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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

DO NADA

Hoje estou de home office. 👨🏻‍💻

Daqui a alguns minutos começa o meu expediente aqui em casa, no meu quarto, na minha cama e na minha preguiça. Ainda não peguei o celular do trabalho, mas já sei que haverá algumas mensagens por lá.

Mas por que, do nada, vim pra cá? Sei lá, eu só senti vontade, como em todas as outras vezes.

Os últimos finais de semana fiquei bastante ocupado. Na verdade, os meus domingos foram quase todos ocupados e certamente não foram à toa. Vou ganhar um dinheirinho com isso, e dinheirinho no final do ano é sempre bem-vindo, ainda mais em uma situação muito chata que estou vivendo nos últimos meses no trabalho. A falta de organização e planejamento causa isso e não sei ainda como os meus olhos não ficaram lá atrás de tanto que os reviro. Enfim, deixa quieto. 😓

Espero não ter dívidas agora no final do ano, mas é tão difícil não ter. Já comprei coisas pra Kitty, a gata, mas ainda bem que foi com o dinheiro que a rifa dela deu. Graças a Deus e à maioria dos meus amigos virtuais, consegui arrecadar mais de mil reais. Ou seja, mais de cinco vezes o valor da castração dela. Claro, esse valor é totalmente dela, está em uma conta separada e, como foi muito, já reverti em coisas pra ela e estou aguardando chegar: um saco de ração, sachês, coleirinha... O restante estou deixando render pra caso ela precise de alguma emergência ou cuidado. Inclusive, a castração dela, que foi o propósito da rifa, está agendada pra essa quarta-feira (26) e espero que dê tudo certo. Vou ter que mudar toda a minha rotina após esse dia, mas Deus vai me manter organizado pra isso.

No feriado passei por um perrengue que registrei em um dos outros blogs. Como sou muito visto aqui e muitas pessoas têm acesso, preferi ser anônimo mais uma vez. Criei um blog inspirado em um que o ChatGPT me indicou um dia desses. Lá eu conto mesmo minhas coisas e tudo bem... Quer dizer, nem tudo bem. Como sinto que não tenho mais ninguém pra desabafar, lá consigo descarregar as minhas emoções, frustrações e o que eu quiser dizer sem ser por aqui. E tem me feito muito bem, tanto que a minha frequência por lá é bem maior. 😁

No mais, quem estiver preocupado comigo, estou bem, mas ainda assim sei que no futuro não estarei, por isso estou tentando me organizar pra retomar à terapia. Vou precisar muito desse suporte pra enfrentar o que estará por vir. São Carlo é mais e Deus mais ainda. Vai dar certo! 🤞🏻

terça-feira, 12 de agosto de 2025

3.5

Que o clima de chuva me deixa triste vocês já sabem, e sabem muito bem que quando isso acontece, sinto automaticamente vontade de vir aqui desabafar. Não que seja pra falar coisas ruins, mas pra registar mesmo, colocar pra fora o que tem de bom ou ruim ultimamente. E até que nada de ruim vem nesses tempos, graças a Deus.

Então, na terça foi meu aniversário! 🎈🥳

Como de costume, viajei. Há muitos anos não passo meu aniversário aqui na cidade, nem em casa, e que bom por isso. Como sempre peço folga nessa data, me mandei pro CE de novo. Estar longe daqui me traz paz, me deixa mais feliz, apesar de a cada ano eu ficar sempre mais desanimado com aniversário ou até mesmo nem me empolgar com ele a ponto de bolar alguma coisa nesse dia. Deixo as pessoas à vontade, fico disponível pra qualquer rolê que elas queiram fazer, por mais que seja simples. Eu já estando longe da minha realidade já tá de bom tamanho - rs.

Fiz 35 anos e há vários meses quando me perguntavam minha idade, de bate pronto já dizia 35. Sei lá, vejo isso como já aceitar a realidade, a entender que o envelhecimento existe apesar de toda a pressão que a gente mesmo se coloca. O que mais me conforta é que, sim, estou vivo e que, mesmo com muito esforço, tenho conseguido o que eu quero. Acho que tudo no tempo de Deus, e sinto que Ele tem sido justo comigo ainda que às vezes eu esquecendo de orar, mas ainda assim agradecendo mais e pedindo menos.

O que sempre me diverte é o processo de alguma coisa. No caso, preparei todos os meus stories e de deixei no rascunho bem organizado no ponto de postar. Eu sei que sou mais do que suspeito, mas amei o meu "layout" (posso chamar assim?) desse ano. Amo ver quando faço algo que me agrada e me sinto ansioso demais pra mostrar logo - talvez isso continua sendo no fundo, no fundo, coisa de leonino - rs.

Olha só como ficou e olha só quem também me ajudou:


Amei passar o dia compartilhando esses stories e recebendo o carinho dos amigos, dos conhecidos... Como em todos os anos, me surpreendendo com uns e me decepcionando com outros. Ihhhhhh 👀 Faz parte.

Na virada do meu aniversário, passamos em uma hamburgueria em Tianguá - CE. Não estava fazendo o frio que lá faz, mas ainda assim eu estava gelado. Pedimos hamburguer e à meia-noite, nas badaladas do relógio da igreja, fui surpreendido com um bolo maravilhoso de coco queimado. Eu amo qualquer coisa de coco e os mais próximos sabem disso. Havíamos comido muita batata frita antes do hamburguer chegar que, infelizmente, não consegui comer nem metade dele. Fiquei beliscando o bolo com refrigerante e quando fomos ver, comi mais da metade da metade - rs.

Acenderam a vela com um ponto de interrogação, cantaram os parabéns, fiz o pedido - juro que não lembro mais o que pedi -, apaguei e pronto. Voltamos pra casa quando já era mais de 1h. Foi simples, mas fui muito feliz! 🥲


No dia seguinte ganhei presentinhos: sabonetes, hidratante, protetor e outro cosmético que prometo que vou usar. Ainda não sou do time da skincare, mas, né, os 40 uma hora vai bater a porta e quero estar com a mesma cara que tô hoje - rs. Além disso, ganhei um pix maravilhoso de um amigo e um de zoação, mas sendo pix, por mais que tenha sido mínimo, já vai me ajudar no futuro com algo que Deus vai me ajudar a vir aí o mais rápido possível. E que seja, Senhor, antes dos 40. Inclusive, quem quiser me ajudar, fique a vontade: andersonfunnie@hotmail.com. 😁 (quem vê jura que alguém vai mandar rs) Ainda fico meio sem graça ao receber presente, mas procuro pensar na intenção, não no material. Eu AMEI tudo que ganhei.

No decorrer do dia, quando amanheceu, me permiti dormir até tarde, umas 9h30 e depois do almoço fui pro mato com o B. Eu queria estar longe de casa, literalmente, a qualquer custo, e por ser no meio da semana, na terça, tive o Sítio do Bosco só pra mim. Eu podia contar nos dedos das mãos a quantidade de pessoas que tinha lá, então me senti mais tranquilo. Apreciei o silêncio, o vento, o momento e fui feliz nessa tarde. Até fiz uma mini trilha com o B, que tava me gravando e tirando as minhas fotos, em direção à caverna. Ahhh, já ia esquecendo! Que sorte eu tive em ver os macaquinhos por ali dando o ar da graça. ❤️ Por mais que eu tenha um pouquinho de medo deles roubarem meu celular ou algo meu e saírem correndo no meio da mata, eles complementaram toda a visão de estar no meio da natureza.

No final da tarde voltamos pra casa, mas antes B aproveitou que estava em Tianguá pra dar uma passadinha rápida no dentista. Acho que foi menos de meia hora eu esperando, mas esse tempinho foi crucial e me ajudou a responder o carinho que recebi durante o dia nas redes sociais. Procuro responder as pessoas sem control c control v, respondo de verdade. Tudo bem que tem diferença em resposta quando se é amigo ou conhecido, né, mas todos foram respondidos com o mesmo sentimento de gratidão.

No restante dos dias fiquei trabalhando, dormindo, comendo, jogando vídeo game, comendo, assistindo série, vendo novela, comendo de novo, saindo, fui ao cinema ver A Hora do Mal, fiz caminhada, comi mais... - rs. Passar uma semana no CE ainda é pouco com o tanto de coisa que se tem pra fazer. Só que abro um parênteses aqui: o frio deixa a gente com muita preguiça, pelo menos me deixa. 🥶💤

No sábado (8), eu já estava em Ubajara... Aliás, eu fiquei mais em Ubajara do que em Tianguá. A irmã do B e a cunhada dele vieram de Sobral pra passar o final de semana do dia dos pais. B havia convidado os meninos (Pedro e Dalton) para jogar e comer no final da tarde. E assim foi feito. Jogamos, fomos ao parque de diversões que estava lá por conta do festejo, comemos mais, voltamos pra casa e jogamos até mais de meia-noite. Eu estava o caco, mas estava lá. Foi MUITO BOM esse dia, meu Deus. Como é bom estar em ótimas companhias. 🥰😊

Foi tão bom que no dia seguinte fomos a um sítio almoçar. Levamos os jogos pra lá enquanto a comida não chegava e, assim como em casa, no meio de todo mundo tinha gritos e gargalhadas. Às vezes eu ficava olhando aquela arrumação, mas f*da-se, os incomodados que se retirem. 😎

No domingo, passei o dia no off, sozinho no quarto, todos já tinham que descansar pra voltar a realidade de segunda. E eu principalmente, pois no dia seguinte teria que pegar a Guanabara às 5h30 pra chegar em Coelho Neto às 14h. É Ubajara > Tianguá > Teresina > Timon > Coelho Neto. Enfim, cheguei bem cansado, mas cheguei. 🙌🏻 De Timon pra CN foi luta, pois uma van teve que nos levar até o Descanso e de lá outra van teve que seguir até CN. Essa van, coitada, além de atrasar, parou umas cinco vezes na estrada. Eu não fiquei chateado por isso.

