segunda-feira, 29 de junho de 2026

A MUDANÇA QUE EU TANTO ESPERAVA

O bom da minha vida ter mudado um pouquinho há mais de um mês é que tenho muita novidade pra contar. Não novidades de ganho, no sentido de ter... Aliás... Sim... Hmm... Como posso explicar? 🤔 Não falo em algo material, sabe, embora também. O que eu quero dizer é que não estou tanto na rotina, aquela rotina severa de acordar, trabalhar, ir pra casa e viver de novo o mesmo dia sem mudança nenhuma. Tá, parece que estou, afinal, no post anterior comentei justamente sobre isso. Talvez eu não tenha falado nada com nada nesse primeiro parágrafo, né? Enfim, ignora.

Nesses mais de 30 dias de mudança de cidade, MUITA coisa aconteceu. A minha organização financeira e pessoal tem me dado frutos bons. A novidade, que há dois posts eu queria dizer, era: TENHO UMA CASA!!! (alugada, mas minha). Na verdade, um apê, pequeno, mas bem confortável, próximo do trabalho e baratíssimo... Menino, foi um achado! 😁

Desde quando vim pra Tianguá, já fui procurando casas pra alugar. Por mais que eu soubesse que os meninos iriam me acolher super bem, a casa era deles, e visita, no máximo, teria que ser de uma semana. E lá se foram mais de 30 dias em um quarto na casa deles. Só gratidão, inclusive! 🙏🏻 Volto a dizer que eles são amigos mesmo e nem sei como pagar todo esse acolhimento, não só de agora, mas de sempre que precisei. Inclusive, nas últimas semanas, durante um almoço, fizemos um acordo. (A palavra "pacto" sempre soa como algo demoníaco, né? - rs.) Talvez eles nem vejam isso como forma de acordo, mas vamos dizer que seja um combinado. Pronto, a palavra certa é essa: com-bi-na-do. Se num futuro der certo, todos nós iremos ganhar. 🤑

Mas voltando à novidade, que é a "minha" casa... eu consegui sem procurar. A minha chefe passou na rua aqui próximo do trabalho, viu uma placa, me avisou de imediato, fui com o B. ver, gostei, fomos no cartório, fechamos, paguei o caução e recebi as chaves. Meu Deus, aquilo já era meu no mesmo dia! 😅 O mais interessante é que, um pouco antes de resolvermos essa parte burocrática, na porta de entrada do apê, após eu ter visto ele por completo, a senhora perguntou: "Você vai querer mesmo?" Respondi que sim, e, no mesmo momento, ela arrancou a placa de aluga-se dali. Isso me marcou muito!

Nesses 35 anos, sempre morei na casa dos meus pais, e ter um canto só meu, que eu possa organizar do meu jeitinho, me causa uma ansiedade agradável. Engraçado, né? E que bom. De imaginar que agora, enfim, eu vou ter paz... AEEE! 🙌🏻

Na entrada, coloquei uma plantinha que ganhei do Dalton e um tapetinho que comprei dessas lojas baratas de utilidades

Meu primeiro presente pra casa nova foi um escorredor de prato preto, simples, que já definiu a cor do meu "enxoval". De lá pra cá, ganhei muitas outras coisas: uma sanduicheira chique, um fogão de indução, um liquidificador... Todos pretos! Ah, antes que eu esqueça, comprei uma CAMA DE CASAAAAAL!!! A empolgação por uma cama de casal é ainda maior porque eu nunca tive uma, sempre dormi em cama de solteiro. Mesmo que eu quisesse antes, no quarto em que eu ficava na casa dos meus pais (que estranho dizer "casa dos meus pais" 🤔), não cabia, pois eu dividia o quarto com o meu irmão. Além disso, tinha um guarda-roupa pequeno e uma cômoda que comprei no último ano o que impedia mais ainda de uma cama de casal caber ali.

