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segunda-feira, 29 de junho de 2026

A MUDANÇA QUE EU TANTO ESPERAVA

O bom da minha vida ter mudado um pouquinho há mais de um mês é que tenho muita novidade pra contar. Não novidades de ganho, no sentido de ter... Aliás... Sim... Hmm... Como posso explicar? 🤔 Não falo em algo material, sabe, embora também. O que eu quero dizer é que não estou tanto na rotina, aquela rotina severa de acordar, trabalhar, ir pra casa e viver de novo o mesmo dia sem mudança nenhuma. Tá, parece que estou, afinal, no post anterior comentei justamente sobre isso. Talvez eu não tenha falado nada com nada nesse primeiro parágrafo, né? Enfim, ignora.

Nesses mais de 30 dias de mudança de cidade, MUITA coisa aconteceu. A minha organização financeira e pessoal tem me dado frutos bons. A novidade, que há dois posts eu queria dizer, era: TENHO UMA CASA!!! (alugada, mas minha). Na verdade, um apê, pequeno, mas bem confortável, próximo do trabalho e baratíssimo... Menino, foi um achado! 😁

Desde quando vim pra Tianguá, já fui procurando casas pra alugar. Por mais que eu soubesse que os meninos iriam me acolher super bem, a casa era deles, e visita, no máximo, teria que ser de uma semana. E lá se foram mais de 30 dias em um quarto na casa deles. Só gratidão, inclusive! 🙏🏻 Volto a dizer que eles são amigos mesmo e nem sei como pagar todo esse acolhimento, não só de agora, mas de sempre que precisei. Inclusive, nas últimas semanas, durante um almoço, fizemos um acordo. (A palavra "pacto" sempre soa como algo demoníaco, né? - rs.) Talvez eles nem vejam isso como forma de acordo, mas vamos dizer que seja um combinado. Pronto, a palavra certa é essa: com-bi-na-do. Se num futuro der certo, todos nós iremos ganhar. 🤑

Mas voltando à novidade, que é a "minha" casa... eu consegui sem procurar. A minha chefe passou na rua aqui próximo do trabalho, viu uma placa, me avisou de imediato, fui com o B. ver, gostei, fomos no cartório, fechamos, paguei o caução e recebi as chaves. Meu Deus, aquilo já era meu no mesmo dia! 😅 O mais interessante é que, um pouco antes de resolvermos essa parte burocrática, na porta de entrada do apê, após eu ter visto ele por completo, a senhora perguntou: "Você vai querer mesmo?" Respondi que sim, e, no mesmo momento, ela arrancou a placa de aluga-se dali. Isso me marcou muito!

Nesses 35 anos, sempre morei na casa dos meus pais, e ter um canto só meu, que eu possa organizar do meu jeitinho, me causa uma ansiedade agradável. Engraçado, né? E que bom. De imaginar que agora, enfim, eu vou ter paz... AEEE! 🙌🏻

Na entrada, coloquei uma plantinha que ganhei do Dalton e um tapetinho que comprei dessas lojas baratas de utilidades

Meu primeiro presente pra casa nova foi um escorredor de prato preto, simples, que já definiu a cor do meu "enxoval". De lá pra cá, ganhei muitas outras coisas: uma sanduicheira chique, um fogão de indução, um liquidificador... Todos pretos! Ah, antes que eu esqueça, comprei uma CAMA DE CASAAAAAL!!! A empolgação por uma cama de casal é ainda maior porque eu nunca tive uma, sempre dormi em cama de solteiro. Mesmo que eu quisesse antes, no quarto em que eu ficava na casa dos meus pais (que estranho dizer "casa dos meus pais" 🤔), não cabia, pois eu dividia o quarto com o meu irmão. Além disso, tinha um guarda-roupa pequeno e uma cômoda que comprei no último ano o que impedia mais ainda de uma cama de casal caber ali.

Aluguei esse apê no final do mês passado. Já está com quase 20 dias, mas não consegui mudar de imediato. Precisei pintar ele todo porque a cor que tinha lá não me agradava de maneira nenhuma e, psicologicamente falando, só depois eu fui entender o porquê. Agora lá está todo branco, pela claridade e paz. Não usei o branco gelo porque também me remete ao antigo trabalho (fora que é um cinza branco meio cinza sem graça), então usei um branco bem branco, sem ir pro bege, pro cinza e afins. Branco natural, branco neve. Pronto! 🤍

Poucos dias depois que aluguei, levei produtos de limpeza pra gente (meus amigos e eu) dar um grau. Não estava tão sujo, mas eu queria tirar toda a energia de lá dentro. Os últimos inquilinos eram um casal que tinha um pitbull. Pelo que ouvi da proprietária, o homem era um policial, já a mulher não faço ideia.

Subindo as escadas, à esquerda, antes da porta de entrada do meu apartamento, tem um cara que mora em uma quitinete. No dia em que fechei negócio, a proprietária me passou o contato dele, pois, por ser no mesmo espaço, iríamos dividir algumas coisas, tipo água. Conversamos algumas vezes e ele parece ser uma pessoa boa. Pelas roupas que ele deixa na varanda, voltadas para a rua, acredito que ele seja da igreja católica; e, vendo o perfil do Instagram dele, que, por culpa do algoritmo aparecia pra mim como sugestão, acho que ele é da área da saúde. Até então, nossa conversa foi bem agradável e ele me ajudou em alguns outros processos, como, por exemplo, a ligação da energia. As pessoas da cidade, no geral, são bem legais. Poucos dias atrás, conversamos mais pessoalmente. Ele estava lavando a escada enquanto eu aguardava um senhor consertar o chuveiro - que a principio nem tinha dado certo. Chamei o vizinho pra ver as condições do meu apartamento e ele me ajudou mostrando algumas coisas. Sempre tive receio de vizinhos, mas ele me parece ser uma pessoa muito de boa e do bem. Assim espero. 🙏🏻

