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terça-feira, 18 de agosto de 2026

3.6

A vontade de vir aqui era grande, mas só agora que encontrei um tempinho. 🙃

Isso não é uma reclamação, mas o meu trabalho tem me consumido muito. Neste mês de agosto voltei pro meu horário normal... Quer dizer, "horário normal". Voltei a trabalhar das 14h às 22h, sem pausa. Aqui e acolá como uma coisinha e, como minha casa é próxima do trabalho, venho aqui rapidão comer. Apesar de já passarem 3 meses, ainda estou me adaptando às coisas daqui.

Mas vamos pro que interessa, o meu aniversário.

Passei duas semanas antes bolando como seria a minha festa de aniversário nos stories. Como assim? Como hobby, há alguns anos criei uma forma de comemorar o meu dia com todos. Não gosto apenas de repostar coisas nos stories, então crio todo um layout e, claro, baseado em um tema. Nesse ano, escolhi o tema Windows 98. Todos sabem que eu sou um cara que ama o passado - mas que vive no/pro futuro, claro. Então, por que não? Anotava as ideias que eu tinha e cada vez mais apareciam outras. Queria algo bem retrô, com poucas cores e nada de 3D; algo que tivesse muito pixel e muito som característico. Me divirto em todo esse processo de criar e quem me tem no Instagram, deixei o resultado lá nos destaques. Mas vou deixar uns aqui abaixo:



Meu aniversário neste ano foi, obviamente, diferente de todos os outros. Eu sempre tinha folga de aniversário, então viajava pra algum lugar. Neste ano, além de estar no lugar onde eu viajava, ainda estava trabalhando. Meu aniversário foi na quarta (05) e, por mais que eu tenha pedido folga - o não eu já tinha, né! -, não consegui. Não reclamei. Eu só queria me sentir bem nesse dia. Realmente não teria como eu faltar nesse dia, pois era o retorno dos alunos pro segundo semestre.

Na terça (04), Pedro, Dalton e B. foram me buscar no trabalho. Nesse dia eu consegui sair um pouquinho mais de 22h. Eu juro que não esperava que eles fossem me receber com um bolo dentro do carro - e feito pelo próprio Dalton -, cheio de muito coco e sem glúten. Eles cantaram os parabéns ali com gritos no final dentro do carro, foi muito engraçado. De lá, fomos jantar comida em uma praça do meu bairro e seguimos pra casa esperar a virada.

Eles entraram em casa com muitas sacolas e já foram se organizando. Levaram a mesa da cozinha pra sala, encheram balões verdes e brancos, colocaram os bolos, as sacolas de presentes e montaram tipo um cenário pra eu comemorar e registrar. Tudo ficou pronto em poucos minutos enquanto eu tomava banho. Pedro e Dalton me presentearam com canecas e quadros de parede do Doug que também podem ser porta-retratos, que fizeram parte do cenário. B. me deu camisas e sabonetes - que eu tenho amado ganhar. Ganhei também um "porta temperos" (posso chamar assim?) que eu namorei desde o primeiro dia que comecei a montar a casa onde eu estou.

Ficamos conversando à toa no tapete da sala esperando a hora da virada.

Quando foi próximo da meia-noite, eles acenderam a vela, cantamos os parabéns bem baixinho pra não acordar a vizinhança, e ficamos ali, comendo e conversando.

Estar com eles foi muito importante pra mim, por mais simples que fosse aquele momento. Percebi nos últimos tempos que o meu aniversário passou a ser importante, sim. Antes eu só queria estar longe de tudo e de todos, viajando e sem comemoração, mas dessa vez vi o quanto é importante ser querido. E isso eu fui.

Eles ficaram comigo até quase 1h e depois fomos deixar eles em casa. Cansados, dormimos.

Às 14h do meu dia, cheguei no trabalho calado, até que o Glyson, como sempre faz quando chego, gritou: "Ôh de fora!". E eu "Boa tarde!" - geralmente com ele eu grito um breve "nháh!", mas como sabia que tinha gente lá, dei boa tarde - rs. Quando sentei na minha cadeira, as pessoas começaram a surgir cantando os parabéns. Senti que fiquei meio sem graça, mas, pô, era o meu aniversário. Eu não queria registrar aquilo apenas na minha memória, então, saquei o celular pra fora do bolso, dei o REC (que expressão de tio, né?! - rs) e registrei o momento. Eu fiquei muito feliz com os abraços que recebi após ter desligado a câmera.

À tarde continuou sendo normal de rotina de trabalho. Nesse dia, não quis ir com roupa de trabalho, então coloquei uma roupa que me deixasse confortável e que demonstrasse realmente quem eu sou, a minha essência, que acho que muitos ainda não conseguiram me ver fora do trabalho. Pra que não ficasse confuso com os alunos, usei o crachá, como tenho feito, pois, como estou há apenas 3 meses trabalhando, ainda não tenho uniforme.

No começo da noite, para a acolhida dos alunos, um grupo de pagode (ainda se chama assim, "grupo"!?) foi contratado. Enquanto eles ficam no centro, ao redor os alunos transitavam e se deliciavam com um espetinho de frutas sendo banhado em uma cascata de chocolate. Não comi muito, mas estava delicioso.

Ainda ali, organizando tudo e atento quando precisassem de mim, o cantor do pagode começou a falar que hoje era um dia especial, que uma pessoa muito importante estava aniversariando e... eu fiquei morto de vergonha. Quando dei por mim, me chamaram para o centro e começaram a cantar os parabéns em ritmo de pagode. Por fora eu morria de vergonha, mas por dentro eu me sentia feliz. Há muitos anos que um grande número de pessoas se viravam pra me parabenizar.

Fui liberado mais cedo e vim pra casa aproveitar o resto do dia que me faltava.

Foi um dia rápido, mas foi incrível viver isso tudo aqui. Ganhei, inclusive, coisinhas de casa que me deixaram mais feliz ainda. Não tenho realmente palavras pra agradecer a Deus por essa minha nova fase e por estar dando tudo certo.

Vou encerrar esse post com a mensagem que mais me deixou feliz, quando já havia passado de meia-noite, começando o meu dia.

Morro de saudades do meu Doo. 🥹💙🩶

terça-feira, 7 de julho de 2026

PRIMEIRO SALÁRIO, PRIMEIRAS ESCOLHAS

Hoje recebi o primeiro salário completo do trabalho novo - já que havia recebido apenas os dias trabalhados - e o pensamento que me veio foi: será que vou ficar com alguma coisa até o próximo pagamento? 🤔

Sou uma pessoa ansiosa e preciso filtrar o que preciso mais do que nunca. A prioridade é a comida, claro, já que comer todos os dias fora se torna bem mais caro. No domingo, B. me doou algumas coisas da casa dele: três pedaços de bolo de laranja, dois pães massa fina, duas cenouras, o restinho da panqueca de frango que ele fez no almoço, um pacote de biscoito salgado sabor presunto, uma cabeçona de alho e a metade de um saco de arroz parboilizado - que há muito tempo eu não comia. E isso me salvou até hoje, terça-feira.

Na manhã de segunda, o meu café da manhã foram esses dois pedaços de bolo com um suquinho de maracujá de pacote. No almoço, refoguei o alho e a cebola e fiz um arroz que, modéstia à parte, por mais simples que seja, ficou delicioso, acompanhado da metade das panquecas de frango. Na janta, assei os dois pães com manteiga e voltei a tomar o suquinho de maracujá. E, claro, agradecendo sempre a Deus pela comida. 🙏🏻

Hoje pela manhã não tomei café em casa porque acabei me atrasando um pouco. Se eu fizesse algo para comer, chegaria um pouco mais atrasado, então preferi não fazer. Cheguei ao trabalho exatamente às 7h59, mesmo passando antes em um comércio próximo de esquina e comprando três "pães tripas" (achei engraçado esse "tripa" - rs) e um chocolate de caixinha.

Inclusive, por falar no pão, vi uma situação que me deixou com ódio e, ao mesmo tempo, nojo. No comércio, os pães ficam na bancada cobertos por um papel e alguns sacos e, quando pedimos, o senhor coloca a mão dentro de uma sacola, pergunta qual eu prefiro e depois coloca os pães em outra sacola. Qualquer pão ali, para mim, era pão, então respondi que tanto fazia, e ele pegou três que estavam grudadinhos. Ok, sem problema.

