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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #1

Desde quando comecei a trabalhar, na ausência de amigos para celebrar a data do meu aniversário, procurei me dar algo para compensar essa tristeza. No ano passado, aproveitando que tirei férias em agosto, me dei de presente um desafio: sair do nordeste, sozinho e de avião. Tudo pela primeira vez - inclusive, já comecei contando aqui.

E este ano não foi diferente. Após economizar o máximo, mesmo sabendo que não iria gastar muito, resolvi que iria me dar um presente um tanto quanto radical.

Mais ou menos uma semana antes da data exata do meu aniversário, pedi folga para a minha chefe, que até brincou dizendo que "isso tudo é só pra não aparecer com o bolo", e me mandei no dia anterior, às 18h, para Teresina Timon. Como queria economizar, preferi ficar logo em Timon do que ir em Teresina e depois voltar, já que o ônibus para  Tianguá - CE sairia às 21h e pouquinho...

Como cheguei em Timon um pouquinho antes das 20h, liguei para uma amiga que fazia muito tempo que não a via e fui ao encontro dela. Conversamos muito e até lanchamos por insistência dela, pois não queria que eu viajasse apenas a base de água que já estava visível no bolso externo da mochila.

Às 21h, muito aperreado, peguei o primeiro moto-táxi que vi e voltei para a rodoviária. Fiquei sentado próximo de onde os ônibus desembarcam e embarcam pessoas, mas... Deu 21h30, 22h, 23h e nada desse ônibus chegar. Já fiquei preocupando achando que ele poderia ter se adiantado, mas fiquei calmo quando chegou, quase 00h. O bom de tudo foi que li várias páginas de um livro que ganhei antecipado do Pedro, onde a leitura era bem instigante e fazia o tempo passar mais rápido. O chato era que do meu lado havia um casal de senhores brigando por bens de família e comparando filhos do casamento anterior. Como não consigo me concentrar em nada com barulho, tive que voltar vários parágrafos por conta disso.

Enfim, após minutos de espera para o motorista autorizar a entrada dos passageiros, mostrando a passagem e a identidade, claro, entrei no ônibus. Para a minha sorte (!?), tinha uma senhora sentada e dormindo na minha poltrona. Eu não sabia o que fazer! Pelo movimento de pessoas entrando e fazendo barulho colocando as bagagens na parte superior do ônibus ela acordou e me perguntou se minha poltrona era a que ela estava. Logo, saiu e sentei...

E foi aí que o meu dia, literalmente, começou. 😀

Já era cinco de agosto e os meus pensamentos fluíam naquela escuridão. Fiz muitas reflexões naquele pouco tempo de silêncio, enquanto tentava me livrar do frio com uma camisa grossa que minha amiga havia emprestado, ainda mostrando insistência e preocupação. Pensei no quanto amadureci, no quanto fui perdendo meus medos e me desafiando a ser uma pessoa melhor... Foi uma reflexão que me deixou bem emocionado.

A viagem estava sendo bem longa, bem longa mesmo. As paradas nas cidades duravam a eternidade. Como eu não podia ler, já que o ônibus mexia demais; não podia escutar música, já que os fones acabei esquecendo dentro da mochila, resolvi fechar os olhos e tentar dormir. Quem disse? Um senhor atrás de mim roncava tão alto que às vezes me assustava. Que raiva!

Umas 3h e pouco chegamos, enfim, na rodoviária de Tianguá - CE. Pedro já estava lá me aguardando de mochila nas costas e com os braços cruzados. Fiquei super feliz em ter visto ele, já sorrindo, me dando um abraço demorado e me desejando as melhores felicitações. Foi tão bom isso! Ele é um verdadeiro amigo que quero levar pra sempre. Após, pegamos um táxi sem dificuldade, pois sempre somos abordados por e fomos direto subir serra, no Sítio do Bosco.

No caminho, dentro do táxi, retirei o celular do modo avião que havia colocado para economizar bateria e chequei as mensagens do whatsapp. Vários áudios engraçados, vídeos e fotos feito montagem. Claro, enquanto podia, respondi cada um com o mesmo carinho que haviam enviado. A gente realmente sabe as pessoas que são sinceras com as palavras. Por conta disso, a cada mensagem de carinho que lia, eu ficava mais feliz.

Chegamos na entrada do sítio, pagamos o táxi, fizemos o check-in, escolhemos o lugar das nossas barracas - sempre próximas da pista de pouso, como na primeira vez que fui - e... apagamos! 💤

CONTINUA...

