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terça-feira, 28 de abril de 2026

DE TIANGUÁ - CE A SÃO LUÍS - MA: UM RESUMO NADA BREVE

Do nada, acabei de lembrar que ainda não fiz um post em abril. E como faltam apenas 3 dias pra esse mês acabar, acho melhor já dar as caras, pois não sei de fato como serão esses próximos dias.

Ainda estou de férias e estou tentando aproveitar esses dias com muita preguiça, mas aproveitando rolês também, mesmo sem muita grana pra gastar. Ser pobre é ruim no Brasil, mas ser organizado, não. Me organizando, consigo ir até do outro lado do mundo se eu quiser. 🙃

Estou naquele bate-volta de Tianguá e Ubajara. Lá e cá, o frio é praticamente o mesmo. Dou uma preferência a Ubajara pela tranquilidade e pelo frio ser maior. Quase todos os dias têm neblina, tem opções de comida, e, também, claro, por estar sempre perto do B. A gente se diverte dormindo, comendo e assistindo séries, realities e vídeos da DiaTV, que amo. B. é uma ótima companhia.

No final da tarde da segunda (20), fomos, Pedro, Dalton, B. e eu, a caminho de São Luís. Pegamos um Airbnb em Teresina pra gente dormir algumas horas, pra acordar às 4h da madruga e seguir estrada novamente. Seria um bate-volta, já que o motivo principal seria deixar o Pietro na cidade pro show dos Guns N' Roses na terça-feira (21). Esses jovens de hoje... - rs. Isso não é um julgamento. 😁 Eles têm mesmo que aproveitar a sua juventude e se encherem de experiências. Ah, se eu tivesse essas oportunidades no auge dos meus 16 anos... Só vim começar a viver com 25 anos, e ainda acho que nem vivo tanto assim. Motivo: conta bancária. Mentira! Oportunidades mesmo. Mas, se bem que, quando eu quero muito e posso, vou. Não espero por ninguém, não. Enfim.

A viagem foi longa, mas foi bem divertida. Na metade do caminho, pegamos o Pietro no Descanso e, de lá pra São Luís, inventamos jogos pro tempo passar mais rápido. Antes disso, havia conversado muito com o Pietro sobre a vida. A gente tem uma troca bacana e com ele me sinto um jovem de menos de 18 anos - rs -, quanto pra ele pode ser que eu já tenha 80 - rs. Pietro ouve, mas fala; fala, mas ouve. Deu pra entender? Isso é tão bom!

Chegamos em SL por volta de 13h. A chuva, né, como já havíamos previsto na previsão do tempo semanas antes, já estava começando a dar o ar da graça, mas na cidade não chegou a nos pegar. Resolvemos ir direto pro shopping almoçar. Estávamos entre um PF dessas franquias conhecidas, que agora não me recordo o nome, e um self-service. Por mim, um PF, mas, pela fila que estava lá, optamos mesmo pelo self. Não nos arrependemos, a comida era bem caseira do jeitinho que eu gosto. Comi um pouco de tudo e teve gente que até deixou no prato, né, Pietro - rs.

Ficamos no shopping até dar o horário do check-in do hotel.

No hotel, nos dividimos em dois quartos, estipulamos um horário para ficarmos prontos (16h) e assim foi feito. Umas 16h estávamos prontos pra deixar o Pietro na casa da amiga dele, pra, mais tarde, irem ao show juntos. Chovia nessa hora, mas ocorreu tudo bem.

Após deixarmos ele, a ideia já era bater perna no Centro Histórico, mas quem disse que a chuva deixou? Ficamos rodando pra lá e pra cá até que o B. pesquisou no Instagram um café que tinha pelas redondezas de uma avenida que estávamos passando. Era um café super chique, mas não chegamos a ter a experiência completa. Por conta da chuva, o café estava "com fila de espera" (palavras do atendente), pra não dizer que estava lotado. Literalmente na fila, aguardamos alguns minutos até que improvisaram uma mesa do lado de fora, com cadeiras diferentes, bem jogada mesmo. Os meninos pediram um sanduíche low carb (sem glúten, pois Dalton é alérgico e Pedro está começando a cortar trigo também) e uns cafés diferentes que não sei o nome. B. pediu uma empada com algo que não lembro agora e eu pedi uma tapioca só com manteiga mesmo, uma empada e um chocolate quente da xícara pequena, acho que 60 ml. Estava delícia, mas, obviamente, não me encheu.

Fomos ao shopping em seguida porque os meninos queriam fazer umas compras e eu comecei a ficar mal da barriga. Acho que juntou tanta coisa que foi direto pra barriga: falta de sono, comer besteira, calor, chuva... Fiquei mais tempo no banheiro do que batendo perna com os meninos. Eles ficaram bem preocupados comigo, mas não quis preocupá-los. Procuramos uma farmácia, comprei um comprimido, tomei ali mesmo e minutos depois me senti melhorzinho.

Os meninos pediram uma ja...


(dei uma pausa nesse post que comecei ontem por motivos de fui jantar, assistir novela e "dormir"... passei a noite tossindo novamente. agora são exatamente 8h30)


Continuando... Os meninos pediram uma janta e eu tomei apenas um suco de laranja na intenção de me dar um pouco de vitamina. E, aos poucos, fui melhorando.

De volta ao hotel, tomei banho e fui esperar começar a final do BBB. Por mais que a vencedora fosse óbvia, queria pelo menos sentir aquela emoção da final. Mesmo mortos, B. ficou sentado na cama, pois, segundo ele, se deitasse ia dormir; e eu fiquei deitado mesmo, aguentando pelo menos assistir a primeira parte do programa. Assim que finalizou a primeira parte, lembro que virei de lado, me entreguei àquela cama maravilhosa e apaguei. Não vi o B. roncar, nem nada, foi o melhor sono de todos os tempos, aquele sono de cansado.

Na quarta (22), acordamos para o café da manhã, acredito que um pouquinho antes de 9h. O Pietro não chegou a tomar café com a gente, pois chegou em casa lá pra depois de 1h da manhã, mas tínhamos que aproveitar tudo que estava por ali. Coloquei um pouco de tudo, mas ainda com receio de dar o piriri novamente. Não lembro exatamente o que coloquei, só lembro do molho de salsinha e uma torta... Não tirei foto do prato pra poder olhar agora e descrever aqui. Repeti pra forrar o estômago, mesmo sem vontade, e corri pro banheiro. Tomar café e ir depois ao banheiro, pra mim, é tiro e queda. Já percebi que B. é do mesmo jeito. Alguém mais?

Pietro pronto, arrumado, seguimos ao Centro Histórico. Chegamos lá um pouquinho depois de 10h, com o sol daquele jeito. 🔥 Demoramos um pouco pra encontrar um lugar pra estacionar, mas um rapaz super simpático (não sei se posso chamar de "flanelinha") ajudou Pedro a manobrar o carro, combinamos o valor a pagar, decoramos o local... Nos sentimos seguros por ali e fomos bater perna.

A ideia, a princípio, era conhecer os principais pontos turísticos primeiro: a Rua de Giz e o Palácio dos Leões. Enquanto seguíamos nas ruas e pedindo informações até encontrar, ficamos encantados com a arquitetura, os prédios históricos, as cores... Nem preciso dizer que o B. pirou e fez fotos maravilhosas, né. Ele não poderia postar em real time, então segurou pra postar no final de semana. Ninguém sabia que ele estava viajando. 🤫 Encontrei até o local onde gravamos um vídeo icônico da Java falando "luxo" em 2008, foi bem nostalgia essa hora.

Chegamos à Rua de Giz, que estava deserta, como a atendente do café havia dito pra gente no dia anterior. Na verdade, ela disse que pela manhã o centro histórico é "azeado" - rs.

Descendo as escadas, entramos em um museu com fósseis de dinossauros encontrados na região e outra parte voltada aos povos originários. Ficamos mais ou menos uma meia horinha por lá. Confesso que não é um rolê que eu goste tanto.

Na sequência, de longe, vi um senhor expondo arte e fazendo arte na rua. Lógico, me aproximei pra ver. Eu sou encantado com arte! Sua arte me impressionou, pois era feita com caneta esferográfica. Sim, caneta BIC! Tudo era perfeito, simétrico e continha muita história que foi explicada. Quando há arte, pra mim, fica bem mais fácil gostar de ouvir história. Ele me contando e apontando no quadro o que aconteceu me deixa bem mais interessado.

A minha intenção era somente observar, mas o B., não. Me surpreendi! B. comprou uma das artes expostas ali. Ele gosta de coisas em preto e branco, então preferiu uma nesse modelo, pra depois emoldurar e, num futuro próximo, decorar o seu escritório. O artista até insistiu pra eu comprar uma colorida que amei (abaixo), mas onde eu iria colocar? Ainda não tenho casa e, naquele momento, não tinha dinheiro, mas quem sabe um dia, né.

