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quarta-feira, 12 de julho de 2017

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #6

O post abaixo estava no rascunho desde novembro do ano passado. Acho que a preguiça não me deixou continuar. Hoje decidi tirar ele de lá e publicar, até porque quero me ler no futuro e ter acesso aos rascunhos requer um pouco mais de trabalho.

Ao meu leitor, peço desculpas caso tenha aguardado a continuação. Cuidar de um blog nos dias de hoje não é tão fácil assim - rs.

Boa leitura! 😉

(...)

Pousamos em um campo próximo do sítio, acho que fica por trás dele. Como podem ver no vídeo do post anterior, a minha descida foi fail - rs. O instrutor tinha me avisado que ao descer teria que levantar as pernas e suspender a câmera, explicando o porquê do suporte estar ralado, comprometendo até a filmagem.

Uns dois meninos já nos aguardavam, para agilizar a retirada dos equipamentos e levá-los para o carro. Eu ainda estava zonzo, mas conseguia caminhar normalmente até o carro. Fizemos uma trilha e pulamos uma cerca até chegar ao carro com todos os "bagulhos".

Eu não via a hora de chegar aos meus amigos e contar tu-do. Queria mesmo gritar de tanta felicidade por ter passado por aquilo.

Mais ou menos uns cinco minutos após entrar no carro, cheguei onde eles. Me receberam com um sorriso meio amarelo, talvez tentando receber a minha pior reação, imaginando que poderia estar mal ou que teria sido bem ruim, mas logo abri um sorrisão e soltei um "massa demais!". Ao mesmo, vi que eles estavam usando um equipamento e, sem nem perceber, reclamei, pois achava que eles teriam decidido voar também. Mas, não. Eles não estavam usando o equipamento de voo, estavam usando o do rapel.

Sem hesitar, pedi para que colocassem os equipamentos de rapel também em mim, já que o pagamento já tinha sido efetuado e escutei lá no fundo: "Esse magrinho é aventureiro!". Isso porque mal cheguei de um e já ia para outro - rs. 

Os instrutores nos posicionaram em uma escada próxima, nos colocou as cordas e nos deu instruções na prática. Pedro foi o primeiro que fez, Dalton logo após e eu, sem jeito e um pouco nervoso, segui. Não tenho tanta força e fiquei com medo por conta disso, afinal, ali era eu e eu. Naquele momento se houvesse alguma falha a queda seria baixa, mas na hora do "pega pra capar"... Por conta disso, procurei dobrar a minha atenção às suas palavras, atentando a todos os detalhes e questionando quando tinha alguma dúvida.

Foi quando fomos para a realidade:







Continua? Talvez... 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #5

(...)

Antes de colocarem todos os equipamentos, tive que preencher uma carta antes de morrer ficha de inscrição colocando todos meus dados pessoais e, ao final, assinar, concordando com o termo de responsabilidade.


Assinado. Já era! 😅

Foi quando a equipe começou a colocar um monte de coisa em mim. Eu não sabia e nem olhava eles colocando, apenas obedecia quando pedia pra eu levantar as pernas, confirmar se estava muito apertado...


Mesmo com tudo aquilo grudado e bem colocado em meu corpo, ainda dava tempo de desistir, pois tive tempo pra isso. Eles verificavam a biruta, a questão das nuvens e, claro, o vento por si só. Foi algo bem planejado. Enquanto não estivesse do jeito que eles achavam que seria melhor, eu não sairia dali.

Por ultimo, me colocaram o capacete e me deram a câmera.


Conversei um pouco com o instrutor, perguntei a ele se ele iria fazer manobras no ar e ele disse que só se eu quisesse. "Tu quer?", perguntou. Respondi que decidiria isso quando estivéssemos em pleno voo.


Fiquei no meio da rampa com tudo colocado em mim, inclusive a parte principal, aguardando o instrutor "alinhar" as finas cordas.





Por algumas vezes o vento foi falho, porém o instrutor persistia.
Nada ali teria que dar errado. Eu ficava tenso a cada segundo e fiquei muito mais quando ele ligou a câmera. Tive a certeza que iríamos sair:


Como podem ver, o voo foi super tranquilo e o meu medo acabou, embora não parecendo, no momento em tirei os pés do chão. O instrutor deveria ter me dado uns toques antes de sairmos do chão, motivo pelo qual fiquei meio desengonçado no começo do vídeo. Nos primeiros segundos que saímos do chão que ele pediu pra eu manter os braços atrás e arrumar o meu "assento".

Por algumas vezes, durante o voo, ele me perguntou se eu estava enjoado, se eu estava bem e tudo foi legal.

A sensação é de liberdade e, mesmo parecendo clichê, gratidão. É como se você voasse de avião, mas sem estar dentro da aeronave. É algo que certamente você lembrará de Deus e agradecerá por estar vivo e ter passado por essa experiência maravilhosa. Fora que é super legal ver tudo de cima: a estrada, as cidades vizinhas, os carros passando e a própria sombra do seu voo. É algo que certamente levarei para sempre. 😎

Se eu indico? Com certeza! Como disse, o medo passa depois que você está lá em cima, isso eu garanto. A felicidade é tamanha.

CONTINUA...