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segunda-feira, 13 de julho de 2026

A SAUDADE TEM ROSTO

Agora há pouco desabafei chorando no dix e resolvi registrar aqui também. Pra quem não sabe, dix, segundo a IA, é "uma gíria da Geração Z para um perfil privado alternativo no Instagram. Derivado da expressão 'para deixar', funciona como um espaço íntimo e seguro onde jovens compartilham desabafos e momentos espontâneos apenas com um grupo muito seleto de amigos próximos." 😉

Neste mês de julho vou ter que trabalhar em algumas cidades vizinhas daqui. Para os deslocamentos, precisamos utilizar as famosas "topiques" (assim chamam as vans daqui). Hoje, assim como dias atrás, também precisei pegar uma delas.

No sábado, quase 7h, fui para o ponto das topiques para ir a Ubajara, cidade a uns 20 minutos daqui. O trabalho foi até às 10h e foi bem divertido. Ao "encerrar o expediente", acabei ficando por Ubajara mesmo. O restante do pessoal do meu trabalho voltou pra Tianguá. Aproveitei essa oportunidade pra ficar um pouco mais com o B. no final de semana e até fomos pro Parque Nacional no domingo pela manhã. 

Hoje, cedo, estava certo de irmos a outra cidade, um pouco mais distante, mas ainda vizinha daqui: São Benedito. Acordamos cedo. Glyson e Conceição pegaram a topique em Tianguá, me enviaram o número, a placa e outras informações pra eu ficar atento e entrar no mesmo transporte deles. Enquanto acompanhava a localização em tempo real que o Glyson me enviou pelo WhatsApp, aconteceu algo.

Estava encostado em uma coluna da farmácia da esquina quando uma criança, de camisa, calça e chinela, aparentando ter uns 10 anos, parou na minha frente, só que de costas. Parecia meio desconfiada, olhando pra um lado e pro outro. Eu, com os fones de ouvido no volume máximo e o celular na mão, com medo de alguma investida, coloquei rapidamente o celular dentro do bolso. Não que isso seja algum tipo de preconceito, mas posso explicar: em uma viagem ao RJ, quase fui assaltado por uma criança, e isso acabou me deixando meio traumatizado.

A criança, sem olhar pra mim, começou a falar. Pausei o fone de ouvido dando um clique no lado direito e entendi da metade da frase pra frente: "...trocado pra eu merendar?" Como, pra bom entendedor, meia palavra basta, entendi o recado. Ele estava pedindo dinheiro pra poder comer, ali, quase 7h da manhã. No automático, respondi que não tinha - mas realmente não tinha dinheiro em espécie, pois há muitos anos nem carteira eu ando mais levando, com a facilidade do Pix e dos documentos no celular.

Do lado havia uma quitanda. Não sei como definir uma quitanda hoje em dia, mas digo que lá tinha biscoitos, pães, refrigerante, pastéis... Levei o menino pra lá. Entrando, o senhor estava fritando pastéis no fundo do estabelecimento. Bati palmas pra chamar sua atenção. Logo ele veio, e falei: "O senhor pode dar um pastel e um guaraná pra esse rapaz?" O menino logo disse: "Tem pastel de quê?" Não lembro exatamente o que o senhor respondeu, mas pegou o pastel e entregou nas mãos da criança. Pedi novamente que ele entregasse o guaraná também, e logo foi buscar no freezer.

O menino sentou em uma cadeira de madeira em frente à TV que estava logo no alto da parede, juntou as pernas e as apoiou no apoio para os pés da cadeira, abriu o refrigerante, mordeu o pastel e tomou um gole. Enquanto isso, eu pagava aquele lanche. Ao sair, passei na frente dele. Ele confirmou com a cabeça e sorriu. Sorri de volta. Eu fiz aquele menino feliz naquele momento.

Assim que coloquei o pé pra fora da quitanda, veio de dentro de mim uma força tão grande que não sabia explicar. Sò foi o tempo de chegar à mesma coluna da farmácia da esquina e comecei a chorar. Há muito tempo eu não chorava assim, de dentro, sem ter esse controle. Ao mesmo tempo em que meus olhos não paravam de criar lágrimas, eu tentava limpá-las com as mangas do meu casaco. Inclusive, enquanto digito isso, revivo a cena e volto a chorar. 😢 Naquele momento, lembrei do Eduardo, meu sobrinho. Parecia ele ali. Acho que foi a saudade que ligou esses fatos, e eu desabei em choro.

Baixei a cabeça, mas percebi que as poucas pessoas que passavam ali na minha frente observavam esse meu "surto". Eu sentia vergonha, mas ninguém me conhecia. Eu não podia fugir.

Ainda ali, mandei mensagem pro B. contando a situação e mostrando minha cara, tirando uma selfie em visualização única. Tenho certeza de que eu estava vermelho, pois era como se todo o meu corpo quisesse gritar. Com os olhos embaçados, não consegui ver realmente a foto que enviei: foi abrir a câmera, clicar, colocar em visualização única e enviar, tudo em frações de segundos. Também mandei mensagem pra um grupo que tenho com Giovanna, Karen e Jessica e mostrei a mesma coisa. Eu precisava descarregar aquele sentimento naquele momento. Era um desabafo.

Poucos minutos depois a topique chegou. Limpei as lágrimas e tentei engolir aquele choro pra ninguém perceber, mas nem tinha como. Aos poucos, vendo a paisagem e a neblina na estrada, fui esquecendo e me recompondo.

Não sei se um dia vou ver esse menino novamente, mas sei que, mesmo que ele esqueça esse dia, eu nunca vou esquecer.

👦🏻🩷

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

UM TCHAU

Queria muito poder me ver por fora. Saber as minhas impressões e meus rostos no dia a dia... Queria me compreender e saber onde estou sendo falho e errando. Nunca consegui esconder as minhas expressões, mas queria muito saber maquiá-las. Não queria que ninguém percebesse ou que eu conseguisse ignorar as coisas que me afetam. Até que tenho conseguido em algumas partes, mas outras me tiram até o sono.

Enquanto digito isso, me sinto culpado por tudo que tenho feito e falado durante toda a minha vida. Por mais que eu busque a perfeição - que nem existe, eu sei -, tento evitar todos os conflitos externos e, principalmente, internos que tenho. É muito ruim saber que você está ou pode estar fazendo o mal pra alguém, não de forma direta, mas na palavra, no gesto e até na expressão.

Não sinto mais vontade de viver!

😭

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

FORMADO, AMÉM!

Ninguém nem imagina o peso que tirei das minhas costas na última sexta-feira (10/09). Sério, eu não aguentava mais!!! 🤯😥

Tudo começou aquiaqui, e durante esses 4, ou melhor, 5 anos de dificuldades que seriam compensadas, acabou sendo de dificuldades que me adoeceram a cada mês. Eu não aguentava mais ter que me humilhar, cobrar, mostrar e provar alguns erros que não foram meus. Bate um arrependimento de não ter pulado do barco e nadado em busca de outro, mas tudo Deus sabe o que faz. Uma pena eu ter tido certeza de certas coisas quando já estava com 70% do curso em andamento. Desistir? Jamais! Até porque, né, o bol$o gritava. Eu tinha que engolir toda a desorganização, a falta de respeito, de profissionalismo e humilhação. Eu odeio me sentir humilhado!

