Mostrando postagens com marcador aeroporto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aeroporto. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de junho de 2022

ACIDENTE

Na noite de sábado, L. me mandou mensagem me fazendo um convite. Disse que teria que ir em Teresina no domingo, pois na madrugada de segunda iria fazer algo e não queria voltar sozinho no carro. Por algumas razões, fiquei tentando rejeitar o convite. Cheguei até a pedir opinião pro Pedro sobre... Conversando com Pedro, me questionando se eu realmente queria ir, afirmei: “Ah, Pedro mas não vou fazer nada no domingo mesmo.” E sem dizer sim, aceitei o convite. 🙂

No domingo, um pouquinho mais de 15h, L. foi me pegar em casa. Eu já tinha colocado algumas mudas de roupas na mochila; carteira, celular e carregador em outra, pus o cinto e seguimos viagem. 🚗

Na estrada, enfrentamos sol, tempo nublado, chuva fraca e chuva muuuuito forte. E eu, embora indo na velocidade normal, sempre com calma falando: “L., não estamos com pressa, vai com calma, a gente vai chegar lá...” Além de, claro, fechar meus olhos por alguns segundos e conversar com Deus. Ultimamente faço muito isso quando saio de casa, do trabalho ou quando sinto que preciso. Ao chegar ao meu destino, agradeço, claro. Não é só sobre pedir, tenho que agradecer também.

Não lembro exatamente que horas chegamos em Teresina, só sei que foi no final da tarde. Fizemos o check-in no hotel, deitamos, dormimos e acordamos às 19h30 pra ir ao Shopping comprar algumas coisas que ele queria e também procurar algo pra comer. Resolvemos não comer no Shopping, fomos a uma pizzaria e voltamos pro hotel com chuva forte quando já se passavam das 22h.

L. dormiu primeiro e eu dormi um pouco depois de 00h30, pois estava em chamada de vídeo com Becky e Maurício (do grupo de American Horror Story). Se não fosse acordar às 4h, certeza que não teria dormido antes de 1h. 🥱

Às 4h em ponto o despertador tocou. Por mais que tenhamos colocado o despertador para essa hora, estávamos atrasados. Enquanto ele banhava, arrumava minha mochila o mais rápido que podia. Sem tanta demora, fizemos o check-out e seguimos com a ajuda do GPS até nosso destino pra de lá voltar a CN. Até aí, tudo ocorreu bem.

Um pouquinho para dar 5h, seguimos estrada pra voltar a CN. Ainda estava escuro e a partir de 5h30 que começou a clarear. A estrada estava tranquila, sem muitos carros grandes e sem muitas ultrapassagens. Saímos, enfim, da BR-316 e fomos para a MA-034. Vimos que a pista estava molhada e que às vezes serenava. Alguns trechos tinham buracos e por conta das poças de água poderiam até ser confundidos. A nossa velocidade estava normal, eu já tinha até conversado com Deus novamente.

Em um trecho, seguindo normalmente, até quando L. viu dois buracos quase em cima deles. Como qualquer motorista, tentou desviar levando a direção rapidamente a sua esquerda. Sem ver, atrás da gente havia um carro começando a fazer ultrapassagem. Não deu outra! A frente do carro de trás bateu na traseira do carro do L. fazendo com que ambos fizessem um “U” ao mesmo tempo. O carro da pessoa de trás foi parar do lado direito da estrada e o nosso do lado esquerdo. Na hora do desespero, olhei pro L. e não sei se foi meu pensamento falando alto ou mesmo a minha voz, gritei por Deus. O L. estava com o pé seguro no freio e, com aquele barulho de frenagem, certeza, se não fosse isso, teríamos capotado. Foi como em um filme de ação. Parece exagero, mas vi a morte ali.

Após o susto, carros parados em lados opostos da MA, o motorista do carro de trás desceu do carro com o olho arregalado e, aparentando tranquilidade, checou a sua frente. Ao mesmo tempo, descemos do carro e fomos ver o pneu traseiro esquerdo. Es-tra-ga-do! O pneu não serve mais pra p**** nenhuma. Calmo por fora, mas com o coração faltando sair pela boca, pedi pro L. conversar com o motorista do outro carro. E foi. De longe, vi ambos se cumprimentando. O motorista parecia nervoso, estava apressado e com os olhos arregalados. A única reação dele, que eu vi, foi pedir o contato do L. pra depois ajudar ele pelo estrago. Agora a pergunta: quem tem culpa? Não importa. 🤔

Ainda ali, L. perguntou para ele como faria pra trocar o pneu do carro, pois nem ele, nem eu (que não sei nem pra onde vai) sabia fazer. O motorista ensinou na prática, chegou até a colocar o macaco e depois, alegando que estava apressado para um atendimento, vazou. Achei estranho isso, hein. L. e eu trocamos o pneu com muita dificuldade. Na verdade, mais ele do que eu. E seguimos pra casa depois desse susto. Silenciosamente, agradeci a Deus pelo livramento e rimos de tudo que aconteceu. “Foi só um susto!” não parava de ser falado e foi a frase que mais deixou meu coração calmo.

Ao chegar em casa, aliviado, deitei, fechei os olhos, respirei fundo e segurei o choro. 🥹

Minutos depois, por mensagem, falei pro Pedralton tudo que aconteceu e Pedro disse que tudo tem um porquê. Isso me deixou pensativo... Deus talvez me mostrou e provou que tenho chance pra me manter vivo e fazer algo pra mim e por mim. 

Que assim seja! 🙏🏻
Lucas Vaz

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #3

(...)

Chegamos no aeroporto de Recife no horário previsto para conexão e a viagem foi bem tranquila. Inclusive, foi a primeira vez que o Pedro viajou de avião, motivo que o deixou todo maravilhado.

Em Recife, esperamos um pouco mais de uma hora o avião seguinte. Andamos um pouco pelo aeroporto que achei bem apertado e estreito, porém enorme. Depois sentamos, tiramos umas fotos e aguardamos informar que o nosso avião já tinha pronto.

Na minha viagem para Goiânia não tive que pegar aqueles ônibus que nos transportam para o avião, mas dessa vez teve. Foi bem normal, mas ao mesmo tempo aquilo foi novidade pra mim.

O nosso avião para Maceió tinha hélices nas asas, o que me deixou um pouco preocupado - rs. Em um momento, quase próximo a aterrizagem em Maceió, ouvimos um barulho. Nessa hora Pedro e eu nos olhamos, mas depois constatamos que era somente o trem de pouso sacando - rs. Foi um pouco tenso, mas passou em segundos essa tensão.