Enquanto coloquei o celular para fora para efetuar o pagamento, uma senhora começou a escolher com as mãos o melhor pão para ela levar. Escolheu com as mãos, sem proteção!!! Tipo, pegando, colocando para o lado, pegando um de baixo, olhando, colocando de volta... Mermão, pra quê isso? 😠 O olho existe pra quê? Vi que o senhor comerciante ficou constrangido, mas fingi que não vi nada, paguei e saí. Como pode, hein!?

No almoço de hoje, vim correndo para casa e, como não teria apenas uma hora para retornar, fiquei mais tranquilo para elaborar a comida. Cortei uma cenoura em rodelas e depois cortei as rodelas ao meio; refoguei, na margarina, o alho e a cebola; depois joguei a cenoura e, por último, o arroz. Quando o arroz estava quase enxuto, coloquei o resto das panquecas em cima dele para esquentar e aguardei. Eu não costumo gostar tanto da minha comida, mas, mais uma vez, ficou divina! Não aguentei, comi tu-do! (Amanhã vou descontar correndo e caminhando, prometo.) A janta ficou por conta de dois pães, com um ovo dividido entre eles, e água mesmo. E assim vou levando. São exatamente 22h e o pão não deu jeito, estou com fome e querendo cair na tentação de descer e comer um pastel aqui próximo... 😬 Não vou! Não posso!

Essa semana preciso fazer as compras. Já fiz uma lista do que preciso comprar para comer e, confesso, não vejo a hora de encher a minha geladeira, que no momento só tem margarina e dois litros de água. KKKKKK Vai dar certo. Vou ter que agradar o B. vir essa semana porque ele tem carro, então evita que eu traga vária sacolas nos braços e ande 1km com elas. Não posso perder meus braços, né. Futuramente vou comprar aquelas sacolas de mercado, acabei de ter essa ideia. Mais velho, um carinho da feira... KKKKKK Vem aí.

Amanhã não sei o que vou comer ainda, mas sempre falo para o B. que Deus ajuda. Ele nunca deixou de me ajudar. Só quero sobreviver aqui.

#oremos

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CALMA, ANDERSON

Depois que vim pra cá parece que não existe mais tempo pra mim - e isso nem é uma reclamação. Ainda é cedo, eu sei, mas sinto um sentimento de culpa por não aproveitar quando estou sozinho e de folga. Não sei se isso é porque ainda estou na casa dos meninos...

A minha rotina até então neste mês foi: acordar quase 9h, tomar café, assistir à novela do dia anterior e depois a alguns programas da grade da DiaTV, almoçar, tomar banho, trabalhar até às 22h, tomar banho novamente, deitar e dormir quase 1h da manhã. E depois começar tudo de novo. É um ciclo! (ou um círculo?) EU NÃO QUERO ISSO!!! 😵

Mas por que eu me sinto culpado? Talvez por simplesmente não estar vivendo comigo mesmo. No final de semana, por exemplo, eu só quero curtir a preguiça, isso quando não tenho coisas do trabalho. O que eu queria era caminhar, correr, ver e sentir as belezas dessa cidade e ter novas experiências. Sei que sinto essa culpa, mas ao mesmo tempo me conforto que estou começando agora, que tudo está sendo do zero, que preciso comprar/conquistar várias coisas ainda, mas, pô, preciso fazer algo que seja de zero centavos também.

Sei que estou criando alguns amigos, mesmo sendo do trabalho, mas cada um tem a sua vida, né? Não posso sugerir coisas sendo que tudo aqui é dinheiro e, a princípio, preciso economizar o máximo que eu puder. Sem falar que preciso me deslocar e, por enquanto, tudo aqui é moto-táxi. Até que teve vários dias que consegui pegar moto no 99 por, acreditem, R$ 0,12. Foram as viagens mais felizes da minha vida - rs. 😎

Ontem, antes de dormir, me bateu uma bad louca, uma vontade de acelerar o tempo e conquistar logo tudo de que eu preciso, mas o tempo não é meu, é dEle.

Que angústia!!! 😕

Eu vivo criando metas e sei que cumpro elas, mas ultimamente nem isso posso fazer porque tudo é dinheiro por aqui. Não que eu esteja sem dinheiro, mas fico naquele medo de chegar ao ponto de não ter mais nenhum centavo.

Calma, Anderson, respira... Vai dar tudo certo.

E vamos aguardar!

Obs.: No último post eu disse que possivelmente neste eu contaria uma novidade, mas por enquanto ainda não consigo, pois ela está em processo.

Valeu por estar aqui!

Até! 😉

quarta-feira, 3 de junho de 2026

AINDA APRENDENDO A ESTAR AQUI

Estou há quase um mês aqui na serra e a ficha ainda não caiu por completo. 🥲

Eu nem acredito que deixei tudo para trás para viver o novo - se bem que eu nem tinha tanta coisa assim KKKK. O mais importante para mim era o Du (meu sobrinho Eduardo), mas, mesmo depois de muito choro naquela segunda-feira que conversei com ele sobre minha vinda pra cá, acho que ele entendeu. E agora entendo como é se fazer presente quando não se está: dando presente. O que eu sempre julguei, hoje faço. Na semana passada, comprei o álbum da Copa pra ele e alguns pacotes de figurinhas, mesmo ele já tendo várias antes de o álbum chegar para vender em nossa cidade. Inclusive, ele participou de um evento de troca de figurinhas na praça da cidade no final de semana. Pedi que meu irmão fosse com ele, já que ele ainda é uma criança. Agora me bateu uma dúvida: ter 9 anos nos dias de hoje ainda é ser criança? 🤔

meu irmão, Dayson, e Du

Eduardo infelizmente não gosta de atender ligação e, pior ainda, ligação de vídeo. Eu não consigo entender uma criança que adora se gravar - sempre contra a minha vontade -, mas não gosta de atender ligação e raramente manda áudio. O meu maior medo, além de não vê-lo crescendo, é que ele me esqueça. 🥺 Tenho a plena convicção de que o tempo passa e que vou ter que me adaptar a isso, mas ele me esquecer, esquecer de tudo o que ensinei de bom a ele, ah, isso não. Outro medo que tenho é dele não querer me abraçar mais, não ser mais aquele abraço diário... Não gosto nem de pensar nisso.

Não sei quando vou visitá-lo. 😞 A minha vida está sendo resumida em falta de tempo e conquistas. Praticamente todos os dias conquisto algo novo, ao mesmo tempo em que tenho gastos que não poderia ter. Qualquer passo fora de casa é um gasto, literalmente. O que me conforta é que as pessoas são legais, estão me ajudando e me indicando coisas, lugares e o que comprar, isso tem me poupado tempo e dinheiro. Não posso deixar jamais de agradecer ao Pedro e ao Dalton por me acolherem sempre bem, por estarem comigo nessa e por me apoiarem sempre. Além deles, o B. tem me dado muito apoio também. Eduardo pode me esperar mais um pouco porque eu sei que a recompensa da minha distância dele será grande. Quando eu estiver bem aqui, vou trazê-lo para me visitar, conhecer as "montanhas" que sempre falei pra ele, sentir o frio e outras coisas que jamais vai esquecer. Deus continue me abençoando pra que tudo isso possa acontecer o mais breve possível. 🙏🏻

A minha vida continua sendo planejada, continuo com os pés no chão, mas também preciso trabalhar para viver, não viver para trabalhar. Estar aqui na serra é um passo muito grande pra mim. Não estou sentindo tanta tristeza e saudade assim porque já fui acostumado a vir por aqui várias vezes ao ano. Se me soltarem no centro da cidade, inclusive, acredito que desenrolo, ainda que com o mapa, né? - rs.

Na próxima semana já faz um mês, então, até aqui, Deus esteve comigo. 🥲 Não sei como as pessoas estão me vendo no trabalho, mas penso que estão me vendo de forma boa. Aqui e acolá recebo alguns elogios simples, mas que já fazem eu me sentir bem. Espero continuar sempre assim.

Se eu lembrar, no próximo post conto uma novidade. Vou só esperar concluir pra eu já contar aqui. Não que a minha intenção seja criar expectativa, mas... Aguarde!

Até o próximo! 😁

domingo, 17 de maio de 2026

RECOMEÇOS TAMBÉM DÃO MEDO

Mais uma vez começando um post suspirando. Dessa vez, o suspiro é de "será que vou dar conta de concluir esse post ainda hoje?". Contrário do post anterior, com várias pausas, este quero dar o resumo do resumo do resumo... Até porque, não sei se já comentei aqui, mas criei um blog anônimo pra chamar de meu. Chega de me sentir vigiado! Agora, por lá, escrevo sem papas na língua e tendo um registro ainda mais pessoal, mais detalhado, sem pudor (mais ou menos) e com o meu sentimento mais que profundo. Espero seguir lá e, claro, aqui. Não esqueci que prometi a mim mesmo que, neste ano, preciso fazer pelo menos um post por mês. Isso não para os outros, mas para mim mesmo no futuro. Adoro ler e ter vergonha de mim mesmo no passado, me dá uma sensação boa.

