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domingo, 8 de maio de 2016

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #24

(...)

Na verdade eu estava bem ansioso pra voltar pra Teresina. Eu queria entrar em um avião novamente, sentir aquela sensação, mas dessa vez, na luz do dia.

O engraçado é que Mister Job sempre estava comigo, ali vendo tudo. Quando entrei na aeronave de BSB para THE, logo na entrada a mesma aeromoça do meu voo de vinda de Teresina disse:

- Você que veio de Teresina, né?
- Aham!
- Sim, eu conheci pelo boneco.

E sorrimos antes de ela me desejar uma boa viagem.

Tudo se passava como em uma cena de filme. Eu olhava pela janela enquanto ouvia umas músicas no fone de ouvido. Era tudo bem dramático, meio que uma avanço, um sonho, algo que não sei descrever com palavras o sentimento de estar ali.

Já um pouco mais sem vergonha, peguei o celular do bolso da calça e resolvi fazer alguns vídeos curtos do registro que jamais sairá da minha cabeça: da terra vista de cima - isso quando as nuvens resolvem deixar.


Acima, o primeiro vídeo que fiz, me surpreendendo ao ficar por cima das nuvens.

Abaixo, o momento em que estávamos quase descendo em Teresina:


O que mais me incomodou durante essa viagem de volta foi uma dor horrível de ouvido que senti. Eu juro que é uma dor insuportável, muito pior do que os frios na barriga que às vezes dava durante a viagem.

Embora antes muito ansioso, eu já não via a hora de sair dali. Eu queria a terra, eu queria voltar pra casa, tomar um banho, dormir... Eu estava tão agoniado para descer que quando saí da aeronave em Teresina, ia esquecendo de pegar a minha mala. Fiquei totalmente desorientado por conta do meu ouvido. Eu ouvia tudo bem distante, bem baixo. A minha garganta para completar estava seca e quando eu engolia saliva sem querer, sentia um estouro. A sensação é a pior!

Peguei um táxi e me mandei pra casa. Como sempre, o sol estava matando, juntando com aquele calor insuportável e a camisa manga longa que eu usava, mesmo o táxi com ar condicionado.

Ao chegar em casa, um pouco mais de meio-dia, na correria e desespero, tirei toda minha roupa e deixei jogada no chão. Entrei no banheiro e rapidamente liguei o chuveiro. Fiquei ali por mais ou menos uns 20 minutos direto, sentindo uma sensação boa, como se estivesse limpando toda a minha alma e descarregando todo o meu cansaço com aquela água fria.

Coloquei um calção e apaguei na cama,  vindo a acordar morrendo de fome no final da tarde com o Dalton acabando de chegar do trabalho.

Sem demora, preparamos o jantar e na mesa contei toda a minha viagem. Ficamos comparando tudo, fiquei falando como eram os pais do Augusto, o Augusto, o Breno, a Tássya, o Igor e como foi dormir no mesmo quarto do Weuller.

Sendo assim, encerro aqui toda a minha trajetória - demorada! - da minha primeira viagem sozinho, de avião em busca de coragem e amizades para a vida toda.

Ahh!!! Quem me acompanha nas redes sociais, viram que Augusto também veio conhecer o nordeste no começo desse ano. Claro, para compensar tudo que ele tinha feito por mim quando estive em Goiânia, dei toda a moral que ele precisava por aqui. Fui buscá-lo na rodoviária, levei em alguns pontos turísticos de Teresina, restaurante e apresentei os meus melhores amigos... Tenho certeza que disso ele não tem nada a reclamar.

Obrigado a quem acompanhou até aqui e, depois de tantos posts sobre, espero que vire livro - rs.

domingo, 6 de março de 2016

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #23



O voo estava marcado para a madrugada do dia 21, então um pouco antes desse horário eu já teria que estar pronto.

Assim como na minha ida a Goiânia, a minha vinda eu também não consegui dormir direito. Fiquei me mexendo na cama por várias horas, tentando enganar o sono ao mesmo tempo.

Não me lembro o horário que Augusto foi me acordar, mas deu tudo certo. Coloquei uma camisa manga comprida já pensando no frio de Brasília, sendo que esperaria algumas horas para o voo de Teresina.

O pai do Augusto já tinha preparado o meu "bauru" (é assim que eles chamam misto lá) e eu tinha que comer rapidinho para não perder o horário.

Da casa do Augusto para o aeroporto é distante e enquanto íamos no carro, o pai do Augusto me mostrava e explicava histórias de alguns pontos das avenidas.

Chegamos no aeroporto após eu já ter feito check-in pelo celular ainda no caminho.

O pai do Augusto disse que não entraria, me dando uma abraço de despedida e desejando uma boa viagem. Aproveitei também para agradecer, meio sem jeito, pelos dias em sua casa.

Augusto me acompanhou e ficou uns minutos comigo conversando. O clima já estava tenso com a despedida, mas nos mantínhamos ali, tentando ser normais - rs.

Antes de entrar na sala de espera, antes mesmo de passar pelo detector, nos despedimos em um abraço rápido e fiquei triste, pois aquilo tudo estava acabando, aquela semana única de agosto.


Sozinho, fiquei aguardando chegar próximo ao horário de desembarcar.

Passei mais uma vez pelo detector de metais e, antes disso, fiquei naquela tensão de achar que tinha algo escondido ou despercebido em mim que poderia me passar vergonha naquele momento caso o detector apitasse.

Passei por ele. Alívio!

Fiquei uns 20 minutos ainda esperando ali, segurando o Mister Job nas mãos e já temendo o frio lá de fora.

Quando nos informaram sobre a formação da fila, e fui em direção a ela, vi uma pessoa da minha cidade. Ela estava na fila que não correspondia ao assento dela e fiquei, não vou mentir, com vergonha alheia - rs. Ela estava na minha frente e, mesmo assim, fiquei na incerteza se era ou não era quem eu imaginava que fosse. Mas era!

Não nos falamos, talvez ela nem me viu, mas pensei no quão o mundo é pequeno mesmo, hein! Quem diria, eu totalmente isolado do nordeste, encontrar alguém da mesma cidade. Se bem que no aeroporto passam de tudo, né mesmo!?

Enfim... Segui à aeronave naquela empolgação de que novamente iria voar.

A sensação de voar é ótima e me faz às vezes suspirar de felicidade, pois é algo mesmo magnífico.

Cheguei em Brasília quando já estava amanhecendo. O frio às 6h e pouquinho estava de matar. Fiquei com o casaco em mãos, mas não cheguei a usar.


Mais a vontade (como na foto foto acima), liguei meu notebook e dei continuidade as narrações aqui no blog. Enquanto a minha mente ainda se encontrava fresca, ficaria bem melhor de contar todos os detalhes que passei durante a semana.

CONTINUA...

sábado, 2 de janeiro de 2016

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #22


Na verdade o meu último dia em Goiânia foi dia 20/08, já que na madrugada do dia 21 eu estaria voltando para Brasília, depois Teresina, encerrando assim definitivamente a minha viagem de férias fora do nordeste.

Durante a semana, conheci o cunhado do Augusto, ou seja, o marido da irmã dele, que é do Piauí e tem familiares por aqui - sim, estou publicando este post em Teresina. Ele, então, me convidou para jantar na casa dele. Com o seu sotaque nordestino meio goianês, disse: "Ôh, Anderson! Depois diz pro Augusto te levar lá em casa que eu vou preparar um jantar pra você!". Confesso que me senti muito importante por esse convite, afinal, nunca ninguém tinha me convidado pra jantar, muito menos preparar um jantar.

