quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A ESTRANHA NA CAMA

No início desse mês, enfim, foi lançado o livro do que se tornou o meu autor brasileiro favorito, Raphael Montes, chamado A Estranha na Cama. 🌹

Desde quando ele começou a informar que vinha aí, fiquei ansioso. Sei que não faz tanto tempo que li os seus livros, mas ler ele é tão bom que dá vontade de sempre continuar. Talvez eu mesmo tenha me mal acostumado porque comecei por Jantar Secreto - que me deixou apaixonado de cara -, depois Suicídas, e segui na sequência com Uma Mulher no Escuro, Uma Família Feliz - que em seguida assisti ao filme -, A Mágica Mortal - que li duas vezes: uma sozinho e outra pro meu sobrinho todos os dias antes de dormir -, O Vilarejo, Bom dia, Verônica - pra depois assistir toda a série - e, agora, A Estranha na Cama. Todos antes deste último foram lidos, literalmente, na sequência. Sei que falta ler Dias Perfeitos, mas fui cair na burrada de assistir à série antes de ler o livro, e isso me deixou morno pra ler o livro. Todos os dias olho pra ele, já tentei até começar, mas não vingou. Quem sabe um dia, né. 😉

O livro de A Estranha na Cama, que, mesmo sem poder, comprei na pré-venda, parcelado no máximo de vezes, chegou justamente quando eu mais queria, no sábado, véspera do feriado de segunda-feira, da Independência do Brasil. Ou seja, como não tinha condições de viajar e nem podia ir pra casa do B. neste feriadão, ia devorar ele.

Ler Raphael Montes causa algo engraçado em mim, é como se eu estivesse lendo novamente os livros anteriores dele, mas com outra história. A forma de escrever é igual e as dinâmicas também. Eu adoro os POV (sigla em inglês para point of view, que significa ponto de vista ou perspectiva) quando um personagem que vive a mesma situação continua a história de acordo com a sua concepção.

Os finais de Raphael são incrivelmente diferentes de tudo que a gente possa imaginar, até mesmo do que eu possa, pois já li praticamente todos os seus livros e já sei o caminho que ele pode seguir. A única certeza é que o final vai pra um rumo totalmente diferente e geralmente um rumo em que o leitor passa raiva.

Este livro vai ganhar um filme na Netflix no próximo ano, com Paola Oliveira, Emílio Dantas e Bella Campos como os atores principais. Tem tudo pra ser um filmaço. Nem preciso dizer o quanto estou ansioso pra ver, né? 🫦

Quem leu este post até aqui, me diz: você já leu ou já viu algo criado pelo Raphael Montes?

Até!

terça-feira, 1 de setembro de 2026

MESMO SEM SABER

Mais um mês começa, e este chega acompanhado de algumas incertezas. 🙁

A vida nos coloca em cada situação... Mas, dessa vez, por incrível que pareça, quando comparo com outros momentos semelhantes, estou mais tranquilo. Largar tudo e vir para o Ceará foi um desafio que me deixou orgulhoso e feliz. Sim, eu posso dizer que sou feliz aqui. Aproveito todos os momentos de felicidade para agradecer a Deus pelo dia, pela comida e por todos os livramentos que Ele pode ter me concedido durante esses quase quatro meses. Nunca fui tão grato na minha vida.

O mês arrastado de agosto terminou deixando um enorme ponto de interrogação. E setembro começa com palavras de conforto e, quem sabe, com um "tudo vai dar certo" onde no final deu certo. É importante que eu mantenha os pés no chão e acalme o coração, porque eu não sei o que virá.

* * *

Sei que este post pode ter despertado uma certa curiosidade, mas quis apenas desabafar e deixar registrado este momento.

Acredito que, acontecendo o bem ou o mal bem, nada será tão importante no futuro quanto a forma como eu lidei com tudo isso hoje.

💛

UNINTA compra FACIBI

terça-feira, 18 de agosto de 2026

3.6

A vontade de vir aqui era grande, mas só agora que encontrei um tempinho. 🙃

Isso não é uma reclamação, mas o meu trabalho tem me consumido muito. Neste mês de agosto voltei pro meu horário normal... Quer dizer, "horário normal". Voltei a trabalhar das 14h às 22h, sem pausa. Aqui e acolá como uma coisinha e, como minha casa é próxima do trabalho, venho aqui rapidão comer. Apesar de já passarem 3 meses, ainda estou me adaptando às coisas daqui.

Mas vamos pro que interessa, o meu aniversário.

