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quinta-feira, 2 de julho de 2026

A MESMA PALAVRA, OUTRO TOM

Um pouco mais de meio-dia de hoje, resolvi pedir uma quentinha, já que não aguento mais yakisoba (pra não dizer macarrão instantâneo) no almoço. Com toda essa mudança de vida, ainda não consegui a minha estabilidade financeira, então, para economizar, resolvi comprar comida processada e rápida, até porque, também, há poucos dias, minha geladeira chegou. Sei que posso ser julgado por isso, mas o julgamento maior vem de dentro de mim mesmo, porque estou comendo coisas que realmente não são saudáveis. Prometo que vou compensar isso com muita caminhada e corrida na próxima semana, já que trabalharei em horário comercial, de 8h às 18h, com pausa pro almoço, claro. 🙏🏻

Escolhi a opção da quentinha que queria e, no final, escrevi: "Quando estiver saindo, me informa." Detalhe: "me in-for-mA", com A no final. Antes de enviar, lembrei de uma conversa que ouvi no trabalho, apaguei a última letra da última sílaba e coloquei "me informE".

Por mais que as duas palavras tenham o mesmo sentido, o tom de quem lê não é o mesmo. No Maranhão - pelo menos na cidade onde morava -, é normal falar no tom: "Me dá", "Me entrega", "Me ajuda"... sempre com A no final de cada palavra. Aqui no Ceará, não. As pessoas usam o E, como: "Me dê", "Me entregue", "Me ajude"... E isso, pra mim, foi algo com que demorei pra me acostumar. A terminação das palavras com E, pra nós, aliás, pra mim, soa como autoritária. A meu ver, parece um chefe que quer algo naquele momento, tendo todo aquele poder de nos obrigar a fazer, que grita e tudo mais. Como disse, num tom totalmente autoritário.

E agora me peguei pensando... Será que a terminação com A que uso soa como autoritária aqui pro povo do CE? Agora faz um pouco mais de sentido na minha cabeça.

A conversa que ouvi aqui um dia desses foi assim, em um assunto aleatório, meio de fofoca: "Ah, ela chegou se achando, falando 'quero falar contigo'... Olha só, 'contigo'..." E eu pensei em qual o problema da pessoa chegar dizendo o contigo. Lembrei que eles não falam isso aqui, eles falam com você. Tipo, "eu quero falar com você". Como eu estava inserido na conversa, falei: "Gente, eu falo contigo, mas não é em tom de deboche, não, é que realmente a gente lá (do Maranhão) fala assim." Uma delas me confortou: "Você a gente sabe, o seu tom é educado, o dela, não." E continuei com aquele ponto de interrogação enorme na cabeça. Por quê!? 😬

Não queria mudar o meu jeito de falar e escrever, mas sei que, para pessoas novas, ainda mais de forma escrita em WhatsApp, vou ter que "forçar" essa delicadeza. É muito estranho não ir direto ao ponto, mas pessoas são pessoas, né? Não quero passar por nenhum tipo de constrangimento por aqui, ainda mais eu, que sempre falei tu. KKKKK

segunda-feira, 29 de junho de 2026

A MUDANÇA QUE EU TANTO ESPERAVA

O bom da minha vida ter mudado um pouquinho há mais de um mês é que tenho muita novidade pra contar. Não novidades de ganho, no sentido de ter... Aliás... Sim... Hmm... Como posso explicar? 🤔 Não falo em algo material, sabe, embora também. O que eu quero dizer é que não estou tanto na rotina, aquela rotina severa de acordar, trabalhar, ir pra casa e viver de novo o mesmo dia sem mudança nenhuma. Tá, parece que estou, afinal, no post anterior comentei justamente sobre isso. Talvez eu não tenha falado nada com nada nesse primeiro parágrafo, né? Enfim, ignora.

Nesses mais de 30 dias de mudança de cidade, MUITA coisa aconteceu. A minha organização financeira e pessoal tem me dado frutos bons. A novidade, que há dois posts eu queria dizer, era: TENHO UMA CASA!!! (alugada, mas minha). Na verdade, um apê, pequeno, mas bem confortável, próximo do trabalho e baratíssimo... Menino, foi um achado! 😁

Desde quando vim pra Tianguá, já fui procurando casas pra alugar. Por mais que eu soubesse que os meninos iriam me acolher super bem, a casa era deles, e visita, no máximo, teria que ser de uma semana. E lá se foram mais de 30 dias em um quarto na casa deles. Só gratidão, inclusive! 🙏🏻 Volto a dizer que eles são amigos mesmo e nem sei como pagar todo esse acolhimento, não só de agora, mas de sempre que precisei. Inclusive, nas últimas semanas, durante um almoço, fizemos um acordo. (A palavra "pacto" sempre soa como algo demoníaco, né? - rs.) Talvez eles nem vejam isso como forma de acordo, mas vamos dizer que seja um combinado. Pronto, a palavra certa é essa: com-bi-na-do. Se num futuro der certo, todos nós iremos ganhar. 🤑

Mas voltando à novidade, que é a "minha" casa... eu consegui sem procurar. A minha chefe passou na rua aqui próximo do trabalho, viu uma placa, me avisou de imediato, fui com o B. ver, gostei, fomos no cartório, fechamos, paguei o caução e recebi as chaves. Meu Deus, aquilo já era meu no mesmo dia! 😅 O mais interessante é que, um pouco antes de resolvermos essa parte burocrática, na porta de entrada do apê, após eu ter visto ele por completo, a senhora perguntou: "Você vai querer mesmo?" Respondi que sim, e, no mesmo momento, ela arrancou a placa de aluga-se dali. Isso me marcou muito!