Aluguei esse apê no final do mês passado. Já está com quase 20 dias, mas não consegui mudar de imediato. Precisei pintar ele todo porque a cor que tinha lá não me agradava de maneira nenhuma e, psicologicamente falando, só depois eu fui entender o porquê. Agora lá está todo branco, pela claridade e paz. Não usei o branco gelo porque também me remete ao antigo trabalho (fora que é um cinza branco meio cinza sem graça), então usei um branco bem branco, sem ir pro bege, pro cinza e afins. Branco natural, branco neve. Pronto! 🤍

Poucos dias depois que aluguei, levei produtos de limpeza pra gente (meus amigos e eu) dar um grau. Não estava tão sujo, mas eu queria tirar toda a energia de lá dentro. Os últimos inquilinos eram um casal que tinha um pitbull. Pelo que ouvi da proprietária, o homem era um policial, já a mulher não faço ideia.

Subindo as escadas, à esquerda, antes da porta de entrada do meu apartamento, tem um cara que mora em uma quitinete. No dia em que fechei negócio, a proprietária me passou o contato dele, pois, por ser no mesmo espaço, iríamos dividir algumas coisas, tipo água. Conversamos algumas vezes e ele parece ser uma pessoa boa. Pelas roupas que ele deixa na varanda, voltadas para a rua, acredito que ele seja da igreja católica; e, vendo o perfil do Instagram dele, que, por culpa do algoritmo aparecia pra mim como sugestão, acho que ele é da área da saúde. Até então, nossa conversa foi bem agradável e ele me ajudou em alguns outros processos, como, por exemplo, a ligação da energia. As pessoas da cidade, no geral, são bem legais. Poucos dias atrás, conversamos mais pessoalmente. Ele estava lavando a escada enquanto eu aguardava um senhor consertar o chuveiro - que a principio nem tinha dado certo. Chamei o vizinho pra ver as condições do meu apartamento e ele me ajudou mostrando algumas coisas. Sempre tive receio de vizinhos, mas ele me parece ser uma pessoa muito de boa e do bem. Assim espero. 🙏🏻

* * * 

No sábado (20), fui às Americanas comprar um kit de panelas com os meninos. Ganhei R$ 100 de um amigo e pensei: "Por que não dar de entrada em algo que preciso muito?" Para a minha sorte, havia uma caixa exposta e na promoção. Não pensei duas vezes e comprei. Ao chegar no apartamento, ligamos o fogão de indução, testamos as panelas e nada. 👎🏻 As panelas não funcionavam naquele fogão, ele não reconhecia elas. Que vacilo!!! Juro que faltou eu chorar com aquela decepção e falta de atenção. Ao mesmo tempo, no fundo, queria ir na loja e devolver, mas a minha vergonha era maior. Comentando isso com os meninos, Dalton disse que não teria vergonha e que iria lá comigo pra tentar resolver. E voltamos à loja em menos de 1 hora.

Ao chegar lá, ele explicou pro rapaz do Caixa, que nos passou pra outro, e esse outro nos passou pra mais outro. O nome do supervisor da loja era Alex, se não me engano. Ele nos tratou super bem, mesmo nessa situação. Disse que não poderia devolver o valor, mas que eu poderia ver outro kit de panelas, dessa vez compatível com o fogão. Mas, pro meu azar, não tinha. E foi assim que substituí por várias outras coisas necessárias para a casa nova, como roupas de cama, toalhas... Passou apenas uns R$ 3 e pouquinho do valor do kit das panelas. O bom é que, de qualquer forma, não saí perdendo.

Alguns vexames ainda estou passando porque tudo é a primeira vez. Estou errando, mas errando pra acertar e aprender. Preciso me atentar mais aos detalhes, não somente à conquista. Dessa vez errei, mas consegui reverter. Mas, quando acontece de o barato sair caro, eu fico mais zangado. Não quero luxo, só quero o básico e bom.

* * *

Não gosto de começar um post e não terminar, e esse ficou alguns dias no rascunho. Não lembro exatamente o dia em que iniciei ele, mas continuemos para encerrar.

* * *

Aos poucos fui me mudando pro apartamento. Depois que comprei a roupa de cama, me empolguei e já quis logo dormir lá sem esperar o B., pois eu confesso que fiquei com medo de sentir medo nesse primeiro dia dormindo sozinho.