A gente sempre alternava os assentos, então, nessa parte da viagem, a vez de estar na janela seria minha. E foi aí que fiz o vídeo abaixo da maravilhosa praia de Recife:



Chegamos no aeroporto de Maceió e fomos direto pegar no "nosso" carro. Desde o comandante, já percebemos o quanto as pessoas de lá são legais e de bem. Digo isso porque o comandante tem uma pitada de humor no padrão que ele tem que seguir durante o voo. As atendentes do guichê da Localiza nos atenderam super bem e bem atenciosas e educadas. Todas as instruções e detalhes foram passados ao Pedro. Repito, melhor atendimento do mundo. Incluo também o "motorista" (não sei se posso chamá-lo assim) que nos levou de van para o local onde o "nosso" carro estava.

Momento em que chegamos em Maceió

Admirando o Aeroporto de Maceió

Ao escolhermos o carro - sim, a gente escolhe entre as opções, o carro que a gente quer! -, demos aquela olhada em volta para ver se estava tudo certinho. Perguntamos também mais detalhes sobre. Dentro do carro, percebemos que a entrada USB do som estava quebrada, mas tudo foi resolvido quando avisamos ao funcionário que fez a troca imediata do som.

Sem demora, ativamos o GPS e... #PartiuPenedo! \o/

CN → THE → REC → MCZ → PND #2

(...)

Na quinta-feira, 19, fui cedo para Teresina. O voo estava marcado para o dia seguinte às 07h10 e para não deixar tudo pra cima da hora, na correria, resolvi chegar bem cedo.

Ainda pela manhã, arrumei toda a minha bolsa e sai riscando na lista de coisas para levar o que eu já estava guardando. Eu não queria esquecer de nada, com isso, por vezes, parava sozinho e forçava a mente a lembrar de algo que eu poderia estar esquecendo.


À tarde fui à um salão dar um trato no cabelo. Cheguei lá um pouco mais de 14h e saí bem no finalzinho da tarde. Ainda bem que fiquei satisfeito.

Selfie aleatório no Salão que mandei para os amigos

Quando cheguei em casa, Dalton estava trabalhando em meu notebook enquanto eu ficava à toa no celular aguardando Pedro chegar do Ceará.

Não demorou muito quando Pedro chegou. Fomos ao shopping comprar algumas besterinhas que faltavam e, ao retornar, ambos começaram a arrumar as malas. Eu estava tranquilo favorável, mas insistia que estaria esquecendo algo.


Não lembro mais o menos a hora que fomos dormir, mas foi mais cedo que de costume. Já tinha deixado a minha roupa separada, a bolsa, chaves, carteiras também, justamente para ganhar tempo.

No dia seguinte, acordamos mais cedo ainda. Como sou uma pessoa ansiosa, fui o primeiro a acordar. Fiquei alguns minutos ali, me espertando e fui tomar banho. Logo após, meus amigos acordaram e foram também. Não foi uma correria, mas eu já estava pronto havia um tempinho, enquanto eles ainda tomavam café. Eles tomaram café reforçado e eu apenas um suco de maracujá, imaginando que comeria as besteiras que dão no avião.

Nisso, a hora passou e quando chegamos no aeroporto para despachar a mala, o atendente super ignorante meio que gritou: "Rápido, senhores! Vocês já estão atrasados!". Realmente estávamos, mas precisava daquilo? Mesmo com aquela cara, o tratamos bem e agradecemos o seu trabalho.

Entramos no portão de embarque se olhando, comentando sobre o atendente ignorante. Passamos pelo detector e entramos no final da fila do nosso voo. As pessoas já estavam seguindo para o avião, mas não tinha desespero como eu imaginava. Imaginava que as pessoas poderiam estar com raiva por conta do nosso atraso, mas o tempo foi bem calculado.

Indo ao avião, tiramos uma selfie:


CN → THE → REC → MCZ → PND #1

Provavelmente estarei postando isso bem atrasado, mas queria aproveitar este momento enquanto ainda lembro de tudo em detalhes.

Onde eu estava? Penedo e Maceió – AL. o/

Não existe coisa melhor do que viajar. Melhor que isso, só conhecendo pessoas legais. Juntando a viagem e pessoas legais não tem melhor combinação.

No começo do ano penso logo onde passarei minhas férias. Eu vou meio que por eliminação e condição financeira, claro. Dessa vez, foi bem diferente. Não seria férias, não seria algo esperado e planejado de muito tempo, mas queria aproveitar o momento atual e oportuno que estava passando.

Em pesquisas em sites que oferecem passagens aéreas, dei uma olhadinha em Maceió. E foi aí que dei sorte! A passagem estava super barata e, não querendo perder, alertei dois amigos. Os chamei pra conversar no Skype e lá eles começaram a me "desanimar". Na verdade eles já estavam planejando em ir à Belém, tinham algo para fazer lá, mas... "O que tem em Belém? Em Belém não tem na-da!", questionei e afirmei à eles, não tendo ideia do que Belém pode oferecer. Eu queria mesmo era ir pra Alagoas e pronto!

Fui dormir desanimado, mas ainda com aquele resquício de esperança dentro de mim. Inclusive, pensei: "Se eles (meus amigos) não forem, vou só! Eu já fui pra Goiânia sozinho, então...".

No dia seguinte, do nada, Dalton me manda uma mensagem dizendo pra eu entrar no Skype porque precisaria falar comigo. Saquei!

Em uma conversa em grupo, decidimos que iriamos, sim; que pra já compramos a passagem, naquele medo de aumentar, visto que o valor normal é bem mais caro. Digamos que não pegamos uma promoção, mas tivemos uma sorte de estar menos da metade do preço normal.

Lógico, fiquei super feliz e já fui logo anotando tudo que precisaria levar e comprar.

Já que estaria bem próximo da cidade dos meus amigos virtuais de um grupo de Windows Phone que participo, avisei logo que queria ir pra lá também. Que caso eles não quisessem, eu iria sozinho, pois estaria muito próximo e não poderia perder essa oportunidade. No começo foi difícil convencê-los, mas deu tudo certo.

Não lembro a data certa que compramos a passagem, mas foi quase dois meses antes. Tínhamos todo o tempo para comprar o que faltasse, para reservar pousada e apartamento e, claro, aluguel do carro, para que não dependêssemos de ônibus/táxi, pois o gasto com certeza seria bem maior. Além do mais, teríamos que ter o dinheiro para os gastos pessoais, passeios e o que precisássemos por lá.

Foto discreta pra mostrar no grupo o "making of" da viagem.

