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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

FRAGILIDADE > RESPEITO

Nem queria ter que vir aqui registrar isso, afinal, tudo ficará exposto, mas me senti com tanta vontade... Certas coisas preciso descarregar pra não surtar, como já sabem. 🥸
 
Então... Às vezes fico me perguntando o porquê de não ter muitos amigos, de achar que o problema está comigo, mas, às vezes, também, agradeço por estar só.
 
Quem é dos meus sabe o quanto tento ajudar, conversar e mostrar, talvez, algumas qualidades que tenho. Por mais que em alguns momentos me reconheça como uma pessoa ruim, a minha "ruindade" seja a forma de me precaver.
 
É muuuuito difícil ser diferente, ser a gente mesmo e até não ser nada ~ como é assim que me acho às vezes. Tenho fugido de tudo que me faz mal, mas tem horas que não tem mais como. Eu queria apenas ignorar, sair de perto, não responder, mas há situações que sou obrigado a ficar ali e aguentar tudo calado – e o pior é que, por mais que eu queira, não consigo me manter calado. Sou ser humano, preciso e tenho todo o direito de me defender também, né. Fico sendo instigado justamente pra isso. 😒
 
Nessa semana me incomodei com algumas falas de um "amigo”. Se não me engano, nos encontramos apenas duas vezes nessa vida, mas não chegamos a conversar por muito tempo nesse pessoalmente. Dessas duas vezes, as conversas foram de 5 a 10 minutos, se tiver sido bem menos que isso. Dias atrás, pela internet, começamos a conversar sobre organização e assim um papo foi puxando o outro, que veio outro, até chegar em minhas coisas pessoais.
 
Meus amigos mais próximos sabem que eu sou muito nostálgico, que amo guardar coisas antigas e que isso acaba fazendo eu criar um afeto e deixar meu coração aquecido, por mais que na maioria das vezes eu até chore querendo reviver aquilo. Mesmo assim, o sentimento de nostalgia me traz um ar de que estou vivo, que estive vivo e que cada vez mais quero criar memórias para no futuro sentir o mesmo. Deu pra entender?
 
Em um dos pontos descrevi o que guardo em todas as gavetas da minha cômoda, até que disse que na quinta e última gaveta, guardo camisas que não consigo dar pra alguém, que têm valor sentimental. Ou seja, por exemplo, nessa gaveta tem uma camisa branca com a estampa do Doug que ganhei do Murilo de presente de aniversário muitos anos atrás; também tem uma camisa preta com vermelho, acho que nem é de marca, que ganhei de um amigo também virtual, o Lucas, com muito mais anos atrás, além de outras. Nisso, ele solta o seguinte:


A pergunta já me deixou meio “aí vem coisa”, quando o textão seguinte me machucou mais ainda. Sabe quando a gente recebe uma opinião sem a gente pedir? Frases descritas “não acho isso normal”, “uma terapia pra falar sobre” me deixaram com tanto sentimento misturado: chateação, constrangimento, vergonha, raiva... Difícil explicar todos os  sentimentos, né!?
 
Tentei mudar de assunto com humor – algo que nem tenho nessas horas, mas tento forçar – dizendo que assim como estranham um cara de 33 anos ainda escrever diário. Aí a conversa foi ficando mais desconfortável ainda.
 
Tentei explicar que é legal ser diferente, que o quanto seria chato se todos nós fôssemos iguais e gostássemos da mesma coisa, foi aí que ele disse que o assunto estava me incomodando e que não iria mais tocar nele, me pedindo desculpa. Viu? É aquilo que eu sempre falo: quando eu estou desconfortável, não consigo disfarçar. E ele percebeu. E eu, burro, ainda tentei me fazer de forte e que aquilo não estava me abalando: “Que nada, não me incomoda. Legal é ser diferente, isso que é interessante. Isso faz a gente ver um novo mundo”.
 
E aí que a macetada foi bem maior! 🤯
 
“Te vejo um cara tão inteligente, tão focado, mas aprisionado na própria mente!”. Isso é coisa que se fala pra alguém sem saber de nada da vida e o que ela já passou? “Fico imaginando o quanto você seria mais feliz se vivesse com mais independência...” CARAAAA!!! Li isso com lágrimas nos olhos.
 
Tentei finalizar o papo dizendo: “A gente teria que ficar mais próximo pra entender um o lado do outro sabe? Em outros contextos, os porquês.” E finalizou com a frase que mais odiei e que fez com que eu quisesse que parasse por ali: “Você foge da terapia como o diabo foge da cruz!”, e riu. MERMÃO DO CÉU!!! 😠😭
 
Trocamos de assunto, mas aquilo ficou na minha cabeça.
 
Não é a primeira vez que conversamos e que no final ficamos num papo onde opiniões são diferentes e não são respeitadas. Se torna desconfortável, às vezes, conversar com ele. Eu gosto dele, eu sei o que ele passa na vida dele também pelo que me diz. Nunca fui de julgar ele, pelo contrário, fui de tentar dar soluções, de ajudar, tendo todo o limite que posso ter com uma pessoa que também tem as suas fragilidades.
 
Apontar coisas sem saber de fato é difícil. Não posso dizer que não aponto... Sim, às vezes pode acontecer, afinal, não sou perfeito, mas reconheço que quando a carga vem pra cima da gente o peso é bem maior. Paciência. 💆🏻‍♂️
 
Com tudo que ele me falou, absorvi e tentei filtrar: “Não, não sou isso, não sou aquilo. Eu não posso ligar. O cara nem me conhece totalmente, ora”. E fico pensando também que ele falou pra me ajudar, pro meu bem, mas que não teve a forma certa de se expressar ou de procurar saber das coisas. Fiquei muito triste, claro, mas é isso, o que posso fazer? Tenho que conviver com o que as pessoas acham ou pensam, eu sei que também tenho minhas teorias sobre tudo e sobre todos, a minha imaginação vai a mil, mas na maioria das vezes me contenho e procuro ouvir, pergunto, pra tentar tirar minhas próprias conclusões.
 
