meu. Chega de me sentir vigiado! Agora, por lá, escrevo sem papas na língua e tendo um registro ainda mais pessoal, mais detalhado, sem pudor (mais ou menos) e com o meu sentimento mais que profundo. Espero seguir lá e, claro, aqui. Não esqueci que prometi a mim mesmo que, neste ano, preciso fazer pelo menos um post por mês. Isso não para os outros, mas para mim mesmo no futuro. Adoro ler e ter vergonha de mim mesmo no passado, me dá uma sensação boa.

Mas, sem mais delongas, vamos lá! 😉

Então, sem muitos detalhes, na primeira semana de férias, consegui um emprego aqui na serra, em Tianguá - CE. Obviamente, me conhecendo, pra que isso acontecesse tive todo um preparo e planejamento, incluindo o psicológico. Voltei à terapia, dessa vez com uma nova profissional, pra eu me entender e, principalmente, me encorajar. E deu certo. Aliás, está dando certo. Concluí as férias e vim pra cá de vez. Foi tudo muito rápido, mas eu não podia perder essa oportunidade, oportunidade que há meses venho pedindo a Deus. Confesso que, semanas antes, após a primeira entrevista, me deu muita ansiedade. Não consegui dormir direito, mas depois eu meio que taquei um f*da-se. O que fosse pra ser, seria. E assim foi. Estava com medo, mas fui com medo mesmo.

Concluí a primeira semana na sexta. Aliás, posso dizer que hoje, domingo, mesmo sendo início de semana na teoria - afinal, no calendário, o domingo vem antes da segunda-feira. No trabalho novo, conheci algumas pessoas, organizei coisas de meses e até participei da primeira reunião mensal. Eu estava ali, do lado, literalmente, do diretor. Ele iniciou a reunião me apresentando um pouco aos colaboradores e depois preferiu que eu mesmo falasse de mim. Com duas canetas nas mãos, um caderno meio agenda que ganhei, comecei a falar de mim. Por um instante, nem percebi que era eu mesmo falando pra mais de vinte pessoas que estavam com os olhos e ouvidos voltados pra mim. Meu coração não acelerou, não tremi... Tudo foi natural. Fiquei tão à vontade que cheguei até a fazer uma piada sobre a cidade, em que todos riram. Foi muito gostoso ouvir "seja bem-vindo".

Instants

Os últimos dias da semana foram bem mais intensos, mas acredito que dei conta, mesmo pegando o bonde andando. Ao que dependeu de mim, não deixei nada acumulado. Amanhã tenho algumas coisas pra fazer, mas que bom que tem. Não gosto de ficar à toa e me sentir inútil.

Hoje, trabalhei às 5h30. Como não se trabalha aos sábados, quando necessário, temos que cumprir essas quatro horas que ficam no "banco de horas". Tranquilo! Gosto de me sentir na escala 5x2, já que a minha vida toda sempre foi 6x1 ou mais. KKKry

Pela manhã, clareando, fui um dos primeiros a chegar e já fui ajudando a organizar uma ação em uma praça daqui. Hoje pela manhã teve uma corrida, então foi uma ótima oportunidade pra se divulgar e conseguir leads. É divertido estar com eles, eles são eles e ponto final. Todos têm o seu jeito diferente, mas juntos conseguem se entender. No final, tudo deu certo, o diretor, individualmente, agradeceu a todos por terem feito aquela ação. Esse agradecimento vindo dele é muito importante, gostei de ver. 💛

Estou agora descansando um pouco. Por enquanto, ficarei aqui na casa dos meninos, mas, assim que eu estiver bem, vou procurar o meu rumo e me virar sozinho. Às vezes fico muito dependente, e isso me causa muita vergonha - por exemplo, foram eles que me deixaram na praça às 5h30 porque não consegui uber, nem mototáxi -, mas eu sei que um dia vou compensá-los por todo esse acolhimento. Eles são realmente meus amigos verdadeiros. Eles me apoiam desde quando comentei com eles sobre essa minha decisão de vir pra cá, trabalhar...