Mas, sem mais delongas, vamos lá! 😉

Então, sem muitos detalhes, na primeira semana de férias, consegui um emprego aqui na serra, em Tianguá - CE. Obviamente, me conhecendo, pra que isso acontecesse tive todo um preparo e planejamento, incluindo o psicológico. Voltei à terapia, dessa vez com uma nova profissional, pra eu me entender e, principalmente, me encorajar. E deu certo. Aliás, está dando certo. Concluí as férias e vim pra cá de vez. Foi tudo muito rápido, mas eu não podia perder essa oportunidade, oportunidade que há meses venho pedindo a Deus. Confesso que, semanas antes, após a primeira entrevista, me deu muita ansiedade. Não consegui dormir direito, mas depois eu meio que taquei um f*da-se. O que fosse pra ser, seria. E assim foi. Estava com medo, mas fui com medo mesmo.

Concluí a primeira semana na sexta. Aliás, posso dizer que hoje, domingo, mesmo sendo início de semana na teoria - afinal, no calendário, o domingo vem antes da segunda-feira. No trabalho novo, conheci algumas pessoas, organizei coisas de meses e até participei da primeira reunião mensal. Eu estava ali, do lado, literalmente, do diretor. Ele iniciou a reunião me apresentando um pouco aos colaboradores e depois preferiu que eu mesmo falasse de mim. Com duas canetas nas mãos, um caderno meio agenda que ganhei, comecei a falar de mim. Por um instante, nem percebi que era eu mesmo falando pra mais de vinte pessoas que estavam com os olhos e ouvidos voltados pra mim. Meu coração não acelerou, não tremi... Tudo foi natural. Fiquei tão à vontade que cheguei até a fazer uma piada sobre a cidade, em que todos riram. Foi muito gostoso ouvir "seja bem-vindo".

Instants

Os últimos dias da semana foram bem mais intensos, mas acredito que dei conta, mesmo pegando o bonde andando. Ao que dependeu de mim, não deixei nada acumulado. Amanhã tenho algumas coisas pra fazer, mas que bom que tem. Não gosto de ficar à toa e me sentir inútil.

Hoje, trabalhei às 5h30. Como não se trabalha aos sábados, quando necessário, temos que cumprir essas quatro horas que ficam no "banco de horas". Tranquilo! Gosto de me sentir na escala 5x2, já que a minha vida toda sempre foi 6x1 ou mais. KKKry

Pela manhã, clareando, fui um dos primeiros a chegar e já fui ajudando a organizar uma ação em uma praça daqui. Hoje pela manhã teve uma corrida, então foi uma ótima oportunidade pra se divulgar e conseguir leads. É divertido estar com eles, eles são eles e ponto final. Todos têm o seu jeito diferente, mas juntos conseguem se entender. No final, tudo deu certo, o diretor, individualmente, agradeceu a todos por terem feito aquela ação. Esse agradecimento vindo dele é muito importante, gostei de ver. 💛

Estou agora descansando um pouco. Por enquanto, ficarei aqui na casa dos meninos, mas, assim que eu estiver bem, vou procurar o meu rumo e me virar sozinho. Às vezes fico muito dependente, e isso me causa muita vergonha - por exemplo, foram eles que me deixaram na praça às 5h30 porque não consegui uber, nem mototáxi -, mas eu sei que um dia vou compensá-los por todo esse acolhimento. Eles são realmente meus amigos verdadeiros. Eles me apoiam desde quando comentei com eles sobre essa minha decisão de vir pra cá, trabalhar...

Vou dar o melhor de mim durante todo esse tempo. E eu vou conseguir o que eu realmente quero. O principal é ser feliz, claro, mas eu tenho umas conquistas (que posso chamar de sonhos) no off também.

Valeu por ler até aqui! 😗

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

NÓS TÁ VIVENDO

A minha intenção agora é vir aqui pelo menos uma vez por mês, pra ter pelo menos 12 posts por ano. Será que eu vou conseguir? 🤔

Já estamos um pouquinho mais da metade do mês, o Carnaval acabou, as pessoas já estão começando a voltar a trabalhar… Mas eu ainda estou vivendo os resquícios disso. 😁 Falo isso porque estou de home office enquanto espero concluir essa semana. Penso que voltar ao presencial por dois dias (quinta e sexta) é meio triste, não compensa, ainda mais na minha realidade. Então, mesmo sem falar pra minha chefe, estou aqui trabalhando de longe normalmente. 🤫

Juro que nem vi, literalmente, o Carnaval passar. Aqui no CE, fiquei em casa curtindo frio, TV e livro, e não consegui ouvir nenhum “bate lata” por aí. Falando em livro, por incrível que pareça, consegui concluir Uma Família Feliz, de Raphael Montes. Por mais que eu tenha demorado meses pra concluir, conclui pra, finalmente, assistir ao filme. O final do livro me deixou surpreso (como sempre!) e p*to. Já o final do filme não me deixou tão surpreso, mas a cena pós créditos me deixou MUITO MAIS p*to. Como pode um autor ser tão bom assim, hein? Acho que um dia vou fazer um post só pra falar do Raphinha Montes. 🩷

Mas continuando… Pra não dizer que não vi nada desse Carnaval, acompanhei algumas coisas pelo Instagram, mas sei que isso não conta. Até fui caminhar em direção ao Parque Nacional de Ubajara na segunda, mas não tinha ninguém festejando por lá. As pessoas estavam preocupadas em viver o frio e aproveitar aquele momento em família em plena segunda-feira; muitos pais com seus filhos pequenos, idosos e pessoas esperando ansiosamente pra descer no bondinho e depois conhecer a gruta.

Na quarta, ontem, tive que voltar ao batente. Confesso que, um dia antes, fui verificar o celular do meu trabalho pra já me preparar para as demandas que estavam por vir. Não eram muitas, mas eram demandas. Eu até tento me desligar totalmente do trabalho nessas folgas, poderia muito bem conectar o celular somente às 14h da quarta, mas a ansiedade nunca deixa... Inclusive, por não misturar as coisas, recebi uma mensagem no meu telefone pessoal de um aluno que sequer me cumprimentou e já foi perguntando sobre uma demanda dele, sendo que, antes de sair para esse feriado, dei todas as orientações. No final, tive que deixá-lo sem resposta até ele entrar em contato pelo telefone do trabalho. Por mais que eu não estivesse na folia, pô, consciência, né? 😑 Isso nem precisaria ser registrado aqui, mas, né… já foi.

Na quarta também fiz mais uma sessão de terapia. Nossos encontros são de meia hora, diferente da primeira vez que fiz com outro profissional, que eram 40 minutos. Sinto que é pouco tempo e ao mesmo tempo corro com algumas informações. A psicóloga é fofinha, sorridente, calma, parece ser bem mais nova que eu, usa óculos, está sempre maquiada com um batom que não chama atenção, mas que existe ali, tem o sotaque lindo da Paraíba e usa um fundo de sala fake nas nossas sessões. Espero conseguir me dar bem com ela a ponto de perceber melhorias em mim. Com ela, uso uma abordagem diferente do profissional anterior: TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental, que, numa pesquisa rápida no Google, “é uma abordagem psicológica estruturada, ativa e de curto prazo, baseada na relação entre pensamentos, emoções e comportamento”. Acho que dessa vez tem tudo a ver. 😎

Desde que Pedralton viajaram, na terça, fiquei na missão de cuidar dos cachorros deles, Luz e Valente, dois huskies. Eles já estão um pouco grandinhos e, no começo, me deram mais trabalho do que agora. Fiquei responsável por alimentá-los com ração e água nos devidos horários — até fiz uma mini planilha pra controlar e não esquecer, como mostro na imagem abaixo —, limpar cocô e xixi e cuidar do cantinho deles, principalmente quando começasse a chover.

O espaço aqui é bem pequeno pra eles, na minha opinião, e isso me dá meio que pena de deixá-los lá, ao mesmo tempo que fico doido quando os tiro de lá. Eles são rápidos, pulam, cheiram, brincam ou brigam (nunca sei diferenciar) e são as coisas mais lindas, por mais que eu ainda prefira gato. O meu juízo ainda não está preparado pra ter um cachorro em cima de mim com toda a energia do mundo que eu já não tenho mais. Gato, como a Kitty, só está comigo por companhia, pra dormir do meu lado e até pedir comida. Não me dá um pingo de trabalho e eu amo mesmo assim… Quando estou viajando, como agora, fico acompanhando pela câmera do trabalho e morro de saudade. 🐈‍⬛🖤

Mais tarde volto pra Ubajara e aproveitei essa pausa no trabalho pra atualizar aqui.