No fim, ficou só a lembrança agora. Espero viver mais esses momentos. Foi muito especial! Sou muito grato a Deus pelas pessoas que ele me coloca no mundo. 🩷

Até!

quarta-feira, 26 de março de 2025

SINAL DE VIDA

Eita que já estamos caminhando pro quarto mês do ano e não dei as caras por aqui. Não é falta de tempo nem algo que possa me impedir, é preguiça mesmo - rs. 😁

Ainda continuo sem achar a minha vida interessante, mas, né, não posso mais pensar assim. Até agora, somente coisas boas e que eu posso ser grato, por que não!? 🙃 Já que não vim com algo pronto pra cá, posso até listar as coisas boas que já me aconteceram esse ano. Vamos lá!

Primeiramente, estou bem e com saúde. Vez ou outra eu fico inseguro com algumas coisas, umas dores aqui, outras acolá, uns dentes pra arrancar, outras coisas pra tratar... Coisas de quem tem mais de 30, e que começam a alertar. Me sinto ainda medroso, mas quando eu coloco pra fazer algo, eu sei que faço - só espero não ter que tratar de algo quando for tarde demais.

Quando eu falo que estou bem me refiro mais ainda a minha saúde mental. Pude perceber que depois que fiz uns meses de terapia revi algumas coisas e mudei. E essa mudança não foi só percebida por mim não, hein, meus amigos perceberam e isso me deixou feliz. Posso dizer que estou um pouco mais paciente, mais bem humorado e deixando as coisas acontecerem como elas têm que acontecer. Se algo foge do que eu planejei, paciência. Não fico mais chateado. Tenho aceitado mais convites, desafios e me aberto mais ao mundo. Não sinto mais tanta vergonha de abordar as pessoas, de chegar rindo e fazer algo pela primeira vez. Obviamente que ainda tenho minhas travas e medos, mas faz parte, as poucos estou chegando lá. Estou mais consciente do que quero pra mim e pro outro também.

Por mais que eu tenha percebido algumas mudanças, eu não consigo abrir mão de ficar sozinho, literalmente. Eu gosto de um momento só meu com minhas séries, novelas e músicas, mas tenho percebido que da última vez que fiz isso tive que lidar com os meus d*mônios. Assim como me sinto bem com a minha solitude, sinto que às vezes ela se torna solidão. E quando eu percebo a solidão se sobressaindo, fico com muito medo e tento dar o drible. 

Em relação ao trabalho, enfim trocamos de prédio. 🙌🏻 Por mais que o anterior seja a 3 minutos a pé de casa, o ambiente me deixava estressado, ofegante e com muito mais medo. Eu me sentia dentro de uma caixa. Não podia ver o céu, sentir o vento e nem me esconder de forma confortável. Lá eu não conseguia fugir nos dias que eu realmente queria ficar só. Agora estamos em uma casa, grande, ventilada, num morro... O ambiente de casa sempre me deixa ficar mais à vontade. Eu realmente tenho me sentido em casa, novamente, literalmente. Lá me sinto à vontade pra tirar o tênis quando ele aperta, abrir a janela pra deixar o vento antes da chuva entrar, transitar no quintal, ver as nuvens, armar uma rede, preparar o almoço em dias que não quero voltar pra casa e até lavar as minhas roupas... Antes que me chamem de folgado, a maioria das coisas faço fora do horário de expediente, tá? Inclusive, lembrei aqui, na noite do dia do último capítulo de Beleza Fatal (21), resolvemos assistir por lá. Preparei as poltronas, colocamos o projetor, compramos um cento de salgadinhos, refri, e fizemos esse cineminha lá... Apesar do final da novela ter sido decepcionante, foi divertido ter a companhia da Jessica, Luciano e Reinaldo. ~ mas isso ninguém precisa saber.  🤫

Já sobre o meu coração, ele está bem... 🫣 Queria poder registrar muito aqui, mas só posso dizer isso. O que tiver de ser, será! Estamos caminhando pra isso com paciência, conversa... Enfim, parei. 🤐

Sim, esse ano pretendo ir em mais um show do Junior. Eu amei a experiência do de São Paulo em todos os aspectos (em viajar sozinho, me hospedar sozinho, ir pra fila sozinho, ficar na grade sozinho...), mas, dessa vez, quero algo aqui no nordeste, em Fortaleza, quem sabe. Ele, Junior, já até informou que a turnê só vai voltar no segundo semestre, então vou ter mais tempo de juntar uma graninha pra poder ir, afinal, o ingresso do show e a hospedagem de SP até hoje estão sendo pagas - rs. 💸

* * *

Vish, acabei de ver que já são quase 23h e preciso dormir. Estou tentando me acostumar com um outro "fuso horário" pra dormir às 21h ou antes das 22h pra acordar mais disposto e ter minha saúde do sono boa também. Hoje já perdi pra esse horário. 🤦🏻‍♂️

Vou indo por aqui. Até a próxima!

🩷

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

OII!

E as chuvas começaram a aparecer, finalmente. Só que com o bônus vem o ônus, né? Nem sei se posso chamar de ônus, mas ao mesmo tempo que a chuva me faz bem, me traz um clima bem favorável (literalmente!) e uma nostalgia que gosto de sentir, vem também uma tristeza, uma carência e aquela ideia de que o ano acabou e eu não fiz nada... Mas eu sei que esse ano eu fiz muita coisa, só preciso pontuar. 😁

Nesse ano consegui ir ao show do Junior (!!!), consegui comprar um pedacinho de terra, consegui começar a fazer terapia, consegui me jogar mais para as pessoas, e sinto que estou vivendo, ou tentando viver, de uma forma bem madura, mas sem procurar magoar ninguém. Certo que ainda tenho as minhas brincadeiras, sinto que essas brincadeiras são uma troca: eu brinco, a pessoa ri e eu riu de volta – rs. Eu sei que tenho que ter muito cuidado com isso.

Percebi que a sinceridade comigo também vale muito. Eu tive meio que um rolo aí que eu estava me apegando, mas conversamos e a sinceridade valeu. Eu sei que vou me expor aqui com isso, mas, pô, tô sofrendo um pouquinho sabe – e, claro, tratando e tentando curar isso na terapia, apesar de não ter sido tão grave. Eu preciso me entender em certas situações e ligar o f*da-se pra coisas que são tão pequenas, mas que eu problematizo. Eu sou muito bocó e talvez um pouco emocionado. E EU NÃO QUERO SER ASSIM!!! ~ ou pelo menos não quero demonstrar. 🤭

(PAUSA PARA TERAPIA)

Voltei da terapia há pouco e fiquei, mais uma vez, com vontade de chorar. Mas não chorei – e sei que tudo bem se eu chorasse, né? Cada vez mais eu tenho certeza que essa foi a melhor decisão pra esse segundo semestre, se eu soubesse teria iniciado muito antes. O WB me ajuda em coisas que as respostas parecem ser tão obvias que fico até meio assim me sentindo um b*rro. “Por que eu não pensei por esse lado, hein!?”, “Por que eu não pensei nisso antes?” 🤔😔

Engraçado que antes da terapia eu escrevi "eu não quero ser assim" em caixa alta e levei uma advertência por isso do WB. 😂😂

(PAUSA DO TRABALHO, POIS ME OCUPEI)

Só pra finalizar mesmo, pois não queria deixar mais um post no rascunho, até que eu tenho ficado feliz. A minha frequência de choro diminuiu foi muito e minha vontade de viver novas experiências meio que está mais aberta, sabe. Não que eu faça algo que seja criminoso, mas para outras pessoas parece que seja – rs. Eu tô sentindo mais orgulho de mim. 😊

É isso!

Não sei se ainda volto aqui esse ano, até que pode ser que sim, mas já deixo aqui um ótimo Natal pra quem gosta e come muito, e uma virada de ano na paz e na tranquilidade. Espero que o meu seja da mesma forma. Viva!