Vou dar o melhor de mim durante todo esse tempo. E eu vou conseguir o que eu realmente quero. O principal é ser feliz, claro, mas eu tenho umas conquistas (que posso chamar de sonhos) no off também.

Valeu por ler até aqui! 😗

terça-feira, 28 de abril de 2026

DE TIANGUÁ - CE A SÃO LUÍS - MA: UM RESUMO NADA BREVE

Do nada, acabei de lembrar que ainda não fiz um post em abril. E como faltam apenas 3 dias pra esse mês acabar, acho melhor já dar as caras, pois não sei de fato como serão esses próximos dias.

Ainda estou de férias e estou tentando aproveitar esses dias com muita preguiça, mas aproveitando rolês também, mesmo sem muita grana pra gastar. Ser pobre é ruim no Brasil, mas ser organizado, não. Me organizando, consigo ir até do outro lado do mundo se eu quiser. 🙃

Estou naquele bate-volta de Tianguá e Ubajara. Lá e cá, o frio é praticamente o mesmo. Dou uma preferência a Ubajara pela tranquilidade e pelo frio ser maior. Quase todos os dias têm neblina, tem opções de comida, e, também, claro, por estar sempre perto do B. A gente se diverte dormindo, comendo e assistindo séries, realities e vídeos da DiaTV, que amo. B. é uma ótima companhia.

No final da tarde da segunda (20), fomos, Pedro, Dalton, B. e eu, a caminho de São Luís. Pegamos um Airbnb em Teresina pra gente dormir algumas horas, pra acordar às 4h da madruga e seguir estrada novamente. Seria um bate-volta, já que o motivo principal seria deixar o Pietro na cidade pro show dos Guns N' Roses na terça-feira (21). Esses jovens de hoje... - rs. Isso não é um julgamento. 😁 Eles têm mesmo que aproveitar a sua juventude e se encherem de experiências. Ah, se eu tivesse essas oportunidades no auge dos meus 16 anos... Só vim começar a viver com 25 anos, e ainda acho que nem vivo tanto assim. Motivo: conta bancária. Mentira! Oportunidades mesmo. Mas, se bem que, quando eu quero muito e posso, vou. Não espero por ninguém, não. Enfim.

A viagem foi longa, mas foi bem divertida. Na metade do caminho, pegamos o Pietro no Descanso e, de lá pra São Luís, inventamos jogos pro tempo passar mais rápido. Antes disso, havia conversado muito com o Pietro sobre a vida. A gente tem uma troca bacana e com ele me sinto um jovem de menos de 18 anos - rs -, quanto pra ele pode ser que eu já tenha 80 - rs. Pietro ouve, mas fala; fala, mas ouve. Deu pra entender? Isso é tão bom!

Chegamos em SL por volta de 13h. A chuva, né, como já havíamos previsto na previsão do tempo semanas antes, já estava começando a dar o ar da graça, mas na cidade não chegou a nos pegar. Resolvemos ir direto pro shopping almoçar. Estávamos entre um PF dessas franquias conhecidas, que agora não me recordo o nome, e um self-service. Por mim, um PF, mas, pela fila que estava lá, optamos mesmo pelo self. Não nos arrependemos, a comida era bem caseira do jeitinho que eu gosto. Comi um pouco de tudo e teve gente que até deixou no prato, né, Pietro - rs.

Ficamos no shopping até dar o horário do check-in do hotel.

No hotel, nos dividimos em dois quartos, estipulamos um horário para ficarmos prontos (16h) e assim foi feito. Umas 16h estávamos prontos pra deixar o Pietro na casa da amiga dele, pra, mais tarde, irem ao show juntos. Chovia nessa hora, mas ocorreu tudo bem.

Após deixarmos ele, a ideia já era bater perna no Centro Histórico, mas quem disse que a chuva deixou? Ficamos rodando pra lá e pra cá até que o B. pesquisou no Instagram um café que tinha pelas redondezas de uma avenida que estávamos passando. Era um café super chique, mas não chegamos a ter a experiência completa. Por conta da chuva, o café estava "com fila de espera" (palavras do atendente), pra não dizer que estava lotado. Literalmente na fila, aguardamos alguns minutos até que improvisaram uma mesa do lado de fora, com cadeiras diferentes, bem jogada mesmo. Os meninos pediram um sanduíche low carb (sem glúten, pois Dalton é alérgico e Pedro está começando a cortar trigo também) e uns cafés diferentes que não sei o nome. B. pediu uma empada com algo que não lembro agora e eu pedi uma tapioca só com manteiga mesmo, uma empada e um chocolate quente da xícara pequena, acho que 60 ml. Estava delícia, mas, obviamente, não me encheu.