Eu já havia ido ao apartamento deles, foi rápido, já que Augusto sempre malha na academia que tem por lá. Inclusive, não sei se publiquei em algum post dessa saga, mas fiquei horas esperando o Augusto na beira da piscina à noite enquanto ele malhava lá longe. O frio me consumiu muito nesse dia enquanto eu conversava com a Jéssica pelo telefone para que o tempo passasse mais rápido.

No último dia, à noite, após ter arrumando minhas malas antecipadamente, saímos todos para o apartamento do cunhado dele. Eu nem estava mais tímido, mesmo assim fiquei um pouco na minha ali.

Enquanto o pai e cunhado do Augusto faziam o jantar, tomavam cerveja com alguns petiscos; a mãe dele ficava na mesa esperando e a irmã brincando com o Davi, seu sobrinho. Eu ficava vendo pela janela a vista dali e até cliquei o Mr. Job pra não perder o costume:


Enquanto o almoço não saia, fiquei vendo um programa na TV, enquanto conversava (pelo whatsapp) com Augusto que estava do meu lado.


O calor de lá essa hora estava demais, mas após algumas horas o jantar ficou pronto: era um arroz super delicioso seguido de várias outras coisas que adorei comer; a salada estava ótima e era um tipo de folha com nome diferente, mas bem parecida com alface. A comida de lá tem um tempero super gostoso e, claro, diferente das daqui.

Como "a muriçoca encheu voou", após jantarmos, voltamos para a casa. Me despedi e agradeci demais ao cunhado do Augusto pelo jantar e a irmã dele por ser muito gente boa. Infelizmente não deu pra eu me despedir do Davi, sobrinho do Augusto, mas ainda o verei um dia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #21

(...)

Os últimos dias que estive em Goiânia foram bem mais acelerados. Nesses dias, um pouco mais folgado, Augusto me levou em alguns lugares. A gente não tinha bem um ideia aonde iríamos, então a opção naquele momento era o shopping.

No caminho de ida ao Shopping, ele me explicava o que eram determinados lugares. Enquanto isso, como na maioria das vezes, as músicas que mais rolavam em seu carro eram sertanejo. 

Chegamos, então, no Shopping Flamboyant - nome que eu nunca consegui decorar, nem falar! O Shopping é muito diferente do de Teresina, mas, mais uma vez, sem comparação. Na verdade, quem fez a festa mesmo lá foi Mr. Job, que, mesmo tímido, posou para algumas fotos.


Ah, já ia esquecendo! Antes de entrarmos no Shopping, Augusto inventou de estacionar o carro no estacionamento com andares. Eu não sei como chama, mas ele resolveu estacionar o carro no último andar, para que eu pudesse ver, literalmente, a gente rodando ali.

Foi lá também que tirei uma das fotos que mais marcou a minha viagem:

Uma foto publicada por Anderson (Funnie) Rodrigues (@andersonfunnie) em

Já dentro do Shopping, passamos na Microsoft Store, onde imaginei que seria A loja, mas meio que me decepcionei. Depois que a Microsoft comprou a Nokia, as coisas ficaram meio que jogadas, e foi lá que percebi um pouco disso também. Eram poucos - e caros - lumias, poucos acessórios; uma loja quase vazia. Deu saudades, inclusive, de quando a Nokia mandava ver.

Paramos minutos depois para comer pastel, no qual Augusto já tinha me falado desde o começo da nossa amizade virtual. Foi aí que paramos no QG. Não lembro qual o significado da letra, mas jamais esquecerei do gosto maravilhoso do pastel de carne com azeitona. A combinação ficou muito boa. Sem esquecer que quando escolhi e pedi o paxtel, o carinha que nos atendeu achou super estranho.

Como não poderia deixar de ser desastrado, tentando fazer a foto abaixo do Mr Job, sem querer, apertei o copo de refrigerante, na tentativa de encaixar os braços do boneco dando a ideia de que ele estivesse abraçando o copo. Infelizmente o copo não era de plástico duro, era de plástico mole, como se fosse um copo descartável, foi aí que "xiringou" refrigerante pra todo lado. Mr Job e Augusto não se livraram e também foram molhados sem querer. Inclusive eu fiquei com a mão toda grudenta depois. Mas, mesmo após isso, a foto prestou:


Conversamos mais um pouco por ali e Augusto, como já havia me prometido, me levou para outro lugar, onde, segundo ele, tinha uma batatinha frita bem gostosa.

O nome do lugar é KomiKeto. Como o nome mesmo diz, o lugar dá pra comer quieto mesmo. O ambiente é bem retrô, com bancos acolchoados, quadros antigos, chão de discoteca, som com músicas leves e baixo e climatizado. Juro, me senti no final dos anos 70 com aquele cenário, mesmo não tendo vivido a época - rs. Na minha opinião, se as garçonetes viessem nos servi usando patins, seria muito mais massa - rs.


Não demorou muito para que o nosso pedido chegasse. Não lembro bem o que Augusto pediu, além, claro, das batatas fritas, mas eu inventei de pedir um suco de abacaxi com hortelã. O gosto estava horrível! Eu não conseguia sentir o gosto do abacaxi, somente da "erva". Inclusive tenho registrado em vídeo o momento em que provei e não gostei. Vejam:


Mesmo não conseguindo tomar o suco todo, devoramos a batatinha em poucos minutos. O pior é que eu estava me obrigando a continuar tomando aquele suco ruim. A cada gole que eu dava me sentia ruim, como se estivesse tomando um remédio, sei lá... Era uma reação super estranha. Acabei também não provando uns molhos que tinha lá. Aliás, nem sou fã de molhos mesmo.

Podem perceber que ainda tomei metade do suco.

Não muito tarde, voltamos para casa, eu certo de que NUNCA MAIS pedirei suco de abacaxi com hortelã outra vez.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #20

(...)

O resto da semana foi bem tranquilo. Todos os dias eu fiquei na casa do Augusto na companhia da mãe dele enquanto ele trabalhava... Às vezes eu percebia a preocupação dele em não me dar a "atenção merecida", mas desde quando eu comprei a passagem para Gyn já tinha consciência de que não sairia muito com ele, já que o tempo disponível dele era mais à noite.

Sendo assim, resumirei abaixo, em algumas fotos, meu dia-a-dia de férias com preguiça na companhia, na maioria das vezes, do Mr. Job quando estiver por lá:





Não precisam dizer que estou feio. Eu já sei disso - rs!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #19


No dia seguinte, 17/08, após o almoço, Augusto foi me deixar na casa do Alexandre. Já havíamos combinado que ficaria à tarde por lá.

Alexandre me apresentou a mãe dele - que é super jovial e de boa. Tentamos preencher o tédio ali, no quarto dele. Ele começou a me mostrar algumas coisas do celular dele, da TV, e alguns jogos. Quem me conhece sabe que não sou fã de jogos, consequente não sei jogar nada, mas fui tentar:

Me perdoa por essa foto, Alexandre. Também estou o pior - rs.

Alexandre é o típico nerd que tem tudo que um nerd tem que ter. Não sei se o termo certo é esse, mas, para mim, ele é um nerd, sim!

Desistindo dos jogos, procuramos algo de bom na TV. Foi aí que lembrei que o Igor havia comentado sobre um programa na TV fechada chamado "Largados e Pelados". Quando o Igor falou me interessei muito, pois gosto desses realitys no estilo "No Limite" que passava na Globo quando eu era mais novinho. Sem saber do horário na programação, Alexandre pesquisou pelo celular no youtube mesmo, e, graças a tecnologia, pareceu na TV dele. Tudo que ele fazia pelo celular ia direto para a TV. Que massa, né!