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #19


No dia seguinte, 17/08, após o almoço, Augusto foi me deixar na casa do Alexandre. Já havíamos combinado que ficaria à tarde por lá.

Alexandre me apresentou a mãe dele - que é super jovial e de boa. Tentamos preencher o tédio ali, no quarto dele. Ele começou a me mostrar algumas coisas do celular dele, da TV, e alguns jogos. Quem me conhece sabe que não sou fã de jogos, consequente não sei jogar nada, mas fui tentar:

Me perdoa por essa foto, Alexandre. Também estou o pior - rs.

Alexandre é o típico nerd que tem tudo que um nerd tem que ter. Não sei se o termo certo é esse, mas, para mim, ele é um nerd, sim!

Desistindo dos jogos, procuramos algo de bom na TV. Foi aí que lembrei que o Igor havia comentado sobre um programa na TV fechada chamado "Largados e Pelados". Quando o Igor falou me interessei muito, pois gosto desses realitys no estilo "No Limite" que passava na Globo quando eu era mais novinho. Sem saber do horário na programação, Alexandre pesquisou pelo celular no youtube mesmo, e, graças a tecnologia, pareceu na TV dele. Tudo que ele fazia pelo celular ia direto para a TV. Que massa, né!

Por pura coincidência, assistimos esse episódio aqui, que se passa no Brasil. Por mais coincidência ainda, o episódio se passou no Maranhão, nos Lençóis Maranhenses, eu acho. As imagens já pareciam familiar, mesmo eu nunca conhecendo pessoalmente lá. Assistimos todo o episódio e o tempo passou...

Demos uma pequena pausa somente para comer "bauru" - que não passa de "misto" que chamamos por aqui. Para mim, pão massa grossa com presunto e queijo mussarela é MI-X-TO (se levando em conta o meu sotaque).

Não queria assustar vocês novamente - rs.

No final da tarde, Alexandre foi se preparar para ir à Faculdade. Como combinado, lá eu encontraria Augusto, após resolver algumas de suas pendências.

No caminho de ida, conversei muito com a mãe do Alexandre e descobri o que me deixou bem feliz: o fato de ela, além de ser bem jovial, amar o nordeste. Não lembro muito bem em detalhes  o que conversamos, mas ela disse que amou Fortaleza e Salvador. O nosso assunto era mais sobre as diferenças de culturas, o assunto mais comentado durantes toda a minha semana por lá, até porque não tem como não comparar e trocar informações causando humor.

Chegando na Faculdade, sentei em um banquinho e fiquei esperando o Augusto chegar. Até que o Alexandre ficou comigo por lá na tentativa de que o Augusto chegasse logo, mas acabou indo para a sala de aula.

Esses longos minutos que passei esperando Augusto, observei muito as pessoas: o modo de vestir diferente, de falar, de se expressar, as tatuagens, os cortes de cabelo e as botas de sertanejos que usam sem serem julgados - rs. Gostei mesmo!

Augusto chegou muito depois por conta de ter saído um pouco mais tarde do trabalho e do trânsito. Ele resolveu uma parada dele por lá e voltamos para casa.

CONTINUA...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #12

(...)

Antes mesmo de conhecer o Augusto pessoalmente, perguntei pra ele se teria possibilidade de irmos em Udi (Uberlândia), já que era bem pertinho de Gyn. Ele acabou dando a resposta positiva há meses atrás. Combinamos a questão do combustível e marcamos a data e o horário de saída, para deixar logo tudo muito bem esquematizado, considerando um final de semana que ficaria em Gyn, claro.

Lembrei aqui que no começo da madrugada do dia do meu voo, quando ainda não tínhamos nos conhecido pessoalmente, claro, e eu estava muito tento pensando ainda que pegaria um avião, que viajaria sozinho, que estaria em outro clima, estado, etc... Augusto me surpreendeu cancelando tudo. Me mandou mensagem dizendo que achava que não daria para ir para Udi e tal, tal tal... Lógico que me chateei e até tratei ele um pouco mal diferente. Mas como a única certeza que tínhamos ali era conversar tudo novamente e ver os prós e contras, com um pouco de dificuldade, mas com soluções, firmamos a viagem. Amém!

Na manhã de sábado, 15, acordamos cedo, arrumei a mochila em cima da hora, entramos no carro, fomos abastecer e nos mandando pela BR. No caminho, Augusto ainda me mostrava algumas coisas da cidade e eu tentava prestar atenção, sendo que a minha ansiedade maior era conhecer Minas Gerais e quem sabe até comer um pão de queijo por lá.