Nesses 35 anos, sempre morei na casa dos meus pais, e ter um canto só meu, que eu possa organizar do meu jeitinho, me causa uma ansiedade agradável. Engraçado, né? E que bom. De imaginar que agora, enfim, eu vou ter paz... AEEE! 🙌🏻

Na entrada, coloquei uma plantinha que ganhei do Dalton e um tapetinho que comprei dessas lojas baratas de utilidades

Meu primeiro presente pra casa nova foi um escorredor de prato preto, simples, que já definiu a cor do meu "enxoval". De lá pra cá, ganhei muitas outras coisas: uma sanduicheira chique, um fogão de indução, um liquidificador... Todos pretos! Ah, antes que eu esqueça, comprei uma CAMA DE CASAAAAAL!!! A empolgação por uma cama de casal é ainda maior porque eu nunca tive uma, sempre dormi em cama de solteiro. Mesmo que eu quisesse antes, no quarto em que eu ficava na casa dos meus pais (que estranho dizer "casa dos meus pais" 🤔), não cabia, pois eu dividia o quarto com o meu irmão. Além disso, tinha um guarda-roupa pequeno e uma cômoda que comprei no último ano o que impedia mais ainda de uma cama de casal caber ali.

Aluguei esse apê no final do mês passado. Já está com quase 20 dias, mas não consegui mudar de imediato. Precisei pintar ele todo porque a cor que tinha lá não me agradava de maneira nenhuma e, psicologicamente falando, só depois eu fui entender o porquê. Agora lá está todo branco, pela claridade e paz. Não usei o branco gelo porque também me remete ao antigo trabalho (fora que é um cinza branco meio cinza sem graça), então usei um branco bem branco, sem ir pro bege, pro cinza e afins. Branco natural, branco neve. Pronto! 🤍

Poucos dias depois que aluguei, levei produtos de limpeza pra gente (meus amigos e eu) dar um grau. Não estava tão sujo, mas eu queria tirar toda a energia de lá dentro. Os últimos inquilinos eram um casal que tinha um pitbull. Pelo que ouvi da proprietária, o homem era um policial, já a mulher não faço ideia.

Subindo as escadas, à esquerda, antes da porta de entrada do meu apartamento, tem um cara que mora em uma quitinete. No dia em que fechei negócio, a proprietária me passou o contato dele, pois, por ser no mesmo espaço, iríamos dividir algumas coisas, tipo água. Conversamos algumas vezes e ele parece ser uma pessoa boa. Pelas roupas que ele deixa na varanda, voltadas para a rua, acredito que ele seja da igreja católica; e, vendo o perfil do Instagram dele, que, por culpa do algoritmo aparecia pra mim como sugestão, acho que ele é da área da saúde. Até então, nossa conversa foi bem agradável e ele me ajudou em alguns outros processos, como, por exemplo, a ligação da energia. As pessoas da cidade, no geral, são bem legais. Poucos dias atrás, conversamos mais pessoalmente. Ele estava lavando a escada enquanto eu aguardava um senhor consertar o chuveiro - que a principio nem tinha dado certo. Chamei o vizinho pra ver as condições do meu apartamento e ele me ajudou mostrando algumas coisas. Sempre tive receio de vizinhos, mas ele me parece ser uma pessoa muito de boa e do bem. Assim espero. 🙏🏻

* * * 

No sábado (20), fui às Americanas comprar um kit de panelas com os meninos. Ganhei R$ 100 de um amigo e pensei: "Por que não dar de entrada em algo que preciso muito?" Para a minha sorte, havia uma caixa exposta e na promoção. Não pensei duas vezes e comprei. Ao chegar no apartamento, ligamos o fogão de indução, testamos as panelas e nada. 👎🏻 As panelas não funcionavam naquele fogão, ele não reconhecia elas. Que vacilo!!! Juro que faltou eu chorar com aquela decepção e falta de atenção. Ao mesmo tempo, no fundo, queria ir na loja e devolver, mas a minha vergonha era maior. Comentando isso com os meninos, Dalton disse que não teria vergonha e que iria lá comigo pra tentar resolver. E voltamos à loja em menos de 1 hora.

Ao chegar lá, ele explicou pro rapaz do Caixa, que nos passou pra outro, e esse outro nos passou pra mais outro. O nome do supervisor da loja era Alex, se não me engano. Ele nos tratou super bem, mesmo nessa situação. Disse que não poderia devolver o valor, mas que eu poderia ver outro kit de panelas, dessa vez compatível com o fogão. Mas, pro meu azar, não tinha. E foi assim que substituí por várias outras coisas necessárias para a casa nova, como roupas de cama, toalhas... Passou apenas uns R$ 3 e pouquinho do valor do kit das panelas. O bom é que, de qualquer forma, não saí perdendo.

Alguns vexames ainda estou passando porque tudo é a primeira vez. Estou errando, mas errando pra acertar e aprender. Preciso me atentar mais aos detalhes, não somente à conquista. Dessa vez errei, mas consegui reverter. Mas, quando acontece de o barato sair caro, eu fico mais zangado. Não quero luxo, só quero o básico e bom.

* * *

Não gosto de começar um post e não terminar, e esse ficou alguns dias no rascunho. Não lembro exatamente o dia em que iniciei ele, mas continuemos para encerrar.

* * *

Aos poucos fui me mudando pro apartamento. Depois que comprei a roupa de cama, me empolguei e já quis logo dormir lá sem esperar o B., pois eu confesso que fiquei com medo de sentir medo nesse primeiro dia dormindo sozinho.

