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quinta-feira, 26 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #3

(...)

Chegamos no aeroporto de Recife no horário previsto para conexão e a viagem foi bem tranquila. Inclusive, foi a primeira vez que o Pedro viajou de avião, motivo que o deixou todo maravilhado.

Em Recife, esperamos um pouco mais de uma hora o avião seguinte. Andamos um pouco pelo aeroporto que achei bem apertado e estreito, porém enorme. Depois sentamos, tiramos umas fotos e aguardamos informar que o nosso avião já tinha pronto.

Na minha viagem para Goiânia não tive que pegar aqueles ônibus que nos transportam para o avião, mas dessa vez teve. Foi bem normal, mas ao mesmo tempo aquilo foi novidade pra mim.

O nosso avião para Maceió tinha hélices nas asas, o que me deixou um pouco preocupado - rs. Em um momento, quase próximo a aterrizagem em Maceió, ouvimos um barulho. Nessa hora Pedro e eu nos olhamos, mas depois constatamos que era somente o trem de pouso sacando - rs. Foi um pouco tenso, mas passou em segundos essa tensão.

A gente sempre alternava os assentos, então, nessa parte da viagem, a vez de estar na janela seria minha. E foi aí que fiz o vídeo abaixo da maravilhosa praia de Recife:



Chegamos no aeroporto de Maceió e fomos direto pegar no "nosso" carro. Desde o comandante, já percebemos o quanto as pessoas de lá são legais e de bem. Digo isso porque o comandante tem uma pitada de humor no padrão que ele tem que seguir durante o voo. As atendentes do guichê da Localiza nos atenderam super bem e bem atenciosas e educadas. Todas as instruções e detalhes foram passados ao Pedro. Repito, melhor atendimento do mundo. Incluo também o "motorista" (não sei se posso chamá-lo assim) que nos levou de van para o local onde o "nosso" carro estava.

Momento em que chegamos em Maceió

Admirando o Aeroporto de Maceió

Ao escolhermos o carro - sim, a gente escolhe entre as opções, o carro que a gente quer! -, demos aquela olhada em volta para ver se estava tudo certinho. Perguntamos também mais detalhes sobre. Dentro do carro, percebemos que a entrada USB do som estava quebrada, mas tudo foi resolvido quando avisamos ao funcionário que fez a troca imediata do som.

Sem demora, ativamos o GPS e... #PartiuPenedo! \o/

CN → THE → REC → MCZ → PND #2

(...)

Na quinta-feira, 19, fui cedo para Teresina. O voo estava marcado para o dia seguinte às 07h10 e para não deixar tudo pra cima da hora, na correria, resolvi chegar bem cedo.

Ainda pela manhã, arrumei toda a minha bolsa e sai riscando na lista de coisas para levar o que eu já estava guardando. Eu não queria esquecer de nada, com isso, por vezes, parava sozinho e forçava a mente a lembrar de algo que eu poderia estar esquecendo.


À tarde fui à um salão dar um trato no cabelo. Cheguei lá um pouco mais de 14h e saí bem no finalzinho da tarde. Ainda bem que fiquei satisfeito.

Selfie aleatório no Salão que mandei para os amigos

Quando cheguei em casa, Dalton estava trabalhando em meu notebook enquanto eu ficava à toa no celular aguardando Pedro chegar do Ceará.

Não demorou muito quando Pedro chegou. Fomos ao shopping comprar algumas besterinhas que faltavam e, ao retornar, ambos começaram a arrumar as malas. Eu estava tranquilo favorável, mas insistia que estaria esquecendo algo.


Não lembro mais o menos a hora que fomos dormir, mas foi mais cedo que de costume. Já tinha deixado a minha roupa separada, a bolsa, chaves, carteiras também, justamente para ganhar tempo.

No dia seguinte, acordamos mais cedo ainda. Como sou uma pessoa ansiosa, fui o primeiro a acordar. Fiquei alguns minutos ali, me espertando e fui tomar banho. Logo após, meus amigos acordaram e foram também. Não foi uma correria, mas eu já estava pronto havia um tempinho, enquanto eles ainda tomavam café. Eles tomaram café reforçado e eu apenas um suco de maracujá, imaginando que comeria as besteiras que dão no avião.

