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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ANTES QUE O MÊS ACABE

O mês acabando e à tarde lembrei que esse ano ainda não apareci por aqui. Só fui me tocar disso porque tive que recorrer a esse blog pra pegar algumas informações do passado necessárias pra algo que estou fazendo aqui no presente. Foi incrível passar horas lendo uns posts e fazendo anotações, eu viajo em tudo que escrevo. Me senti como se tivesse investigando um caso, e realmente foi um caso, mas um caso meu. 😁

Hoje também pude ter certeza que registrar minha vida realmente é bem útil pro futuro. Tive que revisitar posts de 2015 pra cá e como foi bom revisitá-los. No final, tudo deu certo. Consegui o que eu queria, embora não estivesse literalmente escrito. Parágrafos me abriram parênteses que eu pude lembrar até de coisas além.

Eu jurava que tinha aparecido esse ano aqui, mas, nessa “pesquisa”, quando fui ver, o último post foi no comecinho de dezembro. Logo lembrei que os registros seguem em um outro blog que criei, anônimo, claro. Agora me sinto mais livre de escrever lá do que aqui. Aqui já acho visado demais e penso que podem me trazer lembranças e pessoas que não quero mais. 👋🏻

Confesso que estou aqui pra apenas deixar registrado algo no mês de janeiro antes que ele acabe. Não posso e nem quero deixar de registrar mais. A minha frequência de posts vem diminuindo a cada ano, mas, como expliquei, registro em outro blog e nos diários físicos também. Inclusive, nesse ano eu comprei o diário em janeiro, já que nos anos passados eu só comprava lá pra março... Fiz uns registros já meio pesados por lá, nada que possa contar aqui. O motivo desses registros já será exposto na terapia, que ontem já consegui pra começar amanhã. Sinto que esse ano é ano de mudança, então tenho que estar bem para o que vier. Deus no controle sempre. 🤞🏻🙌🏻

* * *

Pra que não fique um post vago, já que ainda é janeiro, posso contar como foi o meu final de 2025 e início de 2026, né? Como sempre, há muitos anos, não passo aqui em Coelho Neto, sempre vou pra serra, no Ceará. Já me sinto um cearense de tanto ir – rs. Me sinto mais livre lá. O clima, as pessoas, as opções de comida, a vida em uma cidade talvez menor que aqui, mas que tem muita coisa. Acho que minha bateria mental quando estou lá é bem carregada. 😎

Nesse ano passei separado dos meninos, Pedro e Dalton, assim como no Natal. A véspera Natal passei na casa do B. com a família dele, e comemos e jogamos muito!!! Foi muito divertido. Cedo da noite, fomos à igreja, embora não seja um ambiente que eu goste tanto. Pedro havia ido pro Pará passar com a família dele e Dalton ficou em Tianguá mesmo, com sua família também. Todos separados pela primeira vez em anos.

A véspera de ano novo também foi diferente. Eles passaram em Tianguá mesmo, de forma simples, como sempre ficávamos, e eu fui pra Sobral com o B.. Tenho me permitido a muitas coisas, então, mesmo ainda meio tímido, desenrolo qualquer coisa. A passagem em si de ano, estávamos em uma casa podre de chique, em uma mesa redonda, com jogos e comida à vontade pra todos nós. Éramos cinco: uma amiga do B. solteira, um casal de amigos do B. – onde ela estava grávida, B. e eu. Confesso que no começo me senti intimidado, pois eu estava na casa de um cara que tinha mais de um milhão de inscritos no YouTube. 😯 Como eu soube? Logo na sala da casa dele, que depois descobri que era alugada, tinha uma placa de, acho, 500 mil ao lado dessa de 1 milhão de inscritos. Eu fiquei chocado quando vi e, claro, disfarcei até conseguir ler o nome do canal na placa e depois, ainda discretamente, ter pesquisado no Google. Não encontrei nada.

Demorou uns 30 minutos pra eu realmente conhecer esse “famoso” pessoalmente e, nesse tempo, narrava tudo pras meninas que trabalham comigo em nosso grupo de WhatsApp – rs.