Por meses chorei, guardei uma raiva tão grande e até, no ápice da minha impaciência, disse o que não deveria. Tem horas que tudo chega, né? Paciência tem mesmo limite e a minha já estava transbordando há muito tempo. Tive que ser o mais (es)forçado possível pra não correr o risco de levarem para o lado pessoal e, por conta disso, ser O Chato, evitando mais humilhação.

A-c-a-b-o-u!

Na sexta-feira, em meio a um clima estranho, a desorganização vista agora pelos meus próprios olhos, a falta de respeito, ao constrangimento, me formei. Nunca imaginei que fosse passar por isso na minha vida e o que poderia ser um suspiro de momento feliz, me deixou imensamente triste. Eu sei de tudo que passei e naquele instante eu estava batalhando pra limpar tudo, infelizmente a cada passo que eu dava naquele ambiente desde quando estacionamos o carro, me sentia ainda mais sujo. Segurei o choro por todas aquelas horas em cada situação. Tudo estava contra mim. Respirei, mudei minha cara e segui.

A formação foi mal apresentada, rápida e forçada. Eu, sinceramente, achei algo tipo "vamos logo fazer isso pra nos livramos". Confesso que esse era meu mesmo sentimento também.

Não sei exatamente como Carlos e Fátima se sentiram naquele momento, não lembro de nenhum olhar feliz que viria mesmo com o sorriso escondido pelas máscaras. Eu mesmo fiquei em choque com tudo aquilo; os meus aplausos eram totalmente sem empolgação, meu olhar era de desprezo e um sorriso totalmente amarelo. Todas as minhas fotos ficaram forçadas, eu sei. Meu pensamento era: "Meu Deus, por que eu tive que chegar até aqui assim?", sabendo que essa resposta chegará no futuro.


Foi tudo muito rápido, porém, pra mim, estava durando a eternidade. Eu queria fugir dali o mais rápido possível. Tentei transformar alguns simples momentos em felizes, corri atrás, fiz, aconteceu, mas eu fui forçado ao extremo pra conseguir aquilo. Ou seja, eu não estava sendo exatamente eu.

Eu sei que nunca podemos dizer "nunca", que não podemos cuspir pra cima, maaaaas... Não quero mais NUNCA voltar ali! Não quero contato com aquelas pessoas! Não sinto um pingo de orgulho de ter sido formado por lá. Não indicarei e ponto final. Pode parecer ingratidão da minha parte, mas por que vou ser grato por passar por coisas ruins? A gente tem que ser grato pelo bem, pela ajuda, pelas coisas boas...

Sem egoísmo, o mérito foi todo meu! As notas foram minhas, os pagamentos foram meus... Nesse lado, sinto orgulho de mais uma vez ter sido firme, ser pontual e acreditar que quando eu quero, eu consigo. 

No geral, a viagem em si foi estranha. Mesmo eu talvez demonstrando que estava tudo bem, não estava e nunca esteve. Sei que por algumas vezes falei demais... eu tinha que falar. Não fiquei tão tímido como eu imaginei que ficaria, sendo a prova de que realmente em outro lugar o meu eu habita mais em mim. Só queria me sentir mais livre, muito mais livre e leve. Free! Tranquilo, passou.

A prova disso foi que quando cheguei em casa, depois de toda essa viagem, desabei em choro. Um choro de raiva, de arrependimento, de tristeza, mas até de gratidão por eu ter passado por tudo isso e ter conseguido ainda estar vivo. Pareceu normal, mas pra mim foi louco.

Enfim, volto a dizer que acabou. E graças a Deus! 🙌🏻

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

CORRE CORRE

Como sempre, venho aqui quando não tenho mais aonde recorrer. Eu poderia muito bem ir no @agostodenoventa, mas acho que tem mais olhos voltados pra lá do que pra cá.

Acabei de chegar do trabalho e resolvi largar um pouco o celular e ligar o computador. Tô me sentindo tão pressionado que nem sei por onde começar!

Então, no sábado fui pego de surpresa às 8h. Como sou acostumado a acordar nesse horário durante a semana, mesmo sabendo que no sábado poderia ficar dormindo até mais tarde, acordei e vi no grupo da faculdade a professora, ou melhor, orientadora, informando que teríamos aula (remota, claro!) de TCC II às 15h. Oi? Se já não bastasse a pressão da vida todos os dias pelo simples fato de querer viver, me vem essa. Eu já sabia que esse dia chegaria e uma pessoa principal da instituição me falou por telefone que esta aula seria dia 20. Repito: dia 20!

A minha ansiedade foi a mil na hora, mas me confortei ao me questionar: "Como vamos para a disciplina TCC II sendo que mal tivemos o projeto?" Deixei pra quando começasse a aula e tocassem no assunto. E assim foi! A orientadora questionou alguns alunos sobre como estava o nosso projeto e... "Que projeto? Nunca tivemos retorno, professora!", me questionei em pensamento quando alguém interrogou usando de outras palavras. E continuou... "Como posso dar o TCC II se vocês não têm o projeto?", perguntou a professora. Aí tive que quebrar toda barreira que tenho com câmera e áudio e me mostrei, literalmente, explicando todo o fato desde 2018. Sim, desde 2-0-1-8. Como é que pode, mermão?

Na linha de que somos futuros administradores e que não demos problemas, mas soluções a ele, a orientadora falou que iria corrigir e dar nota dando um prazo até fevereiro para esta entrega. Ela deu uma data, mas deixou bem claro que até esta data já é pra todos terem entregues a ela. O período até lá é somente para envio e feedback.

Rápido, busquei o que eu tinha na nuvem - tudo agora guardo lá, porque sei das tretas que causam - e enviei por e-mail pra ela ainda enquanto estávamos em aula. Horas depois ela me respondeu o e-mail em apenas uma linha, com uma resposta vaga, tipo "te vira", sabe? E foi assim que fiz, tentei me virar.

Essa semana ela deu um novo prazo de envio do projeto por e-mail: "Quero que me entreguem até sábado (12/12) até às 23h59. Quem não entregar, não recebo mais!" Ou seja, ela resolveu dar o prazo de uma semana para concluir. É, f***, papai!

Desde esse dia tenho batido cabeça pra começar. No mesmo dia, pedi uma sugestão a ela e fui prontamente atendido. Ela me deu umas dicas via áudio, mas ainda assim começar se torna um martírio. Toda hora eu fazia algo que achava sem sentido, queria trocar de tema, queria fazer de uma forma tão formal que nem eu mesmo entendia depois... O Filipe até que me ajudou, mas acabei ficando com a cabeça mais bagunçada ainda.