* * * 

No sábado (20), fui às Americanas comprar um kit de panelas com os meninos. Ganhei R$ 100 de um amigo e pensei: "Por que não dar de entrada em algo que preciso muito?" Para a minha sorte, havia uma caixa exposta e na promoção. Não pensei duas vezes e comprei. Ao chegar no apartamento, ligamos o fogão de indução, testamos as panelas e nada. 👎🏻 As panelas não funcionavam naquele fogão, ele não reconhecia elas. Que vacilo!!! Juro que faltou eu chorar com aquela decepção e falta de atenção. Ao mesmo tempo, no fundo, queria ir na loja e devolver, mas a minha vergonha era maior. Comentando isso com os meninos, Dalton disse que não teria vergonha e que iria lá comigo pra tentar resolver. E voltamos à loja em menos de 1 hora.

Ao chegar lá, ele explicou pro rapaz do Caixa, que nos passou pra outro, e esse outro nos passou pra mais outro. O nome do supervisor da loja era Alex, se não me engano. Ele nos tratou super bem, mesmo nessa situação. Disse que não poderia devolver o valor, mas que eu poderia ver outro kit de panelas, dessa vez compatível com o fogão. Mas, pro meu azar, não tinha. E foi assim que substituí por várias outras coisas necessárias para a casa nova, como roupas de cama, toalhas... Passou apenas uns R$ 3 e pouquinho do valor do kit das panelas. O bom é que, de qualquer forma, não saí perdendo.

Alguns vexames ainda estou passando porque tudo é a primeira vez. Estou errando, mas errando pra acertar e aprender. Preciso me atentar mais aos detalhes, não somente à conquista. Dessa vez errei, mas consegui reverter. Mas, quando acontece de o barato sair caro, eu fico mais zangado. Não quero luxo, só quero o básico e bom.

* * *

Não gosto de começar um post e não terminar, e esse ficou alguns dias no rascunho. Não lembro exatamente o dia em que iniciei ele, mas continuemos para encerrar.

* * *

Aos poucos fui me mudando pro apartamento. Depois que comprei a roupa de cama, me empolguei e já quis logo dormir lá sem esperar o B., pois eu confesso que fiquei com medo de sentir medo nesse primeiro dia dormindo sozinho.

Na terça (23), saindo do trabalho, fui dormir lá. É muito estranho você estar em um ambiente em que nunca esteve, mas, ao mesmo tempo, saber que tudo ali é seu. Demorei muito pra pegar no sono. Como eu estava rodeado de casas, dos lados, embaixo, de frente pra janela do quarto, todo o barulho parecia que estava dentro do meu quarto. Incrível isso! O bairro onde estou é bem tranquilo, mas aqui e acolá tem uma criança gritando, motos passando com aquele barulho alto, carros e, pasmem, um senhor passeando a cavalo com toda velocidade do mundo na madrugada. Ontem, quando já estava pegando no sono, achei que eu estava sonhando. Só hoje, há pouco, no trabalho, perguntei à minha chefe, que mora em uma das ruas próximas, se realmente o cavalo existia por ali, na madrugada. Ela me confirmou.

Primeira selfie na cama nova antes de dormir - rs

Dormi com o B. apenas um dia lá: na sexta, 22. Ele passou frio e eu passei calor. Mas, na maioria do tempo, eu passo frio mesmo, porque deixo as persianas da janela de madeira abertas e o vento frio vem com tudo.

Não sei como será daqui pra frente, ainda mais em relação à comida, mas aos poucos vou me acostumando. Eu estava pedindo uma quentinha de R$ 10 em um lugar próximo da minha rua, mas sinto que já enjoei de comer todos os dias a mesma coisa. Como não tinha mesa, improvisei uma caixa de papelão deitada na cama com um porcelanato em cima. Esse porcelanato eu ganhei pra colocar o fogão de indução em cima, com medo de esquentar a pia ou a mesa. Usando o porcelanato, não sujo a cama e consigo comer com um pouco mais de conforto sentado na cama. Spoiler: ontem, ainda bem, ganhei uma mesa de plástico com duas cadeiras.

Ainda ontem (domingo, 22), já pedi a instalação da internet e deu certo. Antes de dormir, usei o fogão para fritar ovos pra comer com pão e levei um susto, pois ainda não sei "operar" ele. Aos poucos eu vou aprendendo; hoje cedo até que consegui "administrar" melhor o fogo dele. O ovo quase saiu inteiro, mas pelo menos não foi aquele exagero da primeira vez.

Sei que falta eu comprar muita coisa ainda, mas aos poucos eu vou conseguindo. Já organizei um dos quartos pra "bagunça" e quase diariamente deixo o pouco lixo que acumulo do lado de fora. São vários detalhes, mas está dando certo... Eu só quero me sentir bem lá. 😌

Talvez esse post, por ter sido escrito em diferentes momentos, não tenha ficado tão "redondinho", ainda mais nesses últimos parágrafos, pois estou morrendo de fome. Encerro por aqui e volto depois.

Valeu! 🩷

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CALMA, ANDERSON

Depois que vim pra cá parece que não existe mais tempo pra mim - e isso nem é uma reclamação. Ainda é cedo, eu sei, mas sinto um sentimento de culpa por não aproveitar quando estou sozinho e de folga. Não sei se isso é porque ainda estou na casa dos meninos...