Na terça (23), saindo do trabalho, fui dormir lá. É muito estranho você estar em um ambiente em que nunca esteve, mas, ao mesmo tempo, saber que tudo ali é seu. Demorei muito pra pegar no sono. Como eu estava rodeado de casas, dos lados, embaixo, de frente pra janela do quarto, todo o barulho parecia que estava dentro do meu quarto. Incrível isso! O bairro onde estou é bem tranquilo, mas aqui e acolá tem uma criança gritando, motos passando com aquele barulho alto, carros e, pasmem, um senhor passeando a cavalo com toda velocidade do mundo na madrugada. Ontem, quando já estava pegando no sono, achei que eu estava sonhando. Só hoje, há pouco, no trabalho, perguntei à minha chefe, que mora em uma das ruas próximas, se realmente o cavalo existia por ali, na madrugada. Ela me confirmou.

Primeira selfie na cama nova antes de dormir - rs

Dormi com o B. apenas um dia lá: na sexta, 22. Ele passou frio e eu passei calor. Mas, na maioria do tempo, eu passo frio mesmo, porque deixo as persianas da janela de madeira abertas e o vento frio vem com tudo.

Não sei como será daqui pra frente, ainda mais em relação à comida, mas aos poucos vou me acostumando. Eu estava pedindo uma quentinha de R$ 10 em um lugar próximo da minha rua, mas sinto que já enjoei de comer todos os dias a mesma coisa. Como não tinha mesa, improvisei uma caixa de papelão deitada na cama com um porcelanato em cima. Esse porcelanato eu ganhei pra colocar o fogão de indução em cima, com medo de esquentar a pia ou a mesa. Usando o porcelanato, não sujo a cama e consigo comer com um pouco mais de conforto sentado na cama. Spoiler: ontem, ainda bem, ganhei uma mesa de plástico com duas cadeiras.

Ainda ontem (domingo, 22), já pedi a instalação da internet e deu certo. Antes de dormir, usei o fogão para fritar ovos pra comer com pão e levei um susto, pois ainda não sei "operar" ele. Aos poucos eu vou aprendendo; hoje cedo até que consegui "administrar" melhor o fogo dele. O ovo quase saiu inteiro, mas pelo menos não foi aquele exagero da primeira vez.

Sei que falta eu comprar muita coisa ainda, mas aos poucos eu vou conseguindo. Já organizei um dos quartos pra "bagunça" e quase diariamente deixo o pouco lixo que acumulo do lado de fora. São vários detalhes, mas está dando certo... Eu só quero me sentir bem lá. 😌

Talvez esse post, por ter sido escrito em diferentes momentos, não tenha ficado tão "redondinho", ainda mais nesses últimos parágrafos, pois estou morrendo de fome. Encerro por aqui e volto depois.

Valeu! 🩷

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CALMA, ANDERSON

Depois que vim pra cá parece que não existe mais tempo pra mim - e isso nem é uma reclamação. Ainda é cedo, eu sei, mas sinto um sentimento de culpa por não aproveitar quando estou sozinho e de folga. Não sei se isso é porque ainda estou na casa dos meninos...

A minha rotina até então neste mês foi: acordar quase 9h, tomar café, assistir à novela do dia anterior e depois a alguns programas da grade da DiaTV, almoçar, tomar banho, trabalhar até às 22h, tomar banho novamente, deitar e dormir quase 1h da manhã. E depois começar tudo de novo. É um ciclo! (ou um círculo?) EU NÃO QUERO ISSO!!! 😵

Mas por que eu me sinto culpado? Talvez por simplesmente não estar vivendo comigo mesmo. No final de semana, por exemplo, eu só quero curtir a preguiça, isso quando não tenho coisas do trabalho. O que eu queria era caminhar, correr, ver e sentir as belezas dessa cidade e ter novas experiências. Sei que sinto essa culpa, mas ao mesmo tempo me conforto que estou começando agora, que tudo está sendo do zero, que preciso comprar/conquistar várias coisas ainda, mas, pô, preciso fazer algo que seja de zero centavos também.

Sei que estou criando alguns amigos, mesmo sendo do trabalho, mas cada um tem a sua vida, né? Não posso sugerir coisas sendo que tudo aqui é dinheiro e, a princípio, preciso economizar o máximo que eu puder. Sem falar que preciso me deslocar e, por enquanto, tudo aqui é moto-táxi. Até que teve vários dias que consegui pegar moto no 99 por, acreditem, R$ 0,12. Foram as viagens mais felizes da minha vida - rs. 😎

Ontem, antes de dormir, me bateu uma bad louca, uma vontade de acelerar o tempo e conquistar logo tudo de que eu preciso, mas o tempo não é meu, é dEle.

Que angústia!!! 😕

Eu vivo criando metas e sei que cumpro elas, mas ultimamente nem isso posso fazer porque tudo é dinheiro por aqui. Não que eu esteja sem dinheiro, mas fico naquele medo de chegar ao ponto de não ter mais nenhum centavo.

Calma, Anderson, respira... Vai dar tudo certo.

E vamos aguardar!

Obs.: No último post eu disse que possivelmente neste eu contaria uma novidade, mas por enquanto ainda não consigo, pois ela está em processo.

Valeu por estar aqui!

