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segunda-feira, 6 de junho de 2022

ACIDENTE

Na noite de sábado, L. me mandou mensagem me fazendo um convite. Disse que teria que ir em Teresina no domingo, pois na madrugada de segunda iria fazer algo e não queria voltar sozinho no carro. Por algumas razões, fiquei tentando rejeitar o convite. Cheguei até a pedir opinião pro Pedro sobre... Conversando com Pedro, me questionando se eu realmente queria ir, afirmei: “Ah, Pedro mas não vou fazer nada no domingo mesmo.” E sem dizer sim, aceitei o convite. 🙂

No domingo, um pouquinho mais de 15h, L. foi me pegar em casa. Eu já tinha colocado algumas mudas de roupas na mochila; carteira, celular e carregador em outra, pus o cinto e seguimos viagem. 🚗

Na estrada, enfrentamos sol, tempo nublado, chuva fraca e chuva muuuuito forte. E eu, embora indo na velocidade normal, sempre com calma falando: “L., não estamos com pressa, vai com calma, a gente vai chegar lá...” Além de, claro, fechar meus olhos por alguns segundos e conversar com Deus. Ultimamente faço muito isso quando saio de casa, do trabalho ou quando sinto que preciso. Ao chegar ao meu destino, agradeço, claro. Não é só sobre pedir, tenho que agradecer também.

Não lembro exatamente que horas chegamos em Teresina, só sei que foi no final da tarde. Fizemos o check-in no hotel, deitamos, dormimos e acordamos às 19h30 pra ir ao Shopping comprar algumas coisas que ele queria e também procurar algo pra comer. Resolvemos não comer no Shopping, fomos a uma pizzaria e voltamos pro hotel com chuva forte quando já se passavam das 22h.

L. dormiu primeiro e eu dormi um pouco depois de 00h30, pois estava em chamada de vídeo com Becky e Maurício (do grupo de American Horror Story). Se não fosse acordar às 4h, certeza que não teria dormido antes de 1h. 🥱

Às 4h em ponto o despertador tocou. Por mais que tenhamos colocado o despertador para essa hora, estávamos atrasados. Enquanto ele banhava, arrumava minha mochila o mais rápido que podia. Sem tanta demora, fizemos o check-out e seguimos com a ajuda do GPS até nosso destino pra de lá voltar a CN. Até aí, tudo ocorreu bem.

Um pouquinho para dar 5h, seguimos estrada pra voltar a CN. Ainda estava escuro e a partir de 5h30 que começou a clarear. A estrada estava tranquila, sem muitos carros grandes e sem muitas ultrapassagens. Saímos, enfim, da BR-316 e fomos para a MA-034. Vimos que a pista estava molhada e que às vezes serenava. Alguns trechos tinham buracos e por conta das poças de água poderiam até ser confundidos. A nossa velocidade estava normal, eu já tinha até conversado com Deus novamente.

Em um trecho, seguindo normalmente, até quando L. viu dois buracos quase em cima deles. Como qualquer motorista, tentou desviar levando a direção rapidamente a sua esquerda. Sem ver, atrás da gente havia um carro começando a fazer ultrapassagem. Não deu outra! A frente do carro de trás bateu na traseira do carro do L. fazendo com que ambos fizessem um “U” ao mesmo tempo. O carro da pessoa de trás foi parar do lado direito da estrada e o nosso do lado esquerdo. Na hora do desespero, olhei pro L. e não sei se foi meu pensamento falando alto ou mesmo a minha voz, gritei por Deus. O L. estava com o pé seguro no freio e, com aquele barulho de frenagem, certeza, se não fosse isso, teríamos capotado. Foi como em um filme de ação. Parece exagero, mas vi a morte ali.