Não preciso passar por isso, mas também não tem como correr. 🤷🏻‍♂️
Wanderson Rebelo

domingo, 3 de setembro de 2017

VIAGEM PARA BELO HORIZONTE E LAGOA SANTA - MG

No meio dessa madrugada, no tédio e sem sono, resolvi digitar aqui. Mesmo que não comente muito, quero pelo menos registrar o pouco que vivi na minha viagem de férias para BH e Lagoa Santa. Espero que não me empolgue tanto para que seja apenas um resumo - ou resumão.

Eu já havia programado essa viagem desde janeiro, então, em agosto, com muita dificuldade, fui. Apesar de não ter praia, de ser cidade grande, o que eu queria mesmo era sair daqui, era viajar e conhecer gente nova.

Na sexta, 18/08, após o almoço, Pedro foi me deixar no aeroporto. No final da tarde, cheguei no aeroporto de BH, após fazer uma escala em Rio de Janeiro, sem sequer trocar de aeronave. No Rio, naquela conexão, estava muito frio e com chuva. Antes de pousarmos lá, me deu um medinho por tudo lá em cima ter ficado branco. Foi estranho, mas deu tudo certo.

Continuando... De longe, no portão de desembarque, vi Aarhon. Incrível a sensação de ver uma pessoa pessoalmente. Ele era exatamente igual a foto e bem mais alto - rs. Seguimos com o Uber ao local que eu havia alugado. O anfitrião ao nos receber foi muito gente boa, o que comprovou mais ainda a preocupação e suporte que tinha me dado desde o dia em que solicitei o seu serviço.

Ainda assim me senti estranho com aquelas pessoas de sotaque diferente e, por um instante, me perguntei o que eu estava fazendo ali. Eu senti um pouco de vergonha de conversar, mas eles me deixaram super a vontade.

No dia seguinte, 19/08, acordamos cedo e fui ao Shopping encontrar Gabriel Rodarte. Sério, eu estava muito ansioso para conhecê-lo pessoalmente, pois eu tinha certeza que a nossa amizade se confirmaria ali e que eu não me decepcionaria. Aguardamos ele na estação de metrô quando ele apareceu. Um jeito meio doido, diferente, o que foi fiel ao virtual.

Andamos pelo Shopping, fomos ao Mineirão, a Lagoa da Pampulha, ao centro e comemos, no final da tarde, em um "podrão" (é assim que eles chamam um lanchonete) de lá. Foi nessa hora que comecei a sentir que o frio pegava. Mesmo levando uma camisa de manga comprida, não quis usar. Eu queria sentir aquele frio e testar meu limite com ele.

Quase 21h, eu acho, Gabriel teve que ir embora e Aarhon e eu voltamos para casa. Nos despedimos já marcando o rolê no dia seguinte, dessa vez com o Ramon.

No domingo acordamos bem cedo, mas atrasamos para o encontro com o Ramon Ferrary. O Gabriel também estava enrolado, mas deu tudo certo. Demorou muito para chegarmos à Praça da Liberdade mesmo indo de Uber. De longe, avistei Ramon de costas, de óculos escuros e segurando o livro de sua autoria. Eu saquei que aquele seria o meu presente - rs.

Conversamos, tiramos fotos aleatórias e com filtros do snapchat, pois é a marca dele e aguardamos a chegada do Gabriel.

Gabriel chegou e fomos procurar algum lugar para comer. Nisso, praticamente nos perdemos. Como era domingo, a cidade estava meio que deserta e muitos lugares fechados.

Após muito mais de uma hora cortando ruas, subindo e descendo ladeiras, paramos em um shopping no qual nem me recordo o nome. A gente queria almoçar algo e eu especificamente arroz. Pelo preço, desistimos de comida e pedimos pizza individual. Saiu bem baratinho e depois nos passamos pro milkshae - que de tanto o AA pedir, acho que viciei.

Quase 14h, pegamos o Uber e fomos para Lagoa Santa, a cidade onde o AA mora. Gabriel conversou bastante com o uber que era nordestino.

Em Lagoa Santa, percebi que AA estava mais solto, nos guiando e mostrando toda a lagoa. Mostrou onde ficava alguns pontos e paramos em um restaurante para pedir uma porção de batata frita. Gabriel e AA como bebem, pediram cerveja para acompanhar com o jogo. Na verdade, AA e eu estávamos de costas para a TV e Gabriel e Ramon vibravam a cada lance que não conseguia entender.

De lá, fomos tirar umas fotos próximo da lagoa e sentamos para ver o pôr do sol com dificuldade, pois estava coberto por uma fumaça. Eu não tive sorte nesse momento.

Deixamos Gabriel e Ramon na estação e voltamos para casa mortos! A gente caminhou muuuuuuuito nesse dia.

Na segunda, fui almoçar com AA e Shopping, fomos ao cinema assistir Annabelle 2 e procurar biscoito para compensar os que comemos no café da manhã em casa.

Além disso, entramos nas Americanas e encontrei dvds de American Horror Story. Eu só me liguei que estava com 50% de desconto no ato do pagamento. Que sorte! Comprei ali Murder House e Freak Show. Em outra loja, AA me presenteou com Asylum e Coven. Eu fiquei tão feliz!!! Agora para a minha coleção só falta Hotel e Roanoke.

Chegamos em casa mais uma vez cansados e fomos dormir bem tarde, justamente porque eu tinha que refazer minha mala, pois no dia seguinte, às 10h já seria o meu voo de volta.

Chegamos no aeroporto minutos antes e, com um abraço, me despedi do AA. Foi bem triste aquele momento, mas valeu tudo que aconteceu.

Espero um dia voltar, pois sei que fiz amigos de verdade e que irei levá-los pelo resto da vida.

OBSERVAÇÃO: Este post pode ser editado.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

FINAL DE SEMANA FT. DAVID ABREU

Faz tempo que não trato aqui como diário...

Talvez eu tenha amadurecido um pouco, ou até mesmo ficado com mais preguiça de ser frequente, ainda mais por não achar a minha vida tão interessante a ponto de deixar grande parte dela registrada.

Dramas à parte, queria mencionar que meu final de semana foi ótimo. Sabe quando tudo dá certo? Pois foi desse jeito. Eu fiquei naquela expectativa de algo dar errado, afinal, sempre acontece, mas dessa vez não, deu tudo certinho, como seguindo um roteiro.

