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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SEGUNDA IDA À JERICOACOARA - CE

Nem vou mais me comprometer a fazer posts em grande tamanho e divididos em seções porque sei que não irei dar conta, ainda mais lembrando que NUNCA conclui a minha primeira vez a Jericoacoara aqui, nem minha ida a Goiânia/Minas aqui. Mas sempre que der aparecerei por aqui para dar um sinal de vida.

No final de semana que foi feriado na segunda, dia de finados, nos mandamos para Jericoacoara. Tudo foi planejado e alugamos um carro, pagamos a hospedagem antecipada, fizemos todos os cálculos e... estrada no começo da manhã do sábado, 31.

Não quero muito contar em detalhes até porque nem posso me empolgar, senão vai render milhões de posts e não irei dar conta novamente. Porém, garanto que viajar com amigos é a coisa mais massa que se pode fazer na vida. Ri demais com Pedro (Uarh!), inclusive. Dalton e Edivan, por ser primeira vez em Jeri, se encantaram exageradamente com o paraíso.

Momento espontâneo, no buggy, na ida às dunas de Jeri.

Foi sensacional andar de buggy, conhecer alguns pontos turísticos e, claro, ter a Lagoa do Paraíso só pra gente. Andar de caiaque foi muito massa! Eu achava que não conseguiria, que poderia ser complicado, mas quando dei por mim, já estava muuuuito longe da beira da lagoa. Os braços cansam, claro, mas a sensação é incrível. Preciso, inclusive, passar por mais experiências assim.

Pareço desajeitado, mas estava quase um profissional - rs.

Não posso esquecer que à noite comemos uma pizza digna no, como o próprio funcionário disse, "considerado melhor restaurante e pizzaria de Jericoacoara". O lugar é super confortável e na maioria feito com decorações artesanais; o sabor da pizza é incrível, tão tal que acabamos jantando por lá no dia seguinte novamente. Como o que é bom merece ser compartilhado, então digo para que passem na Romã Restaurante & Pizzaria (confere a página do Facebook aqui). Um ponto que pode ser negativo para algumas pessoas é o de não ter rede wi-fi no local, onde um pequeno quadro na parede explica: "INTERNET: Nos aproxima dos distantes, mas nos afasta dos presentes!". Quem liga pra wi-fi quando se está com amigos, num lugar de música moderna e agradável e com um cheiro de pizza ótimo, né não?


A nossa volta para casa foi dolorosa e, assim como minha ida a Goiânia, o GPS foi o nosso melhor amigo - rs.

Que venham mais viagens! o/

domingo, 28 de dezembro de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #3

Pronto, vou voltar a escrever aqui enquanto estou com coragem. Nunca pensei que fosse passar tanto tempo sem registrar no intervalo de um mesmo post. Dessa vez espero que o calor e a falta de uma mesa não me impeçam. Um dia termino!


As mulheres já estavam de biquíni, os homens de camisetas e short curto e todos estavam ansiosos para o primeiro passeio que nos esperava. O dia estava quente e junto da claridade que estava por ali, meu olho começava a lacrimejar, mas não poderia perder o passeio por isso.

O carro que nos levou para a pousada foi o mesmo que nos levou, em grupos, para os passeios. As pessoas não paravam de rir, de admirar tudo que se passava.

A primeira parada foi na árvore penteada (não sei realmente se é esse nome). Todos se juntaram lá e tiram uma foto só. Ela era enorme. Eu não participei da foto, pois estava tímido. Perdi a oportunidade de tirar uma foto bem criativa lá, mas... Como sou lezo.

Me distanciei um pouco de todos e fui em direção ao mar. Aquela areia branca feita de pequeniníssimos pedaços de conchas me causavam um reflexo nos olhos que só eu pude sentir. Um pouco incomodado, vi de longe um camelô vendendo óculos, chapéus e outras coisas que só vendem na/para praia. Não hesitei em comprar um óculos, por mais simples e caro que fosse. Só foi eu começar a comprar que juntou vários comprando também e a alegria do vendedor aumentou naquele momento. E ele sempre falando que deixaria por tantos reais se fosse comprar dois, até mesmo quando as pessoas pediam um valor menor, já que o preço era mesmo bem mais caro. Entendo, praia, sol, turistas... Tem que arrochar mesmo.