Por pura coincidência, assistimos esse episódio aqui, que se passa no Brasil. Por mais coincidência ainda, o episódio se passou no Maranhão, nos Lençóis Maranhenses, eu acho. As imagens já pareciam familiar, mesmo eu nunca conhecendo pessoalmente lá. Assistimos todo o episódio e o tempo passou...

Demos uma pequena pausa somente para comer "bauru" - que não passa de "misto" que chamamos por aqui. Para mim, pão massa grossa com presunto e queijo mussarela é MI-X-TO (se levando em conta o meu sotaque).

Não queria assustar vocês novamente - rs.

No final da tarde, Alexandre foi se preparar para ir à Faculdade. Como combinado, lá eu encontraria Augusto, após resolver algumas de suas pendências.

No caminho de ida, conversei muito com a mãe do Alexandre e descobri o que me deixou bem feliz: o fato de ela, além de ser bem jovial, amar o nordeste. Não lembro muito bem em detalhes  o que conversamos, mas ela disse que amou Fortaleza e Salvador. O nosso assunto era mais sobre as diferenças de culturas, o assunto mais comentado durantes toda a minha semana por lá, até porque não tem como não comparar e trocar informações causando humor.

Chegando na Faculdade, sentei em um banquinho e fiquei esperando o Augusto chegar. Até que o Alexandre ficou comigo por lá na tentativa de que o Augusto chegasse logo, mas acabou indo para a sala de aula.

Esses longos minutos que passei esperando Augusto, observei muito as pessoas: o modo de vestir diferente, de falar, de se expressar, as tatuagens, os cortes de cabelo e as botas de sertanejos que usam sem serem julgados - rs. Gostei mesmo!

Augusto chegou muito depois por conta de ter saído um pouco mais tarde do trabalho e do trânsito. Ele resolveu uma parada dele por lá e voltamos para casa.

CONTINUA...

sábado, 21 de novembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #18

(...)

A volta até que foi rápida, junto com o nível de conversas, cansaço e o sol se pondo.

Um alívio ver Goiânia aparecendo no meio da estrada. Sinal que já estávamos chegando.

Chegamos em Gyn no final da tarde. Eu, definitivamente, estava a cara da derrota. As únicas coisa que eu queria após colocar os pés fora do carro era: tomar banho, comer e dormir.

Durante a viagem, combinamos o que faríamos à noite, sendo que ver o Alexandre era o principal. Não sabíamos se iríamos sair com ele, comer alguma coisa fora, já que eu conheceria o Alexandre pessoalmente nesta mesma noite.

Mesmo enfadados, Augusto, impulsionado, decidiu que iríamos na casa do Alexandre logo e que em outro dia combinaríamos algo. Eu até tentei descordar, já que eu não estava preparado fisicamente - eu me sentia sujo, amassado e assanhado, mas não era eu que estava no comando do carro ali.

Fomos direto para a casa dele. Ainda dentro do carro, Augusto mandou mensagem para Alexandre aparecer no portão. Após uns minutinhos, ainda de dentro do carro, vi o gordo Alexandre. Ele estava descalço e eu com vergonha de ir lá onde ele. Fiquei saindo aos poucos do carro e ele ficou me chamando: "Vem, vem logo!". Foi muito engraçado quando ele me abraçou e me levantou. Confesso que fiquei morrendo de vergonha do Augusto nessa hora - rs.

Alexandre nos convidou para entrar e nos mostrou os seus cachorrinhos. Fomos ao quarto dele e, lá, conversamos rapidão algumas besteiras.

Aproveitando o momento, uma selfie pra registrar aqui:

Não era pra eu estar publicando essa foto. Olhem a minha cara acabada - rs.

Combinamos outras coisas e voltamos para a casa do Augusto.

CONTINUA...

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #17


Demorei, mas vou tentar ser um pouco breve nesse post.

*

Já estava passando o horário do almoço, mas a minha vontade de comer uma comida bem nordestina por ali era mantida. Eu sabia que não estava em terras nordestinas, ainda não tinha caído a ficha totalmente, mas, mesmo assim, eu pensava em uma boa farofa e um feijão tropeiro.

Como dizem que a volta é sempre mais rápida, foi.

Antes de chegarmos em Gyn, paramos em um posto para almoçarmos. Do contrário do que as pessoas pensam, o posto era super chique, cheio de pessoas e bem organizado. Como demoro muito pra atualizar aqui e sei que vou esquecendo o nome das coisas, não lembro qual o nome, mas vou perguntar pro Augusto aqui no whatsapp. Só um instante. (...) Pronto! O Augusto acabou de me dizer que não lembra mais, mas que "ACHA que é o Pedra Bonita. Décio Pedra Bonita" - rs.

Momento em que ia tirar foto do lugar e Augusto passou na frente - rs.

Paramos lá e mais uma vez vimos aqueles peixes, como visto em um dos posts anteriores sobre essa minha viagem. Mais uma vez, fiquei com um pouco de nojinho, mas tudo bem. Não deixei de filmar ali, de olhar, de qualquer forma.

Entramos neste restaurante do posto e fomos direto para a comida. Era muita, mais muita comida mesmo! Eu poderia colocar um pouco de tudo, mas precisaria de uma bacia e de uma barriga nova - rs. Passeamos entre tudo ali e tiramos as tampas nos servindo. A única coisa que eu não queria deixar de comer ali era milho, algo que amo, mas não tenho costume de comer aqui. Não sei se cheguei a comentar aqui, mas o milho que os goianos preparam é maravilhoso, o tempero, a consistência... Meu Deus, dando água na boca aqui só de digitar isso.

Após colocarmos os grãos e saladas no prato, seguido de um MARAVILHOSO purê de batata, fomos às carnes - sendo que eu não sou muito fã de carne. Não lembro o que o Augusto escolheu, mas quando eu vi o churrasqueiro servindo uma pessoa do lado com frango enrolado de bacon, pirei - e olha que nem sou muito fã de bacon também. Eu quis!!! Perguntei se tinha limite, e ele disse que eu poderia escolher quantas unidades quisesse. Mesmo querendo mais, pedi para que ele colocasse somente três peças, visto que o meu prato já estava com aparência de prato de caminhoneiro - rs. Após, pesamos o prato e fomos procurar uma mesa naquela praça enorme.

Juro, não vi o preço que tinha dado o meu prato. O que mais importava naquela hora era consumir toda aquela delícia que estava ali. Comi muuuuito, deixando a coca-cola sempre por ultimo. O meu segredo é: comer tomando coca-cola enche mais rápido, certo? Fica a dica.

Continuamos comemos sempre elogiando a comida...

Demoramos um pouquinho ali conversando e mexendo no celular e depois voltamos à estrada.


*

Eu disse no começo que iria ser breve, mas quando se fala em comida... - rs.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #13

(...)

Quando chegamos em Udi, meu melhor amigo não era mais o Mr. Job - que naquelas horas estava largado dentro do porta-luvas do carro -, mas sim o GPS do meu celular.

Augusto e eu não fazíamos ideia de onde estávamos e, graças a tecnologia da localização do whatsapp e do GPS que seguiu ela, conseguimos a viagem tranquila. Assim que chegamos, comunicamos ao Igor - que conheci há pouco tempo, após a morte de um amigo que eu iria conhecer pessoalmente... Não, espera, melhor eu começar toda a história para que seja bem entendida.