Com o sol ainda torrando a gente, um pouco mais de meio-dia, fomos procurar algo pra comer. Um PF pra ser algo mais simples, barato e que pudesse ter um gosto regional.

Em uma das escadarias, que acho que não foi a da Rua de Giz, encontramos um boteco (também não sei se posso chamar assim) e entramos nele. Lá tinha tanto PF quanto self-service... Um rapaz que passou pela gente levando uns pratos nos cumprimentou e nos sentimos acolhidos até então. Minutos se passaram e ninguém veio à nossa mesa. Uma senhora passou e o Pedro perguntou sobre o PF. "Como que funciona o PF?" Ela, em um tom meio irônico e autoritário, respondeu: "PF é um prato feito!" Mentira!!? Jura? Ninguém ali na mesa sabia o que era um PF até ela falar. (contém ironia)

Na mesma hora eu disse: "Gente, vamos sair daqui?" Todos ficaram se olhando incrédulos com o que tinha acabado de acontecer. Por mais que não tivesse sido algo tão grave, mas o atendimento é o mínimo, a acolhida faz parte, ainda mais em uma capital que recebe turistas todos os dias. E, sim, eu também sou um turista, embora seja maranhense. Afastei a cadeira, me levantei e todos vieram juntos comigo, sem dar satisfação. Tchau!

Subimos as escadas, aproveitamos que o Palácio dos Leões estava próximo, tiramos umas fotos rápidas por lá e paramos em um local aberto que vendia apenas lanches e bolos - lindos e aparentes deliciosos, por sinal. A atendente super sorridente nos recebeu e compensou toda aquela energia que minutos antes tínhamos recebido. Ela nos informou um local onde tinham vários locais pra almoço. Informou da forma como os astecas se comunicavam naquele tempo, sem uso da tecnologia: "segue aqui, vira à esquerda, na escada, desce um pouco, à frente é amarela".

Pietro

Pronto! Encontramos o local.

Era um local simples, mas estava bem maranhense. Bandeiras de festa junina, toalha de mesa com estampa meio piquenique e, claro, um atendimento mil vezes melhor. O rapaz que estava no caixa, percebendo nossa presença, já nos deu boas-vindas e explicou, mesmo sem perguntarmos, como funcionava tudo. Era ali que iríamos almoçar.

O preço foi bem acessível. Os meninos pediram carne e eu pedi frango empanado. Já arroz, feijão, macarrão, saladas e afins eram no self-service sem balança, podendo colocar à vontade. A comida nem demorou pra chegar, mas me decepcionei que o o frango que pedi veio frio. Comer aquilo foi um martírio, mas fazer o quê, né. Demoramos mais uns 30 minutinhos lá pra depois seguir estrada pra metade do MA (deixar o Pietro onde pegamos, no Descanso), depois Teresina - PI pra jantarmos no shopping, e, enfim, CE. A previsão era que chegássemos no CE antes de 00h, mas chegamos mesmo quase 2h. A viagem foi sem pressa, mas com muitos jogos inventados pro pobre do Pedro não pegar no sono enquanto dirigia.


(mais uma pausa pra banhar, comer, assistir um pouco e descansar. agora são exatamente 12h27)


Pedro é realmente um guerreiro nas estradas. Ele dirigiu praticamente 99% dessa viagem toda e, ao chegar em casa, quase 2h da manhã, como mencionei, ele teria que dormir poucas horas para às 4h estar pronto pra viajar novamente a trabalho. O que me confortou foi o fato de ele não ir dirigindo dessa vez. Mas o cansaço e tudo mais, hein!? Não é pra qualquer um, não.

Na quinta (23) fui pra Ubajara e fiquei lá até ontem, segunda. Por conta da viagem, todo mundo ficou com uma "sequela", exceto o Pedro. Dalton ficou num piriri, B. teve alguns dias com o retorno de um terçol e eu, coitado, fui o mais afetado, até agora doente. 🤒 Acredito, sim, que tenha sido a mudança de clima. Pegamos chuva, ar-condicionado, sol quente, vento frio, vento quente... Só pode ter sido isso. Eu raramente fico doente, mas, quando fico, a agonia já começa a subir. Eu sei quando vou ficar doente já nos primeiros sinais: a garganta ficou meio estranha, comecei a dar uns espirros aqui e acolá e foi só piorando.

Percebendo que eu já estava ficando meio gripado, B. fez um melado (nem sei se chama assim) com mel - obviamente -, alho, limão, cúrcuma e, mais tarde, a mãe dele acrescentou gengibre. Desde então tomo umas duas colheradas, mas penso que, se remédio mesmo não me faz efeito, imagine um mel. Mas eu vou na fé. O que for pra me melhorar, vou tomando.

No domingo (26), após passar duas madrugadas sem conseguir dormir direito de tanta tosse e espirro, à tarde fui ao hospital de Ubajara. B. achava que estaria cheio de gente e que demoraria o atendimento, mas, quando chegamos lá, graças a Deus, praticamente sem ninguém. Os meus dados foram coletados de forma rápida, a chamada pra triagem e o atendimento médico também. O jovem médico olhou minha garganta e usou o estetoscópio nas minhas costas, pedindo pra que eu respirasse fundo a cada vez que fosse solicitado. Após fazer a consulta, entregar a solicitação pra tomar vacina, juntamente com o receituário com os remédios que eu teria que comprar, fui. Tive que tomar a dexametasona, mas preferiria mesmo a benzetacil. Pensei até em sugerir ao médico que me desse a benzé, mas o medo de levar um esporro e passar vergonha era bem maior, afinal, o médico é ele, não eu.

Não sou de reclamar de injeção - até prefiro -, mas essa doeu demais quando a enfermeira aplicou. Foi questão de 2 segundos, praticamente. B. viu tudo e ficou chocado também com essa rapidez. Me senti um gado sendo ferrado naquele momento. Doeu muito! Tanto a aplicação quanto enquanto o líquido se espalhava em meu corpo. Saí do hospital mancando. Que agulha grossa era aquela? Ódio!

Nesse mesmo dia, fiquei até que melhor. Dormi bem melhor.

Na segunda (27), ontem, mesmo amanhecendo praticamente sem voz, vim pra Tianguá umas 14h. Eu não estava 100%, mas pelo menos eu conseguia me sentir mais ativo. Aqui, faço o mínimo, então seria muito de boa descansar. Mesmo descansando, tomando todos os remédios, ainda não consegui ficar melhor. Essa semana é muito importante pra mim, já que é minha última semana de férias, mas, pelo visto... Deus é mais! Eu tenho fé!

Dalton sugeriu que eu fosse ao hospital e, claro, quero ir. Mais tarde, antes do final da tarde, vou. Dessa vez, mesmo pedindo pra levar um esporro, vou sugerir ao médico que me dê benzetacil mesmo. Não aguento mais!!! Preciso estar saudável pra ver O Diabo Veste Prada no cinema - que até comprei o ingresso ontem com medo de esgotar -, voltar pra CN com saúde pra poder abraçar muito o Eduardo sem culpa e ter força pro que vem por aí. Possivelmente constarei no próximo post. Aguardem!

Acho que já deu, né!? Muitas pausas, porém um post longo como há muito tempo não registrava aqui.

Até o próximo mês! (ou antes) 😉

terça-feira, 12 de agosto de 2025

3.5

Que o clima de chuva me deixa triste vocês já sabem, e sabem muito bem que quando isso acontece, sinto automaticamente vontade de vir aqui desabafar. Não que seja pra falar coisas ruins, mas pra registar mesmo, colocar pra fora o que tem de bom ou ruim ultimamente. E até que nada de ruim vem nesses tempos, graças a Deus.

Então, na terça foi meu aniversário! 🎈🥳

Como de costume, viajei. Há muitos anos não passo meu aniversário aqui na cidade, nem em casa, e que bom por isso. Como sempre peço folga nessa data, me mandei pro CE de novo. Estar longe daqui me traz paz, me deixa mais feliz, apesar de a cada ano eu ficar sempre mais desanimado com aniversário ou até mesmo nem me empolgar com ele a ponto de bolar alguma coisa nesse dia. Deixo as pessoas à vontade, fico disponível pra qualquer rolê que elas queiram fazer, por mais que seja simples. Eu já estando longe da minha realidade já tá de bom tamanho - rs.

Fiz 35 anos e há vários meses quando me perguntavam minha idade, de bate pronto já dizia 35. Sei lá, vejo isso como já aceitar a realidade, a entender que o envelhecimento existe apesar de toda a pressão que a gente mesmo se coloca. O que mais me conforta é que, sim, estou vivo e que, mesmo com muito esforço, tenho conseguido o que eu quero. Acho que tudo no tempo de Deus, e sinto que Ele tem sido justo comigo ainda que às vezes eu esquecendo de orar, mas ainda assim agradecendo mais e pedindo menos.