Na quinta (18), informei a minha chefe que precisaria viajar no dia seguinte, repito: no dia seguinte, sendo que sempre informo uma semana antes ou alguns dias. Sempre fico naquela tensão de como perguntar, e quando brota a coragem eu falo logo. Algumas vezes ela até fica meio receosa, entendo, mas dessa vez ela foi muito boa, sem me questionar, apenas confirmando com um “joinha”.

Na sexta (19), empolgado, sai no final da tarde rumo a Teresina, tendo que parar na rodoviária de Timon. Eu já imaginava como faria para ir a casa do Dalton, sendo que já havia combinado com ele de me pegar na casa de sua madrinha, próximo ao shopping, em Teresina. De Timon para a casa da madrinha dele eu teria que pegar um moto-táxi e isso me custaria um dinheirão, fora o desconforto e medo de chegar ao local passando por ruas desconhecidas e estranhas.

No ônibus, indo para Timon, Milene sentou ao meu lado e seguimos toda a viagem conversando. Nem vimos o tempo passar. Uma outra amiga estava nas poltronas da frente, a Katllís, onde havíamos nos cumprimentado de longe.

Ao chegar em Timon, irmã da Katllís, a Gfayne, (sim, nomes bem diferentes do normal!) estava a esperando, junto com a filha e marido dela. Ainda dentro do ônibus, fui reconhecido e Gfayne acenou. Até comentei com a Milene de não ir lá falar com ela, porque poderia parecer interesse por uma carona. Quem me conhece sabe que eu não gosto de parecer ser interesseiro, o que muitas vezes é confundido como orgulhoso.

Mesmo assim, irmã da Katllís me chamou e fui até lá. Em pouca conversa escutei um “vocês vão pra onde?”. Sem jeito, deixei pra que a Milene respondesse. Sem demora, “pois vamos, eu dou carona pra vocês!”. Que felicidade em não poder gastar o pouco dinheiro que eu tinha com moto-táxi.

Rápido, descemos na Frei Serafim, mais precisamente em frente ao Hiper Bom Preço, e agradecemos a carona.

Milene teria que esperar um ônibus dela para casa e eu o Dalton. Minutos depois, Dalton me liga pedindo pra eu olhar pra trás. Lá estava ele, na parte superior do supermercado. Milene foi comigo cumprimentar ele e, como estávamos indo pegar Pedro na Rodoviária, Dalton deu carona novamente pra ela. Não tinha como deixar ela em casa, mas deixamos em uma parada de ônibus mais próxima.

No caminho, liguei pro David, um amigo virtual de São Luís que chegaria em Teresina no mesmo dia para no domingo fazer uma prova seletiva de um concurso. Quando liguei, por whatsapp, pois temos o mesmo DDD do Maranhão, ele me disse que tinha acabado de chegar na rodoviária e que estava esperando alguém lhe buscar.


Formou!

“David, me espera! Não sai daí que tô indo buscar meu amigo aí na rodoviária também! Se chegarem, pede pra esperar, por favor, eu quero te ver!”, eu disse bem empolgado.

Chegando na rodoviária e ainda falando com David por telefone, o vi de longe. Como eu ainda estava em movimento, enquanto Dalton buscava um lugar para estacionar, avisei pra ele que já estava vendo, que ele estava se achando e ele ficou me procurando pelos lados.

Ansioso como estava, nem esperei Dalton sequer desligar o carro e fui saindo logo. Pedro já estava bem próximo, vindo em nossa direção, já tinha nos visto de longe, mas nem cumprimentei de imediato, eu acho. Só pedi pra ele esperar e fui às pressas ver o David.

Foi aí que vi o David, abracei ele e papeamos um pouco por ali. Ele me explicou a dificuldade que estava em sair dali, pois teria que pegar um Uber, moto-táxi... Nos aproximamos de Pedro e Dalton e o apresentei. Pedro já estava entrosado e perguntou onde ele iria ficar, que horas ficaram de buscar e outros questionamentos. No fim, “a gente te deixa lá, é no mesmo caminho, só que antes vamos passar em uma pizzaria, eu tô morrendo de fome!”, disse Pedro. Completei dizendo que também estava morrendo de fome e que o desejo por pizza aumentou ali.

Seguimos a uma pizzaria, enquanto David alternava a atenção para a cidade e celular.

Na pizzaria, conversei muito com David enquanto ele tentava resolver com quem iria buscar ele. Sempre falamos para que ele não se preocupasse, que estávamos ali caso não desse nada certo. O nosso papo foi bem agradável, como se fôssemos amigos de longas datas. Até brinquei com ele dizendo que somos, sim, mas que a nossa amizade só precisaria ser confirmada pessoalmente. Ainda no assunto, perguntei se ele me achou diferente das fotos, das chamadas e ele disse que não. Quer dizer, ele disse que não meio dizendo que sim, sabe!? - rs.


Em meio a uma situação chata por parte das pessoas que iriam buscar ele, quase 22h fomos deixar ele. Nos perdemos muito com a localização nos enviada, mas no fundo deu tudo certo.

Me despedi dele dizendo que no dia seguinte ele sairia comigo e que tentaríamos passear pela cidade, pelo menos nos pontos principais.

No sábado (20), acordei foi cedo, antes das 9h, com barulho de construção no andar de cima do prédio. Eram batidas e furadeira que não paravam mais. Não consegui mais dormir. Naquele calor, fiquei na sala, liguei a TV e fiquei mexendo no celular, enquanto Dalton dormia. Acabei até vendo uma live do David no Instagram. Mais tarde ele me disse que passou a manhã toda rodando o centro da cidade.

Naquele mesmo dia, Dalton trabalharia às 13h e eu havia combinado com David ao meio-dia. Tudo certo! David já estava pronto e fomos buscar ele em uma parada de ônibus próximo de onde ele estava. De lá, fomos pegar um amigo do Dalton que também trabalharia e seguimos para o shopping.


No shopping, nos separamos e fiquei andando com David. Entramos em algumas lojas sem comprar nada (quem nunca? - rs) e demos uma pausa pra almoçar.