Mais ou menos duas semanas que antecederam a viagem, tudo estava reservado e pago: o carro, o apartamento em Maceió com a cobertura pro mar e a pousada simples em Penedo. As pessoas podem pensar que tudo saiu caro, mas garanto que não. Fizemos muitas pesquisas, nos organizamos e dividimos.

CONTINUA AQUI...

domingo, 8 de maio de 2016

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #24

(...)

Na verdade eu estava bem ansioso pra voltar pra Teresina. Eu queria entrar em um avião novamente, sentir aquela sensação, mas dessa vez, na luz do dia.

O engraçado é que Mister Job sempre estava comigo, ali vendo tudo. Quando entrei na aeronave de BSB para THE, logo na entrada a mesma aeromoça do meu voo de vinda de Teresina disse:

- Você que veio de Teresina, né?
- Aham!
- Sim, eu conheci pelo boneco.

E sorrimos antes de ela me desejar uma boa viagem.

Tudo se passava como em uma cena de filme. Eu olhava pela janela enquanto ouvia umas músicas no fone de ouvido. Era tudo bem dramático, meio que uma avanço, um sonho, algo que não sei descrever com palavras o sentimento de estar ali.

Já um pouco mais sem vergonha, peguei o celular do bolso da calça e resolvi fazer alguns vídeos curtos do registro que jamais sairá da minha cabeça: da terra vista de cima - isso quando as nuvens resolvem deixar.


Acima, o primeiro vídeo que fiz, me surpreendendo ao ficar por cima das nuvens.

Abaixo, o momento em que estávamos quase descendo em Teresina:


O que mais me incomodou durante essa viagem de volta foi uma dor horrível de ouvido que senti. Eu juro que é uma dor insuportável, muito pior do que os frios na barriga que às vezes dava durante a viagem.

Embora antes muito ansioso, eu já não via a hora de sair dali. Eu queria a terra, eu queria voltar pra casa, tomar um banho, dormir... Eu estava tão agoniado para descer que quando saí da aeronave em Teresina, ia esquecendo de pegar a minha mala. Fiquei totalmente desorientado por conta do meu ouvido. Eu ouvia tudo bem distante, bem baixo. A minha garganta para completar estava seca e quando eu engolia saliva sem querer, sentia um estouro. A sensação é a pior!

Peguei um táxi e me mandei pra casa. Como sempre, o sol estava matando, juntando com aquele calor insuportável e a camisa manga longa que eu usava, mesmo o táxi com ar condicionado.

Ao chegar em casa, um pouco mais de meio-dia, na correria e desespero, tirei toda minha roupa e deixei jogada no chão. Entrei no banheiro e rapidamente liguei o chuveiro. Fiquei ali por mais ou menos uns 20 minutos direto, sentindo uma sensação boa, como se estivesse limpando toda a minha alma e descarregando todo o meu cansaço com aquela água fria.

Coloquei um calção e apaguei na cama,  vindo a acordar morrendo de fome no final da tarde com o Dalton acabando de chegar do trabalho.

Sem demora, preparamos o jantar e na mesa contei toda a minha viagem. Ficamos comparando tudo, fiquei falando como eram os pais do Augusto, o Augusto, o Breno, a Tássya, o Igor e como foi dormir no mesmo quarto do Weuller.

Sendo assim, encerro aqui toda a minha trajetória - demorada! - da minha primeira viagem sozinho, de avião em busca de coragem e amizades para a vida toda.

Ahh!!! Quem me acompanha nas redes sociais, viram que Augusto também veio conhecer o nordeste no começo desse ano. Claro, para compensar tudo que ele tinha feito por mim quando estive em Goiânia, dei toda a moral que ele precisava por aqui. Fui buscá-lo na rodoviária, levei em alguns pontos turísticos de Teresina, restaurante e apresentei os meus melhores amigos... Tenho certeza que disso ele não tem nada a reclamar.

Obrigado a quem acompanhou até aqui e, depois de tantos posts sobre, espero que vire livro - rs.

domingo, 6 de março de 2016

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #23



O voo estava marcado para a madrugada do dia 21, então um pouco antes desse horário eu já teria que estar pronto.

Assim como na minha ida a Goiânia, a minha vinda eu também não consegui dormir direito. Fiquei me mexendo na cama por várias horas, tentando enganar o sono ao mesmo tempo.

Não me lembro o horário que Augusto foi me acordar, mas deu tudo certo. Coloquei uma camisa manga comprida já pensando no frio de Brasília, sendo que esperaria algumas horas para o voo de Teresina.

O pai do Augusto já tinha preparado o meu "bauru" (é assim que eles chamam misto lá) e eu tinha que comer rapidinho para não perder o horário.

Da casa do Augusto para o aeroporto é distante e enquanto íamos no carro, o pai do Augusto me mostrava e explicava histórias de alguns pontos das avenidas.

Chegamos no aeroporto após eu já ter feito check-in pelo celular ainda no caminho.

O pai do Augusto disse que não entraria, me dando uma abraço de despedida e desejando uma boa viagem. Aproveitei também para agradecer, meio sem jeito, pelos dias em sua casa.

Augusto me acompanhou e ficou uns minutos comigo conversando. O clima já estava tenso com a despedida, mas nos mantínhamos ali, tentando ser normais - rs.

Antes de entrar na sala de espera, antes mesmo de passar pelo detector, nos despedimos em um abraço rápido e fiquei triste, pois aquilo tudo estava acabando, aquela semana única de agosto.


Sozinho, fiquei aguardando chegar próximo ao horário de desembarcar.

Passei mais uma vez pelo detector de metais e, antes disso, fiquei naquela tensão de achar que tinha algo escondido ou despercebido em mim que poderia me passar vergonha naquele momento caso o detector apitasse.

Passei por ele. Alívio!

Fiquei uns 20 minutos ainda esperando ali, segurando o Mister Job nas mãos e já temendo o frio lá de fora.

Quando nos informaram sobre a formação da fila, e fui em direção a ela, vi uma pessoa da minha cidade. Ela estava na fila que não correspondia ao assento dela e fiquei, não vou mentir, com vergonha alheia - rs. Ela estava na minha frente e, mesmo assim, fiquei na incerteza se era ou não era quem eu imaginava que fosse. Mas era!

Não nos falamos, talvez ela nem me viu, mas pensei no quão o mundo é pequeno mesmo, hein! Quem diria, eu totalmente isolado do nordeste, encontrar alguém da mesma cidade. Se bem que no aeroporto passam de tudo, né mesmo!?