Nisso, a hora passou e quando chegamos no aeroporto para despachar a mala, o atendente super ignorante meio que gritou: "Rápido, senhores! Vocês já estão atrasados!". Realmente estávamos, mas precisava daquilo? Mesmo com aquela cara, o tratamos bem e agradecemos o seu trabalho.

Entramos no portão de embarque se olhando, comentando sobre o atendente ignorante. Passamos pelo detector e entramos no final da fila do nosso voo. As pessoas já estavam seguindo para o avião, mas não tinha desespero como eu imaginava. Imaginava que as pessoas poderiam estar com raiva por conta do nosso atraso, mas o tempo foi bem calculado.

Indo ao avião, tiramos uma selfie:


CN → THE → REC → MCZ → PND #1

Provavelmente estarei postando isso bem atrasado, mas queria aproveitar este momento enquanto ainda lembro de tudo em detalhes.

Onde eu estava? Penedo e Maceió – AL. o/

Não existe coisa melhor do que viajar. Melhor que isso, só conhecendo pessoas legais. Juntando a viagem e pessoas legais não tem melhor combinação.

No começo do ano penso logo onde passarei minhas férias. Eu vou meio que por eliminação e condição financeira, claro. Dessa vez, foi bem diferente. Não seria férias, não seria algo esperado e planejado de muito tempo, mas queria aproveitar o momento atual e oportuno que estava passando.

Em pesquisas em sites que oferecem passagens aéreas, dei uma olhadinha em Maceió. E foi aí que dei sorte! A passagem estava super barata e, não querendo perder, alertei dois amigos. Os chamei pra conversar no Skype e lá eles começaram a me "desanimar". Na verdade eles já estavam planejando em ir à Belém, tinham algo para fazer lá, mas... "O que tem em Belém? Em Belém não tem na-da!", questionei e afirmei à eles, não tendo ideia do que Belém pode oferecer. Eu queria mesmo era ir pra Alagoas e pronto!

Fui dormir desanimado, mas ainda com aquele resquício de esperança dentro de mim. Inclusive, pensei: "Se eles (meus amigos) não forem, vou só! Eu já fui pra Goiânia sozinho, então...".

No dia seguinte, do nada, Dalton me manda uma mensagem dizendo pra eu entrar no Skype porque precisaria falar comigo. Saquei!

Em uma conversa em grupo, decidimos que iriamos, sim; que pra já compramos a passagem, naquele medo de aumentar, visto que o valor normal é bem mais caro. Digamos que não pegamos uma promoção, mas tivemos uma sorte de estar menos da metade do preço normal.

Lógico, fiquei super feliz e já fui logo anotando tudo que precisaria levar e comprar.

Já que estaria bem próximo da cidade dos meus amigos virtuais de um grupo de Windows Phone que participo, avisei logo que queria ir pra lá também. Que caso eles não quisessem, eu iria sozinho, pois estaria muito próximo e não poderia perder essa oportunidade. No começo foi difícil convencê-los, mas deu tudo certo.

Não lembro a data certa que compramos a passagem, mas foi quase dois meses antes. Tínhamos todo o tempo para comprar o que faltasse, para reservar pousada e apartamento e, claro, aluguel do carro, para que não dependêssemos de ônibus/táxi, pois o gasto com certeza seria bem maior. Além do mais, teríamos que ter o dinheiro para os gastos pessoais, passeios e o que precisássemos por lá.

Foto discreta pra mostrar no grupo o "making of" da viagem.

Mais ou menos duas semanas que antecederam a viagem, tudo estava reservado e pago: o carro, o apartamento em Maceió com a cobertura pro mar e a pousada simples em Penedo. As pessoas podem pensar que tudo saiu caro, mas garanto que não. Fizemos muitas pesquisas, nos organizamos e dividimos.

CONTINUA AQUI...

domingo, 8 de maio de 2016

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #24

(...)

Na verdade eu estava bem ansioso pra voltar pra Teresina. Eu queria entrar em um avião novamente, sentir aquela sensação, mas dessa vez, na luz do dia.

O engraçado é que Mister Job sempre estava comigo, ali vendo tudo. Quando entrei na aeronave de BSB para THE, logo na entrada a mesma aeromoça do meu voo de vinda de Teresina disse:

- Você que veio de Teresina, né?
- Aham!
- Sim, eu conheci pelo boneco.

E sorrimos antes de ela me desejar uma boa viagem.