Lembro que ele me mostrou também o lugar exato onde o cantor Cristiano Araújo sofreu o acidente e morreu. Nessa hora, assim como no começo da viagem, lembrei de Deus e pedi para que ele estivesse ali conosco, nos guiando naquela ida e que fossemos na fé de Cristo.

Em meio as músicas sertanejas e meus gostos estranhos - pelo menos pro Augusto - seguimos a viagem. Ainda estava muito recente ali, então, o vídeo abaixo - com a música da playlist do meu celular, claro - mostra o quão estávamos animados em viajar na companhia um do outro.


A viagem era de mais ou menos quatro horas, então, tinha muito tempo pra gente conversar mais das coisas que só conversávamos no virtual.

Por algumas vezes, ríamos de besteiras, de coisas que nem sei como explicar agora.

No meio do caminho, paramos em um posto para nos esticarmos e comermos algo - aproveitando, Augusto ligava para os pais informando onde estávamos. Lá nem parecia um posto, era um lugar que na frente tinha uma espécie de lago, aquário, sei lá como chama aquilo. Tinha uns peixes coloridos e grandes indo para lá e para cá. Os peixes pareciam frutas podres que nadavam ali, inclusive Augusto até falou que um parecia muito uma manga ficando podre. E parecia mesmo. Confirmem isso no vídeo que filmei abaixo. Ele aparece no 0:08, na parte superior do vídeo:


Confesso que fiquei com um pouco de nojo deles: grandes, feios, com aquelas bocas de peixe enormes que mais pareciam mutantes.

Depois de ter filmado, pegamos a ficha na catraca do posto, passamos por ela e fizemos o nosso pedido. Com medo de pedir algo pesado que pudesse me fazer mal durante a continuação do percurso a Udi, pedi um bolo de chocolate que parecia estar uma delícia e Augusto pediu acho que um salgado de pizza, sei lá. De bebida, acho que Augusto pediu uma coca-cola lata e eu pedi um suco de uva em lata, que nunca tinha tomado na minha vida e que não me impressionou de tão normal como o suco de caixinha mesmo.

Terminamos o lanche e nos mandamos para, enfim, chegar à Uberlândia! \o/

domingo, 4 de agosto de 2013

FÉRIAS

Não foi muito bem como pensei. Achei que iria passar o mês todo em Teresina, como já havia planejado, mas não. Infelizmente, tive que ficar um pouco mais de 20 dias por aqui, esperando conseguir mais dinheiro pra poder gastar lá, no qual foi até convertido um pouco com problema.

Não consigo entender o fato de uma pessoa dever outra e não pagar, mais ainda de ser cobrada e ainda se zangar, montar o maior barraco e achar que ainda tem a razão. Sou tranquilo, mas esses dias fiquei como uma fera internamente. Me conscientizei que deixar essa ultima semana de férias que passei em Teresina sem cobrar ninguém seria o melhor, mesmo não tendo a quantia suficiente para curtir a cidade. Após as férias e minha volta de Teresina, ainda tentei resolver o problema, mas foi pior ainda. O fato é que NÃO desistirei e irei até o fim pra conseguir o meu dinheiro, afinal, não considero a quantia pouca e não dei nada de graça à ninguém. Posso parecer rude, mas comigo é assim: comprou, pagou!

Enfim, não vim aqui pra descarregar essa minha revolta, vim mesmo para falar das minhas férias, que por sinal foram poucos dias que valeram, sim, a pena.

No dia 22, arrumei minha mochila com roupas que queria usar durante a semana, incluindo as de sair no finais de semana, claro. Eu praticamente quero levar todo o guarda-roupa, mas a única mochila que tenho não permite isso. A viagem foi super tranquila e de muita conversa, afinal, sentei ao lado de um "teen" do tempo de escola, o Rinaldo. Me surpreendi quando ele disse que tinha casado e outras histórias, entre elas, claro, do tempo de escola. Esse momento nostalgia sempre faz bem.

De Timon, fui com o Flávio para Teresina, conversamos muito no caminho e ele foi me deixar em um certo ponto, pois acho perigoso andar sozinho em cidade grande, ainda mais com mochila, celular e computador.

Os primeiros dias foram de tédio, a maioria das vezes fiquei dentro de casa, conectado a esse mundo aqui, então, na quinta (25), resolvi sair pra lanchar com um amigo. Passamos a tarde toda no Centro conversando e rindo muuuito na Panificadora Modelo.