O que sempre me diverte é o processo de alguma coisa. No caso, preparei todos os meus stories e de deixei no rascunho bem organizado no ponto de postar. Eu sei que sou mais do que suspeito, mas amei o meu "layout" (posso chamar assim?) desse ano. Amo ver quando faço algo que me agrada e me sinto ansioso demais pra mostrar logo - talvez isso continua sendo no fundo, no fundo, coisa de leonino - rs.

Olha só como ficou e olha só quem também me ajudou:


Amei passar o dia compartilhando esses stories e recebendo o carinho dos amigos, dos conhecidos... Como em todos os anos, me surpreendendo com uns e me decepcionando com outros. Ihhhhhh 👀 Faz parte.

Na virada do meu aniversário, passamos em uma hamburgueria em Tianguá - CE. Não estava fazendo o frio que lá faz, mas ainda assim eu estava gelado. Pedimos hamburguer e à meia-noite, nas badaladas do relógio da igreja, fui surpreendido com um bolo maravilhoso de coco queimado. Eu amo qualquer coisa de coco e os mais próximos sabem disso. Havíamos comido muita batata frita antes do hamburguer chegar que, infelizmente, não consegui comer nem metade dele. Fiquei beliscando o bolo com refrigerante e quando fomos ver, comi mais da metade da metade - rs.

Acenderam a vela com um ponto de interrogação, cantaram os parabéns, fiz o pedido - juro que não lembro mais o que pedi -, apaguei e pronto. Voltamos pra casa quando já era mais de 1h. Foi simples, mas fui muito feliz! 🥲


No dia seguinte ganhei presentinhos: sabonetes, hidratante, protetor e outro cosmético que prometo que vou usar. Ainda não sou do time da skincare, mas, né, os 40 uma hora vai bater a porta e quero estar com a mesma cara que tô hoje - rs. Além disso, ganhei um pix maravilhoso de um amigo e um de zoação, mas sendo pix, por mais que tenha sido mínimo, já vai me ajudar no futuro com algo que Deus vai me ajudar a vir aí o mais rápido possível. E que seja, Senhor, antes dos 40. Inclusive, quem quiser me ajudar, fique a vontade: andersonfunnie@hotmail.com. 😁 (quem vê jura que alguém vai mandar rs) Ainda fico meio sem graça ao receber presente, mas procuro pensar na intenção, não no material. Eu AMEI tudo que ganhei.

No decorrer do dia, quando amanheceu, me permiti dormir até tarde, umas 9h30 e depois do almoço fui pro mato com o B. Eu queria estar longe de casa, literalmente, a qualquer custo, e por ser no meio da semana, na terça, tive o Sítio do Bosco só pra mim. Eu podia contar nos dedos das mãos a quantidade de pessoas que tinha lá, então me senti mais tranquilo. Apreciei o silêncio, o vento, o momento e fui feliz nessa tarde. Até fiz uma mini trilha com o B, que tava me gravando e tirando as minhas fotos, em direção à caverna. Ahhh, já ia esquecendo! Que sorte eu tive em ver os macaquinhos por ali dando o ar da graça. ❤️ Por mais que eu tenha um pouquinho de medo deles roubarem meu celular ou algo meu e saírem correndo no meio da mata, eles complementaram toda a visão de estar no meio da natureza.

No final da tarde voltamos pra casa, mas antes B aproveitou que estava em Tianguá pra dar uma passadinha rápida no dentista. Acho que foi menos de meia hora eu esperando, mas esse tempinho foi crucial e me ajudou a responder o carinho que recebi durante o dia nas redes sociais. Procuro responder as pessoas sem control c control v, respondo de verdade. Tudo bem que tem diferença em resposta quando se é amigo ou conhecido, né, mas todos foram respondidos com o mesmo sentimento de gratidão.

No restante dos dias fiquei trabalhando, dormindo, comendo, jogando vídeo game, comendo, assistindo série, vendo novela, comendo de novo, saindo, fui ao cinema ver A Hora do Mal, fiz caminhada, comi mais... - rs. Passar uma semana no CE ainda é pouco com o tanto de coisa que se tem pra fazer. Só que abro um parênteses aqui: o frio deixa a gente com muita preguiça, pelo menos me deixa. 🥶💤

No sábado (8), eu já estava em Ubajara... Aliás, eu fiquei mais em Ubajara do que em Tianguá. A irmã do B e a cunhada dele vieram de Sobral pra passar o final de semana do dia dos pais. B havia convidado os meninos (Pedro e Dalton) para jogar e comer no final da tarde. E assim foi feito. Jogamos, fomos ao parque de diversões que estava lá por conta do festejo, comemos mais, voltamos pra casa e jogamos até mais de meia-noite. Eu estava o caco, mas estava lá. Foi MUITO BOM esse dia, meu Deus. Como é bom estar em ótimas companhias. 🥰😊

Foi tão bom que no dia seguinte fomos a um sítio almoçar. Levamos os jogos pra lá enquanto a comida não chegava e, assim como em casa, no meio de todo mundo tinha gritos e gargalhadas. Às vezes eu ficava olhando aquela arrumação, mas f*da-se, os incomodados que se retirem. 😎

No domingo, passei o dia no off, sozinho no quarto, todos já tinham que descansar pra voltar a realidade de segunda. E eu principalmente, pois no dia seguinte teria que pegar a Guanabara às 5h30 pra chegar em Coelho Neto às 14h. É Ubajara > Tianguá > Teresina > Timon > Coelho Neto. Enfim, cheguei bem cansado, mas cheguei. 🙌🏻 De Timon pra CN foi luta, pois uma van teve que nos levar até o Descanso e de lá outra van teve que seguir até CN. Essa van, coitada, além de atrasar, parou umas cinco vezes na estrada. Eu não fiquei chateado por isso.

No fim, ficou só a lembrança agora. Espero viver mais esses momentos. Foi muito especial! Sou muito grato a Deus pelas pessoas que ele me coloca no mundo. 🩷

Até!

segunda-feira, 12 de junho de 2023

UMA SEMANA OFF DE CN

Inicio esse post informando que não estou triste - já que a maioria das vezes eu só venho pra cá quando estou assim. E espero não ficar enquanto digito. 🙃

Na semana passada, depois de muito fuzuê, viajei pra Teresina. O André sempre me deu sinal verde pra ficar lá com ele, mas mesmo assim teria que ver como estava o mood e a agenda dele. Na verdade, eu queria ter ido em abril, mas minha chefe acabou sendo resistente em não deixar por motivos dela, mesmo eu tendo todo o direito a folgas. No final de maio, em conversa pessoalmente, ela foi resistente novamente. Dessa vez, não quis deixar passar. Pedi, então, que eu ficasse ao menos três dias de home office, já que era final de mês e que tiraria apenas 2/6 dias de folga. Ainda tenho mais 4 dias. E assim foi feito.

No sábado (27) à tarde, consegui uma carona (paga, né!) depois das 14h. Cheguei em Teresina lá pras 16h e encontrei o André em um ponto que combinamos. Incrível, o meu humor muda muito na presença dele. O André tem uma coisa que não sei explicar, eu só sinto. Quando estou com ele, nasce uma empolgação, um negócio diferente, sei lá... Ele não me blinda de nada e respeitamos um ao outro. Lógico que temos as nossas discordâncias, mas nada que possa gerar algo grave. E isso é tão bom... 💖

Não lembro o que fizemos nesse sábado, mas aproveitei pra baixar A Pequena Sereia (o desenho/filme, de 1989). Não cheguei a assistir ele de uma vez, foi por partes, e achei tão gostosinho... Assisti porque estávamos em vista assistir o live action no cinema na segunda - pra pagar meia, né? HIHIHI. O desenho é maravilhoso e a história é digna de filme da Disney, tem sempre uma moral, apesar de toda a problemática que o mundo, ou talvez o nosso país, encontra hoje. "Como a Ariel pôde dar a voz por causa de um macho?", foi um dos comentários que li por aí. 😒

Na segunda (29), levantamos cedo, preparamos o nosso escritório, ligamos o ventilador no máximo e começamos os trabalhos. O trabalho do André não para, nem pro almoço, coitado. Já eu tive de 12h às 14h30 de descanso... "Descanso"... Nesse tempo, enquanto ele corria em preparar o almoço com o celular na mão, eu tentava de alguma forma organizar a louça e a mesa. Depois de comermos, geralmente assistindo alguma besteira ou ouvindo algum podcast, ele voltava ao posto e eu a cama... Retornei às 14h30 e só larguei às 19h. Pouquíssimas vezes conversávamos durante o período de trabalho, ainda que um ao lado do outro dividindo um único ventilador. 🥵


Devo registrar aqui que o André cozinha super bem, eu fico impressionado. Às vezes tenho a impressão de que ele não bota tanta fé no que faz, mas o que ele faz, no meu gosto, é delicioso. Ele não fez nada que tivesse coisa que não gosto, tipo coisa do mar e, meu Deus, era macarrão gostoso, arroz gostoso, farofa gostosa, coisas simples, mas que tinham sempre algo a mais... o tempero dele é muuuuuito bom!!! 😋 Não tenho nada a reclamar. Fora que toda hora eu comia! O meu jargão de sempre era: "André, tô com fome!".