Após o susto, carros parados em lados opostos da MA, o motorista do carro de trás desceu do carro com o olho arregalado e, aparentando tranquilidade, checou a sua frente. Ao mesmo tempo, descemos do carro e fomos ver o pneu traseiro esquerdo. Es-tra-ga-do! O pneu não serve mais pra p**** nenhuma. Calmo por fora, mas com o coração faltando sair pela boca, pedi pro L. conversar com o motorista do outro carro. E foi. De longe, vi ambos se cumprimentando. O motorista parecia nervoso, estava apressado e com os olhos arregalados. A única reação dele, que eu vi, foi pedir o contato do L. pra depois ajudar ele pelo estrago. Agora a pergunta: quem tem culpa? Não importa. 🤔

Ainda ali, L. perguntou para ele como faria pra trocar o pneu do carro, pois nem ele, nem eu (que não sei nem pra onde vai) sabia fazer. O motorista ensinou na prática, chegou até a colocar o macaco e depois, alegando que estava apressado para um atendimento, vazou. Achei estranho isso, hein. L. e eu trocamos o pneu com muita dificuldade. Na verdade, mais ele do que eu. E seguimos pra casa depois desse susto. Silenciosamente, agradeci a Deus pelo livramento e rimos de tudo que aconteceu. “Foi só um susto!” não parava de ser falado e foi a frase que mais deixou meu coração calmo.

Ao chegar em casa, aliviado, deitei, fechei os olhos, respirei fundo e segurei o choro. 🥹

Minutos depois, por mensagem, falei pro Pedralton tudo que aconteceu e Pedro disse que tudo tem um porquê. Isso me deixou pensativo... Deus talvez me mostrou e provou que tenho chance pra me manter vivo e fazer algo pra mim e por mim. 

Que assim seja! 🙏🏻
Lucas Vaz

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EMPINANDO PIPA

Durante a semana, no intervalo do curso, combinamos de empinar pipa, já que durante 21 anos de existência nunca tinha empinado uma. Até então, comentei com Gabi, Fabrícia, Monalyza, Durval, Jamison e Adilson. Já estava na cara que a empolgação era só minha, mas nem por isso desisti.

Já que o Durval se garante em fazer esse tipo de coisa por ter tido uma infância super bem vivida, o contrário da minha, sugeri que nos juntássemos, comprássemos as sedas e as linhas para que ele fizesse na casa dele, junto da gente, claro. Eu queria acompanhar todas essas etapas, pois queria aprender a criar uma também. E assim, marcamos no sábado, pela manhã, umas 8h e fomos lá.

Cheguei lá quando o Luan já estava e juntos esperamos o Durval terminar de desenhar algo para a tia-vizinha dele. Enquanto isso, naquela manhã ventilada, já empolgado para que começássemos a confeccionar as pipas, olhava para os fios e lembrava do módulo que começamos a ver: Eletricidade Básica. O que ele tem a ver com pipas? A foto abaixo que tirei vai responder:


Nem preciso lembrar que NÃO devemos empinar pipas próximo de fios elétricos e com a linha de cerol, né?

Pois bem, o Durval com sua eficiência já tinha preparado o esqueleto das pipas e ali mesmo, na calçada, comecei a observar ele preparando tudo:






O Adilson apareceu com muitas sedas minutos depois que chegamos, após eu ter mandado uma sms pra ele. Eu já sabia que isso ia acontecer!

E depois de todas prontas, olhem só a minha cara de criança orgulhosa com sua primeira pipa:

Adilson, Luan e eu.

Depois de muita ansiedade, hoje acordei umas 7h30 para esse dia tão especial. O Adilson ficou de passar aqui às 8h, e em ponto eu já estava pronto na calçada de casa quando ele apareceu. Um pouco antes, Gabi havia me mandando sms dizendo que estava passando em frente de casa, e fui logo pra janelinha da porta para vê-la. Junto dela estava Fabrícia que não parava de fazer "macaquice" pra eu rir. Elas iam à quadra. A Fabrícia iria treinar, como comentei em um dos post anterior. Passamos até lá, o Adilson foi convidado para ficar alguns minutinhos no gol enquanto chegava a goleira convidada. Por isso, a nossa demora.