Tudo se passava como em uma cena de filme. Eu olhava pela janela enquanto ouvia umas músicas no fone de ouvido. Era tudo bem dramático, meio que uma avanço, um sonho, algo que não sei descrever com palavras o sentimento de estar ali.

Já um pouco mais sem vergonha, peguei o celular do bolso da calça e resolvi fazer alguns vídeos curtos do registro que jamais sairá da minha cabeça: da terra vista de cima - isso quando as nuvens resolvem deixar.


Acima, o primeiro vídeo que fiz, me surpreendendo ao ficar por cima das nuvens.

Abaixo, o momento em que estávamos quase descendo em Teresina:


O que mais me incomodou durante essa viagem de volta foi uma dor horrível de ouvido que senti. Eu juro que é uma dor insuportável, muito pior do que os frios na barriga que às vezes dava durante a viagem.

Embora antes muito ansioso, eu já não via a hora de sair dali. Eu queria a terra, eu queria voltar pra casa, tomar um banho, dormir... Eu estava tão agoniado para descer que quando saí da aeronave em Teresina, ia esquecendo de pegar a minha mala. Fiquei totalmente desorientado por conta do meu ouvido. Eu ouvia tudo bem distante, bem baixo. A minha garganta para completar estava seca e quando eu engolia saliva sem querer, sentia um estouro. A sensação é a pior!

Peguei um táxi e me mandei pra casa. Como sempre, o sol estava matando, juntando com aquele calor insuportável e a camisa manga longa que eu usava, mesmo o táxi com ar condicionado.

Ao chegar em casa, um pouco mais de meio-dia, na correria e desespero, tirei toda minha roupa e deixei jogada no chão. Entrei no banheiro e rapidamente liguei o chuveiro. Fiquei ali por mais ou menos uns 20 minutos direto, sentindo uma sensação boa, como se estivesse limpando toda a minha alma e descarregando todo o meu cansaço com aquela água fria.

Coloquei um calção e apaguei na cama,  vindo a acordar morrendo de fome no final da tarde com o Dalton acabando de chegar do trabalho.

Sem demora, preparamos o jantar e na mesa contei toda a minha viagem. Ficamos comparando tudo, fiquei falando como eram os pais do Augusto, o Augusto, o Breno, a Tássya, o Igor e como foi dormir no mesmo quarto do Weuller.

Sendo assim, encerro aqui toda a minha trajetória - demorada! - da minha primeira viagem sozinho, de avião em busca de coragem e amizades para a vida toda.

Ahh!!! Quem me acompanha nas redes sociais, viram que Augusto também veio conhecer o nordeste no começo desse ano. Claro, para compensar tudo que ele tinha feito por mim quando estive em Goiânia, dei toda a moral que ele precisava por aqui. Fui buscá-lo na rodoviária, levei em alguns pontos turísticos de Teresina, restaurante e apresentei os meus melhores amigos... Tenho certeza que disso ele não tem nada a reclamar.

Obrigado a quem acompanhou até aqui e, depois de tantos posts sobre, espero que vire livro - rs.

domingo, 6 de março de 2016

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #23



O voo estava marcado para a madrugada do dia 21, então um pouco antes desse horário eu já teria que estar pronto.

Assim como na minha ida a Goiânia, a minha vinda eu também não consegui dormir direito. Fiquei me mexendo na cama por várias horas, tentando enganar o sono ao mesmo tempo.

Não me lembro o horário que Augusto foi me acordar, mas deu tudo certo. Coloquei uma camisa manga comprida já pensando no frio de Brasília, sendo que esperaria algumas horas para o voo de Teresina.

O pai do Augusto já tinha preparado o meu "bauru" (é assim que eles chamam misto lá) e eu tinha que comer rapidinho para não perder o horário.

Da casa do Augusto para o aeroporto é distante e enquanto íamos no carro, o pai do Augusto me mostrava e explicava histórias de alguns pontos das avenidas.

Chegamos no aeroporto após eu já ter feito check-in pelo celular ainda no caminho.

O pai do Augusto disse que não entraria, me dando uma abraço de despedida e desejando uma boa viagem. Aproveitei também para agradecer, meio sem jeito, pelos dias em sua casa.

Augusto me acompanhou e ficou uns minutos comigo conversando. O clima já estava tenso com a despedida, mas nos mantínhamos ali, tentando ser normais - rs.

Antes de entrar na sala de espera, antes mesmo de passar pelo detector, nos despedimos em um abraço rápido e fiquei triste, pois aquilo tudo estava acabando, aquela semana única de agosto.