Ontem, passando por cima do meu orgulho, perguntei pra orientadora se ela tinha algum trabalho pronto que pudesse me enviar para eu me baseasse. Como ela é ótima em resposta, me enviou em seguida por e-mail. Pelo projeto de uma aluna que ela orientou, consegui fazer o máximo do projeto, embora encontrando alguns erros. Tô empacado nos referenciais teóricos porque simplesmente tenho muuuuuita dificuldade com citações. Na verdade, detesto!!!

Nesse aperreio, ansioso, todos os dias não consigo dormir bem. Essa semana, junto a essa pressão, meu emocional focou tanto em alguém que passei a madrugada chorando feito um abestado, porque nunca sei superar as coisas enquanto não ponho um ponto final.

Eu precisava vir aqui desabafar um pouco pra poder sair de dentro de mim essa sensação, e também porque sei que não serei julgado como seria caso contasse pessoalmente o que está acontecendo pra alguém. As pessoas sempre acham que sou inteligente o suficiente e que isso é só drama de novela pra chamar atenção.

Espero concluir logo e me livrar da faculdade. Quero me formar o quanto antes, não aguento mais! 🤯

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

INFERNO PESSOAL

Apareci aqui porque eu sei que se eu for contar essa história pra qualquer pessoa, não acreditarão.  Vão dizer que estou vendo muita série, pensando demais no que não deveria pensar ou até mesmo ficando doido.

Hoje cheguei em casa e, cansado, pois fiquei a manhã toda fazendo algo que não costumo fazer tendo como foco maior, deitei na cama, fiquei um pouco no celular e dormi após colocar o despertador para às 14h. E foi aí que tudo começou...

No começo do sono eu fiquei pensando nas preocupações e em uma pessoa que amo muito e estou tentando ignorar. E, como dizem, mente vazia, oficina do capiroto, fiquei fantasiando e criando mil coisas na cabeça com detalhes, baseado no que vivi... E foi aí que próximo às 14h eu visitei meu inferno pessoal!

Eu estava estudando em Teresina, com aquele calor da tarde, no IFPI, quando já estava no horário de saída das aulas. Tudo de valioso que eu tinha ali além da vida era meu celular e tentei seguir o caminho para, pela primeira vez, pegar o ônibus e voltar pra casa. Aquela agonia de muita gente se esbarrando... Aquele bafo quente mesmo aparentando ser final da tarde... Aqueles vendedores ambulantes na porta... Os malas também... Querendo fugir daquela parada de ônibus lotada, decidi subir uma ladeira que levava a outra parada, na rua de trás, em outra saída do Instituto. Nisso, me vi sendo observado por vários malas, com aquela tensão e aquele medo do celular tocar ou vibrar. Num vacilo de pressionar o celular ao meu corpo, ele caiu no chão e com o impacto, dobrou no meio. Meu coração que já estava a mil, faltou sair da boca. Com uma dor no coração e querendo chorar, apanhei ele do chão, tentei desdobrar ele com cuidado e segui caminho, querendo desistir de tudo. Antes mesmo de virem me assaltar, pensei em ligar pro Dalton ir me buscar (o que seria impossível, como sempre acontece na vida real) e, na aproximação dos assaltantes, acordei com um suspiro forte como se estivesse voltando com toda a força de um mundo.

Mas por que digo que isso é meu Inferno Pessoal? Porque realmente é. Tenho medo de muita gente junta, do(e) desconhecido, o calor me faz ficar mais aperreado, os assaltantes me causam um horror extremo e o celular é algo que sempre sou apegado. Perder um celular nas circunstâncias que estou é o meu fim, literalmente.

Esse termo Inferno Pessoal tirei de American Horror Story - Coven, onde as bruxas para tirar a prova de quem será a suprema, devem ir e voltar em seu Inferno Pessoal. Se voltar, as chances de ser a suprema são as maiores. Agora comigo não sei o que quis dizer.

Ainda estou meio atordoado, por isso vim aqui rapidão registrar isso. Espero em breve não depender de remédios, nem continuar voltando lá porque foi horrível. 😓😭

quarta-feira, 21 de junho de 2017

CARTA PRA VOCÊ! #8

Eu já imaginava um dia escrever isso para a senhora, mas eu torcia que demorasse muito pra esse dia chegar. E chegou, infelizmente. 😢

Muitas lembranças vem à tona, uma retrospectiva dos melhores fatos que passamos juntos.

Ser acordado para ir à escola nunca foi tão aconchegante, ouvindo sua voz nos nossos ouvidos cantando uma música que jamais será esquecida. Talvez meus irmãos nem lembrem mais, mas o "Acorda, Maria Bonita... Levanta, vai fazer o café..." ( - me bateu a curiosidade em pesquisar sobre a música. Ela é uma marchinha de carnaval, bem típica daquela época.) pra sempre será lembrada. Confesso que ouvia e continuava fingindo que estava dormindo, querendo aprender todo o restante da letra, que nem tive tempo de perguntar. Quando a senhora percebia que estávamos fingindo o sono, com o dedo mindinho tocada nos nossos ouvidos e nariz, simulando um inseto pousando para nos causar um incômodo e despertar. A senhora sabia que isso funcionaria. E funcionava, fazendo eu acordar sorrindo.

Enquanto, sem tanta paciência, sua filha, minha mãe, corria de um lado para o outro tentando nos arrumar, colocando nossas meias, sapatos e uniforme, a senhora preparava nosso pão assado na frigideira e nosso café com leite, que de tanto tomar acabei não mais gostando. Sei que essa sempre foi sua bebida preferida ao acordar e antes de dormir.

Não consigo esquecer os nossos pijamas feito pela senhora. Em suas viagens para Caxias, comprava vários panos e novidades de costura para guardar. Em uma dessas viagens a senhora comprou metros de uns panos bem estampado, cheio de coisas de crianças que nem lembro mais. Todos os panos eram iguais, tirando a diferença da cor. Era uma cor para cada neto, para não causar bagunça até mesmo na hora de buscar para usar. Não lembro ao certo a cor do meu, acho que era azul ou vermelho, só lembro bem que era uma calça e um camisa de mangas longas, que nem percebíamos, ou talvez nem sentíamos o calor.

Pouquíssimas vezes a senhora me levou para Caxias. Acho que eu tinha uns 10, 11 anos e nunca deixava o motorista da kombi cobrar minha passagem, alegando que eu tinha menos idade do que eu aparentava. Na cabeça dela, eu sempre tinha 7, 8 anos e sustentava isso para o motorista. No final das contas eu viajava de graça e ainda era agraciado com um pastelão de carne no meio da manhã. Era avó e neto ali, de mãos dadas, desbravando aquela cidade que até hoje ainda é desconhecida por mim. Quando não me levava em suas viagens, eu sempre aguardava em casa ansioso por algum presente no final da tarde, quando a senhora já estava retornando. Geralmente me trazia revista e poster dos meus ídolos da época e eu passava horas e mais horas orgulhoso, folheando e lendo pausadamente cada página. 