🧔🏻‍♂️❤️

domingo, 20 de outubro de 2024

TERAPIA

Voltei!!! Sei que sempre digo isso, mas cada vez mais difícil de vir aqui. Confesso que nem é por falta de tempo, é por falta de motivação mesmo, de cansaço, de... sei lá! 😥

Acho que já estou pronto pra compartilhar deixar registrado aqui uma coisa: comecei terapia, de verdade. Não que das vezes que tentei foi mentira, mas não me sentia bem. As duas vezes que tentei fui meio que abandonado, me senti desconfortável e pra quê iria continuar algo que não me fazia bem, sendo que teria que ser o contrário?

Acho que foi no mês passado, não me recordo, que estava desabafando algo no meu dix quando o Rodrigo (amigo de e que conheci em São Paulo pessoalmente em 2017) me chamou respondendo os stories e me fazendo a pergunta que mais me deixava irritado quando me questionavam: "Tu já fez terapia, amigo?". Algo me fez manter a calma naquele momento e tentei explicar pra ele o porquê de não ter gostado da experiência. Ele super entendeu, mas ainda assim me falou da experiência dele nos últimos três meses.

Numa conversa informal, ele me disse que tinha um site com um monte de psicólogo disponível e que o preço era bem em conta. Curioso, mas sem esperança, pedi o link e dei uma olhada rápida. No mundo de hoje é normal ter que duvidar de tudo, dos golpes... de tanta coisa. Mesmo assim, tentei.

No site tem uns filtros que podemos escolher por especialidades e abordagem. Pronto, isso facilitaria muito a minha vida. Eu já sabia exatamente o que eu queria: um psicólogo homem – pois as minhas experiências com mulheres não foram tão legais; que tivesse a mesma condição que eu – entenda como quiser! 😉 – e que fosse da minha região – nordeste – observando o DDD do seu contato. Foi aí que, após escolher mais pelas especialidades que iria tratar, encontrei o WB, do DDD 86. Li todo a "bio" dele e mandei uma mensagem. Não demorou muito pra que ele me respondesse. Eu já havia montado um questionário na minha cabeça e pela ansiedade fui logo fazendo umas cinco perguntas. Achando que ele responderia de uma por uma, ele então sugeriu para marcarmos um encontro online nos próximos dias, que ele iria me explicar tudo, além de me conhecer, saber o porquê teria buscado e outras coisas...

Marcamos para 15h de uma quarta-feira.

Como eu não tenho privacidade em casa, obviamente tivemos o primeiro encontro no meu trabalho. Me organizei numa sala longe das demais, liguei o ar condicionado, pois eu sabia que ia suar muito, levei meu computador sem precisão, já que não deu certo e fomos pelo celular... Pronto! Ficamos em chamada uns 25 minutos ou mais. Ele foi super atencioso, me explicou como funcionava, qual abordagem usava e como era... Fiquei interessado e fechei com ele ali. Na verdade, não fechei de cara, mas eu só precisava me organizar um pouco mais financeiramente pra que desse certo.

Dias depois, foi pra valer. Fechei um pacote com ele e estou seguindo todas às sextas entre 12h e 14h, a hora que tenho paz no trabalho.

Sei que ainda está recente, mas já me percebo em muitas coisas. Ele me aponta de uma forma saudável que eu realmente me perceba e crie soluções pra caminhar bem. Até agora também, tudo que ele quer me dizer pra fazer, eu já faço e tento abordar de um assunto diferente a cada sessão. Por algumas vezes, antes de começarmos, não sei o que falar, mas quando nos conectamos na chamada tudo começa a fluir. Às vezes até me sinto culpado em não deixar ele falar tanto quanto eu gostaria, só que mesmo assim vai fluindo.

Com essa experiência, tenho trazido mais pessoas também. O Joanes, por exemplo, é um desses amigos. Por muitas vezes que conversamos, sabemos que temos problemas em comum e que queremos o nosso melhor. A gente também percebe que não estamos em paz com certos sentimentos, atitudes, convivências... Coisas bem particulares, sabe. As sessões dele também são semanais e é muito massa dividir essa experiência. Não que ele compartilhe comigo o que ele falou pro profissional, mas comentamos sobre a abordagem e o quanto tem nos feito bem até então.

Estou tendo isso como prioridade na minha vida. Como já mencionei, eu já percebi algumas mudanças em mim e queria também perceber de forma externa. Eu só quero ser feliz!

Até! 🙂

segunda-feira, 12 de junho de 2023

UMA SEMANA OFF DE CN

Inicio esse post informando que não estou triste - já que a maioria das vezes eu só venho pra cá quando estou assim. E espero não ficar enquanto digito. 🙃

Na semana passada, depois de muito fuzuê, viajei pra Teresina. O André sempre me deu sinal verde pra ficar lá com ele, mas mesmo assim teria que ver como estava o mood e a agenda dele. Na verdade, eu queria ter ido em abril, mas minha chefe acabou sendo resistente em não deixar por motivos dela, mesmo eu tendo todo o direito a folgas. No final de maio, em conversa pessoalmente, ela foi resistente novamente. Dessa vez, não quis deixar passar. Pedi, então, que eu ficasse ao menos três dias de home office, já que era final de mês e que tiraria apenas 2/6 dias de folga. Ainda tenho mais 4 dias. E assim foi feito.

No sábado (27) à tarde, consegui uma carona (paga, né!) depois das 14h. Cheguei em Teresina lá pras 16h e encontrei o André em um ponto que combinamos. Incrível, o meu humor muda muito na presença dele. O André tem uma coisa que não sei explicar, eu só sinto. Quando estou com ele, nasce uma empolgação, um negócio diferente, sei lá... Ele não me blinda de nada e respeitamos um ao outro. Lógico que temos as nossas discordâncias, mas nada que possa gerar algo grave. E isso é tão bom... 💖

Não lembro o que fizemos nesse sábado, mas aproveitei pra baixar A Pequena Sereia (o desenho/filme, de 1989). Não cheguei a assistir ele de uma vez, foi por partes, e achei tão gostosinho... Assisti porque estávamos em vista assistir o live action no cinema na segunda - pra pagar meia, né? HIHIHI. O desenho é maravilhoso e a história é digna de filme da Disney, tem sempre uma moral, apesar de toda a problemática que o mundo, ou talvez o nosso país, encontra hoje. "Como a Ariel pôde dar a voz por causa de um macho?", foi um dos comentários que li por aí. 😒

Na segunda (29), levantamos cedo, preparamos o nosso escritório, ligamos o ventilador no máximo e começamos os trabalhos. O trabalho do André não para, nem pro almoço, coitado. Já eu tive de 12h às 14h30 de descanso... "Descanso"... Nesse tempo, enquanto ele corria em preparar o almoço com o celular na mão, eu tentava de alguma forma organizar a louça e a mesa. Depois de comermos, geralmente assistindo alguma besteira ou ouvindo algum podcast, ele voltava ao posto e eu a cama... Retornei às 14h30 e só larguei às 19h. Pouquíssimas vezes conversávamos durante o período de trabalho, ainda que um ao lado do outro dividindo um único ventilador. 🥵


Devo registrar aqui que o André cozinha super bem, eu fico impressionado. Às vezes tenho a impressão de que ele não bota tanta fé no que faz, mas o que ele faz, no meu gosto, é delicioso. Ele não fez nada que tivesse coisa que não gosto, tipo coisa do mar e, meu Deus, era macarrão gostoso, arroz gostoso, farofa gostosa, coisas simples, mas que tinham sempre algo a mais... o tempero dele é muuuuuito bom!!! 😋 Não tenho nada a reclamar. Fora que toda hora eu comia! O meu jargão de sempre era: "André, tô com fome!".


Ah, antes que eu esqueça, preciso registrar também que a vista do pôr do sol da janela do quarto dele é sem palavras, parece um quadro na parede. Nesse horário eu parava tudo e fica ali admirando... É muito lindo! 😍

Ininga, Teresina - PI / 18h07

À noite, antes das 20h, na correria, fomos ver o live action da Pequena Sereia no cinema do Teresina Shopping. Nem lembro qual foi a última vez que fui ao cinema, mas foi tão bom. Confesso que não estava com tanta expectativa com o filme, imaginei que não teria como superar o original de 89... Leigo engano. O filme é perfeito!!! 🤩 Lógico que as cenas não são cem por cento iguais, mas eles melhoram muito algumas coisas e explicaram outras. Realmente, o filme é bem humano, sabe, e acrescentaram umas cenas que deram pra fazer chorar. Uma pena que não encontramos três assentos próximos para compartilharmos e comentarmos durante o filme; fiquei na fileira de baixo da do André e Maysa (amiga dele), no meio de dois pais com seus filhos.

No restante dos dias não fizemos nada além de trabalhar, comer, assistir e dormir. Na verdade, trabalhei até quarta, e quinta e sexta fiquei à toa.