Ah, antes que eu esqueça, preciso registrar também que a vista do pôr do sol da janela do quarto dele é sem palavras, parece um quadro na parede. Nesse horário eu parava tudo e fica ali admirando... É muito lindo! 😍

Ininga, Teresina - PI / 18h07

À noite, antes das 20h, na correria, fomos ver o live action da Pequena Sereia no cinema do Teresina Shopping. Nem lembro qual foi a última vez que fui ao cinema, mas foi tão bom. Confesso que não estava com tanta expectativa com o filme, imaginei que não teria como superar o original de 89... Leigo engano. O filme é perfeito!!! 🤩 Lógico que as cenas não são cem por cento iguais, mas eles melhoram muito algumas coisas e explicaram outras. Realmente, o filme é bem humano, sabe, e acrescentaram umas cenas que deram pra fazer chorar. Uma pena que não encontramos três assentos próximos para compartilharmos e comentarmos durante o filme; fiquei na fileira de baixo da do André e Maysa (amiga dele), no meio de dois pais com seus filhos.

No restante dos dias não fizemos nada além de trabalhar, comer, assistir e dormir. Na verdade, trabalhei até quarta, e quinta e sexta fiquei à toa.

No sábado (03), André comentou sobre a ida a um lugar para andarmos de bike. Há muitos anos não andava de bike e acho que, mesmo não demonstrando, me empolguei. Fiquei com aquela ansiedade que só eu sei, só que na noite do dia anterior levei um banho de água fria. Talvez não iríamos mais. Ainda assim, depois que acordamos, vesti uma camisa bem folgada, coloquei o tênis, a Maysa chegou de Uber e pegamos estrada. Deu certo! 😉

Chegamos no Araxá Bike Park umas 9h e pouquinho. O lugar estava do jeito que eu gosto, praticamente sem ninguém. Não tinha barulho nenhum e só mato. Eu gosto do verde, de sentir o chão e respirar aquele cheiro, ar... Andamos um pouquinho por ali até irmos alugar as bicicletas. Ajustamos o capacete, fizemos o “test drive” e seguimos para as trilhas. Maysa não quis ir, ou iria um pouquinho depois da gente, mas certamente não aguentaria.


Não existe coisa melhor do que andar de bicicleta no meio do mato. Haviam, se não me engano, cinco trilhas. Fizemos a primeira, depois pulamos pra terceira, eu acho, até chegar na quinta. Eu imaginava que a quinta seria barra, mas o máximo foi que surgiram umas decidas, subidas e uma ponte que só me deu medo depois que passei por ela – rs.



Foi muuuuuuuito massa!!! 🚴🏻‍♂️

Após quase 1h fazendo trilha, entramos na piscina e ficamos um pouco de molho lá. Sei lá, foi uma limpeza de energia, eu realmente precisava estar longe de pessoas, concretos e de um certo ar. Ali, só eu e André, rindo de besteiras e conversando sério também tutupom - rs.


No restante dos dias, comemos besteira, dormimos e assistimos muitas coisas aleatórias. Nesse intervalo de tempo, apresentei a Natty Hills pra ele e acho que ele acabou zerado todos os vídeos dela.

Passar uns dias longe da minha realidade, mesmo trazendo um pouco dela, me energiza muito. Eu sei que não é duradouro, que tudo volta, mas pelo menos tive essa oportunidade de recarregar minha bateria. Espero fazer sempre programas assim, na companhia do André. Sozinho eu até que consigo, só que é tão ruim quando não tem alguém do lado pra conversar, comentar sobre algo ou ter ajuda... Sei que agradeci pessoalmente, mas vou agradecer por aqui também: Muito obrigado, André! 🫶🏻

Obrigado a você por ter lido até aqui também. Se quiser/puder, comenta.

Até depois!

😗

domingo, 27 de novembro de 2022

NÃO SEI POR QUE DESSE MEDO

Estou tão ansioso, mas ainda não consegui dar o primeiro passo... 🥺

Nos próximos dias terei que ir a São Luís so-zi-nho. Nunca viajei sozinho! Na verdade, já, sim, porém sempre tem alguém no destino me esperando. Eu não sei por que essa ansiedade, esse medo, quando eu sei que consigo e que no final vai dar tudo certo. De imaginar que já fui ao sul sozinho também, que inclusive o voo atrasou... No final, consegui! Não sei por que tenho medo das pessoas, do desconhecido até encarar de fato.

Já é uma questão de palavra e honra eu ir pra lá. Os "amigos" que tenho lá têm uma personalidade meio diferente, parece que não gostam de receber ou não ficam felizes em saber que vou... Na última vez que fui, há um pouco mais de um ano, combinei com um amigo dias antes de chegar lá. Como ele sempre fazia, inventou uma desculpa que não podia me ver e eu fiquei p da vida. Mandei um áudio falando muita coisa, sendo que hoje até me arrependo, afinal, quem criou a expectativa foi eu. Deveria ter respondido apenas com um "ok" e seguido minha vida. Esse mesmo amigo, ainda sem saber que vou, me mandou mensagem dias atrás dizendo que em um determinado rolê lembrou de mim e que sentiu saudade. Aproveitei a deixa pra falar que nos próximos dias iria pra lá e até, como não tenho vergonha na cara, perguntei se ele sabia um lugar bacana e barato que eu pudesse ficar. Nisso, ele disse que ia ver e me retornar... Até hoje espero. Esse eu não tenho fé em contar. David Abreu

Outro amigo - ainda virtual - me deu dicas de lugares com prints do Google, acredita? Esse também cag*u pra minha ida, mas eu já esperava, afinal, ele namora e eu estar perto dele deve ser um risco pra sociedade. Aff, que preguiça... Será que um dia vou entender essa insegurança dos casais quando estou próximo? Eu, hein. Oséas Andrade

Por ver seus stories na Ilha, perguntei a outro conhecido, esse da minha cidade que está lá Em São Luís, onde ele estava e se ele tem dicas de lugares pra eu ficar. Ele foi bem solicito, me mandou áudio me explicando e tudo e tal. No entanto, no final do papo, perguntando se ele poderia me ajudar, ele soltou a seguinte frase: "Sim, mas não confia no meu palpite." Oxente!!! Esse meio que estou tentando descartar, mas ainda assim sinto que ele pode me dar um suporte quando eu estiver lá. Arthur Flávio

O meu maior medo até agora é de passar fome. 🙁 Me conheço e sei que com fome eu sou a pior pessoa do mundo. Eu não abro a boca pra falar nada, aí vem todos os sentimentos ruins: mau humor, impaciência, vontade grande de chorar... 

Não parei pra arquitetar nada. Estou sem saber por onde começar. Na verdade, anotei nas notas do celular algumas coisas que preciso lembrar de levar ou fazer nessa viagem. Estou tentando maquinar também a minha volta. Como vou passar por Caxias na volta, preciso buscar um diploma no SENAI que desde 2014 enrolo... não posso mais deixar passar! Como não quero ficar em Caxias todo o final de semana pra resolver na segunda o que quero e depois voltar pra casa, estou pensando seriamente em ficar o final de semana em Codó. Não sei direito, pois preciso colocar tudo na ponta do lápis. Acredito que dê certo, mas pra isso preciso saber de todos os valores.

Espero voltar aqui depois de voltar de São Luís. Vou tentar contar como foi, sem prometer. Me desejam sorte! 🤞🏻

segunda-feira, 27 de junho de 2022

UM FINDI NORMAL

Todas as vezes que é uma segunda-feira após eu ter passado um final de semana em Teresina, chego com a sensação de que acordei de um sonho. Eu não sei explicar muito bem, mas parece que tudo que vivi em poucos dias fez parte de um outro mundo, sabe. Eu não sei explicar de verdade essa sensação que só sinto aqui.

Na madrugada, não consegui dormir direito. O frio do ar condicionado me incomodava juntamente com o fato de ter que compartilhar a cama com alguém. Eu em um sono normal já me mexo, imagine quando estou ansioso... Havia colocado o despertador, como em todo domingo pra voltar, às 4h30. No intervalo de 22h até esse horário, fiquei acordando pra verificar o celular... O meu medo era do despertador tocar e acordar não só a gente, como a toda vizinhança. 🤯

Com a calma de sempre, consigo cronometrar o tempo certinho: acordar, tomar banho, colocar uma roupa, comer algo (quando tem fácil), mexer no celular um pouco e depois pedir Uber. O Uber é bem difícil nas madrugadas, mas até que nas ultimas três vezes, consegui com certa rapidez.

