terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CARTAS QUE O TEMPO NÃO APAGOU

Pra quem achava que eu não viria mais esse mês... olha eu aqui de novo. 😁

Resolvi ligar o computador e começar a digitar porque, dentro de mim, veio uma vontade de chorar. Mas nem é de tristeza... ou é? Só de escrever isso, a lágrima já começou a querer cair. Não é drama, é nostalgia mesmo.

Há poucos minutos, fechei uma pasta vermelha que organizei há algumas semanas. Nela, coloquei todas as cartas, conversas e desenhos que recebi nos anos do ensino médio, de 2006 a 2008. Em poucos dias, consegui organizar tudo por ano, depois por mês e por data, colocando essa sequência dentro da pasta. Ela ainda nem está totalmente pronta; preciso apenas alterar a etiqueta, mesmo sabendo que isso é o de menos. Por enquanto, está assim:

Agora à noite, acho que há cerca de uma hora, abri a gaveta da cômoda e dei de cara com ela novamente. Eu a havia deixado ali de propósito, facilitando minha visão, até chegarem algumas coisas que pedi no Mercado Livre para complementar. Peguei a pasta, coloquei em cima da cama, abri em uma página aleatória e comecei a ler algumas cartas que recebi em 2006.

A primeira que li era de uma menina de Caxias, amiga da Gilmara, a Aglaupy, e comecei a rir. Juro, é como voltar no tempo. A forma como ela escrevia era muito engraçada, com gírias da época, um jeito meloso e meio infantil até — rs. Mesmo assim, era a nossa forma de nos comunicar naquela época, falando por mim, com 15 para 16 anos. Já a geração de 15 anos hoje tem até filho, né, menino? Ihhhhhh! 🤐😅 KKKKK

Folheei mais algumas cartas e li uma da Mafra, outra da Gilmara e, sem perceber, meus olhos estavam cheios de lágrimas, quase caindo, como estão agora mesmo enquanto digito tudo isso. 🥹 A sensação de ler é muito estranha, e eu queria muito poder descrever como é. É inexplicável. É algo que é ruim e, ao mesmo tempo, é bom. É como tentar explicar um cheiro — simplesmente não dá.

Avançando mais algumas páginas, vi uma impressão de um post do meu flog (sim, Flogão), datado em 8 de dezembro de 2007, às 11h34. Nele, já começo dizendo que estava muito cansado e que achava que tinha dormido de mal jeito — rs. Em seguida, disse que havia prometido aos meus amigos, em sala de aula, que iria escrever no blog — ou melhor, no flog — sobre todos eles em relação a mim, de acordo com os números da chamada. E foi aí que me dei conta de que eram três páginas com fonte tamanho, acredito eu, 10. Se fosse no tamanho 12, tenho certeza de que daria muito mais. No total, escrevi sobre TRINTA E DUAS pessoas. 😮 Obviamente, os que eram mais próximos rendiam mais linhas; os de quem eu era mais distante, poucas. Porém, não deixei de falar de ninguém.

Passear por esses relatos sobre cada um, com sua individualidade, me rendeu ainda mais nostalgia. Senti vergonha de alguns erros de português, como trocar “mas” por “mais”, e de outras falas e costumes da época — rs — que eram escritos da forma mais engraçada possível. Quando lembro que a última letra da palavra final do texto eu colocava com a letra “O” maiúscula... KKKKKK Tipo: “AbraçO!”. Pra quê? KKKKKK

Passar por algumas pessoas e lembrar o que elas fizeram por mim na época foi muito importante. Lembrei de coisas que já tinha esquecido e pensei: ainda bem que guardo tudo isso, para poder aquecer meu coração e continuar com esse amor dentro de mim por algumas pessoas — e querer tê-las ainda por perto, mesmo com toda essa distância.