~

Há alguns anos, um cara chamado Weuller me adicionou no Facebook. A única amiga em comum era a Tassya, que já tinha um pouco mais de tempo que a conhecia virtualmente. Inclusive, nos conhecemos também através do Twitter. Quando esse cara me adicionou, antes que eu o aceitasse, perguntei para Tassya quem ele era e ela não sabia me dizer muito bem, somente que já tinha visto ele pelo trabalho dela. Mesmo assim, arriscando uma nova amizade, aceitei a sua solicitação de amizade. Passado alguns dias, começamos a conversar e a conversa acabou rendendo. O papo dele é muito bom. Ficamos muito amigos e fomos até alimentando essa minha viagem um dia para Udi.

Acho que através de mim, mencionando sempre os dois juntos, Tassya e ele se tornaram mais próximos. Acho que iam às baladas juntos e se divertiam bastante, coisas que eu só podia ver por foto. Por algumas vezes, como qualquer amigo normal faz, nos ligávamos, conversávamos sobre a vida e ríamos sempre do nosso sotaque. Ele sempre me zoava me chamando de "bichinho", já que essa é uma expressão de piedade que usamos por aqui no final das frases.

Algumas vezes, ríamos demais dos nossos áudios, e conversávamos quando sobrava tempo, pelo Skype. Lembro que ele sempre me mostrava as coisas que conseguia e os objetivos futuros. Uma vez ele me disse que estava querendo trocar de emprego e que iria tentar trabalhar em algo maior e que na semana seguinte já faria uma entrevista. Desejei boa sorte e fiquei torcendo para que tudo desse certo, como se ele fosse um amigo de perto mesmo. E deu certo!

Na semana seguinte ele me disse que já estava tudo certo e que iria começar no emprego novo em um Banco. Alegre, demonstrei a minha animação por saber que ele tinha conseguido. Nas semanas seguintes, ele já me exibiu um iphone, mostrando sua grande satisfação por ter conseguido.

Nos dias seguintes, o horário que ele poderia se comunicar comigo era somente depois das 00h, mas nesse horário ficaria um pouco complicado para mim, pois eu tinha sempre que acordar no dia seguinte cedo para ir trabalhar. Por algumas vezes, conversava, pois aqueles momentos de conversa com ele, nem o cansaço pagaria.

Ele me disse um dia que tinha conseguido outro emprego, para que lhe desse uma renda extra. Era um emprego simples, mas para ele já estava de bom tamanho. Pela manhã e tarde ele tinha uma função - que não me recordo muito bem - no Banco do Bradesco e pela noite ele vendia cachorro quente em um lugar chamado "Au Au Lanches" da cidade dele. Só lembro do nome do lugar, porque uma vez ele me mandou uma foto usando o uniforme de lá.

Admirava muito aquilo dele e ficava sempre feliz por ele servir como exemplo para muitas pessoas que pensam pequeno.

Foram as ultimas vezes que conversamos...

Por um dia, sentindo falta das nossas conversas, ele não me respondia mais. Eu fiquei preocupado e por vezes até achei que ele tivesse me bloqueado. Nisso, chamei Tassya para conversar e perguntei por ele. Eu queria saber o que estava acontecendo. Ela então me disse que ele havia sofrido um acidente andando de patins uns dias atrás e que tudo ficaria bem, mas que ele estava em recuperação.

Sem informações precisas da Tassya e com desconfiança de algo a mais, resolvi adicionar o melhor amigo do Weuller, o Igor, para que eu pudesse saber de detalhes. Foi então que ele me contou a mesma história e acrescentou que ele estava em coma, esperando ser acordado para ver a questão de outros procedimentos. Detalhando mais, o acidente foi ocorrido por uma queda e batida da cabeça no chão - ele não estava usando o capacete.

No sábado, quase uma semana depois do acidente, Tássya me mandou uma mensagem mais ou menos assim no whatsapp:

Tássya: Anderson, não tenho notícias boas.
Eu: O que aconteceu?
Tássya: Weuller não conseguiu acordar...
Eu: Mas vai ficar tudo bem , né? - nessa hora achei que ele fosse ficar com alguma sequela.
Tássya: Não, Anderson. Infelizmente tiveram que desligar os aparelhos...
Eu: Weuller morreu?
Tássya: Sim, Anderson!

Nessa hora, comecei a chorar sozinho ali no meu quarto. Não estava acreditando que fazendo pouco tempo que poderia ver ele, aquilo me aconteceria. Sem forças e com a cabeça inchando ali, por tentar segurar o choro sem fazer barulho, cobri meu rosto com o lençol. Ainda sem forças, queria ter dividido aquilo com alguém.

Meu irmão estava do meu lado, quando virei pra ele. Ele viu minha cara vermelha de tanto chorar, baixou a cabeça e não me perguntou nada, mas demostrando com aquele olhar confuso e indireto interesse em saber.

Tentando deixar as palavras saírem da minha boca bloqueada pelo choro, falei pausadamente o que tinha acontecido:

- Dayson... Tu sabe que vou pra Uberlândia daqui uns dias, né? Sabe o cara... O cara que eu ia conhecer lá...? Ele acabou de morrer!

Sem saber muito o que falar, ele soltou apenas um "é foda!" com tom triste de "sinto muito", lamentando o que estava passando ali.

Aquilo ainda não tinha me bastado. Eu sentia como se alguém de perto tivesse morrido. Eu queria também ficar só, pensar nas coisas boas. Ouvi novamente os últimos áudios nos quais ele dizia que não via a hora de me conhecer, que iria me pegar na rodoviária e que prepararia uma janta bem gostosa, além de me presentear com algo bem legal - que jamais saberei o que é. E aquilo me fraquejava, causando mais choro ainda.

Lembro que tudo isso foi num sábado e nesse mesmo dia teria que ir em um encontro bíblico, onde Fabrícia e Adriano sempre me incentivaram a frequentar. Eu não estava bem para ir, estava com o rosto inchado de tanto chorar e com olhos e nariz vermelhos, mas algo dentro de mim dizia que seria melhor ouvir ali o que Deus tinha pra me dizer através deles. No final do estudo, contei o que estava acontecendo e, emocionado, voltei a chorar. Os dias seguintes fiquei remoendo aqui, chorando ainda que pouco, mas ouvindo os áudios que me deixavam mais triste ainda.

Após algum tempo depois desse ocorrido triste, me tornei amigo do Igor e conversamos muito. Eu expliquei que já tinha programado a minha ida a Udi e que não sabia onde ficar, muito menos para onde ir. Igor, sendo super gente boa, disse que já que eu era amigo do Weuller e Weuller falava sempre bem de mim, se tornaria meu amigo também e, claro, me ajudaria no que fosse ao alcance dele.

E foi nessa que tudo deu certo.

~

Igor mandou sua localização e fomos bater em frente ao prédio dele com a ajuda do GPS. Udi naquele dia estava com um calor sem fim e o que eu mais queria ali era tomar um banho de água fria. Mesmo assim, ainda demorei um pouco a ir ao banheiro, pois começamos a conversar sobre Weuller e outras coisas da cidade... Ficamos mais ou menos uma hora ali, sentados, conversando.