Caso eu não consiga voltar a publicar ainda esse mês, pelo menos este post já está garantido.

Nós tá vivendo! KKKK 

😗

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

SOMBRA, SHADOW, KITTY, KIKI, KI

Não sei se cheguei a comentar aqui que tenho uma gata, mas acho que não...

Então, no dia 11 de julho, chegou no meu trabalho a Kitty (chamado como no inglês mesmo: "Kirie"). Ela veio na intenção de espantar um rato que comia de tudo, inclusive plásticos. Ela chegou tão pequenininha, totalmente preta e feinha, confesso. Augusto, esposo da Jayanne e amigo da Jessica, foi quem trouxe ela, do nada, dentro de uma caixa de sapato e com ração em uma vasilha simples de margarina. Kitty, que ainda nem tinha nome, estava totalmente assustada. Ela se escondia em todo lugar e miava como se não houvesse amanhã, ficava totalmente desconfiada de tudo e de todos. E foi nessa que acho que ela me escolheu. 💖

Com o passar dos dias, fomos alimentando ela, dando carinho e um amor que nunca imaginei que fosse dar pra um animal. Ela conseguia me escalar com as garras pequenas, finas e afiadas. Em poucos minutos ela já estava no meu ombro como se fosse um papagaio de pirata - rs.

Por sempre nos seguir, acho que demonstrando estar segura do nosso lado, sobretudo do meu lado, decidimos que o nome dela seria Sombra, fugindo totalmente de "Salém", que geralmente é o nome clichê dado a gatos pretos. Mas Sombra soava tão estranho, tão obscuro, tão obsessor... Aí tive a ideia de chamar ela de Shadow (que é sombra em inglês)... Deixava o nome mais feminino, mas, mesmo sentindo que o nome combinava com a personalidade dela - que ainda nem tinha, mas eu já julgava como debochada e bem-humorada - achava que não combinava tanto. E foi aí que, na brincadeira, comecei a chamar ela de Kitty, Kiki e Ki. HAHAHA Juro que chamava porque os americanos usam o "kitty" como se fosse o "chane" aqui no Brasil - rs. Eu chamava assim com molecagem mesmo, mas nunca imaginei que fosse pegar. E pegou. 😁

Como ela veio pro nosso trabalho, comecei a impor regras pra ela: não podiam dar comida que não fosse ração, por exemplo. Uma coisa que me deixa totalmente desconfortável é eu estar comendo e um animal espiando, miando ou latindo pedindo. Pode ser que seja chatice minha, mas como ela se tornou a minha gata, quis que isso não acontecesse. E aconteceu. Lógico que o barulho de uma embalagem ou o chiado de uma sacola chama a atenção dela, mas não deixo chegar ao ponto de ela ficar do meu lado enquanto faço alguma refeição.

Nas minhas viagens acima de dois dias, Abimael tem me ajudado. No feriado do aniversário da cidade, ele veio todos os dias ver ela, deixar água e comida. Além de deixar pra ela, ele ainda deixava pra outros gatos que aparecem por aqui ~ mas não acho isso certo, não, hein. 🤔

Com o tempo percebi que a Kitty já estava apegada a mim. Quando eu abria o portão do trabalho, ela já vinha correndo. Quando eu chamava pelo seu nome, ela meio que me respondia apenas com um miado. É incrível isso! 🥰 Ou é normal e eu não sei.

Nos finais de semana que não estou trabalhando, deixo bastante água e ração pra ela. Ainda assim, fico monitorando pelas câmeras como ela está ou se alguém acabou de comer tudo — falo "alguém" porque têm uns gatos que vêm aqui de vez em quando comer da comida dela. Já aconteceu algumas vezes de eu vir no sol quente de casa pra poder arrumar as coisas dela. Inclusive, da última vez que vim aqui, num sábado, o Eduardo veio comigo. Ele conheceu ela aqui, foi muito carinhoso com ela e acho que ela também gostou dele.

Como esses gatos sempre apareciam por aqui na nossa ausência atrás de comida, fiquei imaginando que eles pudessem querer outro tipo de comida, se é que vocês me entendem... HAHAHAHA. Foi aí que pensei que ela teria que ser castrada, pois eu não ia dar conta de vários filhotes dela. Se no final de semana eu fico preocupado apenas com ela a ponto de vir aqui no trabalho podendo estar no meu descanso, imagine com cinco ou seis gatos por aqui... Eu ficaria louco!!! Então fiquei pensando que poderia juntar dinheiro pra castrar ela. Só que isso ia demorar muuuuuuito, porque eu tenho prioridades na minha vida também. #pobre

Um dia, no Instagram, Wanderson Rebelo me deu uma ideia simples, mas que fez meu LED acender: "Faz uma rifa!" 💡 Por que eu não tinha pensado nisso antes? Foi a partir daí que comecei a me organizar. Bolei na minha cabeça como seriam os posts, qual pegada seria levada, quando seria o sorteio da rifa, quanto teria que ser o prêmio... E tudo foi dando certo na minha cabeça até que tive que colocar pra fora. Montei tudo e, em poucos dias, vendi quase 500 pontos a R$ 2,50. No final, consegui pagar o prêmio do ganhador, que era um PIX de R$ 100, e, como o que sobrou passou muito do valor da castração, comprei uma coleira, um saco de ração, 40 sachês e um pote de plástico pra que a ração não corra o risco de estragar dentro do saco. A previsão de chegada de tudo isso é pra daqui a duas semanas.

Ontem, enfim, após várias semanas agendando, foi feita a castração da bichinha. 🙌🏻

Além do valor da castração, tive que comprar remédios, pomada, soro, algodão, dipirona... e o bendito cone que evita que ela possa lamber o ferimento. Tudo do dinheiro da rifa dela! Imaginei que ela fosse me dar trabalho com esse cone, mas até que está sendo de boa. Óbvio que vejo na cara dela que ela não gosta de estar usando aquilo, mas é necessário.

Ontem ela estava totalmente grogue, com a pupila dilatada... Eu juro que chorei quando trouxe ela de volta, eu me emocionei, senti pena. Ela tava molinha, molinha... Dá uma peninha demais. Hoje percebi que ela está mais de boa. Ah, um detalhe: tive que me mudar pro trabalho. Não ia conseguir deixar ela sozinha aqui, o pior poderia acontecer.

Ontem, no primeiro dia, à noite, já passei uns perrengues com ela. Pedi ajuda do Abimael, mas ele meio que não soube me ajudar como eu queria. Tentamos limpar a feridinha dela com soro e algodão, quase não deu. Temos que dar três gotas de dipirona pra ela, mas ela ficou babando muito a ponto de espumar pela boca, o que me deixou aflito demais por dentro. Inclusive, informei isso pro veterinário e ele disse que é normal. Eu já ia suspender mesmo que ele dissesse pra continuar dando, mas como ele disse que já passou de 24h, então poderia suspender.

Na hora de dormir, achei que fosse ficar a madrugada toda acordado, mas não. Acho que ela me acordou apenas umas três ou quatro vezes com o barulho do cone roçando na parede. Ela ficou a maior parte do tempo como agora: deitada do meu lado e quietinha, sem se mexer. Vez ou outra eu ia lá, mesmo na meia-luz, ver se ela respirava. Quando não conseguia ver por conta do escuro, fazia um carinho nela até ela se mexer.

Hoje ela me acordou antes das 7h. Fiquei brincando com ela, levei ela pra passear aqui por fora da casa, dei comida pra ela e assim ela seguiu. Ainda pela manhã, Jessica me ajudou a fazer a limpeza e colocar a pomada, e ela ficou comportada. Ela deu uns miados, mas nada comparado aos miados que ela dava ontem quando eu tentava abrir as pernas dela pra ver os pontos. Nunca tinha visto ela tão feroz.

Estou no segundo dia dos quinze morando no trabalho. É bom o silêncio e o vento daqui à noite. Eu adoro casas que são no alto, são mais frias, mais tranquilas... Adoro o barulho das folhas secas no chão sendo arrastadas pelo vento, ao mesmo tempo que me assusta. Mas são escolhas, né. Torço pra que ela fique bem logo. 🐈‍⬛

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

DO NADA

Hoje estou de home office. 👨🏻‍💻

Daqui a alguns minutos começa o meu expediente aqui em casa, no meu quarto, na minha cama e na minha preguiça. Ainda não peguei o celular do trabalho, mas já sei que haverá algumas mensagens por lá.