A mulher dele já havia avisado que ele demora muito pra tomar banho, pra se arrumar e tudo mais. Isso me fez já me sentir mais baixo do que nem sei o quê. Enquanto isso, ainda discretamente, observava toda a casa tentando saber quem realmente ele era. Mentalmente, às vezes, dava um check no meu cabelo, barba, roupa e forma de agir. Que besteira, né.

Enfim, escutei os passos da escada e ele desceu. Obviamente não direi quem ele é, mas posso dar suas características: mediano, sem barba, de óculos, usava camisa de marca preta e calção jeans com uma chinela de dedo. Um homem de 30 e pouquinhos anos SIM-PLES. Tinha um jeito meio tímido, mas que logo passava. A minha primeira impressão foi que ele parecia um estudante de medicina. Na mosca! Acertei! Mais tarde ele me contou que era médico e alguns casos que já vivenciou nessa jornada acadêmica. Inclusive, disse pra ele isso, que quando o vi já imaginei que seria médico, e ele sorriu gostando do elogio.

B. colocou as músicas de seu celular pra tocar em uma caixinha JBL, conversamos, petiscamos, jogamos vários jogos e, justamente, os jogos que fizeram a gente começar a conversar. Pra mim, na verdade, foi a comida, pois eu nem tinha almoçado direito. Como a comida estava demorando pra ser liberada pra nos servirmos, tive que falar que estava morrendo de fome e todos chamaram a atenção do pobre do B. por isso, tadinho – rs.

Quando deu 00h, fomos pra varanda da casa na intenção de vermos pelo menos alguns fogos de longe. B. estourou a champanhe e colocou em nossas taças – só um dedinho na minha porque ele sabe que eu não gosto muito –, brindamos, bebemos um gole, nos abraçamos enquanto desejamos coisas boas e depois continuamos jogando como se nada tivesse acontecido. HAHAHA O rolê ali era de +30, então não é de se esperar muito – rs.

Voltamos pra casa um pouco mais de 3h. Foi muito divertido. Tão divertido que nem lembramos de tirar foto. A única foto que posso mostrar é essa aqui, quando eu estava indo pra casa deles levando os jogos:

Acho que já registrei mais do que eu devia, então, por aqui, mesmo 29 dias atrasado, FELIZ ANO NOVO!!! Que ele seja cheio de saúde, bênçãos e amor. 🩷

terça-feira, 12 de agosto de 2025

3.5

Que o clima de chuva me deixa triste vocês já sabem, e sabem muito bem que quando isso acontece, sinto automaticamente vontade de vir aqui desabafar. Não que seja pra falar coisas ruins, mas pra registar mesmo, colocar pra fora o que tem de bom ou ruim ultimamente. E até que nada de ruim vem nesses tempos, graças a Deus.

Então, na terça foi meu aniversário! 🎈🥳

Como de costume, viajei. Há muitos anos não passo meu aniversário aqui na cidade, nem em casa, e que bom por isso. Como sempre peço folga nessa data, me mandei pro CE de novo. Estar longe daqui me traz paz, me deixa mais feliz, apesar de a cada ano eu ficar sempre mais desanimado com aniversário ou até mesmo nem me empolgar com ele a ponto de bolar alguma coisa nesse dia. Deixo as pessoas à vontade, fico disponível pra qualquer rolê que elas queiram fazer, por mais que seja simples. Eu já estando longe da minha realidade já tá de bom tamanho - rs.

Fiz 35 anos e há vários meses quando me perguntavam minha idade, de bate pronto já dizia 35. Sei lá, vejo isso como já aceitar a realidade, a entender que o envelhecimento existe apesar de toda a pressão que a gente mesmo se coloca. O que mais me conforta é que, sim, estou vivo e que, mesmo com muito esforço, tenho conseguido o que eu quero. Acho que tudo no tempo de Deus, e sinto que Ele tem sido justo comigo ainda que às vezes eu esquecendo de orar, mas ainda assim agradecendo mais e pedindo menos.