Após, tomei banho, troquei de roupa e esperei a ida do Augusto ao banheiro também. Enquanto isso, sozinho, ficava olhando ali o quarto que eu estava, era o quarto do Weuller, com uma cama, um colchão encostado na parede, um guarda-roupa e algo do lado que não me recordo o que, mas que parecia uma mesa com sapatos, notebook e outros trecos. Andando por ali e observando tudo, fui ao guarda-roupa, que estava com a porta entre aperta. Curioso, abri um pouquinho e vi um crachá de funcionário do Bradesco. Era do Weuller. Além do mais, tinha ali a caixa do iphone dele, que ele tanto gostava de mexer e me exibir. Foi triste ver tudo aquilo, mas não consegui chorar.

Augusto saiu do banheiro minutos depois e, após alguns minutos, esperamos a amiga do Igor, que também morava lá, se arrumar e Igor também. A gente ia em uma loja, onde ela queria comprar umas roupas. A loja era perto, poderíamos ter ido a pé, mas com aquele calor, Augusto ofereceu a ida de carro.

CONTINUA...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #12

(...)

Antes mesmo de conhecer o Augusto pessoalmente, perguntei pra ele se teria possibilidade de irmos em Udi (Uberlândia), já que era bem pertinho de Gyn. Ele acabou dando a resposta positiva há meses atrás. Combinamos a questão do combustível e marcamos a data e o horário de saída, para deixar logo tudo muito bem esquematizado, considerando um final de semana que ficaria em Gyn, claro.

Lembrei aqui que no começo da madrugada do dia do meu voo, quando ainda não tínhamos nos conhecido pessoalmente, claro, e eu estava muito tento pensando ainda que pegaria um avião, que viajaria sozinho, que estaria em outro clima, estado, etc... Augusto me surpreendeu cancelando tudo. Me mandou mensagem dizendo que achava que não daria para ir para Udi e tal, tal tal... Lógico que me chateei e até tratei ele um pouco mal diferente. Mas como a única certeza que tínhamos ali era conversar tudo novamente e ver os prós e contras, com um pouco de dificuldade, mas com soluções, firmamos a viagem. Amém!

Na manhã de sábado, 15, acordamos cedo, arrumei a mochila em cima da hora, entramos no carro, fomos abastecer e nos mandando pela BR. No caminho, Augusto ainda me mostrava algumas coisas da cidade e eu tentava prestar atenção, sendo que a minha ansiedade maior era conhecer Minas Gerais e quem sabe até comer um pão de queijo por lá.

Lembro que ele me mostrou também o lugar exato onde o cantor Cristiano Araújo sofreu o acidente e morreu. Nessa hora, assim como no começo da viagem, lembrei de Deus e pedi para que ele estivesse ali conosco, nos guiando naquela ida e que fossemos na fé de Cristo.

Em meio as músicas sertanejas e meus gostos estranhos - pelo menos pro Augusto - seguimos a viagem. Ainda estava muito recente ali, então, o vídeo abaixo - com a música da playlist do meu celular, claro - mostra o quão estávamos animados em viajar na companhia um do outro.


A viagem era de mais ou menos quatro horas, então, tinha muito tempo pra gente conversar mais das coisas que só conversávamos no virtual.

Por algumas vezes, ríamos de besteiras, de coisas que nem sei como explicar agora.

No meio do caminho, paramos em um posto para nos esticarmos e comermos algo - aproveitando, Augusto ligava para os pais informando onde estávamos. Lá nem parecia um posto, era um lugar que na frente tinha uma espécie de lago, aquário, sei lá como chama aquilo. Tinha uns peixes coloridos e grandes indo para lá e para cá. Os peixes pareciam frutas podres que nadavam ali, inclusive Augusto até falou que um parecia muito uma manga ficando podre. E parecia mesmo. Confirmem isso no vídeo que filmei abaixo. Ele aparece no 0:08, na parte superior do vídeo:


Confesso que fiquei com um pouco de nojo deles: grandes, feios, com aquelas bocas de peixe enormes que mais pareciam mutantes.

Depois de ter filmado, pegamos a ficha na catraca do posto, passamos por ela e fizemos o nosso pedido. Com medo de pedir algo pesado que pudesse me fazer mal durante a continuação do percurso a Udi, pedi um bolo de chocolate que parecia estar uma delícia e Augusto pediu acho que um salgado de pizza, sei lá. De bebida, acho que Augusto pediu uma coca-cola lata e eu pedi um suco de uva em lata, que nunca tinha tomado na minha vida e que não me impressionou de tão normal como o suco de caixinha mesmo.

Terminamos o lanche e nos mandamos para, enfim, chegar à Uberlândia! \o/

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #11

(...)

Nem demoramos muito no lugar onde lanchamos e, ali mesmo, perguntamos no grupo do whatsapp onde o Breno estava.

Ele nos disse que iria em tal lugar, um lugar parecido com um shopping, mas bem menor. Não foi tão difícil encontrar ele ali em um local especifico, pois como ele sempre dizia que adorava beber, de longe vimos ele na seção de bebidas - rs.

Na medida em que Augusto e eu se aproximava da seção, questionávamos se era ou não era o Breno. Mas era. Ao chegar perto, encostei do lado dele como se estivesse vendo uma bebida também. Ele logo olhou para mim, me reconheceu e nos cumprimentou. Foi bem engraçado esse "tweetencontro", ainda mais porque ele é uma pessoa muito cheia de expressão e comunicativa. A amizade que se formou ali, parecia já de anos, assim como aconteceu com Augusto. Eram risos de besteiras e conversas que eu acabava ficando por fora, por não ser da mesma cidade.

Em uma pequena praça de alimentação, resolvemos sentar para conversarmos melhor. E foi ali que ficamos mais ou menos meia hora papeando...

Só de olhar pro Breno dava vontade de rir, porque ele é muito engraçado, mesmo sem querer. Como falei, cheio de expressões. No meio da conversa, a foto, claro:

Breno tirando selfie é um pouco sério, mas pessoalmente... - rs

E assim foi o dia 14/08, meu primeiro dia em Gyn. O dia foi super cansativo. Saímos e rodamos tanto de carro em alguns lugares que parecia que já estava ali há semanas.

Após nos despedirmos do Breno, combinamos de nos ver nos próximos dias para que eu entregasse seu presente (um Guaraná Jesus que havia prometido) e conhecer outros pontos de Gyn.

Voltamos para casa quando já eram mais de 21h30. Tínhamos que dormir cedo, porque no dia seguinte, ainda pela manhã, bem cedinho, tínhamos que ir à Uberlândia para outro "tweetencontro" com uma amiga que conheci há anos no Twitter. Aproveitando a oportunidade, já que Gyn é bem perto de Udi, queria conhecer ela pessoalmente.

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #10

(...)

Não lembro muito bem, eu estava com os pensamentos fracos, querendo mesmo tomar banho e dormir. Assim que chegamos na casa do Augusto, a mãe dele que abriu o portão e me deu as boas vindas. Disse pra eu ficar à vontade, me mostrou o quarto onde eu iria ficar e me apresentou os dois banheiros, caso precisasse quando algum estivesse ocupado.

Sem timidez, me livrei de toda a minha roupa, peguei a toalha que estava já fácil na parte de cima da mala e me mandei para o banheiro. Sentir a água quente (me arrependi!) daquele banheiro foi torturante, mas aliviante ao mesmo tempo. Me joguei mesmo ali debaixo daquele chuveiro, fechando os olhos e agradecendo a Deus por estar ali, vivo e com muitas coisas ainda para aproveitar. Eu sentia todo o meu cansaço ir pelo ralo literalmente e estava me renovando aos poucos a partir daquele banho.

