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sexta-feira, 3 de março de 2017

POR QUE EU SOU/ESTOU MEDROSO?

Ontem à tarde estava digitando tudo isso ainda meio tonto:

Fui abrir a pasta de vídeos do whatsapp do meu trabalho e me deparei com a miniatura de um vídeo no qual, em primeira instancia, pude perceber um homem, aparentando ter um pouco mais de 30 anos, com as mãos amarradas para frente e dizendo algo para a câmera. Pensei uns segundos antes de abrir e acabei diminuindo o volume do celular, evitando de me impressionar com algum grito ou até mesmo para que ninguém ali pudesse escutar.

Nos dois primeiros segundos ele estava realmente falando algo que eu não pude entender, mas nem por isso quis aumentar o volume pra saber. Mesmo tenso com aquela situação mostrada, resolvi avançar um pouco mais e vi que ele já estava jogado no chão, com a cabeça ferida, o que mais parecia um tiro dado há pouco e com o braço sendo cortado com uma faca bem amolada por um outro homem.

Espantado, fechei o vídeo no mesmo momento e fiquei com os olhos fixados novamente na miniatura dele. Pensando em continuar vendo pela curiosidade que estava mesmo sabendo que aquilo poderia me afetar me dei conta que já havia me afetado.

Não sei explicar o que acontece comigo, mas um vazio toma de conta. Nessas situações a respiração parece mudar, o coração a acelerar (ou a querer parar?) e o olhar fica mais aberto, rápido e intenso. Tive que excluir o vídeo. Sim, no impasse do pensamento, resolvi clicar em excluir, mesmo pensando em me arrepender.

Isso me fez pensar no quanto antes era forte vendo isso.

Nunca me esqueço das vezes em que chegava da escola e ia direto acessar o Cabuloso. Eu chegava a almoçar abrindo as páginas com aquelas fotos e achava bem “interessante” a forma como as pessoas matavam e morriam. Eu não tinha muito “sangue no olho” pra ver vídeo, mas o resto eu aguentava.

De um tempo pra cá não sei o que aconteceu, mas não consigo mais ver sangue, ver pessoas mortas e muito menos pessoas com ferimentos. Quando vejo meu irmão no meu quarto vendo esses vídeos fico tentando desviar atenção para não ouvir os gritos ou a dor de quem está sofrendo. Incrível como agora eu que sinto a dor dessas pessoas...

"Mas, Anderson, tu gosta de serial killer, filmes de terror, de American Horror Story... E é só o que tem."

Sim, eu gosto, acho interessante, mas isso não me afeta, pois o que vejo é roteirizado ou depende da minha imaginação, o que eu posso muito bem controlar. Tudo vai da relação ao autor. Por exemplo, os livros da Ilana Casoy eu fico muito impressionado quando leio, pois sei que ela é criminóloga e manteve (e quem sabe ainda mantém) contato com alguns assassinos do Brasil; porém a série de Ryan Murphy nem tanto, já que tudo é fruto da imaginação dele. Neste caso, posso imaginar uma coisa, sendo que na realidade aconteceu de outra maneira.

Esse medo e receio surge talvez da vida. Na medida que crescemos vamos vendo, mesmo sem querer, brigas, mortes... Tirando por mim, hoje ando na rua preocupado e tentando ser atento a tudo. Já cheguei a ver briga, assalto, acidente e isso vai causando um terror psicológico. Por que não dizer que trauma? Na verdade, é a insegurança que acaba causando tudo isso.

domingo, 12 de agosto de 2012

SEÇÃO SERIAL KILLER: "VAMPIRO DE NITERÓI" #6

Marcelo Costa de Andrade, o nome dele.

Anteriormente, falei que li sobre ele na passagem do meu aniversário, ou seja, do dia 04 para o dia 05 deste mês. O começo do capítulo já é muito triste, conta logo sobre o seu primeiro crime. Fiquei com muita pena das duas crianças que ele abordou na rua prometendo dinheiro. A autora sabe narrar muito bem os acontecimentos e faz com que o leitor fique pensando: "Como será que ela sabe de tudo isso em detalhes?". É como se ela estivesse vivido tudo, sabe?
O fato (o primeiro crime) aconteceu no começo dos anos 90. Eram dois irmãos, um de 11 e outro de 6 anos que costumavam sair de casa avisando para a mãe que iriam procurar ou tentar ganhar comida de alguém, visto que eram pobres e não tinham o que comer. Nisso, encontraram com um homem apresentado como Marcelo que lhes prometeu alguns cruzados. O caminho era longo e chegaram em um lugar deserto. Ele passou a ficar com os meninos durante a noite e matou o mais novo, após abusar do mais velho. Ele bateu a cabeça do menor em uma pedra e depois começou a sufocá-lo com as mãos. Vendo que o corpo estava imóvel, minutos depois o jogou em um esgoto - no livro isso está mais detalhado.