Não lembro quanto tempo ficamos ali almoçando, mas foi muito tempo mesmo. Foi muita conversa, muito riso besta... Estávamos esperando também o Pedro chegar para começarmos o mini tour pela cidade. Quase 15h ele chegou. Rimos mais ainda e esperamos o Dalton concluir o trabalho, já que sairia nesse mesmo horário.

Dalton almoçou e quase 16h começamos saímos de lá.

O primeiro lugar que quis levar o David foi o mirante da Ponte Estaiada. Tem dias que o elevador não funciona, mas, ainda bem, não foi nesse dia. Compramos o ingresso, recebemos o crachá e esperamos a nossa vez.


Pedi pro David preparar a câmera, pois a vista panorâmica do elevador mereceria ser registrada. Posicionei ele em um lugar estratégico no elevador, de frente para o vidro e ele começou a filmar a subida, mostrando surpresa.

No mirante, Pedro apresentou a cidade para o David mostrando os pontos principais: shopping, rio, ginásio... David continuou registrou tudo fazendo jus a sua presença turística ali.

Dez minutos depois, descemos e mostramos a parte inferior da ponte. Era muito básico ali e não tinha muito que ficar.

Seguimos para o Parque Potycabana. Eu queria água, queria sorvete, mas não encontramos por ali. Eles comeram dindin, mas eu nem estava afim. Para mim, água ou sorvete.

Acredito que David ficou encantando com o lugar, ainda mais pro prática de skate, patins e afins. Falei que numa próxima vez ele poderia traz o "long" dele pra aproveitar o lugar melhor.


Ficamos por mais ou menos meia hora lá. Tiramos algumas fotos e, quase no final da tarde, de lá, Pedro foi embora e fomos pro outro parque, Parque da Cidadania.

Eu continuava com sede e desejando um sorvete. Dentro do parque não tinha e eu não queria gastar mais energia pra poder encontrar um lugar. Do lado de fora, em um lugar que vende açaí, comprei um sorvete de chocolate – as únicas opções disponíveis eram chocolate e morango – que nem estava bom. Eu tomei mesmo porque já tinha comprado, mas não matou o meu desejo. David, aproveitando, pediu açaí. “Tu não gosta de açaí, Anderson!?”, foi o que eu ouvi dele.

Já à noite, um pouquinho mais de 19h, fomos pro apartamento do Dalton. Descansamos um pouco lá pra mais tarde deixar o David em casa.

Às 21h, eu acho, ele foi embora. Nos despedimos e prometemos um outro encontro, só que dessa vez eu indo para São Luis. Mesmo antes de conhecer ele pessoalmente já estava com esse plano mesmo.

No domingo voltei pra Coelho Neto com uma dor no coração. É tão ruim voltar a realidade. 😔

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

CARTA PRA VOCÊ! #2

J...,

Eu tento te esquecer, mas tudo que eu escrevo é sobre você. Eu não posso me enganar, fingir que estou bem, porque não estou. Preciso de você, preciso de você essa noite! E hoje estou aqui só pra te cobrar o que você disse que iria ser pra semp...  🎵

Não, você não disse que iria ser pra sempre, pelo contrário, me disse para que as coisas fossem fluindo conforme iríamos nos conhecendo. Não sei se ouvir isso foi bom ou ruim, já que a partir desta frase senti que você é uma pessoa sincera e madura, não querendo fazer alguém – no caso eu – sofrer. Mas sofri, sofri com aquele aperto no coração quando concluiu a frase e ainda sofro quando imagino que não estamos mais juntos. Isso dói, dói muito mais do que uma dor física.

Te ter apenas cinco vezes na vida me fez ser feliz, me fez acreditar e perceber tudo que eu estava somente me enganando. Você me trouxe paz, olhos brilhantes, sorrisos sinceros, ressuscitou uma emoção que não sabia que existia dentro de mim e muitos choros. Choros de felicidades e, agora, de tristeza e saudade. É difícil encarar que você está aí, mas não está mais aqui. É difícil te ver todos os dias e não poder te encontrar, te tocar e aceitar a felicidade contagiante que sentia há um tempo atrás. É ruim te ver sorrindo, mas não mais para mim. É difícil... é muito difícil imaginar tudo sem você.

Eu passo tanto tempo só te procurando em um outro alguém. Mas não posso me enganar, sinto sua falta e ninguém pode ver... 🎵

Meu coração já disparou ao ver vários rostos imaginando ser o seu. Ver pessoas por trás, com características parecidas com as suas, me causa dor passageira e decepcionante. Infelizmente, ninguém pode ver e perceber... Tudo é único seu e temo um dia estar certo de que lá será você.

Ando pelas ruas tentando imaginar qual seria minha reação ao te reencontrar. Medo de rejeição. Medo de aproximação. Um reencontro mais triste do que pode ser ou mais feliz do que esperei. Talvez no nosso reencontro – se ainda houver – tudo vai acontecer da forma que não consegui estabelecer, tenho quase certeza disso. Espero te parar e te convencer a ficar ali, me aguardando mais um pouco, enquanto pego algo seguido de um pouco de coragem e pé no chão. No meu retorno, você tem que estar lá, por favor!

Tempo, seja fiel a mim e não deixe ser tarde demais.

Tenho saudade, J...! Preciso de você! 💔

A. Funnie
Joseantonio Ribeiro

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CARTA PRA VOCÊ! #1

D...,

Nos últimos dias, ou melhor, meses, estou bem triste por algo que não consigo enxergar. Talvez saiba o que fiz, mas não acho que seja tão sério a ponto de toda essa distância nos separar – além da própria física.

Não sei se está lendo aqui; talvez nem leia, mas queria que soubesse que sinto sua falta; Que, confesso, não me importei tanto com seus problemas, a fim de fazer esquecê-los e engatarmos em um papo agradável, mas fico feliz por ter feito rir na maior parte de nossas conversas. Era exatamente isso que queria!

Queria poder te chamar, poder saber como você está, saber como está sua relação com família, amigos, amores e me importar mais com seus problemas... O propósito maior foi, e é, trazer de todo o problema uma solução e uma lição. Sei que não tinha lidado com seu orgulho ou com conselhos que não seguia – isso me irritava internamente, admito, mas somente quem está na pele sabe o que se passa. Quero seu bem, mas devo entender que isso faz parte da sua personalidade. Às vezes as pessoas agem por impulso. Esse é você. Esse é quem eu devo me acostumar.