Com Breno Allex

Depois de lá, no final da tarde, voltei pra casa sozinho... Foi até bom, eu gosto de observar, ouvir meus pensamentos enquanto caminho, sentindo o vento daquele vuco-vuco dos ônibus e carros passando na avenida.

No dia seguinte (26), não sei por que, acordei com uma dor de cabeça enorme. Eu acordei somente para pedir um comprimido para Nayenne e voltei a dormir, pois me sentia péssimo de verdade. Acordei mais tarde um pouco melhor. Eu tinha marcado com Flávio de irmos ao shopping no final da tarde, mas eu tava com aquele ar de doente, não estava me sentindo bem e nem disposto. Liguei pra ele explicando tudo e, com um pouco de dificuldade, me entendeu.

No sábado (27), após às 11h, fui encontrar com Flávio para irmos almoçar no Centro. Almoçamos no Cup Lanches. A refeição de lá estava ótima, porém o único problema - pelo menos para mim - era o preço. Quando vi que a refeição do Flávio tinha sido pouca e tinha dado um preço maior do que eu imaginava, fiquei ligado que a minha ainda sairia mais cara, já que não abro mão de uma boa quantidade comida e da minha satisfação.

Foto roubada do instagram @flafigueredo. Ele na foto.

De lá, fomos ao Shopping da Cidade. Como estávamos à toa, resolvemos dar uma voltinha por lá, aproveitar que Flávio estava procurando, mesmo sem muita necessidade, uma case pro celular dele. Na verdade isso era só um motivo pra gente andar mais um pouquinho naquele calor insuportável - rs.

Voltei pra casa quando eram mais de 14h. Fui apressado ao banheiro tomar banho porque o calor que eu senti naquela hora estava de matar.

Após voltarmos do almoço.

O domingo foi um tédio só, mas sei que tenho uma ponta de culpa por isso; porém na segunda (29), meu penúltimo dia de férias por lá, no final da tarde, fui ao Teresina Shopping com Flávio. Eu estava precisando ver gente, me sentir arrumado, e também saber como estava o "novo" shopping. Demos muitas voltas por lá, fomos em algumas lojas ver se tinha carrinhos para o coleção de Flávio e a fome estava começando a bater.

Ficamos horas tentando achar comida que pudesse nos satisfazer. Fomos em muitos lugares dentro do shopping, mas não nos agradamos de nada até então. E foi aí que me lembrei do Poty Cabana que fica logo em frente ao shopping. Procuramos um quiosque que tivesse alguma comida que nos sustentasse, mas nada de interessante. Até ficamos um bom tempo por lá, como foi a minha primeira ida, queria dar uma olhada em tu-do. O lugar é super bacana.

Atrás de mim, há um rio. A frente, uma quadra aberta de esporte.

Mesmo curioso, não olhei tudo como eu queria, já que a barriga gritava de fome. E, assim, voltamos ao shopping. Decididos, pedimos esfirras. Comemos umas dez esfirras abertas (frango, carne e calabresa) com Fanta Uva. A combinação estava ótima e não demorou muito para que tudo acabasse.

Já um pouco mais de 21h, resolvemos ir embora.

Na terça, voltei para a realidade, embora minha rotina só começasse na quinta. Na verdade, quis deixar a quarta-feira para poder arrumar o cabelo, fazer a barba e efeituar o pagamento de algumas coisas que comprei.

Essa semana de férias foi ótima, não só pelo que aconteceu que descrevi acima, mas por outras coisas que prefiro deixar registrado somente em meu diário normal. Agora de volta a labuta, ao restante dos meses que pode decidir - ou não - o meu futuro. Espero que tudo dê certo.

Ahhhh! Hoje é meu último dia com 22 anos - se bem que considerando a hora que nasci, só terei 23 anos após às 22h30. Amanhã é meu aniversário e não estou como das últimas vezes, graças a Deus. Pelo menos por agora não estou com aquela depressão que sempre vem, mas sei que ainda tem o resto desse dia e o amanhã. Que tudo ocorra bem! Independente se o dia de amanhã seja alegre ou triste, aparecerei aqui para registrar como faço em todos os anos.

Até! ;-)

domingo, 31 de março de 2013

E A PÁSCOA...

