segunda-feira, 21 de setembro de 2026

AS RESPOSTAS QUE EU PEDI

Morar sozinho tem me trazido tantas responsabilidades e tantas decisões. Eu adoro ouvir a opinião dos outros em relação a algumas situações minhas, mas a minha decisão é sempre a que vale. O outro pode até me ajudar, mas ele nunca está na sua pele e vive as 24h do seu corpo e da sua mente. Então, o único que pode me ajudar é Deus. Ultimamente tenho entregado tudo pra Ele e pedido respostas, e nesta semana eu acho que tive uma resposta.

Há duas semanas recebi uma proposta de trabalhar no mesmo grupo, em outro lugar, no turno da manhã. Atualmente o meu trabalho é de 14h às 22h, então acabo ficando com todas as manhãs livres. Quer dizer, modo de falar, pois, além de cuidar da casa com os serviços domésticos, às vezes tenho que ir fazer compras, ir ao posto de saúde e, claro, descansar do dia anterior. Confesso que às vezes me sentia inútil em todas as manhãs, então fiquei pensando que poderia conseguir algo pra fazer pela manhã. Comentei isso com Deus e talvez veio a primeira resposta. Sim, fui convidado.

Recebi uma proposta na sexta, fiz a entrevista no sábado e já comecei na segunda. Tudo foi tão rápido assim, pois eu estaria substituindo a pessoa do setor, que teve que ficar de licença, a princípio por 30 dias - só depois descobri que por 60 dias. Por ser dentro do mesmo grupo, não fiquei nervoso, nem acuado. Como já faço parte dele, me senti seguro de tudo. As minhas demandas por lá eu já domino, só precisava que alguém me auxiliasse.

E essa primeira semana foi intensa. Eu acordava todos os dias às 8h e passei a acordar às 6h - ou antes. Tomava banho, preparava o café da manhã e ia trabalhar. Ao retornar às 11h30, em casa, preparava o almoço aos poucos, pois só tenho um fogão de indução com uma boca, então, era de um por um até ficar pronto. Com isso, já ia almoçar lá pras 13h... Ia trabalhar às 14h e, como já mencionei, voltava pra casa às 22h morto de cansado. Durante esse horário, sempre comendo besteira e me alimentando super mal. Como consequência disso, na sexta fui pra UPA.

Desde o meio da semana passada eu já me sentia diferente e eu meio que fechava os olhos pra isso. Eu achava que era só cansaço mesmo até descobrir que estava com "amigdalite bacteriana". Deve ser bem a quinta vez que isso dá em mim. Eu já estou começando a ficar preocupado e vou atrás de fazer exames nos próximos dias. Na minha cabeça isso é mudança de clima e aqui em Tianguá tenho ido do calor pro frio em minutos. É horrível ter que abrir a boca e ter que ver na garganta aquela coisa feia dos lados. Na UPA, tomei benzetacil e dipirona lá atrás. Já disse que não tenho medo, até prefiro.

Hoje, segunda, não fui trabalhar. Agora, fiquei pensando: será essa uma segunda resposta pra eu parar? Preciso me dedicar mais à minha saúde, entender que não sou mais um garotão entrando nos 20 anos, que já estou a poucos passos de quarentar. Não que esteja tão perto, mas o que são 4 anos, né.

Como sempre faço, não posso tomar nenhuma decisão precipitada e que faça eu ficar com o sentimento de arrependimento, mas, ao mesmo tempo, não posso deixar que se aproveitem de mim.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A ESTRANHA NA CAMA

No início desse mês, enfim, foi lançado o livro do que se tornou o meu autor brasileiro favorito, Raphael Montes, chamado A Estranha na Cama. 🌹

Desde quando ele começou a informar que vinha aí, fiquei ansioso. Sei que não faz tanto tempo que li os seus livros, mas ler ele é tão bom que dá vontade de sempre continuar. Talvez eu mesmo tenha me mal acostumado porque comecei por Jantar Secreto - que me deixou apaixonado de cara -, depois Suicídas, e segui na sequência com Uma Mulher no Escuro, Uma Família Feliz - que em seguida assisti ao filme -, A Mágica Mortal - que li duas vezes: uma sozinho e outra pro meu sobrinho todos os dias antes de dormir -, O Vilarejo, Bom dia, Verônica - pra depois assistir toda a série - e, agora, A Estranha na Cama. Todos antes deste último foram lidos, literalmente, na sequência. Sei que falta ler Dias Perfeitos, mas fui cair na burrada de assistir à série antes de ler o livro, e isso me deixou morno pra ler o livro. Todos os dias olho pra ele, já tentei até começar, mas não vingou. Quem sabe um dia, né. 😉

O livro de A Estranha na Cama, que, mesmo sem poder, comprei na pré-venda, parcelado no máximo de vezes, chegou justamente quando eu mais queria, no sábado, véspera do feriado de segunda-feira, da Independência do Brasil. Ou seja, como não tinha condições de viajar e nem podia ir pra casa do B. neste feriadão, ia devorar ele.

Ler Raphael Montes causa algo engraçado em mim, é como se eu estivesse lendo novamente os livros anteriores dele, mas com outra história. A forma de escrever é igual e as dinâmicas também. Eu adoro os POV (sigla em inglês para point of view, que significa ponto de vista ou perspectiva) quando um personagem que vive a mesma situação continua a história de acordo com a sua concepção.

Os finais de Raphael são incrivelmente diferentes de tudo que a gente possa imaginar, até mesmo do que eu possa, pois já li praticamente todos os seus livros e já sei o caminho que ele pode seguir. A única certeza é que o final vai pra um rumo totalmente diferente e geralmente um rumo em que o leitor passa raiva.

Este livro vai ganhar um filme na Netflix no próximo ano, com Paola Oliveira, Emílio Dantas e Bella Campos como os atores principais. Tem tudo pra ser um filmaço. Nem preciso dizer o quanto estou ansioso pra ver, né? 🫦

Quem leu este post até aqui, me diz: você já leu ou já viu algo criado pelo Raphael Montes?

Até!

terça-feira, 1 de setembro de 2026

MESMO SEM SABER

Mais um mês começa, e este chega acompanhado de algumas incertezas. 🙁

A vida nos coloca em cada situação... Mas, dessa vez, por incrível que pareça, quando comparo com outros momentos semelhantes, estou mais tranquilo. Largar tudo e vir para o Ceará foi um desafio que me deixou orgulhoso e feliz. Sim, eu posso dizer que sou feliz aqui. Aproveito todos os momentos de felicidade para agradecer a Deus pelo dia, pela comida e por todos os livramentos que Ele pode ter me concedido durante esses quase quatro meses. Nunca fui tão grato na minha vida.

O mês arrastado de agosto terminou deixando um enorme ponto de interrogação. E setembro começa com palavras de conforto e, quem sabe, com um "tudo vai dar certo" onde no final deu certo. É importante que eu mantenha os pés no chão e acalme o coração, porque eu não sei o que virá.

* * *

Sei que este post pode ter despertado uma certa curiosidade, mas quis apenas desabafar e deixar registrado este momento.

Acredito que, acontecendo o bem ou o mal bem, nada será tão importante no futuro quanto a forma como eu lidei com tudo isso hoje.

💛

UNINTA compra FACIBI