Quando já era um pouco mais de 8h30, chegamos a casa do Durval, que nos recebeu com um sarcasmo que já tô acostumado. E lá fomos, Luan e Durval de bicicleta e Adilson e eu de moto. O sol estava começando a arder e foi pensando nisso que levei protetor solar e vesti camiseta para não ficar com duas cores. Na sombra de uma placa, "acampamos" e preparamos a rabiola (rabo da pipa) com a fita de fita cassete e amarramos a linha.

Adilson preparando a rabiola da pipa dele

Minha pipa já com rabiola e linha colocada


Todas prontas, aguardamos o vento dar o ar da graça. A manhã estava triste e o vento não aparecia como queria que aparecesse. O mais engraçado era que em todas as vezes que sentia vento e olhava para a biruta do aeroporto ao lado, que indicava melhor, já soltava minha pipa e saía correndo soltando a linha. Lembro disso porque o Durval sorriu da minha cara e disse com um pouco de ironia que eu era muito engraçado, pelo o meu jeito estranho de tentar empinar - rs.

Uma das minhas várias tentativas de fazer a pipa subir




Quando estava chegando próximo às 10h, o sol já estava incomodando e a impaciência começava a surgir. Mas eu estava ali, paciente e com força de vontade. Cheguei a dizer que não sairia dali enquanto a minha pipa não estivesse lá no alto, longe, muito longe.

Até que tentando, tentando e com a ajuda do vento e do Luan, consegui. \o/

Não sei explicar como é essa sensação de estar controlando uma pipa no céu. É algo que poderia até dizer que é mágico, de outro mundo, mas não sei bem se é. É muito massa quando ela roda, quando ela vai empinando para frente e subindo mais e mais quando a gente vai soltando a linha devagar. É legal demais ver a linha que está na sua mão desaparecer indo pro céu ao encontro da pipa. Sério, fiquei muito feliz nessa hora, ainda mais quando a minha linha acabou e o Luan resolveu emendar a da pipa dele, para que a minha ficasse mais alto.


Clique nessa foto para ampliar e ver a pipa lá...

As fotos abaixo são de quando ela já estava muito mais longe, portanto, é preciso que sejam ampliadas para uma visualização melhor, para isso, é só clicar nelas:





Fiquei mais ou menos uns 20 minutos com ela lá no alto. Às vezes eu passava a linha para o Luan, Durval. Acho que o Adilson não pegou porque já tinha desistido, já que a pipa dele não estava subindo muito bem, ainda mais juntando o sol, calor e impaciência.

A pipa do Durval estava um pouco perto da minha, mas ele acabou vacilando e a linha acabou quebrando, fazendo com que a pipa fosse bem mais longe da minha, se perdendo no céu. Ele lamentou muito por aquilo e até brincou dizendo que deveria ter colocado o endereço e número de telefone nela - rs.

Com isso, acabei ficando com medo da minha quebrar também e tomava todos os cuidados possíveis, desistindo minutos depois e fazendo com que o Luan trouxesse ela de volta. Enquanto ele puxava, eu enrolava a linha no carretel. Foi mais ou menos uns 10 minutos fazendo isso até que ela voltou, da mesma cor e do mesmo jeito:

Adilson lá atrás comemora - rs

Essa merece ir pro porta retrato

Sujos, suados e queimados do sol, enrolamos as pipas e colocamos na sacola. A falta de água não dava mais para esperar, então fomos a casa da mãe da Gilmara, D. Cristina, que está passando por uma situação super difícil, pelo qual Deus vai a ajudar. Eu torço por ela, já que contribuiu muito na minha vida escola. Foi tão triste ver ela daquele jeito, sem aquele sorriso de sempre no rosto, com aquelas lágrimas escorrendo. :'-(

Enfim, tomamos água enquanto tirávamos fotos dos nossos pés sujos:

Cima (Durval), Baixo (meu), Direita (Luan) e Esquerda (Adilson)