Após comprar o óculos, voltei a me distanciar dos demais. Eu queria sentir o vento, o barulho do mar e tirar algumas fotos, sem ter vergonha. Utilizei em algumas fotos a minha lente fisheye que havia comprado há poucos dias para dar uma melhoradinha nas fotos do instagram:

Uma foto publicada por Anderson (Funnie) Rodrigues (@andersonfunnie) em

Apesar do filtro na foto acima, o sol estava gritante. E eu não via a hora de seguir e conseguir uma sombra.

CONTINUA...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #2


Não consegui contar o tempo passar após a nossa entrada dentro do carro rumo ao município de Jericoacoara. A BR estava ótima e a imagem que eu via pela janela era mais do que linda. Se o mato diferenciado era fascinante para mim, imagine quando visse as dunas. Juro, NUNCA tinha visto dunas na minha vida. Foi maravilhoso sentir, mesmo dentro do carro, a areia, as ondulações do chão incerto e um pouco de frio na barriga. Aquele barulho suportável de vento e pessoas rindo, tirando foto, gostando do que estava vendo, me fez bem. Ainda, pelo carro, consegui tirar algumas fotos, que não ficaram tão boas e que nem por elas dá pra descrever o quanto foi bom esse pedacinho de tempo ali, preso aquilo tudo:


Tudo ali era novidade e por mais que eu estivesse muito sério por fora, estava sorridente demais por dentro. Apesar daquele aperto dentro do carro, me senti em liberdade por conta daquele vento. As dunas pareciam pedras grandes e claras e se perdiam na medida que outras ultrapassavam a sua visão. Os "loucos" que passavam voados em cima das motos, conseguiam um equilíbrio inexplicável quando passavam pela areia naquela velocidade. Eu ficava imaginando o motor da moto após chegarem ao destino - rs. Pude ver também no caminho muita gente fazendo reparo nas motos, outros até estavam atolados na areia, coitados.

Como havia falado no começo deste post, não consegui contar o tempo e depois que ele passou foi que me dei conta que já estava em frente a pousada chamada Pôr-do-sol, em frente ao mar. *-*

Esperamos o restante das pessoas em outros carros chegarem e fomos divididos em quartos. Fiquei em um quarto bem próximo da entrada da pousada, sendo que tinha outros no primeiro andar - que eu queria demais ser escolhido para ficar lá. O quarto era simples, porém confortável. Tinha duas camas, uma de casal e outra de solteiro; Uma cômoda - se é que posso chamar assim; Um ventilador de teto; Um tamborete e um banheiro. A decoração era simples e artesanal e as camas estavam com colchas brancas e travesseiros de vento que mais lembravam de motel - rs.

Tomei banho, organizei as roupas, deitei um pouquinho, passei protetor e fomos tomar café.

A mesa já estava pronta, mas não tão farta quanto eu imaginava. Tinha pães, bolos (o de banana com canela estava delicioso!), molho de cachorro quente, duas opções de suco - que não tinham açúcar e que era de manga e outro sabor que não lembro, mas que mais parecia vitamina de laranja, por isso a minha confusão -, frutas e que eu lembre, só. Comi, comparado a minha fome naquela hora, pouco, mas foi o suficiente pra me segurar até a hora do almoço.