A minha rotina até então neste mês foi: acordar quase 9h, tomar café, assistir à novela do dia anterior e depois a alguns programas da grade da DiaTV, almoçar, tomar banho, trabalhar até às 22h, tomar banho novamente, deitar e dormir quase 1h da manhã. E depois começar tudo de novo. É um ciclo! (ou um círculo?) EU NÃO QUERO ISSO!!! 😵

Mas por que eu me sinto culpado? Talvez por simplesmente não estar vivendo comigo mesmo. No final de semana, por exemplo, eu só quero curtir a preguiça, isso quando não tenho coisas do trabalho. O que eu queria era caminhar, correr, ver e sentir as belezas dessa cidade e ter novas experiências. Sei que sinto essa culpa, mas ao mesmo tempo me conforto que estou começando agora, que tudo está sendo do zero, que preciso comprar/conquistar várias coisas ainda, mas, pô, preciso fazer algo que seja de zero centavos também.

Sei que estou criando alguns amigos, mesmo sendo do trabalho, mas cada um tem a sua vida, né? Não posso sugerir coisas sendo que tudo aqui é dinheiro e, a princípio, preciso economizar o máximo que eu puder. Sem falar que preciso me deslocar e, por enquanto, tudo aqui é moto-táxi. Até que teve vários dias que consegui pegar moto no 99 por, acreditem, R$ 0,12. Foram as viagens mais felizes da minha vida - rs. 😎

Ontem, antes de dormir, me bateu uma bad louca, uma vontade de acelerar o tempo e conquistar logo tudo de que eu preciso, mas o tempo não é meu, é dEle.

Que angústia!!! 😕

Eu vivo criando metas e sei que cumpro elas, mas ultimamente nem isso posso fazer porque tudo é dinheiro por aqui. Não que eu esteja sem dinheiro, mas fico naquele medo de chegar ao ponto de não ter mais nenhum centavo.

Calma, Anderson, respira... Vai dar tudo certo.

E vamos aguardar!

Obs.: No último post eu disse que possivelmente neste eu contaria uma novidade, mas por enquanto ainda não consigo, pois ela está em processo.

Valeu por estar aqui!

Até! 😉

domingo, 17 de maio de 2026

RECOMEÇOS TAMBÉM DÃO MEDO

Mais uma vez começando um post suspirando. Dessa vez, o suspiro é de "será que vou dar conta de concluir esse post ainda hoje?". Contrário do post anterior, com várias pausas, este quero dar o resumo do resumo do resumo... Até porque, não sei se já comentei aqui, mas criei um blog anônimo pra chamar de meu. Chega de me sentir vigiado! Agora, por lá, escrevo sem papas na língua e tendo um registro ainda mais pessoal, mais detalhado, sem pudor (mais ou menos) e com o meu sentimento mais que profundo. Espero seguir lá e, claro, aqui. Não esqueci que prometi a mim mesmo que, neste ano, preciso fazer pelo menos um post por mês. Isso não para os outros, mas para mim mesmo no futuro. Adoro ler e ter vergonha de mim mesmo no passado, me dá uma sensação boa.

Mas, sem mais delongas, vamos lá! 😉

Então, sem muitos detalhes, na primeira semana de férias, consegui um emprego aqui na serra, em Tianguá - CE. Obviamente, me conhecendo, pra que isso acontecesse tive todo um preparo e planejamento, incluindo o psicológico. Voltei à terapia, dessa vez com uma nova profissional, pra eu me entender e, principalmente, me encorajar. E deu certo. Aliás, está dando certo. Concluí as férias e vim pra cá de vez. Foi tudo muito rápido, mas eu não podia perder essa oportunidade, oportunidade que há meses venho pedindo a Deus. Confesso que, semanas antes, após a primeira entrevista, me deu muita ansiedade. Não consegui dormir direito, mas depois eu meio que taquei um f*da-se. O que fosse pra ser, seria. E assim foi. Estava com medo, mas fui com medo mesmo.

Concluí a primeira semana na sexta. Aliás, posso dizer que hoje, domingo, mesmo sendo início de semana na teoria - afinal, no calendário, o domingo vem antes da segunda-feira. No trabalho novo, conheci algumas pessoas, organizei coisas de meses e até participei da primeira reunião mensal. Eu estava ali, do lado, literalmente, do diretor. Ele iniciou a reunião me apresentando um pouco aos colaboradores e depois preferiu que eu mesmo falasse de mim. Com duas canetas nas mãos, um caderno meio agenda que ganhei, comecei a falar de mim. Por um instante, nem percebi que era eu mesmo falando pra mais de vinte pessoas que estavam com os olhos e ouvidos voltados pra mim. Meu coração não acelerou, não tremi... Tudo foi natural. Fiquei tão à vontade que cheguei até a fazer uma piada sobre a cidade, em que todos riram. Foi muito gostoso ouvir "seja bem-vindo".

Instants

Os últimos dias da semana foram bem mais intensos, mas acredito que dei conta, mesmo pegando o bonde andando. Ao que dependeu de mim, não deixei nada acumulado. Amanhã tenho algumas coisas pra fazer, mas que bom que tem. Não gosto de ficar à toa e me sentir inútil.