No sábado (03), André comentou sobre a ida a um lugar para andarmos de bike. Há muitos anos não andava de bike e acho que, mesmo não demonstrando, me empolguei. Fiquei com aquela ansiedade que só eu sei, só que na noite do dia anterior levei um banho de água fria. Talvez não iríamos mais. Ainda assim, depois que acordamos, vesti uma camisa bem folgada, coloquei o tênis, a Maysa chegou de Uber e pegamos estrada. Deu certo! 😉

Chegamos no Araxá Bike Park umas 9h e pouquinho. O lugar estava do jeito que eu gosto, praticamente sem ninguém. Não tinha barulho nenhum e só mato. Eu gosto do verde, de sentir o chão e respirar aquele cheiro, ar... Andamos um pouquinho por ali até irmos alugar as bicicletas. Ajustamos o capacete, fizemos o “test drive” e seguimos para as trilhas. Maysa não quis ir, ou iria um pouquinho depois da gente, mas certamente não aguentaria.


Não existe coisa melhor do que andar de bicicleta no meio do mato. Haviam, se não me engano, cinco trilhas. Fizemos a primeira, depois pulamos pra terceira, eu acho, até chegar na quinta. Eu imaginava que a quinta seria barra, mas o máximo foi que surgiram umas decidas, subidas e uma ponte que só me deu medo depois que passei por ela – rs.



Foi muuuuuuuito massa!!! 🚴🏻‍♂️

Após quase 1h fazendo trilha, entramos na piscina e ficamos um pouco de molho lá. Sei lá, foi uma limpeza de energia, eu realmente precisava estar longe de pessoas, concretos e de um certo ar. Ali, só eu e André, rindo de besteiras e conversando sério também tutupom - rs.


No restante dos dias, comemos besteira, dormimos e assistimos muitas coisas aleatórias. Nesse intervalo de tempo, apresentei a Natty Hills pra ele e acho que ele acabou zerado todos os vídeos dela.

Passar uns dias longe da minha realidade, mesmo trazendo um pouco dela, me energiza muito. Eu sei que não é duradouro, que tudo volta, mas pelo menos tive essa oportunidade de recarregar minha bateria. Espero fazer sempre programas assim, na companhia do André. Sozinho eu até que consigo, só que é tão ruim quando não tem alguém do lado pra conversar, comentar sobre algo ou ter ajuda... Sei que agradeci pessoalmente, mas vou agradecer por aqui também: Muito obrigado, André! 🫶🏻

Obrigado a você por ter lido até aqui também. Se quiser/puder, comenta.

Até depois!

😗

domingo, 16 de abril de 2023

CARTA PRA VOCÊ #15

Oi! Tudo bem por aí? Olha só a tua data se repetindo mais uma vez em um novo ano... 😉

Dessa vez, mudei, hein. Vi que não merece um textão no whatsapp, mas um post aqui no blog pra ficar registrado pra sempre, pois tudo que é jogado na internet se torna eterno.

Sempre vou encontrar dificuldades em te descrever, por mais que no meu coração isso tudo seja bem claro. Eu sei exatamente o que sinto, mas, te juro, nunca vem, por mais que me esforce pra isso. Também, tudo que eu for falar, não se torna mais novidade pra ti, pois muitas e muitas vezes já digitei e, em primeira oportunidade depois de uma pandemia e de muitos anos (sim, pra mim pareceu uns 10 anos depois) que nos encontramos, ainda que tímido, falei na tua cara. Jamais vou esquecer o nosso abraço de cumprimento e de despedida naquele dia. Aquele abraço que não dá vontade de largar nunca, que só largo quando sinto que minha bateria foi carregada 100%. A causa disso sempre vem de ti. 🥹

Estamos vivenciando situações parecidas e encontro em ti algo em mim e tenho certeza que vice-versa. A empatia, a sinceridade, o otimismo e o colocar o pé no chão, mesmo quando se quer alcançar os céus, são fórmulas que te fazem ser bem mais especial do que posso imaginar.

Sabemos que raramente encontramos pessoas boas nessa vida e quando encontramos, na maioria das vezes, é passageiro. E a vida tem disso pra quê? Pra nos tornar forte ou mais fracos por ver sempre uma partida? O que eu quero te dizer, na verdade, é que quero te manter sempre perto de mim, por mais que muitas vezes esteja bem longe. Quero te manter vivo a cada dia no meu coração e também quero que, quando eu for sempre lembrar de ti, me cause coisas boas, como tem me causado. Que o nosso companheirismo, amizade, sinceridade e coisas e conexões que não sabemos explicar, sejam mantidos vivos para que juntos possamos viver feliz. 

Em mais esse ano, desejo um mundo de amor, de saúde, de prazeres e de coisas que te arregalem os olhos de surpresas boas e que façam com que teu coração bata forte e no fim tenha a consciência tranquila ou um suspiro de "consegui, dever cumprido", afinal, todas essas coisas não têm preço.

Obrigado por existir, por estar presente e por acreditar em mim. 

O meu amor é verdadeiro, eu te amo mesmo! 🎁
Aécio Martins
Seja feliz! 🧔🏻‍♂️❤️

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

TÔ LEVE

No sábado (10), à noite, por ironia do destino, esvaziei um dos sentimentos que tenho há alguns anos. Com a pandemia, não só por obrigatoriedade do momento, me afastei de muita gente, inclusive daquelas que faziam com que minha cabeça ficasse um pouco perturbada.

Eu não sei desfazer das minhas poucas amizades, tampouco das pessoas que não me fizeram nenhum mal de forma proposital. Quem me conhece sabe muito bem que quem me faz mal, não vê nem a minha cor mais. Pra quê vou ficar perto de gente desse tipo?

Então, vou tentar poupar detalhes aqui porque a exposição é grande, sei lá, e eu tenho consciência que juntando as pessoas a gente consegue chegar em quem a gente quer descobrir. Falo isso por mim mesmo, pois sou atento a detalhes desde sempre e encaixar peças é comigo mesmo. Não sei se isso chega a me confortar ou a me decepcionar. Na verdade, descobrindo algo, fico só pra mim até a história vir à tona.

Então, como em todos esses dias, fiquei vendo os blocos passarem aqui na frente da casa do pai do Dalton. Me arrumava pra ficar, literalmente, dentro de casa. Nisso, comecei a conversar com alguém que me afastei desde o primeiro semestre de 2019, acho que um pouquinho antes da pandemia. Motivo: estava gostando e não percebia o retorno que eu queria. Tive que aguentar tudo calado, aguentar sonhos e pesadelos e evitar o máximo fazer com que nos encontrássemos na rua - o que era inevitável. Nosso papo foi fluindo e comecei a perceber uma vontade de desabafo da sua parte. Segui falando o que achava e, assim como já havia dito semanas atrás, reafirmei que teríamos que nos ver pessoalmente. O nosso encontro teria que ser longe de tudo e de todos para que ficássemos bem à vontade. Acabou que não rolou ainda, mas combinamos, por enquanto, de mais tarde fazermos uma vídeo chamada.

Após as 22h, cheguei em casa, tomei banho e nos ligamos.

Na ligação, contei um pouco de tudo que estava engasgado dentro de mim. Confirmei que estava apaixonado, que eu via isso e aquilo e sabia de coisas sem a maior pretensão de saber; as coisas vinham a mim sem eu mesmo perguntar. Falei dos sintomas que tive, sonhos, pesadelos e até uns pedidos de ajuda que fiz.

Enquanto contava tudo, sentia o nervosismo, mas não cheguei a gaguejar ou a me perder tanto nas palavras. O silêncio da parte de lá me maltratava um pouco, mas eu sabia que no final eu não iria receber nenhuma palavra de conforto. Já sabendo disso, pedi apenas que me ouvisse e que não falasse nada, afinal, não quis atribuir a culpa, pois o culpado de tudo fui eu mesmo. Fui eu que passei por isso. Ainda bem que não parei a minha vida.

Durante esse papo também falei que tive que silenciar as suas redes sociais... No fim, acho que fui entendido. Falei que eu amava e que não queria, e que teria certeza que nada mudaria entre a gente, porque se até hoje não mudou, por que iria mudar? Falei que sorte demais as pessoas que têm ao seu lado e que não merece jamais passar por nenhum mal.