As amizades fizeram, com certeza, eu ser quem sou hoje — e isso me dá muito orgulho. Portanto, enquanto eu tiver vida, continuarei lendo cada pedacinho do que guardei. No fim, me faz bem. 🙃🩷

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

NÓS TÁ VIVENDO

A minha intenção agora é vir aqui pelo menos uma vez por mês, pra ter pelo menos 12 posts por ano. Será que eu vou conseguir? 🤔

Já estamos um pouquinho mais da metade do mês, o Carnaval acabou, as pessoas já estão começando a voltar a trabalhar… Mas eu ainda estou vivendo os resquícios disso. 😁 Falo isso porque estou de home office enquanto espero concluir essa semana. Penso que voltar ao presencial por dois dias (quinta e sexta) é meio triste, não compensa, ainda mais na minha realidade. Então, mesmo sem falar pra minha chefe, estou aqui trabalhando de longe normalmente. 🤫

Juro que nem vi, literalmente, o Carnaval passar. Aqui no CE, fiquei em casa curtindo frio, TV e livro, e não consegui ouvir nenhum “bate lata” por aí. Falando em livro, por incrível que pareça, consegui concluir Uma Família Feliz, de Raphael Montes. Por mais que eu tenha demorado meses pra concluir, conclui pra, finalmente, assistir ao filme. O final do livro me deixou surpreso (como sempre!) e p*to. Já o final do filme não me deixou tão surpreso, mas a cena pós créditos me deixou MUITO MAIS p*to. Como pode um autor ser tão bom assim, hein? Acho que um dia vou fazer um post só pra falar do Raphinha Montes. 🩷

Mas continuando… Pra não dizer que não vi nada desse Carnaval, acompanhei algumas coisas pelo Instagram, mas sei que isso não conta. Até fui caminhar em direção ao Parque Nacional de Ubajara na segunda, mas não tinha ninguém festejando por lá. As pessoas estavam preocupadas em viver o frio e aproveitar aquele momento em família em plena segunda-feira; muitos pais com seus filhos pequenos, idosos e pessoas esperando ansiosamente pra descer no bondinho e depois conhecer a gruta.

Na quarta, ontem, tive que voltar ao batente. Confesso que, um dia antes, fui verificar o celular do meu trabalho pra já me preparar para as demandas que estavam por vir. Não eram muitas, mas eram demandas. Eu até tento me desligar totalmente do trabalho nessas folgas, poderia muito bem conectar o celular somente às 14h da quarta, mas a ansiedade nunca deixa... Inclusive, por não misturar as coisas, recebi uma mensagem no meu telefone pessoal de um aluno que sequer me cumprimentou e já foi perguntando sobre uma demanda dele, sendo que, antes de sair para esse feriado, dei todas as orientações. No final, tive que deixá-lo sem resposta até ele entrar em contato pelo telefone do trabalho. Por mais que eu não estivesse na folia, pô, consciência, né? 😑 Isso nem precisaria ser registrado aqui, mas, né… já foi.

Na quarta também fiz mais uma sessão de terapia. Nossos encontros são de meia hora, diferente da primeira vez que fiz com outro profissional, que eram 40 minutos. Sinto que é pouco tempo e ao mesmo tempo corro com algumas informações. A psicóloga é fofinha, sorridente, calma, parece ser bem mais nova que eu, usa óculos, está sempre maquiada com um batom que não chama atenção, mas que existe ali, tem o sotaque lindo da Paraíba e usa um fundo de sala fake nas nossas sessões. Espero conseguir me dar bem com ela a ponto de perceber melhorias em mim. Com ela, uso uma abordagem diferente do profissional anterior: TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental, que, numa pesquisa rápida no Google, “é uma abordagem psicológica estruturada, ativa e de curto prazo, baseada na relação entre pensamentos, emoções e comportamento”. Acho que dessa vez tem tudo a ver. 😎

Desde que Pedralton viajaram, na terça, fiquei na missão de cuidar dos cachorros deles, Luz e Valente, dois huskies. Eles já estão um pouco grandinhos e, no começo, me deram mais trabalho do que agora. Fiquei responsável por alimentá-los com ração e água nos devidos horários — até fiz uma mini planilha pra controlar e não esquecer, como mostro na imagem abaixo —, limpar cocô e xixi e cuidar do cantinho deles, principalmente quando começasse a chover.

