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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O FIM DO MUNDO

Na quinta-feira, após passar a manhã na rua, cheguei em casa e o rádio estava ligado, como de costume. Minha mãe, ao fazer as tarefas de casa, sempre deixa ele ligado, como tantas milhões de pessoas também. Cheguei um pouco mais de 11h após ter saído um pouco mais de 9h30, e indo para a cama, já ligando o computador, fiquei escutando atentamente a Rádio Meio Norte da minha cidade.

Um amigo meu, Richard Cabrera, que acabou virando locutor dessa rádio, comentava sobre o fim de mundo. Peguei a discussão na metade, mas não deixei de entender. Em um momento, ele passou uma reportagem gravada em Teresina e comentou que o mundo acabaria hoje. Hoje? Sim. Fiquei intrigado, pois achava que seria no dia 12/12/2012, quando na verdade nem é. Acabei sabendo que seria no dia 21/12/12. É tanta data que dá pra se fazer uma lista de sobrevivência - rs.

O mais divertido é acompanhar os compartilhamentos no facebook

Ele comentou sobre o alinhamento do planetas e neste momento eu coloquei a rádio no meu celular e pus os fones de ouvido. Eu estava ligado atentamente a conversa do Richard enquanto acessava e pesquisava sobre esse tal alinhamento dos planetas. Fiquei tenso ao ver uma matéria em um site com o seguinte título: "Alinhamento dos planetas preocupa astrólogos". E parei de pesquisar.

Mandei sms pro Richard dizendo que ele poderia estar fazendo apologia ao assunto, e com humor me respondeu à mensagem ao vivo.

Esse assunto rendeu tanto que, ao chegar no curso, todos já estavam comentando. Algumas pessoas estavam com ponto de interrogação, mas logo tudo foi explicado. No intervalo, não tinha outro assunto e todos davam as suas opiniões, ainda mais por religiões diferenciadas.

Hoje, acordei mais de 13h após ter um sonho com o mundo se acabado. Não foi a primeira vez que sonhei com isso, mas não será a última também. No sonho, eu estava no quintal de casa com a minha avó e todos comentavam sobre esse final do mundo. Quando olhei para o céu, um buraco estava se abrindo, e algo, em segundos, iria explodir. E explodiu. Quando explodiu, ficou tudo preto. Juro, eu estava sonhando, mas não tinha mais nenhuma imagem na minha frente, tudo estava preto e só falava comigo mesmo, só ouvia o meu pensamento.

Como sei controlar meu sonho, na mesma hora, na madrugada, acordei e voltei a dormir.

Quando acordei e fiquei no computador um pouco, ainda na cama, após ter tomado banho, olhava pela janela do meu quarto e via a tarde linda, com o azul e várias nuvens. Fiz isso por várias vezes e acabei pegando no sono, deitado, já usando a internet em meu celular.

Quando fui me mexer, mudando de posição, olhei pela janela e estava tudo cinza. Sério, dei um pulo e meu coração acelerou. Lembrei do sonho e conferi direito, só estava ameaçando chover. Fiquei mais tranquilo e voltei a dormir.

Acordei no começo da noite e conferi sms dos amigos dizendo que havíamos sobrevivido após às 16h. Fui, então, para o computador conferir o que teria acontecido com o "profeta do fim do mundo" de Teresina. Até brinquei no twitter perguntando se o mundo teria acabado só pra ele, se ele teria se matado ou se teriam matado ele.

Vamos aguardar a próxima estação de fim do mundo e vamos sobreviver. 21 de dezembro de 2012, chegue logo e mostre que tudo está errado.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EMPINANDO PIPA

Durante a semana, no intervalo do curso, combinamos de empinar pipa, já que durante 21 anos de existência nunca tinha empinado uma. Até então, comentei com Gabi, Fabrícia, Monalyza, Durval, Jamison e Adilson. Já estava na cara que a empolgação era só minha, mas nem por isso desisti.

Já que o Durval se garante em fazer esse tipo de coisa por ter tido uma infância super bem vivida, o contrário da minha, sugeri que nos juntássemos, comprássemos as sedas e as linhas para que ele fizesse na casa dele, junto da gente, claro. Eu queria acompanhar todas essas etapas, pois queria aprender a criar uma também. E assim, marcamos no sábado, pela manhã, umas 8h e fomos lá.

Cheguei lá quando o Luan já estava e juntos esperamos o Durval terminar de desenhar algo para a tia-vizinha dele. Enquanto isso, naquela manhã ventilada, já empolgado para que começássemos a confeccionar as pipas, olhava para os fios e lembrava do módulo que começamos a ver: Eletricidade Básica. O que ele tem a ver com pipas? A foto abaixo que tirei vai responder:


Nem preciso lembrar que NÃO devemos empinar pipas próximo de fios elétricos e com a linha de cerol, né?

