Mostrando postagens com marcador aperto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aperto. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de maio de 2015

NÃO QUERIA RECLAMAR, MAS...

...nos últimos meses não estou muito bem. Desde quando aconteceu um probleminha que futuramente prejudicará o meu bolso, não fiquei sendo o mesmo.

Mesmo sem poder, fui à montanha. Não muito bem uma montanha, mas subi a serra no Ceará pra poder sentir o vento, curtir a natureza e tentar relaxar. Foram três dias de frio, calmaria e por que não de espiritualidade? Foi dias legais, diferentes, mas consumidos por um pouquinho de tédio, o que não fez eu ficar tão cansado como imaginaria.

O fato é que mesmo depois desses três dias, voltei como se não tivesse ido. Continuei com o meu mau humor, sem crer em nada e sempre com as cinco pedras na mão pra quem viesse. Estou me surpreendendo comigo mesmo, estou deixando um pouco de mim, me tornando uma pessoa não tão legal, muito menos paciente. Estou cansado de somente ouvir, de fazer com que as pessoas criem problemas onde eu sei que está certo, afinal, confio muito em mim e nas coisas que eu faço. Isso está muito caro, pois estou na mira. Sim, mira! Onde nunca imaginarei que estaria.

Nos dois finais de semanas anteriores a essa minha viagem, fui aos sábados pra um estudo bíblico dado pela Fabrícia e Adriano. Lembro que quando estudávamos, ela me explicou um pouquinho da história de Deus, algumas curiosidades interessantes e após esse convite dela senti que era isso mesmo que eu estava precisando.

As reuniões são simples, de mais ou menos uma hora, uma hora e meia, mas que não medimos o tempo. Nesse momento procuro deixar um pouco de lado o celular e deixar com que tudo seja muito bem processado na minha mente. Inclusive, acabei de lembrar aqui que ela me emprestou um livro chamado "Universo Paralelo", no qual li nos primeiros dias e depois o cansaço não me deixou mais - Mentira! A preguiça mesmo. Mas vou voltar a ler com certeza, já que a leitura me prende e é bem interessante.

Não sei quem muito lê por aqui, mas pelo que já escrevi acima, me sinto um pouco melhor, porém com um pouco de culpa, já que nunca terminei alguns posts pendentes. A viagem de Jeri, coitado! Mas eu tenho fé que um dia eu termino... Ai, lembrei de mais uma coisa, os meus registros em papeis (pra não chamar de diário) estão desde o dia 25/04 em branco. Até que comecei a escrever nele enquanto esperava o ônibus pra Serra (Sítio do Bosco. Esqueci de dizer que fui pra ele!), sendo que nem dei continuidade porque quando comecei a escrever, o bendito ônibus chegou.

Vou tentar dar conta de todos esses meus registros, mesmo que demorem mais um pouquinho. Ainda bem que estou dando um sinal de vida aqui, o que torna um pouco aliviado.

Finalizo aqui dizendo que não sou quem estou sendo esses últimos dias (?) e que estou fazendo de tudo para melhorar. Me entendam, não estou muito bem, mas é fase. Que seja mesmo fase.

Obrigado! De nada.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

UM APERTO DE MÃO

Sempre quis fazer esse post, mas devido ao esquecimento ao estar em frente ao computador, adiava. Pois bem, o aperto de mão...

Quando trabalhava na Padaria, sempre tive que selar alguma coisa com um aperto de mão: uma negociação, um cumprimento não formal com meu amigo de lá, uma demonstração de afeto quando se tratava de uma menina que eu gostava... e assim vai. Eu repetia isso mais com os fornecedores, e eu gostava, pois no final de uma conversa ou despedida acaba demostrando que a pessoa gostou de você, que achou você com iniciativa, simpático, enfim, que você deu um espaço, uma liberdade de certa forma.

Um dia desses, como cliente, fui à Padaria lanchar e vi um cara conhecido que estava descarregando algumas mercadorias no depósito, o empregado de um fornecedor. Sendo assim, fui até lá e o cumprimentei. O aperto de mão dele foi tão normal que até passou despercebido, mas quando fui cumprimentar o patrão dele... AFF! Eu sempre prestei atenção nisso, mas após alguns segundos, eu esquecia - e hoje lembrei. O aperto de mão dele é fraco, forçado e mal dado. Aprendi em trabalho no ensino médio que devemos sempre dar um aperto que possa passar segurança, que seja não muito forte e nem muito fraco e desde então, não cometo esse erro. Fiquei meio que enojado (acho que posso usar essa palavra) com esse fornecedor e, pode até não ser, mas acho que esse fornecedor é falso, não gosta de mim. É aquele tipo de coisa, o olho dele mostra uma coisa, mas a mão fala outra.

Ontem, na empresa onde estou estudando, conheci um colega da classe pelo qual mesmo estando no mesmo ambiente que eu, não tínhamos nos falado ainda. No começo, fui com a cara dele, mas esperei a oportunidade para conversarmos. E eis que chegou. Nossa instrutora pediu para que fizéssemos um grupo para desenvolvermos um trabalho, mas que esse grupo não fosse do dia anterior. O propósito dela era justamente o que aconteceu comigo: se dar oportunidade para conhecer novas pessoas e evitar o comodismo, ou seja, continuar sempre nos mesmos grupos. Então, como ele estava no mesmo grupo que eu, trocamos várias informações sobre o trabalho que seria apresentando em poucos minutos. Mesmo com pouco tempo de conversa, já poderia dizer que ele já era meu amigo. Com um pouco de dificuldade, aprendi com ele e ele aprendeu comigo.

Por fim, após a apresentação do nosso grupo, o cumprimentei pelo sucesso do improviso que fizemos e o aperto de mão dele encaixou. Não sei como explicar, mas me deu segurança e confiança. Pode ser que mais na frente eu veja que estou enganado, mas esse simples gesto que foi perfeito pra mim foi importante.