Enfim... Segui à aeronave naquela empolgação de que novamente iria voar.

A sensação de voar é ótima e me faz às vezes suspirar de felicidade, pois é algo mesmo magnífico.

Cheguei em Brasília quando já estava amanhecendo. O frio às 6h e pouquinho estava de matar. Fiquei com o casaco em mãos, mas não cheguei a usar.


Mais a vontade (como na foto foto acima), liguei meu notebook e dei continuidade as narrações aqui no blog. Enquanto a minha mente ainda se encontrava fresca, ficaria bem melhor de contar todos os detalhes que passei durante a semana.

CONTINUA...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #8

(...)

Acho que vocês irão estranhar o horário deste post, mas é o seguinte, acabei de chegar no aeroporto de Brasília e nessa longa espera, resolvi ligar o notebook e continuar. Agora há pouco fiquei com o coração partido das despedidas, mas isso vocês só saberão no final desta longa história.

* * *

Enquanto estava me preparando para embarcar e, enfim, chegar em Gyn, fiquei conversando com o Augusto e Breno (que conheci há pouco tempo no Twitter) em um grupo que fiz para facilitar a nossa comunicação, já que ambos são da mesma cidade. Não lembro como encontrei o Breno no Twitter, muito menos qual foi o nosso assunto em comum, o fato é que antes mesmo de conhecê-lo, tinha comentado com Augusto que precisava de mais um amigo de Gyn. Deu certinho: conheci, apresentei pro Augusto e fim, já estávamos todos entrosados.

Lá se vai eu mudando de assunto, quando na verdade queria mesmo dizer que eles brincaram comigo, dizendo que de Gyn para Bsb era somente subir e descer. Duvidei, claro. Achei que o voo seria de pelo menos 40 minutos, mas não é que só foi subir e descer mesmo - rs. Foi tudo em menos de 25 minutos e já estava em solo goiano.

Eu já estava farto de tanta coisa perto de mim, de tanto frio, de tantas pessoas...

Quando desci em Gyn que vi aquele monte de gente em um lugar só, lembrei que tinha uma mala para pegar. Eu estava com o bilhete em mãos, com um comprovante de algo da mala e até então não lembrava, juro. Ainda bem que fiquei muito atento as pessoas.

Esse foi o momento mais tenso. Eu ali, com aquele monte de gente, com pessoas falando alto, se esbarrando, com carrinhos de bebê circulando e, claro, vários tipos de mala, fui à esteira que correspondia a vinda da minha. O primeiro carrinho que despacha as malas, rápido esvaziou. E minha mala, cadê? Alguns segundos depois, apareceu um segundo carrinho carregado de malas, onde, sem dó nem piedade, os funcionários jogavam nas esteiras. Mais uma vez, cadê minha mala? Como na minha vida sempre dou três chances antes de me desesperar, esperei vir o terceiro. E lá estava, mais uma vez, em câmera super lenta, a minha mala vindo, "emborcada", com meu nome e uma fitinha que o Ítalo me deu com uma frase, dizendo que caso eu sentisse medo, segurasse a mão de Mr. Job, amarrada no zíper, para marcar minha mala, não me confundindo na hora que ela aparecesse.

Mochila e mala em mãos, procurei para onde ir, ou melhor, sair dali. Eu não estava conseguindo ver nada, muitas pessoas bloqueavam a minha passagem e visão. A minha mala andava devagar e para não tomar muito espaço das pessoas que estavam atrás de mim, guiava ela pelo meu lado direito.

Foi quando, andando devagar e meio "atarentado", ouvi uma voz conhecida: "E aí, jovem!". Era o Augusto, sorrindo, feliz, me deixando muito mais feliz ainda - inclusive, digitando isso aqui, vivi o momento e sorri. Como foi bom encontrar com ele.

Naquela hora, estávamos bem íntimos, conversando como se estivesse ali, nos áudios do virtual e nas mensagens trocadas. Uma coisa que não vou esquecer é que, enquanto andávamos em direção ao carro dele, ele simplesmente mandou eu tomar no c*. Que massa!!! - rs.

Eu estava conversando com ele, rindo, sentindo aquele frio e reclamando ao mesmo tempo, enquanto ele nem aí para o clima. Eu conversava muito, prestava atenção no sotaque dele, mas não conseguia olhar fixamente na cara dele, e ele acabou percebendo isso. Falei que não sabia por que, mas estava com vergonha.

Entramos no carro e ainda ali a ficha não caía que eu estava, sim, em Gyn. Que todos os meus medos foram quebrados e, mais, que o virtual se tornou real. Era como se eu tivesse sido transportado pela tela do computador em outro mundo - o que não deixou de ser.


No percurso, me mostrou as ruas e fizemos comparações desnecessárias com Teresina. O impacto foi muito grande e, morrendo de fome, fomos almoçar em um lugar no qual não me recordo o nome.

O cheiro da comida era um pouco diferente, e foi aí que ele me explicou que as comidas são feitas com alho. Tinha um self service o lugar e a variedade que tinha ali me lembrava muito a comida nordestina. Senti falta demais de uma farofa, mas acabei nem comentando com ele.


Ainda tímido, enquanto ele comia, fiquei observando ele, vendo que estava ali, na minha frente, o Augusto. Foi algo tão fantástico que acho que as pessoas deveriam cultivar mesmo as amizades virtuais boas.

* * *

Droga! Não consigo mais me concentrar. Algumas pessoas estão próximas de mim, conversando besta. Que raiva!!! Procurei um lugar onde eu pudesse ficar tranquilo, longe de todos e com silêncio, mas... Vou ver se dou continuidade ao próximo post daqui a pouquinho.

CONTINUA...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #7

(...)

Nem consigo acreditar que já estou digitando o #7 desse post, e olha que nem cheguei em Gyn (Goiânia) ainda. Portanto, nesses próximos eu vou tentar ser o mais breve possível, o que não consigo ser, pois me alimento dos detalhes.

Então... Ainda no avião, tudo clareou e eu fui vendo Brasília de cima. Os prédios, as plantações, as piscinas das casas dos ricos e muitas outras coisas. A menina que estava do meu lado alongava o pescoço para poder ver o que se passava através da janela, pois eu não conseguia desgrudar da mesma.

Achando que o pouso seria outro desafio, quebrei a cara. O pouso é super de boa e não dá nada de frio na barriga. Um detalhe que gostei muito é que, antes de pousar, ainda no ar, o avião cai pros lados, que dá aquela sensação de que o avião esta caindo. Que coisa mais gostosa! São os 90º mais deliciosos da minha vida - rs.