Pois bem, o Durval com sua eficiência já tinha preparado o esqueleto das pipas e ali mesmo, na calçada, comecei a observar ele preparando tudo:






O Adilson apareceu com muitas sedas minutos depois que chegamos, após eu ter mandado uma sms pra ele. Eu já sabia que isso ia acontecer!

E depois de todas prontas, olhem só a minha cara de criança orgulhosa com sua primeira pipa:

Adilson, Luan e eu.

Depois de muita ansiedade, hoje acordei umas 7h30 para esse dia tão especial. O Adilson ficou de passar aqui às 8h, e em ponto eu já estava pronto na calçada de casa quando ele apareceu. Um pouco antes, Gabi havia me mandando sms dizendo que estava passando em frente de casa, e fui logo pra janelinha da porta para vê-la. Junto dela estava Fabrícia que não parava de fazer "macaquice" pra eu rir. Elas iam à quadra. A Fabrícia iria treinar, como comentei em um dos post anterior. Passamos até lá, o Adilson foi convidado para ficar alguns minutinhos no gol enquanto chegava a goleira convidada. Por isso, a nossa demora.

Quando já era um pouco mais de 8h30, chegamos a casa do Durval, que nos recebeu com um sarcasmo que já tô acostumado. E lá fomos, Luan e Durval de bicicleta e Adilson e eu de moto. O sol estava começando a arder e foi pensando nisso que levei protetor solar e vesti camiseta para não ficar com duas cores. Na sombra de uma placa, "acampamos" e preparamos a rabiola (rabo da pipa) com a fita de fita cassete e amarramos a linha.

Adilson preparando a rabiola da pipa dele

Minha pipa já com rabiola e linha colocada


Todas prontas, aguardamos o vento dar o ar da graça. A manhã estava triste e o vento não aparecia como queria que aparecesse. O mais engraçado era que em todas as vezes que sentia vento e olhava para a biruta do aeroporto ao lado, que indicava melhor, já soltava minha pipa e saía correndo soltando a linha. Lembro disso porque o Durval sorriu da minha cara e disse com um pouco de ironia que eu era muito engraçado, pelo o meu jeito estranho de tentar empinar - rs.

Uma das minhas várias tentativas de fazer a pipa subir




Quando estava chegando próximo às 10h, o sol já estava incomodando e a impaciência começava a surgir. Mas eu estava ali, paciente e com força de vontade. Cheguei a dizer que não sairia dali enquanto a minha pipa não estivesse lá no alto, longe, muito longe.

Até que tentando, tentando e com a ajuda do vento e do Luan, consegui. \o/

Não sei explicar como é essa sensação de estar controlando uma pipa no céu. É algo que poderia até dizer que é mágico, de outro mundo, mas não sei bem se é. É muito massa quando ela roda, quando ela vai empinando para frente e subindo mais e mais quando a gente vai soltando a linha devagar. É legal demais ver a linha que está na sua mão desaparecer indo pro céu ao encontro da pipa. Sério, fiquei muito feliz nessa hora, ainda mais quando a minha linha acabou e o Luan resolveu emendar a da pipa dele, para que a minha ficasse mais alto.


Clique nessa foto para ampliar e ver a pipa lá...

As fotos abaixo são de quando ela já estava muito mais longe, portanto, é preciso que sejam ampliadas para uma visualização melhor, para isso, é só clicar nelas:





Fiquei mais ou menos uns 20 minutos com ela lá no alto. Às vezes eu passava a linha para o Luan, Durval. Acho que o Adilson não pegou porque já tinha desistido, já que a pipa dele não estava subindo muito bem, ainda mais juntando o sol, calor e impaciência.

A pipa do Durval estava um pouco perto da minha, mas ele acabou vacilando e a linha acabou quebrando, fazendo com que a pipa fosse bem mais longe da minha, se perdendo no céu. Ele lamentou muito por aquilo e até brincou dizendo que deveria ter colocado o endereço e número de telefone nela - rs.

Com isso, acabei ficando com medo da minha quebrar também e tomava todos os cuidados possíveis, desistindo minutos depois e fazendo com que o Luan trouxesse ela de volta. Enquanto ele puxava, eu enrolava a linha no carretel. Foi mais ou menos uns 10 minutos fazendo isso até que ela voltou, da mesma cor e do mesmo jeito:

Adilson lá atrás comemora - rs

Essa merece ir pro porta retrato

Sujos, suados e queimados do sol, enrolamos as pipas e colocamos na sacola. A falta de água não dava mais para esperar, então fomos a casa da mãe da Gilmara, D. Cristina, que está passando por uma situação super difícil, pelo qual Deus vai a ajudar. Eu torço por ela, já que contribuiu muito na minha vida escola. Foi tão triste ver ela daquele jeito, sem aquele sorriso de sempre no rosto, com aquelas lágrimas escorrendo. :'-(

Enfim, tomamos água enquanto tirávamos fotos dos nossos pés sujos:

Cima (Durval), Baixo (meu), Direita (Luan) e Esquerda (Adilson)