Hoje, trabalhei às 5h30. Como não se trabalha aos sábados, quando necessário, temos que cumprir essas quatro horas que ficam no "banco de horas". Tranquilo! Gosto de me sentir na escala 5x2, já que a minha vida toda sempre foi 6x1 ou mais. KKKry

Pela manhã, clareando, fui um dos primeiros a chegar e já fui ajudando a organizar uma ação em uma praça daqui. Hoje pela manhã teve uma corrida, então foi uma ótima oportunidade pra se divulgar e conseguir leads. É divertido estar com eles, eles são eles e ponto final. Todos têm o seu jeito diferente, mas juntos conseguem se entender. No final, tudo deu certo, o diretor, individualmente, agradeceu a todos por terem feito aquela ação. Esse agradecimento vindo dele é muito importante, gostei de ver. 💛

Estou agora descansando um pouco. Por enquanto, ficarei aqui na casa dos meninos, mas, assim que eu estiver bem, vou procurar o meu rumo e me virar sozinho. Às vezes fico muito dependente, e isso me causa muita vergonha - por exemplo, foram eles que me deixaram na praça às 5h30 porque não consegui uber, nem mototáxi -, mas eu sei que um dia vou compensá-los por todo esse acolhimento. Eles são realmente meus amigos verdadeiros. Eles me apoiam desde quando comentei com eles sobre essa minha decisão de vir pra cá, trabalhar...

Vou dar o melhor de mim durante todo esse tempo. E eu vou conseguir o que eu realmente quero. O principal é ser feliz, claro, mas eu tenho umas conquistas (que posso chamar de sonhos) no off também.

Valeu por ler até aqui! 😗

sábado, 14 de março de 2026

A MAGIA DE LER BLOGS NOVAMENTE

Aproveitei o final da tarde e o início da noite para procurar mais blogs para ler. Que nostalgia passear pela blogosfera novamente. 😊

Assim como os posts que li - que foram vários, inclusive -, segui vários outros por aí. Fiquei me perguntando: como é que tenho blog há mais de 20 anos e nunca tive a curiosidade de explorar e perceber que ele é uma rede social? Nunca me atentei que posso seguir, comentar (isso eu já sabia!), conferir comentários, interagir com as pessoas, participar do mundo delas e, principalmente, notar a aba Lista de Leituras. Que vacilo! Antes eu vivia visitando o mesmo blog, dando F5, quando, por essa aba, quando a pessoa atualiza, já aparece há quanto tempo ela atualizou. Perfeito, né!?

Esse meu "cantinho virtual", "diário", foi criado por inspiração da maior (ex) garota de programa do país, a Bruna Surfistinha, com quem, claro, tive o prazer de conversar por, na sequência, Blog, Orkut (por depoimento que a gente lia e apagava, pois por scrap todo mundo ia ler), MSN (até por webcam - me senti tão velho digitando essa palavra), Twitter, Instagram, PESSOALMENTE (😉) e, hoje em dia, WhatsApp. É, a gente continua conversando na modernidade, hein - rs. Por mais que eu saiba que ela não dá a mínima para mim e a Tassya (que também é fã e também conheceu pessoalmente), ainda gostamos dela. Não sabemos explicar esse amor ou ódio de fã/amigo que temos; só sei que é sincero. Fã ou hater, estamos aqui. 🙃

Mas voltando ao blog, é meio mágico ler o que as pessoas estão escrevendo hoje em dia. Saber das rotinas, opiniões, textos engraçados - e, por vezes, até preconceituosos -, perceber os layouts noventistas e dos anos 2000 ainda vivos... é voltar no tempo. Teve um blog que abri hoje e levei um susto. KKKK. Tinha literalmente um rádio tocando após carregar a página. Era uma música de romance, aquelas dos anos 80... Foi um susto bom e fez ainda mais eu voltar no tempo. Lembrei que no Flogão eu colocava umas músicas mixadas para compor o post, já que eu escrevia lá também. Lembro de uma em especial que era do Bob Sinclar - Love Generation feat. MC Leozinho - Ela Só Pensa em Beijar. 😃 Até pesquisei para ouvir e linkar aqui, mas não encontrei. Era muito massa!!! Engraçado que hoje em dia ou eu ouço música ou leio um post. Eu já não conseguia fazer duas coisas ao mesmo tempo quando era mais jovem... imagina agora.

O blog já me trouxe, em um tempo, um relacionamento que durou quase um ano; me trouxe também um trecho em uma revista na Dinamarca, que até postei aqui. E, claro, o prazer de me fazer ler e escrever melhor a cada ano. Sei que não absorvi palavras bonitas ou sofisticadas e tudo mais, mas, se a pessoa leu e entendeu, já fico feliz. Tento escrever como realmente converso. Talvez eu até escreva melhor do que contando pessoalmente a história. Aqui tenho uma cronologia; já contando uma história, até eu mesmo me atrapalho - rs.

Sei que já disse isso aqui, mas vou repetir: só vou deixar de escrever quando morrer. E olhe lá! Ainda assim, penso em deixar uns posts programados quando souber que estarei prestes a partir. Quero que as pessoas continuem com a ansiedade de esperar por mais um post meu sem precisar dar F5.

Sempre imagino que ninguém além de mim leia isso, mas, se você estiver lendo, muito obrigado. Obrigado de coração por estar aqui e por me acompanhar nesses anos todos. Que venham mais registros.