Sozinho, fiquei aguardando chegar próximo ao horário de desembarcar.

Passei mais uma vez pelo detector de metais e, antes disso, fiquei naquela tensão de achar que tinha algo escondido ou despercebido em mim que poderia me passar vergonha naquele momento caso o detector apitasse.

Passei por ele. Alívio!

Fiquei uns 20 minutos ainda esperando ali, segurando o Mister Job nas mãos e já temendo o frio lá de fora.

Quando nos informaram sobre a formação da fila, e fui em direção a ela, vi uma pessoa da minha cidade. Ela estava na fila que não correspondia ao assento dela e fiquei, não vou mentir, com vergonha alheia - rs. Ela estava na minha frente e, mesmo assim, fiquei na incerteza se era ou não era quem eu imaginava que fosse. Mas era!

Não nos falamos, talvez ela nem me viu, mas pensei no quão o mundo é pequeno mesmo, hein! Quem diria, eu totalmente isolado do nordeste, encontrar alguém da mesma cidade. Se bem que no aeroporto passam de tudo, né mesmo!?

Enfim... Segui à aeronave naquela empolgação de que novamente iria voar.

A sensação de voar é ótima e me faz às vezes suspirar de felicidade, pois é algo mesmo magnífico.

Cheguei em Brasília quando já estava amanhecendo. O frio às 6h e pouquinho estava de matar. Fiquei com o casaco em mãos, mas não cheguei a usar.


Mais a vontade (como na foto foto acima), liguei meu notebook e dei continuidade as narrações aqui no blog. Enquanto a minha mente ainda se encontrava fresca, ficaria bem melhor de contar todos os detalhes que passei durante a semana.

CONTINUA...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #7

(...)

Nem consigo acreditar que já estou digitando o #7 desse post, e olha que nem cheguei em Gyn (Goiânia) ainda. Portanto, nesses próximos eu vou tentar ser o mais breve possível, o que não consigo ser, pois me alimento dos detalhes.

Então... Ainda no avião, tudo clareou e eu fui vendo Brasília de cima. Os prédios, as plantações, as piscinas das casas dos ricos e muitas outras coisas. A menina que estava do meu lado alongava o pescoço para poder ver o que se passava através da janela, pois eu não conseguia desgrudar da mesma.

Achando que o pouso seria outro desafio, quebrei a cara. O pouso é super de boa e não dá nada de frio na barriga. Um detalhe que gostei muito é que, antes de pousar, ainda no ar, o avião cai pros lados, que dá aquela sensação de que o avião esta caindo. Que coisa mais gostosa! São os 90º mais deliciosos da minha vida - rs.

A aeronave parou em solo e veio aquele túnel (não sei como chama essas coisas, meu povo!) em direção à porta. E eu observando tudo. As pessoas começavam a tirar os cintos, e outras já buscavam as mochilas colocadas logo acima do assento.

Sai da aeronave, passei pelo corredor do túnel e caminhei muito naquele aeroporto de Brasília. São vários portões e uma estrutura bem organizada e cheio de placas, que não tem como algo dar errado ali. Naquele momento, queria mesmo era me esticar e andar pra lá e pra cá, ainda cheio de coisas. A temperatura, não sei se por ser muito cedo, estava muito fria, e eu comecei a me incomodar com aquilo. Usei a jaqueta e coloquei Mr. Job no bolso, afim de que também pudesse se aquecer.

Sentei em um lugar onde a minha vista ficaria bem panorâmica, podendo ver as aeronaves tanto pousando, quanto decolando. Que massa!!!


Ficamos ali por muito tempo, o frio estava começando a doer, quando resolvi andar mais um pouquinho e procurar meu portão de desembarque, ficando bem próximo de lá, imaginando que mais tarde poderia estar lotado.

O meu portão era o de número 30, e eu já estava nele, junto de outras pessoas. Algumas pessoas acho que estravam o fato de eu estar totalmente "empacotado", mas só eu sabia o frio que sentia naquele momento.

Querendo logo que as horas passassem, peguei os fones de ouvido e liguei algumas músicas que, talvez, pudessem até me esquentar.


Quem me conhece sabe que essa cara da foto acima é quando tenho medo do desconhecido.

