sábado, 14 de março de 2026

A MAGIA DE LER BLOGS NOVAMENTE

Aproveitei o final da tarde e o início da noite para procurar mais blogs para ler. Que nostalgia passear pela blogosfera novamente. 😊

Assim como os posts que li - que foram vários, inclusive -, segui vários outros por aí. Fiquei me perguntando: como é que tenho blog há mais de 20 anos e nunca tive a curiosidade de explorar e perceber que ele é uma rede social? Nunca me atentei que posso seguir, comentar (isso eu já sabia!), conferir comentários, interagir com as pessoas, participar do mundo delas e, principalmente, notar a aba Lista de Leituras. Que vacilo! Antes eu vivia visitando o mesmo blog, dando F5, quando, por essa aba, quando a pessoa atualiza, já aparece há quanto tempo ela atualizou. Perfeito, né!?

Esse meu "cantinho virtual", "diário", foi criado por inspiração da maior (ex) garota de programa do país, a Bruna Surfistinha, com quem, claro, tive o prazer de conversar por, na sequência, Blog, Orkut (por depoimento que a gente lia e apagava, pois por scrap todo mundo ia ler), MSN (até por webcam - me senti tão velho digitando essa palavra), Twitter, Instagram, PESSOALMENTE (😉) e, hoje em dia, WhatsApp. É, a gente continua conversando na modernidade, hein - rs. Por mais que eu saiba que ela não dá a mínima para mim e a Tassya (que também é fã e também conheceu pessoalmente), ainda gostamos dela. Não sabemos explicar esse amor ou ódio de fã/amigo que temos; só sei que é sincero. Fã ou hater, estamos aqui. 🙃

Mas voltando ao blog, é meio mágico ler o que as pessoas estão escrevendo hoje em dia. Saber das rotinas, opiniões, textos engraçados - e, por vezes, até preconceituosos -, perceber os layouts noventistas e dos anos 2000 ainda vivos... é voltar no tempo. Teve um blog que abri hoje e levei um susto. KKKK. Tinha literalmente um rádio tocando após carregar a página. Era uma música de romance, aquelas dos anos 80... Foi um susto bom e fez ainda mais eu voltar no tempo. Lembrei que no Flogão eu colocava umas músicas mixadas para compor o post, já que eu escrevia lá também. Lembro de uma em especial que era do Bob Sinclar - Love Generation feat. MC Leozinho - Ela Só Pensa em Beijar. 😃 Até pesquisei para ouvir e linkar aqui, mas não encontrei. Era muito massa!!! Engraçado que hoje em dia ou eu ouço música ou leio um post. Eu já não conseguia fazer duas coisas ao mesmo tempo quando era mais jovem... imagina agora.

O blog já me trouxe, em um tempo, um relacionamento que durou quase um ano; me trouxe também um trecho em uma revista na Dinamarca, que até postei aqui. E, claro, o prazer de me fazer ler e escrever melhor a cada ano. Sei que não absorvi palavras bonitas ou sofisticadas e tudo mais, mas, se a pessoa leu e entendeu, já fico feliz. Tento escrever como realmente converso. Talvez eu até escreva melhor do que contando pessoalmente a história. Aqui tenho uma cronologia; já contando uma história, até eu mesmo me atrapalho - rs.

Sei que já disse isso aqui, mas vou repetir: só vou deixar de escrever quando morrer. E olhe lá! Ainda assim, penso em deixar uns posts programados quando souber que estarei prestes a partir. Quero que as pessoas continuem com a ansiedade de esperar por mais um post meu sem precisar dar F5.

Sempre imagino que ninguém além de mim leia isso, mas, se você estiver lendo, muito obrigado. Obrigado de coração por estar aqui e por me acompanhar nesses anos todos. Que venham mais registros.

Mais uma vez, obrigado. 🩷

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CARTAS QUE O TEMPO NÃO APAGOU

Pra quem achava que eu não viria mais esse mês... olha eu aqui de novo. 😁

Resolvi ligar o computador e começar a digitar porque, dentro de mim, veio uma vontade de chorar. Mas nem é de tristeza... ou é? Só de escrever isso, a lágrima já começou a querer cair. Não é drama, é nostalgia mesmo.