Criança vítima de "Jack" (outro apelido dado ao assassino)

No total, fez 13 vítimas, todas crianças entre 06 e 13 anos. Segundo ele, não poderia "ficar" com mais velhas pois "não iriam para o céu" caso morressem. Para ele, isso era uma favor que ele fazia. Teve diversos apelidos e um dos - que pegou - foi o "Vampiro de Niterói". Por quê? - vocês devem está se perguntando. Vampiro porque após matar as crianças, tomava o sangue delas, achando que aquilo fosse fazer com que ficasse bonito assim como eles. Niterói porque geralmente era pelas redondezas deste lugar onde fazia os seus crimes.

A autora o entrevistou em setembro de 2003, deixando tudo detalhado no livro com todos os diálogos. Há várias páginas com esses diálogos e está sendo dividido, pois a autora adverte às pessoas impressionáveis que não leia a segunda parte da entrevista que diz respeito aos crimes, portanto, para que se leia somente os assuntos gerais. Só lendo mesmo pra saber o quão a segunda parte pode realmente chocar, pois ele fala com frieza e sinceridade tudo que cometeu, em detalhes impressionáveis. Como mesmo há no livro: "A crueza dos detalhes pode impressionar".

O "vampiro" voltando ao local onde estava um corpo

Mais tarde, em 2007, após uma humilhação que a autora passou ao querer entrevistá-lo novamente, enfim, conseguiu. Ela percebeu o comportamento e mudanças com ele durante aqueles anos todos que se passaram internado em um manicômio.

Há uma passagem no livro que narra uma fala dele que resume praticamente quem eram suas vítimas e o que faziam com elas antes de matar:

"Eram garotos bonitos, de pernas bonitas, de rosto bonito, beijava na boca deles, alisava as pernas deles, bonitas, lisinhas, as nádegas deles também bonitinhas, lisinhas e tudo, metia meu pênis dentro das nádegas deles e como eles eram garotos virgens e bonitos, gozava dentro deles, das nádegas deles. Aí, depois, eles chupavam também o meu pênis, os garotos, até gozar o meu esperma dentro da boca deles. Aí eu sentia prazer sexual também de matar eles, beber o sangue deles todo também".

Por aí já dá pra tirar o quanto ele foi louco e o quanto eu não consigo entender o que se passa na cabeça de uma pessoa assim. Ele não comentou acima, mas matava suas vítimas deixando uma grande pedra cair em suas cabeças, virava-as de ponta cabeça, colhia o sangue, bebia, fazia sexo novamente com o corpo, e em algumas horas, levava suas bermudas para casa, para guardá-las dentro de uma caixa como se fosse um troféu.

Ao final, foi preso tendo prisão perpétua.

Quando foi preso

No final do capítulo, há em anexo uma carta que o então assassino escreveu no dia 19 de agosto de 2003 para um membro da área médica. Não pude deixar de observar os erros ortográficos que me fizeram lembrar que ele parou de estudar no ensino fundamental e a continuidade na diferença da letra, pois ora era manuscrita, ora era de máquina. Lá ele conta sobre o que está passando, sobre a sua religião e sobre a palavra de Deus. Em nenhum momento falou que se arrependeu do que fez, mas ao ver situações que observou no presídio, lembrou de fatos que ele fez e falou detalhes de que os presos no mínimo para estarem presos, teriam feito o mesmo que ele fez.

O capítulo foi bem extenso, como o anterior, mas, realmente, foi o que me deixou mais impressionado. Confesso que algumas madrugadas em que li, tive que rezar antes de dormir, pois não tenho sonhos ruins quando rezo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SEÇÃO SERIAL KILLER: "MONSTRO DO MORUMBI" #5

Retrato falado do Monstro do Morumbi
José Paz Bezerra, o nome dele.