Quase próximo do horário do voo para Gyn, observei que as pessoas se olhavam estranhamente, como se algo estivesse acontecendo ali. E estava. Discretamente, tirei os fones de ouvido, deixei pendurados no pescoço (como na foto acima) e escultei no alto falante as informações de que meu voo tinha mudado de portão: do 30 para o 16. Isso mesmo, DE-ZE-SEIS!!! (separei as sílabas corretamente? - rs) Lá foi eu, caminhar muito pra poder encontrar esse bendito portão, do outro lado do aeroporto, praticamente. O bom é que fiz a festa nas esteiras que tinha por lá. Confesso que era isso mesmo que eu queria - rs. Acabei pegando umas três, quatro, esteiras, quando pensei que já tava bom, encerrei mentalmente a brincadeira.

O portão 16 era bem apertado, quase não tinha onde sentar. Como já estava quase na hora, fiquei bem no começo da fila, enquanto outras pessoas perguntavam se era ali mesmo o portão de embarque para o voo de Gyn.

Obs.: No começo do post eu disse que seria breve, mas não consigo. --'

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #6


O avião saiu do lugar. Percorremos um caminho devagarzinho até que as turbinas foram ligadas. Olhei para meu lado direito onde a menina estava e ela estava com as mãos dadas, entre as pernas e com a cabeça baixa, como se pensasse: "Seja o que Deus quiser!" - rs.

A sensação de voar é tão boa, mas tão boa, que se eu soubesse que seria assim, já teria juntado dinheiro e comprado um jatinho só pra mim - rs.

Brincadeiras a parte, é como voar mesmo, sem sentir os pés no chão. Não sei bem como explicar isso, mas a sensação é a melhor possível - tirando frios na barriga surpresa - rs. Você vê que tudo está cada vez ficando menor e que a cidade acaba virando maquete de luzes acessas. Aqueles pontos de luz em movimentos dos carros e os parados de poste, lhe dão uma gratidão imensa por estar vivo e ver tudo aquilo.


A minha ansiedade, após já ter saído do chão, claro, era que o dia amanhecesse logo, pra eu ver como seria tudo no claro.

Na foto acima, estava amanhecendo ainda. O degradê no céu é maravilhoso, são cores que se transforam em outras, mas sem deixar a sua cor. O branco vai virando azul, que vai virando amarelo, que depois fica alaranjado e que dá pra ver as nuvens e, enfim, céu azul.

E assim se passaram as minhas duas horas de viagem...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #4

(...)

Não lembro a hora exata que chegamos no Aeroporto de Teresina, mas eram umas 3h e alguma coisinha. Como eu já tinha feito check-in e tudo mais, fiquei agarrado ao meu outro companheiro, o Mr. Job, no qual caracterizo muito, através dele, algumas situações na conta do instagram dele aqui.


Como na foto acima, essa foi a hora em que eu estava esperando o horário de embarque. Tudo para mim naquela hora era novo, mas nem parecia, acredita? Eu estava tomando a frente de tudo, de todos, e a libertação foi quando me despedi do Dalton e fui para próximo do portão de desembarque.

Depois de uma abraço rápido de boa sorte despedida, passei por uma pequena porta que se encontrava um segurança. Eu, desorientado, cheio de coisas da viagem, após ter despachado a bagagem, perguntei a ele aonde teria que ir. Vendo o meu documento de identidade junto da passagem nas mãos, pediu pra eu seguir.

Estava uma fila não muito grande. As pessoas estavam passando pelo detector de metais, enquanto eu observava tudo e já apalpava os bolsos pra saber se tinha algo por ali que poderia ser tirado. E tinha. Tanto meus bolsos da frente da calça, quanto os de trás, estavam lotados. Seguindo a ordem dos seguintes itens, de como eu estava cheio: dois celulares nos bolsos da frente; chaves e carregador portátil; lente de olho de peixe; carteira; Mr. Job; jaqueta de frio (porque fiquei morrendo de medo do frio de Brasília mesmo sem nunca ter sentido) e a mochila nas costas. Era tanta coisa que faltava mão mesmo.

Na esteira que tinha lá, peguei uma bacia (não sei como chamava aquilo, mas pra mim era uma bacia mesmo) e coloquei todos os itens lá dentro. Eu estava todo atrapalhado, que até joguei o casaco e Mr. Job que estavam nos meus braços.

Segundinhos antes de passar pelo detector de metal, me assegurei que ele iria apitar, mas, não - e mais uma vez o meu pessimismo de criar situações na mente. Tudo certo! Weeee are the champions... ♫ - rs.