Mas o nosso dia de sorte mesmo era acordar e comer um bolo frito ou, raramente, de arroz no azeite que só a senhora sabia fazer. Tudo era especial ali, inclusive uma xícara minúscula que sempre usava nessa ocasião, ao derramar a massa no azeite de coco quente na panela. Semanas atrás até comentei sobre e a senhora me falou que não tinha mais força para "pisar" o arroz no pilão. Essa resposta também se repetia às vezes em que eu dizia que tinha enjoado de cuscuz de milho e que estava querendo cuscuz de arroz feito no pano. A senhora até se esforçou e fez e, como sempre, estava delicioso.

Tivemos nossas discussões como em toda família acontece e quando não acabava em risos, por conta do "primeiro cabo de vassoura" que a senhora pegava, passava em minutos e daqui a pouco já estávamos conversando coisas sérias.

Um dos melhores momentos que vivi foi ouvir suas respostas sábias ao mesmo tempo bem humorada. Eu me surpreendia a cada frase dita sobre determinado assunto. Sim, a senhora não era nem um pouco careta. A senhora evoluiu com o tempo, se modernizou, mesmo sem demonstrar aparentemente. A sua simplicidade e cabeça totalmente sofisticada me deixava com muito mais orgulho de ser o seu neto. Registrei algumas pautas no meu diário, porque preciso que isso fique eternizado não só dentro de mim, mas em uma folha para que no futuro possam ler, assim como também faço aqui às vezes no mundo virtual.

Falar sobre esses últimos atentados no mundo com a senhora me fez despertar o amor ao próximo. Mesmo não dizendo com todas as letras, eu entendia que o que a senhora queria dizer era que o amor sempre vence e prevalece. Há uma culpa em algo ou alguém, mas sabemos que cada pessoa age da forma que quer e que envolve vários princípios. Quem pode nos julgar? Deus. 

Contar meus sonhos logo cedo, me agachar e apoiar minha cabeça sobre suas pernas, sentir seu cheiro e suas mãos acariciando meus cabelos enquanto comentava que eu estava feio, que meu cabelo era duro e que era pra eu tirar essa barba - rs - era algo que eu mais gostava, que mais fazia meu coração se encher de afeto... Ninguém sabe, mas em um momento desses eu chorei. Chorei ali, apoiado nas suas pernas e a senhora nem percebeu. Na verdade eu não quis que percebesse e sai com pressa para o banheiro lavar o rosto.

Nunca mais escutarei a sua máquina após 00h, com pequenas pausas para matar com apenas um tapa muriçoca em suas próprias pernas... "Por que a senhora não vai dormir, Bó! Já é mais de meia-noite!". Nunca mais escutarei seus passos pelo corredor e nem ouvirei as duas batidas leves na porta do meu quarto, como aviso que a comida já estava pronta e que era pra eu ir logo comer... Nunca mais procurará mesmo que impaciente a minha colcha e lençol preferidos, pois eu tinha prazer de te ver ali no quarto, em frente ao guarda-roupas me perguntando qual eu queria... É triste saber que não provarei do seu beju e nescau no café da manhã, da sua farofinha de ovo que eu escapava quando o almoço era peixe - e também quando não era - e de todo o carinho e amor quando fazia as coisas. Eu percebia que a senhora sempre buscava a perfeição e muitas vezes a perfeição não dependia só da gente.

Eu fui muito mal acostumado, talvez nem um bom neto, eu sei, mas tudo isso era pra lhe ter ali, perto de mim.

Infelizmente a vida tem dessas coisas, de ter um final e levar alguém especial. Meus amigos sabem, inclusive a senhora também sabia, que eu nunca aprendi a lidar com a morte. A cada notícia ruim que eu recebia eu estava sentindo as dores e, dependendo do grau de proximidade, eu até chorava - escondido. Aposto que o Dayson me viu muitas vezes chorando e sempre respeitou o meu espaço. É algo que admiro muito nele. O mais triste é saber que a sua ida não foi o melhor presente de aniversário dele e aposto que nos próximos anos não será diferente.

Se eu tivesse tempo, diria o quanto eu te amo. Que eu cresci com a melhor avó que Deus pôde me dar. É algo que eu vou levar pra sempre e que será ainda mais forte do que uma tatuagem registrada na pele. Até porque a senhora está registrada no meu coração. 

Nunca é tarde para agradecer, por isso estou aqui, agradecendo cada dia e segundo que passamos juntos. Agora a senhora deve estar feliz, nos braços de Deus e até olhando por nós. Eu tentarei dar o máximo de mim e trabalharei dia e noite pra ser uma pessoa melhor, eu até peço a Deus sempre por isso. Quero me arrepender e pedir perdão por tudo, mas sempre buscado ser o melhor.



A dor ainda é grande, eu choro digitando tudo isso, mas preciso me dar conforto e adaptação, porque não é fácil. Somente quem passa por isso sabe, não é algo que se fala, somente se sente.

Espero um dia te ver e poder rir mais ainda de tudo que vivemos.

Eu te amo muito, Maria Erondina Rodrigues! 👵💔

🌟 06/1940
➕ 06/2017

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #13

(...)

Quando chegamos em Udi, meu melhor amigo não era mais o Mr. Job - que naquelas horas estava largado dentro do porta-luvas do carro -, mas sim o GPS do meu celular.

Augusto e eu não fazíamos ideia de onde estávamos e, graças a tecnologia da localização do whatsapp e do GPS que seguiu ela, conseguimos a viagem tranquila. Assim que chegamos, comunicamos ao Igor - que conheci há pouco tempo, após a morte de um amigo que eu iria conhecer pessoalmente... Não, espera, melhor eu começar toda a história para que seja bem entendida.

~

Há alguns anos, um cara chamado Weuller me adicionou no Facebook. A única amiga em comum era a Tassya, que já tinha um pouco mais de tempo que a conhecia virtualmente. Inclusive, nos conhecemos também através do Twitter. Quando esse cara me adicionou, antes que eu o aceitasse, perguntei para Tassya quem ele era e ela não sabia me dizer muito bem, somente que já tinha visto ele pelo trabalho dela. Mesmo assim, arriscando uma nova amizade, aceitei a sua solicitação de amizade. Passado alguns dias, começamos a conversar e a conversa acabou rendendo. O papo dele é muito bom. Ficamos muito amigos e fomos até alimentando essa minha viagem um dia para Udi.

Acho que através de mim, mencionando sempre os dois juntos, Tassya e ele se tornaram mais próximos. Acho que iam às baladas juntos e se divertiam bastante, coisas que eu só podia ver por foto. Por algumas vezes, como qualquer amigo normal faz, nos ligávamos, conversávamos sobre a vida e ríamos sempre do nosso sotaque. Ele sempre me zoava me chamando de "bichinho", já que essa é uma expressão de piedade que usamos por aqui no final das frases.

Algumas vezes, ríamos demais dos nossos áudios, e conversávamos quando sobrava tempo, pelo Skype. Lembro que ele sempre me mostrava as coisas que conseguia e os objetivos futuros. Uma vez ele me disse que estava querendo trocar de emprego e que iria tentar trabalhar em algo maior e que na semana seguinte já faria uma entrevista. Desejei boa sorte e fiquei torcendo para que tudo desse certo, como se ele fosse um amigo de perto mesmo. E deu certo!