O que sempre me diverte é o processo de alguma coisa. No caso, preparei todos os meus stories e de deixei no rascunho bem organizado no ponto de postar. Eu sei que sou mais do que suspeito, mas amei o meu "layout" (posso chamar assim?) desse ano. Amo ver quando faço algo que me agrada e me sinto ansioso demais pra mostrar logo - talvez isso continua sendo no fundo, no fundo, coisa de leonino - rs.

Olha só como ficou e olha só quem também me ajudou:


Amei passar o dia compartilhando esses stories e recebendo o carinho dos amigos, dos conhecidos... Como em todos os anos, me surpreendendo com uns e me decepcionando com outros. Ihhhhhh 👀 Faz parte.

Na virada do meu aniversário, passamos em uma hamburgueria em Tianguá - CE. Não estava fazendo o frio que lá faz, mas ainda assim eu estava gelado. Pedimos hamburguer e à meia-noite, nas badaladas do relógio da igreja, fui surpreendido com um bolo maravilhoso de coco queimado. Eu amo qualquer coisa de coco e os mais próximos sabem disso. Havíamos comido muita batata frita antes do hamburguer chegar que, infelizmente, não consegui comer nem metade dele. Fiquei beliscando o bolo com refrigerante e quando fomos ver, comi mais da metade da metade - rs.

Acenderam a vela com um ponto de interrogação, cantaram os parabéns, fiz o pedido - juro que não lembro mais o que pedi -, apaguei e pronto. Voltamos pra casa quando já era mais de 1h. Foi simples, mas fui muito feliz! 🥲


No dia seguinte ganhei presentinhos: sabonetes, hidratante, protetor e outro cosmético que prometo que vou usar. Ainda não sou do time da skincare, mas, né, os 40 uma hora vai bater a porta e quero estar com a mesma cara que tô hoje - rs. Além disso, ganhei um pix maravilhoso de um amigo e um de zoação, mas sendo pix, por mais que tenha sido mínimo, já vai me ajudar no futuro com algo que Deus vai me ajudar a vir aí o mais rápido possível. E que seja, Senhor, antes dos 40. Inclusive, quem quiser me ajudar, fique a vontade: andersonfunnie@hotmail.com. 😁 (quem vê jura que alguém vai mandar rs) Ainda fico meio sem graça ao receber presente, mas procuro pensar na intenção, não no material. Eu AMEI tudo que ganhei.

No decorrer do dia, quando amanheceu, me permiti dormir até tarde, umas 9h30 e depois do almoço fui pro mato com o B. Eu queria estar longe de casa, literalmente, a qualquer custo, e por ser no meio da semana, na terça, tive o Sítio do Bosco só pra mim. Eu podia contar nos dedos das mãos a quantidade de pessoas que tinha lá, então me senti mais tranquilo. Apreciei o silêncio, o vento, o momento e fui feliz nessa tarde. Até fiz uma mini trilha com o B, que tava me gravando e tirando as minhas fotos, em direção à caverna. Ahhh, já ia esquecendo! Que sorte eu tive em ver os macaquinhos por ali dando o ar da graça. ❤️ Por mais que eu tenha um pouquinho de medo deles roubarem meu celular ou algo meu e saírem correndo no meio da mata, eles complementaram toda a visão de estar no meio da natureza.

No final da tarde voltamos pra casa, mas antes B aproveitou que estava em Tianguá pra dar uma passadinha rápida no dentista. Acho que foi menos de meia hora eu esperando, mas esse tempinho foi crucial e me ajudou a responder o carinho que recebi durante o dia nas redes sociais. Procuro responder as pessoas sem control c control v, respondo de verdade. Tudo bem que tem diferença em resposta quando se é amigo ou conhecido, né, mas todos foram respondidos com o mesmo sentimento de gratidão.