Depois do café, uns ficaram vendo TV, outros se balançando na rede, outros tiravam foto, outros batendo papo... e eu no quarto, deitado, curtindo a preguiça e esperando a hora do passeio chegar.

domingo, 17 de agosto de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #1

Um amigo de Teresina ficou semanas e mais semanas perguntando se eu queria viajar para Jericoacoara, que ele tinha outros amigos que estavam organizando uma excursão, que o pacote da viagem estava super barato... e que queria muito que eu fosse, sabendo que a minha última ida a praia foi em 2008, com meus amigos do ensino médio. Falei pra ele que não tinha condições, que não tinha dinheiro, que além do dinheiro do pacote, tinha que ter dinheiro pra me manter lá, blá, blá, blá... Ele disse que ele poderia me ajudar, que depois pagaria ele. Mesmo assim, não aceitei.

Ele ficou mais dias me incentivando até que cedi. Juntei a grana, depositei na conta dele e fiquei aguardando o dia chegar. Ainda com um mês de antecedência, falei com a minha chefe que acabou liberando do trabalho. Fiquei feliz, nervoso, mas ansioso demais pra poder ver e sentir uma praia novamente.

A viagem estava marcada para sexta, 11/07, e na quinta-feira me mandei pra Teresina no final da tarde. Eu tinha planos de na sexta-feira pela manhã ou pela tarde ir ao Centro ou Shopping em busca de roupas e outras coisas para essa viagem. Lógico, eu tinha levado umas roupas daqui de CN, mas quando cheguei lá usei a maioria. Não sei por que, mas quando estou em Teresina fico trocando de roupa com mais frequência do que aqui em CN.

Fui com esse meu amigo ao Centro, andamos demais à tarde toda e a única coisa que eu comprei foi um par de havaianas – rs. Senti que ele estava p*to por dentro, por estar me acompanhando em todas as lojas. Eu até entendo, pois eu no lugar dele estaria me sentindo da mesma forma, ainda mais eu que tenho a paciência mais do que curta.

Cheguei em casa do Centro no final da tarde, cansado e com as pernas “friviando”. Eu estava quase morto naquela hora. Mesmo assim, fui tentar arrumar minha mochila quando me dei conta que não tinha basicamente NA-DA, além de cuecas e meias, que eu nem poderia usar muito estando na praia.

Fiquei doido e fui correndo ao Shopping, tamanha 21h. Eu tinha uma hora pra me virar lá, escolher algumas peças (baratas, claro!) e pagar antes que as lojas fechassem. Cheguei sozinho lá e senti falta de alguém que pudesse me ajudar. Passou várias pessoas pela minha cabeça que eu poderia chamar, mas quem iria me encontrar naquela hora, ainda mais com demora de ônibus e outras coisas? Foi aí que lembrei do Ítalo, que nem conhecia pessoalmente e que, para a minha sorte, mora basicamente ao lado do Shopping.  Liguei pra ele e perguntei se ele poderia dar um pulinho no shopping pra poder me ajudar nas compras. E, com uns 20 minutos, ele apareceu. Nos encontramos e já ficamos amigos de longas datas - rs. Ele me ajudou a comprar as peças e até paramos para comer esfiras – aliás, só eu que comi, pois, segundo ele, tinha acabado de jantar.

Esperando o nosso meu pedido ficar pronto...

Nos despedimos e voltei pra casa quando já era quase 23h: o horário da saída do ônibus. Na verdade só faltava eu e meu amigo, todos já estavam nos aguardando.

A viagem teve duração de mais ou menos 8 horas e foi tranquila. O ônibus onde estávamos não tinha aquele cheiro insuportável de ar condicionado misturado com cheiro das poltronas, tinha copos de água mineral a vontade e era super confortável. Não consegui dormir na maior parte da viagem, mas quando estava amanhecendo, adormeci que nem percebi. Lembro que durante a madrugada passamos por uma cidade de ruas estreitas, eu fiquei meio com medo, pois parecia que qualquer manobra errada do ônibus poderíamos bater. Mas foi legal ver isso.

Chegamos em uma rodoviária bem cedo onde o ônibus estacionou e descemos. Outros carros estavam nos esperando para começar a aventura. Os carros já estavam inclusos no pacote que pagamos, demos nossas mochilas, arrumaram tudo na parte de cima, entramos e seguimos ruma a Jericoacora! \o/

CONTINUA...