Até! 😉

quarta-feira, 3 de junho de 2026

AINDA APRENDENDO A ESTAR AQUI

Estou há quase um mês aqui na serra e a ficha ainda não caiu por completo. 🥲

Eu nem acredito que deixei tudo para trás para viver o novo - se bem que eu nem tinha tanta coisa assim KKKK. O mais importante para mim era o Du (meu sobrinho Eduardo), mas, mesmo depois de muito choro naquela segunda-feira que conversei com ele sobre minha vinda pra cá, acho que ele entendeu. E agora entendo como é se fazer presente quando não se está: dando presente. O que eu sempre julguei, hoje faço. Na semana passada, comprei o álbum da Copa pra ele e alguns pacotes de figurinhas, mesmo ele já tendo várias antes de o álbum chegar para vender em nossa cidade. Inclusive, ele participou de um evento de troca de figurinhas na praça da cidade no final de semana. Pedi que meu irmão fosse com ele, já que ele ainda é uma criança. Agora me bateu uma dúvida: ter 9 anos nos dias de hoje ainda é ser criança? 🤔

meu irmão, Dayson, e Du

Eduardo infelizmente não gosta de atender ligação e, pior ainda, ligação de vídeo. Eu não consigo entender uma criança que adora se gravar - sempre contra a minha vontade -, mas não gosta de atender ligação e raramente manda áudio. O meu maior medo, além de não vê-lo crescendo, é que ele me esqueça. 🥺 Tenho a plena convicção de que o tempo passa e que vou ter que me adaptar a isso, mas ele me esquecer, esquecer de tudo o que ensinei de bom a ele, ah, isso não. Outro medo que tenho é dele não querer me abraçar mais, não ser mais aquele abraço diário... Não gosto nem de pensar nisso.

Não sei quando vou visitá-lo. 😞 A minha vida está sendo resumida em falta de tempo e conquistas. Praticamente todos os dias conquisto algo novo, ao mesmo tempo em que tenho gastos que não poderia ter. Qualquer passo fora de casa é um gasto, literalmente. O que me conforta é que as pessoas são legais, estão me ajudando e me indicando coisas, lugares e o que comprar, isso tem me poupado tempo e dinheiro. Não posso deixar jamais de agradecer ao Pedro e ao Dalton por me acolherem sempre bem, por estarem comigo nessa e por me apoiarem sempre. Além deles, o B. tem me dado muito apoio também. Eduardo pode me esperar mais um pouco porque eu sei que a recompensa da minha distância dele será grande. Quando eu estiver bem aqui, vou trazê-lo para me visitar, conhecer as "montanhas" que sempre falei pra ele, sentir o frio e outras coisas que jamais vai esquecer. Deus continue me abençoando pra que tudo isso possa acontecer o mais breve possível. 🙏🏻

A minha vida continua sendo planejada, continuo com os pés no chão, mas também preciso trabalhar para viver, não viver para trabalhar. Estar aqui na serra é um passo muito grande pra mim. Não estou sentindo tanta tristeza e saudade assim porque já fui acostumado a vir por aqui várias vezes ao ano. Se me soltarem no centro da cidade, inclusive, acredito que desenrolo, ainda que com o mapa, né? - rs.

Na próxima semana já faz um mês, então, até aqui, Deus esteve comigo. 🥲 Não sei como as pessoas estão me vendo no trabalho, mas penso que estão me vendo de forma boa. Aqui e acolá recebo alguns elogios simples, mas que já fazem eu me sentir bem. Espero continuar sempre assim.

Se eu lembrar, no próximo post conto uma novidade. Vou só esperar concluir pra eu já contar aqui. Não que a minha intenção seja criar expectativa, mas... Aguarde!

Até o próximo! 😁

domingo, 17 de maio de 2026

RECOMEÇOS TAMBÉM DÃO MEDO

Mais uma vez começando um post suspirando. Dessa vez, o suspiro é de "será que vou dar conta de concluir esse post ainda hoje?". Contrário do post anterior, com várias pausas, este quero dar o resumo do resumo do resumo... Até porque, não sei se já comentei aqui, mas criei um blog anônimo pra chamar de meu. Chega de me sentir vigiado! Agora, por lá, escrevo sem papas na língua e tendo um registro ainda mais pessoal, mais detalhado, sem pudor (mais ou menos) e com o meu sentimento mais que profundo. Espero seguir lá e, claro, aqui. Não esqueci que prometi a mim mesmo que, neste ano, preciso fazer pelo menos um post por mês. Isso não para os outros, mas para mim mesmo no futuro. Adoro ler e ter vergonha de mim mesmo no passado, me dá uma sensação boa.

Mas, sem mais delongas, vamos lá! 😉

Então, sem muitos detalhes, na primeira semana de férias, consegui um emprego aqui na serra, em Tianguá - CE. Obviamente, me conhecendo, pra que isso acontecesse tive todo um preparo e planejamento, incluindo o psicológico. Voltei à terapia, dessa vez com uma nova profissional, pra eu me entender e, principalmente, me encorajar. E deu certo. Aliás, está dando certo. Concluí as férias e vim pra cá de vez. Foi tudo muito rápido, mas eu não podia perder essa oportunidade, oportunidade que há meses venho pedindo a Deus. Confesso que, semanas antes, após a primeira entrevista, me deu muita ansiedade. Não consegui dormir direito, mas depois eu meio que taquei um f*da-se. O que fosse pra ser, seria. E assim foi. Estava com medo, mas fui com medo mesmo.