Na semana seguinte ele me disse que já estava tudo certo e que iria começar no emprego novo em um Banco. Alegre, demonstrei a minha animação por saber que ele tinha conseguido. Nas semanas seguintes, ele já me exibiu um iphone, mostrando sua grande satisfação por ter conseguido.

Nos dias seguintes, o horário que ele poderia se comunicar comigo era somente depois das 00h, mas nesse horário ficaria um pouco complicado para mim, pois eu tinha sempre que acordar no dia seguinte cedo para ir trabalhar. Por algumas vezes, conversava, pois aqueles momentos de conversa com ele, nem o cansaço pagaria.

Ele me disse um dia que tinha conseguido outro emprego, para que lhe desse uma renda extra. Era um emprego simples, mas para ele já estava de bom tamanho. Pela manhã e tarde ele tinha uma função - que não me recordo muito bem - no Banco do Bradesco e pela noite ele vendia cachorro quente em um lugar chamado "Au Au Lanches" da cidade dele. Só lembro do nome do lugar, porque uma vez ele me mandou uma foto usando o uniforme de lá.

Admirava muito aquilo dele e ficava sempre feliz por ele servir como exemplo para muitas pessoas que pensam pequeno.

Foram as ultimas vezes que conversamos...

Por um dia, sentindo falta das nossas conversas, ele não me respondia mais. Eu fiquei preocupado e por vezes até achei que ele tivesse me bloqueado. Nisso, chamei Tassya para conversar e perguntei por ele. Eu queria saber o que estava acontecendo. Ela então me disse que ele havia sofrido um acidente andando de patins uns dias atrás e que tudo ficaria bem, mas que ele estava em recuperação.

Sem informações precisas da Tassya e com desconfiança de algo a mais, resolvi adicionar o melhor amigo do Weuller, o Igor, para que eu pudesse saber de detalhes. Foi então que ele me contou a mesma história e acrescentou que ele estava em coma, esperando ser acordado para ver a questão de outros procedimentos. Detalhando mais, o acidente foi ocorrido por uma queda e batida da cabeça no chão - ele não estava usando o capacete.

No sábado, quase uma semana depois do acidente, Tássya me mandou uma mensagem mais ou menos assim no whatsapp:

Tássya: Anderson, não tenho notícias boas.
Eu: O que aconteceu?
Tássya: Weuller não conseguiu acordar...
Eu: Mas vai ficar tudo bem , né? - nessa hora achei que ele fosse ficar com alguma sequela.
Tássya: Não, Anderson. Infelizmente tiveram que desligar os aparelhos...
Eu: Weuller morreu?
Tássya: Sim, Anderson!

Nessa hora, comecei a chorar sozinho ali no meu quarto. Não estava acreditando que fazendo pouco tempo que poderia ver ele, aquilo me aconteceria. Sem forças e com a cabeça inchando ali, por tentar segurar o choro sem fazer barulho, cobri meu rosto com o lençol. Ainda sem forças, queria ter dividido aquilo com alguém.

Meu irmão estava do meu lado, quando virei pra ele. Ele viu minha cara vermelha de tanto chorar, baixou a cabeça e não me perguntou nada, mas demostrando com aquele olhar confuso e indireto interesse em saber.

Tentando deixar as palavras saírem da minha boca bloqueada pelo choro, falei pausadamente o que tinha acontecido:

- Dayson... Tu sabe que vou pra Uberlândia daqui uns dias, né? Sabe o cara... O cara que eu ia conhecer lá...? Ele acabou de morrer!

Sem saber muito o que falar, ele soltou apenas um "é foda!" com tom triste de "sinto muito", lamentando o que estava passando ali.

Aquilo ainda não tinha me bastado. Eu sentia como se alguém de perto tivesse morrido. Eu queria também ficar só, pensar nas coisas boas. Ouvi novamente os últimos áudios nos quais ele dizia que não via a hora de me conhecer, que iria me pegar na rodoviária e que prepararia uma janta bem gostosa, além de me presentear com algo bem legal - que jamais saberei o que é. E aquilo me fraquejava, causando mais choro ainda.

Lembro que tudo isso foi num sábado e nesse mesmo dia teria que ir em um encontro bíblico, onde Fabrícia e Adriano sempre me incentivaram a frequentar. Eu não estava bem para ir, estava com o rosto inchado de tanto chorar e com olhos e nariz vermelhos, mas algo dentro de mim dizia que seria melhor ouvir ali o que Deus tinha pra me dizer através deles. No final do estudo, contei o que estava acontecendo e, emocionado, voltei a chorar. Os dias seguintes fiquei remoendo aqui, chorando ainda que pouco, mas ouvindo os áudios que me deixavam mais triste ainda.

Após algum tempo depois desse ocorrido triste, me tornei amigo do Igor e conversamos muito. Eu expliquei que já tinha programado a minha ida a Udi e que não sabia onde ficar, muito menos para onde ir. Igor, sendo super gente boa, disse que já que eu era amigo do Weuller e Weuller falava sempre bem de mim, se tornaria meu amigo também e, claro, me ajudaria no que fosse ao alcance dele.

E foi nessa que tudo deu certo.

~

Igor mandou sua localização e fomos bater em frente ao prédio dele com a ajuda do GPS. Udi naquele dia estava com um calor sem fim e o que eu mais queria ali era tomar um banho de água fria. Mesmo assim, ainda demorei um pouco a ir ao banheiro, pois começamos a conversar sobre Weuller e outras coisas da cidade... Ficamos mais ou menos uma hora ali, sentados, conversando.

Após, tomei banho, troquei de roupa e esperei a ida do Augusto ao banheiro também. Enquanto isso, sozinho, ficava olhando ali o quarto que eu estava, era o quarto do Weuller, com uma cama, um colchão encostado na parede, um guarda-roupa e algo do lado que não me recordo o que, mas que parecia uma mesa com sapatos, notebook e outros trecos. Andando por ali e observando tudo, fui ao guarda-roupa, que estava com a porta entre aperta. Curioso, abri um pouquinho e vi um crachá de funcionário do Bradesco. Era do Weuller. Além do mais, tinha ali a caixa do iphone dele, que ele tanto gostava de mexer e me exibir. Foi triste ver tudo aquilo, mas não consegui chorar.

Augusto saiu do banheiro minutos depois e, após alguns minutos, esperamos a amiga do Igor, que também morava lá, se arrumar e Igor também. A gente ia em uma loja, onde ela queria comprar umas roupas. A loja era perto, poderíamos ter ido a pé, mas com aquele calor, Augusto ofereceu a ida de carro.

CONTINUA...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

THE WALKING DEAD: MORTE DE LORI E T-DOG

É com certeza que continuo acompanhando a melhor série de todos os tempos: The Walking Dead. \o/

Eu passei, ansiosamente, vários meses esperando a estreia da 3ª temporada começar, e quando começou, comecei a ficar pior, pois corria atrás de saber de tudo, em se tratando de como baixar o episódio e tal. A minha sorte é que curto no facebook uma página da série, onde todas as informações, inclusive onde fazer download, são passadas para quem gosta. Fora aquelas montagens super criativas e humoradas de cenas que deixamos passar despercebido.