A tensão já está no começo do capítulo. Demorei pra organizar as personagens, mas lendo e relendo comecei a entender que ele possuiu alguns nomes. Por aí tirei que o capítulo requer muita a atenção do leitor, pois na medida em que se passa a leitura, os nomes dele acaba sendo diferenciado.

Diferente dos outros, sua mulher acabou sabendo de tudo. Não o entregava para a polícia logo, pois ele ameaça de matar ela e sua filha caso contasse para alguém. Fiquei com dó da mulher dele, pois era obrigada a fazer o que ele pediu e muitas vezes se privar de falar sobre o assunto. Ela o ajudava a fugir, mas ele voltava.

Ele sempre lia as matérias de seus crimes nos jornais e também os via nos noticiários da TV. Ele ria, chorava e se aperreava quando se sentia pressionado pelo que estava vendo. Às vezes até questionava com quem apresentava o telejornal sobre os seus crimes, vendo que estavam falando de uma forma que não era o que exatamente ocorreu, que ele fez. Os pertences de suas vítimas eram dados a sua mulher, que ficava impressionada quando recebia, ouvindo que tinha sido tudo comprado de um amigo dele.

Ele sempre mentia para suas vítimas, dizia que trabalhava de caixa em um banco e as seduzia até levá-las ao local onde assassinara. Ele usava as peças íntimas das vítimas para amarrá-las. E era sempre no mesmo local, ou a metros dali.

Não aguentando mais, sua mulher o entregou para a polícia, mas com o coração na mão. Ela não queria, mas viu que tudo estava indo longe demais. Sendo assim, os familiares das vítimas reconheceram os pertencem dados pelo marido assassino à mulher dele. E ele fugiu.

Esperto como era, acabou se mudando para Belém do Pará. E lá, usando de sua simpatia, educação e "emprego", fez 5 vítimas. Mal ele sabia, mas estava sendo observado pela ex-cunhada de sua namorada. Sim, ele conseguiu uma namorada e descobriu o amor. Ele tentou até matá-la, mais sentiu pena. Sendo assim, através dela, e de sua ex-cunhada, levaram a suspeita para a delegacia, ligando para um responsável que atualmente é delegado da cidade de Belém.

Illana Casoy, autora deste livro, conseguiu entrevistar esse atual delegado em 2003, que deixou bem claro às suas perguntas. Nessa entrevista ele explicou como conseguiu prender o "Mostro". Percebi que esse delegado é muito persistente, pois por duas vezes adentrou escondido na casa do assassino, sendo que a segunda vez foi com êxito. O assassino estava dormindo, pelado, debaixo da cama quando foi preso. Ele também disse que com o passar dos anos na prisão, o "Monstro" acabou tendo bom comportamento, porém, quando começou a trabalhar em uma sapataria, enfiava pregos em seu braço e pescoço. Com isso, acabou se infeccionando e foi parar no hospital.

No hospital, ele estava sendo escoltado por presidiários de bom comportamento que serviam como guardas, mas que vacilaram, pois acabaram sendo desatentos e o assassino, como uma pessoa normal, saiu dali. Ele foi encontrado na calçada, por sorte, pelo atual delegado que o perguntou se queria ser preso novamente.

Ao final do capítulo sobre ele, há uma parte que conta sobre sua infância, a questão de ver sua mãe sendo prostituta para conseguir dinheiro para sustentá-lo junto de seu pai que sofria de uma doença nada fácil de ser cuidada: a hanseníase. Após a morte de seu pai, por sua mãe era castigado por, sem querer, ver relações sexuais dela com seus "clientes". Até que a mãe dele havia conseguido um companheiro mais tarde, mas ele sofria de pederastia (acabei de pesquisar no dicionário e diz que é homem adulto que sente atração por adolescentes em fase de puberdade) e que muitas vezes pedia para que ela introduzisse o dedo no ânus dele em suas relações sexuais. Além do mais, ainda transava com outros homens. Isso tudo, com mais ou menos 7 anos de idade, já começou a se masturbar direto.

Há também cartas onde sua mulher, Mariana, mandava para ele na prisão. Ela sempre lamentando por não estar como ele deixou fisicamente, pois se achava já velha, mas por dentro o amor ainda continuava.