Mas por que, do nada, vim pra cá? Sei lá, eu só senti vontade, como em todas as outras vezes.

Os últimos finais de semana fiquei bastante ocupado. Na verdade, os meus domingos foram quase todos ocupados e certamente não foram à toa. Vou ganhar um dinheirinho com isso, e dinheirinho no final do ano é sempre bem-vindo, ainda mais em uma situação muito chata que estou vivendo nos últimos meses no trabalho. A falta de organização e planejamento causa isso e não sei ainda como os meus olhos não ficaram atrás de tanto que os reviro. Enfim, deixa quieto. 😓

Espero não ter dívidas agora no final do ano, mas é tão difícil não ter. Já comprei coisas pra Kitty, a gata, mas ainda bem que foi com o dinheiro que a rifa dela deu. Graças a Deus e à maioria dos meus amigos virtuais, consegui arrecadar mais de mil reais. Ou seja, mais de cinco vezes o valor da castração dela. Claro, esse valor é totalmente dela, está em uma conta separada e, como foi muito, já reverti em coisas pra ela e estou aguardando chegar: um saco de ração, sachês, coleirinha... O restante estou deixando render pra caso ela precise de alguma emergência ou cuidado. Inclusive, a castração dela, que foi o propósito da rifa, está agendada pra essa quarta-feira (26) e espero que dê tudo certo. Vou ter que mudar toda a minha rotina após esse dia, mas Deus vai me manter organizado pra isso.

No feriado passei por um perrengue que registrei em um dos outros blogs. Como sou muito visto aqui e muitas pessoas têm acesso, preferi ser anônimo mais uma vez. Criei um blog inspirado em um que o ChatGPT me indicou um dia desses. Lá eu conto mesmo minhas coisas e tudo bem... Quer dizer, nem tudo bem. Como sinto que não tenho mais ninguém pra desabafar, lá consigo descarregar as minhas emoções, frustrações e o que eu quiser dizer sem ser por aqui. E tem me feito muito bem, tanto que a minha frequência por lá é bem maior. 😁

No mais, quem estiver preocupado comigo, estou bem, mas ainda assim sei que no futuro não estarei, por isso estou tentando me organizar pra retomar à terapia. Vou precisar muito desse suporte pra enfrentar o que estará por vir. São Carlo é mais e Deus mais ainda. Vai dar certo! 🤞🏻

quarta-feira, 26 de março de 2025

SINAL DE VIDA

Eita que já estamos caminhando pro quarto mês do ano e não dei as caras por aqui. Não é falta de tempo nem algo que possa me impedir, é preguiça mesmo - rs. 😁

Ainda continuo sem achar a minha vida interessante, mas, né, não posso mais pensar assim. Até agora, somente coisas boas e que eu posso ser grato, por que não!? 🙃 Já que não vim com algo pronto pra cá, posso até listar as coisas boas que já me aconteceram esse ano. Vamos lá!

Primeiramente, estou bem e com saúde. Vez ou outra eu fico inseguro com algumas coisas, umas dores aqui, outras acolá, uns dentes pra arrancar, outras coisas pra tratar... Coisas de quem tem mais de 30, e que começam a alertar. Me sinto ainda medroso, mas quando eu coloco pra fazer algo, eu sei que faço - só espero não ter que tratar de algo quando for tarde demais.

Quando eu falo que estou bem me refiro mais ainda a minha saúde mental. Pude perceber que depois que fiz uns meses de terapia revi algumas coisas e mudei. E essa mudança não foi só percebida por mim não, hein, meus amigos perceberam e isso me deixou feliz. Posso dizer que estou um pouco mais paciente, mais bem humorado e deixando as coisas acontecerem como elas têm que acontecer. Se algo foge do que eu planejei, paciência. Não fico mais chateado. Tenho aceitado mais convites, desafios e me aberto mais ao mundo. Não sinto mais tanta vergonha de abordar as pessoas, de chegar rindo e fazer algo pela primeira vez. Obviamente que ainda tenho minhas travas e medos, mas faz parte, as poucos estou chegando lá. Estou mais consciente do que quero pra mim e pro outro também.

Por mais que eu tenha percebido algumas mudanças, eu não consigo abrir mão de ficar sozinho, literalmente. Eu gosto de um momento só meu com minhas séries, novelas e músicas, mas tenho percebido que da última vez que fiz isso tive que lidar com os meus d*mônios. Assim como me sinto bem com a minha solitude, sinto que às vezes ela se torna solidão. E quando eu percebo a solidão se sobressaindo, fico com muito medo e tento dar o drible. 

Em relação ao trabalho, enfim trocamos de prédio. 🙌🏻 Por mais que o anterior seja a 3 minutos a pé de casa, o ambiente me deixava estressado, ofegante e com muito mais medo. Eu me sentia dentro de uma caixa. Não podia ver o céu, sentir o vento e nem me esconder de forma confortável. Lá eu não conseguia fugir nos dias que eu realmente queria ficar só. Agora estamos em uma casa, grande, ventilada, num morro... O ambiente de casa sempre me deixa ficar mais à vontade. Eu realmente tenho me sentido em casa, novamente, literalmente. Lá me sinto à vontade pra tirar o tênis quando ele aperta, abrir a janela pra deixar o vento antes da chuva entrar, transitar no quintal, ver as nuvens, armar uma rede, preparar o almoço em dias que não quero voltar pra casa e até lavar as minhas roupas... Antes que me chamem de folgado, a maioria das coisas faço fora do horário de expediente, tá? Inclusive, lembrei aqui, na noite do dia do último capítulo de Beleza Fatal (21), resolvemos assistir por lá. Preparei as poltronas, colocamos o projetor, compramos um cento de salgadinhos, refri, e fizemos esse cineminha lá... Apesar do final da novela ter sido decepcionante, foi divertido ter a companhia da Jessica, Luciano e Reinaldo. ~ mas isso ninguém precisa saber.  🤫

Já sobre o meu coração, ele está bem... 🫣 Queria poder registrar muito aqui, mas só posso dizer isso. O que tiver de ser, será! Estamos caminhando pra isso com paciência, conversa... Enfim, parei. 🤐

Sim, esse ano pretendo ir em mais um show do Junior. Eu amei a experiência do de São Paulo em todos os aspectos (em viajar sozinho, me hospedar sozinho, ir pra fila sozinho, ficar na grade sozinho...), mas, dessa vez, quero algo aqui no nordeste, em Fortaleza, quem sabe. Ele, Junior, já até informou que a turnê só vai voltar no segundo semestre, então vou ter mais tempo de juntar uma graninha pra poder ir, afinal, o ingresso do show e a hospedagem de SP até hoje estão sendo pagas - rs. 💸

* * *

Vish, acabei de ver que já são quase 23h e preciso dormir. Estou tentando me acostumar com um outro "fuso horário" pra dormir às 21h ou antes das 22h pra acordar mais disposto e ter minha saúde do sono boa também. Hoje já perdi pra esse horário. 🤦🏻‍♂️

Vou indo por aqui. Até a próxima!

🩷

domingo, 22 de setembro de 2013

TCC (Tô Com Cristo)

Depois das férias que tive, já sabia e tinha avisado à todos que o tempo passaria muito mais rápido. E está passando. O último módulo que tivemos foi sobre como se fazer um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Foram 4 dias - mais do que corridos - de aula.

Na semana seguinte ao término da aula, comecei a cuidar em fazer o meu, pelo menos o básico do básico. Não queria deixar tudo pra cima da hora. Fiz todas as primeiras folhas e hoje tô continuando a introdução, que já havia pesquisado e começado semana passada. O pior é que quanto mais escrevo, parece que demora mais para pular para a próxima folha. Tô aqui no meio dessa formatação, focado aos detalhes e, claro, off no facebook. Melhor assim, falar somente com os amigos de sala, ou para pedir ajuda a alguém. Pelo menos essa rede social me ajuda com isso. Além disso, skype está com status ocupado, se alguém falar comigo, não sou obrigado a responder, já que a pessoa tem consciência que não estou ali a disposição.

No mais, apareci aqui para justificar o meu sumiço e dizer que jamais deixarei aqui de lado. Espero que depois de novembro, a devolução do TCC corrigido seja de poucos erros.