...foi como um dia qualquer. Minha família é toda diferente, não temos aqueles sentimentos afetuosos, aquele costume de coelhinho da páscoa que traga ovos e mais ovos de chocolate. Desde pequeno não fomos educados dessa forma. Não tivemos medo de bicho papão, não colocávamos os dentes debaixo do travesseiro para que a fada do dente trocasse durante o nosso sono por uma moeda, nunca tivemos árvore de natal, muito menos aquele espírito natalino de que o bom velhinho viesse deixar o nosso presente... Rum, nem o aniversário da gente a gente ganhava nada. Raramente minha mãe e avó fazia um almoço mais caprichado pra pode compensar. Nunca avisavam isso, mas a gente percebia.

Essa Semana Santa foi super tranquila, mas me senti mais alone do que todas as anteriores. Nem preciso dizer que a cidade, embora sendo interior, estava deserta. Senti que o clima da cidade estava até mais frio, sei lá... Meu pensamento bobo acha que devido alguns dias sem trabalho, o ar ficou mais limpo, fora a tranquilidade que foi extrema.

Em um desses dias, Jonas veio aqui pegar os três últimos episódios de TWD que havia saído e ele ainda não tinha assistido, e ficamos na calçada conversando. Era um pouco mais de 20h e parecia que estava de madrugada. Até aquele meu medo de roubarem o celular estava ali, mesmo vendo que não tinha ninguém circulando a rua.

E ontem, sábado, combinamos de sair pra comer um "hamburgão" (que o Junior tanto foba) que tem no Liberdade Provisória, mas quase no final da tarde passou um carro anunciando que lá teria pagode à noite. Nada feito! A gente queria algo mais tranquilo, um clima só pra gente, então decidimos por telefone pra onde iriamos, mesmo tendo pouquíssimas opções na cidade. Eu só queria que não terminasse em bombas do Pirão, porque né...

E como em quase sempre tudo termina em PIZZA, não foi diferente.

Entre risos e muita falação da Dalila, curtimos aquela noite com chuva. Aliás, São Pedro não parava quieto, pois chovia, parava, chovia, parava... perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu.

Comemos toda a pizza em menos de meia hora, depois disso ficamos papeando por mais de duas horas. Achei que fossem expulsar a gente, mas não. Acho que eles entenderam que ali era um grupo de amigos que fazia tempo que não se reunia.

Durante as conversas, nem percebia, mas estive um bom tempo calado, como se todos fossem desconhecidos para mim. A segunda vez que fico desse jeito junto de todos. Não sei o que está havendo comigo, mas eu estou perdendo aos poucos o contato, estou me reservando até quando não estou sozinho. Espero que isso não vire doença. Dalila, desbocada como sempre, não perdeu tempo em chamar a minha atenção e perguntar vários porquês. "Cala a boca, Dalila!", deu vontade de falar.

De lá, demos uma volta de carro e fomos pra casa.

Hoje almocei na casa do Dalton, com a família reunida dele. Sinto como se já fosse da família, então, não houve nenhum problema. Fico muito feliz por eles que mesmo com todas as dificuldades que a vida tem, são felizes e seguem rindo.

Foi tudo tão novo, tão maduro e divertido. Espero que momentos assim se repitam - e espero mais ainda que não seja aqui em CN e, sim, em Teresina! ;-)

Boa noite!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

AVALIAÇÃO NA ACADEMIA

É incrível como o tempo passa rápido. Já se passaram três meses de academia e ontem era pra ter sido a minha avaliação. Mas, como os meus dias de malhar são sempre nas segundas, quartas e sextas, deixei mesmo pra hoje.

Juro, eu nem estava tão empolgado quanto essa avaliação. Às vezes eu sou um pouco pessimista e já sei que se eu criar muita expectativa, a queda é grande. Não que eu estava somente pensando o contrário, mas o que prevalecia era o pensamento negativo de que meu corpo não iria mudar quase nada, que seria 1 cm de cada coisa, até mesmo porque minhas amigas que malham também e que já fizeram essa avaliação, a diferença foi por aí, pouca.

Mas, mais cedo, comprovei que isso é de cada um, do empenho de cada um e do corpo de cada um.

Geralmente na academia ficam umas meninas que tentam auxiliar quem está malhando errado ou até mesmo nos motiva a colocar mais peso. Na verdade, eu não gosto de quem fica me "mandando", muito menos de quem fica me olhando e apontando os meus erros no ato da malhação. Sei que tudo isso é pra minha melhora, mas cada um tem a sua forma de malhar. Só porque estou malhando diferente de alguém não quer dizer que estou malhando errado, tá. Eu fico meio chateado com gente assim, ainda mais a pessoa não trabalhando na academia, muito menos sendo meu amigo. Mas tento receber essa "crítica" como sendo construtiva.