Concluí a primeira semana na sexta. Aliás, posso dizer que hoje, domingo, mesmo sendo início de semana na teoria - afinal, no calendário, o domingo vem antes da segunda-feira. No trabalho novo, conheci algumas pessoas, organizei coisas de meses e até participei da primeira reunião mensal. Eu estava ali, do lado, literalmente, do diretor. Ele iniciou a reunião me apresentando um pouco aos colaboradores e depois preferiu que eu mesmo falasse de mim. Com duas canetas nas mãos, um caderno meio agenda que ganhei, comecei a falar de mim. Por um instante, nem percebi que era eu mesmo falando pra mais de vinte pessoas que estavam com os olhos e ouvidos voltados pra mim. Meu coração não acelerou, não tremi... Tudo foi natural. Fiquei tão à vontade que cheguei até a fazer uma piada sobre a cidade, em que todos riram. Foi muito gostoso ouvir "seja bem-vindo".

Instants

Os últimos dias da semana foram bem mais intensos, mas acredito que dei conta, mesmo pegando o bonde andando. Ao que dependeu de mim, não deixei nada acumulado. Amanhã tenho algumas coisas pra fazer, mas que bom que tem. Não gosto de ficar à toa e me sentir inútil.

Hoje, trabalhei às 5h30. Como não se trabalha aos sábados, quando necessário, temos que cumprir essas quatro horas que ficam no "banco de horas". Tranquilo! Gosto de me sentir na escala 5x2, já que a minha vida toda sempre foi 6x1 ou mais. KKKry

Pela manhã, clareando, fui um dos primeiros a chegar e já fui ajudando a organizar uma ação em uma praça daqui. Hoje pela manhã teve uma corrida, então foi uma ótima oportunidade pra se divulgar e conseguir leads. É divertido estar com eles, eles são eles e ponto final. Todos têm o seu jeito diferente, mas juntos conseguem se entender. No final, tudo deu certo, o diretor, individualmente, agradeceu a todos por terem feito aquela ação. Esse agradecimento vindo dele é muito importante, gostei de ver. 💛

Estou agora descansando um pouco. Por enquanto, ficarei aqui na casa dos meninos, mas, assim que eu estiver bem, vou procurar o meu rumo e me virar sozinho. Às vezes fico muito dependente, e isso me causa muita vergonha - por exemplo, foram eles que me deixaram na praça às 5h30 porque não consegui uber, nem mototáxi -, mas eu sei que um dia vou compensá-los por todo esse acolhimento. Eles são realmente meus amigos verdadeiros. Eles me apoiam desde quando comentei com eles sobre essa minha decisão de vir pra cá, trabalhar...

Vou dar o melhor de mim durante todo esse tempo. E eu vou conseguir o que eu realmente quero. O principal é ser feliz, claro, mas eu tenho umas conquistas (que posso chamar de sonhos) no off também.

Valeu por ler até aqui! 😗

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ANTES QUE O MÊS ACABE

O mês acabando e à tarde lembrei que esse ano ainda não apareci por aqui. Só fui me tocar disso porque tive que recorrer a esse blog pra pegar algumas informações do passado necessárias pra algo que estou fazendo aqui no presente. Foi incrível passar horas lendo uns posts e fazendo anotações, eu viajo em tudo que escrevo. Me senti como se tivesse investigando um caso, e realmente foi um caso, mas um caso meu. 😁

Hoje também pude ter certeza que registrar minha vida realmente é bem útil pro futuro. Tive que revisitar posts de 2015 pra cá e como foi bom revisitá-los. No final, tudo deu certo. Consegui o que eu queria, embora não estivesse literalmente escrito. Parágrafos me abriram parênteses que eu pude lembrar até de coisas além.

Eu jurava que tinha aparecido esse ano aqui, mas, nessa “pesquisa”, quando fui ver, o último post foi no comecinho de dezembro. Logo lembrei que os registros seguem em um outro blog que criei, anônimo, claro. Agora me sinto mais livre de escrever lá do que aqui. Aqui já acho visado demais e penso que podem me trazer lembranças e pessoas que não quero mais. 👋🏻

Confesso que estou aqui pra apenas deixar registrado algo no mês de janeiro antes que ele acabe. Não posso e nem quero deixar de registrar mais. A minha frequência de posts vem diminuindo a cada ano, mas, como expliquei, registro em outro blog e nos diários físicos também. Inclusive, nesse ano eu comprei o diário em janeiro, já que nos anos passados eu só comprava lá pra março... Fiz uns registros já meio pesados por lá, nada que possa contar aqui. O motivo desses registros já será exposto na terapia, que ontem já consegui pra começar amanhã. Sinto que esse ano é ano de mudança, então tenho que estar bem para o que vier. Deus no controle sempre. 🤞🏻🙌🏻

* * *

Pra que não fique um post vago, já que ainda é janeiro, posso contar como foi o meu final de 2025 e início de 2026, né? Como sempre, há muitos anos, não passo aqui em Coelho Neto, sempre vou pra serra, no Ceará. Já me sinto um cearense de tanto ir – rs. Me sinto mais livre lá. O clima, as pessoas, as opções de comida, a vida em uma cidade talvez menor que aqui, mas que tem muita coisa. Acho que minha bateria mental quando estou lá é bem carregada. 😎

Nesse ano passei separado dos meninos, Pedro e Dalton, assim como no Natal. A véspera Natal passei na casa do B. com a família dele, e comemos e jogamos muito!!! Foi muito divertido. Cedo da noite, fomos à igreja, embora não seja um ambiente que eu goste tanto. Pedro havia ido pro Pará passar com a família dele e Dalton ficou em Tianguá mesmo, com sua família também. Todos separados pela primeira vez em anos.