Me desejam boa sorte! /\'

#TôComCristo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

SEMANA INTENSA, MAS PRODUTIVA

Passei exatos cinco dias sem entrar na internet. A Oi Velox resolveu tirar onda com a minha cara e fez o favor de não funcionar. Foram cinco dias corridos, pendurado no telefone, falando com atendentes que por sorte foram bem atenciosos comigo.

Foi torturante os três primeiros dias, ainda mais quando eu ficava na esperança da luz DSL e INTERNET no modem ficarem acesas. Ligar e desligar, tirar cabo e colocar foi o que eu mais fiz, mas não deu certo. Acredito que quando eu fico muito com uma coisa na cabeça, com esperança, ela demora a acontecer. Em compensação, comecei a assistir a série The O.C - e isso me renderá um post em breve -, me tirando do tédio.

Fiquei alguns dias aproveitando o acesso da TIM nos celulares alheios e, por ser um pouco pão duro, embora sendo Tim Beta, dei algumas "twittadas", porém queria me testar sobre o Facebook. Passei todos esses dias sem olhar esse meu vício e me dei bem, consegui. Sei lá, tenho que me testar às vezes em se tratando de coisas pelas quais eu sou exageradamente apegado. Hoje, quando fui abri-lo, tinha mais de dez solicitações de amizades e muitas notificações. Juro, não quero mais que isso aconteça, pois achei meio bagunçado.

Sobre a minha semana, posso resumir em somente uma palavra: intensa. Eu tive que falar algumas verdades, ouvir outras, aguentar alguns blá-blá-blás e ficar p*to. Odeio quando eu fico com raiva, e odeio mais ainda saber que peguei essa fúria de uma pessoa que convivi por nove meses. Ai, às vezes eu até rezo pra que Deus me dê ajuda, mais paciência e que eu encare a vida sempre "na esportiva".

Enfim, a semana foi intensa, mas muito produtiva. Gostei mesmo de colocar a mão na massa e ver no final que o trabalho estava lindo, aliás, continua ficando. Estamos empenhados, desde o começo do mês, com uma montagem de empresa. Iremos ser avaliados por isso. Temos que montar tudo que uma empresa tem, lógico fugindo também um pouco do padrão. Já preparei os crachás, já fizemos os cartazes, bolamos a escultura humana, já temos a camisa e a roupa do mascote... falta somente os reparos finais, coisas simples, como ensaio de paródia e ensaio da apresentação mesmo.

Como sou o mascote da empresa, hoje gravei o comercial na casa do Marllon. O produtor/ator do filme Batalha dos Elementos me ajudou na filmagem e irá fazer toda a edição bolada por mim. Nós temos as mesmas ideias e, mesmo nos conhecendo há pouco tempo, vejo que poderíamos produzir um filme juntos bem legal. Foi divertido gravar lá e as crianças nos ajudaram e se comportaram muito bem. Logo após esse trabalho, como de costume, colocarei fotos do making of aqui e postarei o bendito comercial, que até o momento, pelo que Marllon me mostrou por MSN, está show.

Abaixo, um print que ele me enviou fazendo a edição:

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR

Lógico que não vou estregar a surpresa do dia, né? - rs. Por isso, assim que apresentarmos esse trabalho em sala, postarei tu-do aqui. O mais legal era ver depois de tudo filmado, ainda na câmera os vídeos. Eu ria demais com tudo aquilo e não sentia vergonha. Sim, eu não senti vergonha (mais um avanço!). Talvez por ter só uma pessoa do meu grupo.

No mais, espero logo que chegue quarta-feira para essa apresentação. Estou super ansioso.

Até o próximo post. ;-)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MEU DIA DO TRABALHO

Diferente de 2010, porém nem tão bom, dessa vez o dia do trabalho divertido. Motivo: estive com as pessoas que estão fazendo parte da minha vida. Como já comentei por aqui, fui selecionado e aprovado para fazer o Curso de Eletromecânica e isso não deixa de ser um trabalho. Sempre que me perguntam sobre o que estou fazendo, digo de bate-pronto que estou trabalhando e estudando ao mesmo tempo. Eu tenho orgulho disso! Demorei, mas consegui e pretendo, lógico, conseguir mais ainda.

Ontem, acordei cedo, pois havíamos combinado de nos encontrar no Clube Nassau às 8h. Alguns estavam querendo assistir o jogo dos trabalhadores, e outros iriam jogar. A minha paciência para assistir jogos não existe, por isso fiquei sentado com alguns amigos, decidindo o que iríamos fazer dali pra frente. Eu deixei logo bem claro que não queria almoçar em casa, então, concordando com essa minha ideia, todos fizemos a "vaquinha" e decidimos o que cada um iria levar para almoçar.

Durante esse tempo, uns tinha ido para a cidade preparar algumas comidas ou atrás de outras. Fiquei sentado na sombra, sentindo o vento um pouco frio da manhã, conversando com o Luan. Aqui e acolá o Adilson aparecia, pois a atenção dele estava mais voltada ao jogo dele. E assim a manhã se passou.

Com a chegada do Reinaldo e as meninas que havíamos preparado o almoço, acendemos uma simples churrasqueira que logo após estava lotada de carne, frango e calabresa. Tudo foi bem feito, preparado e ótimo. O único desespero foi que no clube, infelizmente, não tinha refrigerante pra vender. Achamos falta de responsabilidade, já que era um dia especial e que nenhum de nós bebia cerveja. O Gabriel (da turma da manhã, irmão da Gabi), coitado, teve que ir à cidade comprar. Achei sacanagem, mas enfim tudo deu certo e matamos a nossa vontade.

Larissa, Luan, Amparo e Gabriella

Após o almoço e goladas exageradas de refrigerante, caímos na piscina novamente. Assim que chegamos lá já tínhamos dado alguns mergulhos, mas não passamos muito tempo. Dessa vez, fiquei a tarde toda lá. Deu até uma chuva rápida e forte e eu, ou melhor, nós, lá dentro. Agoniado com o calção que abria enquanto eu estava debaixo d'água, tirei e fiquei só de cueca branca, a que eu estava usando mesmo. Tudo ficou melhor: era menos um peso, embora eu parecesse estar com o peso de algodão dentro da água.

Reinaldo não me humilha.


E mais uma vez pelo esquecimento pela preguiça, não passei o protetor solar. E, como na Semana Santa, estou agora pior. As minhas costas e cara estão ardendo exageradamente. Acabei de franzir o rosto aqui e esse incomodo não é legal. Isso é só consequência, mas da próxima pode ter certeza que vou me cuidar.

Assim que cheguei ontem do Nassau, quase 18h, fui logo cuidando em comer e dormir. Durante as minhas viradas na cama, eu sentia tudo ardendo e às vezes ia até a geladeira me hidratar. O pior é que só o tempo que pode fazer tudo melhorar.

Pois foi assim, legal demais.

quinta-feira, 1 de março de 2012

SEU MADRUGA + TARDE NA AABB ϟ

Primeiramente, quero dizer que o meu sonho sempre foi se fantasiar de Doug (sim, o Funnie), mas no estilo Capitão Cordorna, que eu adoro, mas AINDA não deu.

Como comentei por aqui nos posts passado, estava ensaiando com um dos meus grupos um encenação. Não lembro se comentei se seria sobre a Turma do Chaves, mas foi.

Confesso que eu não estava nem um pouco animado, mas "fazer o quê?", pensava. Ensaiamos demais, acho que foi quase uma semana de ensaio, divertidos, por sinal. Eu até aproveitei essas oportunidades para tirar fotos e filmar. Para mim, o que vale não é dia da apresentação, mas, sim, os ensaios, pois os dias são divertidos e embora haja um pouco de impaciência da minha parte, tudo se torna gratificante quando nos demos como dever cumprido.

Foto do último ensaio. Em 27/02/2012

Hoje (ontem), então, fizemos essa apresentação para algumas pessoas que são especiais, do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da cidade. Havíamos divido os personagens, claro, e, mesmo não querendo, tive que entrar no meio também. Eu achava que só iria dirigir a peça, mas percebi que quem quer que as coisas sejam feitas bem feito, tem que fazer também. E lá foi eu ser o Seu Madruga - não sei porquê, mas toda vez que ouço "Seu Madruga", lembro do Vitor Hugo me chamando de "Madruguinha" no ensino médio.

Um pouco antes, o Durval ajudou a fazer o bigode pra depois eu tirar meus disfarce de Anderson Funnie:



Após alguns minutinhos: TÂNÂN!!!

"Quê que foi? Quê que foi? Quê que há!?"

