sexta-feira, 23 de outubro de 2026

CADA UM COM A SUA VERDADE

Estou aproveitando esse "intervalo" no trabalho pra poder jogar um pouco pra fora do que estou sentindo.

O segundo turno da eleição, enfim, será neste final de semana. Os dias passaram bem rápidos pra chegar, eu achei, e graças a Deus. As pessoas continuam agressivas, continuam debochadas e, longe dos meus olhos, se intrigando com família, amigos e afins. Abrir as redes sociais não tem sido fácil. Por mais que eu silencie os nomes, aqui e acolá aparece algo, não tem como fugir.

Assisti ao debate na Band e, pelo amor de Deus, parecia competição de reality show - com a diferença de que o Brasil não está vendo 24h de cada um num pay-per-view. É constrangedor ver deboche, ver alterações de humor - confesso que com razão, pois haja paciência -, perguntas sem respostas, respostas meio sem sentido e, principalmente, perguntas sendo feitas e respondidas com outras perguntas. É muito óbvio ver algumas coisas ali em evidência diante das câmeras e outras que muitos nem conseguem perceber. Eu percebi. É tipo uma manipulação.

Hoje teremos mais um debate, dessa vez no Jornal Nacional, na maior emissora do Brasil, Globo. Fico pensando: o que será que esses dois candidatos estão planejando, nesse exato momento, falar ao vivo. No ao vivo pode acontecer de tudo, é uma oportunidade de decisão. E eu estou decidido.

No primeiro turno eu não queria votar em nenhum dos dois candidatos, mas, com muitas evidências e popularidade, tinha a certeza de que perderia o meu voto. Dito e feito: a decisão ficou entre os dois partidos. Não me arrependi até então.

Tenho que ser claro ao dizer que faço parte de uma bolha. Querendo ou não, estamos próximos de pessoas que pensam igual à gente, que querem um futuro pra si e pro amigos, filhos, pais e outras pessoas. O sentimento de pensar no outro é muito lindo.

Nesse ínterim, apenas vivendo a minha vida na internet, recebi uma mensagem meio agressiva: "Cadê? Não vai se posicionar?". Cara, por quê? Será mesmo que eu preciso me posicionar e dar munição pra que eu seja mal visto, perca seguidores e tenha uma imagem errada? (não que eu me importe com tudo isso que citei) Quem realmente é meu amigo ou me conhece sabe muito bem a minha resposta. Existem coisas que nem precisam ser perguntadas, né. O máximo seria surpreender, mas, sei lá, deixa pensarem o que quiserem.

Só preciso que tudo isso termine o mais rápido possível e que possamos olhar pra frente e pros que estão ao nosso lado. Que o nosso futuro seja feliz e duradouro. Deus só nos deu uma chance de viver.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ORKUT

Muito tempo atrás, vi que a página orkut.com estava com uma carta que parecia de despedida, mas ao mesmo tempo acendia uma esperança. Nos últimos dias, surgiu uma contagem regressiva na página, indicando que às 10h de ontem (08) algo iria acontecer. Vi um post no Instagram sobre isso e logo fiquei, ou melhor, ficamos: será se o Orkut vai voltar? Ansioso, no trabalho do primeiro turno, deixei a página aberta e acompanhei por poucas horas aquele contador acabar. Quando, enfim, acabou, havia apenas uma nova carta e uma petição para ser assinada, apoiando a volta de uma nova rede social focada em pessoas autênticas, conexões reais e um verdadeiro senso de pertencimento. Lógico, assinei e compartilhei no meu Instagram. Se alguém mais, através de mim, assinou, não sei, mas fiz minha parte. 😁

Até o momento em que eu estou digitando esse post, já se foram quase 330 mil assinaturas. Ainda acho pouco. Espero que chegue a mais de 1 milhão.