Juro, a melhor coisa que eu fiz. Talvez pessoalmente eu ia desandar em choro, mas aproveitei essa oportunidade. Estou leve do vazio que eu tinha.
Aécio Martins
🪶🧔🏻‍♂️💓

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

FELIZ 2O23

Olaaar! 👋🏻🧔🏻‍♂️

Estou na última semana do ano e, acreditem, eu não estou com aquele sentimento de que não fiz nada, que nada deu certo ou outras coisas ruins. É meio estranho sentir isso, mas é tão bom. 🥸

Nas últimas semanas, não parei em casa. Talvez essa seja a minha felicidade. No começo do mês minha chefe me pediu pra ir às pressas a Teresina, trabalhar lá, pois ela precisava constatar uns probleminhas que estavam acontecendo. Nessa brincadeirinha, e rendimento, claro, fiquei duas semanas por lá. Me diverti muito trabalhando em Teresina. As meninas são divertidas e realmente trabalham. Além do mais, com um pouco de receio de dormir no trabalho, pois lá só tinha rede, André foi o meu suporte. Todos os dias que fiquei em Teresina dormi no apartamento dele, mesmo sem internet e algumas coisinhas mais. O que me bastou mesmo foi a companhia dele, as nossas conversas, comidas novas e parceria. André foi e é um amigo que um app me deu e que quero levar pra sempre. Inclusive, em uma de nossas conversas, confessei a ele que o que tenho mais medo é de um dia brigarmos. Lógico, ele puxa minha orelha às vezes e isso também me dá um pouco de liberdade pra puxar a dele também. André quase não erra, mas esse “quase” já diz que ninguém é realmente perfeito, né. André é a certeza de que eu estava do lado de pessoas erradas e não merecia isso. Não que ele tenha me dito algo sobre, a gente percebe quando alguém é ou não é do bem. 🐼🫶🏻

No meio dessas duas semanas que estive em Teresina, dei uma pausa, trabalhei em Coelho Neto no quarta-feira (14) e no dia seguinte me mandei pra São Luís. Há alguns meses que havia planejado essa viagem, então deu tudo certo, ainda mais com o “patrocínio” que tive. Como ia receber o meu diploma da faculdade, entrei em contato com as pessoas de Coelho Neto que não tinham recebido ainda e perguntei se eles queriam que eu buscasse os deles também. Bingo! De cada um, comprei o valor da passagem de ida e nisso consegui, por pouco, mil reais. Preparei a procuração, fiz tudo como manda o figurino e partiu. Com esse dinheiro, paguei o aluguel da casa de aplicativo, paguei a minha passagem ida e volta, meus deslocamentos de Uber e tudo mais. Ainda deu pra ir em Codó ver o Arthur que eu estava morrendo de saudade e conhecer pessoalmente o José e companhia. Foi bem divertido estar lá. José foi bem receptivo, tem uma vibe boa, conhece realmente a cidade... Não tenho do que reclamar. Queria ter ficado mais tempo com o Arthur, mas ele tem os motivos dele.

De Codó, fui pra Caxias receber outro certificado de um curso que fiz há alguns anos. Em todas as férias que tirei, dizia que iria atrás dele, só que sempre Caxias era contramão. Dessa vez, não tinha desculpa. Quem me ajudou em Caxias foi o Vinícius. Ele esteve comigo desde a hora que cheguei até a hora de seguir meu rumo.

O melhor de tudo é que estava só Deus e eu nessas viagens. Consegui me virar sozinho e fiquei com tanto orgulho de mim. Inclusive, nos meus últimos dias em São Luís, gravei um podcast com o Carlos Alberto sobre viajar sozinho. Se quiser ouvir, é só clicar aqui. 🎧

De Caxias, continuei a minha semana intensa em Teresina. Por mais que eu esteja trabalhando lá, mas também pra Coelho Neto ao mesmo tempo, o serviço não para. As minhas demandas ficaram bem maiores e nem reclamei. A paz que o lugar me trazia fez o meu rendimento $ubir, o que foi reconhecido pela minha chefe. Também fui bem mimado lá, por mais que eu não goste de estar nessa posição. A minha palavra era digna, os meus gostos e vontades também. Em partes, me fez bem. Talvez isso seja um pouquinho do leão que ainda existe em mim.

Na sexta (23), os meninos, Pedro e Dalton, iriam passar em Teresina pra depois ir passar o Natal em Coelho Neto, então pedi carona pra lá. 🚙

Passamos o Natal juntos e foi divertido. Eu estava com saudades deles. 🤗

No dia seguinte (26), pegamos estrada e viemos para o CE. Acho que em todos os últimos finais de ano estivemos juntos por aqui. Como eles mudaram recentemente de cidade, estão começando do zero. Estou aqui na casa, inclusive, e as coisas estão chegando aos poucos. Aqui é frio, tem um pouco de tranquilidade e nos faz bem, nós, pessoas que gostam da/de paz.

Todos os dias saímos para um lugar diferente. No começo, tomávamos café da manhã juntos, mas depois me deu uma preguiça de acordar às 6h, afinal, com esse clima frio e nas férias/recesso, não sou nem obrigado, além de não tomando café da manhã, como já sou acostumado, economizo o meu real. Aí, às vezes, quando acordo às 8h, 8h30, vou a padaria tomar café sozinho mesmo... Depois que debloqueei em mim o “andar sozinho”, agora pronto. ✌🏻

Aqui ainda não tem internet e isso tem me deixado inquieto, pois vivo de ficar renovando plano de celular... O plano é R$ 20, mas não dura quase nada, já que, com o tédio, fico horas no celular. Já comprei o plano três vezes e já não dá mais. A internet já era pra ter chegado aqui, já que eles solicitaram há mais de uma semana... Hoje que, com muita luta, chegou. O rapaz passou à tarde toda vendo os fios, postes e tudo mais. Já vou me preparar pra me atualizar de Travessia que não vejo e fujo de spoiler desde o dia 10, também baixar uns filmes e, claro, gravar mais episódios do podcast.

Ainda não sabemos onde iremos passar o réveillon. Possivelmente, será decidido na hora, o que me frusta tanto... Nós três temos personalidades e gostos totalmente diferentes e isso causa um pouco de atrito também. Eu quero ir pra alguma montanha, fazer algum “adventure”, Pedro quer ir a algum pub/barzinho – o que na minha opinião vai estar lotado, cheio de barulho, gritaria e confusão. Dalton ainda não disse nada assim tão claro. Eu só não queria mesmo era ficar dentro de casa. 🫤

Independente disso, desejo que 2O23 seja um bom ano pra todos. Que esse novo governo nos priorize mais e não nos decepcione. Que as demonstrações de carinho e empatia façam parte do nosso dia a dia. Sei que ainda preciso melhorar muito disso em mim... ainda estou em construção. ❤️‍🩹

Obrigado por me acompanhar aqui mais um ano. Feliz ano novo! 🥂🍾

Um beijo, um abraço, um aperto de mão

Anderson Funnie

terça-feira, 25 de outubro de 2022

FUNNIECast

Já ia dormir, mas resolvi aproveitar essa coragem que me deu agora do nada. Espero ser breve, por mais que eu não consiga ser. Vamos lá! 😉

Quando o podcast começou a se popularizar, não dei muita bola até ver uns cortes pela internet. Não lembro exatamente o primeiro que ouvi, mas só me bastou o primeiro para que eu curtisse outros. Nos oito meses que fui a Teresina, na estrada, pra compensar minha ansiedade de chegar logo lá, colocava alguma entrevista para ouvir. Em alguns momentos, não tinha como segurar minha risada enquanto estava dentro da van na estrada. Eu tentava me conter, mas é tão envolvente que a gente perde até a noção de onde estamos olhando. O meu único sentido funcionando ali era mesmo a audição.

Além de ouvir, claro, assisti vários, e assistir é bem melhor. Lembro que quando eu achava que estava quase entrando em um relacionamento, enquanto lavava nossas louças sujas ou limpávamos a casa, colocava algum pra ouvir. Era tão engraçado aquilo. Ouvir podcast enquanto a gente está no automático é ótimo.

E foi com essa curiosidade que pensei: "Por que não criar o meu próprio?". Minha cabeça voava de tantas ideias e eu nem sabia por onde começar. Como estou me desafiando em coisas da vida, depois de muitos meses pensando, coloquei em prática. Já havia conversado com Pedro e Dalton sobre, mas não tive aquele grande apoio que queria... Na verdade eles nem entraram na minha pilha, só ficaram na deles mesmo. Entendo eles acharem que talvez eu seja um pouco fogo de palha - rs - só que agora eu meio que virei a minha chave. Tudo enquanto que eu quero fazer, vou tentar fazer!

O que me deu o gatilho mesmo para começar foi o Jeferson Vieiros, meu amigo até então virtual de Teresina. Do nada ele surgiu com um podcast falando sozinho, no surto dele, falando mil coisas ao mesmo tempo, me identifiquei e AMEI!!! Aquilo me deu forças pra querer mesmo fazer e f*da-se a vergonha da minha voz. Por alguns dias, conversamos bastante e ele me várias dicas de como começar: programa de edição, microfone, roteiro, como gravar, o que fazer... ANSIEDADE FOI A MIL!!! E foi aí que agi. Peguei um caderno que ganhei em um dos meus aniversários e comecei a rabiscar. O primeiro passo foi dado. 😌

Na madrugada do dia 15 pro dia 16 desse mês, um dia após eu ter chorado por ter planejado gravar e nada ter dado certo, liguei o gravador do celular, coloquei os fones de ouvido e mandei brasa. Eu já estava com toda a ideia, havia coletado o que precisava, abri o caderno com o roteiro rascunho e ali eu só teria que gravar minha voz. No começo fiquei com vergonha e achando meio louco ficar falando sozinho; me ouvir era uma tortura, lutei pra não querer desistir. 😵😵‍💫

Foi um pouco mais de 1h falando e gravei um pouco mais de 20 áudios. Após, defini isso com um check na segunda etapa. A terceira etapa, no entanto, seria a mais difícil: a edição. Como eu já manjo um pouco de programas, eu só precisaria fuçar eles e até ver tutoriais no youtube do que precisava. Com a minha dedicação, deu certo!!!