Mais uma vez, sinto sua falta! Por orgulho e medo de estragar tudo me precipitando, prefiro que o tempo responda as nossas questões e que voltemos da melhor forma.

Um grande abraço!

A. Funnie
David Abreu

CARTA PRA VOCÊ!

Hoje estive tão pensativo sobre aqui... Quase não apreço mais e me sinto culpado por isso.

Por conta disso, resolvi começar mais uma seção neste blog, onde "enviarei" cartas no intuito de desabafar, elogiar ou agradecer por algo à alguém especial (ou não!) na minha vida. Acredito que será algo curto e simples, como se estivesse escrevendo de próprio punho.

Espero que gostem e espero estar mais presente por aqui.

Para começar a leitura, clique aqui.

Obrigado! 😊

domingo, 26 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #10

(...)

Chegamos em Maceió por volta das 8h. Mal chegamos, ainda dentro do carro, já me sentia agoniado. A cidade não para. Muitos carros, muitas pessoas correndo na orla e muita demora em achar o apartamento que alugamos.

O GPS continuava na ativa - dessa vez no celular do Dalton -, a minha vontade era de sair de dentro daquele carro e tomar um banho logo. Eu estava morto!

Entre ligações ao cara que nos alugou o apartamento, em falhas do GPS e muito trânsito, chegamos na portaria do prédio. Entramos e estacionamos o carro lá dentro, em um estacionamento do próprio prédio. Dalton foi se apresentar e pegar a chave. Não demorou muito e subimos.

Que agonia estar em um prédio. Eu realmente não sei lidar com essa vida de caminhar por corredores estreitos, por subir e descer elevadores e sempre passar pelo estacionamento no subsolo.

O apartamento estava praticamente vazio, mas tinha cozinha com panelas, geladeira, torradeira, pia, embora sendo minuscula. Nas sala, um sofá enorme e bem confortável; uma poltrona preta de descanso; uma mesa que acredito para jantar, tomar café; uma TV e, amém, ar condicionado. Além disso, dois quartos e dois banheiros. O quarto que fiquei tinha uma cama de casal enorme e um guarda-roupa que nem usei. Ainda nele, uma janela de frente para outros prédios. Inclusive, me sentia muito vigiado quando ela estava aberta.

Joguei a mala no chão, separei a roupa que iria usar e fui tomar banho.


Me senti sem ar, sufocado, ali, principalmente no banheiro. O banheiro até que era enorme, com um espelho muito grande, uma pia grande e espaçosa e um chuveiro que valeu muito a pena, muito forte, contrário do da pousada de Penedo. Por mim, ficaria debaixo do chuveiro por horas, mas tempo era ouro naquele momento.

Quase 10h, subimos para a cobertura. A certeza era que a vista de lá era a melhor, e como era. A cobertura tinha uma piscina e era bem inspiradora para mim. Dá vontade de levar o computador pra lá e ficar usando internet à toa. O vento não para!

Tirei várias fotos dos meus amigos, mas as minhas, claro, não prestaram. A única que achei que ficou legalzinha foi uma selfie sem compromisso abaixo:


Descemos e fomos atravessar a avenida pra ir à praia.   

Enquanto andávamos, muitas pessoas nos observava tentando uma abordagem para vender pacotes, passeios e, na verdade, o primeiro que apareceu já fechamos uma passeio simples. Eu não sabia de fato para onde iríamos, mas estar dentro de um barco seria o máximo ali.

domingo, 5 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #8

(...)

Cheguei na A Ribeirinha Tapiocaria um pouco antes do horário combinado.

Ficamos alguns minutinhos aguardando o povo chegar. Enquanto isso, observávamos as poucas pessoas que estavam lá. Ainda dentro dela, conversamos um pouquinho olhando a placa informando que tinha "UAI-FAI" - como nela mesmo estava escrito.

Resolvemos ir para a calçada por conta do calor.

Minutos depois, Maurício chegou com um amigo chamado Gustavo. Nos cumprimentamos rapidinho e ele sentou na outra ponta da mesa, sendo que haviam três mesas juntas. Ele estava um pouco distante e isso causou uma certa dificuldade em conversar. Ora ou outra perguntávamos algo, mas ambos com os celulares em mãos concentrados. Me surpreendi com ele um pouco, pois não sabia que ele tinha várias tatuagens. Fora isso, idêntico as fotos. 

James e Machado chegaram de moto em seguida. Estacionaram, nos cumprimentaram e ficamos ali conversando, enquanto esperávamos o Juninho.

O lugar era super confortável de se estar, embora do lado de fora. O atendimento, assim como as pessoas de Alagoas são bem entrosadas, foi o melhor. Uma moça nos atendeu de uma forma que parecia já estar inserida ali no grupo. Mesmo sendo amiga de alguns, acredito pela frequência que eles frequentam o lugar, nos tratou da mesma forma.

O cardápio (digo, o menu) era super nordestino, bem personalizado e com vários nomes diferentes nas tapiocas - o que deixou o Dalton super encantado por ele. Não tinha como relacionar o sabor ou recheio com o nome descrito ali, mas a ideia foi bem criativa. Alguns nomes dados eram personagens de novela, outros de personagens da literatura brasileira e por aí vai. Melhor do que os nomes, eram as misturas. Nunca esquecerei que quando pedi ajuda para escolher, Maurício me disse que a preferida dele era sardinha com coco. "Quê!?", pensei.

Juninho chegou um pouco tarde e ficou ali, um pouco calado, enquanto bebia cerveja oferecida por Maurício.

Algo que lembrei aqui do nada e que achei engraçado era que, por algumas vezes durante a conversa, James chamava Maurício de "Bad" ou "BadBad" e eu não entendia... Muito tempo depois que vim entender a associação ao inglês: "Mau", "MauMau", "Mau-rício" - rs.

Conversamos muito por lá e a hora não passava. Por alguns momentos a ficha caía e eu me perdia ali. Pensava: "Poxa, olha o Machado ali conversando. O James aqui do meu lado. Tô em Penedo! PORRA!!!". Era algo meio estranho, já que tudo se passava somente por fotos e áudios e de repente você estava ali. Sempre é uma sensação "estranha-boa".