Mais uma vez, obrigado. 🩷

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

NÓS TÁ VIVENDO

A minha intenção agora é vir aqui pelo menos uma vez por mês, pra ter pelo menos 12 posts por ano. Será que eu vou conseguir? 🤔

Já estamos um pouquinho mais da metade do mês, o Carnaval acabou, as pessoas já estão começando a voltar a trabalhar… Mas eu ainda estou vivendo os resquícios disso. 😁 Falo isso porque estou de home office enquanto espero concluir essa semana. Penso que voltar ao presencial por dois dias (quinta e sexta) é meio triste, não compensa, ainda mais na minha realidade. Então, mesmo sem falar pra minha chefe, estou aqui trabalhando de longe normalmente. 🤫

Juro que nem vi, literalmente, o Carnaval passar. Aqui no CE, fiquei em casa curtindo frio, TV e livro, e não consegui ouvir nenhum “bate lata” por aí. Falando em livro, por incrível que pareça, consegui concluir Uma Família Feliz, de Raphael Montes. Por mais que eu tenha demorado meses pra concluir, conclui pra, finalmente, assistir ao filme. O final do livro me deixou surpreso (como sempre!) e p*to. Já o final do filme não me deixou tão surpreso, mas a cena pós créditos me deixou MUITO MAIS p*to. Como pode um autor ser tão bom assim, hein? Acho que um dia vou fazer um post só pra falar do Raphinha Montes. 🩷

Mas continuando… Pra não dizer que não vi nada desse Carnaval, acompanhei algumas coisas pelo Instagram, mas sei que isso não conta. Até fui caminhar em direção ao Parque Nacional de Ubajara na segunda, mas não tinha ninguém festejando por lá. As pessoas estavam preocupadas em viver o frio e aproveitar aquele momento em família em plena segunda-feira; muitos pais com seus filhos pequenos, idosos e pessoas esperando ansiosamente pra descer no bondinho e depois conhecer a gruta.

Na quarta, ontem, tive que voltar ao batente. Confesso que, um dia antes, fui verificar o celular do meu trabalho pra já me preparar para as demandas que estavam por vir. Não eram muitas, mas eram demandas. Eu até tento me desligar totalmente do trabalho nessas folgas, poderia muito bem conectar o celular somente às 14h da quarta, mas a ansiedade nunca deixa... Inclusive, por não misturar as coisas, recebi uma mensagem no meu telefone pessoal de um aluno que sequer me cumprimentou e já foi perguntando sobre uma demanda dele, sendo que, antes de sair para esse feriado, dei todas as orientações. No final, tive que deixá-lo sem resposta até ele entrar em contato pelo telefone do trabalho. Por mais que eu não estivesse na folia, pô, consciência, né? 😑 Isso nem precisaria ser registrado aqui, mas, né… já foi.

Na quarta também fiz mais uma sessão de terapia. Nossos encontros são de meia hora, diferente da primeira vez que fiz com outro profissional, que eram 40 minutos. Sinto que é pouco tempo e ao mesmo tempo corro com algumas informações. A psicóloga é fofinha, sorridente, calma, parece ser bem mais nova que eu, usa óculos, está sempre maquiada com um batom que não chama atenção, mas que existe ali, tem o sotaque lindo da Paraíba e usa um fundo de sala fake nas nossas sessões. Espero conseguir me dar bem com ela a ponto de perceber melhorias em mim. Com ela, uso uma abordagem diferente do profissional anterior: TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental, que, numa pesquisa rápida no Google, “é uma abordagem psicológica estruturada, ativa e de curto prazo, baseada na relação entre pensamentos, emoções e comportamento”. Acho que dessa vez tem tudo a ver. 😎

Desde que Pedralton viajaram, na terça, fiquei na missão de cuidar dos cachorros deles, Luz e Valente, dois huskies. Eles já estão um pouco grandinhos e, no começo, me deram mais trabalho do que agora. Fiquei responsável por alimentá-los com ração e água nos devidos horários — até fiz uma mini planilha pra controlar e não esquecer, como mostro na imagem abaixo —, limpar cocô e xixi e cuidar do cantinho deles, principalmente quando começasse a chover.

O espaço aqui é bem pequeno pra eles, na minha opinião, e isso me dá meio que pena de deixá-los lá, ao mesmo tempo que fico doido quando os tiro de lá. Eles são rápidos, pulam, cheiram, brincam ou brigam (nunca sei diferenciar) e são as coisas mais lindas, por mais que eu ainda prefira gato. O meu juízo ainda não está preparado pra ter um cachorro em cima de mim com toda a energia do mundo que eu já não tenho mais. Gato, como a Kitty, só está comigo por companhia, pra dormir do meu lado e até pedir comida. Não me dá um pingo de trabalho e eu amo mesmo assim… Quando estou viajando, como agora, fico acompanhando pela câmera do trabalho e morro de saudade. 🐈‍⬛🖤

Mais tarde volto pra Ubajara e aproveitei essa pausa no trabalho pra atualizar aqui.

Caso eu não consiga voltar a publicar ainda esse mês, pelo menos este post já está garantido.

Nós tá vivendo! KKKK 

😗

terça-feira, 1 de março de 2022

FERIADOU! E EU?

Antes do feriado já preparei algumas coisinhas pra fazer durante ele. Como não teria condições de ir pra Teresina, até porque também o DG já foi de mala e cuia pro CE, resolvi ficar por aqui mesmo. Eu havia prometido que iria pra Teresina pelo menos UMA vez por mês e eu indo nesse feriadão não seria uma, mas duas vezes no mês, então, ainda cumpro com minha promessa. Haja dinheiro!

Há algumas semanas, DG estava preparando a sua mudança, separando as coisas pra levar pro CE, e no meio de tudo achou um bloquinho vermelho, de capa dura, que ganhou há anos, quando ainda trabalhava com um ex chefe e até então amigo dele. Dalton nunca foi ligado nessas coisas de papelaria, por isso, o bloco estava lá, esquecido e guardado. Na época, com minha letra, na primeira folha, escrevi o nome completo dele. Modéstia a parte, minha letra ficou linda, e eu nem lembrava que tinha feito isso. Pelo menos soube que ele me autorizou a escrever o nome lá, já que ele detesta quando mexo nas coisas dele - rs.