Na terça (23), saindo do trabalho, fui dormir lá. É muito estranho você estar em um ambiente em que nunca esteve, mas, ao mesmo tempo, saber que tudo ali é seu. Demorei muito pra pegar no sono. Como eu estava rodeado de casas, dos lados, embaixo, de frente pra janela do quarto, todo o barulho parecia que estava dentro do meu quarto. Incrível isso! O bairro onde estou é bem tranquilo, mas aqui e acolá tem uma criança gritando, motos passando com aquele barulho alto, carros e, pasmem, um senhor passeando a cavalo com toda velocidade do mundo na madrugada. Ontem, quando já estava pegando no sono, achei que eu estava sonhando. Só hoje, há pouco, no trabalho, perguntei à minha chefe, que mora em uma das ruas próximas, se realmente o cavalo existia por ali, na madrugada. Ela me confirmou.

Primeira selfie na cama nova antes de dormir - rs

Dormi com o B. apenas um dia lá: na sexta, 22. Ele passou frio e eu passei calor. Mas, na maioria do tempo, eu passo frio mesmo, porque deixo as persianas da janela de madeira abertas e o vento frio vem com tudo.

Não sei como será daqui pra frente, ainda mais em relação à comida, mas aos poucos vou me acostumando. Eu estava pedindo uma quentinha de R$ 10 em um lugar próximo da minha rua, mas sinto que já enjoei de comer todos os dias a mesma coisa. Como não tinha mesa, improvisei uma caixa de papelão deitada na cama com um porcelanato em cima. Esse porcelanato eu ganhei pra colocar o fogão de indução em cima, com medo de esquentar a pia ou a mesa. Usando o porcelanato, não sujo a cama e consigo comer com um pouco mais de conforto sentado na cama. Spoiler: ontem, ainda bem, ganhei uma mesa de plástico com duas cadeiras.

Ainda ontem (domingo, 22), já pedi a instalação da internet e deu certo. Antes de dormir, usei o fogão para fritar ovos pra comer com pão e levei um susto, pois ainda não sei "operar" ele. Aos poucos eu vou aprendendo; hoje cedo até que consegui "administrar" melhor o fogo dele. O ovo quase saiu inteiro, mas pelo menos não foi aquele exagero da primeira vez.

Sei que falta eu comprar muita coisa ainda, mas aos poucos eu vou conseguindo. Já organizei um dos quartos pra "bagunça" e quase diariamente deixo o pouco lixo que acumulo do lado de fora. São vários detalhes, mas está dando certo... Eu só quero me sentir bem lá. 😌

Talvez esse post, por ter sido escrito em diferentes momentos, não tenha ficado tão "redondinho", ainda mais nesses últimos parágrafos, pois estou morrendo de fome. Encerro por aqui e volto depois.

Valeu! 🩷

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CALMA, ANDERSON

Depois que vim pra cá parece que não existe mais tempo pra mim - e isso nem é uma reclamação. Ainda é cedo, eu sei, mas sinto um sentimento de culpa por não aproveitar quando estou sozinho e de folga. Não sei se isso é porque ainda estou na casa dos meninos...

A minha rotina até então neste mês foi: acordar quase 9h, tomar café, assistir à novela do dia anterior e depois a alguns programas da grade da DiaTV, almoçar, tomar banho, trabalhar até às 22h, tomar banho novamente, deitar e dormir quase 1h da manhã. E depois começar tudo de novo. É um ciclo! (ou um círculo?) EU NÃO QUERO ISSO!!! 😵

Mas por que eu me sinto culpado? Talvez por simplesmente não estar vivendo comigo mesmo. No final de semana, por exemplo, eu só quero curtir a preguiça, isso quando não tenho coisas do trabalho. O que eu queria era caminhar, correr, ver e sentir as belezas dessa cidade e ter novas experiências. Sei que sinto essa culpa, mas ao mesmo tempo me conforto que estou começando agora, que tudo está sendo do zero, que preciso comprar/conquistar várias coisas ainda, mas, pô, preciso fazer algo que seja de zero centavos também.

Sei que estou criando alguns amigos, mesmo sendo do trabalho, mas cada um tem a sua vida, né? Não posso sugerir coisas sendo que tudo aqui é dinheiro e, a princípio, preciso economizar o máximo que eu puder. Sem falar que preciso me deslocar e, por enquanto, tudo aqui é moto-táxi. Até que teve vários dias que consegui pegar moto no 99 por, acreditem, R$ 0,12. Foram as viagens mais felizes da minha vida - rs. 😎

Ontem, antes de dormir, me bateu uma bad louca, uma vontade de acelerar o tempo e conquistar logo tudo de que eu preciso, mas o tempo não é meu, é dEle.