A aeronave parou em solo e veio aquele túnel (não sei como chama essas coisas, meu povo!) em direção à porta. E eu observando tudo. As pessoas começavam a tirar os cintos, e outras já buscavam as mochilas colocadas logo acima do assento.

Sai da aeronave, passei pelo corredor do túnel e caminhei muito naquele aeroporto de Brasília. São vários portões e uma estrutura bem organizada e cheio de placas, que não tem como algo dar errado ali. Naquele momento, queria mesmo era me esticar e andar pra lá e pra cá, ainda cheio de coisas. A temperatura, não sei se por ser muito cedo, estava muito fria, e eu comecei a me incomodar com aquilo. Usei a jaqueta e coloquei Mr. Job no bolso, afim de que também pudesse se aquecer.

Sentei em um lugar onde a minha vista ficaria bem panorâmica, podendo ver as aeronaves tanto pousando, quanto decolando. Que massa!!!


Ficamos ali por muito tempo, o frio estava começando a doer, quando resolvi andar mais um pouquinho e procurar meu portão de desembarque, ficando bem próximo de lá, imaginando que mais tarde poderia estar lotado.

O meu portão era o de número 30, e eu já estava nele, junto de outras pessoas. Algumas pessoas acho que estravam o fato de eu estar totalmente "empacotado", mas só eu sabia o frio que sentia naquele momento.

Querendo logo que as horas passassem, peguei os fones de ouvido e liguei algumas músicas que, talvez, pudessem até me esquentar.


Quem me conhece sabe que essa cara da foto acima é quando tenho medo do desconhecido.

Quase próximo do horário do voo para Gyn, observei que as pessoas se olhavam estranhamente, como se algo estivesse acontecendo ali. E estava. Discretamente, tirei os fones de ouvido, deixei pendurados no pescoço (como na foto acima) e escultei no alto falante as informações de que meu voo tinha mudado de portão: do 30 para o 16. Isso mesmo, DE-ZE-SEIS!!! (separei as sílabas corretamente? - rs) Lá foi eu, caminhar muito pra poder encontrar esse bendito portão, do outro lado do aeroporto, praticamente. O bom é que fiz a festa nas esteiras que tinha por lá. Confesso que era isso mesmo que eu queria - rs. Acabei pegando umas três, quatro, esteiras, quando pensei que já tava bom, encerrei mentalmente a brincadeira.

O portão 16 era bem apertado, quase não tinha onde sentar. Como já estava quase na hora, fiquei bem no começo da fila, enquanto outras pessoas perguntavam se era ali mesmo o portão de embarque para o voo de Gyn.

Obs.: No começo do post eu disse que seria breve, mas não consigo. --'

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #6


O avião saiu do lugar. Percorremos um caminho devagarzinho até que as turbinas foram ligadas. Olhei para meu lado direito onde a menina estava e ela estava com as mãos dadas, entre as pernas e com a cabeça baixa, como se pensasse: "Seja o que Deus quiser!" - rs.

A sensação de voar é tão boa, mas tão boa, que se eu soubesse que seria assim, já teria juntado dinheiro e comprado um jatinho só pra mim - rs.

Brincadeiras a parte, é como voar mesmo, sem sentir os pés no chão. Não sei bem como explicar isso, mas a sensação é a melhor possível - tirando frios na barriga surpresa - rs. Você vê que tudo está cada vez ficando menor e que a cidade acaba virando maquete de luzes acessas. Aqueles pontos de luz em movimentos dos carros e os parados de poste, lhe dão uma gratidão imensa por estar vivo e ver tudo aquilo.


A minha ansiedade, após já ter saído do chão, claro, era que o dia amanhecesse logo, pra eu ver como seria tudo no claro.

Na foto acima, estava amanhecendo ainda. O degradê no céu é maravilhoso, são cores que se transforam em outras, mas sem deixar a sua cor. O branco vai virando azul, que vai virando amarelo, que depois fica alaranjado e que dá pra ver as nuvens e, enfim, céu azul.

E assim se passaram as minhas duas horas de viagem...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #5

(...)

Ao subir a escada da porta da aeronave, pensei muitas coisas. Pensei, inclusive, em mais uma coisa que riscarei na minha lista de desejos que fiz assim que comecei a escrever aqui. Preciso voltar depois nesses arquivos para saber quais os "sonhos" que já foram realizados.

Em cima, a aeromoça (ou é comissaria de bordo?) olhou para mim e mesmo estando tudo escuro da noite, me desejou um "bom dia!" bem fingido, o que numa fração de segundos cai na real de que já havia se passado das 4h e o dia logo mais iria clarear.

Fui procurando o meu assento. Nele, ainda na poltrona do meio, apenas uma menina, jovem, tímida, morena, usando roupa de frio e com sua feição bem simpática. O que eu mais queria ali era conversar com alguém. Poder demostrar o meu medo e felicidade de estar dentro de um avião.

Ela me deu espaço para passar, já que meu assento era o da janela e, passeando com meus olhos, observei tudo que estava a cerca de mim. Inclusive, achei que estava encarando demais a aeromoça que me deu bom dia - rs.

Tudo normal, até a hora da aeronave sair do lugar. Tipo, respirei fundo e VAMOS LÁ!

Ahh, já ia esquecendo de um detalhe meio que engraçado que me aconteceu nessa hora. Após a aeromoça ter dado as informações do voo, a menina que estava do meu lado tentava apertar o cinto. Ela tentava, tentava e tentava e nada de conseguir. Acho que a bichinha estava tão "atarentada" que tinha vergonha de perguntar. Nessa hora, tentei ser um cavalheiro e falei:

- Posso colocar!?

Ela me olhou meio tímida e confirmou com a cabeça que sim.

Mostrei discretamente como se fazia e ela agradeceu. Em seguida, alguém que parecia ser avó dela, sussurrou alguma coisa em seu ouvido e deu alguns chicletes pra ela, que não guardava nos bolsos da camisa e que mexia e apertava enquanto as pessoas entravam ali, como se fosse algo que pudesse aliviar a sua tensão.

Sem querer deixar pra lá e ainda com aquela vontade enorme de conversar com alguém, puxei assunto:

- É tua primeira viagem de avião? - perguntei baixinho para que ninguém pudesse escutar, nem ela se sentir constrangida.

- Sim! - me respondeu seco e no mesmo tom que eu.

- A minha também! - retruquei na mesma hora, concluindo a frase com um sorriso amarelo, tentando deixar ela super a vontade.