O episódio rola toda a semana: sai sempre no domingo e é passado na terça-feira na Fox, às 22h. Eu vim assistindo todos os três anteriores na segunda-feira, pois durante a madrugada é legendado e divulgado no site oficial da série no Brasil. E, já virando rotina, após chegar da academia, baixava e assistia.

Nesse 4º episódio, o que acabou repercutindo, eu demorei e assisti ontem. Simplesmente, o episódio mais phoda até agora foi o que mais demorou a ser divulgado. Enquanto isso, eu fazia de tudo pra não ler nada no facebook e nem no twitter, pois é a tentação, sendo que sempre via nos TTs o nome de alguns personagens. Eu teria que assistir antes de sair na Fox, pois depois que sai todo mundo já comenta sobre ele. E foi aí que o Marcos (Junior) me insistiu a instalar o tal do Utorrent. Era a minha única opção, pois não queria baixar o episódio sendo legendado pelos fãs.

Trocando umas sms com o Junior, ele me manda um spoiler e ainda identifica que é spoiler. FDP!!! Xinguei ele demais, quase nem dormir pensando nisso. Até que eu já sabia de um, mas o outro me surpreenderia.

Baixei, e no dia seguinte (ontem), baixei a legenda. Assisti!

[SPOILER]

O que foi aquele episódio tenso, meu povo!? Fiquei com o coração a mil aqui com aquele tanto de zumbi invadindo a prisão. E mais ainda em saber como aquele urubuzinho do Andrew conseguiu se safar dos zumbis no episódio anterior, quando ele fugiu de Rick e acabou ficando entre quatros paredes com vários vários zumbis. Na minha opinião, não tinha como escapar. Esse é um fato que, de alguma forma, espero que possa ser mostrado no episódio 5.

E o hoT-Dog de zumbi (rs), coitado. Em um descuido em não olhar pra trás, tentando livrar da entrada de mais zumbis na prisão, acabou sendo mordido no ombro direito por um dos errantes. Isso foi tenso, mas mais tenso ainda foi a parte em que ele se jogou para o zumbis em um corredor pedindo para Carol fugir. Inclusive, acho que ela tá correndo até agora - rs. O episódio acabou deixando um ponto de interrogação sobre ela.


E já bastava esse tumulto, a Lori acaba sentindo algumas dores para dar a luz. E, mesmo achando que ela fosse dar a luz ali mesmo, naquele corredor, mais zumbis aparecem. E o Carl, sempre na frente, mostrando estar mais maduro nesta 3ª temporada. Indo para um lugar onde não teria ninguém, Lori acabou vendo que fazer força não era o bastante e que como iria morrer de qualquer jeito, optou por uma cesariana, usando somente a faca de Carl e a coragem de Maggie. Foi o momento mais triste que já pude ver em todas as séries que já assisti sem ser de drama. Quem diria, eu, chorando numa série de zumbi, onde o sentimento que poderia me predominar seria mais a raiva em ver vários personagens favoritos partindo.

O Carl, como falei, já um pouco mais maduro, não quis que após ver uma morte e uma vida, pois ali estava nascendo o seu, querendo ou não, irmão, não quis que sua mãe virasse uma "daquelas coisas" e acabou atirando nela. Imagino o quanto foi difícil para ele fazer isso, mas não tinha outra escolha.


O pior nem foi tão isso, foi quando Rick foi atrapalhado por um choro de bebê, que estava no colo de Maggie. O desespero foi tanto naquele momento, ainda mais a ver que Carl estava intacto, sem expressão. Ver o Rick se jogando no chão, já sacando o que tinha acontecido, foi doloroso para os fãs da série. Até eu mesmo chorei. Foi incrível!


O que esperar do próximo episódio?

Acredito que o Rick vai estar p*to da vida com isso, se sentindo culpado por não ter dado a atenção merecida a Lori e não ter se despedido ou livrado ela da morte. Ele deveria pelo menos ver que ela estava grávida, né? Outra, estará mais louco até porque agora estarão andando com duas dificuldades e responsabilidades: Hershel (o saci - rs) e o bebê de Shanne. Uma hora a comida vai acabar, e a criança? Com certeza aí vem mais aventuras. Sinceramente, acho que eles vão acabar saindo da prisão e indo pra cidade do Governador. Lá eles estarão mais "seguros".

terça-feira, 11 de setembro de 2012

THE O.C. FINALIZADO :'-(

Deixei pra ver The OC nos finais de semana, já que durante a semana eu sentia preguiça ou estava ocupado. Lógico, mas não deixei de ver quando não tinha nada pra fazer durante a semana. Nos finais de semana, principalmente à tarde, assistia a vários, acho que uns três ou quatro.

Um amigo meu do curso, o Luan Vieira, no qual me emprestou a primeira temporada, me falou que a última temporada não era lá essas coisonas, pois na terceira... OPS, já ia falando. Então, mesmo assim, comecei, claro. Eu já tinha visto da primeira a terceira, então não deixaria de assistir a quarta temporada por esse simples comentário dele, até porque eu queria saber como tudo acabaria.

Ryan, Taylor, Sandy, Summer, Seth e Kirsten 

Pra falar a verdade, no começo até que estava meio chato mesmo, achei que meu amigo tivesse mesmo a razão. Para mim, nada estava com nexo e até passei vários dias sem querer assistir com aquela preguicinha sem esperança de melhora, sabe. Mas acabei cedendo a ele. E fui assistindo. Passei algumas raivas, pensei besteira como o fato de querer ter escrito a série, pois os autores dos episódios já estavam fazendo uma b*sta. Adorei os episódios de Natanukkah, sobretudo o da primeira e última temporada e fiquei triste em vários momentos. Mais triste do que feliz.

E hoje (ontem) terminei tudo. Só me restavam três episódios da última temporada e, deitado na cama, assisti a todos em sequencia. Me surpreendi muito e pensei que seria bem melhor eu ter assistido a série quando ela estava sendo lançada, pois assistindo agora já sabia de alguns fatos em conversas com amigos.

Lógico, não posso esquecer da trilha de abertura. Quantas vezes ao assistir os episódios cantei junto: "California, Carliforniaaaa, here we cooooooome..." Sem falar que me surpreendi no episódio de Natanukkah da última temporada, que foi ela em uma versão lenta e triste, pela qual até já tinha escutado, afinal, baixei todos os cds da série.

Foram amores, brigas, ódio, intrigas, aprendizado, momentos tensos, felizes, surpresas, fatalidades, enfim, a série foi tudo de bom. Conclui ao final do último episódio, chorando demais como se fosse uma despedida pra sempre de amigos, que quando for mais velho assistirei novamente, só que ao lado de uma pessoa especial, que com certeza já está me aguardando no futuro. Fico me imaginando assistindo novamente daqui a vários anos, com uma companhia, na cama, compartilhando a série, chorando juntos e vivenciando isso tudo que estou passando agora.