A véspera de ano novo também foi diferente. Eles passaram em Tianguá mesmo, de forma simples, como sempre ficávamos, e eu fui pra Sobral com o B.. Tenho me permitido a muitas coisas, então, mesmo ainda meio tímido, desenrolo qualquer coisa. A passagem em si de ano, estávamos em uma casa podre de chique, em uma mesa redonda, com jogos e comida à vontade pra todos nós. Éramos cinco: uma amiga do B. solteira, um casal de amigos do B. – onde ela estava grávida, B. e eu. Confesso que no começo me senti intimidado, pois eu estava na casa de um cara que tinha mais de um milhão de inscritos no YouTube. 😯 Como eu soube? Logo na sala da casa dele, que depois descobri que era alugada, tinha uma placa de, acho, 500 mil ao lado dessa de 1 milhão de inscritos. Eu fiquei chocado quando vi e, claro, disfarcei até conseguir ler o nome do canal na placa e depois, ainda discretamente, ter pesquisado no Google. Não encontrei nada.

Demorou uns 30 minutos pra eu realmente conhecer esse “famoso” pessoalmente e, nesse tempo, narrava tudo pras meninas que trabalham comigo em nosso grupo de WhatsApp – rs.

A mulher dele já havia avisado que ele demora muito pra tomar banho, pra se arrumar e tudo mais. Isso me fez já me sentir mais baixo do que nem sei o quê. Enquanto isso, ainda discretamente, observava toda a casa tentando saber quem realmente ele era. Mentalmente, às vezes, dava um check no meu cabelo, barba, roupa e forma de agir. Que besteira, né.

Enfim, escutei os passos da escada e ele desceu. Obviamente não direi quem ele é, mas posso dar suas características: mediano, sem barba, de óculos, usava camisa de marca preta e calção jeans com uma chinela de dedo. Um homem de 30 e pouquinhos anos SIM-PLES. Tinha um jeito meio tímido, mas que logo passava. A minha primeira impressão foi que ele parecia um estudante de medicina. Na mosca! Acertei! Mais tarde ele me contou que era médico e alguns casos que já vivenciou nessa jornada acadêmica. Inclusive, disse pra ele isso, que quando o vi já imaginei que seria médico, e ele sorriu gostando do elogio.

B. colocou as músicas de seu celular pra tocar em uma caixinha JBL, conversamos, petiscamos, jogamos vários jogos e, justamente, os jogos que fizeram a gente começar a conversar. Pra mim, na verdade, foi a comida, pois eu nem tinha almoçado direito. Como a comida estava demorando pra ser liberada pra nos servirmos, tive que falar que estava morrendo de fome e todos chamaram a atenção do pobre do B. por isso, tadinho – rs.

Quando deu 00h, fomos pra varanda da casa na intenção de vermos pelo menos alguns fogos de longe. B. estourou a champanhe e colocou em nossas taças – só um dedinho na minha porque ele sabe que eu não gosto muito –, brindamos, bebemos um gole, nos abraçamos enquanto desejamos coisas boas e depois continuamos jogando como se nada tivesse acontecido. HAHAHA O rolê ali era de +30, então não é de se esperar muito – rs.

Voltamos pra casa um pouco mais de 3h. Foi muito divertido. Tão divertido que nem lembramos de tirar foto. A única foto que posso mostrar é essa aqui, quando eu estava indo pra casa deles levando os jogos:

Acho que já registrei mais do que eu devia, então, por aqui, mesmo 29 dias atrasado, FELIZ ANO NOVO!!! Que ele seja cheio de saúde, bênçãos e amor. 🩷

sexta-feira, 17 de março de 2017

GRANDE MUDANÇA

Ontem, sem nada pra fazer, combinei de sair com Wellington e Jessica. Mesmo sem opção na cidade de onde ir, ainda mais com toda aquela chuva que deu, já que tudo acaba mesmo em pizza, resolvemos ir para a Moderna.

Conversamos bastante sobre a vida e o que temos feito, além de gargalharmos demais com várias besteiras faladas.


Quase 23h, o rumo da nossa conversa se tornou séria. Eu realmente precisava (e também gosto!) ouvir. Jessica me deu um choque de realidade, me mostrou alguns caminhos e me apontou o meu maior defeito (ou não!) que é de ser muito precipitado e viver em função de planejar e esperar o futuro. 

Ela deu exemplo reais meus de coisas que realmente eu faço, mas ficando estagnado, sem mover sequer uma palha para que algo seja melhor no futuro. Foi aí que ela me contou sobre o que ela já passou, embora seja poucos anos mais nova que eu, sobre os exemplos que deram pra ela e que ela está, sim, levando para a vida. Por que eu também não posso levar?

Escutei tudo detalhadamente, tudo mesmo, e agradeci por ela ser assim, por conversar de uma forma que não seja julgando, mas procurando uma solução e me encorajando.

Toda aquela conversa ficou na minha cabeça esta madrugada. O pensamento era certeiro sempre e eu não conseguia me livrar daquilo. Era uma pressão, algo querendo me dizer que eu não conseguiria mudar, ao mesmo tempo que eu conseguiria pelo menos me adaptar a tal ideia.

E foi nela que decidi me dar uma chance, sendo que ela poderá contribuir de forma positiva no futuro, dessa vez eu contribuindo a cada dia, mês e até ano.

Ao acordar até desabafei um pouco no Twitter e ao chegar no trabalho comecei esta mudança.

Estou querendo relatar cada etapa, mas isso em um próximo post.

Aproveito e registro o meu mais sincero agradecimento por ouvir a realidade da Jessica e por ela contribuir  pra isso, para a minha mudança.

Até o próximo post que, quem sabe, você poderá começar acompanhar AQUI.