Que angústia!!! 😕

Eu vivo criando metas e sei que cumpro elas, mas ultimamente nem isso posso fazer porque tudo é dinheiro por aqui. Não que eu esteja sem dinheiro, mas fico naquele medo de chegar ao ponto de não ter mais nenhum centavo.

Calma, Anderson, respira... Vai dar tudo certo.

E vamos aguardar!

Obs.: No último post eu disse que possivelmente neste eu contaria uma novidade, mas por enquanto ainda não consigo, pois ela está em processo.

Valeu por estar aqui!

Até! 😉

quarta-feira, 3 de junho de 2026

AINDA APRENDENDO A ESTAR AQUI

Estou há quase um mês aqui na serra e a ficha ainda não caiu por completo. 🥲

Eu nem acredito que deixei tudo para trás para viver o novo - se bem que eu nem tinha tanta coisa assim KKKK. O mais importante para mim era o Du (meu sobrinho Eduardo), mas, mesmo depois de muito choro naquela segunda-feira que conversei com ele sobre minha vinda pra cá, acho que ele entendeu. E agora entendo como é se fazer presente quando não se está: dando presente. O que eu sempre julguei, hoje faço. Na semana passada, comprei o álbum da Copa pra ele e alguns pacotes de figurinhas, mesmo ele já tendo várias antes de o álbum chegar para vender em nossa cidade. Inclusive, ele participou de um evento de troca de figurinhas na praça da cidade no final de semana. Pedi que meu irmão fosse com ele, já que ele ainda é uma criança. Agora me bateu uma dúvida: ter 9 anos nos dias de hoje ainda é ser criança? 🤔

meu irmão, Dayson, e Du

Eduardo infelizmente não gosta de atender ligação e, pior ainda, ligação de vídeo. Eu não consigo entender uma criança que adora se gravar - sempre contra a minha vontade -, mas não gosta de atender ligação e raramente manda áudio. O meu maior medo, além de não vê-lo crescendo, é que ele me esqueça. 🥺 Tenho a plena convicção de que o tempo passa e que vou ter que me adaptar a isso, mas ele me esquecer, esquecer de tudo o que ensinei de bom a ele, ah, isso não. Outro medo que tenho é dele não querer me abraçar mais, não ser mais aquele abraço diário... Não gosto nem de pensar nisso.

Não sei quando vou visitá-lo. 😞 A minha vida está sendo resumida em falta de tempo e conquistas. Praticamente todos os dias conquisto algo novo, ao mesmo tempo em que tenho gastos que não poderia ter. Qualquer passo fora de casa é um gasto, literalmente. O que me conforta é que as pessoas são legais, estão me ajudando e me indicando coisas, lugares e o que comprar, isso tem me poupado tempo e dinheiro. Não posso deixar jamais de agradecer ao Pedro e ao Dalton por me acolherem sempre bem, por estarem comigo nessa e por me apoiarem sempre. Além deles, o B. tem me dado muito apoio também. Eduardo pode me esperar mais um pouco porque eu sei que a recompensa da minha distância dele será grande. Quando eu estiver bem aqui, vou trazê-lo para me visitar, conhecer as "montanhas" que sempre falei pra ele, sentir o frio e outras coisas que jamais vai esquecer. Deus continue me abençoando pra que tudo isso possa acontecer o mais breve possível. 🙏🏻

A minha vida continua sendo planejada, continuo com os pés no chão, mas também preciso trabalhar para viver, não viver para trabalhar. Estar aqui na serra é um passo muito grande pra mim. Não estou sentindo tanta tristeza e saudade assim porque já fui acostumado a vir por aqui várias vezes ao ano. Se me soltarem no centro da cidade, inclusive, acredito que desenrolo, ainda que com o mapa, né? - rs.

Na próxima semana já faz um mês, então, até aqui, Deus esteve comigo. 🥲 Não sei como as pessoas estão me vendo no trabalho, mas penso que estão me vendo de forma boa. Aqui e acolá recebo alguns elogios simples, mas que já fazem eu me sentir bem. Espero continuar sempre assim.

Se eu lembrar, no próximo post conto uma novidade. Vou só esperar concluir pra eu já contar aqui. Não que a minha intenção seja criar expectativa, mas... Aguarde!

Até o próximo! 😁