Em alguns intervalos de tempo, tiramos algumas selfies que saíram bem escuras:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não lembro quais as tapiocas que pediram, mas pedi uma de carne de sol (ou outro tipo de nome de carne) com purê de macaxeira. Eu não sabia comer direito, a minha vontade era dispensar o garfo e a faca e pegar com a mão. Nem preciso dizer que estava muito boa, né?

James do meu lado comeu super rápido a dele, depois pediu açaí. Ali come, viu!? - rs.

Um pouco mais de 23h, acho que umas 23h30, resolvemos ir embora. Desde cedo a rua estava tranquila e deserta. Se eu fosse dar uma hora para aquele momento, seria depois das 2h. Parecia mesmo de madrugada, sem movimento de quase nada.

Antes de irmos, tiramos algumas fotos e selfies dentro da Tapiocaria. Inclusive, alguém resolveu arrancar a placa que estava na porta do estabelecimento pra fazer o merchan - rs. Caiu muita molecagem nessa hora, foi muito massa!

Foto: James Dantas (@kbcao17)

James, Maurício, Gustavo, Machado Jr., Dalton, EU, Pedro e Juninho 

Após as fotos, resolvi pegar o meu diário caderno de registro de viagens, onde, na página do dia, dei para todos escreverem algo pra mim. Eu queria não só registrar aquele momento único em fotos, mas em escritas também:


Se o nosso encontro foi estranho (no melhor significado e sentido da palavra), nossa despedida foi mais ainda. Não sei como descrever aquela sensação, era tipo uma estágio pra morte, sei lá. Nos despedimos após eu entregar o Guaraná Jesus do Juninho e Maurício - que dispensou por um dia publicar a foto de uma latinha de cerveja pra poder dar lugar a Jesus - e eles assinarem o caderno.

Nos abraçamos e ouvi palavras bem legais de se ouvir no final de um dia bem produtivo e cansativo. Ter ouvido que eu fui uma "satisfação", que "foi um prazer", nem tem como descrever. Nos vimos pela ultima vez naquela noite, mas na esperança de nos vermos novamente, dessa vez aqui na nossa região.

Entrei no carro e agradeci aos meus melhores amigos que me proporcionaram a ida a Penedo. Ambos confirmaram que eles são muito gente boa e que realmente sabem a história da cidade. Com o carro em movimento em direção a Pousada, li e analisei atentamente o que tinham escrito pra mim.

A minha felicidade, embora não demonstrada pessoalmente, estava extrema dentro de mim. No quarto da Pousada demorei muito a dormir pensando em tudo. Antes disso, tiramos algumas fotos para mandar no grupo, mostrando que chegamos vivos - rs.


Pelo nosso sorriso na foto acima dá pra perceber o tamanho da felicidade.

Nesse dia fui dormir bem tarde, sendo que iriamos acordar às 5h pra pegar estrada de volta a Maceió. Como estava na parte de cima da beliche, o ar condicionado estava direto em mim. Eu estava morrendo de frio, mas não queria usar o edredom, nem trocar de cama.

No dia seguinte até comentei com meus amigos que não parava de sonhar com o povo, que era a continuação do dia seguinte. Infelizmente não lembro agora pra poder contar.

Para mim, se a viagem tivesse acabado ali, já estaria feliz. Conclui que se não tivesse ido em Penedo, não seria tão legal, tão 100%...

sexta-feira, 3 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #7

(...)

Descemos as escadas da Casa da Aposentaria para descermos mais escadas em seguida. Estávamos ao lado do Rio São Francisco e aquela vista sempre era bem vista e bem-vinda aos meus olhos. Os corredores que descemos eram bem estreitos e as ladeiras também.

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Fizemos uma pequena pausa pra registrar em fotos e fazer outro Glide:


Já estava anoitecendo, mas tudo bem tranquilo por ali. No momento em que eu estava admirando o Rio São Francisco, uma canoa (acho que é canoa, né!) passava e pedi rapidão pro James tirar uma foto. Mesmo eu estando de costas, ri vendo aquilo, o que ainda d eu pra perceber na foto abaixo:


Andamos muito pela orla do rio, enquanto Machado e James explicavam algumas histórias aos meus amigos. Eu não sou muito de história, mas ver eles explicando e mostrando realmente saber das suas origens, deixa a viagem ainda mais interessante.

Paramos em ponto e fizemos, sem propósito, uma rodinha de conversa. Conversamos muito e chegamos no assunto que eu queria: choque de cultura.

Comentamos muito sobre as nossas gírias e principalmente o nosso sotaque. Curioso, perguntei ao Machado se ele percebia algum sotaque em mim, mesmo sendo uma pergunta bem óbvia. Ele respondeu o esperado, que tínhamos, sim e que nosso sotaque era agradável de se ouvir, diferente do sul que exige muita atenção.

Resolvemos, após, ir ao supermercado. Pedro precisava comprar algumas coisinhas que tinha esquecido, ou melhor, que não tinha dado tempo comprar antes. Machado me mostrou uns biscoitos que tinha por lá, uns doces e salgados fabricados na região. Fiquei um pouco na dúvida em pegar, mas na garantia que ele me deu que eu não iria me arrepender, peguei um doce e um salgado.

Estava conversando com David - amigo ainda virtual de São Luis, aqui no MA - pelo whatsapp e, no aperreio, enviei uma selfie do tempo real. Inclusive, já estava destruído de cansado de tanto andar:


Dali, combinamos que mais tarde iríamos a um barzinho. Não me sentiria muito confortável em um barzinho, mas toparia qualquer lugar ainda naquela noite. No final das contas, pelo grupo do whatsapp, combinaram que seria melhor em uma Tapiocaria. Tapiocaria soou estranho, mas se era diferente e aparentemente gostoso, não hesitei em aceitar.

Antes de me despedir de James e Machado, já que Juninho já tinha ido embora pra fazer não lembro o quê, fomos em direção ao "nosso" carro pegar os presente e o "bônus" que havia levado pra eles. Acho que nem falei aqui, mas levei uma caixa com seis Guaraná Jesus pra distribuir. Levei também o bônus" que era uma pequena lembrança do Piauí, um chaveiro de peixeira - inclusive dei também pro Augusto quando fui em Goiânia. Essa peixeirinha tem um grande significado e é bem característico quando converso com eles pelo whatsapp. Eles, ali mesmo, puxaram o Jesus de dentro da sacola e admiraram se mostrando já ansiosos pra beber.