O espaço aqui é bem pequeno pra eles, na minha opinião, e isso me dá meio que pena de deixá-los lá, ao mesmo tempo que fico doido quando os tiro de lá. Eles são rápidos, pulam, cheiram, brincam ou brigam (nunca sei diferenciar) e são as coisas mais lindas, por mais que eu ainda prefira gato. O meu juízo ainda não está preparado pra ter um cachorro em cima de mim com toda a energia do mundo que eu já não tenho mais. Gato, como a Kitty, só está comigo por companhia, pra dormir do meu lado e até pedir comida. Não me dá um pingo de trabalho e eu amo mesmo assim… Quando estou viajando, como agora, fico acompanhando pela câmera do trabalho e morro de saudade. 🐈‍⬛🖤

Mais tarde volto pra Ubajara e aproveitei essa pausa no trabalho pra atualizar aqui.

Caso eu não consiga voltar a publicar ainda esse mês, pelo menos este post já está garantido.

Nós tá vivendo! KKKK 

😗

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ANTES QUE O MÊS ACABE

O mês acabando e à tarde lembrei que esse ano ainda não apareci por aqui. Só fui me tocar disso porque tive que recorrer a esse blog pra pegar algumas informações do passado necessárias pra algo que estou fazendo aqui no presente. Foi incrível passar horas lendo uns posts e fazendo anotações, eu viajo em tudo que escrevo. Me senti como se tivesse investigando um caso, e realmente foi um caso, mas um caso meu. 😁

Hoje também pude ter certeza que registrar minha vida realmente é bem útil pro futuro. Tive que revisitar posts de 2015 pra cá e como foi bom revisitá-los. No final, tudo deu certo. Consegui o que eu queria, embora não estivesse literalmente escrito. Parágrafos me abriram parênteses que eu pude lembrar até de coisas além.

Eu jurava que tinha aparecido esse ano aqui, mas, nessa “pesquisa”, quando fui ver, o último post foi no comecinho de dezembro. Logo lembrei que os registros seguem em um outro blog que criei, anônimo, claro. Agora me sinto mais livre de escrever lá do que aqui. Aqui já acho visado demais e penso que podem me trazer lembranças e pessoas que não quero mais. 👋🏻

Confesso que estou aqui pra apenas deixar registrado algo no mês de janeiro antes que ele acabe. Não posso e nem quero deixar de registrar mais. A minha frequência de posts vem diminuindo a cada ano, mas, como expliquei, registro em outro blog e nos diários físicos também. Inclusive, nesse ano eu comprei o diário em janeiro, já que nos anos passados eu só comprava lá pra março... Fiz uns registros já meio pesados por lá, nada que possa contar aqui. O motivo desses registros já será exposto na terapia, que ontem já consegui pra começar amanhã. Sinto que esse ano é ano de mudança, então tenho que estar bem para o que vier. Deus no controle sempre. 🤞🏻🙌🏻

* * *

Pra que não fique um post vago, já que ainda é janeiro, posso contar como foi o meu final de 2025 e início de 2026, né? Como sempre, há muitos anos, não passo aqui em Coelho Neto, sempre vou pra serra, no Ceará. Já me sinto um cearense de tanto ir – rs. Me sinto mais livre lá. O clima, as pessoas, as opções de comida, a vida em uma cidade talvez menor que aqui, mas que tem muita coisa. Acho que minha bateria mental quando estou lá é bem carregada. 😎

Nesse ano passei separado dos meninos, Pedro e Dalton, assim como no Natal. A véspera Natal passei na casa do B. com a família dele, e comemos e jogamos muito!!! Foi muito divertido. Cedo da noite, fomos à igreja, embora não seja um ambiente que eu goste tanto. Pedro havia ido pro Pará passar com a família dele e Dalton ficou em Tianguá mesmo, com sua família também. Todos separados pela primeira vez em anos.