Ao sair, coloquei uma bermuda e uma camisa simples e me abracei a cama, sem travesseiro, lençol, nem nada. O que eu queria mesmo naquela hora era me esticar e dormir até não querer mais.

Acabei acordando no final da tarde, estranhando tudo, vendo que o sonho ainda não tinha terminado, nem acordado dele, embora tendo acordado fisicamente naquela hora - rs. Deu pra entender?

Ao acordar, Augusto apareceu na porta do quarto falando com o sotaque bem massa dele, após ter chegado do trabalho:

- E aí!? "Baum"?

Como eu gostava de escutar aquilo de todas as pessoas que sempre se comunicavam, inclusive nos inícios de conversas no telefone, onde sempre se cumprimentam.

Como tudo estava sendo novo, Augusto encostou na cama dele, deitou e ficamos conversando. Foi aí que lembrei da selfie, mesmo com cara de quem tinha acabado de acordar. O que importava ali era o registro do momento.


Como falei em um dos posts anteriores, sempre ficávamos ligados no grupo do whatsapp onde o Breno também estava incluso. Falei do frio e de outras besteiras e então, naquela folga e noite, resolvemos sair para lanchar e, em seguida, conhecer Breno pessoalmente.

Lanchamos em uma avenida super movimentada, em um lugar que não lembro o nome, mas que tem um super hambúrguer. Juro, eu tenho a boca grande, mas aquele hambúrguer... Precisa de duas bocas pra comer. Não consegui comer todo, muito menos tomar todo aquele suco delicioso de abacaxi. Estavam divinamente gostosos, não sei se pelo tamanho da minha fome aquela hora. Mas me surpreendi por não ter conseguido comer tudo. Inclusive, todos os dias em que fiquei em Gyn, Augusto jogou isso na minha cara, dizendo que eu só tinha foba, que quando chegasse eu ia comer muito, mas não consegui. Que decepção! Desculpa, mermão.

domingo, 23 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #9

(...)

Eu sabia que depois que eu chegasse aqui em Teresina seria muito mais difícil e demorado pra eu publicar. Em Gyn, os pássaros me inspiravam, mantidos pelo silêncio. Agora aqui, além de muito calor, tudo ao contrário... Mas, vamos lá, tentaremos agora.

* * *

Depois que almoçamos, ficamos por ali ainda, conversando.

Já estava dando quase 14h e Augusto tinha que voltar ao trabalho. Eu achava que ele iria me deixar na casa dele pra descansar, dormir, mas... Quem disse? Ele me levou até seu trabalho, até porque o que ele mais queria que eu conhecesse era a rotina dele.

Demorou muito pra chegar no prédio onde ele trabalha, mas eu não percebi, porque as ruas e as pessoas que estavam nelas, me fascinavam. Era tudo diferente, e eu não conseguia prestar atenção no tempo.

Ele foi estacionar o carro e segui ele até o prédio, que até então eu só havia visto por foto. Um prédio lindo, com vidros bem diferentes e com muita correria. Logo assim que entramos, percebi isso. As pessoas andavam correndo, aquela agonia, aqueles cumprimentos rápidos para não perder o horário de bater o ponto. Eram três elevadores ali, um ao lado do outro, mas somente um funcionava. Era uma espera tensa, cheia de conversas misturadas. Eu me distanciava de tudo e das pessoas que estavam ali de terno, de roupas bem fechadas e diferentes. Por vezes, ia em direção à janela fechada, observando tudo dali, do sexto andar - era mesmo o sexto, Augusto?. A minha esperança falha era de sentir ar puro ali.

Augusto pediu para que eu o esperasse um pouco, pois logo em seguida iria sair para resolver umas coisas fora. Esperei, mas torcendo para que tudo passasse logo, porque não me senti bem no trabalho dele. Um desconhecido ali, feio, magro, sujo, barbudo e nordestino, onde todos me olhavam de uma forma estranha, quando na verdade tudo isso era ilusão da minha cabeça.

Sentei no sofá da recepção por alguns segundos, quando ele me chamou para um corredor, me mostrando sua sala e o que fazia. Enquanto ele me mostrava o banheiro - que não usei -, fiquei de longe ainda olhando por outra janela que apareceu ali, me sentindo preso em uma gaiola de estranhos.

Acho que passei uns 30 minutos ali dentro, mas parecia já que estava de noite. Eu queria sair, gritar, mas tinha que esperar. Eu ainda me sentia sujo, precisava de um bom banho e de uma boa cama.

Enfim, lá se vem Augusto me sinalizando que iriamos sair. Amém!

Descemos o único elevador que funcionava, quase lotado, e seguimos ao carro de outra pessoa - que fazia parte do trabalho dele.

Eu achando que, enfim, iria para a casa dele descansar... Quem disse? Meu senhor!!! - pensei. Ele tinha que resolver um pagamento e o único lugar que seria perto e viável para ele seria o Santander da faculdade dele. OMG!!!

Um pouco agoniado, me sentindo como se fosse um celular descarregando, disse a ele que não iria com ele e que ficaria ali mesmo, dentro do carro, descansando um pouco.

Dentro do carro, usei a jaqueta de frio como travesseiro, coloquei do meu lado direito, encostei a cabeça e, sem nem perceber, cai no sono. O clima já estava começando a esquentar, eu não conseguia mais escutar ninguém ali e só acordei quando ouvi o Augusto abrindo a porta do carro. Inclusive, tomei um susto e ele riu de mim.

Ele até que queria voltar ao trabalho, fazer eu esperar mais mil anos, mas eu não aguentava mais. Dali, disse para que me levasse pra casa dele, que eu estava mal, muito mal e precisava de um banho e uma cama, pelo menos por alguns minutos. Com pena de mim, sem nem dizer nada, me levou as pressas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #8

(...)

Acho que vocês irão estranhar o horário deste post, mas é o seguinte, acabei de chegar no aeroporto de Brasília e nessa longa espera, resolvi ligar o notebook e continuar. Agora há pouco fiquei com o coração partido das despedidas, mas isso vocês só saberão no final desta longa história.

* * *

Enquanto estava me preparando para embarcar e, enfim, chegar em Gyn, fiquei conversando com o Augusto e Breno (que conheci há pouco tempo no Twitter) em um grupo que fiz para facilitar a nossa comunicação, já que ambos são da mesma cidade. Não lembro como encontrei o Breno no Twitter, muito menos qual foi o nosso assunto em comum, o fato é que antes mesmo de conhecê-lo, tinha comentado com Augusto que precisava de mais um amigo de Gyn. Deu certinho: conheci, apresentei pro Augusto e fim, já estávamos todos entrosados.

Lá se vai eu mudando de assunto, quando na verdade queria mesmo dizer que eles brincaram comigo, dizendo que de Gyn para Bsb era somente subir e descer. Duvidei, claro. Achei que o voo seria de pelo menos 40 minutos, mas não é que só foi subir e descer mesmo - rs. Foi tudo em menos de 25 minutos e já estava em solo goiano.

Eu já estava farto de tanta coisa perto de mim, de tanto frio, de tantas pessoas...

Quando desci em Gyn que vi aquele monte de gente em um lugar só, lembrei que tinha uma mala para pegar. Eu estava com o bilhete em mãos, com um comprovante de algo da mala e até então não lembrava, juro. Ainda bem que fiquei muito atento as pessoas.