Imaginei toda aquela cena de filme, de dizer pra ela que quando estiver com medo, apertasse a minha mão ou algo do tipo, mas logo apaguei esse pensamento quando lembrei que eu não tenho essa audácia toda. E mesmo assim, a mão do Mr. Job estava ali para o que der e vier, mesmo sendo de madeira.

Tentando continuar o papo, fiz uma pergunta um tanto quanto besta:

- Tu é daqui de Teresina mesmo?

- Não! - deu uma pausa para olhar pros lados, talvez com medo que sua avó visse que ela estava sendo cantada por mim - rs. - Eu sou de Brasília e estou indo pra lá, e você?

Observando o seu sotaque nessa frase um pouco mais longa no nosso pequeno diálogo, não tinha como duvidar de que ela realmente era de Brasilia.

- Sou de uma cidade pequena do Maranhão, mas também me considero daqui. Estou indo pra Goiânia, de férias do trabalho...

Fim de papo. Paramos de conversar quando, enfim, a aeronave começou a sair do lugar e seguimos toda a viagem calados.

Foi aí que respirei fundo e, mais uma vez, VAMOS LÁ!

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #4

(...)

Não lembro a hora exata que chegamos no Aeroporto de Teresina, mas eram umas 3h e alguma coisinha. Como eu já tinha feito check-in e tudo mais, fiquei agarrado ao meu outro companheiro, o Mr. Job, no qual caracterizo muito, através dele, algumas situações na conta do instagram dele aqui.


Como na foto acima, essa foi a hora em que eu estava esperando o horário de embarque. Tudo para mim naquela hora era novo, mas nem parecia, acredita? Eu estava tomando a frente de tudo, de todos, e a libertação foi quando me despedi do Dalton e fui para próximo do portão de desembarque.

Depois de uma abraço rápido de boa sorte despedida, passei por uma pequena porta que se encontrava um segurança. Eu, desorientado, cheio de coisas da viagem, após ter despachado a bagagem, perguntei a ele aonde teria que ir. Vendo o meu documento de identidade junto da passagem nas mãos, pediu pra eu seguir.

Estava uma fila não muito grande. As pessoas estavam passando pelo detector de metais, enquanto eu observava tudo e já apalpava os bolsos pra saber se tinha algo por ali que poderia ser tirado. E tinha. Tanto meus bolsos da frente da calça, quanto os de trás, estavam lotados. Seguindo a ordem dos seguintes itens, de como eu estava cheio: dois celulares nos bolsos da frente; chaves e carregador portátil; lente de olho de peixe; carteira; Mr. Job; jaqueta de frio (porque fiquei morrendo de medo do frio de Brasília mesmo sem nunca ter sentido) e a mochila nas costas. Era tanta coisa que faltava mão mesmo.

Na esteira que tinha lá, peguei uma bacia (não sei como chamava aquilo, mas pra mim era uma bacia mesmo) e coloquei todos os itens lá dentro. Eu estava todo atrapalhado, que até joguei o casaco e Mr. Job que estavam nos meus braços.

Segundinhos antes de passar pelo detector de metal, me assegurei que ele iria apitar, mas, não - e mais uma vez o meu pessimismo de criar situações na mente. Tudo certo! Weeee are the champions... ♫ - rs.

Aguardei alguns minutinhos, comprei um trident de melancia em uma "birosquinha" que tinha por lá (por R$ 3,30 - ôh porra!!!) para mascar enquanto estivesse viajando. Um cara abriu o portão - que nada mais é do que uma porta estreita -, informou sobre duas filas, uma para prioritários e outra para pessoas normais foi conferindo as passagens junto com os documentos de identidade.

Mais uma libertação: a aeronave a minha frente no pátio e eu indo em direção a ela, tudo em câmera lenta na minha mente, enquanto meu coração acelerava de tensão.

CONTINUA...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

ENCONTRO COM RAQUEL PACHECO (BRUNA SURFISTINHA) #3


E eu continuava olhando pra tudo, enquanto a minha câmera já estava ligada e posicionada para qualquer movimento dela. E foi quando vi, de longe, o João Paulo (JP, marido dela). Falei pro Dalton que estava do meu lado com a Karine ao telefone: "Olha, Dalton, é o JP!!!" E ele riu e perguntou cadê ela. Ela estava atrás dele, muito bem escondida - rs;

O JP estava com poucas malas e ela vinha mexendo no celular, com a cabeça baixa. Lógico que achei que isso fosse pra que ninguém a reconhecesse, mas não era.

Achei que fosse ficar trêmulo, com o coração em disparada, mas eu estava tranquilo, muuuito tranquilo mesmo. Quando ela estava a poucos metros de mim, a abordei dando meio que um susto agradável: "Oi, Raquel!?". Eu então, espontaneamente, a abracei, mas foi um abraço mais demorado que o normal. Nisso, ela me puxa pelo braço e diz para que saíssemos dali, do meio das pessoas, enquanto me mostrava em seu celular que tinha escrito "cheguei!" para mim no twitter. Entendi o porquê.

Fomos para o lado de fora do aeroporto e começamos a conversar. A nossa conversa não teve nada a ver com Bruna Surfistinha e afins, foi totalmente diferente. O JP deixou as poucas malas em um canto próximo e resolveu andar, procurando o cara que contratou a Raquel para tocar em Pedreiras. Ah, acho que nem disse aqui ainda, mas Raquel desceu em Teresina com destino à Pedreiras, MA. Ela iria tocar uma camarote VIP de carnaval.

Então, ela foi logo pegando um cigarro e fumando. Enquanto isso, entreguei meu telefone pra ela e ela começou a conversar com a Karine, que já estava há muito tempo na linha. O JP saia e voltava e nessas vezes, conversamos muito, mas muito mesmo.

Primeira foto, enquanto ela ainda conversava com Karine 

Ela então desligou a Karine e pegou a minha pilha de livros para autografar, além do cd e dvd do filme, claro. Conversamos bastante, sobre mim, sobre a cidade, sobre o calor, sobre a vida, sobre tantas coisas que nem tem como lembrar assim só agora.

Momento em que conversávamos enquanto ela autografava os livros.
Desconsiderem a minha cara de "abestado" - rs.

Eu pedi para tirar uma foto com o o JP, mas ele não deixou de jeito nenhum. Disse que não gostava de foto e até perguntou pra Raquel quantas fotos ela tinha dele, e ela respondeu que somente uma. Acabei insistindo, dizendo que ele havia aparecido em rede nacional e que não era problema1, mas ele continuou dizendo que não. Raquel me explicou que isso não era só comigo e então deixei pra lá e não quis continuar sendo chato.