Após assinar, com muita atenção, li toda a carta - e, se você também quiser ler, só clicar aqui. A carta me pegou de tal maneira que parecia que era eu que estava escrevendo. Concordei com tudo que estava escrito e, no fundo, lamentei por, infelizmente, ser verdade. Um dos trechos que mais me pegou foi o que falava sobre o uso da IA nas redes sociais hoje em dia e dizia que ela está dissolvendo a única premissa que tornou as redes sociais especiais e dignas de serem construídas: a de que havia uma pessoa do outro lado. Tem como discordar? 😕

Não sei se o Orkut funcionaria caso volte nos tempos de hoje. O Instagram e o TikTok dominaram e, mesmo surgindo novas redes sociais, elas sempre vencem, pois já são populares, assim como o Telegram só é lembrado quando o WhatsApp cai e o Twitter quando o Instagram cai. Às vezes, as pessoas esquecem que quem faz das redes sociais serem o que são não são tanto as IAs, mas o próprio ser humano. Há quem diga que as pessoas ainda acham que a internet é "terra sem lei". Vacila pra tu ver!

O Orkut voltando como antes ou repaginado, só quero estar vivo quando isso acontecer. Vai ser legal mexer nele, em algo novo que não gira em torno de algoritmos, olhos capturados e otimização de tempo na tela.

Muitas semanas atrás, baixei o MSN em meu computador - não de forma oficial, claro. Mas foi tão bom viver a tremidinha da tela pra chamar atenção, os emojis da época escritos em códigos :), (L), (*)... Quando ligo o computador, me dá gosto de ver, na barra de tarefas, ele conectando sozinho e ficando com o status online, que logo troco pra ausente, mesmo tendo apenas um contato pra conversar, o do Emanuel, que baixou comigo para testarmos juntos.

Mas vamos ver o que o futuro nos espera, né? Quem lembra do Orkut e quiser assinar a petição só leva poucos segundos. Pra facilitar, clica aqui, não dói nada. 😎

Até!

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

VOLTA RÁPIDA, CORAÇÃO CHEIO

Depois de quase cinco meses, voltei pro Maranhão! 🙃

Eu já sabia que iria voltar um dia, mas não imaginei que fosse tão rápido, um bate-volta.

Há muito tempo eu já sabia que o dia da eleição seria uma desculpa pra voltar. Confesso que estava ansioso pra que esse dia chegasse, e até que chegou rápido. Passei uma semana inteira doente e nem quero culpar essa ansiedade, mas, com certeza, o excesso de trabalho contribuiu mais.

Na sexta (2), combinei com Pedro e Dalton o horário certinho pro sábado e, como sempre sou bem sincero com eles, disse que não podia ajudar com aluguel de carro e gasolina... Eles estão sabendo que neste último mês não consegui me dar bem com o financeiro. As compras de casa, incluindo muita proteína, ultrapassaram o meu orçamento; fora que acabei ficando doente, então, querendo ou não, tive que comprar os remédios para me recuperar o mais rápido possível. Como são amigos, foi de boa. Eles sempre me ajudam quando eu não posso e eu, da mesma forma. Eu sou muito grato a Deus por ter os dois na minha vida, que sempre me ajudaram quando eu podia, e sem cobrar nada.

No sábado (3), como eu já sabia que iríamos sair do CE depois das 14h, organizei algumas coisas de casa e lavei algumas roupas. A minha casa desde quando estive doente não está cem por cento, pois sinto que preciso me dedicar mais a ela. Ela não está um lixão, mas está me incomodando. Como tenho trabalhado nos três turnos, a casa não tem me abraçado quando chego. Uso esse termo "abraçado" porque é tão bom chegar em casa e ser acolhido pela casa limpa, cama arrumada e banheiro cheiroso... Nesses quase cinco meses morando sozinho, isso nunca tinha acontecido, mas também não quero me pressionar tanto.

Um pouco mais de 14h, os meninos apareceram e foram almoçar. Lembro que o meu almoço naquele dia foi duas fatias de pizza que sobraram no dia anterior quando saí com a Wara. Aliás, que pizza gostosa. 😋 Tomei um puxão de orelha dos meninos por almoçar "besteira", mas fazer o quê, né. Enquanto eles almoçavam, fiquei na mesa à toa conversando e rindo de algumas outras besteiras que eu falava.

Durante a viagem, muita música, nem tanta conversa e nada de jogos. Pra passar o tempo em nossas viagens, a gente brinca de criar frases com as placas do carro a nossa frente. Por exemplo, se a placa tiver as letras "RGT", a gente cria uma frase como "Rita gira tonta" - KKKKK. E essa besteira faz passar o tempo, rivalizar e nos arranca muitas risadas. Dessa vez não teve isso.

