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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

OII!

E as chuvas começaram a aparecer, finalmente. Só que com o bônus vem o ônus, né? Nem sei se posso chamar de ônus, mas ao mesmo tempo que a chuva me faz bem, me traz um clima bem favorável (literalmente!) e uma nostalgia que gosto de sentir, vem também uma tristeza, uma carência e aquela ideia de que o ano acabou e eu não fiz nada... Mas eu sei que esse ano eu fiz muita coisa, só preciso pontuar. 😁

Nesse ano consegui ir ao show do Junior (!!!), consegui comprar um pedacinho de terra, consegui começar a fazer terapia, consegui me jogar mais para as pessoas, e sinto que estou vivendo, ou tentando viver, de uma forma bem madura, mas sem procurar magoar ninguém. Certo que ainda tenho as minhas brincadeiras, sinto que essas brincadeiras são uma troca: eu brinco, a pessoa ri e eu riu de volta – rs. Eu sei que tenho que ter muito cuidado com isso.

Percebi que a sinceridade comigo também vale muito. Eu tive meio que um rolo aí que eu estava me apegando, mas conversamos e a sinceridade valeu. Eu sei que vou me expor aqui com isso, mas, pô, tô sofrendo um pouquinho sabe – e, claro, tratando e tentando curar isso na terapia, apesar de não ter sido tão grave. Eu preciso me entender em certas situações e ligar o f*da-se pra coisas que são tão pequenas, mas que eu problematizo. Eu sou muito bocó e talvez um pouco emocionado. E EU NÃO QUERO SER ASSIM!!! ~ ou pelo menos não quero demonstrar. 🤭

(PAUSA PARA TERAPIA)

Voltei da terapia há pouco e fiquei, mais uma vez, com vontade de chorar. Mas não chorei – e sei que tudo bem se eu chorasse, né? Cada vez mais eu tenho certeza que essa foi a melhor decisão pra esse segundo semestre, se eu soubesse teria iniciado muito antes. O WB me ajuda em coisas que as respostas parecem ser tão obvias que fico até meio assim me sentindo um b*rro. “Por que eu não pensei por esse lado, hein!?”, “Por que eu não pensei nisso antes?” 🤔😔

Engraçado que antes da terapia eu escrevi "eu não quero ser assim" em caixa alta e levei uma advertência por isso do WB. 😂😂

(PAUSA DO TRABALHO, POIS ME OCUPEI)

Só pra finalizar mesmo, pois não queria deixar mais um post no rascunho, até que eu tenho ficado feliz. A minha frequência de choro diminuiu foi muito e minha vontade de viver novas experiências meio que está mais aberta, sabe. Não que eu faça algo que seja criminoso, mas para outras pessoas parece que seja – rs. Eu tô sentindo mais orgulho de mim. 😊

É isso!

Não sei se ainda volto aqui esse ano, até que pode ser que sim, mas já deixo aqui um ótimo Natal pra quem gosta e come muito, e uma virada de ano na paz e na tranquilidade. Espero que o meu seja da mesma forma. Viva!

🧔🏻‍♂️❤️

sábado, 5 de novembro de 2022

NÃO CAMINHEI

Sei lá, não sei se é fome ou só tristeza mesmo, mas estou tão down agora. 🙁

Já havia comentado aqui do início da minha caminhada. Desde quando comecei, não deixei mais. Aliás, fiz o máximo pra não faltar um sábado ou domingo sequer. Lógico que houveram dias que não pude caminhar: um foi quando viajei pro CE (mas ainda assim caminhei sozinho na praia por, acho, que meia hora) e outro foi no dia da eleição (no primeiro turno eu realmente não fui, mas no segundo turno caminhei na passeata após a vitória do Lula). Possivelmente, faltarei nos dois próximos domingos desse mês, pois serei colaborador do Enem. O fato é que já me acostumei. E hoje eu pude sentir o peso que é faltar de um compromisso meu.

Agora à tarde tive meio que um bate-papo com o Jeferson Vieiros por vídeo chamada. Ele me convidou antes mesmo de eu criar meu podcast, pra participar do dele. Aceitei, mesmo com vergonha, mas sinto que agora estou um pouco mais seguro. Estávamos tentando criar uma pauta sobre o assunto, já que iremos gravar amanhã e, um pouquinho depois das 16h30 comecei a me despedir, pois queria caminhar. Assim que falei que iria caminhar, começou a chover. Com o papo bom, desisti de caminhar e fiquei ali ainda com ele. Um pouquinho antes de 17h ele encerrou a chamada, olhei pro céu e fiquei pensativo. 🤔

Do lado direito do céu haviam e passavam as nuvens cinzas; do lado esquerdo, sentido de onde eu iria caminhar, ainda que nublado, o céu estava limpo e sem indícios nenhum de chuva. Fiquei naquela de vou ou não vou e resolvi não ir. Por algumas vezes, até fui ao quintal de casa observar se havia algum vento no sentido da direita, mas, nada.