Cheguei em Timon e peguei o ônibus um pouquinho próximo de 6h, que é justamente o horário que ele parte para Coelho Neto. Nessas ultimas vezes também ele tem atrasado a sair, bem estranho, mas penso que tudo no tempo de Deus e é sempre Ele agindo.

Como em viagem não consigo dormir, meu pensamento vai a mil. Eu tenho muita gratidão e penso com carinho nas pessoas que me fazem bem. Geralmente tenho um flashback de como conheci as pessoas, como elas representam pra mim e nisso meus olhos vão enchendo de lágrimas. Me seguro e busco “curtir” a viagem. Ao mesmo tempo, penso nas pessoas que me sentia na obrigação de ficar perto pra não me sentir sozinho, mas é aí que a estupidez fala mais alto. Sou tão rancoroso e isso acaba passando por cima do bem, mesmo sendo quase raro, que as pessoas fizeram por mim. Amizade é uma troca, e não só de favores.

Ao chegar em casa, um pouco mais de 8h20, só tirei o calção e pus uma calça para trabalhar. Cheguei cansado, mas dei conta do que tinha que fazer. Ao chegar em casa, um pouquinho antes de meio-dia, coloquei o despertador para 14h30 e apaguei. O sono foi pesado mesmo, mas ainda assim acordei antes do despertador.

Ah, já ia esquecendo... Lá em Teresina vi os tios do Pedro que vieram de Portugal, Edivan e Fabricia. Percebi que Edivan continuava do mesmo jeito e Fabrícia estava mais ativa, conversadeira e carinhosa – não que ela não fosse, mas foi a primeira vez que a vi assim. O nosso encontro foi bem rápido. Nos encontramos às 22h do sábado e fomos embora um pouquinho mais de 23h. O shopping estava fechando, as barracas de comida também e o parque de diversões que eu queria tanto... Ainda assim, por sorte, comi um brownie e bebi água. Eu estava morrendo de fome!!! 

Foi basicamente isso. Tive uma folguinha aqui e resolvi registrar um pouco o meu final de semana. Nada de mais, mas tudo bem especial e fora da casinha, fora da casinhaaaaaa... 🎵

segunda-feira, 13 de junho de 2022

DIA DOS NAMORADError

Pra ser sincero, não tem como não romantizar o dia de ontem. Tentei focar em tudo, mas as redes sociais estavam ali para esfregar na cara a realidade do momento. Busquei ver vídeos à toa, a dormir para acelerar o dia... e nada. No final do dia, antes de dormir, chorei. 😢

Na idade que estou, acho que o peso é bem maior. A gente não quer mais ficar por ficar, por mais que em alguns casos ocorra. Ainda assim, mesmo ficando, um dos lados têm, com certeza, o interesse de continuar. E isso que tem me pegado nos últimos dias.

Eu sei que pra namorar tem que conhecer, ficar, rolar interesse... Estou ficando há quase 6 meses e ainda não sei o que vai ser. Por mais que nesses meses tenhamos ficado pouco, em média uma vez por mês, a nossa convivência tem se tornado algo frequente, juntamente com nosso bom humor e intimidade. 😅😁

Sempre tive na cabeça que após o quinto fica já é namoro, mas quando houve esse quinto encontro, me invoquei em um diálogo determinado e fiquei repensando se realmente valeria a pena um namoro a partir dali. Aí veio a afirmação de que, sim, ao contrário do que eu pensava, tem que haver um pedido de namoro.

Já o sexto encontro foi incrível, por mais que não tivéssemos saído de casa. Eu amo diálogo, saber um pouco mais da vida do outro sem perguntar e ter essa vibe amigos, sabe. Sempre preso pelo diálogo, pela sinceridade e pela verdade. Acho que isso faz com que o sofrimento (se houver!) seja amenizado.

Estou vivendo esse momento sem pressão, sem cobranças e com aquele medo e insegurança de mesmo assim estar fazendo tudo errado; fora o medo de estar sendo enganado novamente. Com tudo isso, ainda penso: “Será se tô parado demais?”.

Ontem fiquei me coçando pra mandar uma mensagem, mesmo que fosse fora de contexto, só pra saber se estava bem, dizer que sentia saudade, ou ter um diálogo rápido como sempre acontece. A minha vontade era de falar a verdade: que eu estou me apaixonando e que isso tem me feito um pouco mais feliz. Que coisa louca pensar assim e ser intenso, mesmo não tendo certeza das coisas, né? E a minha resposta, mesmo sem mandar mensagem, foi ver um story seu em uma balada rodeado de pessoas, muitas pessoas mesmo. Meu coração saltitou e fui do céu a terra. E esse foi o motivo do meu choro e pensamentos mirabolantes durante toda a madrugada. 💔😢

Já sei toda sua programação nesse mês e fico com receio de me oferecer a nos encontrarmos, depois do dia 20/06, para matarmos a saudade. O fato é que sinto que estou perdendo aos poucos e que isso pode ser prejudicial pra mim. No próximo encontro, vou tentar ter um diálogo em relação a isso. Sei que vou desabar, mas é preferível que seja assim logo, porque, mais uma vez, o tempo de encarrega de me curar e deixar eu seguir a vida novamente.

Não sei até quando as coisas acontecerão comigo assim. Preciso me entender e de ajuda pra me entender. Tudo jogo a culpa em mim, até mesmo por ficar em silencio algumas vezes. 😞
Ronny Oliveira

segunda-feira, 6 de junho de 2022

ACIDENTE

Na noite de sábado, L. me mandou mensagem me fazendo um convite. Disse que teria que ir em Teresina no domingo, pois na madrugada de segunda iria fazer algo e não queria voltar sozinho no carro. Por algumas razões, fiquei tentando rejeitar o convite. Cheguei até a pedir opinião pro Pedro sobre... Conversando com Pedro, me questionando se eu realmente queria ir, afirmei: “Ah, Pedro mas não vou fazer nada no domingo mesmo.” E sem dizer sim, aceitei o convite. 🙂

No domingo, um pouquinho mais de 15h, L. foi me pegar em casa. Eu já tinha colocado algumas mudas de roupas na mochila; carteira, celular e carregador em outra, pus o cinto e seguimos viagem. 🚗

Na estrada, enfrentamos sol, tempo nublado, chuva fraca e chuva muuuuito forte. E eu, embora indo na velocidade normal, sempre com calma falando: “L., não estamos com pressa, vai com calma, a gente vai chegar lá...” Além de, claro, fechar meus olhos por alguns segundos e conversar com Deus. Ultimamente faço muito isso quando saio de casa, do trabalho ou quando sinto que preciso. Ao chegar ao meu destino, agradeço, claro. Não é só sobre pedir, tenho que agradecer também.

Não lembro exatamente que horas chegamos em Teresina, só sei que foi no final da tarde. Fizemos o check-in no hotel, deitamos, dormimos e acordamos às 19h30 pra ir ao Shopping comprar algumas coisas que ele queria e também procurar algo pra comer. Resolvemos não comer no Shopping, fomos a uma pizzaria e voltamos pro hotel com chuva forte quando já se passavam das 22h.

L. dormiu primeiro e eu dormi um pouco depois de 00h30, pois estava em chamada de vídeo com Becky e Maurício (do grupo de American Horror Story). Se não fosse acordar às 4h, certeza que não teria dormido antes de 1h. 🥱

Às 4h em ponto o despertador tocou. Por mais que tenhamos colocado o despertador para essa hora, estávamos atrasados. Enquanto ele banhava, arrumava minha mochila o mais rápido que podia. Sem tanta demora, fizemos o check-out e seguimos com a ajuda do GPS até nosso destino pra de lá voltar a CN. Até aí, tudo ocorreu bem.

Um pouquinho para dar 5h, seguimos estrada pra voltar a CN. Ainda estava escuro e a partir de 5h30 que começou a clarear. A estrada estava tranquila, sem muitos carros grandes e sem muitas ultrapassagens. Saímos, enfim, da BR-316 e fomos para a MA-034. Vimos que a pista estava molhada e que às vezes serenava. Alguns trechos tinham buracos e por conta das poças de água poderiam até ser confundidos. A nossa velocidade estava normal, eu já tinha até conversado com Deus novamente.

Em um trecho, seguindo normalmente, até quando L. viu dois buracos quase em cima deles. Como qualquer motorista, tentou desviar levando a direção rapidamente a sua esquerda. Sem ver, atrás da gente havia um carro começando a fazer ultrapassagem. Não deu outra! A frente do carro de trás bateu na traseira do carro do L. fazendo com que ambos fizessem um “U” ao mesmo tempo. O carro da pessoa de trás foi parar do lado direito da estrada e o nosso do lado esquerdo. Na hora do desespero, olhei pro L. e não sei se foi meu pensamento falando alto ou mesmo a minha voz, gritei por Deus. O L. estava com o pé seguro no freio e, com aquele barulho de frenagem, certeza, se não fosse isso, teríamos capotado. Foi como em um filme de ação. Parece exagero, mas vi a morte ali.