É com um aperto no coração que deixo de falar sobre a série aqui. Mas continuo super indicando. Pra quem é carente e está afim de se emocionar, a série acaba viciando e fazendo você se tornar mais frágil do que é.

Obs.: Espero que o Anderson do futuro leia isso já ao lado da pessoa amada.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

DOUG, SOU EU!

Estava por aqui me espelhando em alguns blogs para fazer uma nova versão daqui. Como eu não consigo ficar com o mesmo modelo de designer por muito tempo, com a ajuda de alguns amigos e minhas ideias, saindo um pouco da mesmice, tento mudar.

Eu estava despreocupado olhando blogs a partir de outro que de vez em quando acompanho os posts e me deparei com um onde o título é: NOSTALGIA - DOUG. Ao ver que tinha uma vídeo, mesmo sendo de mais de 15 minutos, dei play e foi aí que nem vi o tempo passar.

Vale muito a pena, dá PLAY aí também:


É difícil descrever o quanto o vídeo acima me fez voltar ao passado. Fez ver a minha infância, ver o que aprendi com esse desenho. Ver o quanto ele marcou, me fez crescer sendo, ainda, inocente, escrevendo em diários, tendo paixões ocultas na escola, tendo "inimigos" e sabendo lidar com eles. Ali, na tela, no finais de tarde dos anos 90, eu ria, sentia tensão, me zangava e começava a cantar as músicas dos Beets (banda favorita de Doug, inspirada nos Beatles).

O vídeo me fez ter um aperto no coração, uma vontade de chorar, sei lá... O Doug, para mim, marcou. Tão tal que por ser muito fissurado nele, ganhei o apelido de Funnie, Anderson Funnie, cujo levo até hoje. Embora a pronuncia para quem não conhece o desenho soe como um nome feminino, me orgulho por tê-lo comigo.

Por ter link do canal de vídeos que passaram no vídeo acima, fui atrás. Fiquei impressionado com a criatividade desses caras, que fizeram a abertura idêntica a do desenho:


E não pude deixar de ver o making of,claro:


O vídeo acima não é brasileiro, portanto não consegui entender nada. Mas é interessante ver como foi feito a abertura. Concordam?

Foi explicado no primeiro vídeo que o sucesso foi tanto que fizeram o filme, ou curta-metragem, que inclusive eu tenho aqui no meu computador, todinho e depois fizeram um trailler da versão real, abaixo:


Que criatividade!

Indiretamente, eu tenho o espírito de Doug e todos os meus amigos próximos sabem disso. Eu sofri, ri, chorei, escrevi muito em diário - aqui também não deixa de ser meu "diário" - e acreditei que ele me fez criar uma maturidade incrível, vivendo a idade no tempo certo.

domingo, 24 de junho de 2012

A CARENCIA

Não sei o que está acontecendo comigo hoje. Estive ouvindo algumas músicas, vendo O.C... Sei que isso é comum e ainda mais que o que estou sentindo agora é fase, mas é tão ruim, mas tão bom. Eu quero ter alguém, quero sentir ciúmes, eu quero me apaixonar, quero sentir um cheiro na noite toda, quero me divertir, rir, conseguir ser feliz. Além de tudo, quero o meu coração apertado, não de tristeza, mas de alegria. Quero algo que eu possa dizer que é meu, que posso sentir...

Algumas horas atrás, estava conversando com a Kayane na praça. Eu queria alguém pra desabafar e mesmo com a minha empolgação de quando a gente estava trocando sms para se ver, disse ao encontrá-la que estava mal, muito mal, e que o motivo era o pior de todos: a maldita carência.

Acabei me abrindo pra ela. Falei algumas coisas, e ela me falou sobre o namorado, de como o conheceu, de como está sendo tudo, as preocupações e lado ruim que ela disse que tem, mas que eu não ligo. Falou muito, muito mesmo a ponto de dizer que precisava me ouvir, pois quem queria conversar com ela seria eu.

Embora a conversa rolasse somente sobre o namoro dela, dei meu ponto de vista e falei como estava me sentindo. Ela me compreendeu e acredito que algum momento a deixei pra baixo, pois a deixei se colocar na minha situação. Ela me disse pra sair. Mas com quem? Disse pra eu morar em Teresina. Mas não é tão fácil como parece.

Cadê esse tempo que não passa? Cadê o meu amor que não chega logo pra suprir toda a minha necessidade sentimental? Eu quero! Desesperadamente estou esperando.

Antes de tudo, no finalzinho da tarde, coloquei o primeiro álbum com as músicas da primeira temporada de O.C e fiquei passando as músicas, sem ouvi-las até o final. Enquanto isso, via outras partes em meu celular e fui inventar de assistir um vídeo que o Luan Vieira havia me passado com cenas de O.C, na quinta-feira. Todos esses dias e eu só fui me atentar a ver hoje. O vídeo que vi foi mais ou menos esse abaixo:


Ao assisti-lo, lembrei de tudo que o Ryan e Marissa haviam passado no episódio. Talvez quem assista só o trecho acima agora, não entenderá muito bem o que se passa, mas foi incrível até chegar aí.

A cena ficou ainda mais incrível com essa trilha da música Dice, de Finley Quaye. Ela tem uma sintonia muito boa e faz chorar. Como estou totalmente no fundo do poço, ela me faz chorar - e não tenho vergonha de falar isso. Para ouvi-la e acompanhar a letra e tradução, é só clicar aqui.

E é ouvindo ela que me despeço por aqui, morrendo por dentro.

Espero que o futuro seja justo comigo! :'-(

sábado, 9 de junho de 2012

THE OC - UM ESTRANHO NO PARAÍSO

Há algumas semanas, fazendo o trabalho da empresa fictícia Arttoy, conversando com o Luan Vieira sobre séries, ele me falou de The OC. Eu já tinha observado que o toque do celular dele era a trilha de abertura da série, mas nem me liguei que ele era tão fanático. Até então, lembro que quando passava no SBT só meu irmão mais velho que assitia. Eu não via graça, na época, em assistir aquilo, já que Smallville era o auge.

Conversa vai, conversa vem, ele acabou soltando que tinha a primeira temporada completa e original. Como não estava mais acompanhando nenhuma série - The Walking Dead agora só em outubro e a outra que acompanho está uma m*rda só - não medi palavras em pedir emprestado. E assim, no dia seguinte, como numa troca, já que eu emprestei a minha trilogia do De Volta Para o Futuro, ele levou para a turma The OC e me emprestou. Vi que eram muitos episódios e achei que não iria dar conta... Mas foi aí que me enganei.


Só me bastou o primeiro disco pra que eu percebesse que aquilo viciava, não diferente das séries existentes. Mas, assim como todas, a história tem diferencial pelo qual nunca vi antes. Uma verdadeira história de amor, brigas e um pouco de comédia. No entanto, às vezes eu chorava, ficava com muita raiva e sorria bastante. E assim seguiu por várias semanas. Ora eu via somente um por dia, ora via um disco praticamente todo.