Como viram, ela estava com roupa de frio e com a bolsa de lado, então, não aguentando mais o calor piauiense, deixou a bolsa de lado e tirou a jaqueta, continuando a conversar comigo e a escrever em meus livros.


Tudo foi muito bem explicado e ela deu até aquela risada linda e engraçada dela.

O cara que a contratou chegou, e chegou no horário certo, então, foi logo tirando uma foto com ela. Deus sabe o que faz e fez com que o voo dela chegasse vinte e cinco minutos antes justamente pra gente ter muito o que conversar. Continuei conversando ainda com ela e pedi para que ela fizesse um vídeo, como prova maior do nosso encontro. Não postarei aqui porque não tenho a autorização dela ainda, portanto, pode ser que role um "F5" por aqui nos próximos dias.

Enfim, o encontro foi maravilhoso e, claro, fiquei super feliz. Eu estava ali não com Bruna Surfistinha, mas com Raquel, Raquel Pacheco, aquela que eu conheço pela rede e que foi super simpática comigo e Dalton.

Ela me disse que próximo mês dará as caras novamente em Teresina e eu farei de tudo para estar lá, quem sabe, para que ela assine o único livro que me falta, lançado atualmente.

Que venha o próximo mês! ;-)

F5

O mais legal foi ter lido isso bem no finalzinho de um post no blog dela:


Ou clique aqui para ler o post completo.

ENCONTRO COM RAQUEL PACHECO (BRUNA SURFISTINHA) #2


Eu fiquei muito tempo sentado, mas às vezes eu levantava, queria saber como era o esquema do voo que  chegava e como as pessoas saíam e pra onde iam. Eu tinha que estar atento a tudo e, por vezes, não entendia ou me perdia nas coisas que a Karine falava ao telefone - espero que ela não tenha percebido isso.

Dalton e eu no primeiro andar do aeroporto, vendo o desembarque das pessoas.

Já era quase perto de 23h45 quando vi uma multidão indo para a janela ver qual o avião que estava vindo. Algumas pessoas estavam com câmeras miradas para o avião, outras estavam apreensivas a chegada de não-sei-quem. E foi ali que eu vi todo mundo já descendo, mesmo o avião não estando sendo visto por mim, já que tinha algo tapando a minha visão.

E começou a descer várias pessoas, várias mesmo, menos a Raquel. Fiquei louco, fui à tela saber sobre o voo dela, qual o status poderia estar aparecendo lá, quando li: "Voo 'tal' no pátio". E isso me confortou, pois era mesmo o dela. Vi por alguns segundos pela janela, mas nada de ver a Raquel indo ao portão de desembarque. Eu via, revia as meninas que desciam, mas nada, mesmo tendo certeza do caminhado conhecido dela.

Resolvi descer para ao térreo, ir ao portão de desembarque e esperar por ela lá, mesmo já estando com o pensamento de que ela já tinha saído do avião há muito tempo. Fiquei colocando, mentalmente, culpa em mim por ainda não tê-la visto.

Lá, vi uma cena linda. Uma criancinha, menina, linda, estava andando quando viu o avô (suponho que fosse pela aparência dele) e, caminhando, começou a chorar indo a seu encontro. O avô já estava de joelho e de braços abertos, quando recebeu fraternamente a menininha. Foi tão lindo ver essa cena que escutei algumas pessoas fazendo aquele "ôôôh!" e algumas dizendo "que fofo!". Essa cena, mexeu comigo por alguns segundos.

CONTINUA...

ENCONTRO COM RAQUEL PACHECO (BRUNA SURFISTINHA) #1

Na quinta-feira, 07, acordei quando já era quase meio-dia e como de costume, fui ver a hora no celular que estava do meu lado. Me deparei, então, com duas sms para serem lidas. Ao abrir, vi que era duas DM (mensagem direta, do twitter) da Raquel avisando que iria desembarcar no sábado à noite em Teresina. Sem dinheiro, em cima da hora, na indecisão, mas com fé, consegui dar meus pulos.

Pronto para ida ao aeroporto
Fiquei muito pensativo durante toda essa quinta e, à noite, antes de dormir, ainda com aquela esperança de não perder essa oportunidade, anotei na mão tudo que precisaria fazer na manhã, como: arrumar câmera, comprar camisa, lembrar de levar os livros, canetas, cortar cabelo... Fiz tudo na manhã seguinte, após ter saído da academia quase 9h. Fui atrás de tu-do, mas ainda continuei tenso, pois tinha algumas dúvidas que eu ainda tinha que tirar com ela. Eu tinha que saber qual o horário que ela apareceria por lá, a questão do horário de verão...

Liguei um pouco antes de 12h pro Alê, um amigo em comum, e pedi um favor, pra que ligasse para a Raquel e perguntasse mais ou menos o horário que ela chegaria. Sem sucesso. Mais tarde ele me ligou e disse que o celular dela estava desligado. Fiquei triste, mas imaginei de ficar fazendo plantão no aeroporto a partir do começo da noite.

Sendo assim, arrumei toda a minha mala, fui para o trabalho/estudo e de lá segui, com a carona do Jamison, à Rodoviária. Cheguei a tempo e fui direto para Timon, seguindo depois para Teresina. Tudo isso, so-zi-nho. Tive uma noite normal, fiquei tranquilo e dormi praticamente sonhando para que o sábado chegasse logo, e chegou. Chegou com tudo, pois acordei com várias DMs da Raquel me dizendo o número do vôo, e outras informações para que eu chegasse no encontro dela, inclusive o horário de desembarque. Fiquei trocando mensagens com ela até ela chegar no aeroporto de lá pra cá.

Fiquei contando as horas para que chegasse logo, e um pouco mais de 22h, comecei a me preparar. Estava pronto: câmera, livros, canetas, dvd, cd, tudo na mochila. Ligamos para o táxi que veio nos pegar sem demora.  Eu achava que iria ficar muito tenso, mas estava tranquilão mesmo que com essa ansiedade. Achei que ficaria pior e trêmulo quando a visse na real.

Rumo ao aeroporto. A frente, Ponte Estaiada de Teresina

Ao chegar no aeroporto pela primeira vez, não fiquei maravilhado, isso que fez eu ficar sem medo do desconhecido. Fomos ao primeiro andar saber onde era o portão de desembarque, mas encontramos somente o de embarque. Ainda em cima, observei umas telas com os números dos vôos e as companhias aéreas e encontrei o dela, que estava previsto para chegar justamente no horário que ela tinha me falado, às 00h10.