Mais tarde até postaram no instagram:



O Machado também publicou no facebook dele.

domingo, 29 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #6

(...)

Machado e Juninho deixaram a moto ali mesmo onde nos encontramos e começamos a andar pela cidade.

Juninho, Dalton, Pedro e Machado

Para mostrar no grupo que eu estava lá, James acabou fazendo GLIDE:


Percebi o quanto o Machado era conhecido por ali, não sei se foi só impressão. As pessoas que passavam na rua sempre falavam com ele.

Passando em frente ao lugar onde ele trabalha (ou estagia!?), perguntou se podíamos entrar. Um guarda e uma senhora que estavam lá nos desejou as boas vindas ao descobrirem que éramos de outros estados e nos autorizou a entrada.

Subimos e foi aí que chegamos a um lugar onde a vista era incrível. O Rio São Francisco passava por trás dali e tenho certeza que trabalhar ali seria o melhor lugar. Cheguei até a brincar com Machado dizendo que ele poderia muito bem levar o escritório pra lá, que o trabalho seria bem produtivo - rs.

Claro, James não dispensou em me clicar:



Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não demoramos muito por lá e saímos para outros lugares.

Paramos em uma pracinha que tinha em frente uma igreja. Na verdade, em frente ao Convento Nossa Senhora dos Anjos.

Parecia cenário de novela antiga

Era sexta-feira, mas parecia um domingo. A cidade é tão tranquila que se todos os dias forem assim, é uma boa cidade para se morar, ainda mais eu que sempre odiei morar aqui no centro. Hoje mesmo, como é domingo, acordei com barulho de carro de som e da vizinha com o som mais alto ainda enquanto fazia limpeza da casa... Quem me conhece sabe o quanto sou agoniado com barulho.

A prova de que a cidade é bem tranquila está nessa foto, que tiramos na Praça do Coreto:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Continuando... Por parecer domingo, fomos ao Convento que parecia estar fechado. Cumprimentei a recepcionista, que estava longe e vidrada no computador, e segui em frente. Não tirei foto nessa hora, mas tinha uma área enorme, bem bonita e cuidada dentro, onde bem no centro havia uma estátua que não consegui decifrar direito. Além do mais, se não me engano, haviam alguns bancos nela.

Em direção à porta de entrada, Machado nos alertou que já tinha fechado. Um senhor, suposto jardineiro que estava aguando a grama com uma mangueira, nos mostrou outra entrada.

Acho que fui o primeiro a entrar lá. O Convento tinha uma arquitetura muito antiga e o seu teto era pintado, segundo James, por escravos daquela época. Inclusive, toda ele era banhado a ouro e tudo muito bem conservado e um pouco modernizado. Não sei onde estava meu celular essa hora, mas James continuou me clicando com o celular dele, onde mostro abaixo:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Olhamos cada detalhe deste convento. Dentro dele, do lado esquerdo de quem entra, tem uma pequena capela onde estava fechado, mas tinha como ver os bancos e do lado um confessionário bem antigo, que me fez lembrar um filme do Didi que assisti na infância. O confessionário era bem parecido com esse aqui do filme. Tudo ali me fazia voltar no tempo.

Não tinha nada de roteiro pronto, saímos do Convento e fomos ver o que tinha mais na frente.

Entramos na Oficina de Santeiros do mestre artesão Timaia. Ele nos recebeu muito bem, ficou impressionado com o fato de sermos de outros estados e explicou sobre a sua carreira. Fiquei impressionado com sua simplicidade e humildade. Podíamos ver ali que tudo que ele faz é por amor, sem cobrar nada em troca, apenas ensinando quem realmente se interessar. Observei e peguei algumas peças que realmente eram ricas em detalhes e muito bem trabalhadas. Ele também nos mostrou algumas peças de alunos que estavam começando o trabalho. Realmente, é muita dedicação e paciência para se ter um bom resultado.

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Demoramos muito por lá, fomos apresentados para mais pessoas e ouvimos muitas histórias ainda da vida dele. No final, ele nos deu cartão de visita com seu contato e Facebook e pediu para que assinássemos em um livro, onde, ao assinar, olhando rapidamente, vi que não era somente eu de outro estado que tinha ido ali, várias pessoas de fora também.

Já estava quase escurecendo quando fomos à Casa da Aposentadora. No momento em que subimos as escadas, demos de cara com uma mesa cheia de salgadinhos, bolos, sucos... Muitas pessoas estavam lá, em uma sala separada, em uma reunião. Passamos despercebidos ali, e ficamos vendo o final da tarde enquanto conversávamos.

Foto: James Dantas (@kbcao17)


Lembro que nessa hora o céu estava sendo cortado por um rastro de fumaça que mais parecia de decolagem de algum foguete - como já cheguei a ver por aqui, visto que temos próximo, no Maranhão, um Centro de Lançamento de Foguetes, em Alcântara. Chegamos a questionar isso, mas me disseram que era apenas um avião fazendo aquilo. Clicando na foto abaixo para ampliar, acredito que dará pra ver como estava:


Ainda ali, as pessoas saíram da reunião e começaram a lanchar. Fiquei meio sem jeito, com vergonha, mas uma mulher ao nos ver, gritou: "Menino, fiquem à vontade! Vamos!?", nos apontando à mesa. Tímidos, porém com fome - pelo menos eu - não aceitamos e passamos por todos que estavam muito bem arrumados já se servindo.

sábado, 28 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #5

(...)

Continuamos a andar e começamos a avistar algumas ruas estreitas com várias casinhas coloridas. Em uma dessas andanças, algumas senhoras estavam na janela, fazendo aquele cenário se tornar ainda mais bonito. Por algumas vezes, lembrei de propagandas que passa na Tv Globo, como essa aqui e aqui.