Um frase dita no final de seu capítulo, onde declarou em um programa de TV: "Mães, cuidem de seus filhos!".

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SSK #6: O Vampiro de Niteroi

domingo, 24 de junho de 2012

SEÇÃO SERIAL KILLER: "CHICO PICADINHO" #4

Até agora, um dos capítulos mais extensos que li, porém não muito chato a chegar ao ponto de não se interessar pela leitura.

Francisco Costa Rocha, o nome dele.

Pobre menino, antes mesmo de nascer já era rejeitado. Antes dele, seus "irmãos" foram abortados. Ele foi tido por sua mãe contra a vontade do pai. Falando nisso, teve o azar de receber o mesmo nome de seu pai, sem ao mesmo ter acrescido "Filho" ou "Junior" no final. Era maluco na infância, tinha problemas na escola e tentava responder na realidade às perguntas que para ele não tinha resposta, como por exemplo comprovar se um gato realmente tinha sete vida. Às vezes matava o pobre animal enforcado, afogado dentro de vaso sanitário, ou mesmo o cortando.

Ao ganhar dinheiro com o trabalho, começou a querer a vida fácil, aquela que hoje em dia podemos dizer que é de sexo, drogas e ronk'n'roll. Procurava as mais respeitadas prostitutas e adorava sadomasoquismo. Matou prostitutas e as retalhava, mutilava, após o sexo. Acabou dando muito trabalho ao ocultar o cadáver de sua primeira vítima, pois passou horas raspando usando uma faca e um canivete, e lavando em baixo do chuveiro todos os restos ali cortados por ele. A matou porque ela lembrava sua mãe. Tentou ocultar de verdade, pois sabia que a polícia não dava muito valor ao desaparecimento, mas o seu amigo, que tinha o abrigado na casa dele, um conhecido médico, acabou descobrido por acaso os pedaços de carne humano dentro de uma sacola e acionou logo a polícia. Por incrível que pareça, no momento em que o carro que transporta cadáveres estava em frente ao apartamento onde estava abrigado, fugiu para outro lugar onde acharia que ninguém fosse o encontrar, mesmo sua foto estando estampado nos jornais da cidade.

Matou também uma prostituta negra, sua segunda vítima, onde, também, lembrava sua mãe pela "cor e feiura". Com ela, as mutilações foram mais intensas e o seu rosto ficou muito feio.

Durante o capítulo sobre ele, há uma entrevista super bacana onde ele conta o que a autora e outros membros perguntam. Há revelações, conturbações e muita sinceridade. No mais, há também partes que posso dizer que não tem a ver com o crime, mas na sua convivência na prisão. A forma que ele relata como é ser torturado e alisado é bem interessante.

Foto tirada após os anos 90, ao lado de um quadro de sua autoria.

No final do capítulo, a autora mostra uma carta onde ele escreve pra ela, agradecendo, pois sentiu que ela já é um ente querido e que o ajudou a viver. Ele já tinha costume de fazer essas cartas para pessoas que gostava, no entanto, ainda na carta, ao lado esquerdo, desenhou um pássaro em cima de um galho nascido de um tronco de  árvore cortado. Ao fundo, há uma casa e acima está o céu e a lua. Não sei o que ele quis dizer com isso, mas acredito que queria explicar alguma coisa.

Por fim, apesar do extenso capítulo, muito bem detalhado, por sinal, gostei.

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SSK #5: Mostro do Morumbi

quarta-feira, 13 de junho de 2012

SEÇÃO SERIAL KILLER: "MONSTRO DE GUAIANASES" #3

Benedito Moreira de Carvalho, o nome dele.

Primeiramente, vou tentar não ler mais esse livro de madrugada. O meu irmão fala bem alto no meu ouvido esquecendo que está com o fone de ouvido e eu me espanto. A porta abre, meu outro irmão entrando em casa, me espanto. Não consegui ir tomar banho sozinho no quintal... Medo!!!

Pois bem, mais uma assassino, mas da década de 50. Posso dizer que ele era um verdadeiro tarado viajante. Quando disse tarado, não dei ênfase, mas ele merece muita ênfase mesmo: ele era TA-RA-DO. Ele sempre queria fazer sexo com sua mulher, porém vivia doente, coitada. O livro não falou de nenhum ato de masturbação, mas transpareceu que isso não o satisfazia.