Vamo que vamo! 🙋

segunda-feira, 29 de abril de 2013

2ª AVALIAÇÃO NA ACADEMIA

Após um pouco mais de três meses depois da minha primeira avaliação, estou de volta. \o/

Já era pra eu ter feito essa avaliação no dia 22 desse mês, mas o dono da academia se recusou a fazer porque estava muito ocupado na hora. Eu até tentei convencê-lo, mas entendi o seu aperreio ali segurando muito dinheiro e várias fichas de treino. Eu também sou desse mesmo jeito, quando estou mexendo com dinheiro ou algum trabalho parecido, deixo o mínimo pra depois.

Então, isso foi, senão me engano, numa segunda-feira e desde então não fui mais à academia. Não que eu fiquei p*to quanto a isso, mas pela indisposição mesmo. Sim, a academia requer muita motivação mesmo, o que não tive nas manhãs da semana passada, quando toda vez que acordava, ou melhor, abria os olhos cedo, sentia o dia frio, quando não estava chovendo. A cama acabava me engolindo e eu me entregava ao mundo de Morfeu.

O bom de eu passar a semana toda sem ir pra academia é que quando eu vou, eu vou pra lascar mesmo. E hoje eu fui. :-)

Cheguei lá e fui logo na recepção cobrar minha avaliação, que no começo foi deixada para amanhã. Convenci a fazer a avaliação naquele momento, já que não tomaria muito tempo em me medir. Até achei que nem tinha convencido, quando a menina lá me pediu para entrar.

E começou a me medir pela segunda vez...


No momento da medida, fiquei meio intrigado. Quando ela foi medir as minhas pernas, segundo ela, uma tava 3 cm menos que a outra. Como assim? Aí ela me perguntou se eu tinha sofrido algum acidente quando criança, e só disse que só quebrei o braço. Ela olhou meio estranha comigo e falou: "Anderson, tu tem uma deficiência nas pernas. Não é normal, tudo bem se a diferença fosse pouca, mas é de 3 cm!". Nossa, ao ouvir isso me senti um aleijado, ainda mais com a palavra "deficiência", que doeu lá na alma. Mas ela me tranquilizou dizendo que terei por algumas vezes malhar somente a perna esquerda com um peso maior, depois as duas juntas com um peso só. Já até vi caras na academia malhando somente uma perna,mas sempre achei que estava sendo errado. Detalhe, ela mediu minhas pernas por cima do calção, o que não achei certo. Eu até quis subir um pouco o calção, mas ela disse que não precisava, pois iria tirar 1 cm de diferença. Rum hum!

Ela então disse que irá me acompanhar numa nova bateria de exercícios a partir de sexta-feira. Formou!

Fiquei alegre com o meu braço que aumentou mais alguns centímetros; meio receoso quanto ao abdômen que tá aumentando também, pois não quero ficar com barriga de cachaceiro - rs, exagerei eu sei. Eu tinha a impressão que o meu peito tinha aumentado, mas na hora das medidas, fez foi diminuir 2 cm. Poxa, é o que eu mais quero.

Enfim, voltei pra casa ainda intrigado com a questão das minhas pernas, peguei a trena da minha avó (que é costureira) e medi elas. A diferença era apenas de 1 cm, e não de 3 cm. Me deu vontade de voltar lá na academia e mostrar pra ela que eu não tinha deficiência e que estava normal, mas vou deixar isso pra amanhã mesmo.

Então, vamos ver no que vai dar.

Pretendo malhar só mais esse ano, dependendo dos resultados, claro.

Falou!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

AVALIAÇÃO NA ACADEMIA

É incrível como o tempo passa rápido. Já se passaram três meses de academia e ontem era pra ter sido a minha avaliação. Mas, como os meus dias de malhar são sempre nas segundas, quartas e sextas, deixei mesmo pra hoje.

Juro, eu nem estava tão empolgado quanto essa avaliação. Às vezes eu sou um pouco pessimista e já sei que se eu criar muita expectativa, a queda é grande. Não que eu estava somente pensando o contrário, mas o que prevalecia era o pensamento negativo de que meu corpo não iria mudar quase nada, que seria 1 cm de cada coisa, até mesmo porque minhas amigas que malham também e que já fizeram essa avaliação, a diferença foi por aí, pouca.

Mas, mais cedo, comprovei que isso é de cada um, do empenho de cada um e do corpo de cada um.

Geralmente na academia ficam umas meninas que tentam auxiliar quem está malhando errado ou até mesmo nos motiva a colocar mais peso. Na verdade, eu não gosto de quem fica me "mandando", muito menos de quem fica me olhando e apontando os meus erros no ato da malhação. Sei que tudo isso é pra minha melhora, mas cada um tem a sua forma de malhar. Só porque estou malhando diferente de alguém não quer dizer que estou malhando errado, tá. Eu fico meio chateado com gente assim, ainda mais a pessoa não trabalhando na academia, muito menos sendo meu amigo. Mas tento receber essa "crítica" como sendo construtiva.

Ao chegar lá, mais cedo, nenhuma dessas meninas estava, somente o dono mesmo da academia. Pensei em nem dizer nada pra ele sobre a minha avaliação, mas eu estava ansioso mesmo pra saber se tive alguma mudança ou não.

E então, ele começou a medir minhas pernas, meus braço, meu peito... e tudo que eu tinha medido assim que tinha entrado lá.

Resultado após três meses:


Sei que já estão vendo, mas eu preciso narrar que CONSEGUI 03 KG, que aumentei 03 cm de braço, 05 cm de tórax, 03 cm de abdômen... \o/ Em compensação, na perna não mudou nada. Todos falam que por mais que você malhe muito a perna, ela sempre demora a se formar. Mas é isso, não deixarei ela de lado só pra me manter mais fortinho da cintura pra cima. 