A véspera de ano novo também foi diferente. Eles passaram em Tianguá mesmo, de forma simples, como sempre ficávamos, e eu fui pra Sobral com o B.. Tenho me permitido a muitas coisas, então, mesmo ainda meio tímido, desenrolo qualquer coisa. A passagem em si de ano, estávamos em uma casa podre de chique, em uma mesa redonda, com jogos e comida à vontade pra todos nós. Éramos cinco: uma amiga do B. solteira, um casal de amigos do B. – onde ela estava grávida, B. e eu. Confesso que no começo me senti intimidado, pois eu estava na casa de um cara que tinha mais de um milhão de inscritos no YouTube. 😯 Como eu soube? Logo na sala da casa dele, que depois descobri que era alugada, tinha uma placa de, acho, 500 mil ao lado dessa de 1 milhão de inscritos. Eu fiquei chocado quando vi e, claro, disfarcei até conseguir ler o nome do canal na placa e depois, ainda discretamente, ter pesquisado no Google. Não encontrei nada.

Demorou uns 30 minutos pra eu realmente conhecer esse “famoso” pessoalmente e, nesse tempo, narrava tudo pras meninas que trabalham comigo em nosso grupo de WhatsApp – rs.

A mulher dele já havia avisado que ele demora muito pra tomar banho, pra se arrumar e tudo mais. Isso me fez já me sentir mais baixo do que nem sei o quê. Enquanto isso, ainda discretamente, observava toda a casa tentando saber quem realmente ele era. Mentalmente, às vezes, dava um check no meu cabelo, barba, roupa e forma de agir. Que besteira, né.

Enfim, escutei os passos da escada e ele desceu. Obviamente não direi quem ele é, mas posso dar suas características: mediano, sem barba, de óculos, usava camisa de marca preta e calção jeans com uma chinela de dedo. Um homem de 30 e pouquinhos anos SIM-PLES. Tinha um jeito meio tímido, mas que logo passava. A minha primeira impressão foi que ele parecia um estudante de medicina. Na mosca! Acertei! Mais tarde ele me contou que era médico e alguns casos que já vivenciou nessa jornada acadêmica. Inclusive, disse pra ele isso, que quando o vi já imaginei que seria médico, e ele sorriu gostando do elogio.

B. colocou as músicas de seu celular pra tocar em uma caixinha JBL, conversamos, petiscamos, jogamos vários jogos e, justamente, os jogos que fizeram a gente começar a conversar. Pra mim, na verdade, foi a comida, pois eu nem tinha almoçado direito. Como a comida estava demorando pra ser liberada pra nos servirmos, tive que falar que estava morrendo de fome e todos chamaram a atenção do pobre do B. por isso, tadinho – rs.

Quando deu 00h, fomos pra varanda da casa na intenção de vermos pelo menos alguns fogos de longe. B. estourou a champanhe e colocou em nossas taças – só um dedinho na minha porque ele sabe que eu não gosto muito –, brindamos, bebemos um gole, nos abraçamos enquanto desejamos coisas boas e depois continuamos jogando como se nada tivesse acontecido. HAHAHA O rolê ali era de +30, então não é de se esperar muito – rs.

Voltamos pra casa um pouco mais de 3h. Foi muito divertido. Tão divertido que nem lembramos de tirar foto. A única foto que posso mostrar é essa aqui, quando eu estava indo pra casa deles levando os jogos:

Acho que já registrei mais do que eu devia, então, por aqui, mesmo 29 dias atrasado, FELIZ ANO NOVO!!! Que ele seja cheio de saúde, bênçãos e amor. 🩷