No restante dos dias fiquei trabalhando, dormindo, comendo, jogando vídeo game, comendo, assistindo série, vendo novela, comendo de novo, saindo, fui ao cinema ver A Hora do Mal, fiz caminhada, comi mais... - rs. Passar uma semana no CE ainda é pouco com o tanto de coisa que se tem pra fazer. Só que abro um parênteses aqui: o frio deixa a gente com muita preguiça, pelo menos me deixa. 🥶💤

No sábado (8), eu já estava em Ubajara... Aliás, eu fiquei mais em Ubajara do que em Tianguá. A irmã do B e a cunhada dele vieram de Sobral pra passar o final de semana do dia dos pais. B havia convidado os meninos (Pedro e Dalton) para jogar e comer no final da tarde. E assim foi feito. Jogamos, fomos ao parque de diversões que estava lá por conta do festejo, comemos mais, voltamos pra casa e jogamos até mais de meia-noite. Eu estava o caco, mas estava lá. Foi MUITO BOM esse dia, meu Deus. Como é bom estar em ótimas companhias. 🥰😊

Foi tão bom que no dia seguinte fomos a um sítio almoçar. Levamos os jogos pra lá enquanto a comida não chegava e, assim como em casa, no meio de todo mundo tinha gritos e gargalhadas. Às vezes eu ficava olhando aquela arrumação, mas f*da-se, os incomodados que se retirem. 😎

No domingo, passei o dia no off, sozinho no quarto, todos já tinham que descansar pra voltar a realidade de segunda. E eu principalmente, pois no dia seguinte teria que pegar a Guanabara às 5h30 pra chegar em Coelho Neto às 14h. É Ubajara > Tianguá > Teresina > Timon > Coelho Neto. Enfim, cheguei bem cansado, mas cheguei. 🙌🏻 De Timon pra CN foi luta, pois uma van teve que nos levar até o Descanso e de lá outra van teve que seguir até CN. Essa van, coitada, além de atrasar, parou umas cinco vezes na estrada. Eu não fiquei chateado por isso.

No fim, ficou só a lembrança agora. Espero viver mais esses momentos. Foi muito especial! Sou muito grato a Deus pelas pessoas que ele me coloca no mundo. 🩷

Até!

quinta-feira, 26 de maio de 2022

RESUMINHO DE ABRIL

Estou aproveitando um momento de folga aqui no trabalho pra registrar aqui. ⏳

No começo do ano, além de me prometer várias coisas que estou cumprindo, prometi também que pelo menos uma vez por mês eu apareceria aqui pra contar alguma coisa, mesmo que fosse pra contar que não fiz nada, ou que estava na mesma rotina. Eis que o mês passado não dei as caras, olha só que irresponsável. E, mesmo querendo dar uma desculpa, nem é, pois estava de férias. Fui ao Rio de Janeiro ver os desfiles das escolas de samba com Pedralton. Além de, claro, fazer meus “encontrinhos” e viver as férias à minha maneira.

Ver o Cristo é coisa de louco!!!

Não tem como não agradecer a Deus.

Olha a Mangueira passando... - rs.

No Rio, conheci pessoalmente, após mais de 15 anos de amizade virtual, o Saulo Veloso. Nos encontramos no Shopping Praia Bota Fogo que era bem próximo de onde estávamos hospedados. A Thaís, namorada dele, também estava lá com a mãe dela. Passamos à tarde toda papeando e comendo. Foi muito f*da!!!

A vista atrás é real.

Em outro dia, após sair do Bondinho do Pão de Açúcar (cof! cof! 😮‍💨), fui encontrar o Nuno (Anderson Bruno) próximo a praia de Copacabana – ou era lá? Fui sozinho de Uber e deu tudo certo. Era final da tarde e passei por uns momentos de insegurança, sei lá, não me senti bem e quase fomos assaltados. Sim, há lugares no Rio que são realmente perigosos. Talvez se eu estivesse com os meninos (Pedralton), certeza que não estávamos mais com celular e carteira. A minha sorte foi que o Nuno era um carioca característico. O sotaque, a camisa do flamengo e o jeito dele me deixou um pouco mais seguro. “Confia em mim” foi a frase que deixava o meu coração mais tranquilo. Por fora, acredito eu, estava normal, mas por dentro era uma mistura de medo, tensão, “o que eu tô fazendo aqui?” e muitas outras questões. Nos livramos de um assalto por isso. Queria muito poder detalhar isso aqui, mas tenho preguiça de repetir sempre a mesma história. Quem sabe um dia, né!? O f*da é que no dia seguinte, quando fui pra Praia de Ipanema com os meninos, fiquei o tempo todo com a cara de c*, pois não queria estar lá e me senti obrigado a ir, meio traumatizado da noite anterior. É estranho a abordagem dos vendedores, a forma como eles falavam me dava nos nervos... Nesse dia enesolarado, fiquei embaixo do guarda sol, com o celular grudado com força na mão e torcendo pra não acontecer um arrastão. 😕

Andersons.