Sinceramente, o Ryan é um cara do bem, que por mais que luta pelos seus direitos, tem cabeça. A Marissa além de ser linda, tem uma simpatia que prende quem assiste. O Seth (falando nele, acabei de ler uma informação no wikipédia que não era pra eu ter lido, droga!!!) e Summer são uns loucos, me diverti bastante com eles, posso dizer que eles são a comédia da série. Sandy e Kristen Cohen são demais e românticos... Além deles, há outros personagens ótimos, claro.

Enfim, agora há pouco, assisti ao último episódio. Resultado: chorei bastante. Não estou em um momento triste, deprê, mas ele me fez chorar de verdade. Sério, eu tenho que assistir a segunda temporada, preciso saber o que vai acontecer com Ryan, Marissa e principalmente com o pobre do Seth... nem gosto de lembrar. :'-(

Vou tentar baixar a segunda temporada, mesmo sabendo que vou fazer uma longa pesquisa para ver se encontro dublada, mesmo gostando legendada, já que assisti a primeira temporada dublada mesmo.

Ahh, lendo novamente no wikipédia, acabo de saber que a série foi ao ar no dia 5 de agosto de 2003, ou seja, quando estava fazendo 13 aninhos. *-*

Depois dessa, SUPER indico! ;-)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SEXO SEM AMOR

Por essas voltas que dou no mundo virtual vejo e até me envolvo em situações que não concordo, porém procuro não demonstrar a minha opinião para não gerar conflito, pois a internet faz com que uma palavrinha se torne um palavrão. Em tudo que leio, tenho a minha opinião e penso pelos dois lados, ou seja, me coloco nas duas situações, no caso a que vai afetar e a que vai ser afetada. "Ele(a) merece isso? Porque eu humilhado com isso?", me faço essas perguntas internamente.

Um assunto simples para mim, mas constrangedor para outros é o que mais eu fico intrigado. Amigos(as) que pensam que sexo é algo qualquer, que ter seu(sua) foda fixa FF é o bastante. "Pra quê namorar? Eu só vou ganhar com isso, ele gosta de mim e me presenteia.", algumas mais experientes já me falaram isso. "Ah, não tô nem aí, vou pegar mesmo. Tenho que aproveitar enquanto eu sou solteiro, ela é safada mesmo." é o que mais ouço de meus amigos que se acham garanhões. Mas cadê o amor, o romantismo, a conquista, aquele clima que faz o coração bater, a cabeça doer e o pensamento estar centrado no(a) amado(a)? Tudo isso está indo por água abaixo.

Não sou romântico, aliás, nem eu mesmo sei, pois nunca namorei sério. Mas, acredito que posso gostar, me apaixonar, criar confiança, amar... coisas que sei que dá muito trabalho, pois vem de cada um, de cada caráter, mas pelo menos tentar, vou. Felizmente não penso como alguns pensam. Para uns, isso é a minha qualidade, mas outros me condenam, me xingam e pensam coisas que nem quero saber. O sexo não é mais amor, eu sei, mas nem por isso eu não vou deixar de fazer o que eu quero. Dispensar, o que é que tem? Eu gosto mais de um clima natural do que um "selvagem" sem sentimento. Esse sou eu.

Aproveitando a oportunidade de estar aqui, queria dizer que estou muito apaixonado, muito mesmo a ponto de chorar. Eu não sou correspondido do jeito que eu queria que fosse, mas nem por isso desisti, fico o mais próximo que posso, apesar da proximidade nem ser tanta. Sendo amigo consigo aos poucos o que quero, mesmo sendo duro comigo mesmo e fazendo com que tudo que eu quisesse que fosse, não seja da forma que deveria ser. Continuo acreditando que um dia vou me encontrar, vou conseguir na-tu-ral-men-te o que eu quero. Por que ir com sede ao pote se o tempo é meu amigo? Em se tratando de amor, sou o cara mais paciente do mundo e vou até o fim, mesmo que termine feliz ou não. Tudo isso começou no ano passado, mas não mencionei aqui.

Por esses dias fiquei triste, hoje um pouco mais e tenho certeza que até antes de dormir vou me entristecer mais ainda, mas não desistirei e ouvirei tudo como um "amigo".

sábado, 14 de janeiro de 2012

FIM DE EXPEDIENTE

Primeiramente, acabei de ler esta postagem: ESTÁGIO.

Acabei de perceber o quanto o tempo passa rápido, que tudo que eu tinha vivido nos primeiros dias, se transformou bastante. Pude comprovar, lendo. Achei até engraçado, parecia que o post foi feito há muito tempo, se bem que dez meses e meio é muito tempo, mas, parecia ser mais.

Hoje, foi meu último dia no trabalho. Num dia atrás, resolvi parar e pensar, dei oportunidade para a minha cabeça e pronto, me decidi: vou pedir minhas contas. Para algumas pessoas, fui doido em fazer isso, em trocar algo único na cidade, uma oportunidade que não é pra qualquer um, mas tenho os meus motivos e além do mais não vou ficar parado.

Fui muito feliz no meu emprego, conheci pessoas maravilhosas, que apesar de muita diferença, pude compartilhar bastante gargalhada, amadureci profissionalmente. Nunca imaginei que pudesse ter um amigo totalmente o contrário de mim, que gosta de reggae, que bebe (com moderação), que vai à festa, que monta em cavalo... Mas que tem todas as qualidades de um verdadeiro amigo. Sou muito grato a isso.

Além dele, tive uma amiga muito meiga, que é muito sentida, mas uma pessoa maravilhosa. Por algumas vezes, saímos, nos divertimos e compartilhamos coisas de outro mundo. Ficar perto dela por algumas horas, foi sem dúvida o melhor.

Lógico, não posso esquecer da minha gerente. Devo muito a ela. Nunca tinha encontrado na minha vida uma pessoa como ela, que eu pudesse contar tudo, falar o que quisesse sem aquele ar de seriedade. Ela é super profissional, meiga, amiga e muito sentimentalista. Ela respeitou todos os meus momentos, viu que, mesmo estando aptos a todos os dias trabalharmos duro, sempre fugi do foco "durão" de um escritório.

Enfim, sou grato a todos.

Hoje, no meu último dia, trabalhei como se fosse um dia qualquer. Apesar de minha gerente não ter estado tão ao meu lado hoje como nos outros dias, aproveitei ao máximo a presença dela na sala. A manhã foi corrida, mas proveitosa.

À tarde, ao chegar, meu amigo acabou ganhando uma fatia de bolo e eu logo brinquei dizendo que, por falta de dinheiro, aquele seria o nosso bolinho de despedida. Lógico, fui logo pensando na foto e registrei o momento. Como pedimos as contas na segunda-feira (sim, ele também vai sair), ele ficou brincando como desde falando pra que eu chore, insistindo até conseguir ver o que queria. Mas nem consigo quando tô perto dele. Comemos o bolo enquanto uma amiga de lá tirava as fotos seguintes.



Um pouco mais de 19h, comecei a me despedir do povo, dei vários abraços e ouvi palavras bonitas. Ouvir de todos que fui uma pessoa maravilhosa, recebendo felicitações, não tem nada que pague. Agradeço a todos por aqui.

O próximo me espera! ;-)