Chegamos em Teresina quase 19h, pegamos os pais do Pedro e seguimos pra Coelho Neto. Antes, passamos em uma padaria e lanchamos. Pedi dois pastéis de carne com um refrigerante que estava na promoção de estudante. Os dois deram R$ 10 e, mesmo a atendente duvidando que eu era estudante, mostrei minha carteirinha - rs. Acabei pecando pela fome e gula e comi apenas um pastel, o outro levei pra, literalmente, viagem.

Chegamos em CN quase 22h. Minha mãe não sabia que eu iria e estava na calçada de casa, como sempre. Quando me viu, gritou o Eduardo e a repreendi, pois queria fazer surpresa pra ele também. E não deu. Ele já tinha ouvido, apareceu na calçada, me viu e veio correndo pros meus braços. Ele me abraçou de forma tão afetuosa que começou a chorar emocionado. A coisa mais linda que eu pude ver. Sou apaixonado por esse menino. 🥰

Cheirei ele o máximo que eu pude com medo de nesses cinco meses o seu cheiro natural ter acabado. Em casa, abracei mais, beijei e dei as figurinhas pro álbum da copa que havia retirado dos rótulos das Coca-Cola e guardado todo esse tempo - ele não tinha nenhuma figurinha dessas já que na nossa cidade as coisas demoram demais a chegar -, e também uma aquarela que o B. mandou pra ele.

Naquele momento eu queria ter brincado com ele, ter feito algum desenho, mas o cansaço da viagem fazia com que eu quisesse me entregar à minha cama. Assim, fomos tomar banho e fomos deitar pra dormir no ritual que eu fazia quando eu morava lá: arrumava a cama, apagava a luz principal e acendia a de um mini abajur na tomada ao lado da cama ao mesmo tempo, pois eu e ele comemoramos quando uma desligava e a outra acendia ao mesmo tempo, liguei o ventilador, conversamos e daqui a pouco ele já estava com a mania de sugar o lábio inferior pra dormir. E assim dormiu. Mesmo com muito cansaço e sono, não consegui dormir bem. A minha cama de solteiro é pequena e o Eduardo toma muito espaço. Eu fico me recolhendo na minha própria cama enquanto ele usufrui dela de forma espaçosa e atravessada.

No domingo (4), acordei cedo pra tomar banho e pegar a fila pra votar. Havia combinado com os meus amigos que teríamos que ir cedo, pois ainda pela manhã teríamos que voltar pro CE. Como já falei, era um bate-volta. Acabei acordando o Eduardo. Fiquei conversando com ele na cama enquanto ele despertava. Como assinei o Disney+ pra assistir American Horror Story, lembrei de colocar na TV pra ele assistir seus desenhos preferidos. Depois que falei, isso fez ele abrir os olhos e logo ir pro sofá, ainda com lençol.

Quase 9h, fomos pra escola enfrentar fila. Chegando lá, cada um foi pra sua seção. Dalton, Pietro e eu nos separamos enquanto o Pedro ficava na fila acompanhando o Dalton.

Não sei exatamente quanto tempo fiquei na fila, mas demorou muito. Pela quantidade de candidatos a serem votados e as prioridades, demorou mais ainda. Na fila, fiquei observando a minha escola, que é a que passei a minha vida inteira estudando; também fiquei desviando o contato com alguns políticos que passeavam por ali pra poder fazer mídia. Não existe coisa mais chata do que você ter que cumprimentar político de forma forçada, vendo o sorriso fingido querendo demonstrar intimidade. Ouvi de um: "Só matando a saudade da escola, né, Funnie!?". Pô, o cara me chamou de "Funnie" - KKKKKK.

Na sequência, votei primeiro. Depois de muito tempo, Pietro apareceu e, quase meio-dia, Dalton votou. No intervalo do meu voto, fui com o Pedro em outras escolas ver algumas pessoas que eu tinha certeza que não daria pra ver depois que todos tivessem terminado de votar: o meu irmão, a Karen e a Joellcy, minha prima. Infelizmente não consegui ver a Giovanna com seus filhos Bernardo e Otávio, que nasceu há poucos meses.