No último dia, reencontrei a Becky. ❤️ Nos conhecemos pessoalmente, também após uns anos de amizade virtual, quando fui ao Rio pro último show da turnê de retorno de Sandy e Junior, em 2019. Nesse segundo encontro, ela disse que mudei muito e que eu estava até bebendo – rs. SIM, eu bebi com ela em um barzinho super vibes que ela indicou. A comida lá é bem diferente do que estamos acostumados aqui no Nordeste. Provei um pouco da comida dos meninos e eu, com medo de gastar dinheiro com algo que não conheço e acabar passando mal depois, pedi uma pizza só pra mim com uma cervejinha que tinha a mesma pronuncia do nome da Becky. Jamais vou esquecer do drink de coco – quem me conhece sabe que eu amo tudo que tem coco – que não tinha mais no cardápio, mas que Becky pediu pra fazer. Delícia demais!!! 🍸

Becky is back.

Ao voltar do Rio pra Teresina, tivemos uma conexão de muitas horas no Recife. 🛬 Por que não dar uma voltinha por lá? Já havia combinado com o Filipe Lima e deu tudo certo. Assim que chegamos no aeroporto, chovia, mas isso não impediu de sairmos. Vimos anoitecer dentro do Uber até chegarmos no condomínio do Filipe. Ele nos levou pra comer, depois fomos pro Marco Zero, Centro Histórico, paramos pra batermos mais papo e seguimos de volta pro aeroporto. Agora, sim, com Recife, conheço 10 estados do Brasil. O meu sonho é conhecer um pouco de todos.




Chegamos um pouco mais de 00h em Teresina e teríamos que pegar estrada pro Ceará. O combinado seria chegarmos em casa, tomar banho, tirar uma soneca e umas 3h pegar estrada. Quem disse? Só foi banho, arrumar outras malas, jogar tudo no carro e seguir. Eu nunca tinha feito uma viagem tão ruim na minha vida! Estávamos virados, cansados, meu Deus!!! Pedro e Dalton ficavam reversando a direção enquanto eu rezava para que nada acontecesse de ruim na estrada. Atraquei dois cintos do banco de atrás em mim: o do lado, que passa pelo ombro e vai para a cintura e o do meio que pega somente a cintura. Ali, tentei dormir, mas não conseguia. Minha vista via sempre dois e no meio da madrugada eu acordava com faróis em cima de mim, parecia que ia acontecer uma colisão. Vi, em alguns momentos que estive acordado, Pedro se espantando no passageiro quando o Dalton dirigia e vice-versa. Foi tenso! Chegamos em casa umas 7h e pouquinho, nem lembro se tomei banho, só tirei a camisa, o calção e, de cueca, me entreguei àquela cama. 🛌🏻

Passei o restante das semanas antes de encerrar as férias no Ceará. Fomos à Praia, aos Lençóis, comemos fora, maratonei a série De Volta aos 15, vi vários capítulos da novela A Viagem, vi com o Pedro um pouco do reality Túnel do Amor e acompanhei No Limite nas noites da Globo. 🤓


No ultimo dia de férias, um dia antes de voltar a Coelho Neto, namorei um pouco. 🥰 O nosso quinto encontro não foi como eu queria, mas o sexto foi incrível. Não tenho certeza das coisas da vida, mas estou buscando ter calma pra conhecer, pra que tudo dê certo e que eu não sofra num futuro próximo. Tudo indo no tempo de Deus e se for pra ser, será. 🤞🏻