Há poucos minutos, fechei uma pasta vermelha que organizei há algumas semanas. Nela, coloquei todas as cartas, conversas e desenhos que recebi nos anos do ensino médio, de 2006 a 2008. Em poucos dias, consegui organizar tudo por ano, depois por mês e por data, colocando essa sequência dentro da pasta. Ela ainda nem está totalmente pronta; preciso apenas alterar a etiqueta, mesmo sabendo que isso é o de menos. Por enquanto, está assim:

Agora à noite, acho que há cerca de uma hora, abri a gaveta da cômoda e dei de cara com ela novamente. Eu a havia deixado ali de propósito, facilitando minha visão, até chegarem algumas coisas que pedi no Mercado Livre para complementar. Peguei a pasta, coloquei em cima da cama, abri em uma página aleatória e comecei a ler algumas cartas que recebi em 2006.

A primeira que li era de uma menina de Caxias, amiga da Gilmara, a Aglaupy, e comecei a rir. Juro, é como voltar no tempo. A forma como ela escrevia era muito engraçada, com gírias da época, um jeito meloso e meio infantil até — rs. Mesmo assim, era a nossa forma de nos comunicar naquela época, falando por mim, com 15 para 16 anos. Já a geração de 15 anos hoje tem até filho, né, menino? Ihhhhhh! 🤐😅 KKKKK

Folheei mais algumas cartas e li uma da Mafra, outra da Gilmara e, sem perceber, meus olhos estavam cheios de lágrimas, quase caindo, como estão agora mesmo enquanto digito tudo isso. 🥹 A sensação de ler é muito estranha, e eu queria muito poder descrever como é. É inexplicável. É algo que é ruim e, ao mesmo tempo, é bom. É como tentar explicar um cheiro — simplesmente não dá.

Avançando mais algumas páginas, vi uma impressão de um post do meu flog (sim, Flogão), datado em 8 de dezembro de 2007, às 11h34. Nele, já começo dizendo que estava muito cansado e que achava que tinha dormido de mal jeito — rs. Em seguida, disse que havia prometido aos meus amigos, em sala de aula, que iria escrever no blog — ou melhor, no flog — sobre todos eles em relação a mim, de acordo com os números da chamada. E foi aí que me dei conta de que eram três páginas com fonte tamanho, acredito eu, 10. Se fosse no tamanho 12, tenho certeza de que daria muito mais. No total, escrevi sobre TRINTA E DUAS pessoas. 😮 Obviamente, os que eram mais próximos rendiam mais linhas; os de quem eu era mais distante, poucas. Porém, não deixei de falar de ninguém.

Passear por esses relatos sobre cada um, com sua individualidade, me rendeu ainda mais nostalgia. Senti vergonha de alguns erros de português, como trocar “mas” por “mais”, e de outras falas e costumes da época — rs — que eram escritos da forma mais engraçada possível. Quando lembro que a última letra da palavra final do texto eu colocava com a letra “O” maiúscula... KKKKKK Tipo: “AbraçO!”. Pra quê? KKKKKK

Passar por algumas pessoas e lembrar o que elas fizeram por mim na época foi muito importante. Lembrei de coisas que já tinha esquecido e pensei: ainda bem que guardo tudo isso, para poder aquecer meu coração e continuar com esse amor dentro de mim por algumas pessoas — e querer tê-las ainda por perto, mesmo com toda essa distância.

As amizades fizeram, com certeza, eu ser quem sou hoje — e isso me dá muito orgulho. Portanto, enquanto eu tiver vida, continuarei lendo cada pedacinho do que guardei. No fim, me faz bem. 🙃🩷

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

NÓS TÁ VIVENDO

A minha intenção agora é vir aqui pelo menos uma vez por mês, pra ter pelo menos 12 posts por ano. Será que eu vou conseguir? 🤔

Já estamos um pouquinho mais da metade do mês, o Carnaval acabou, as pessoas já estão começando a voltar a trabalhar… Mas eu ainda estou vivendo os resquícios disso. 😁 Falo isso porque estou de home office enquanto espero concluir essa semana. Penso que voltar ao presencial por dois dias (quinta e sexta) é meio triste, não compensa, ainda mais na minha realidade. Então, mesmo sem falar pra minha chefe, estou aqui trabalhando de longe normalmente. 🤫