Aguardei alguns minutinhos, comprei um trident de melancia em uma "birosquinha" que tinha por lá (por R$ 3,30 - ôh porra!!!) para mascar enquanto estivesse viajando. Um cara abriu o portão - que nada mais é do que uma porta estreita -, informou sobre duas filas, uma para prioritários e outra para pessoas normais foi conferindo as passagens junto com os documentos de identidade.

Mais uma libertação: a aeronave a minha frente no pátio e eu indo em direção a ela, tudo em câmera lenta na minha mente, enquanto meu coração acelerava de tensão.

CONTINUA...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #3


Durante todos esses meses que antecederam agosto, fiquei imaginando mil coisas. Na primeira semana mesmo, após a compra das passagens, fiquei no youtube vendo vídeos das reações das pessoas em suas primeiras viagens de avião. Não sugiro que façam o mesmo que eu fiz, no caso, assistir esses vídeos, achando que acontecerá a mesma coisa. Em um desses vídeos que vi, um rapaz faz muita cara feia, fica gelado e tudo mais em meio a decolagem... Fiquei com medo demais e sentindo as dores dele cada vez que assistia.

Entrei de férias no dia 10 deste mês. Ainda nesses meses que antecederam, fiquei de comprar algumas coisas que precisaria, pra não deixar pra cima da hora. Porém, como somos brasileiros... Fiquei dois dias antes da viagem correndo atrás de algumas coisas. Na terça, 11, acordei cedo e fui na rua comprar alguns produtos de uso pessoal. Pela noite, gomei (ou engomei?) as roupas e guardei, para deixar tudo certo na minha ida à Teresina.

Na quarta, 12, me mandei cedo pra Teresina, junto de uma caixa de papelão que só Deus sabia que nela tinha todas as minhas roupas arrumadas - rs.

O meu voo estava marcado para sexta, 14, no começo do dia, melhor dizendo, da madrugada. Eu estava tenso, meio que passando mal. Quase não consegui dormir direito, imaginando tudo... Com Ítalo próximo a mim, fiz logo check-in por um aplicativo no celular.

Me joguei no colchão e dormi apenas alguns minutinhos, o que pareceu, na hora que acordei, que foram horas ali. Tomei banho, me vesti, pegamos um táxi e fomos em direção ao Aeroporto de Teresina. Eu até então não estava tão tenso nessa hora. Dalton me deixou a vontade até chegar na entrada do portão de embarque.

Do portão de embarque pra lá, era eu e eu.

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #2

(...)

E como sempre acho, Deus sabe o que faz. Ele usou esse "problema" do meu amigo não vir ao nordeste pra eu poder ir lá ver ele. Agora sim, aquele velho ditado brega faz sentido: "Se Maomé não vai até a montanha...".

E foi isso, juntei uma grana e comprei, sozinho, as passagens de avião. Como já sabia que comprando muito antecipado sairia mais barato, arrisquei ali mesmo, naquele mês de março, mas me confessando que, se por acaso não desse certo, cancelaria. Eu odeio ser um pouco pessimista, mas estou tentando trabalhar isso em mim.

Como disse, sozinho, me joguei nos sites das companhias. Lembro que todos falavam que a AZUL era a melhor, que a GOL era a pior, que a TAM era boa... mas o que eu queria mesmo saber era a que tivesse fornecendo um valor muito mais em conta. Passei alguns dias olhando assiduamente o site Decolar, onde tem o resumo de todas as companhias, o que me facilitaria muito não ficar pulando de site em site. E eis que lá encontrei uma passagem em conta, pra cinco dias, no mês de agosto. Pronto, vai ser essa mesmo! Me dou logo essa viagem de presente de aniversário - pensei. Como não poderia tirar férias do trabalho em julho, me programei pra agosto mesmo, já que é meu mês, um mês extenso e depressivo para mim.

Fui lendo tudo direitinho pra que não acontecesse nenhum erro. Depois, impressionado, me animei ao saber que poderia escolher o assento da aeronave. Juro, eu achava que quando chegasse no avião, sentaria em qualquer lugar, imaginando que lugar ali era o que não faltaria. Acabei pesquisando ainda quais os assentos que poderiam me livrar da morte - podem perceber mais uma vez o meu pessimismo entrando em jogo - e, ainda sem experiência, escolhi uns no mapa achando que era no "fundão" da aeronave, o que só depois, no dia da viagem, vi que era nas primeiras poltronas.