Voltar a realidade foi bem difícil. 🥺 Na segunda (09/05), eu estava rente no trabalho. Era como se eu tivesse sido acordado de um sonho, sabe. Mas o que me motivou mais era fazer mais dinheiro pra curtir muito mais nos próximos meses ou ano. Depois da pandemia, a minha cabeça ecoa “aproveita, mermão, se joga”. Felizmente não houve nada de errado no meu trabalho com a minha ausência. Também, deixei tudo pronto, as anotações, os problemas que poderia sugir... Amém, amém, amém! 🙏🏻

👀 Acabei de ver o quanto escrevi e, meu Deus, eu não contei nenhum detalhe pra valer desses dias. Se o resumo foi assim, a viagem toda seria um livro. 👀

Na verdade, o desabafo que eu queria fazer aqui nem era sobre as férias, sobre os acontecimentos de abril, mas sobre o meu choro de ontem antes de dormir, por descobrir algo que me deixou feliz por um lado e triste por outro. Eu continuo precisando de ajuda pra entender certos sentimentos que tenho e o meu maior medo é ser possessivo. 💔❤️‍🩹😢

Estar digitando aqui me fez bem, depois de ter contado sobre a viagem, vivi em pensamentos os momentos que registrei acima e isso me deu um gás de alegria que nem preciso mais falar de tristeza aqui. 🙂 O tempo vai resolver essas minhas angustias, eu tenho certeza disso. 

Obrigado e tchau! 🫰🏻

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SEGUNDA IDA À JERICOACOARA - CE

Nem vou mais me comprometer a fazer posts em grande tamanho e divididos em seções porque sei que não irei dar conta, ainda mais lembrando que NUNCA conclui a minha primeira vez a Jericoacoara aqui, nem minha ida a Goiânia/Minas aqui. Mas sempre que der aparecerei por aqui para dar um sinal de vida.

No final de semana que foi feriado na segunda, dia de finados, nos mandamos para Jericoacoara. Tudo foi planejado e alugamos um carro, pagamos a hospedagem antecipada, fizemos todos os cálculos e... estrada no começo da manhã do sábado, 31.

Não quero muito contar em detalhes até porque nem posso me empolgar, senão vai render milhões de posts e não irei dar conta novamente. Porém, garanto que viajar com amigos é a coisa mais massa que se pode fazer na vida. Ri demais com Pedro (Uarh!), inclusive. Dalton e Edivan, por ser primeira vez em Jeri, se encantaram exageradamente com o paraíso.

Momento espontâneo, no buggy, na ida às dunas de Jeri.

Foi sensacional andar de buggy, conhecer alguns pontos turísticos e, claro, ter a Lagoa do Paraíso só pra gente. Andar de caiaque foi muito massa! Eu achava que não conseguiria, que poderia ser complicado, mas quando dei por mim, já estava muuuuito longe da beira da lagoa. Os braços cansam, claro, mas a sensação é incrível. Preciso, inclusive, passar por mais experiências assim.

Pareço desajeitado, mas estava quase um profissional - rs.

Não posso esquecer que à noite comemos uma pizza digna no, como o próprio funcionário disse, "considerado melhor restaurante e pizzaria de Jericoacoara". O lugar é super confortável e na maioria feito com decorações artesanais; o sabor da pizza é incrível, tão tal que acabamos jantando por lá no dia seguinte novamente. Como o que é bom merece ser compartilhado, então digo para que passem na Romã Restaurante & Pizzaria (confere a página do Facebook aqui). Um ponto que pode ser negativo para algumas pessoas é o de não ter rede wi-fi no local, onde um pequeno quadro na parede explica: "INTERNET: Nos aproxima dos distantes, mas nos afasta dos presentes!". Quem liga pra wi-fi quando se está com amigos, num lugar de música moderna e agradável e com um cheiro de pizza ótimo, né não?


A nossa volta para casa foi dolorosa e, assim como minha ida a Goiânia, o GPS foi o nosso melhor amigo - rs.

Que venham mais viagens! o/

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

SITIO DO BOSCO, TIANGUÁ - CE

A última vez que dei continuidade ao post abaixo foi no dia 23 de maio de 2015. Não queria, mas, tava lá em rascunho e resolvi logo publicar. Nossa, que saco! Boa leitura!