Fomos ao shopping em seguida porque os meninos queriam fazer umas compras e eu comecei a ficar mal da barriga. Acho que juntou tanta coisa que foi direto pra barriga: falta de sono, comer besteira, calor, chuva... Fiquei mais tempo no banheiro do que batendo perna com os meninos. Eles ficaram bem preocupados comigo, mas não quis preocupá-los. Procuramos uma farmácia, comprei um comprimido, tomei ali mesmo e minutos depois me senti melhorzinho.

Os meninos pediram uma ja...


(dei uma pausa nesse post que comecei ontem por motivos de fui jantar, assistir novela e "dormir"... passei a noite tossindo novamente. agora são exatamente 8h30)


Continuando... Os meninos pediram uma janta e eu tomei apenas um suco de laranja na intenção de me dar um pouco de vitamina. E, aos poucos, fui melhorando.

De volta ao hotel, tomei banho e fui esperar começar a final do BBB. Por mais que a vencedora fosse óbvia, queria pelo menos sentir aquela emoção da final. Mesmo mortos, B. ficou sentado na cama, pois, segundo ele, se deitasse ia dormir; e eu fiquei deitado mesmo, aguentando pelo menos assistir a primeira parte do programa. Assim que finalizou a primeira parte, lembro que virei de lado, me entreguei àquela cama maravilhosa e apaguei. Não vi o B. roncar, nem nada, foi o melhor sono de todos os tempos, aquele sono de cansado.

Na quarta (22), acordamos para o café da manhã, acredito que um pouquinho antes de 9h. O Pietro não chegou a tomar café com a gente, pois chegou em casa lá pra depois de 1h da manhã, mas tínhamos que aproveitar tudo que estava por ali. Coloquei um pouco de tudo, mas ainda com receio de dar o piriri novamente. Não lembro exatamente o que coloquei, só lembro do molho de salsinha e uma torta... Não tirei foto do prato pra poder olhar agora e descrever aqui. Repeti pra forrar o estômago, mesmo sem vontade, e corri pro banheiro. Tomar café e ir depois ao banheiro, pra mim, é tiro e queda. Já percebi que B. é do mesmo jeito. Alguém mais?

Pietro pronto, arrumado, seguimos ao Centro Histórico. Chegamos lá um pouquinho depois de 10h, com o sol daquele jeito. 🔥 Demoramos um pouco pra encontrar um lugar pra estacionar, mas um rapaz super simpático (não sei se posso chamar de "flanelinha") ajudou Pedro a manobrar o carro, combinamos o valor a pagar, decoramos o local... Nos sentimos seguros por ali e fomos bater perna.

A ideia, a princípio, era conhecer os principais pontos turísticos primeiro: a Rua de Giz e o Palácio dos Leões. Enquanto seguíamos nas ruas e pedindo informações até encontrar, ficamos encantados com a arquitetura, os prédios históricos, as cores... Nem preciso dizer que o B. pirou e fez fotos maravilhosas, né. Ele não poderia postar em real time, então segurou pra postar no final de semana. Ninguém sabia que ele estava viajando. 🤫 Encontrei até o local onde gravamos um vídeo icônico da Java falando "luxo" em 2008, foi bem nostalgia essa hora.

Chegamos à Rua de Giz, que estava deserta, como a atendente do café havia dito pra gente no dia anterior. Na verdade, ela disse que pela manhã o centro histórico é "azeado" - rs.

Descendo as escadas, entramos em um museu com fósseis de dinossauros encontrados na região e outra parte voltada aos povos originários. Ficamos mais ou menos uma meia horinha por lá. Confesso que não é um rolê que eu goste tanto.