Juro que nem vi, literalmente, o Carnaval passar. Aqui no CE, fiquei em casa curtindo frio, TV e livro, e não consegui ouvir nenhum “bate lata” por aí. Falando em livro, por incrível que pareça, consegui concluir Uma Família Feliz, de Raphael Montes. Por mais que eu tenha demorado meses pra concluir, conclui pra, finalmente, assistir ao filme. O final do livro me deixou surpreso (como sempre!) e p*to. Já o final do filme não me deixou tão surpreso, mas a cena pós créditos me deixou MUITO MAIS p*to. Como pode um autor ser tão bom assim, hein? Acho que um dia vou fazer um post só pra falar do Raphinha Montes. 🩷

Mas continuando… Pra não dizer que não vi nada desse Carnaval, acompanhei algumas coisas pelo Instagram, mas sei que isso não conta. Até fui caminhar em direção ao Parque Nacional de Ubajara na segunda, mas não tinha ninguém festejando por lá. As pessoas estavam preocupadas em viver o frio e aproveitar aquele momento em família em plena segunda-feira; muitos pais com seus filhos pequenos, idosos e pessoas esperando ansiosamente pra descer no bondinho e depois conhecer a gruta.

Na quarta, ontem, tive que voltar ao batente. Confesso que, um dia antes, fui verificar o celular do meu trabalho pra já me preparar para as demandas que estavam por vir. Não eram muitas, mas eram demandas. Eu até tento me desligar totalmente do trabalho nessas folgas, poderia muito bem conectar o celular somente às 14h da quarta, mas a ansiedade nunca deixa... Inclusive, por não misturar as coisas, recebi uma mensagem no meu telefone pessoal de um aluno que sequer me cumprimentou e já foi perguntando sobre uma demanda dele, sendo que, antes de sair para esse feriado, dei todas as orientações. No final, tive que deixá-lo sem resposta até ele entrar em contato pelo telefone do trabalho. Por mais que eu não estivesse na folia, pô, consciência, né? 😑 Isso nem precisaria ser registrado aqui, mas, né… já foi.

Na quarta também fiz mais uma sessão de terapia. Nossos encontros são de meia hora, diferente da primeira vez que fiz com outro profissional, que eram 40 minutos. Sinto que é pouco tempo e ao mesmo tempo corro com algumas informações. A psicóloga é fofinha, sorridente, calma, parece ser bem mais nova que eu, usa óculos, está sempre maquiada com um batom que não chama atenção, mas que existe ali, tem o sotaque lindo da Paraíba e usa um fundo de sala fake nas nossas sessões. Espero conseguir me dar bem com ela a ponto de perceber melhorias em mim. Com ela, uso uma abordagem diferente do profissional anterior: TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental, que, numa pesquisa rápida no Google, “é uma abordagem psicológica estruturada, ativa e de curto prazo, baseada na relação entre pensamentos, emoções e comportamento”. Acho que dessa vez tem tudo a ver. 😎

Desde que Pedralton viajaram, na terça, fiquei na missão de cuidar dos cachorros deles, Luz e Valente, dois huskies. Eles já estão um pouco grandinhos e, no começo, me deram mais trabalho do que agora. Fiquei responsável por alimentá-los com ração e água nos devidos horários — até fiz uma mini planilha pra controlar e não esquecer, como mostro na imagem abaixo —, limpar cocô e xixi e cuidar do cantinho deles, principalmente quando começasse a chover.

O espaço aqui é bem pequeno pra eles, na minha opinião, e isso me dá meio que pena de deixá-los lá, ao mesmo tempo que fico doido quando os tiro de lá. Eles são rápidos, pulam, cheiram, brincam ou brigam (nunca sei diferenciar) e são as coisas mais lindas, por mais que eu ainda prefira gato. O meu juízo ainda não está preparado pra ter um cachorro em cima de mim com toda a energia do mundo que eu já não tenho mais. Gato, como a Kitty, só está comigo por companhia, pra dormir do meu lado e até pedir comida. Não me dá um pingo de trabalho e eu amo mesmo assim… Quando estou viajando, como agora, fico acompanhando pela câmera do trabalho e morro de saudade. 🐈‍⬛🖤

Mais tarde volto pra Ubajara e aproveitei essa pausa no trabalho pra atualizar aqui.

Caso eu não consiga voltar a publicar ainda esse mês, pelo menos este post já está garantido.

Nós tá vivendo! KKKK 

😗