Mesmo assim, já posso usar camiseta? Sempre pude - rs.

Espero continuar nesse ritmo e conseguir mais e mais quilos. O que me deixou mais feliz foi ouvir do dono da academia dizer, impressionado: "Eu vi vantagem em ganho de massa em apenas três meses pra ti!". Isso me deu mais motivação ainda.

Sei que é cedo pra agradecer, mas aproveito esse post e agradeço desde já aos amigos da real: Adilson Junior, por ultimamente estar sempre ao meu lado me ajudando em tudo na academia; as meninas, Fabrícia, Gabriella e Monalyza que hora e outra estão falando que eu estou ficando "gostoso, delícia, gatinho...", essas coisas de menina que deixam o cara no fundo, no fundo, se achando o máximo; ao Lucas Oliveira que passou do virtual pro real, que sempre fica me fazendo inveja com os suplementos que ele compra e também por me indicar uns; e por último, mas não menos importante, a minha amiga Dra. Wanessa Carla que, como nutricionista, me fez comer bastante; Do virtual: ao Saulo Veloso, que além de gostar de TWD, me ajuda sempre sobre exercícios e suplementos que dão ganho de massa e me motiva sempre, e ao estudante de Ed. Física Rodrigo Rodrigues. Valeu de verdade pela motivação de vocês, mesmo não me conhecendo pessoalmente.

Não posso esquecer também de agradecer a todos os meus amigos que me chamam de magro e que fazem piadinhas comigo. De qualquer forma, isso é motivação.

E a vida segue e eu quero mais, muito mais do que vi hoje que ganhei durante esse período de 90 dias.

Valeu! :-D

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FAZENDO O MAL E ME SENTINDO BEM? NÃO. ϟ

Durante toda a minha vida escolar fiz jus a minha idade, tão tal que não me arrependo de nadinha que fiz, mas mais do que não fiz, pois acredito que tudo tem o seu tempo certo. Por várias vezes, fui daqueles que levava um tapa na cara e permitia que o outro lado fosse dado também, não literalmente. E foi assim que fui amadurecendo e vendo como são diferentes as pessoas. Eu aprendi muito na escola e ainda estou aprendendo, claro, a vida é um eterno ensinamento.

Um ensinamento pelo qual percebi nesses últimos dias é que trato as pessoas que mais gosto da forma que elas não mereciam ser tratadas e trato com mais calma e paciência as pessoas que menos gosto, ou que quase não falo. Certo ou errado? Não sei, mas fiquei horas pensando sobre isso.

E nessa semana passei por uma situação que não contarei de fato como foi, mas que fiquei indignado, triste e preocupado: Indignado por ter sido em frente a muitas pessoas, era como se eu estivesse sendo desafiado naquela hora, ou talvez mostrassem que fosse melhor do que eu. Que fique bem claro que não sou melhor do que ninguém; Triste pela situação, por tudo aquilo estar acontecendo comigo e eu não pude fazer nada, a não ser ficar calado e sair do lugar de cabeça baixa; E preocupado porque isso partiu de um grande amigo meu, pelo qual sei que posso contar sempre.

Eu entendo a adrenalina que estamos passando, mas sempre fui a favor do trabalho em equipe. Quando eu pensei que estava ajudando, foi aí que levei um tapa. Sou ser humano, demorou pra eu reconhecer meus erros e aceitar a opinião dos outros, mas mudei, como vivo em uma constante mudança. Mas o que fazer quando me deparo com o meu eu de antes? Fui o mais calmo possível e entendi, porém grifando que não exageraria em uma situação que ficasse feio pra mim. Sim, apesar do que aconteceu, não ficou feio pra mim, mas sim pra quem gerou a situação.

Me senti baixo e percebi que o arrependimento do lado de lá brotou, mas foi impedido de crescer por não querer insistir em sua opinião própria, ou seja, popularmente, por não querer dar o braço a torcer. Eu entendo, mas como já disse aqui, a vida ensina e acredito que ensinará o ser causador disso.

E foi daí que surgiu uma frase que publiquei no facebook ontem, no qual, ainda na situação, recebi de uma amiga via sms, que caiu como uma luva naquele momento: "Nunca discuta com uma pessoa burra, pois elas vão arrastar você ao nível delas e ganhar de você por terem experiência em ser ignorante". E foi através dela que me fez refletir e fazer o certo.

Pedir perdão pelo que fez? Acho que não existe isso na cabeça da pessoa, ou até exista, mas sempre é impedida de sair. Pode ser quem for, mas eu estando errado, peço desculpas, sim, como fiz por várias vezes nos últimos dias. E é isso que eu estou esperando, uma solicitação de desculpas, simples e sincero. Não estou querendo que ninguém se humilhe para mim, só quero isso e que me escute. Lógico que irei perdoar, pois creio que essa situação foi mínima para não ser perdoada. Mas, enquanto isso, vou fazer o que odeio: negar a palavra. Hoje mesmo fiz isso, mas já me colocando na situação, pois eu me sinto muito mal quando alguém me nega a palavra e me deixa no vácuo, ainda mais quando é no meio de gente. Com uma dor no coração, mas estou fazendo.


A imagem acima expressa um pouco antes dessa situação desagradável acontecer, porém não tendo nada a ver com quem estar comigo na foto. Posso estar sendo errado em estar publicando isso aqui, mas preciso registrar as minhas mudanças. Sei que isso vai passar, mas enquanto isso, paciência. Briga com Adilson.