Na sequência, de longe, vi um senhor expondo arte e fazendo arte na rua. Lógico, me aproximei pra ver. Eu sou encantado com arte! Sua arte me impressionou, pois era feita com caneta esferográfica. Sim, caneta BIC! Tudo era perfeito, simétrico e continha muita história que foi explicada. Quando há arte, pra mim, fica bem mais fácil gostar de ouvir história. Ele me contando e apontando no quadro o que aconteceu me deixa bem mais interessado.

A minha intenção era somente observar, mas o B., não. Me surpreendi! B. comprou uma das artes expostas ali. Ele gosta de coisas em preto e branco, então preferiu uma nesse modelo, pra depois emoldurar e, num futuro próximo, decorar o seu escritório. O artista até insistiu pra eu comprar uma colorida que amei (abaixo), mas onde eu iria colocar? Ainda não tenho casa e, naquele momento, não tinha dinheiro, mas quem sabe um dia, né.

Com o sol ainda torrando a gente, um pouco mais de meio-dia, fomos procurar algo pra comer. Um PF pra ser algo mais simples, barato e que pudesse ter um gosto regional.

Em uma das escadarias, que acho que não foi a da Rua de Giz, encontramos um boteco (também não sei se posso chamar assim) e entramos nele. Lá tinha tanto PF quanto self-service... Um rapaz que passou pela gente levando uns pratos nos cumprimentou e nos sentimos acolhidos até então. Minutos se passaram e ninguém veio à nossa mesa. Uma senhora passou e o Pedro perguntou sobre o PF. "Como que funciona o PF?" Ela, em um tom meio irônico e autoritário, respondeu: "PF é um prato feito!" Mentira!!? Jura? Ninguém ali na mesa sabia o que era um PF até ela falar. (contém ironia)

Na mesma hora eu disse: "Gente, vamos sair daqui?" Todos ficaram se olhando incrédulos com o que tinha acabado de acontecer. Por mais que não tivesse sido algo tão grave, mas o atendimento é o mínimo, a acolhida faz parte, ainda mais em uma capital que recebe turistas todos os dias. E, sim, eu também sou um turista, embora seja maranhense. Afastei a cadeira, me levantei e todos vieram juntos comigo, sem dar satisfação. Tchau!

Subimos as escadas, aproveitamos que o Palácio dos Leões estava próximo, tiramos umas fotos rápidas por lá e paramos em um local aberto que vendia apenas lanches e bolos - lindos e aparentes deliciosos, por sinal. A atendente super sorridente nos recebeu e compensou toda aquela energia que minutos antes tínhamos recebido. Ela nos informou um local onde tinham vários locais pra almoço. Informou da forma como os astecas se comunicavam naquele tempo, sem uso da tecnologia: "segue aqui, vira à esquerda, na escada, desce um pouco, à frente é amarela".

Pietro

Pronto! Encontramos o local.

Era um local simples, mas estava bem maranhense. Bandeiras de festa junina, toalha de mesa com estampa meio piquenique e, claro, um atendimento mil vezes melhor. O rapaz que estava no caixa, percebendo nossa presença, já nos deu boas-vindas e explicou, mesmo sem perguntarmos, como funcionava tudo. Era ali que iríamos almoçar.

O preço foi bem acessível. Os meninos pediram carne e eu pedi frango empanado. Já arroz, feijão, macarrão, saladas e afins eram no self-service sem balança, podendo colocar à vontade. A comida nem demorou pra chegar, mas me decepcionei que o o frango que pedi veio frio. Comer aquilo foi um martírio, mas fazer o quê, né. Demoramos mais uns 30 minutinhos lá pra depois seguir estrada pra metade do MA (deixar o Pietro onde pegamos, no Descanso), depois Teresina - PI pra jantarmos no shopping, e, enfim, CE. A previsão era que chegássemos no CE antes de 00h, mas chegamos mesmo quase 2h. A viagem foi sem pressa, mas com muitos jogos inventados pro pobre do Pedro não pegar no sono enquanto dirigia.