No sábado pra domingo (22-23), passei a noite editando o primeiro episódio, juntei a arte da capa que fiz dias antes, preenchi a descrição e alguns dados e PUBLIQUEI no Spotify!!! 👌


Achei incrível estar na plataforma e, sei lá, fiquei tão feliz por ter feito isso, por ver isso pronto. Por mais que não estivesse como realmente queria, bem profissional, dei o meu melhor. E nasceu o FUNNIECast - que possivelmente terá o nome alterado, ainda estou pensativo. O primeiro episódio se chama "Quem sou? O que penso?", o que não demorou muito pra definir na hora de escolher. Assim que escrevi, já ficou logo. Se quiser ouvir, fica à vontade:


Espero que esse seja o primeiro de várias ideias loucas que tenho. Ah, escreve nos comentários o que achou, eu sempre gosto de ler o que acham! Obrigado por estar aqui! ❤️

Até!

sábado, 30 de julho de 2022

CAMINHADA SOZINHO

Como sempre falo aqui, a cada ano me sinto bem mais sozinho. A minha bolha social não sei aonde foi parar. Me sinto só, mas consigo me confortar com aquela frase clichê: "Melhor só do que mal acompanhado". 😞

Passo muito tempo em casa e o trabalho acaba sendo a minha distração. Lá, além de trabalhar, claro, consigo me divertir, rir e conversar sobre assuntos diversos. Embora o ambiente não seja propício para isso, tento o máximo aproveitar as 8h diárias que tenho há quase 8 anos. No trabalho já sorri, já chorei escondido e também não escondido, já me irritei bastante e também já me senti querido por pessoas que passam por lá. Isso faz parte do trabalho, essa montanha-russa. 

Na verdade, nem é exatamente disso que quero registrar hoje aqui. Esses dias, com apertos no meu coração e na procura de um profissional da saúde mental, tenho tentado desafiar alguns medos. Estou evitando ficar sozinho nos finais de semana e, quando tenho que ficar sozinho, busco algo que me faz bem: vejo uns vídeos aleatórios de curiosidades ou entretenimento no internet ou, como frequentemente tem acontecido, ligo pro Arthur. Fico horas conversando por vídeo chamada com ele e isso preenche a minha mente de uma forma que me livro de vários pensamentos ruins ou que deixam eu parar de me assustar à toa. 🙂

Hoje à tarde, no medo de ficar triste e na falta/preguiça de ver mais coisas na internet, decidi que iria sair pra caminhar. Pensei em chamar duas pessoas, mas eu tinha certeza que a resposta seria negativa. Penso que eu não seja mais um boa companhia pra ninguém. Mandei mensagem pro Filipe, mesmo sabendo que ele poderia dizer não, mas tentei, afinal, o não eu já tinha... Vai que por um milagre ele aceitaria o convite, né. Enquanto aguardava a resposta dele, fui tomar banho.

Umas 16h30, após sair do banho, vesti o calção que havia comprado dias atrás, busquei por um tênis velho, acabado e descolado que o Pedro me deu há vários meses, ou até ano já, coloquei um blusão que ganhei do André, respirei fundo, parei no meio do quarto, fechei meus olhos e pedi coragem a Deus, fazendo ali uma pequena oração para que ele me mantivesse seguro até o meu retorno pra casa.

Chequei novamente o celular pra verificar se já havia mensagem do Filipe, que não tinha, olhei a hora (exatas 16h48) e sai de casa.

O tempo estava um pouco nublado, tinha acabado de serenar - o que foi estranho, pois já estamos no final de julho -, e ventava um pouco. O cheiro que eu senti de terra molhada era muito bom e segui firme até depois da Escola Maria Regueira dos Santos. Ao final dela, retornei e segui na Avenida Santana. Eu achava que não aguentaria muito, não tinha me alongado, mas queria que o meu limite me permitisse até onde desse. Segui até o final da Avenida Santana e voltei de novo, cortando para passar na rua do meu trabalho, depois na Sérvulo de Lima, um pouco da Avenida Coelho Neto, Balão e minha rua. Pareceu bem rápido, mas eu senti muita coisa durante todo esse percurso.

Foi muito bom ver a minha cidade com outras perceptivas. Caminhar mexeu com muitos sentidos meus, sério mesmo. Quando cheguei próximo da minha escola senti uma nostalgia grande, veio flashs na minha cabeça e isso me deixou feliz - e segundos de tristeza também. Vi casas da Vila abandonadas, destruídas e senti vontade de morar lá. Na Avenida Santana vi de tudo: pessoas conversando na calçada, um senhor tocando cavaquinho (ou era violão mesmo?), jovens jogando bola em um espaço da calçada onde tinha grama, pessoas festejando em casa com música alta e foguetes. Foi muito bom! 🙃 Fora que senti vários cheiros enquanto passava, jogados pelo vento: perfumes que eu sentia quando era criança, comida do jantar sendo preparada em alguma das casas, cheiro de flores de algumas árvores, do mato característico e até de fumaça de fogueira feita no quintal de casa. Volto a dizer, foi muito bom... Ainda mais por ver o dia indo embora e a noite chegando.

Cheguei em casa um pouco suado, aliviado e me sentindo bem. Logicamente, agradeci a Deus por minha chegada e prometi que, como primeira vez, registraria aqui ou no diário. Ansioso, peguei o celular para ver quanto tempo tinha passado fora de casa e me frustrei ao mesmo tempo que me surpreendi: eram 18h03. Como assim eu só tinha passado uma hora fora de casa?? Eu jurava que já estava andando há mais de duas horas. 😬

Vou tentar ir amanhã novamente, sozinho de novo, seguindo outra rota, outras ruas, mas com todo o cuidado e ainda sem levar celular, claro. Se eu continuar com essa frequência, pelo menos nos finais de semana, quero acrescentar uma música nessas idas. Não posso levar o celular, então tentarei comprar um eletrônico discreto do começo dos anos 2000 - rs.

É isso! Até depois! 😉

quarta-feira, 13 de julho de 2022

SONHANDO COM AVÓ

Não estava na intenção de vir aqui, mas, do nada, me deu vontade de registrar o sonho que tive no começo da manhã de hoje. Lembrei durante o dia, mas estive tão ocupado que o esquecimento veio depois, fazendo a lembrança ser somente agora.

Em junho de 2017 estava no meu trabalho quando recebi a pior notícia da minha vida, o falecimento da minha avó, fato este que registrei aqui. De lá pra cá sonho muito com ela e só sonhos maravilhosos. Não lembro com riqueza de detalhes de todos, mas o de hoje quero lembrar pra sempre. 🥺

No sonho, ela estava costurando em sua máquina que ficava na cozinha. Usava um vestindo branco estampado cheio de cores jogadas. Estava bem, ativa e muito jovial. Em um determinado momento, levantou da cadeira de madeira que sempre usava, para buscar algum item de costura que estava atrás. Sendo assim, a vi em pé, de costas. Depois, voltou e sentou na cadeira e, como sempre fazia, peguei sua mão macia e fiquei cheirando e passando no meu rosto, na minha barba, esperando ela falar mal da minha barba em tom de brincadeira. Nisso, encostei minha cabeça em seu colo e fiquei ali enquanto ela passava as mãos no meu rosto e cabelo. E foi nesse momento de silêncio que algo que raramente acontecia, aconteceu: pedi um abraço. Ela me deu e aproveitei pra dizer que a amava. "Eu te amo, Bó!". Ela, em meus braços enquanto eu sentia os seus ossos, já que já estava magrinha, disse "Eu também te amo!". Ali, ainda sem soltar, naquele abraço demorado, chorei. ❤️😢

Antes de abrir os olhos ao acordar, percebi que eles estavam com lágrimas acumuladas. Ao abrir, derramou. O coração ficou tão cheio de saudade. O sonho foi muito real! Eu sinto tanta falta dela... 🙁

* * *

Sei que meus sonhos são a base de que vejo no meu dia a dia. Já percebi que sonho muito quando acontece algo que me impressiona, que me deixa de certa forma assombrado, ou até mesmo quando estou muito ansioso. Atualmente, o fato dos tiros trocados de dois homens em uma festa de aniversário por motivo de fanatismo político e também do médico que estuprou a mulher enquanto estava em trabalho de parto, me deixaram um pouco transtornado e desconfiado da capacidade humana. Já o vestido branco e colorido, foi pelo vaso branco com diversas cores respingadas feito pelo André que me mostrou ontem à noite. E toda essa "volta" dela pra me abraçar e dizer que me ama foi por eu estar nos últimos capítulos da novela A Viagem. Na novela, os espíritos estão voltando para a terra para ver ou ajudar de alguma forma os amigos e familiares deixados. 

Ainda assim, isso me deixou feliz demais, por isso o registro aqui.

Depois volto! 😗

segunda-feira, 27 de junho de 2022

UM FINDI NORMAL

Todas as vezes que é uma segunda-feira após eu ter passado um final de semana em Teresina, chego com a sensação de que acordei de um sonho. Eu não sei explicar muito bem, mas parece que tudo que vivi em poucos dias fez parte de um outro mundo, sabe. Eu não sei explicar de verdade essa sensação que só sinto aqui.