Passei duas semanas antes bolando como seria a minha festa de aniversário nos stories. Como assim? Como hobby, há alguns anos criei uma forma de comemorar o meu dia com todos. Não gosto apenas de repostar coisas nos stories, então crio todo um layout e, claro, baseado em um tema. Nesse ano, escolhi o tema Windows 98. Todos sabem que eu sou um cara que ama o passado - mas que vive no/pro futuro, claro. Então, por que não? Anotava as ideias que eu tinha e cada vez mais apareciam outras. Queria algo bem retrô, com poucas cores e nada de 3D; algo que tivesse muito pixel e muito som característico. Me divirto em todo esse processo de criar e quem me tem no Instagram, deixei o resultado lá nos destaques. Mas vou deixar uns aqui abaixo:



Meu aniversário neste ano foi, obviamente, diferente de todos os outros. Eu sempre tinha folga de aniversário, então viajava pra algum lugar. Neste ano, além de estar no lugar onde eu viajava, ainda estava trabalhando. Meu aniversário foi na quarta (05) e, por mais que eu tenha pedido folga - o não eu já tinha, né! -, não consegui. Não reclamei. Eu só queria me sentir bem nesse dia. Realmente não teria como eu faltar nesse dia, pois era o retorno dos alunos pro segundo semestre.

Na terça (04), Pedro, Dalton e B. foram me buscar no trabalho. Nesse dia eu consegui sair um pouquinho mais de 22h. Eu juro que não esperava que eles fossem me receber com um bolo dentro do carro - e feito pelo próprio Dalton -, cheio de muito coco e sem glúten. Eles cantaram os parabéns ali com gritos no final dentro do carro, foi muito engraçado. De lá, fomos jantar comida em uma praça do meu bairro e seguimos pra casa esperar a virada.

Eles entraram em casa com muitas sacolas e já foram se organizando. Levaram a mesa da cozinha pra sala, encheram balões verdes e brancos, colocaram os bolos, as sacolas de presentes e montaram tipo um cenário pra eu comemorar e registrar. Tudo ficou pronto em poucos minutos enquanto eu tomava banho. Pedro e Dalton me presentearam com canecas e quadros de parede do Doug que também podem ser porta-retratos, que fizeram parte do cenário. B. me deu camisas e sabonetes - que eu tenho amado ganhar. Ganhei também um "porta temperos" (posso chamar assim?) que eu namorei desde o primeiro dia que comecei a montar a casa onde eu estou.

Ficamos conversando à toa no tapete da sala esperando a hora da virada.

Quando foi próximo da meia-noite, eles acenderam a vela, cantamos os parabéns bem baixinho pra não acordar a vizinhança, e ficamos ali, comendo e conversando.

Estar com eles foi muito importante pra mim, por mais simples que fosse aquele momento. Percebi nos últimos tempos que o meu aniversário passou a ser importante, sim. Antes eu só queria estar longe de tudo e de todos, viajando e sem comemoração, mas dessa vez vi o quanto é importante ser querido. E isso eu fui.

Eles ficaram comigo até quase 1h e depois fomos deixar eles em casa. Cansados, dormimos.

Às 14h do meu dia, cheguei no trabalho calado, até que o Glyson, como sempre faz quando chego, gritou: "Ôh de fora!". E eu "Boa tarde!" - geralmente com ele eu grito um breve "nháh!", mas como sabia que tinha gente lá, dei boa tarde - rs. Quando sentei na minha cadeira, as pessoas começaram a surgir cantando os parabéns. Senti que fiquei meio sem graça, mas, pô, era o meu aniversário. Eu não queria registrar aquilo apenas na minha memória, então, saquei o celular pra fora do bolso, dei o REC (que expressão de tio, né?! - rs) e registrei o momento. Eu fiquei muito feliz com os abraços que recebi após ter desligado a câmera.

À tarde continuou sendo normal de rotina de trabalho. Nesse dia, não quis ir com roupa de trabalho, então coloquei uma roupa que me deixasse confortável e que demonstrasse realmente quem eu sou, a minha essência, que acho que muitos ainda não conseguiram me ver fora do trabalho. Pra que não ficasse confuso com os alunos, usei o crachá, como tenho feito, pois, como estou há apenas 3 meses trabalhando, ainda não tenho uniforme.

No começo da noite, para a acolhida dos alunos, um grupo de pagode (ainda se chama assim, "grupo"!?) foi contratado. Enquanto eles ficam no centro, ao redor os alunos transitavam e se deliciavam com um espetinho de frutas sendo banhado em uma cascata de chocolate. Não comi muito, mas estava delicioso.

Ainda ali, organizando tudo e atento quando precisassem de mim, o cantor do pagode começou a falar que hoje era um dia especial, que uma pessoa muito importante estava aniversariando e... eu fiquei morto de vergonha. Quando dei por mim, me chamaram para o centro e começaram a cantar os parabéns em ritmo de pagode. Por fora eu morria de vergonha, mas por dentro eu me sentia feliz. Há muitos anos que um grande número de pessoas se viravam pra me parabenizar.

Fui liberado mais cedo e vim pra casa aproveitar o resto do dia que me faltava.

Foi um dia rápido, mas foi incrível viver isso tudo aqui. Ganhei, inclusive, coisinhas de casa que me deixaram mais feliz ainda. Não tenho realmente palavras pra agradecer a Deus por essa minha nova fase e por estar dando tudo certo.

Vou encerrar esse post com a mensagem que mais me deixou feliz, quando já havia passado de meia-noite, começando o meu dia.

Morro de saudades do meu Doo. 🥹💙🩶