Foi muito divertido. A caracterização de todos - o que eu não esperava - estava PERFEITA! Pensei que fosse ter vergonha de ser Seu Madruga, mas acho que já havia pedido ela há muito tempo. Sei lá, ver a cara de todos impressionados ao me ver foi super engraçado. Não direi que repetiria essa façanha, mas estou super orgulhoso por ter feito.

Turma do Chaves: Vanessa (D. Florinda), Charles (Nhonho), Amparo (Chiquinha), Maciele (Pati), Ivonete (Pópis), Jéssica (D. Clotilde), Raimundo (Chaves), Jamison (Prof. Girafales), Daniel (Quico) e eu (Seu Madruga). 

Apresentamos tudo e o que chegou em meus ouvidos sobre a apresentação foi que estava ótima. A nossa instrutora agradeceu à todos pelo trabalhou e lamentou - e eu mais ainda - sobre a mini maratona que eu tinha preparado. Tudo bem, o público mais alvo era crianças, mas ela bem que deveria ser feita para as pessoas especiais também. A instrutora, posso dizer que foi ela, quebrou minhas pernas, mas deixei pra lá, curti demais mesmo assim.

No momento da apresentação.

Enquanto os demais grupos estavam fazendo sua parte, Adilson chega pra mim e comenta sobre a liberação do clube somente para nós, aprendizes, nessa tarde. Lógico, fiquei super animado e perguntei quanto seria. Ele disse o valor e pronto, perguntamos quem iria e juntamos a grana.

Às 14h, combinei de encontrar o Luan na praça, para de lá irmos ao Clube AABB. Antes, passei num supermercado, comprei um biscoito recheado básico e coloquei dentro da minha mochila, que contia uma bermuda e uma cueca, caso eu entrasse na piscina, já tinha um reserva.

Ao chegar no clube, vi alguns "aprendizes" da turma da manhã, e eu fiquei meio envergonhado. Tentei ser normal, falar com uns, mas eles também estavam distantes. Sei, aos poucos vamos entrosando os nossos turnos, então deixei pra lá.

A piscina estava sendo limpada por alguns funcionários, e quando terminou, alguns já foram tirando a camisa e se jogando dentro da água. Eu, envergonhado pela minha magreza, esperei que uma pessoa mais magra do que eu fosse entrar, ou alguém que fosse mago mergulhasse comigo. Demorei mais ou menos uma meia hora pra lá e pra cá, rodeando a piscina, vendo o quanto ela me chamava e o quando eu queria ela. Até que não aguentei, fui ao chuveiro e depois mergulhei nela. Eu, não acostumado, mergulhei verticalmente e meus pés bateram de uma vez só no chão da piscina. Eu nunca tinha sentido essa sensação ruim, era como se todos os ossos do meu corpo estivesse se batendo, rangendo como dente, nem sei explicar direito. Fiquei ruim por alguns segundos, mas passou, graças.

Enfim, caí na piscina com tudo, foi massa!!!

Larissa Emily, Gabriela, Adilson, Maycon, Amparo, Vanessa, Kaira, Durval, Luan, Charles, Raimundo e Reynaldo ao fundo em pé. Essa "tripa" do lado direito sou eu, tentando sair na foto pulando na piscina - rs. 

Eu e meu amigo - e leitor do meu blog - Luan de Abreu.

Maycon, Gabriela e eu. Atrás, um "aprendiz" que não sei o nome, da turma da manhã. Ele queria estragar nossa foto jogando água em cima da gente, mas a foto acabou saindo antes.

Não posso deixar de comentar mais um medo que eu perdi: o de descer de tobogã. Assim que colocaram esse tobogã no clube já coloquei logo na minha cabeça que jamais teria coragem. Lembro que no começo todos comentavam o quanto era massa escorregar lá de cima, mas o meu medo persistia. Fiquei observando meus amigos descendo lá de cima. Como não tem água própria caindo lá de cima para se escorregar com mais facilidade, subiam com um balde cheio de água e lá do topo jogam no mesmo instante em que desciam. Aquilo parecia divertido, mas não queria me atrever.

Quando todos estavam alheios, resolvi subir até a primeira curva, joguei água de lá e desci com tudo. Aquilo me pareceu divertido e cada vez mais eu ia subindo e subindo. Pronto, cheguei até o topo, com medo mais cheguei. Às vezes o tobogã balançava na medida em que as pessoas iam subindo, isso me deixava ficar parado um pouquinho.

A primeira experiência sozinho, do topo, foi massa. Daqui a pouco convidei alguns amigos para descermos juntos. Já estava viciado naquilo. Levei alguns baldes com água enquanto reversávamos entre nós. Eu estava parecendo uma criancinha descendo daquilo, eu não queria mais parar.



No mais, o meu dia foi ótimo. Agradeço por aqui a todos da peça teatral da Turma do Chaves que, além fazer com que eu me transformasse em Seu Madruga, a peça ainda aconteceu. Lamento pela chatice que houve por lá também, mas não é de minha conta. Ah, mesmo assim, pode ser que eu faça um post comentando sobre isso. Namorada do Jamison não parava de ligar, e foi atrás dele lá. Que merda é essa? Nada a ver! Ela tem uma merda de um ciúme fresco demais.
Valeu!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

IGNORANTE, EU?

Desde a semana passada que essa frase torturante não sai da minha cabeça: "FUNNIE, MAS TU É IGNORANTE!!!"

Tento não me deixar levar quando dizem isso, mas será se eu sou realmente ignorante? Tudo bem, reconheço que tenho horas em que a minha cara fica franzida, que eu fico calado em certas situações, mas na minha concepção, isso é pra eu NÃO SER ignorante. Li uma frase no facebook, há alguns dias atrás, que estava sendo compartilhada, que dizia o seguinte:


Para mim, essa frase serviu perfeitamente, tão tal que compartilhei ela com um amigo que tinha falado justamente isso; ontem soube que ele excluiu, achando que aquilo fosse idiotice, mesmo sabendo de que se tratava a meu respeito.

Hoje, fiquei triste demais, ou melhor, ainda estou triste, embora não aparentando. Fui fazer trabalho do curso e em um momento todos resolveram falar o que realmente achavam de mim, e nisso gargalhavam me imitando. Sim, ouvi que sou grosso, que todos só têm que aceitar as minhas ideias... Até brinquei abrindo os braços e dizendo para atirarem pedras. Continuei sem graça, mas entendi, não falei nada e disse que tentaria mudar, mesmo tenho plena consciência que esse é o meu jeito.

Tô aqui ainda com aquele sentimento ruim, mas vai passar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

CARNAVAL

O primeiro dia já passou e eu estive no lugar onde queria estar: AQUI!

Não gosto de carnaval e esses dias eu nem estou tão animado pra sair. Pra mim que se eu sair, vou passar raiva, ou me sentir incomodado ao ver os casais se pegando, a animação e tudo mais e não fazer parte dela. Por isso, não vou aguentar também o meu jeito, o fato de eu saber que não vou estar sempre ao lado de alguém pra ficar conversando. Eu não quero pagar de chato pra quem estiver comigo, então, nem tento.

Sinto, mesmo assim, que sairei um dia, pois o Dalton está chegando na segunda e creio que ele vai querer dar uma passadinha no Corredor da Folia Alegria. Vou aproveitar esses dias folgado e vou tentar fazer os meus trabalhos do curso, ler algumas apostilhas dadas e tentar ser o melhor. Ah, lembrei que amanhã terá ensaio da nossa peça, isso me faz ficar mais empolgado.

Finalizando, espero ficar aqui até depois de 01h, pois tô querendo ver a Raquel desfilando na escola de samba Águia de Ouro pela TV.

Até

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PASSADINHA RÁPIDA...

Apareci rapidinho pra dizer que estou gostando demais do que estou fazendo nesses últimos dias.


A minha instrutora do curso passou digamos que um projeto. Vai ser algo tipo solidário para algumas pessoas especiais da cidade. Estou encontrando algumas dificuldades, mas mesmo assim não estou desistindo, afinal, no meu caso, estou em todos os grupos e isso me causa aceitação de ideias contrárias as minhas.

A sala foi dividida em três grupos: dramatização, música e brincadeira - todos envolvendo o que foi estudado, como ética, cidadania, moral...

No primeiro dia, ainda em sala, criei, junto do meu grupo, uma mini maratona, algo que não seja cansativo e que seja bastante divertido, tanto pra eles quanto pra gente. Anotei o que precisaríamos e deixei cada pessoa responsável em arranjar o seu material. Aproveitei algumas partes de uma maratona que criei nas férias para o povo do ensino médio (quem não lembra, clica aqui) e mandei ver. Concluído essa parte.