Sendo assim, procurava mulheres para praticar o ato e não se contentava nem com cinco em um dia. Só se contentava mesmo quando transava até o seu pênis sangrar. Não importava se a mulher era branca, negra, baixa ou alta, o que bastava era ela o satisfazer. Também não se importava em ficar só com mulher e não dispensando até crianças, transava com meninos.

Em suas viagens ao encontro de amigos ou a trabalho, no caminho sempre encontrava criancinhas, e não media esforços em abordá-la. Oferecia doce, dizia que era amigo de seu pai e logo os conduzia para a mata fechada. Lá, os enganava com uma cordinha (cordel) ou às vezes com a mão mesmo. Não ligava se sua vítima estaria viva ou não, mas, sim, com a satisfação do seu desejo sexual.

Em seus homicídios e estupros, sempre andava com uma pasta, onde, além de guardar seu cordel, anotava em uma folha os crimes comedidos, quantidades e gênero - para que quando fosse descoberto, ter prova caso a polícia lhe julgasse por um crime que não cometeu. Não diferente de Febronio, teve outra identidade, o que dificultou a polícia ir ao seu encontro. Nos trabalhos onde passava, sempre informava seu endereço errado. Esperto, não?

Em 1975, já preso sofreu por uma briga e, por um canivete, sua barriga foi cortada deixando expostas fezes e tripas, mesmo já tomado jeito e sendo um preso de confiança na prisão.

No ano seguinte, acabou morrendo de infarto dentro da copa de um refeitório, onde havia se trancado. Como disse, como era de confiança, tinha a chave de lá. Os funcionários até tentaram e conseguiram arrombar a porta, Benedito até conseguiu socorro, mas não sobreviveu.

Pronto! Depois dessa vou dormir. Espero não sonhar com nenhum deles que li hoje. Na medida em que for lendo, continuarei publicando aqui.

Até!

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SSK #4: Chico Picadinho

terça-feira, 12 de junho de 2012

SEÇÃO SERIAL KILLER: FEBRONIO INDIO DO BRASIL #2

Ao contrário de "Preto Amaral", era mais esperto, enganava com seu jeito simples e humano de ser. Quem o conhecia, não diria jamais que era mau, que tinha distúrbio mental e que se julgava puro, que veio a mando do Senhor para salvar e matar.

Teve vários nomes, se vestia de forma diferente e se adaptava com qualquer profissão escolhida por ele, inclusive, se passou por dentista e arrancou vários dentes de pessoas que nem precisavam, alegando que por um dente ruim, os vizinhos poderiam também ser prejudicados.

Era dono de uma simpatia que tenho certeza que se fosse na minha vida, me enganaria fácil, fácil. Tinha lábia, era um bom ator. Mas a sós com sua vítima, se transformava. Não media forças e queria sexo, ficava nu e fumava. Escolhia suas vítimas homens, com mais ou menos 20 anos, para abusá-los. Para atraí-los, andava por povoados oferecendo emprego e, como disse, com muita lábia e permissão dos pais das vítimas, conseguia.

O que me deixou mais impressionado foi o fato de todas as suas vítimas, antes de matá-las, as obrigava a tatuar em seus peitos as letras D C V X V I, que significavam Deus, Caridade, Virtude, Santidade (ele usou o X para ela), Vida e Ímã da Vida. Para isso, andava sempre com agulhas e tinta vermelha nos bolsos de sua calça. Também "gostei" (entre aspas, pois foi o que me deixou mais triste) da vítima Jonjoca, que foi encontrado vários dias depois de seu assassinado. Muito triste a história dele, foi a que mais entrou na minha cabeça.

Morreu aos 89 anos e foi sinônimo de bicho-papão. As mães daquela época diziam as crianças desobedientes: - Cuidado, senão o Febronio vem te pegar! - rs.

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SSK #3: Mostro de Guaianases

SEÇÃO SERIAL KILLER: "PRETO AMARAL" #1

José Augusto de Amaral, o nome dele.

Pelo que li, foi o primeiro assassino em série a surgir no Brasil, na década de 20. Negro, filho de escravos, mesmo não mostrando no livro, percebi que já sofria pelo preconceito e ausência  dos pais, já que os mesmos foram vendidos. Não conseguia ter emprego fixo e era maltrapilho. Perambulava por peregrinação pelo país a fora. Não tinha um lugar onde pudesse estar frequentemente, às vezes estava em alberges e até nas ruas, e teve passagem por vários estados do Brasil.