Esse foi o momento mais tenso. Eu ali, com aquele monte de gente, com pessoas falando alto, se esbarrando, com carrinhos de bebê circulando e, claro, vários tipos de mala, fui à esteira que correspondia a vinda da minha. O primeiro carrinho que despacha as malas, rápido esvaziou. E minha mala, cadê? Alguns segundos depois, apareceu um segundo carrinho carregado de malas, onde, sem dó nem piedade, os funcionários jogavam nas esteiras. Mais uma vez, cadê minha mala? Como na minha vida sempre dou três chances antes de me desesperar, esperei vir o terceiro. E lá estava, mais uma vez, em câmera super lenta, a minha mala vindo, "emborcada", com meu nome e uma fitinha que o Ítalo me deu com uma frase, dizendo que caso eu sentisse medo, segurasse a mão de Mr. Job, amarrada no zíper, para marcar minha mala, não me confundindo na hora que ela aparecesse.

Mochila e mala em mãos, procurei para onde ir, ou melhor, sair dali. Eu não estava conseguindo ver nada, muitas pessoas bloqueavam a minha passagem e visão. A minha mala andava devagar e para não tomar muito espaço das pessoas que estavam atrás de mim, guiava ela pelo meu lado direito.

Foi quando, andando devagar e meio "atarentado", ouvi uma voz conhecida: "E aí, jovem!". Era o Augusto, sorrindo, feliz, me deixando muito mais feliz ainda - inclusive, digitando isso aqui, vivi o momento e sorri. Como foi bom encontrar com ele.

Naquela hora, estávamos bem íntimos, conversando como se estivesse ali, nos áudios do virtual e nas mensagens trocadas. Uma coisa que não vou esquecer é que, enquanto andávamos em direção ao carro dele, ele simplesmente mandou eu tomar no c*. Que massa!!! - rs.

Eu estava conversando com ele, rindo, sentindo aquele frio e reclamando ao mesmo tempo, enquanto ele nem aí para o clima. Eu conversava muito, prestava atenção no sotaque dele, mas não conseguia olhar fixamente na cara dele, e ele acabou percebendo isso. Falei que não sabia por que, mas estava com vergonha.

Entramos no carro e ainda ali a ficha não caía que eu estava, sim, em Gyn. Que todos os meus medos foram quebrados e, mais, que o virtual se tornou real. Era como se eu tivesse sido transportado pela tela do computador em outro mundo - o que não deixou de ser.


No percurso, me mostrou as ruas e fizemos comparações desnecessárias com Teresina. O impacto foi muito grande e, morrendo de fome, fomos almoçar em um lugar no qual não me recordo o nome.

O cheiro da comida era um pouco diferente, e foi aí que ele me explicou que as comidas são feitas com alho. Tinha um self service o lugar e a variedade que tinha ali me lembrava muito a comida nordestina. Senti falta demais de uma farofa, mas acabei nem comentando com ele.


Ainda tímido, enquanto ele comia, fiquei observando ele, vendo que estava ali, na minha frente, o Augusto. Foi algo tão fantástico que acho que as pessoas deveriam cultivar mesmo as amizades virtuais boas.

* * *

Droga! Não consigo mais me concentrar. Algumas pessoas estão próximas de mim, conversando besta. Que raiva!!! Procurei um lugar onde eu pudesse ficar tranquilo, longe de todos e com silêncio, mas... Vou ver se dou continuidade ao próximo post daqui a pouquinho.

CONTINUA...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #7

(...)

Nem consigo acreditar que já estou digitando o #7 desse post, e olha que nem cheguei em Gyn (Goiânia) ainda. Portanto, nesses próximos eu vou tentar ser o mais breve possível, o que não consigo ser, pois me alimento dos detalhes.

Então... Ainda no avião, tudo clareou e eu fui vendo Brasília de cima. Os prédios, as plantações, as piscinas das casas dos ricos e muitas outras coisas. A menina que estava do meu lado alongava o pescoço para poder ver o que se passava através da janela, pois eu não conseguia desgrudar da mesma.

Achando que o pouso seria outro desafio, quebrei a cara. O pouso é super de boa e não dá nada de frio na barriga. Um detalhe que gostei muito é que, antes de pousar, ainda no ar, o avião cai pros lados, que dá aquela sensação de que o avião esta caindo. Que coisa mais gostosa! São os 90º mais deliciosos da minha vida - rs.

A aeronave parou em solo e veio aquele túnel (não sei como chama essas coisas, meu povo!) em direção à porta. E eu observando tudo. As pessoas começavam a tirar os cintos, e outras já buscavam as mochilas colocadas logo acima do assento.

Sai da aeronave, passei pelo corredor do túnel e caminhei muito naquele aeroporto de Brasília. São vários portões e uma estrutura bem organizada e cheio de placas, que não tem como algo dar errado ali. Naquele momento, queria mesmo era me esticar e andar pra lá e pra cá, ainda cheio de coisas. A temperatura, não sei se por ser muito cedo, estava muito fria, e eu comecei a me incomodar com aquilo. Usei a jaqueta e coloquei Mr. Job no bolso, afim de que também pudesse se aquecer.

Sentei em um lugar onde a minha vista ficaria bem panorâmica, podendo ver as aeronaves tanto pousando, quanto decolando. Que massa!!!


Ficamos ali por muito tempo, o frio estava começando a doer, quando resolvi andar mais um pouquinho e procurar meu portão de desembarque, ficando bem próximo de lá, imaginando que mais tarde poderia estar lotado.

O meu portão era o de número 30, e eu já estava nele, junto de outras pessoas. Algumas pessoas acho que estravam o fato de eu estar totalmente "empacotado", mas só eu sabia o frio que sentia naquele momento.

Querendo logo que as horas passassem, peguei os fones de ouvido e liguei algumas músicas que, talvez, pudessem até me esquentar.


Quem me conhece sabe que essa cara da foto acima é quando tenho medo do desconhecido.

Quase próximo do horário do voo para Gyn, observei que as pessoas se olhavam estranhamente, como se algo estivesse acontecendo ali. E estava. Discretamente, tirei os fones de ouvido, deixei pendurados no pescoço (como na foto acima) e escultei no alto falante as informações de que meu voo tinha mudado de portão: do 30 para o 16. Isso mesmo, DE-ZE-SEIS!!! (separei as sílabas corretamente? - rs) Lá foi eu, caminhar muito pra poder encontrar esse bendito portão, do outro lado do aeroporto, praticamente. O bom é que fiz a festa nas esteiras que tinha por lá. Confesso que era isso mesmo que eu queria - rs. Acabei pegando umas três, quatro, esteiras, quando pensei que já tava bom, encerrei mentalmente a brincadeira.

O portão 16 era bem apertado, quase não tinha onde sentar. Como já estava quase na hora, fiquei bem no começo da fila, enquanto outras pessoas perguntavam se era ali mesmo o portão de embarque para o voo de Gyn.

Obs.: No começo do post eu disse que seria breve, mas não consigo. --'

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #6


O avião saiu do lugar. Percorremos um caminho devagarzinho até que as turbinas foram ligadas. Olhei para meu lado direito onde a menina estava e ela estava com as mãos dadas, entre as pernas e com a cabeça baixa, como se pensasse: "Seja o que Deus quiser!" - rs.

A sensação de voar é tão boa, mas tão boa, que se eu soubesse que seria assim, já teria juntado dinheiro e comprado um jatinho só pra mim - rs.

Brincadeiras a parte, é como voar mesmo, sem sentir os pés no chão. Não sei bem como explicar isso, mas a sensação é a melhor possível - tirando frios na barriga surpresa - rs. Você vê que tudo está cada vez ficando menor e que a cidade acaba virando maquete de luzes acessas. Aqueles pontos de luz em movimentos dos carros e os parados de poste, lhe dão uma gratidão imensa por estar vivo e ver tudo aquilo.