Após o susto, carros parados em lados opostos da MA, o motorista do carro de trás desceu do carro com o olho arregalado e, aparentando tranquilidade, checou a sua frente. Ao mesmo tempo, descemos do carro e fomos ver o pneu traseiro esquerdo. Es-tra-ga-do! O pneu não serve mais pra p**** nenhuma. Calmo por fora, mas com o coração faltando sair pela boca, pedi pro L. conversar com o motorista do outro carro. E foi. De longe, vi ambos se cumprimentando. O motorista parecia nervoso, estava apressado e com os olhos arregalados. A única reação dele, que eu vi, foi pedir o contato do L. pra depois ajudar ele pelo estrago. Agora a pergunta: quem tem culpa? Não importa. 🤔

Ainda ali, L. perguntou para ele como faria pra trocar o pneu do carro, pois nem ele, nem eu (que não sei nem pra onde vai) sabia fazer. O motorista ensinou na prática, chegou até a colocar o macaco e depois, alegando que estava apressado para um atendimento, vazou. Achei estranho isso, hein. L. e eu trocamos o pneu com muita dificuldade. Na verdade, mais ele do que eu. E seguimos pra casa depois desse susto. Silenciosamente, agradeci a Deus pelo livramento e rimos de tudo que aconteceu. “Foi só um susto!” não parava de ser falado e foi a frase que mais deixou meu coração calmo.

Ao chegar em casa, aliviado, deitei, fechei os olhos, respirei fundo e segurei o choro. 🥹

Minutos depois, por mensagem, falei pro Pedralton tudo que aconteceu e Pedro disse que tudo tem um porquê. Isso me deixou pensativo... Deus talvez me mostrou e provou que tenho chance pra me manter vivo e fazer algo pra mim e por mim. 

Que assim seja! 🙏🏻
Lucas Vaz

quinta-feira, 26 de maio de 2022

RESUMINHO DE ABRIL

Estou aproveitando um momento de folga aqui no trabalho pra registrar aqui. ⏳

No começo do ano, além de me prometer várias coisas que estou cumprindo, prometi também que pelo menos uma vez por mês eu apareceria aqui pra contar alguma coisa, mesmo que fosse pra contar que não fiz nada, ou que estava na mesma rotina. Eis que o mês passado não dei as caras, olha só que irresponsável. E, mesmo querendo dar uma desculpa, nem é, pois estava de férias. Fui ao Rio de Janeiro ver os desfiles das escolas de samba com Pedralton. Além de, claro, fazer meus “encontrinhos” e viver as férias à minha maneira.

Ver o Cristo é coisa de louco!!!

Não tem como não agradecer a Deus.

Olha a Mangueira passando... - rs.

No Rio, conheci pessoalmente, após mais de 15 anos de amizade virtual, o Saulo Veloso. Nos encontramos no Shopping Praia Bota Fogo que era bem próximo de onde estávamos hospedados. A Thaís, namorada dele, também estava lá com a mãe dela. Passamos à tarde toda papeando e comendo. Foi muito f*da!!!

A vista atrás é real.

Em outro dia, após sair do Bondinho do Pão de Açúcar (cof! cof! 😮‍💨), fui encontrar o Nuno (Anderson Bruno) próximo a praia de Copacabana – ou era lá? Fui sozinho de Uber e deu tudo certo. Era final da tarde e passei por uns momentos de insegurança, sei lá, não me senti bem e quase fomos assaltados. Sim, há lugares no Rio que são realmente perigosos. Talvez se eu estivesse com os meninos (Pedralton), certeza que não estávamos mais com celular e carteira. A minha sorte foi que o Nuno era um carioca característico. O sotaque, a camisa do flamengo e o jeito dele me deixou um pouco mais seguro. “Confia em mim” foi a frase que deixava o meu coração mais tranquilo. Por fora, acredito eu, estava normal, mas por dentro era uma mistura de medo, tensão, “o que eu tô fazendo aqui?” e muitas outras questões. Nos livramos de um assalto por isso. Queria muito poder detalhar isso aqui, mas tenho preguiça de repetir sempre a mesma história. Quem sabe um dia, né!? O f*da é que no dia seguinte, quando fui pra Praia de Ipanema com os meninos, fiquei o tempo todo com a cara de c*, pois não queria estar lá e me senti obrigado a ir, meio traumatizado da noite anterior. É estranho a abordagem dos vendedores, a forma como eles falavam me dava nos nervos... Nesse dia enesolarado, fiquei embaixo do guarda sol, com o celular grudado com força na mão e torcendo pra não acontecer um arrastão. 😕

Andersons.

No último dia, reencontrei a Becky. ❤️ Nos conhecemos pessoalmente, também após uns anos de amizade virtual, quando fui ao Rio pro último show da turnê de retorno de Sandy e Junior, em 2019. Nesse segundo encontro, ela disse que mudei muito e que eu estava até bebendo – rs. SIM, eu bebi com ela em um barzinho super vibes que ela indicou. A comida lá é bem diferente do que estamos acostumados aqui no Nordeste. Provei um pouco da comida dos meninos e eu, com medo de gastar dinheiro com algo que não conheço e acabar passando mal depois, pedi uma pizza só pra mim com uma cervejinha que tinha a mesma pronuncia do nome da Becky. Jamais vou esquecer do drink de coco – quem me conhece sabe que eu amo tudo que tem coco – que não tinha mais no cardápio, mas que Becky pediu pra fazer. Delícia demais!!! 🍸

Becky is back.

Ao voltar do Rio pra Teresina, tivemos uma conexão de muitas horas no Recife. 🛬 Por que não dar uma voltinha por lá? Já havia combinado com o Filipe Lima e deu tudo certo. Assim que chegamos no aeroporto, chovia, mas isso não impediu de sairmos. Vimos anoitecer dentro do Uber até chegarmos no condomínio do Filipe. Ele nos levou pra comer, depois fomos pro Marco Zero, Centro Histórico, paramos pra batermos mais papo e seguimos de volta pro aeroporto. Agora, sim, com Recife, conheço 10 estados do Brasil. O meu sonho é conhecer um pouco de todos.




Chegamos um pouco mais de 00h em Teresina e teríamos que pegar estrada pro Ceará. O combinado seria chegarmos em casa, tomar banho, tirar uma soneca e umas 3h pegar estrada. Quem disse? Só foi banho, arrumar outras malas, jogar tudo no carro e seguir. Eu nunca tinha feito uma viagem tão ruim na minha vida! Estávamos virados, cansados, meu Deus!!! Pedro e Dalton ficavam reversando a direção enquanto eu rezava para que nada acontecesse de ruim na estrada. Atraquei dois cintos do banco de atrás em mim: o do lado, que passa pelo ombro e vai para a cintura e o do meio que pega somente a cintura. Ali, tentei dormir, mas não conseguia. Minha vista via sempre dois e no meio da madrugada eu acordava com faróis em cima de mim, parecia que ia acontecer uma colisão. Vi, em alguns momentos que estive acordado, Pedro se espantando no passageiro quando o Dalton dirigia e vice-versa. Foi tenso! Chegamos em casa umas 7h e pouquinho, nem lembro se tomei banho, só tirei a camisa, o calção e, de cueca, me entreguei àquela cama. 🛌🏻

Passei o restante das semanas antes de encerrar as férias no Ceará. Fomos à Praia, aos Lençóis, comemos fora, maratonei a série De Volta aos 15, vi vários capítulos da novela A Viagem, vi com o Pedro um pouco do reality Túnel do Amor e acompanhei No Limite nas noites da Globo. 🤓


No ultimo dia de férias, um dia antes de voltar a Coelho Neto, namorei um pouco. 🥰 O nosso quinto encontro não foi como eu queria, mas o sexto foi incrível. Não tenho certeza das coisas da vida, mas estou buscando ter calma pra conhecer, pra que tudo dê certo e que eu não sofra num futuro próximo. Tudo indo no tempo de Deus e se for pra ser, será. 🤞🏻

Voltar a realidade foi bem difícil. 🥺 Na segunda (09/05), eu estava rente no trabalho. Era como se eu tivesse sido acordado de um sonho, sabe. Mas o que me motivou mais era fazer mais dinheiro pra curtir muito mais nos próximos meses ou ano. Depois da pandemia, a minha cabeça ecoa “aproveita, mermão, se joga”. Felizmente não houve nada de errado no meu trabalho com a minha ausência. Também, deixei tudo pronto, as anotações, os problemas que poderia sugir... Amém, amém, amém! 🙏🏻

👀 Acabei de ver o quanto escrevi e, meu Deus, eu não contei nenhum detalhe pra valer desses dias. Se o resumo foi assim, a viagem toda seria um livro. 👀

Na verdade, o desabafo que eu queria fazer aqui nem era sobre as férias, sobre os acontecimentos de abril, mas sobre o meu choro de ontem antes de dormir, por descobrir algo que me deixou feliz por um lado e triste por outro. Eu continuo precisando de ajuda pra entender certos sentimentos que tenho e o meu maior medo é ser possessivo. 💔❤️‍🩹😢

Estar digitando aqui me fez bem, depois de ter contado sobre a viagem, vivi em pensamentos os momentos que registrei acima e isso me deu um gás de alegria que nem preciso mais falar de tristeza aqui. 🙂 O tempo vai resolver essas minhas angustias, eu tenho certeza disso. 