Suas vítimas tinham a faixa etária de 9 a 15 anos de idade - hoje entendo porque as mães da gente falavam, e ainda falam, para não falarmos com estranhos e para que não aceitasse nada deles. Ele oferecia emprego, (naquela época era "normal" a exploração do menor de idade), dinheiro e até doces. Conduzia suas vítimas à algum outro bairro e no meio do caminho, as matava. As vítimas eram atacadas diretamente no pescoço e eram estranguladas. Depois disso, com o seu pênis enorme, que lhe causava problemas sexuais, - que segundo ele, em depoimento para a polícia no dia de seu julgamento, tinha conseguido esse tamanho em forma de algum ritual, no qual até se arrependeu do tamanho desejado e quis reverter achando que pudesse diminuí-lo - fazia sexo com as vítimas, deixando seus corpos em lugares fechados, de difícil acesso, sendo todos no mesmo local.

Quando foi preso, ainda na cadeia, sofria de problemas sérios, sentia febre frequente e dores que mais tarde acabou lhe causando a morte. Morreu aos 55 anos de tuberculose e nunca chegou a ser julgado.

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SSK #2: Febronio Indio do Brasil

SEÇÃO: SERIAL KILLERS - MADE IN BRASIL

Por conta do livro Serial Killers - Made in Brasil que comentei no post anterior e minha paixão por histórias reais despertada minha ideia e estimulado por algumas pessoas que leem aqui, abrirei uma SEÇÃO onde contarei o que achei de certos assassinos em série. Não sei se continuarei, mas pretendo seguir obrigando a mim mesmo. Acredito que alguns posts serão breves e outros mais extensos.

No mais, espero que gostem.

Começarei no post seguinte (ou clique aqui!). Boa leitura! ;-)

SERIAL KILLERS - MADE IN BRASIL

Não comentei por aqui, mas na despedida do professor José Andrade, no penúltimo dia dele (04/06), à noite, fizemos um amigo oculto. Juntamos as duas turmas e foi tudo legal. Não tenho muito o que comentar dessa noite, pois não aconteceu nada de diferente que possa ser registrado aqui.

De cara, fui um dos primeiros a saber quem me tirou e receber o presente. Já tínhamos colocado o que gostaríamos de ganhar em uma folha que foi colocada no mural da sala, assim, sem fazer alguma comunicação que poderia ser suspeita com o colega, só bastava ir lá no mural, ver o que a pessoa queria ganhar e pronto! Isso facilitou muito a vida da gente.

Para não fazer desfeita por aqui, a foto abaixo é de quando eu ganhei um dos meus presentes:

Anallyna, da turma da manhã, me entregando o presente

Ganhei o que eu tinha pedido por enquanto, eu disse POR ENQUANTO. Por quê? Na verdade o que eu havia colocado na lista que estava exposta no mural era: O box da 1ª Temporada de The Walking Dead ou o Livro Serial Killers - Made in Brasil, da autora Ilana Casoy. No entanto, ganhei uma havaiana simples, preta, pela qual estava urgentemente precisando, para não ficar com a mão abanando. Junto dela, ganhei o comprovante de pagamento do livro que eu mais queria e fiquei super feliz e ansioso para a sua chegada.

Por tanto, hoje pela manhã, um pouquinho antes de 11h30, Anallyna e Gabriel apareceram aqui para me dá-lo. O pacote estava lacrado ainda, como chega mesmo na casa da gente. Nos demos um abraço e, claro, agradeci. Fiquei meio tímido por não conhecê-la, mas espero que ela entenda o meu medo pelo desconhecido.

E eis que só foi eles indo embora que abri e comecei a devorá-lo.


Nem preciso falar que o livro é de fácil leitura e super instigante, tendo fotos de crimes que ilustram e mexem ainda mais com a imaginação do leitor. Já tinha lido outro da autora Ilana Casoy, cujo título é Serial Killer: Louco ou Cruel?, onde aborda os assassinos em série de outros países, acredito que piores do que os do Brasil e foi bom já ter passado por essa experiência de leitura.

Não terminei de ler ainda, mas já super indico, com certeza.