Ao chegar lá, mais cedo, nenhuma dessas meninas estava, somente o dono mesmo da academia. Pensei em nem dizer nada pra ele sobre a minha avaliação, mas eu estava ansioso mesmo pra saber se tive alguma mudança ou não.

E então, ele começou a medir minhas pernas, meus braço, meu peito... e tudo que eu tinha medido assim que tinha entrado lá.

Resultado após três meses:


Sei que já estão vendo, mas eu preciso narrar que CONSEGUI 03 KG, que aumentei 03 cm de braço, 05 cm de tórax, 03 cm de abdômen... \o/ Em compensação, na perna não mudou nada. Todos falam que por mais que você malhe muito a perna, ela sempre demora a se formar. Mas é isso, não deixarei ela de lado só pra me manter mais fortinho da cintura pra cima. 

Mesmo assim, já posso usar camiseta? Sempre pude - rs.

Espero continuar nesse ritmo e conseguir mais e mais quilos. O que me deixou mais feliz foi ouvir do dono da academia dizer, impressionado: "Eu vi vantagem em ganho de massa em apenas três meses pra ti!". Isso me deu mais motivação ainda.

Sei que é cedo pra agradecer, mas aproveito esse post e agradeço desde já aos amigos da real: Adilson Junior, por ultimamente estar sempre ao meu lado me ajudando em tudo na academia; as meninas, Fabrícia, Gabriella e Monalyza que hora e outra estão falando que eu estou ficando "gostoso, delícia, gatinho...", essas coisas de menina que deixam o cara no fundo, no fundo, se achando o máximo; ao Lucas Oliveira que passou do virtual pro real, que sempre fica me fazendo inveja com os suplementos que ele compra e também por me indicar uns; e por último, mas não menos importante, a minha amiga Dra. Wanessa Carla que, como nutricionista, me fez comer bastante; Do virtual: ao Saulo Veloso, que além de gostar de TWD, me ajuda sempre sobre exercícios e suplementos que dão ganho de massa e me motiva sempre, e ao estudante de Ed. Física Rodrigo Rodrigues. Valeu de verdade pela motivação de vocês, mesmo não me conhecendo pessoalmente.

Não posso esquecer também de agradecer a todos os meus amigos que me chamam de magro e que fazem piadinhas comigo. De qualquer forma, isso é motivação.

E a vida segue e eu quero mais, muito mais do que vi hoje que ganhei durante esse período de 90 dias.

Valeu! :-D

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MEU DIA DO TRABALHO

Diferente de 2010, porém nem tão bom, dessa vez o dia do trabalho divertido. Motivo: estive com as pessoas que estão fazendo parte da minha vida. Como já comentei por aqui, fui selecionado e aprovado para fazer o Curso de Eletromecânica e isso não deixa de ser um trabalho. Sempre que me perguntam sobre o que estou fazendo, digo de bate-pronto que estou trabalhando e estudando ao mesmo tempo. Eu tenho orgulho disso! Demorei, mas consegui e pretendo, lógico, conseguir mais ainda.

Ontem, acordei cedo, pois havíamos combinado de nos encontrar no Clube Nassau às 8h. Alguns estavam querendo assistir o jogo dos trabalhadores, e outros iriam jogar. A minha paciência para assistir jogos não existe, por isso fiquei sentado com alguns amigos, decidindo o que iríamos fazer dali pra frente. Eu deixei logo bem claro que não queria almoçar em casa, então, concordando com essa minha ideia, todos fizemos a "vaquinha" e decidimos o que cada um iria levar para almoçar.

Durante esse tempo, uns tinha ido para a cidade preparar algumas comidas ou atrás de outras. Fiquei sentado na sombra, sentindo o vento um pouco frio da manhã, conversando com o Luan. Aqui e acolá o Adilson aparecia, pois a atenção dele estava mais voltada ao jogo dele. E assim a manhã se passou.

Com a chegada do Reinaldo e as meninas que havíamos preparado o almoço, acendemos uma simples churrasqueira que logo após estava lotada de carne, frango e calabresa. Tudo foi bem feito, preparado e ótimo. O único desespero foi que no clube, infelizmente, não tinha refrigerante pra vender. Achamos falta de responsabilidade, já que era um dia especial e que nenhum de nós bebia cerveja. O Gabriel (da turma da manhã, irmão da Gabi), coitado, teve que ir à cidade comprar. Achei sacanagem, mas enfim tudo deu certo e matamos a nossa vontade.