Na madrugada, não consegui dormir direito. O frio do ar condicionado me incomodava juntamente com o fato de ter que compartilhar a cama com alguém. Eu em um sono normal já me mexo, imagine quando estou ansioso... Havia colocado o despertador, como em todo domingo pra voltar, às 4h30. No intervalo de 22h até esse horário, fiquei acordando pra verificar o celular... O meu medo era do despertador tocar e acordar não só a gente, como a toda vizinhança. 🤯

Com a calma de sempre, consigo cronometrar o tempo certinho: acordar, tomar banho, colocar uma roupa, comer algo (quando tem fácil), mexer no celular um pouco e depois pedir Uber. O Uber é bem difícil nas madrugadas, mas até que nas ultimas três vezes, consegui com certa rapidez.

Cheguei em Timon e peguei o ônibus um pouquinho próximo de 6h, que é justamente o horário que ele parte para Coelho Neto. Nessas ultimas vezes também ele tem atrasado a sair, bem estranho, mas penso que tudo no tempo de Deus e é sempre Ele agindo.

Como em viagem não consigo dormir, meu pensamento vai a mil. Eu tenho muita gratidão e penso com carinho nas pessoas que me fazem bem. Geralmente tenho um flashback de como conheci as pessoas, como elas representam pra mim e nisso meus olhos vão enchendo de lágrimas. Me seguro e busco “curtir” a viagem. Ao mesmo tempo, penso nas pessoas que me sentia na obrigação de ficar perto pra não me sentir sozinho, mas é aí que a estupidez fala mais alto. Sou tão rancoroso e isso acaba passando por cima do bem, mesmo sendo quase raro, que as pessoas fizeram por mim. Amizade é uma troca, e não só de favores.

Ao chegar em casa, um pouco mais de 8h20, só tirei o calção e pus uma calça para trabalhar. Cheguei cansado, mas dei conta do que tinha que fazer. Ao chegar em casa, um pouquinho antes de meio-dia, coloquei o despertador para 14h30 e apaguei. O sono foi pesado mesmo, mas ainda assim acordei antes do despertador.

Ah, já ia esquecendo... Lá em Teresina vi os tios do Pedro que vieram de Portugal, Edivan e Fabricia. Percebi que Edivan continuava do mesmo jeito e Fabrícia estava mais ativa, conversadeira e carinhosa – não que ela não fosse, mas foi a primeira vez que a vi assim. O nosso encontro foi bem rápido. Nos encontramos às 22h do sábado e fomos embora um pouquinho mais de 23h. O shopping estava fechando, as barracas de comida também e o parque de diversões que eu queria tanto... Ainda assim, por sorte, comi um brownie e bebi água. Eu estava morrendo de fome!!! 

Foi basicamente isso. Tive uma folguinha aqui e resolvi registrar um pouco o meu final de semana. Nada de mais, mas tudo bem especial e fora da casinha, fora da casinhaaaaaa... 🎵

quinta-feira, 26 de maio de 2022

RESUMINHO DE ABRIL

Estou aproveitando um momento de folga aqui no trabalho pra registrar aqui. ⏳

No começo do ano, além de me prometer várias coisas que estou cumprindo, prometi também que pelo menos uma vez por mês eu apareceria aqui pra contar alguma coisa, mesmo que fosse pra contar que não fiz nada, ou que estava na mesma rotina. Eis que o mês passado não dei as caras, olha só que irresponsável. E, mesmo querendo dar uma desculpa, nem é, pois estava de férias. Fui ao Rio de Janeiro ver os desfiles das escolas de samba com Pedralton. Além de, claro, fazer meus “encontrinhos” e viver as férias à minha maneira.

Ver o Cristo é coisa de louco!!!

Não tem como não agradecer a Deus.

Olha a Mangueira passando... - rs.

No Rio, conheci pessoalmente, após mais de 15 anos de amizade virtual, o Saulo Veloso. Nos encontramos no Shopping Praia Bota Fogo que era bem próximo de onde estávamos hospedados. A Thaís, namorada dele, também estava lá com a mãe dela. Passamos à tarde toda papeando e comendo. Foi muito f*da!!!

A vista atrás é real.

Em outro dia, após sair do Bondinho do Pão de Açúcar (cof! cof! 😮‍💨), fui encontrar o Nuno (Anderson Bruno) próximo a praia de Copacabana – ou era lá? Fui sozinho de Uber e deu tudo certo. Era final da tarde e passei por uns momentos de insegurança, sei lá, não me senti bem e quase fomos assaltados. Sim, há lugares no Rio que são realmente perigosos. Talvez se eu estivesse com os meninos (Pedralton), certeza que não estávamos mais com celular e carteira. A minha sorte foi que o Nuno era um carioca característico. O sotaque, a camisa do flamengo e o jeito dele me deixou um pouco mais seguro. “Confia em mim” foi a frase que deixava o meu coração mais tranquilo. Por fora, acredito eu, estava normal, mas por dentro era uma mistura de medo, tensão, “o que eu tô fazendo aqui?” e muitas outras questões. Nos livramos de um assalto por isso. Queria muito poder detalhar isso aqui, mas tenho preguiça de repetir sempre a mesma história. Quem sabe um dia, né!? O f*da é que no dia seguinte, quando fui pra Praia de Ipanema com os meninos, fiquei o tempo todo com a cara de c*, pois não queria estar lá e me senti obrigado a ir, meio traumatizado da noite anterior. É estranho a abordagem dos vendedores, a forma como eles falavam me dava nos nervos... Nesse dia enesolarado, fiquei embaixo do guarda sol, com o celular grudado com força na mão e torcendo pra não acontecer um arrastão. 😕

Andersons.

No último dia, reencontrei a Becky. ❤️ Nos conhecemos pessoalmente, também após uns anos de amizade virtual, quando fui ao Rio pro último show da turnê de retorno de Sandy e Junior, em 2019. Nesse segundo encontro, ela disse que mudei muito e que eu estava até bebendo – rs. SIM, eu bebi com ela em um barzinho super vibes que ela indicou. A comida lá é bem diferente do que estamos acostumados aqui no Nordeste. Provei um pouco da comida dos meninos e eu, com medo de gastar dinheiro com algo que não conheço e acabar passando mal depois, pedi uma pizza só pra mim com uma cervejinha que tinha a mesma pronuncia do nome da Becky. Jamais vou esquecer do drink de coco – quem me conhece sabe que eu amo tudo que tem coco – que não tinha mais no cardápio, mas que Becky pediu pra fazer. Delícia demais!!! 🍸

Becky is back.

Ao voltar do Rio pra Teresina, tivemos uma conexão de muitas horas no Recife. 🛬 Por que não dar uma voltinha por lá? Já havia combinado com o Filipe Lima e deu tudo certo. Assim que chegamos no aeroporto, chovia, mas isso não impediu de sairmos. Vimos anoitecer dentro do Uber até chegarmos no condomínio do Filipe. Ele nos levou pra comer, depois fomos pro Marco Zero, Centro Histórico, paramos pra batermos mais papo e seguimos de volta pro aeroporto. Agora, sim, com Recife, conheço 10 estados do Brasil. O meu sonho é conhecer um pouco de todos.




Chegamos um pouco mais de 00h em Teresina e teríamos que pegar estrada pro Ceará. O combinado seria chegarmos em casa, tomar banho, tirar uma soneca e umas 3h pegar estrada. Quem disse? Só foi banho, arrumar outras malas, jogar tudo no carro e seguir. Eu nunca tinha feito uma viagem tão ruim na minha vida! Estávamos virados, cansados, meu Deus!!! Pedro e Dalton ficavam reversando a direção enquanto eu rezava para que nada acontecesse de ruim na estrada. Atraquei dois cintos do banco de atrás em mim: o do lado, que passa pelo ombro e vai para a cintura e o do meio que pega somente a cintura. Ali, tentei dormir, mas não conseguia. Minha vista via sempre dois e no meio da madrugada eu acordava com faróis em cima de mim, parecia que ia acontecer uma colisão. Vi, em alguns momentos que estive acordado, Pedro se espantando no passageiro quando o Dalton dirigia e vice-versa. Foi tenso! Chegamos em casa umas 7h e pouquinho, nem lembro se tomei banho, só tirei a camisa, o calção e, de cueca, me entreguei àquela cama. 🛌🏻

Passei o restante das semanas antes de encerrar as férias no Ceará. Fomos à Praia, aos Lençóis, comemos fora, maratonei a série De Volta aos 15, vi vários capítulos da novela A Viagem, vi com o Pedro um pouco do reality Túnel do Amor e acompanhei No Limite nas noites da Globo. 🤓


No ultimo dia de férias, um dia antes de voltar a Coelho Neto, namorei um pouco. 🥰 O nosso quinto encontro não foi como eu queria, mas o sexto foi incrível. Não tenho certeza das coisas da vida, mas estou buscando ter calma pra conhecer, pra que tudo dê certo e que eu não sofra num futuro próximo. Tudo indo no tempo de Deus e se for pra ser, será. 🤞🏻