Como o aeroporto não é grande como eu imaginava, voltamos para o térreo e encontramos esse portão com facilidade. Eu já estava mais tranquilo, pois tinha certeza que a qualquer hora ela chegará. Sentei, fiquei papeando com a Karine pelo telefone e aguardei os minutos passarem.

CONTINUA...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

EMPINANDO PIPA

Durante a semana, no intervalo do curso, combinamos de empinar pipa, já que durante 21 anos de existência nunca tinha empinado uma. Até então, comentei com Gabi, Fabrícia, Monalyza, Durval, Jamison e Adilson. Já estava na cara que a empolgação era só minha, mas nem por isso desisti.

Já que o Durval se garante em fazer esse tipo de coisa por ter tido uma infância super bem vivida, o contrário da minha, sugeri que nos juntássemos, comprássemos as sedas e as linhas para que ele fizesse na casa dele, junto da gente, claro. Eu queria acompanhar todas essas etapas, pois queria aprender a criar uma também. E assim, marcamos no sábado, pela manhã, umas 8h e fomos lá.

Cheguei lá quando o Luan já estava e juntos esperamos o Durval terminar de desenhar algo para a tia-vizinha dele. Enquanto isso, naquela manhã ventilada, já empolgado para que começássemos a confeccionar as pipas, olhava para os fios e lembrava do módulo que começamos a ver: Eletricidade Básica. O que ele tem a ver com pipas? A foto abaixo que tirei vai responder:


Nem preciso lembrar que NÃO devemos empinar pipas próximo de fios elétricos e com a linha de cerol, né?

Pois bem, o Durval com sua eficiência já tinha preparado o esqueleto das pipas e ali mesmo, na calçada, comecei a observar ele preparando tudo:






O Adilson apareceu com muitas sedas minutos depois que chegamos, após eu ter mandado uma sms pra ele. Eu já sabia que isso ia acontecer!

E depois de todas prontas, olhem só a minha cara de criança orgulhosa com sua primeira pipa:

Adilson, Luan e eu.

Depois de muita ansiedade, hoje acordei umas 7h30 para esse dia tão especial. O Adilson ficou de passar aqui às 8h, e em ponto eu já estava pronto na calçada de casa quando ele apareceu. Um pouco antes, Gabi havia me mandando sms dizendo que estava passando em frente de casa, e fui logo pra janelinha da porta para vê-la. Junto dela estava Fabrícia que não parava de fazer "macaquice" pra eu rir. Elas iam à quadra. A Fabrícia iria treinar, como comentei em um dos post anterior. Passamos até lá, o Adilson foi convidado para ficar alguns minutinhos no gol enquanto chegava a goleira convidada. Por isso, a nossa demora.

Quando já era um pouco mais de 8h30, chegamos a casa do Durval, que nos recebeu com um sarcasmo que já tô acostumado. E lá fomos, Luan e Durval de bicicleta e Adilson e eu de moto. O sol estava começando a arder e foi pensando nisso que levei protetor solar e vesti camiseta para não ficar com duas cores. Na sombra de uma placa, "acampamos" e preparamos a rabiola (rabo da pipa) com a fita de fita cassete e amarramos a linha.

Adilson preparando a rabiola da pipa dele

Minha pipa já com rabiola e linha colocada


Todas prontas, aguardamos o vento dar o ar da graça. A manhã estava triste e o vento não aparecia como queria que aparecesse. O mais engraçado era que em todas as vezes que sentia vento e olhava para a biruta do aeroporto ao lado, que indicava melhor, já soltava minha pipa e saía correndo soltando a linha. Lembro disso porque o Durval sorriu da minha cara e disse com um pouco de ironia que eu era muito engraçado, pelo o meu jeito estranho de tentar empinar - rs.

Uma das minhas várias tentativas de fazer a pipa subir




Quando estava chegando próximo às 10h, o sol já estava incomodando e a impaciência começava a surgir. Mas eu estava ali, paciente e com força de vontade. Cheguei a dizer que não sairia dali enquanto a minha pipa não estivesse lá no alto, longe, muito longe.

Até que tentando, tentando e com a ajuda do vento e do Luan, consegui. \o/

Não sei explicar como é essa sensação de estar controlando uma pipa no céu. É algo que poderia até dizer que é mágico, de outro mundo, mas não sei bem se é. É muito massa quando ela roda, quando ela vai empinando para frente e subindo mais e mais quando a gente vai soltando a linha devagar. É legal demais ver a linha que está na sua mão desaparecer indo pro céu ao encontro da pipa. Sério, fiquei muito feliz nessa hora, ainda mais quando a minha linha acabou e o Luan resolveu emendar a da pipa dele, para que a minha ficasse mais alto.


Clique nessa foto para ampliar e ver a pipa lá...

As fotos abaixo são de quando ela já estava muito mais longe, portanto, é preciso que sejam ampliadas para uma visualização melhor, para isso, é só clicar nelas:





Fiquei mais ou menos uns 20 minutos com ela lá no alto. Às vezes eu passava a linha para o Luan, Durval. Acho que o Adilson não pegou porque já tinha desistido, já que a pipa dele não estava subindo muito bem, ainda mais juntando o sol, calor e impaciência.

A pipa do Durval estava um pouco perto da minha, mas ele acabou vacilando e a linha acabou quebrando, fazendo com que a pipa fosse bem mais longe da minha, se perdendo no céu. Ele lamentou muito por aquilo e até brincou dizendo que deveria ter colocado o endereço e número de telefone nela - rs.

Com isso, acabei ficando com medo da minha quebrar também e tomava todos os cuidados possíveis, desistindo minutos depois e fazendo com que o Luan trouxesse ela de volta. Enquanto ele puxava, eu enrolava a linha no carretel. Foi mais ou menos uns 10 minutos fazendo isso até que ela voltou, da mesma cor e do mesmo jeito:

Adilson lá atrás comemora - rs

Essa merece ir pro porta retrato

Sujos, suados e queimados do sol, enrolamos as pipas e colocamos na sacola. A falta de água não dava mais para esperar, então fomos a casa da mãe da Gilmara, D. Cristina, que está passando por uma situação super difícil, pelo qual Deus vai a ajudar. Eu torço por ela, já que contribuiu muito na minha vida escola. Foi tão triste ver ela daquele jeito, sem aquele sorriso de sempre no rosto, com aquelas lágrimas escorrendo. :'-(

Enfim, tomamos água enquanto tirávamos fotos dos nossos pés sujos:

Cima (Durval), Baixo (meu), Direita (Luan) e Esquerda (Adilson)