Larissa, Luan, Amparo e Gabriella

Após o almoço e goladas exageradas de refrigerante, caímos na piscina novamente. Assim que chegamos lá já tínhamos dado alguns mergulhos, mas não passamos muito tempo. Dessa vez, fiquei a tarde toda lá. Deu até uma chuva rápida e forte e eu, ou melhor, nós, lá dentro. Agoniado com o calção que abria enquanto eu estava debaixo d'água, tirei e fiquei só de cueca branca, a que eu estava usando mesmo. Tudo ficou melhor: era menos um peso, embora eu parecesse estar com o peso de algodão dentro da água.

Reinaldo não me humilha.


E mais uma vez pelo esquecimento pela preguiça, não passei o protetor solar. E, como na Semana Santa, estou agora pior. As minhas costas e cara estão ardendo exageradamente. Acabei de franzir o rosto aqui e esse incomodo não é legal. Isso é só consequência, mas da próxima pode ter certeza que vou me cuidar.

Assim que cheguei ontem do Nassau, quase 18h, fui logo cuidando em comer e dormir. Durante as minhas viradas na cama, eu sentia tudo ardendo e às vezes ia até a geladeira me hidratar. O pior é que só o tempo que pode fazer tudo melhorar.

Pois foi assim, legal demais.

quinta-feira, 1 de março de 2012

SEU MADRUGA + TARDE NA AABB ϟ

Primeiramente, quero dizer que o meu sonho sempre foi se fantasiar de Doug (sim, o Funnie), mas no estilo Capitão Cordorna, que eu adoro, mas AINDA não deu.

Como comentei por aqui nos posts passado, estava ensaiando com um dos meus grupos um encenação. Não lembro se comentei se seria sobre a Turma do Chaves, mas foi.

Confesso que eu não estava nem um pouco animado, mas "fazer o quê?", pensava. Ensaiamos demais, acho que foi quase uma semana de ensaio, divertidos, por sinal. Eu até aproveitei essas oportunidades para tirar fotos e filmar. Para mim, o que vale não é dia da apresentação, mas, sim, os ensaios, pois os dias são divertidos e embora haja um pouco de impaciência da minha parte, tudo se torna gratificante quando nos demos como dever cumprido.

Foto do último ensaio. Em 27/02/2012

Hoje (ontem), então, fizemos essa apresentação para algumas pessoas que são especiais, do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da cidade. Havíamos divido os personagens, claro, e, mesmo não querendo, tive que entrar no meio também. Eu achava que só iria dirigir a peça, mas percebi que quem quer que as coisas sejam feitas bem feito, tem que fazer também. E lá foi eu ser o Seu Madruga - não sei porquê, mas toda vez que ouço "Seu Madruga", lembro do Vitor Hugo me chamando de "Madruguinha" no ensino médio.

Um pouco antes, o Durval ajudou a fazer o bigode pra depois eu tirar meus disfarce de Anderson Funnie:



Após alguns minutinhos: TÂNÂN!!!

"Quê que foi? Quê que foi? Quê que há!?"

Foi muito divertido. A caracterização de todos - o que eu não esperava - estava PERFEITA! Pensei que fosse ter vergonha de ser Seu Madruga, mas acho que já havia pedido ela há muito tempo. Sei lá, ver a cara de todos impressionados ao me ver foi super engraçado. Não direi que repetiria essa façanha, mas estou super orgulhoso por ter feito.

Turma do Chaves: Vanessa (D. Florinda), Charles (Nhonho), Amparo (Chiquinha), Maciele (Pati), Ivonete (Pópis), Jéssica (D. Clotilde), Raimundo (Chaves), Jamison (Prof. Girafales), Daniel (Quico) e eu (Seu Madruga). 

Apresentamos tudo e o que chegou em meus ouvidos sobre a apresentação foi que estava ótima. A nossa instrutora agradeceu à todos pelo trabalhou e lamentou - e eu mais ainda - sobre a mini maratona que eu tinha preparado. Tudo bem, o público mais alvo era crianças, mas ela bem que deveria ser feita para as pessoas especiais também. A instrutora, posso dizer que foi ela, quebrou minhas pernas, mas deixei pra lá, curti demais mesmo assim.

No momento da apresentação.

Enquanto os demais grupos estavam fazendo sua parte, Adilson chega pra mim e comenta sobre a liberação do clube somente para nós, aprendizes, nessa tarde. Lógico, fiquei super animado e perguntei quanto seria. Ele disse o valor e pronto, perguntamos quem iria e juntamos a grana.