* * *

Como merecida, resolvi juntar mais uma vez uma graninha pra poder espairecer. Eu sempre falei para alguns amigos próximos da minha vontade de estar um uma montanha, sozinho, longe de tudo e de todos. O fato é que jamais conseguiria ficar "longe de tudo e de todos", mas queria saciar esse meu desejo de ficar pelo menos alguns segundos sentindo o vento e ouvindo somente meus pensamentos.

Na semana que antecedeu o feriado, combinei com um amigo de irmos ao Ceará, subir a serra e conhecer o Sítio do Bosco. Organizamos tudo direitinho, depositamos o valor e aguardamos o dia chegar, com um pouco de ansiedade. Fiquei vários dias pesquisando a respeito e mesmo achando tudo um pouco simples do que imaginava, tinha certeza que mesmo assim valeria a pena ir.

O ônibus estava marcado para sair às 20h e pouquinho, mas como já até haviam me avisado, ocorreria um atraso. E que atraso! Ficamos na Rodoviária de Timon das 19h até quase 22h. Ainda bem que ficamos em uma lanchonete/barzinho/nãoseioquê assistindo TV e conversando besteira, tomando coca-cola e comendo salgadinho - de R$ 5,00!!!

Depois que o ônibus chegou, tentei dormir, mas quem disse que consegui!? Por mais que eu queira, não consigo, fico com aquele medo de algo acontecer, sei lá... Quando eu peguei no sono, já cochilando, um rapaz me acordou: - Senhor, consta aqui que a poltrona 26 desembarcará em Tianguá, é isso?

Meu amigo acordou desesperado.

Foi tudo muito rápido depois que descemos do ônibus. Fomos direto buscar um táxi para nos deixar no Sítio.

Nem precisou muito, pois os taxistas que abordam a gente. Tudo foi fechado nos R$ 40,00 para a ida ao Sítio. Se tornou bem barato, pois dividi com meu amigo.

No banco de trás, eu estava ali, meio sonolento, caindo, mas tentando ser firme, já que não fico totalmente fora de mim quando estou longe. Acho que demorou uns 10 minutos até chegar lá, eu via a rodovia com o seus sinais e placas brilhando e até me admirei disso, já que por aqui quase não vejo.

Chegamos quase 3h30 no sítio. Como já era de se esperar, estava tudo bem deserto e frio. Eu não sentia medo, eu só queria sair dali logo e dormir - essa foi a primeira vez que o sono venceu o meu medo.

O taxista buzinou e nada... Ficamos ali aguardando por mais uns 2 minutos. O taxista buzinou de novo e vimos alguém aparecer. Eu percebi que esse cara que apareceu, com calça de estampa de exército, botas e camisa que mais parecia um uniforme do sítio, estava demonstrando um pouco de medo. Percebi que ele não estava muito preocupado, mas imaginava a cena em que uma hora ele pegaria alguma arma atrás das calças. Ele foi se aproximando, aproximando e parou do lado do taxista. O taxista então explicou que queríamos entrar.

Pagamos a corrida, saímos naquele frio e eu ainda usando uma jaqueta que meu amigo havia me emprestado.

Lá tinha um lugar para preencher uns dados. Não lembro o que era, mas meu amigo preencheu tudo e mostrou o comprovante de depósito, já que havíamos pago antecipado. O rapaz no deu uma pulseira de identificação na cor azul claro e nos conduziu às barracas. No caminho, ele perguntou se já havíamos estado no sítio alguma vez e se tínhamos preferência de algum lugar para a barraca.

Na verdade, eu queria que ficássemos longe de tudo e de todos, mas ficamos no meu de duas barracas entre várias outras. Fiquei p*to quando meu amigo escolheu aquele lugar, mas deixei passar, já que, mais uma vez, o sono venceu a minha raiva.

Abrimos as barracas, dividimos os colchões um para cada lado e jogamos as mochilas bem no meio. Ainda ali no escuro, puxei o meu edredom e peguei no sono, após meu amigo me falar que tínhamos que acordar antes das 9h, pois era a hora que se encerrava o café-da-manhã.