Quando fui a Teresina semanas atrás, trouxe esse bloquinho comigo. Obviamente, de uma forma bem sutil, risquei o nome dele e pus o meu. Pronto, ele era meu real oficial agora. Não sei explicar, mas já criei um apego por ele desde a hora que o vi, por foto ainda, mesmo com a capa dura um pouquinho destruída com o tempo.

Enfim, nele, comecei a anotar umas coisinhas. A princípio, consegui anotar todo o débito que tenho com o "Banco Pedrenrick" (uso esse termo quando o PH me faz alguns empréstimos quando estou precisando) e na medida que fosse pagando, já ia riscando. Eu tenho esse prazer de escrever, colorir e depois riscar. Sei lá, me faz tão bem porque sinto no final que cumpri com a minha promessa, palavra ou sei lá o quê. E tive sorte porque assim que terminei de anotar tudo, eis que um dinheiro de um reembolso que nem lembrava mais caiu na minha conta. Completei com mais um tantinho e 🚀 pro "Banco Pedrenrick". Após o pix, risquei com ✔ com gosto.

Já na segunda folha, escrevi o que iria fazer durante esse feriadão de carnaval. Sinto que quando anoto algo me sinto na obrigação de cumprir, sendo por isso toda a minha programação financeira mensal anotada de forma bem bonitinha e organizada em notas do celular. Dentre o que escrevi para fazer, está:

  • Pintar usando aquarela;
  • Personalizar uma sacola para dar de presente pro professor Francisco Lima;
  • Selecionar fotos do drive pra um projetinho que pretendo iniciar esse mês;
  • Pesquisar sobre coisas do Instagram para criar inspiração para um projeto anônimo;
  • Atualizar o blog (o que estou fazendo agora mesmo! 😗);
  • Concluir o Livro da Bruna Surfistinha;
  • Terminar a 5ª Temporada de 9-1-1;
  • Fazer uma disciplina da Pós Graduação que foi disponibilizada esses dias.

De tudo acima anotado, somente fiz três coisas, ou melhor quatro, infelizmente. Negritei para saberem.

Estou me sentindo um pouco preocupado por ter feito o contrário do que sempre faço, que é deixar as coisas mais difíceis para fazer primeiro, depois ir para as mais fáceis que me deixam mais tranquilo e confortável.

Poderia, sim, durante a madrugada, ter pintado usando aquarela, mas eu prefiro fazer isso quando estou com vontade, inspirado, pois sai algo que me deixa feliz e orgulhoso. Não selecionei as fotos do drive por preguiça mesmo, fiquei imaginando procurar o HD Externo, ficar buscando de pasta em pasta, passando horas e mais horas selecionando fotos... Durante a semana vou tentar fazer isso. Sobre pesquisar sobre algo específico do Instagram... Leitura... Que preguiça de ler uma ruma de coisa. Isso também se encaixa na disciplina da Pós Graduação. Não consigo ler deitado, com barulho... Confesso que até abri, mas preciso ficar sentado, ligado, com um caderno, caneta e tudo e, principalmente, concentração. Não deu! Mas essa semana vou tentar aproveitar algumas folguinhas no trabalho, se eu tiver, prometo!

Pensando bem, no fundo não me sinto culpado por ter procrastinado. É o meu descanso, é o meu corpo, são minhas dormidas sem preocupação. Além de ser tão bom dormir no frio, com chuva... Quem quer fazer algo com esse clima, minha gente?

Amanhã, às 14h30, volto à rotina. Trouxe o celular coorporativo pra casa, chequei ele algumas vezes para que a mensagem automática avisando que eu retornaria somente quarta às 14h30 fosse disparada pra quem me chamou. Ainda assim respondi um aluno, também como se fosse mensagem automática. Acho que ele nem percebeu, porque nem me retornou. Glória!

Não sei o que será desse mês, mas quero ir em Teresina de novo. 👀🥰

**

Ah, esqueci de contar aqui. Comprei um celular novo no dia 22/02, em Teresina mesmo. O meu anterior não estava ligando mais por conta da bateria, então, resolvi comprar logo. Foi quase que um rim, mas acho que deu tudo certo. Devo confessar que depois me bateu um pouco de arrependimento, primeiramente porque o novo celular é menor do que o meu anterior e também porque resolvi, mesmo sem confiar nas coisas de CN, ir numa loja que abriu recentemente pra trocar a bateria. E num é que deu certo!? Com isso, deixei o celular novo de lado, por enquanto. Meu plano é de passar tudo de um pro outro, até porque o meu novo é de 512Gb, então, pra mim, quase uma memória infinita. O fato é que ainda não sei quando vou fazer todo esse processo de transferência, pois isso, definitivamente, me obrigará a usar o celular novo e eu ainda não quero. Acho que esse mês ou até na primeira quinzena do próximo eu faço esse processo, porque férias vem aí, hein. 😎

Tudo indica que voltarei a Cidade Maravilhosa. Sem mais!

**

Mudando de assunto, lembrei de outra coisa. Ontem, após mil anos, no tédio, entrei no BP UOL. Percebi que tudo lá foi modernizado e mesmo assim fiquei com aquela nostalgia. Consegui ainda manter conversa com dois contatos: um contatinho era legal, papo bom, confiei e até passei meu @, mas até agora nada. O outro contato já era mais uma conversa que me dá preguiça, sabe. Não foi uma conversa levada ao s***, mas algo que não rolou mesmo, uma conversa sem pé nem cabeça, umas perguntas típicas de quem busca perder tempo e fazer os outros perderem também nessas salas. Ainda assim foi legal!

**

Então... Vou tentar voltar ainda esse mês pra contar alguma coisinha aqui. Acredito que o próximo post será sobre o livro da BS que prometi (!?) no post anterior. Já fiz uns tópicos no bloquinho das coisas mais legais que gostei de ler, então pode ser que role, viu.  

