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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

PONTO E VÍRGULA

Eu sei que só venho aqui quando é pra desabafar e sinto tanta preguiça de registrar meus momentos raros felizes. Hoje, não sendo diferente, tentarei registrar e tirar todo esse aperto de dentro de mim. Aqui acaba sendo como uma terapia onde o sentimento corre pelos dedos vindo parar aqui dentro dessa caixinha de texto. E é isso que eu quero, que saia de dentro de mim.

Talvez hoje poderia ser um dia muito especial, já que esse dia 02 nasceu uma pessoa incrível na minha vida. Entre deslizes, ainda estamos próximos. Quer dizer, não mais assim. Eu tento jogar toda a culpa em cima de mim e no fundo, no fundo, sei que realmente é. Eu queria colocar um ponto final, mas não consigo, pois são as reticências que prevalecem. Pedi ajuda, mas na segunda tentativa, por ironia do destino, não pude ter novamente. Mais um sinal?

Só sei que tenho que desviar todo o foco do dia em distrações. Preciso conversar coisas aleatórias com amigos e evitar o máximo de falar em tristeza. Até o clima cedo resolveu cooperar para que eu fique pra baixo. Logo cedo, um frio, um céu cinza e, para esfriar ainda mais meu coração, uma chuva fraca e silenciosa.

Não sei o que fazer! Juro, eu  não sei mais o que fazer.

Eu fico cansado de ponto e vírgula nessa situação. Há algo material que nos une fortemente e quando este se cumprir acho que acaba nosso elo.

Deus, por favor, me ajuda! Preciso recomeçar... Eu reconheço que não posso cobrar resposta quando eu não respondi.

😢
Erivan Geraldo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

"ABRA O SEU CORAÇÃO!"

Após o trauma do post IGNORANTE, EU?, continuei com o mesmo pensamento sobre a minha ignorância. No mesmo dia, no curso, até me testei e procurei me policiar sobre a minha impaciência ao ouvir alguma bobagem e soltar o meu jeito de ser, a minha ignorância, no caso.

Hoje, desde o ano passou que não tinha ido, fui ao catecismo. Por eu não frequentar a igreja, não sabia o dia exato de volta, por tanto, me relaxei. Até que no sábado passado eu fui, mas ao chegar, vendo o portão fechado, segui caminho. Enfim, hoje fui e até que muitas pessoas também foram. Achei que fosse ver algum novato, mas as mesmas carinhas estavam lá.

A catequista comentou sobre a Quaresma, Campanha da Fraternidade 2012 e saúde, cujo é tema da mesma deste ano. Ouvi, observei... Os alunos de lá são todos tímidos, e com isso eu acabo ficando também. Então, nos minutos finais da aula, com o intuito de fazer interagir, ela começou uma dinâmica e explicou como seria: 1. Ela distribuiu corações simples feitos de folhas de caderno para todos; 2. Pediu para cada um escrever um defeito seu; 3. Recolheu todos os corações e colocou dentro de sua bolsa; 4. Cada um pegou um coração dobrado, fechado, de sua bolsa e se manteve com ele em mãos, como se fosse um sorteio; 5. Ao comando, ela dizia "Fulano, abra o seu coração!". Após isso, cada pessoa abria seu coração e lia o defeito que estava escrito nele, tentando dar um conselho para o tal "anônimo". Detalhe: eu escrevi no meu "impaciente e ignorante" e recebi um que estava escrito "impaciência".


Primeiro tive que falar sobre o coração que eu havia pego, mas antes, após eu ter falado o defeito que estava escrito no coração que eu peguei, a catequista me pergunta se eu era impaciente também, e disse que 'sim'. Ela completou, rindo: "Então, tu não tem condição de dar algum conselho para esta pessoa impaciente também...". E eu a interrompi: "Tenho, sim. Pois estou tentando driblar esse meu defeito". Ela, curiosa, pergunta: "E o que você está fazendo pra ser mais paciente?". E eu respondi claramente o que estava acontecendo comigo, omiti resumindo o que aconteceu na semana passada. Entendido, ela passou a vez pro próximo coração, a pessoa que estava ao meu lado.

Chegou então a menina que leu o meu coração e disse que sabia a solução para a impaciência - até mesmo porque tínhamos comentado na minha vez -, mas não sabia para a "ignorância". Então a catequista comentou uma história e me jogou uma pedrinha indiretamente. A forma em que a catequista interpretou a princípio foi de uma pessoa que ignora outra, mas no fim, disse que realmente achava que a tal pessoa que tinha escrito naquele coração era ignorante de mal educada mesmo. Na mosca!

Gostei disso e tentarei aplicar essa dinâmica no meu curso, já que ainda estamos com a instrutora que nos ensina valores, ética...