Após algumas horas, acordei quando já estava claro, mas não foi isso que me fez acordar. As pessoas faziam muito barulho (entendam agora o porquê de eu querer ter ficado em um lugar longe de todos?) e eu não conseguia mais dormir. Tinha muitas mulheres que riam alto e uns rapazes também. Era um tal de "diabéisso, má!" que eu só havia escutado pela internet. Coisas de Ceará...

Acordei meu amigo e ficamos ali esperando a cara dar uma melhorada antes de sairmos assustando a todos - rs.

Fui escovar os dentes em um espelho e pia que tinha ali, atrás de um banheiro, perto do lugar onde todas as barracas estavam.

(FOTO DE EU NO ESPELHO)

* * *

Podem perceber que nem as fotos eu upei aqui, mas tudo bem, o que vale mesmo é está registrado. Sobre o restante dos dias, espero que eu lembre o que aconteceu futuramente. Por estar com preguiça, desde já peço desculpas se encontrarem algum erro acima. Eu não reli o post - e nem vou reler, pelo menos agora. Valeu!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #2


Não consegui contar o tempo passar após a nossa entrada dentro do carro rumo ao município de Jericoacoara. A BR estava ótima e a imagem que eu via pela janela era mais do que linda. Se o mato diferenciado era fascinante para mim, imagine quando visse as dunas. Juro, NUNCA tinha visto dunas na minha vida. Foi maravilhoso sentir, mesmo dentro do carro, a areia, as ondulações do chão incerto e um pouco de frio na barriga. Aquele barulho suportável de vento e pessoas rindo, tirando foto, gostando do que estava vendo, me fez bem. Ainda, pelo carro, consegui tirar algumas fotos, que não ficaram tão boas e que nem por elas dá pra descrever o quanto foi bom esse pedacinho de tempo ali, preso aquilo tudo:


Tudo ali era novidade e por mais que eu estivesse muito sério por fora, estava sorridente demais por dentro. Apesar daquele aperto dentro do carro, me senti em liberdade por conta daquele vento. As dunas pareciam pedras grandes e claras e se perdiam na medida que outras ultrapassavam a sua visão. Os "loucos" que passavam voados em cima das motos, conseguiam um equilíbrio inexplicável quando passavam pela areia naquela velocidade. Eu ficava imaginando o motor da moto após chegarem ao destino - rs. Pude ver também no caminho muita gente fazendo reparo nas motos, outros até estavam atolados na areia, coitados.

Como havia falado no começo deste post, não consegui contar o tempo e depois que ele passou foi que me dei conta que já estava em frente a pousada chamada Pôr-do-sol, em frente ao mar. *-*

Esperamos o restante das pessoas em outros carros chegarem e fomos divididos em quartos. Fiquei em um quarto bem próximo da entrada da pousada, sendo que tinha outros no primeiro andar - que eu queria demais ser escolhido para ficar lá. O quarto era simples, porém confortável. Tinha duas camas, uma de casal e outra de solteiro; Uma cômoda - se é que posso chamar assim; Um ventilador de teto; Um tamborete e um banheiro. A decoração era simples e artesanal e as camas estavam com colchas brancas e travesseiros de vento que mais lembravam de motel - rs.

Tomei banho, organizei as roupas, deitei um pouquinho, passei protetor e fomos tomar café.

A mesa já estava pronta, mas não tão farta quanto eu imaginava. Tinha pães, bolos (o de banana com canela estava delicioso!), molho de cachorro quente, duas opções de suco - que não tinham açúcar e que era de manga e outro sabor que não lembro, mas que mais parecia vitamina de laranja, por isso a minha confusão -, frutas e que eu lembre, só. Comi, comparado a minha fome naquela hora, pouco, mas foi o suficiente pra me segurar até a hora do almoço.

Depois do café, uns ficaram vendo TV, outros se balançando na rede, outros tiravam foto, outros batendo papo... e eu no quarto, deitado, curtindo a preguiça e esperando a hora do passeio chegar.