Tiramos poucas fotos em pontos e casas que achávamos legais naquele momento, como essas:



Subimos algumas ladeiras e paramos próximo a uma igreja e cinema antigo. Com o celular ainda em mãos, vi mensagens do povo informando que estava em frente a pousada. Desorientado, não sabia dizer onde eu estava e nem lembrei que poderia mandar a localização pelo whatsapp.

Alguns minutos depois, pelo lado contrário que imaginava que eles pudessem estar vindo, apareceram de moto. Foi quando os vi ainda de capacete. Machado Junior trazia James (que já até entrevistei aqui) e Juninho estava na moto dele. Me olharam, estacionaram e vieram em minha direção tirando o capacete.

Primeiramente, cumprimentei e abracei James que achei bem alto e magro, o contrário do que imaginava nas fotos. Além do mais, não achei que ele tinha a cabeçona, como seu próprio @ no Twitter e Instagram já dizia. Depois, cumprimentei Machado num aperto de mão meio doido, empolgado, me puxando pro abraço - rs. Machado é como nas fotos, não vi diferença. Depois o Juninho Rocha, que estava um pouco calado, tímido talvez.

James me mostrou e entregou um saquinho com as lentes olho de peixe e eu achando que era um presente pra mim. Abrindo o saquinho e pegando a lente, não conseguia prender no meu celular e acabei pedindo ajuda dele. Com ela já encaixada no celular, tiramos as primeiras selfies do #WINDENCONTRO (encontro de usuários de Windows Phone):



Fiquei tão besta com aquilo que esqueci de apresentar meus amigos a eles. Quando fui ver, Machado já estava lá cumprimentando eles. Um pouco atrasado, apresentei eles e seguimos conversando por alguns minutos ainda ali.

Eu até falei para darmos logo uma volta, já que mais tarde eles tinham que ir pra faculdade. "Quem disse que a gente vai pra faculdade hoje? Você tá aqui, Funnie! Tu é o Deus Grego!", disse James zoando e sorrindo com a importância da minha presença naquele dia único. Me achei internamente - rs.

CN → THE → REC → MCZ → PND #4

(...)

Foram um pouco mais de três horas de viagem. A cada quilômetro que passava eu ficava mais tenso, nervoso, imaginando que dali a algumas horas estaria transformando o virtual no real. Todas os cenários das fotos estariam não mais na tela do meu celular, mas na minha frente. Não estaria mais escutando áudios e sotaques apenas pelo celular, mas pessoalmente, vendo expressões e sorrisos do jeito que eu ainda não tinha visto.

Ainda na estrada, paramos em um Mirante. As placas indicavam que a poucos metros teria um ali e na medida que chegávamos próximos, decidíamos se pararíamos ou não, visto que eu tinha medo de perder tempo e não aproveitar as horas em Penedo, imaginando que à noite os amigos de lá estariam na faculdade. Naquele momento, tempo era ouro.

Estacionamos o carro no acostamento em frente e vimos que era um restaurante. Atrás dele, o mirante era bem simples e colorido, parecia mais um brinquedo de parque de diversões. Nada de elevador e sim escadas em formato espiral. Pagamos apenas R$ 2,00 para subir e ficar uns cinco minutinhos tirando algumas fotos.


Poderíamos até ter ficado mais tempo lá, mas São Pedro foi meu best friend e mandou chuva, para que fôssemos correndo pro carro seguir mais estrada e ganhar tempo - rs.

Nas cidades próximas, assim que funcionava a cobertura de internet, chegava um monte de mensagem pra mim. O grupo que criei estava perguntando: "Cadê o Funnie?", "Já chegou?", além de mensagens no privado no mesmo caráter.

Acabei não respondendo, pois ainda estava enfadado da viagem. Não tinha almoçado ainda, não tinha tomado banho e precisava ficar de bem comigo mesmo pra confirmar a minha chegada.

Ao chegar em Penedo, ficamos maravilhados com as casinhas coloridas e com a arquitetura preservada da cidade. Como o Pedro mesmo disse, ainda na direção, "parece que voltamos pro século passado", onde digitei a mesma frase no grupo privado somente com os amigos desta cidade.

Algumas vezes ficamos perdidos e entramos na contramão, por termos dispensado o GPS. E seguimos procurando a Pousada que já tínhamos reservado há algumas semanas.

No caminho, não hesitei em tirar essa foto, ainda de dentro do carro, dessa rua estreitinha cheia de casas coloridas:


Ao chegarmos na Pousada Central, nem precisamos nos apresentar. A senhora dona de lá já estava nos aguardando. Muito educada e receptiva, nos explicou calmamente como funcionava lá e pediu para que eu assinasse em um caderno acrescentando a data - acho que isso foi o check-in - rs. Em seguida, me entregou a chave do quarto de número 8.

Os quartos ficavam no primeiro andar e embaixo funcionava um restaurante simples, com poucas mesas e cadeiras, com recipientes de self-service, o que deu mais certo ainda pra gente, que não precisava andar pela cidade em busca de almoço.

Deixamos as malas e bolsas no quarto e, como meus amigos estavam morrendo de fome, disse para que almoçassem enquanto eu tomava banho e me trocava. Com isso, eles desceram para almoçar e fui tomar banho.

O quarto que ficamos era super apertado. Nele tinha: ar condicionado; uma TV com receptor; um guarda-roupa pequeno com espelho na porta por dentro e com três edredons; uma beliche e uma cama de solteiro normal; um banheiro minúsculo e um chuveiro que era SUPER lerdo. Eu me conformo com tudo, mas aquele chuveiro me fez demorar demais no banho. A água descia bem fina, pouca... Que agonia! Não gosto nem de lembrar.

Muito aperreado, enquanto meu celular carregava para tirar fotos mais tarde, me vesti rápido e desci para almoçar mais rápido ainda. Enquanto isso, meu celular não parava de receber mensagens do povo que parecia mais ansiosos do que eu. Eu não gosto de comer mexendo no celular, mas fiz isso. A comida acabou esfriando e o suco rendeu demais. Não comi muito, mas me senti satisfeito.

Sem demora, seguimos para o "centro histórico".

Lembro que enquanto passava por lá, um bêbado dentro de um bar olhou pra mim e falou: "E aí, parceiro!? Como é que tá?". Por impulso, ainda o respondi: "Tudo beleza!", fazendo joinha pra ele.

CONTINUA AQUI...