Na parte das músicas, já fui a um ensaio e já dei algumas ideias. Não sei tocar, nem cantar, mas sugeri algumas músicas. Ficou meio engraçado a disputa de quem vai cantar qual música, mas tudo bem. Ah, me surpreendi com os dedos do Durval no teclado, tão tal que ele já ganhou um apelidinho carinhoso da Fabrícia: Dudu e seus teclados - rs.

A dramatização, comecei hoje. Fui convidado ontem para fazer parte da encenação, já que eu pensava que era só pra dar aquele apoio a eles ou jogar alguma ideia. Então, ontem (no caso, antes de ontem), chegaram até mim e me convidaram para ser o Seu Madruga da Turma do Chaves, acredita? Fiquei meio assim, querendo negar o convite de primeira, mas dei um prazo, fiquei de dar a resposta no dia seguinte (hoje) então. Quando cheguei na sala, fui logo interrogado sobre e dei uma resposta meio duvidosa "pode ser!". Combinamos o ensaio pra hoje (aliás, ontem) e fui. Ao chegar na casa de uma das meninas, vi que estavam vendo o dvd do Chaves e tentando tramar alguma coisa. Logo, no dvd não constava o episódio que mais queríamos, então, foi o jeito usufruir da imaginação. Interrompidos por uma simples festinha de aniversário de um amigo da sala (o Daniel), comemos bolo simples de padaria e refrigerante. Eu, magro-mostro, comi duas fatias de bolo e uns quatro copos de refrigerante (não dispenso Guaraná Jesus, tá?) aos olhos de cada um. Conversamos, nos divertimos e começamos a fazer o roteiro da tal peça. Inclusive, ela está aqui do meu lado esquerdo, incompleto. Tento colocar minha cabeça pra funcionar, mas não consigo no momento.

Esse é Daniel, o aniversariante do dia.

O fato é que hoje eu me aproximei de pessoas que eu não tinha muita afinidade na sala. Distribui elogios que estavam entalados e tirei brincadeira como sempre tiro. Ainda tenho um certo pudor em falar algumas palavrinhas que sou acostumado a falar, mas nada como o tempo pra eles perceberem e entenderem o que eu quero dizer.

Por isso, tô feliz! Sei que tá longe ainda, mas não quero pensar no final.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

APRENDIZ ELETROMECÂNICA - TARDE

Sinceramente, já se passaram três semanas e eu já tô apegado demais com essa turma. Embora ainda não os conheça muito bem, sinto certo afeto, amizade por uns e com mais algumas semanas, por que não por outros? As tardes das sextas-feiras estão sendo dolorosas.

Está sendo incrível perceber as minhas mudanças. O quanto, devido o meu trabalho anterior, eu fiquei mais comunicativo, mais sem vergonha (no bom sentido, é claro), e mais prestativo, sem exagero. Estou convivendo com pessoas que eu só via, que eu nunca vi e que eu rotulava mentalmente e que esse mudou. Estou feliz por sorrir, por participar, por contribuir de alguma forma. Caso eu não seja chamado para ficar fixo na empresa, estaria orgulhoso e bastante conformado pela união em sala de aula, seja na aprendizagem ou nos ensinamentos.

Posso estar me antecipando demais, mas acredito que essa será A Turma da empresa.

Na foto em ordem alfabética: Adilson, Anderson (eu que tirei a foto), Antonio Renato, Daniel, Durval, Fabrícia, Francisca Jéssica, Francisco Charles, Gabriella, Jamison, Kaira, Larissa Emilly, Larissa Osório, Lizandra, Luan da Silva, Luan Vieira, Maciele, Marcelo, Maria do Amparo, Maria Ivonete,  Maria Vanessa, Maria Zenith, Maicon, Monaliza, Raimundo, Reynaldo e Wiliane. 

Somente os que estavam de camisa preta. Nesse dia, o dia estava preto literalmente - rs.
Na foto: Durval, Marcelo, Zenith, Adilson, eu e Maycon.

Momento de descontração e o que eu queria aparecer nas fotos. :-)
Na foto: Jamison, Renato, eu, Adilson, Reynaldo e Maycon.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

UM APERTO DE MÃO

Sempre quis fazer esse post, mas devido ao esquecimento ao estar em frente ao computador, adiava. Pois bem, o aperto de mão...

Quando trabalhava na Padaria, sempre tive que selar alguma coisa com um aperto de mão: uma negociação, um cumprimento não formal com meu amigo de lá, uma demonstração de afeto quando se tratava de uma menina que eu gostava... e assim vai. Eu repetia isso mais com os fornecedores, e eu gostava, pois no final de uma conversa ou despedida acaba demostrando que a pessoa gostou de você, que achou você com iniciativa, simpático, enfim, que você deu um espaço, uma liberdade de certa forma.

Um dia desses, como cliente, fui à Padaria lanchar e vi um cara conhecido que estava descarregando algumas mercadorias no depósito, o empregado de um fornecedor. Sendo assim, fui até lá e o cumprimentei. O aperto de mão dele foi tão normal que até passou despercebido, mas quando fui cumprimentar o patrão dele... AFF! Eu sempre prestei atenção nisso, mas após alguns segundos, eu esquecia - e hoje lembrei. O aperto de mão dele é fraco, forçado e mal dado. Aprendi em trabalho no ensino médio que devemos sempre dar um aperto que possa passar segurança, que seja não muito forte e nem muito fraco e desde então, não cometo esse erro. Fiquei meio que enojado (acho que posso usar essa palavra) com esse fornecedor e, pode até não ser, mas acho que esse fornecedor é falso, não gosta de mim. É aquele tipo de coisa, o olho dele mostra uma coisa, mas a mão fala outra.

Ontem, na empresa onde estou estudando, conheci um colega da classe pelo qual mesmo estando no mesmo ambiente que eu, não tínhamos nos falado ainda. No começo, fui com a cara dele, mas esperei a oportunidade para conversarmos. E eis que chegou. Nossa instrutora pediu para que fizéssemos um grupo para desenvolvermos um trabalho, mas que esse grupo não fosse do dia anterior. O propósito dela era justamente o que aconteceu comigo: se dar oportunidade para conhecer novas pessoas e evitar o comodismo, ou seja, continuar sempre nos mesmos grupos. Então, como ele estava no mesmo grupo que eu, trocamos várias informações sobre o trabalho que seria apresentando em poucos minutos. Mesmo com pouco tempo de conversa, já poderia dizer que ele já era meu amigo. Com um pouco de dificuldade, aprendi com ele e ele aprendeu comigo.

Por fim, após a apresentação do nosso grupo, o cumprimentei pelo sucesso do improviso que fizemos e o aperto de mão dele encaixou. Não sei como explicar, mas me deu segurança e confiança. Pode ser que mais na frente eu veja que estou enganado, mas esse simples gesto que foi perfeito pra mim foi importante.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ALEGRE E FELIZ

Por conta do problema de ontem, fiquei sem ânimo e quase não consegui dormir. Vi que era muita besteira pra me preocupar, mas aquilo estava me incomodando. Então, hoje, tudo foi resolvido. Só apareci aqui pra dizer isso, que estou alegre, feliz e motivado. Sou grato a todas as preocupações, embora eu tenha que enfrentar uma barra de ver outras pessoas tristes por minha causa. Não gosto de me sentir assim, de me achar egoísta, ou parecer ser e principalmente de me sentir culpado.

Obrigado, Senhor e vamos as promessas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TRISTE E CHATEADO

É tao chato a gente poder se apegar, mesmo que em poucos dias e depois largar tudo. Tô me sentindo tão mal agora por uma mudança pela qual eu não tenho culpa e que tem 99% de não se resolver, de ficar como eu não quero. Queria poder tomar essa decisão, mas o superior fala mais alto. Para uns é uma simples besteira, mas para mim significa muito. Pô, eu tenho que conseguir, é tao simples, mas ao mesmo tempo tão complicado. O que me deixa mais confortado é que há pessoas se preocupando comigo, querendo que eu fique, que esteja presente a elas. O mais chato é não poder contar com a ajuda de uma única maçã, que em uma cesta, pode estragar as demais. Procuro apoio, e tenho que encontrar. Não quero ser culpado, mas se for pra mim sentir assim para ficar de bem comigo mesmo, vai ser. É melhor não apontar, mas acho que isso vai ser preciso, mesmo que eu tenha mentido e omitido algumas coisas, fico mal por isso.

Enfim, que tudo se conserte e que seja o que Ele quiser.