Após feito a compra, impresso o boleto, saquei a grana e fui pagar em um correspondente da minha cidade. Aquele comprovante de pagamento era o meu passaporte, digamos assim, para enfrentar alguns de meus medos. Deixei todas as informações do voo impressas e não parava de olhar, começando a brotar a minha ansiedade de mãos dadas com o medo. E por aí foi.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #1

Em março desse ano peguei um pouco do meu salário e algumas economias para fazer algo diferente. Eu nunca tinha feito nada de tão estranho, então me propus alguns desafios. Que tal pegar um avião e sair do nordeste? Saber como é lá fora e ver como o povo reage com os meus costumes e dialetos. O detalhe mais assustador é que não tenho parentes em outros estados, muito menos amigos que são da minha cidade e foram para fora. Daí que veio outro desafio: ficar na casa de alguém virtual.

Há algum tempo, que não lembro, mas como me bateu a curiosidade, vou tentar procurar agora... (só um minutinho!) Depois de mais de meia-hora subindo a conversa do inbox do Facebook, vi aqui que conheci um cara num grupo de Windows Phone no Facebook em janeiro de 2014. Não lembro muito bem como fomos conversar por lá, mas acho que eu (ou ele) publiquei algo e depois respondemos nos comentários. E assim, foi...

De lá pra cá, entre várias atualizações do WP e de rumores, nos entrosamos e nos tornamos melhores amigos - até então virtual. Conversávamos todo santo dia e na falta de um melhor amigo presente, ali tinha ele, no visor do meu celular.

A amizade se tornou cada vez mais forte e, vendo isso, nos ajudamos e trocamos algumas besteiras pelos correios. Como não tenho acesso às lojas físicas da (antiga) Nokia, ele comprava algumas coisas e me mandava pelos correios. A mesma coisa eu fazia da minha cidade. Tudo bem, eu não tinha o que mandar, mas sempre mandava alguma lembrancinha besta. Como exemplo disso, uma vez mandei uma latinha de coca-cola com o nome dele - rs.


Com o passar do tempo, em conversas sobre nordeste, descobri que todo final de ano a família dele aparece em Teresina em direção a Parnaíba, então o que parecia impossível, poderia se tornar bem mais fácil para mim e para ele trazermos essa amizade para o real.

Mas como eu tenho muuuuita sorte, não deu certo. No final do ano passado, a família toda dele veio para o nordeste, menos ele, que estava precisando resolver uns problemas na sua cidade. Lógico, fiquei triste, mas achei que aquilo poderia me trazer algumas vantagens mais na frente.

domingo, 30 de junho de 2013

SONHO E MEDO DE AVIÃO

Ultimamente venho sonhado frequentemente com avião caindo. Não sei o que isso significa - se é que significa alguma coisa -, mas acabei ficando curioso pra saber e joguei na internet:


De maneira geral quando o avião aparece em nossos sonhos é sinal que algo grande está para acontecer em sua vida. Significa que grandes mudanças surgirão. Sonhar com avião caindo não é um bom pressagio, pois significa que declínio na vida, esse declínio pode ser tanto material como emocional. Também pode representar algumas preocupações que tem passado ou assuntos que ainda não foram resolvidos. Também pode ser um aviso de que algo de ruim está para acontecer em sua vida, o melhor é durante 37 dias não viajar de avião. Caso você tenha sonhado com avião caindo o melhor é se apegar naquele que tudo pode. Para se manter protegido sobre futuros acontecimentos negativo faça orações. Sonhar com avião caindo não é o fim do mundo, fique tranquilo apenas siga os conselhos citados acima que tudo vai ocorrer bem. Tenha um bom dia e até a próxima.


Ao ler acima, levei um susto e fique imaginando mil coisas. Será se não vou me dar bem em breve? Será se vou perder alguém querido? Será se vou sofrer por amor? O que enfrentarei? Embora não acredite em significado de sonhos, querendo ou não fico com um pé atrás, porém não irei ficar deixando isso consumir a minha cabeça, senão vou acabar ficando doido e achando que tudo é por causa desses malditos sonhos.