A minha ansiedade, após já ter saído do chão, claro, era que o dia amanhecesse logo, pra eu ver como seria tudo no claro.

Na foto acima, estava amanhecendo ainda. O degradê no céu é maravilhoso, são cores que se transforam em outras, mas sem deixar a sua cor. O branco vai virando azul, que vai virando amarelo, que depois fica alaranjado e que dá pra ver as nuvens e, enfim, céu azul.

E assim se passaram as minhas duas horas de viagem...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #4

(...)

Não lembro a hora exata que chegamos no Aeroporto de Teresina, mas eram umas 3h e alguma coisinha. Como eu já tinha feito check-in e tudo mais, fiquei agarrado ao meu outro companheiro, o Mr. Job, no qual caracterizo muito, através dele, algumas situações na conta do instagram dele aqui.


Como na foto acima, essa foi a hora em que eu estava esperando o horário de embarque. Tudo para mim naquela hora era novo, mas nem parecia, acredita? Eu estava tomando a frente de tudo, de todos, e a libertação foi quando me despedi do Dalton e fui para próximo do portão de desembarque.

Depois de uma abraço rápido de boa sorte despedida, passei por uma pequena porta que se encontrava um segurança. Eu, desorientado, cheio de coisas da viagem, após ter despachado a bagagem, perguntei a ele aonde teria que ir. Vendo o meu documento de identidade junto da passagem nas mãos, pediu pra eu seguir.

Estava uma fila não muito grande. As pessoas estavam passando pelo detector de metais, enquanto eu observava tudo e já apalpava os bolsos pra saber se tinha algo por ali que poderia ser tirado. E tinha. Tanto meus bolsos da frente da calça, quanto os de trás, estavam lotados. Seguindo a ordem dos seguintes itens, de como eu estava cheio: dois celulares nos bolsos da frente; chaves e carregador portátil; lente de olho de peixe; carteira; Mr. Job; jaqueta de frio (porque fiquei morrendo de medo do frio de Brasília mesmo sem nunca ter sentido) e a mochila nas costas. Era tanta coisa que faltava mão mesmo.

Na esteira que tinha lá, peguei uma bacia (não sei como chamava aquilo, mas pra mim era uma bacia mesmo) e coloquei todos os itens lá dentro. Eu estava todo atrapalhado, que até joguei o casaco e Mr. Job que estavam nos meus braços.

Segundinhos antes de passar pelo detector de metal, me assegurei que ele iria apitar, mas, não - e mais uma vez o meu pessimismo de criar situações na mente. Tudo certo! Weeee are the champions... ♫ - rs.

Aguardei alguns minutinhos, comprei um trident de melancia em uma "birosquinha" que tinha por lá (por R$ 3,30 - ôh porra!!!) para mascar enquanto estivesse viajando. Um cara abriu o portão - que nada mais é do que uma porta estreita -, informou sobre duas filas, uma para prioritários e outra para pessoas normais foi conferindo as passagens junto com os documentos de identidade.

Mais uma libertação: a aeronave a minha frente no pátio e eu indo em direção a ela, tudo em câmera lenta na minha mente, enquanto meu coração acelerava de tensão.

CONTINUA...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #3


Durante todos esses meses que antecederam agosto, fiquei imaginando mil coisas. Na primeira semana mesmo, após a compra das passagens, fiquei no youtube vendo vídeos das reações das pessoas em suas primeiras viagens de avião. Não sugiro que façam o mesmo que eu fiz, no caso, assistir esses vídeos, achando que acontecerá a mesma coisa. Em um desses vídeos que vi, um rapaz faz muita cara feia, fica gelado e tudo mais em meio a decolagem... Fiquei com medo demais e sentindo as dores dele cada vez que assistia.

Entrei de férias no dia 10 deste mês. Ainda nesses meses que antecederam, fiquei de comprar algumas coisas que precisaria, pra não deixar pra cima da hora. Porém, como somos brasileiros... Fiquei dois dias antes da viagem correndo atrás de algumas coisas. Na terça, 11, acordei cedo e fui na rua comprar alguns produtos de uso pessoal. Pela noite, gomei (ou engomei?) as roupas e guardei, para deixar tudo certo na minha ida à Teresina.

Na quarta, 12, me mandei cedo pra Teresina, junto de uma caixa de papelão que só Deus sabia que nela tinha todas as minhas roupas arrumadas - rs.

O meu voo estava marcado para sexta, 14, no começo do dia, melhor dizendo, da madrugada. Eu estava tenso, meio que passando mal. Quase não consegui dormir direito, imaginando tudo... Com Ítalo próximo a mim, fiz logo check-in por um aplicativo no celular.

Me joguei no colchão e dormi apenas alguns minutinhos, o que pareceu, na hora que acordei, que foram horas ali. Tomei banho, me vesti, pegamos um táxi e fomos em direção ao Aeroporto de Teresina. Eu até então não estava tão tenso nessa hora. Dalton me deixou a vontade até chegar na entrada do portão de embarque.

Do portão de embarque pra lá, era eu e eu.

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #2

(...)

E como sempre acho, Deus sabe o que faz. Ele usou esse "problema" do meu amigo não vir ao nordeste pra eu poder ir lá ver ele. Agora sim, aquele velho ditado brega faz sentido: "Se Maomé não vai até a montanha...".

E foi isso, juntei uma grana e comprei, sozinho, as passagens de avião. Como já sabia que comprando muito antecipado sairia mais barato, arrisquei ali mesmo, naquele mês de março, mas me confessando que, se por acaso não desse certo, cancelaria. Eu odeio ser um pouco pessimista, mas estou tentando trabalhar isso em mim.

Como disse, sozinho, me joguei nos sites das companhias. Lembro que todos falavam que a AZUL era a melhor, que a GOL era a pior, que a TAM era boa... mas o que eu queria mesmo saber era a que tivesse fornecendo um valor muito mais em conta. Passei alguns dias olhando assiduamente o site Decolar, onde tem o resumo de todas as companhias, o que me facilitaria muito não ficar pulando de site em site. E eis que lá encontrei uma passagem em conta, pra cinco dias, no mês de agosto. Pronto, vai ser essa mesmo! Me dou logo essa viagem de presente de aniversário - pensei. Como não poderia tirar férias do trabalho em julho, me programei pra agosto mesmo, já que é meu mês, um mês extenso e depressivo para mim.

Fui lendo tudo direitinho pra que não acontecesse nenhum erro. Depois, impressionado, me animei ao saber que poderia escolher o assento da aeronave. Juro, eu achava que quando chegasse no avião, sentaria em qualquer lugar, imaginando que lugar ali era o que não faltaria. Acabei pesquisando ainda quais os assentos que poderiam me livrar da morte - podem perceber mais uma vez o meu pessimismo entrando em jogo - e, ainda sem experiência, escolhi uns no mapa achando que era no "fundão" da aeronave, o que só depois, no dia da viagem, vi que era nas primeiras poltronas.

Após feito a compra, impresso o boleto, saquei a grana e fui pagar em um correspondente da minha cidade. Aquele comprovante de pagamento era o meu passaporte, digamos assim, para enfrentar alguns de meus medos. Deixei todas as informações do voo impressas e não parava de olhar, começando a brotar a minha ansiedade de mãos dadas com o medo. E por aí foi.