Obrigado e tchau! 🫰🏻

terça-feira, 1 de março de 2022

FERIADOU! E EU?

Antes do feriado já preparei algumas coisinhas pra fazer durante ele. Como não teria condições de ir pra Teresina, até porque também o DG já foi de mala e cuia pro CE, resolvi ficar por aqui mesmo. Eu havia prometido que iria pra Teresina pelo menos UMA vez por mês e eu indo nesse feriadão não seria uma, mas duas vezes no mês, então, ainda cumpro com minha promessa. Haja dinheiro!

Há algumas semanas, DG estava preparando a sua mudança, separando as coisas pra levar pro CE, e no meio de tudo achou um bloquinho vermelho, de capa dura, que ganhou há anos, quando ainda trabalhava com um ex chefe e até então amigo dele. Dalton nunca foi ligado nessas coisas de papelaria, por isso, o bloco estava lá, esquecido e guardado. Na época, com minha letra, na primeira folha, escrevi o nome completo dele. Modéstia a parte, minha letra ficou linda, e eu nem lembrava que tinha feito isso. Pelo menos soube que ele me autorizou a escrever o nome lá, já que ele detesta quando mexo nas coisas dele - rs.

Quando fui a Teresina semanas atrás, trouxe esse bloquinho comigo. Obviamente, de uma forma bem sutil, risquei o nome dele e pus o meu. Pronto, ele era meu real oficial agora. Não sei explicar, mas já criei um apego por ele desde a hora que o vi, por foto ainda, mesmo com a capa dura um pouquinho destruída com o tempo.

Enfim, nele, comecei a anotar umas coisinhas. A princípio, consegui anotar todo o débito que tenho com o "Banco Pedrenrick" (uso esse termo quando o PH me faz alguns empréstimos quando estou precisando) e na medida que fosse pagando, já ia riscando. Eu tenho esse prazer de escrever, colorir e depois riscar. Sei lá, me faz tão bem porque sinto no final que cumpri com a minha promessa, palavra ou sei lá o quê. E tive sorte porque assim que terminei de anotar tudo, eis que um dinheiro de um reembolso que nem lembrava mais caiu na minha conta. Completei com mais um tantinho e 🚀 pro "Banco Pedrenrick". Após o pix, risquei com ✔ com gosto.

Já na segunda folha, escrevi o que iria fazer durante esse feriadão de carnaval. Sinto que quando anoto algo me sinto na obrigação de cumprir, sendo por isso toda a minha programação financeira mensal anotada de forma bem bonitinha e organizada em notas do celular. Dentre o que escrevi para fazer, está:

  • Pintar usando aquarela;
  • Personalizar uma sacola para dar de presente pro professor Francisco Lima;
  • Selecionar fotos do drive pra um projetinho que pretendo iniciar esse mês;
  • Pesquisar sobre coisas do Instagram para criar inspiração para um projeto anônimo;
  • Atualizar o blog (o que estou fazendo agora mesmo! 😗);
  • Concluir o Livro da Bruna Surfistinha;
  • Terminar a 5ª Temporada de 9-1-1;
  • Fazer uma disciplina da Pós Graduação que foi disponibilizada esses dias.

De tudo acima anotado, somente fiz três coisas, ou melhor quatro, infelizmente. Negritei para saberem.

Estou me sentindo um pouco preocupado por ter feito o contrário do que sempre faço, que é deixar as coisas mais difíceis para fazer primeiro, depois ir para as mais fáceis que me deixam mais tranquilo e confortável.

Poderia, sim, durante a madrugada, ter pintado usando aquarela, mas eu prefiro fazer isso quando estou com vontade, inspirado, pois sai algo que me deixa feliz e orgulhoso. Não selecionei as fotos do drive por preguiça mesmo, fiquei imaginando procurar o HD Externo, ficar buscando de pasta em pasta, passando horas e mais horas selecionando fotos... Durante a semana vou tentar fazer isso. Sobre pesquisar sobre algo específico do Instagram... Leitura... Que preguiça de ler uma ruma de coisa. Isso também se encaixa na disciplina da Pós Graduação. Não consigo ler deitado, com barulho... Confesso que até abri, mas preciso ficar sentado, ligado, com um caderno, caneta e tudo e, principalmente, concentração. Não deu! Mas essa semana vou tentar aproveitar algumas folguinhas no trabalho, se eu tiver, prometo!

Pensando bem, no fundo não me sinto culpado por ter procrastinado. É o meu descanso, é o meu corpo, são minhas dormidas sem preocupação. Além de ser tão bom dormir no frio, com chuva... Quem quer fazer algo com esse clima, minha gente?

Amanhã, às 14h30, volto à rotina. Trouxe o celular coorporativo pra casa, chequei ele algumas vezes para que a mensagem automática avisando que eu retornaria somente quarta às 14h30 fosse disparada pra quem me chamou. Ainda assim respondi um aluno, também como se fosse mensagem automática. Acho que ele nem percebeu, porque nem me retornou. Glória!

Não sei o que será desse mês, mas quero ir em Teresina de novo. 👀🥰

**

Ah, esqueci de contar aqui. Comprei um celular novo no dia 22/02, em Teresina mesmo. O meu anterior não estava ligando mais por conta da bateria, então, resolvi comprar logo. Foi quase que um rim, mas acho que deu tudo certo. Devo confessar que depois me bateu um pouco de arrependimento, primeiramente porque o novo celular é menor do que o meu anterior e também porque resolvi, mesmo sem confiar nas coisas de CN, ir numa loja que abriu recentemente pra trocar a bateria. E num é que deu certo!? Com isso, deixei o celular novo de lado, por enquanto. Meu plano é de passar tudo de um pro outro, até porque o meu novo é de 512Gb, então, pra mim, quase uma memória infinita. O fato é que ainda não sei quando vou fazer todo esse processo de transferência, pois isso, definitivamente, me obrigará a usar o celular novo e eu ainda não quero. Acho que esse mês ou até na primeira quinzena do próximo eu faço esse processo, porque férias vem aí, hein. 😎

Tudo indica que voltarei a Cidade Maravilhosa. Sem mais!

**

Mudando de assunto, lembrei de outra coisa. Ontem, após mil anos, no tédio, entrei no BP UOL. Percebi que tudo lá foi modernizado e mesmo assim fiquei com aquela nostalgia. Consegui ainda manter conversa com dois contatos: um contatinho era legal, papo bom, confiei e até passei meu @, mas até agora nada. O outro contato já era mais uma conversa que me dá preguiça, sabe. Não foi uma conversa levada ao s***, mas algo que não rolou mesmo, uma conversa sem pé nem cabeça, umas perguntas típicas de quem busca perder tempo e fazer os outros perderem também nessas salas. Ainda assim foi legal!

**

Então... Vou tentar voltar ainda esse mês pra contar alguma coisinha aqui. Acredito que o próximo post será sobre o livro da BS que prometi (!?) no post anterior. Já fiz uns tópicos no bloquinho das coisas mais legais que gostei de ler, então pode ser que role, viu.  

Até depois! Tcha-au! 👋🏻

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

FORMADO, AMÉM!

Ninguém nem imagina o peso que tirei das minhas costas na última sexta-feira (10/09). Sério, eu não aguentava mais!!! 🤯😥

Tudo começou aquiaqui, e durante esses 4, ou melhor, 5 anos de dificuldades que seriam compensadas, acabou sendo de dificuldades que me adoeceram a cada mês. Eu não aguentava mais ter que me humilhar, cobrar, mostrar e provar alguns erros que não foram meus. Bate um arrependimento de não ter pulado do barco e nadado em busca de outro, mas tudo Deus sabe o que faz. Uma pena eu ter tido certeza de certas coisas quando já estava com 70% do curso em andamento. Desistir? Jamais! Até porque, né, o bol$o gritava. Eu tinha que engolir toda a desorganização, a falta de respeito, de profissionalismo e humilhação. Eu odeio me sentir humilhado!

Por meses chorei, guardei uma raiva tão grande e até, no ápice da minha impaciência, disse o que não deveria. Tem horas que tudo chega, né? Paciência tem mesmo limite e a minha já estava transbordando há muito tempo. Tive que ser o mais (es)forçado possível pra não correr o risco de levarem para o lado pessoal e, por conta disso, ser O Chato, evitando mais humilhação.