Primeiro, fui na escola do meu irmão. Ele estava trabalhando como presidente e eu não fazia ideia em que seção era, até que lembrei que estava com a lista no celular de todos os colaboradores da minha cidade. Pesquisei pelo nome dele e, bingo!, fui na seção dele. Mesmo com aquele monte de gente dentro da sala e fora dela na fila, perguntei pra Fiscal, conhecida minha, se poderia abraçar ele de forma rápida. Ela me autorizou - sendo que eu nem sei se precisava mesmo eu ter pedido a ela... mas também não ia invadir a sala, né.

Ele estava comendo o que parecia ser uma barra de cereal enquanto aguardava pra digitar os números do título de uma eleitora. Quando ele digitou, autorizou a ida da pessoa pra urna, olhou pra mim e se espantou. 😅 A cara dele foi muito engraçada de susto e foi logo levantando. Quando ele levantou, me abraçou forte e demorado enquanto conversava comigo: "E aí, como é que tá? Tá tudo dando certo lá? Graças a Deus... Boa viagem!" A todas essas perguntas, respondi colado nele e nem me toquei que todos estavam olhando dois machos barbudos se abraçarem com todo afeto e amor ali- rs.

De lá, fui na seção da Karen. Ela não estava lá, mas logo encontrei ela voltando pra sala. Também, no meio de todas as pessoas na fila, abracei. Ela lamentou a falta de tempo, mas aquilo fazia parte. O importante era o abraço.

Em seguida, fui ver a minha prima, Joellcy, em outra escola. Ela estava muito alegre com a minha ida e pediu pra que eu fosse ver o Júlio, marido dela, que estava na fila. Senti uma tristeza no olhar dele e até comentei sobre. Ele me falou que era por estar ali, por ver as pessoas, ainda na fila, discutindo política e fazendo coisas absurdas por quem não está nem aí pra elas. Concordei.

Depois de uma conversa rápida, já saindo da escola, minha prima fez questão que tirássemos foto pra registrar aquele momento. E uma das fotos ficou assim:

Um pouco mais de 14h, depois do almoço, pegamos estrada pra Teresina. Estava nítido no painel do carro os 40º. Estava pegando fogo!!! 🔥 Realmente, desse calor eu não sinto um pingo de falta. Se não fosse o ar condicionado do carro, estávamos lascados.

Ao chegar em Teresina, deixamos os pais do Pedro em casa pra depois irem votar. O Mateus, irmão do Pedro, foi com a gente na mesma escola e seção para votarem. Por sorte, eles assim que chegaram na seção não aguardaram nem 5 minutos e já foi entrando pra votar, então deu muito certo.

Um pouquinho mais de 15h, seguimos pro CE. Eu estava muito cansado, enfadado, com fome, com preguiça... e com saudade do Eduardo. ☹️💔

Ao chegar em casa, tomei um banho quente, pois estava frio, me arrumei enquanto estava deitado vendo TV, esperei os meninos e fomos pra Ubajara ver o movimento da apuração dos votos e comer.

Encontramos com o B., fomos num local que vende sushi que não me recordo o nome, mas que vamos com frequência. Comi yakisoba com o B. e os meninos pediram uma barca enorme de sushi. Estava fazendo muito frio nessa hora, eu tremia e me contorcia. Fiquei imaginando que horas atrás estava num calor infernal pra depois estar naquele frio. Talvez seja por isso que fico doente.

Ah, quando encontrei o B., dei o desenho em aquarela que o Eduardo fez pra ele. Ficou lindo demais. Pedi pra que B. guardasse com muito carinho.

Um pouco mais de 21h, voltamos pra Tianguá, os meninos me deixaram em casa, evitei TV e celular e apaguei. Dormir antes de 22h30 me deixou acordar bem mais disposto. Normalmente vou dormir lá pra meia-noite culpando sempre as telas por isso.

Na segunda, começou tudo de novo. O final de semana foi corrido, cansativo, mas foi muito especial estar com pessoas que me fazem bem. 🩷