Às 14h, combinei de encontrar o Luan na praça, para de lá irmos ao Clube AABB. Antes, passei num supermercado, comprei um biscoito recheado básico e coloquei dentro da minha mochila, que contia uma bermuda e uma cueca, caso eu entrasse na piscina, já tinha um reserva.

Ao chegar no clube, vi alguns "aprendizes" da turma da manhã, e eu fiquei meio envergonhado. Tentei ser normal, falar com uns, mas eles também estavam distantes. Sei, aos poucos vamos entrosando os nossos turnos, então deixei pra lá.

A piscina estava sendo limpada por alguns funcionários, e quando terminou, alguns já foram tirando a camisa e se jogando dentro da água. Eu, envergonhado pela minha magreza, esperei que uma pessoa mais magra do que eu fosse entrar, ou alguém que fosse mago mergulhasse comigo. Demorei mais ou menos uma meia hora pra lá e pra cá, rodeando a piscina, vendo o quanto ela me chamava e o quando eu queria ela. Até que não aguentei, fui ao chuveiro e depois mergulhei nela. Eu, não acostumado, mergulhei verticalmente e meus pés bateram de uma vez só no chão da piscina. Eu nunca tinha sentido essa sensação ruim, era como se todos os ossos do meu corpo estivesse se batendo, rangendo como dente, nem sei explicar direito. Fiquei ruim por alguns segundos, mas passou, graças.

Enfim, caí na piscina com tudo, foi massa!!!

Larissa Emily, Gabriela, Adilson, Maycon, Amparo, Vanessa, Kaira, Durval, Luan, Charles, Raimundo e Reynaldo ao fundo em pé. Essa "tripa" do lado direito sou eu, tentando sair na foto pulando na piscina - rs. 

Eu e meu amigo - e leitor do meu blog - Luan de Abreu.

Maycon, Gabriela e eu. Atrás, um "aprendiz" que não sei o nome, da turma da manhã. Ele queria estragar nossa foto jogando água em cima da gente, mas a foto acabou saindo antes.

Não posso deixar de comentar mais um medo que eu perdi: o de descer de tobogã. Assim que colocaram esse tobogã no clube já coloquei logo na minha cabeça que jamais teria coragem. Lembro que no começo todos comentavam o quanto era massa escorregar lá de cima, mas o meu medo persistia. Fiquei observando meus amigos descendo lá de cima. Como não tem água própria caindo lá de cima para se escorregar com mais facilidade, subiam com um balde cheio de água e lá do topo jogam no mesmo instante em que desciam. Aquilo parecia divertido, mas não queria me atrever.

Quando todos estavam alheios, resolvi subir até a primeira curva, joguei água de lá e desci com tudo. Aquilo me pareceu divertido e cada vez mais eu ia subindo e subindo. Pronto, cheguei até o topo, com medo mais cheguei. Às vezes o tobogã balançava na medida em que as pessoas iam subindo, isso me deixava ficar parado um pouquinho.

A primeira experiência sozinho, do topo, foi massa. Daqui a pouco convidei alguns amigos para descermos juntos. Já estava viciado naquilo. Levei alguns baldes com água enquanto reversávamos entre nós. Eu estava parecendo uma criancinha descendo daquilo, eu não queria mais parar.



No mais, o meu dia foi ótimo. Agradeço por aqui a todos da peça teatral da Turma do Chaves que, além fazer com que eu me transformasse em Seu Madruga, a peça ainda aconteceu. Lamento pela chatice que houve por lá também, mas não é de minha conta. Ah, mesmo assim, pode ser que eu faça um post comentando sobre isso. Namorada do Jamison não parava de ligar, e foi atrás dele lá. Que merda é essa? Nada a ver! Ela tem uma merda de um ciúme fresco demais.
Valeu!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ALEGRE E FELIZ

Por conta do problema de ontem, fiquei sem ânimo e quase não consegui dormir. Vi que era muita besteira pra me preocupar, mas aquilo estava me incomodando. Então, hoje, tudo foi resolvido. Só apareci aqui pra dizer isso, que estou alegre, feliz e motivado. Sou grato a todas as preocupações, embora eu tenha que enfrentar uma barra de ver outras pessoas tristes por minha causa. Não gosto de me sentir assim, de me achar egoísta, ou parecer ser e principalmente de me sentir culpado.

Obrigado, Senhor e vamos as promessas.