Na madrugada passada eu sonhei que estava em Teresina e que vi um avião caindo há quilômetros na minha frente. Eu vi tudo numa visão panorâmica e ao cair, vendo aquela explosão, um dos estilhaços quase me atingiu. A minha sorte foi que ele bateu no teto do terraço onde eu estava.

Esse foi o último que sonhei, mas teve outros muito mais tenso. Era avião caindo no campo de futebol da escola, era avião passando por cima de mim, bem próximo... É tanto sonho esquisito que dou graças a Deus de esquecer todos minutos depois que acordo.


Há alguns dias, fiquei vendo vídeos na internet de avião caindo, do desespero das pessoas. Imagino aquelas pessoas que olham o avião caindo bem na sua frente, que gritam, que acabam ficando loucas imaginando até que aquilo não poderia ter acontecido. Passei por uma experiência parecida em 2010, onde fui para um encontro de aviação no aeroporto aqui na minha cidade (comentei até aqui no blog), onde eram aviões simples, mas que faziam manobras arriscadas. Em um momento, um avião ficou subindo na vertical até uma determinada altura, depois, ainda no ar, o motor parou, tudo ficou em silêncio, o avião mudou a sua posição, ficando dessa vez com o bico pra baixo e começou a descer rodando. Nem preciso dizer como estava o meu coração numa horas dessas, né!? Achei que ia terminar ali, que o avião ia mesmo cair e que todo mundo iria gritar, mas, não. Isso era mesmo o que o piloto queria: que a gente ficasse tenso. Ao chegar próximo ao chão, ele ligou o avião, inclinou para cima e seguiu normal. Todos nessa hora aplaudiram.

E também, como não lembrar dos Mamonas Assassinas. :'-(

Enquanto digito este post, estou vendo uns vídeos no youtube de uma matéria no Fantástico sobre o acidente deles. É muito emocionante assistir isso. Embora já tenha muitos anos do acontecido, sinto como se fosse nos dias atuais.

Durante esse tempo, pesquisando sobre aviões, me deparei em um blog um post sobre um aeroporto próximo a uma praia:

Saint Martin é uma ilha de cerca de 87 Km² situada no arquipélago das Caraíbas. Apesar de ser pequena, encontra-se ainda dividida em duas partes pertencentes à França, a Norte, e à Holanda, a Sul. Por este motivo também é denominada Sint Maarten, em língua holandesa. Mas não são estas particularidades geográficas que tornam a ilha especial. O que a torna especial e famosa é o seu Aeroporto Internacional Princesa Juliana, conhecido como SXM, situado no lado holandês. Este aeroporto, que recebe aviões de grande porte, possui na cabeceira da pista… UMA PRAIA.


Fonte: minilua

Li também que como isso acaba se tornando uma atração turística, há até barracas que avisam numa tela o próximo voo a decolar ou a pousar para que os banhistas já preparam suas câmeras ou fiquem em um ponto estratégico para ver todo esse show.

Alguns vídeos que encontrei no youtube:




Talvez eu teria coragem de ver isso por perto, mas tenho certeza que isso faria o meu coração faltar sair pela boca. Acho que, mesmo assim, vou colocar isso na minha lista de sonhos. Quem sabe, né? - rs.

Enfim, meu medo de estar dentro ou ver um avião caindo ainda continua. Nem preciso ouvir a palavra turbulência pra imaginar que seria um desespero só para mim. Ainda mais por todas as perguntas que faço aos amigos sobre isso, sempre vem com respostas negativas. Uns dizem que é normal isso acontecer, que já estão acostumados, mas preciso passar dessa fase, ou seja, perder esse medo.

Até!

F5

E o vídeo do vlogueiro Whindersson Nunes que eu mais esperava, vi hoje. Eu estava mesmo querendo saber como foi a experiência de mais uma primeira vez no avião. O melhor de tudo é que mesmo com toda tensão que ele passou, ele ainda conta tudo com o bom humor. Mesmo assim, fiquei preocupado e me imaginando na situação dele. Sei que não morrerei sem entrar em um, porém, é sempre bom saber pra não passar vergonha.

Curtam o vídeo aí também:


Obs.: Como ele é do meu nordeste, no qual tenho muito orgulho, queria passar alguns links dele para ajudá-lo na divulgação do seu trabalho como vlogueiro:

TWITTER: http://www.twitter.com/whindersson
INSTAGRAM: http://instagram.com/whinderssonnunes
FACEBOOK: http://www.facebook.com/whindersson.n...

Valeu! :-)