Resultado: não fui! ☹️

Até agora, por isso, estou me sentindo triste, sabe. É como se eu tivesse perdido essa melhor oportunidade. Por vezes fiquei imaginando indo em direção a minha escola e sentindo aquele cheiro gostoso de chuva. Não tinha sol, por isso que tenho certeza que a caminhada valeria a pena.

Estou tentando buscar um motivo pra não ter dado certo e eis que me veio na cabeça Deus. Estou me confortando até então de que foi Ele que quis me livrar de ver ou acontecer algo. Com isso, tento anular essa tristeza que sinto aqui.

Só queria desabafar isso mesmo, sei que o post foi besta e sem nenhuma relevância - como muitos outros aqui -, mas ok.

Obrigado! 😊

sábado, 28 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #4

(...)

Foram um pouco mais de três horas de viagem. A cada quilômetro que passava eu ficava mais tenso, nervoso, imaginando que dali a algumas horas estaria transformando o virtual no real. Todas os cenários das fotos estariam não mais na tela do meu celular, mas na minha frente. Não estaria mais escutando áudios e sotaques apenas pelo celular, mas pessoalmente, vendo expressões e sorrisos do jeito que eu ainda não tinha visto.

Ainda na estrada, paramos em um Mirante. As placas indicavam que a poucos metros teria um ali e na medida que chegávamos próximos, decidíamos se pararíamos ou não, visto que eu tinha medo de perder tempo e não aproveitar as horas em Penedo, imaginando que à noite os amigos de lá estariam na faculdade. Naquele momento, tempo era ouro.

Estacionamos o carro no acostamento em frente e vimos que era um restaurante. Atrás dele, o mirante era bem simples e colorido, parecia mais um brinquedo de parque de diversões. Nada de elevador e sim escadas em formato espiral. Pagamos apenas R$ 2,00 para subir e ficar uns cinco minutinhos tirando algumas fotos.


Poderíamos até ter ficado mais tempo lá, mas São Pedro foi meu best friend e mandou chuva, para que fôssemos correndo pro carro seguir mais estrada e ganhar tempo - rs.

Nas cidades próximas, assim que funcionava a cobertura de internet, chegava um monte de mensagem pra mim. O grupo que criei estava perguntando: "Cadê o Funnie?", "Já chegou?", além de mensagens no privado no mesmo caráter.

Acabei não respondendo, pois ainda estava enfadado da viagem. Não tinha almoçado ainda, não tinha tomado banho e precisava ficar de bem comigo mesmo pra confirmar a minha chegada.

Ao chegar em Penedo, ficamos maravilhados com as casinhas coloridas e com a arquitetura preservada da cidade. Como o Pedro mesmo disse, ainda na direção, "parece que voltamos pro século passado", onde digitei a mesma frase no grupo privado somente com os amigos desta cidade.

Algumas vezes ficamos perdidos e entramos na contramão, por termos dispensado o GPS. E seguimos procurando a Pousada que já tínhamos reservado há algumas semanas.

No caminho, não hesitei em tirar essa foto, ainda de dentro do carro, dessa rua estreitinha cheia de casas coloridas:


Ao chegarmos na Pousada Central, nem precisamos nos apresentar. A senhora dona de lá já estava nos aguardando. Muito educada e receptiva, nos explicou calmamente como funcionava lá e pediu para que eu assinasse em um caderno acrescentando a data - acho que isso foi o check-in - rs. Em seguida, me entregou a chave do quarto de número 8.

Os quartos ficavam no primeiro andar e embaixo funcionava um restaurante simples, com poucas mesas e cadeiras, com recipientes de self-service, o que deu mais certo ainda pra gente, que não precisava andar pela cidade em busca de almoço.

Deixamos as malas e bolsas no quarto e, como meus amigos estavam morrendo de fome, disse para que almoçassem enquanto eu tomava banho e me trocava. Com isso, eles desceram para almoçar e fui tomar banho.

O quarto que ficamos era super apertado. Nele tinha: ar condicionado; uma TV com receptor; um guarda-roupa pequeno com espelho na porta por dentro e com três edredons; uma beliche e uma cama de solteiro normal; um banheiro minúsculo e um chuveiro que era SUPER lerdo. Eu me conformo com tudo, mas aquele chuveiro me fez demorar demais no banho. A água descia bem fina, pouca... Que agonia! Não gosto nem de lembrar.

Muito aperreado, enquanto meu celular carregava para tirar fotos mais tarde, me vesti rápido e desci para almoçar mais rápido ainda. Enquanto isso, meu celular não parava de receber mensagens do povo que parecia mais ansiosos do que eu. Eu não gosto de comer mexendo no celular, mas fiz isso. A comida acabou esfriando e o suco rendeu demais. Não comi muito, mas me senti satisfeito.

Sem demora, seguimos para o "centro histórico".

Lembro que enquanto passava por lá, um bêbado dentro de um bar olhou pra mim e falou: "E aí, parceiro!? Como é que tá?". Por impulso, ainda o respondi: "Tudo beleza!", fazendo joinha pra ele.

CONTINUA AQUI...