Até depois! Tcha-au! 👋🏻

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

ACHO QUE UM RESUMO

Me senti tão inspirado a escrever aqui. E eu sei o motivo. 🙂

No mês passado, comprei a autobiografia da Bruna Surfistinha, que chegou autografada de uma forma bem pessoal. Na verdade, eu já esperava por isso, afinal, eu e a Raquel (nome verdadeiro da Bruna) já conversamos desde a época que ela ainda era GP. A nossa "amizade" (entre aspas porque não somos tão amigos assim) começou naquela época, tempo de MSN, Orkut e tudo mais, até que ela fosse confirmada pessoalmente. Sim, eu já encontrei com ela em Teresina e contei toda essa saga aqui. Com o tempo, fomos nos atualizando e nos seguindo nas redes sociais atuais e estamos aí até hoje. ~ Na verdade, ela deixou de me seguir em algumas, mas nunca me importei com isso. 🤫 O importante mesmo, pra mim, é me dar um pouquinho de atenção e, não nos falamos todos os dias, pelo menos temos um pouco de respostas um do outro.


Então, o livro está me causando muita nostalgia e me inspirou a vir aqui. Nele é contado fatos que eu não sabia e que adorei saber. A Raquel tem a mesma atenção aos detalhes que tenho, por mais que ela tenha contado fatos do começo dos anos 2000. Um dos capítulos que eu estava ansioso pra ler era sobre o surgimento do blog, as avaliações... Poucas pessoas sabem que me inspirei na Raquel pra começar nesse mundo da blogosfera também. Continuo sendo raiz, mas tudo bem. Adoro quando recebo comentários, mesmo que anônimos e, o principal, amo ler posts que fiz no passado. Eu revivo meus momento com todos os detalhes que descrevi. Eu amo essa sensação! 🤩

Falta mais ou menos 30% das páginas pra eu concluir a leitura e já sinto aquela dor no coração por saber que está acabando. Faz parte! Estou pensando, inclusive, em falar um pouco do que achei dele em um post futuro. Eu tenho certeza que vou me empolgar quando começar a digitar. Não prometo, mas pretendo, certo?

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Nem sei muito o que falar do mês de janeiro. Aff, como demorou! Por mais que eu não tivesse nenhum planejamento pro mês seguinte, o que mais me motivava pra que desejasse que ele terminasse seria o salário do próximo mês. Eu amo dinheiro na conta, eu fico tão feliz por receber algo que é fruto do meu trabalho... Não sei se todas as pessoas têm essa sensação, mas eu tenho. Nesses momentos me sinto tão útil.

Prometi a mim mesmo que pelo menos uma vez por mês nesse ano iria a Teresina. Em janeiro, fui. Foi maravilhoso ficar isolado com uma pessoa que estou conhecendo e gostando. Eu digo que estou fazendo um "test drive" antes do quinto encontro. Coisa minha mesmo, pois a ultima vez que tive algo parecido foi no começo de 2013 a 2015... Sei que o Anderson de 23 não é mais o Anderson de 31, chegando nos 32. Vou tentar me permitir, mas tendo toda a paciência do mundo. No momento, nosso encontro está sendo 2/5, faltam três ainda, então acho que dá tempo de ter uma certeza.

Fora isso, larguei a intensidade que vivia vendo séries. Continuo vendo, mas sem aquela pressão e curiosidade de ver um episódio atrás do outro. American Horror Story como assisto em tempo real, sou obrigado a aguardar outro episódio na semana seguinte, já que é um por semana até terminar. Da mesma forma funciona o spin off, American Horror Stories, que teve uma enxurrada de críticas, mas eu amei do mesmo jeito, afinal, Funn is fan, né? 😉 E continuo vendo com toda calma do mundo 9-1-1, que, para minha alegria, foi renovada mais uma vez.

Ainda em janeiro, o BBB começou e, claro, já fiquei ligado. Eu amo um reality e nunca escondi isso, porém, dessa vez, não tenho com quem comentar, deixando apenas tweets soltos usando as hashtags... E é exatamente isso que eu queria falar desde a hora que liguei esse computador e loguei aqui.

Por que não tenho mais ninguém pra comentar?

Porque simplesmente esse ano resolvi tentar conhecer um outro lado meu. Falei posts atrás que me afastei de algumas pessoas e na verdade foi isso mesmo. Pra essas pessoas que eu comentava sobre BBB, dava a minha opinião que por vezes não eram aceitas, e tudo bem, pois é normal. Mas o ar forte e sério das críticas, apelidos e o não uso da empatia que me machucavam. Eu sei que são pessoas ali trancadas naquela casa durante 3 meses, mas a gente acaba se identificando com suas atitudes, certo? Nessa edição mesmo eu já me peguei sendo como algumas pessoas dali. De cada um tiro uma característica minha, avalio, me coloco no lugar da outra pessoa, e é isso. Penso que eles podem ser os nossos espelhos e deles podemos quebrar certas concepções de nós mesmos. Não sei se é errado falar isso, mas a gente aprende muito com atitudes de outras pessoas. Por conta disso, pra evitar que eu fique com a saúde mental mais abalada ainda e, possivelmente perder uma amizade por discursão besta, em prol da paz, decidi me afastar. Volto a repetir que posso futuramente me arrepender, que é bem provável e normal, e eu vou encarar de boa, assim espero.