A-c-a-b-o-u!

Na sexta-feira, em meio a um clima estranho, a desorganização vista agora pelos meus próprios olhos, a falta de respeito, ao constrangimento, me formei. Nunca imaginei que fosse passar por isso na minha vida e o que poderia ser um suspiro de momento feliz, me deixou imensamente triste. Eu sei de tudo que passei e naquele instante eu estava batalhando pra limpar tudo, infelizmente a cada passo que eu dava naquele ambiente desde quando estacionamos o carro, me sentia ainda mais sujo. Segurei o choro por todas aquelas horas em cada situação. Tudo estava contra mim. Respirei, mudei minha cara e segui.

A formação foi mal apresentada, rápida e forçada. Eu, sinceramente, achei algo tipo "vamos logo fazer isso pra nos livramos". Confesso que esse era meu mesmo sentimento também.

Não sei exatamente como Carlos e Fátima se sentiram naquele momento, não lembro de nenhum olhar feliz que viria mesmo com o sorriso escondido pelas máscaras. Eu mesmo fiquei em choque com tudo aquilo; os meus aplausos eram totalmente sem empolgação, meu olhar era de desprezo e um sorriso totalmente amarelo. Todas as minhas fotos ficaram forçadas, eu sei. Meu pensamento era: "Meu Deus, por que eu tive que chegar até aqui assim?", sabendo que essa resposta chegará no futuro.


Foi tudo muito rápido, porém, pra mim, estava durando a eternidade. Eu queria fugir dali o mais rápido possível. Tentei transformar alguns simples momentos em felizes, corri atrás, fiz, aconteceu, mas eu fui forçado ao extremo pra conseguir aquilo. Ou seja, eu não estava sendo exatamente eu.

Eu sei que nunca podemos dizer "nunca", que não podemos cuspir pra cima, maaaaas... Não quero mais NUNCA voltar ali! Não quero contato com aquelas pessoas! Não sinto um pingo de orgulho de ter sido formado por lá. Não indicarei e ponto final. Pode parecer ingratidão da minha parte, mas por que vou ser grato por passar por coisas ruins? A gente tem que ser grato pelo bem, pela ajuda, pelas coisas boas...

Sem egoísmo, o mérito foi todo meu! As notas foram minhas, os pagamentos foram meus... Nesse lado, sinto orgulho de mais uma vez ter sido firme, ser pontual e acreditar que quando eu quero, eu consigo. 

No geral, a viagem em si foi estranha. Mesmo eu talvez demonstrando que estava tudo bem, não estava e nunca esteve. Sei que por algumas vezes falei demais... eu tinha que falar. Não fiquei tão tímido como eu imaginei que ficaria, sendo a prova de que realmente em outro lugar o meu eu habita mais em mim. Só queria me sentir mais livre, muito mais livre e leve. Free! Tranquilo, passou.

A prova disso foi que quando cheguei em casa, depois de toda essa viagem, desabei em choro. Um choro de raiva, de arrependimento, de tristeza, mas até de gratidão por eu ter passado por tudo isso e ter conseguido ainda estar vivo. Pareceu normal, mas pra mim foi louco.

Enfim, volto a dizer que acabou. E graças a Deus! 🙌🏻

sábado, 15 de maio de 2021

AUGUSTO

Conheci o Augusto em 2014. Na época, era febre a linha de smartphones da Nokia e nas redes sociais nos encontramos e trocamos várias experiências quanto ao uso deles. Em várias trocas de mensagens, fomos pro whatsapp e com o tempo nos tornamos muito amigos. Os assuntos referentes aos celulares foi deixado um pouco de lado e, comigo, ele dividia os problemas e algumas situações difíceis que estava passando em sua vida. Eu entendia a pressão que o Augusto recebia na época e eu tentava direcionar ele da forma certa, mesmo não conhecendo totalmente a sua cultura, personalidade e realidade. De uma coisa eu tinha certeza: Augusto era um menino bom, uma pessoa que não tinha um pingo de maldade no coração e cheio de propósitos. Isso era um dos motivos da minha vontade de ficar próximo dele.

Em 2015, depois de muita conversa e insistência, Augusto me convenceu a ir visitá-lo em Goiânia. Não sei como venci a essa insistência por, na época, ser medroso, inseguro, nunca ter viajado de avião e sequer saído do nordeste... Incrível como eu cai na lábia dele, sendo que ele era do mesmo jeito e nunca tinha feito nada em questão - rs. Lembro que toda essa experiência relatei AQUI e, inclusive, dias atrás, estava lendo os posts.

Em agosto do mesmo ano, fui me desafiando a tudo. Estava sozinho, mas tentando ser seguro do que "estudei" durante os meses anteriores e com medo de me decepcionar, de me sentir mais sozinho ainda. Pelo contrário, me senti abraçado!

Aquele dia foi muito cansativo. Fiquei sem dormir por estar com ansiedade antes de pegar o voo, esperei demais e caminhei mais ainda por dentro do aeroporto enorme de Brasília. Tudo era novo pra mim e eu ficava maravilhado com todas aquelas pessoas que tinham um mesmo propósito, que seria chegar a seu destino.

Naquele aperreio, cheguei em Goiânia com medo de não ser recebido por ninguém e ficar esperando ali, no meio daquele monte de gente. Foi aí que o Augusto me viu de costas, pegou no meu ombro e soltou com seu sotaque com bastante érre: "E aí, meRRmão!". Nos abraçamos rápido e pedi pra que ele me tirasse dali. Ele estava muito tranquilo e não parava de rir, e eu morrendo de vergonha e agoniado pra comer, tomar banho e descansar.

Nem parecia que a gente estava se conhecendo naquele momento. Ele parecia um amigo de longas datas, eu não me privei de dizer nada, nem de ser eu, embora estivesse morto de cansado. Ele estava muito empolgado, queria me levar pra todo canto naquele horário do almoço dele. Fomos almoçar, depois ele me levou pra faculdade, mas não sai do carro. Ali, apaguei. Só despertei quando ouvi ele batendo a porta do carro ao entrar.

E vivi dias incríveis com ele. Saímos algumas vezes e conheci o Breno e Alexandre, que também são de Goiânia e que até então também só conhecia pela internet. Nessa brincadeira de conhecer as pessoas, fomos até escondido pra Uberlândia pra conhecer a Tassya. Foi muito bom!!!


Também tive a oportunidade de muitos meses depois receber ele aqui no nordeste. Ele foi para o litoral do PI com a família, mas eu quis que ele viesse pra capital, Teresina, me encontrar. Pedro, Dalton e eu recebemos ele super bem. Levamos ele pra todos os cantos e jamais vou esquecer dele banhado de suor, por nunca ter sentido o calor daqui - rs. Eu fiz tudo isso pra compensar toda minha gratidão por toda a atenção e dedicação que ele teve comigo quando estive em sua cidade.


Hoje, dia de seu aniversário, recebi logo cedo a notícia de sua partida. É bom lembrar de coisas boas, mas hoje o dia não será o mesmo. Hoje seria um dia de comemorar, de mandar áudio, mensagem e, quem sabe, até postar foto de zoeira nas redes sociais, mas, não, tenho que me manter contido. Nunca imaginei que fosse perder um amigo da minha vida, ainda mais por conta desse vírus que tanto me amedronta. Quando soube de seu estado semanas atrás, todos os dias quando lembrava, pedia a Deus para que o mantivesse vivo, que houvesse um jeito dele me ligar, mandar mensagem... Por algumas vezes, até via seu visto por último na esperança de que ele pudesse ter acesso ao celular. Mas, não! A partir de hoje o silêncio dele poderia ser pra sempre, eu não vou deixar! Guardarei todos os seus áudios e suas mensagens, assim como as fotos e vídeos que fizemos juntos.

Hoje perco um grande amigo, uma pessoa boa, uma pessoa que a vida e a internet me deu, que foi o pontapé inicial para que eu criasse coragem, perdesse alguns medos e me desafiasse sempre. Vou guardar sempre as lembranças boas. Vou lembrar de tudo mesmo!

Eu pensei que não iria chorar por não convivermos juntos, por estarmos distantes, mas estou aqui sem conter as lágrimas enquanto digito este post. Isso é a prova do sentimento de amizade forte que tivemos e que, sim, Augusto teve um propósito na minha vida, assim como eu tive na dele.

Agora, preciso criar força pra seguir e orar para que sua mãe – que fazia um milho maravilhoso no almoço –, seu pai – que sempre foi batalhador e bem humorado – e sua irmã tenham um conforto. É uma dor que se perpetuará pra sempre, mas Deus está em nosso comando.

Eu tô sentindo muito, muito mesmo agora, nunca vamos nos acostumar com a dor da perda.

Obrigado, Augusto! Obrigado por tudo!

🖤😢