Voltar a realidade foi bem difícil. 🥺 Na segunda (09/05), eu estava rente no trabalho. Era como se eu tivesse sido acordado de um sonho, sabe. Mas o que me motivou mais era fazer mais dinheiro pra curtir muito mais nos próximos meses ou ano. Depois da pandemia, a minha cabeça ecoa “aproveita, mermão, se joga”. Felizmente não houve nada de errado no meu trabalho com a minha ausência. Também, deixei tudo pronto, as anotações, os problemas que poderia sugir... Amém, amém, amém! 🙏🏻

👀 Acabei de ver o quanto escrevi e, meu Deus, eu não contei nenhum detalhe pra valer desses dias. Se o resumo foi assim, a viagem toda seria um livro. 👀

Na verdade, o desabafo que eu queria fazer aqui nem era sobre as férias, sobre os acontecimentos de abril, mas sobre o meu choro de ontem antes de dormir, por descobrir algo que me deixou feliz por um lado e triste por outro. Eu continuo precisando de ajuda pra entender certos sentimentos que tenho e o meu maior medo é ser possessivo. 💔❤️‍🩹😢

Estar digitando aqui me fez bem, depois de ter contado sobre a viagem, vivi em pensamentos os momentos que registrei acima e isso me deu um gás de alegria que nem preciso mais falar de tristeza aqui. 🙂 O tempo vai resolver essas minhas angustias, eu tenho certeza disso. 

Obrigado e tchau! 🫰🏻

domingo, 13 de março de 2022

AQUARELE-SE

Conheci a aquarela no ano passado em uma dessas aventuras que a vida propõe em dar. 😁

No meio da pandemia fiz um amigo da forma mais inusitada e num lugar mais inusitado ainda. Isso acarretou em uma amizade que levo até hoje, mesmo, atualmente, com a distância. Em sua companhia, conheci um pouco mais da arte. Em todos os dias que nos encontramos à noite, compartilhávamos alguma coisa sobre e percebíamos que tínhamos muito em comum. Aprendemos sozinhos que arte não se resume só em tinta, mas em cor, em dobraduras, em fotos, em filtros, em filmes, em séries, em se expressar... em tudo!

Todos os dias em que nos encontrávamos tentávamos fazer coisas diferentes, além de, também, comer coisas diferentes. Na verdade, eu sempre comia umas coisas que ele cozinhava e nunca tinha comido, e isso meio que me deixava feliz, ainda que em algumas outras coisas eu ficasse bem duvidoso - rs.

Em um dos dias, ele me mostrou uma aquarela. Na verdade, eu já tinha visto sem ele me mostrar enquanto estava na sua mesa, mas aquilo não me despertava nenhuma curiosidade até o momento em que ele começou, do nada, a usar. Me encantei!!! O formato diferente dos pelos do pincel, a forma como eles absorviam a água e quando tocado na "tinta em barra", depois transferida pro papel era como mágica. Achei lindo aquilo, a água com tinta sobre o papel, fazendo um degradê de forma automática enquanto escorria... Aquilo me hipnotizava. 😵

Não demorou muito pro André me mostrar como se fazia, ainda que confessando que não gostava muito de usar. Aí foi a minha vez de tentar. Não lembro exatamente como foram os meus primeiros rabiscos, mas sentir a maciez do papel não me deixava querer parar. Aquilo meio que me despertou algo que nem sei como descrever aqui, somente consigo descrever a certeza de que quando me sentisse pronto, faria algo de verdade com aquilo.

Dias depois, antes imaginando mil coisas na cabeça, no AP dele, enquanto ele assistia AHS: Roanoke ~ se não me engano ~, pedi permissão para usar o seu caderno e suas tintas da aquarela. Com um "Se joga!" dele, já em mente do que iria fazer, comecei a pegar o branco e o preto, separar, misturar, o que resultou no Joaquin, o seu pet:


Senti muito orgulho de mim naquela hora e não via a hora do André virar a cadeira e olhar o que eu tinha feito. Ansioso, no meio do que ele estava assistindo, o interrompi, ele deu pausa, olhou e não escondeu a sua surpresa seguindo do que sempre falava: "Você é um artista e está perdendo dinheiro!". Na verdade, nunca me senti um artista, só gosto mesmo de mexer em tinta, em cor, em criar... Isso vem de mim desde pequeno. Talvez essa minha vontade amadureceu mais hoje em dia devido ao ace$$o que tive dos produtos, pois naquela época os meus pais não tinham condições de me dar sequer uma bic vermelha.

Em setembro do ano passado, antes de André voltar a sua cidade, preparando e organizando a mudança, ganhei coisinhas que jamais pensei em ganhar. Ele me deu várias tinhas de tecido (que também são usadas nas telas), pincéis de aquarela junto com um recipiente onde eu colocaria água ou poderia fazer mistura de cores, eu não sei exatamente como chama aquilo. Guardei tudo com muito carinho e esperei chegar o dia que eu pudesse novamente brincar.

No mês passado o encontrei em Teresina. Os nossos encontros desde quando nos conhecemos são sempre bem rápidos, de poucas horas e cheios de coisas pra conversar e comentar. Nesse último encontro, novamente em uma de suas mudanças, ganhei o que mais queria: a aquarela!!! 🎨 De quebra, ainda ganhei o caderno com pouquinhas folhas para serem usadas. Eu fiquei tão feliz em ganhar aquilo! 🥰

No post anterior fiz uma lista, lembram? A primeira coisa que escrevi foi pintar usando aquarela. Muito antes do dia de hoje, cumpri com tudo que listei lá, faltando apenas essa bendita aquarela. A minha ansiedade era grande, mas eu queria ter o momento certo pra fazer aquilo. Um momento onde estivesse bem mentalmente, porque as últimas semanas foram horríveis no trabalho; e também que eu estivesse calmo, sozinho e em silêncio. Por algumas vezes achei que esse momento poderia ser em uma madrugada do final de semana, mas algo raro aconteceu ontem e hoje à tarde: fiquei sozinho. 😌

Em busca de alguma inspiração, coloquei um episódio qualquer de Hey Arnold! no YouTube e fiquei pensando até ter uma ideia. A ideia chegou em um momento do episódio em que tinham vários personagens que estavam juntos para fazer uma surpresa pra Arnold. Pausei. Fiquei olhando o formato das cabeças, dos olhos, as roupas, as cores, até que comecei a fazer um rascunho sem tanto trabalho. Peguei um olho dali, uma roupa daqui, uma expressão dali... E o resultado foi esse personagem:




Eu fiquei apaixonado com o resultado que tive, porém me incomodou um pouco os errinhos que fiz e acho que quem viu nem percebeu. ~ E não será eu que vou apontar esses erros agora, né!? - rs. Eu amei o fundo que criei com a mistura de vermelho, laranja e amarelo. Quando comecei a fazer achei que ia c*gar o desenho, mas senti que deu um up nele. Por mais que eu ame fundos neutros ou brancos, fazer esse jogo de tintas foi legal, me diverti. Algo que deixou fugir um pouco foi o contorno grosso. Por mais que tenha buscado a caneta com a ponta mais fina, ficou dessa forma. Numa próxima, vou usar caneta em gel.

Horas depois, olhando mais algumas técnicas no Youtube, decidi dividir uma folha em três partes usando uma fita que havia comprado dias atrás pra um outro trabalho. Dividi tudo certinho e comecei a fazer alguns estilos de céu. Eu não copiei de nenhum lugar, só imaginei as cores que eu gosto de ver no céu e o encantamento que elas me trazem:

1- Um céu azul clarinho com poucas nuvens brancas que se perdem nele;
2- Um céu à noite com nuvens aparentes sendo vistas da janela de um avião;
3- Um céu sendo visto de longe, cobrindo montanhas - confesso que foi o que eu menos gostei;
4- E um céu com uma mistura de azul, rosa e laranja em degradê o o meu preferido.  


Hoje à tarde, sozinho novamente, tomei banho, comi alguma coisinha e dessa vez pesquisei no YouTube algumas técnicas que eu poderia usar. Eu amo o degradê e um pouco do 3D. Não que seja aquele 3D exagerado, robotizado, de filme, como a gente vê por aí, mas aquela coisa bem sutil, que a gente percebe o começo, meio e fim. E foi aí que comecei a usar essas técnicas.






Eu amo o azul, ele me traz uma calma que não sei explicar. Juntou o fato de sentir o pincel bem macio no papel, mais ver a cor surgindo e depois a imagem tomando forma... Como eu queria ver esse lugar real. Juro, eu me imaginei ali, no frio que a imagem passava, bem "empacotado" e admirado com tudo o que via. Por um momento, imaginei também alguns pássaros passando, com um canto que só eles têm, mas decidi não expressar ali para não correr o risco de estragar o que já estava bonito.

Esperei secar, assinei, dei um nome ao quadro e guardei o caderno.

Não sei quando voltarei a pintar novamente, afinal, agora só me restam poucas folhas, o que me torna limitado, ao tempo que terei que ter a certeza pra começar mais uma vez.

Volto depois por aqui.
Até! 😗