(mais uma pausa pra banhar, comer, assistir um pouco e descansar. agora são exatamente 12h27)


Pedro é realmente um guerreiro nas estradas. Ele dirigiu praticamente 99% dessa viagem toda e, ao chegar em casa, quase 2h da manhã, como mencionei, ele teria que dormir poucas horas para às 4h estar pronto pra viajar novamente a trabalho. O que me confortou foi o fato de ele não ir dirigindo dessa vez. Mas o cansaço e tudo mais, hein!? Não é pra qualquer um, não.

Na quinta (23) fui pra Ubajara e fiquei lá até ontem, segunda. Por conta da viagem, todo mundo ficou com uma "sequela", exceto o Pedro. Dalton ficou num piriri, B. teve alguns dias com o retorno de um terçol e eu, coitado, fui o mais afetado, até agora doente. 🤒 Acredito, sim, que tenha sido a mudança de clima. Pegamos chuva, ar-condicionado, sol quente, vento frio, vento quente... Só pode ter sido isso. Eu raramente fico doente, mas, quando fico, a agonia já começa a subir. Eu sei quando vou ficar doente já nos primeiros sinais: a garganta ficou meio estranha, comecei a dar uns espirros aqui e acolá e foi só piorando.

Percebendo que eu já estava ficando meio gripado, B. fez um melado (nem sei se chama assim) com mel - obviamente -, alho, limão, cúrcuma e, mais tarde, a mãe dele acrescentou gengibre. Desde então tomo umas duas colheradas, mas penso que, se remédio mesmo não me faz efeito, imagine um mel. Mas eu vou na fé. O que for pra me melhorar, vou tomando.

No domingo (26), após passar duas madrugadas sem conseguir dormir direito de tanta tosse e espirro, à tarde fui ao hospital de Ubajara. B. achava que estaria cheio de gente e que demoraria o atendimento, mas, quando chegamos lá, graças a Deus, praticamente sem ninguém. Os meus dados foram coletados de forma rápida, a chamada pra triagem e o atendimento médico também. O jovem médico olhou minha garganta e usou o estetoscópio nas minhas costas, pedindo pra que eu respirasse fundo a cada vez que fosse solicitado. Após fazer a consulta, entregar a solicitação pra tomar vacina, juntamente com o receituário com os remédios que eu teria que comprar, fui. Tive que tomar a dexametasona, mas preferiria mesmo a benzetacil. Pensei até em sugerir ao médico que me desse a benzé, mas o medo de levar um esporro e passar vergonha era bem maior, afinal, o médico é ele, não eu.

Não sou de reclamar de injeção - até prefiro -, mas essa doeu demais quando a enfermeira aplicou. Foi questão de 2 segundos, praticamente. B. viu tudo e ficou chocado também com essa rapidez. Me senti um gado sendo ferrado naquele momento. Doeu muito! Tanto a aplicação quanto enquanto o líquido se espalhava em meu corpo. Saí do hospital mancando. Que agulha grossa era aquela? Ódio!

Nesse mesmo dia, fiquei até que melhor. Dormi bem melhor.

Na segunda (27), ontem, mesmo amanhecendo praticamente sem voz, vim pra Tianguá umas 14h. Eu não estava 100%, mas pelo menos eu conseguia me sentir mais ativo. Aqui, faço o mínimo, então seria muito de boa descansar. Mesmo descansando, tomando todos os remédios, ainda não consegui ficar melhor. Essa semana é muito importante pra mim, já que é minha última semana de férias, mas, pelo visto... Deus é mais! Eu tenho fé!

Dalton sugeriu que eu fosse ao hospital e, claro, quero ir. Mais tarde, antes do final da tarde, vou. Dessa vez, mesmo pedindo pra levar um esporro, vou sugerir ao médico que me dê benzetacil mesmo. Não aguento mais!!! Preciso estar saudável pra ver O Diabo Veste Prada no cinema - que até comprei o ingresso ontem com medo de esgotar -, voltar pra CN com saúde pra poder abraçar muito o Eduardo sem culpa e ter força pro que vem por aí. Possivelmente constarei no próximo post. Aguardem!

Acho que já deu, né!? Muitas pausas, porém um post longo como há muito tempo não registrava aqui.

Até o próximo mês! (ou antes) 😉