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Fevereiro começou há 15 dias e nem sei por onde começar. Então, já sabia que esse mês seria bem intenso e hoje, terminou essa bendita intensidade. Em meu trabalho, graças a Deus, consegui dar conta de tudo. Hoje foi o último dia de rematrícula dos alunos e tive que encarar os brasileiros que deixam tudo pra cima da hora. Tentei evitar que isso acontecesse por um jogo que sempre faço, mas sempre tem aquele que não fica tão ligado assim e vem com tudo. Faz parte! O importante é que dei conta e estou aqui bem, sem derramar sequer um gota de lágrima, como nos anos passados. Aprendi a ligar mesmo o f***-se. Não fez? Falou! O que me deixa fora do sério é ter que me responsabilizar por erros alheios, que é algo que pretendo resolver da forma mais branda possível até o final da semana que vem. Um erro uma vez, duas vezes, tudo bem, errar é humano, mas persistir no erro eu já acho burrice ou falta de profissionalismo. Dizer uma coisa e fazer outra é algo que me irrita desde quando me entendi nesse mundo, afinal, sempre fui iludido em ganhar presente caso passasse de ano na escola, com promessas de dinheiro e tudo mais... Acabei ficando com esse alerta dentro de mim que quando transborda dá vontade de mandar a pessoa ir lá pra aquele lugar. 😠

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No final de semana, pretendo ir pra Teresina. Estou ansioso e tenho que aproveitar esses últimos dias que o Dalton vai estar por lá. No futuro, minhas viagens poderão ser do MA pro CE, com uma pausa apenas no PI pra pegar o ônibus ou quem sabe até avião... Pelo bem de todos, vai dar tudo certo em nome de Jesus!

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Ufff! Digitei tanto que nem vi, mas estou me sentindo leve, mesmo achando que quem for ler isso não vai agregar em nada - rs. Mesmo assim, se leu até aqui, ficarei feliz em ler seu comentário. Que os próximos dias sejam bons a ponto de voltar aqui e continuar minha assiduidade de antes.

Até qualquer hora! 😁

domingo, 23 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #9

(...)

Eu sabia que depois que eu chegasse aqui em Teresina seria muito mais difícil e demorado pra eu publicar. Em Gyn, os pássaros me inspiravam, mantidos pelo silêncio. Agora aqui, além de muito calor, tudo ao contrário... Mas, vamos lá, tentaremos agora.

* * *

Depois que almoçamos, ficamos por ali ainda, conversando.

Já estava dando quase 14h e Augusto tinha que voltar ao trabalho. Eu achava que ele iria me deixar na casa dele pra descansar, dormir, mas... Quem disse? Ele me levou até seu trabalho, até porque o que ele mais queria que eu conhecesse era a rotina dele.

Demorou muito pra chegar no prédio onde ele trabalha, mas eu não percebi, porque as ruas e as pessoas que estavam nelas, me fascinavam. Era tudo diferente, e eu não conseguia prestar atenção no tempo.

Ele foi estacionar o carro e segui ele até o prédio, que até então eu só havia visto por foto. Um prédio lindo, com vidros bem diferentes e com muita correria. Logo assim que entramos, percebi isso. As pessoas andavam correndo, aquela agonia, aqueles cumprimentos rápidos para não perder o horário de bater o ponto. Eram três elevadores ali, um ao lado do outro, mas somente um funcionava. Era uma espera tensa, cheia de conversas misturadas. Eu me distanciava de tudo e das pessoas que estavam ali de terno, de roupas bem fechadas e diferentes. Por vezes, ia em direção à janela fechada, observando tudo dali, do sexto andar - era mesmo o sexto, Augusto?. A minha esperança falha era de sentir ar puro ali.

Augusto pediu para que eu o esperasse um pouco, pois logo em seguida iria sair para resolver umas coisas fora. Esperei, mas torcendo para que tudo passasse logo, porque não me senti bem no trabalho dele. Um desconhecido ali, feio, magro, sujo, barbudo e nordestino, onde todos me olhavam de uma forma estranha, quando na verdade tudo isso era ilusão da minha cabeça.

Sentei no sofá da recepção por alguns segundos, quando ele me chamou para um corredor, me mostrando sua sala e o que fazia. Enquanto ele me mostrava o banheiro - que não usei -, fiquei de longe ainda olhando por outra janela que apareceu ali, me sentindo preso em uma gaiola de estranhos.

Acho que passei uns 30 minutos ali dentro, mas parecia já que estava de noite. Eu queria sair, gritar, mas tinha que esperar. Eu ainda me sentia sujo, precisava de um bom banho e de uma boa cama.

Enfim, lá se vem Augusto me sinalizando que iriamos sair. Amém!

Descemos o único elevador que funcionava, quase lotado, e seguimos ao carro de outra pessoa - que fazia parte do trabalho dele.

Eu achando que, enfim, iria para a casa dele descansar... Quem disse? Meu senhor!!! - pensei. Ele tinha que resolver um pagamento e o único lugar que seria perto e viável para ele seria o Santander da faculdade dele. OMG!!!

Um pouco agoniado, me sentindo como se fosse um celular descarregando, disse a ele que não iria com ele e que ficaria ali mesmo, dentro do carro, descansando um pouco.

Dentro do carro, usei a jaqueta de frio como travesseiro, coloquei do meu lado direito, encostei a cabeça e, sem nem perceber, cai no sono. O clima já estava começando a esquentar, eu não conseguia mais escutar ninguém ali e só acordei quando ouvi o Augusto abrindo a porta do carro. Inclusive, tomei um susto e ele riu de mim.

Ele até que queria voltar ao trabalho, fazer eu esperar mais mil anos, mas eu não aguentava mais. Dali, disse para que me levasse pra casa dele, que eu estava mal, muito mal e precisava de um banho e uma cama, pelo menos por alguns minutos. Com pena de mim, sem nem dizer nada, me levou as pressas.