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domingo, 5 de junho de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #8

(...)

Cheguei na A Ribeirinha Tapiocaria um pouco antes do horário combinado.

Ficamos alguns minutinhos aguardando o povo chegar. Enquanto isso, observávamos as poucas pessoas que estavam lá. Ainda dentro dela, conversamos um pouquinho olhando a placa informando que tinha "UAI-FAI" - como nela mesmo estava escrito.

Resolvemos ir para a calçada por conta do calor.

Minutos depois, Maurício chegou com um amigo chamado Gustavo. Nos cumprimentamos rapidinho e ele sentou na outra ponta da mesa, sendo que haviam três mesas juntas. Ele estava um pouco distante e isso causou uma certa dificuldade em conversar. Ora ou outra perguntávamos algo, mas ambos com os celulares em mãos concentrados. Me surpreendi com ele um pouco, pois não sabia que ele tinha várias tatuagens. Fora isso, idêntico as fotos. 

James e Machado chegaram de moto em seguida. Estacionaram, nos cumprimentaram e ficamos ali conversando, enquanto esperávamos o Juninho.

O lugar era super confortável de se estar, embora do lado de fora. O atendimento, assim como as pessoas de Alagoas são bem entrosadas, foi o melhor. Uma moça nos atendeu de uma forma que parecia já estar inserida ali no grupo. Mesmo sendo amiga de alguns, acredito pela frequência que eles frequentam o lugar, nos tratou da mesma forma.

O cardápio (digo, o menu) era super nordestino, bem personalizado e com vários nomes diferentes nas tapiocas - o que deixou o Dalton super encantado por ele. Não tinha como relacionar o sabor ou recheio com o nome descrito ali, mas a ideia foi bem criativa. Alguns nomes dados eram personagens de novela, outros de personagens da literatura brasileira e por aí vai. Melhor do que os nomes, eram as misturas. Nunca esquecerei que quando pedi ajuda para escolher, Maurício me disse que a preferida dele era sardinha com coco. "Quê!?", pensei.

Juninho chegou um pouco tarde e ficou ali, um pouco calado, enquanto bebia cerveja oferecida por Maurício.

Algo que lembrei aqui do nada e que achei engraçado era que, por algumas vezes durante a conversa, James chamava Maurício de "Bad" ou "BadBad" e eu não entendia... Muito tempo depois que vim entender a associação ao inglês: "Mau", "MauMau", "Mau-rício" - rs.

Conversamos muito por lá e a hora não passava. Por alguns momentos a ficha caía e eu me perdia ali. Pensava: "Poxa, olha o Machado ali conversando. O James aqui do meu lado. Tô em Penedo! PORRA!!!". Era algo meio estranho, já que tudo se passava somente por fotos e áudios e de repente você estava ali. Sempre é uma sensação "estranha-boa".

Em alguns intervalos de tempo, tiramos algumas selfies que saíram bem escuras:

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Foto: James Dantas (@kbcao17)

Não lembro quais as tapiocas que pediram, mas pedi uma de carne de sol (ou outro tipo de nome de carne) com purê de macaxeira. Eu não sabia comer direito, a minha vontade era dispensar o garfo e a faca e pegar com a mão. Nem preciso dizer que estava muito boa, né?

James do meu lado comeu super rápido a dele, depois pediu açaí. Ali come, viu!? - rs.

Um pouco mais de 23h, acho que umas 23h30, resolvemos ir embora. Desde cedo a rua estava tranquila e deserta. Se eu fosse dar uma hora para aquele momento, seria depois das 2h. Parecia mesmo de madrugada, sem movimento de quase nada.

Antes de irmos, tiramos algumas fotos e selfies dentro da Tapiocaria. Inclusive, alguém resolveu arrancar a placa que estava na porta do estabelecimento pra fazer o merchan - rs. Caiu muita molecagem nessa hora, foi muito massa!

Foto: James Dantas (@kbcao17)

James, Maurício, Gustavo, Machado Jr., Dalton, EU, Pedro e Juninho 

Após as fotos, resolvi pegar o meu diário caderno de registro de viagens, onde, na página do dia, dei para todos escreverem algo pra mim. Eu queria não só registrar aquele momento único em fotos, mas em escritas também:


Se o nosso encontro foi estranho (no melhor significado e sentido da palavra), nossa despedida foi mais ainda. Não sei como descrever aquela sensação, era tipo uma estágio pra morte, sei lá. Nos despedimos após eu entregar o Guaraná Jesus do Juninho e Maurício - que dispensou por um dia publicar a foto de uma latinha de cerveja pra poder dar lugar a Jesus - e eles assinarem o caderno.

Nos abraçamos e ouvi palavras bem legais de se ouvir no final de um dia bem produtivo e cansativo. Ter ouvido que eu fui uma "satisfação", que "foi um prazer", nem tem como descrever. Nos vimos pela ultima vez naquela noite, mas na esperança de nos vermos novamente, dessa vez aqui na nossa região.

Entrei no carro e agradeci aos meus melhores amigos que me proporcionaram a ida a Penedo. Ambos confirmaram que eles são muito gente boa e que realmente sabem a história da cidade. Com o carro em movimento em direção a Pousada, li e analisei atentamente o que tinham escrito pra mim.

A minha felicidade, embora não demonstrada pessoalmente, estava extrema dentro de mim. No quarto da Pousada demorei muito a dormir pensando em tudo. Antes disso, tiramos algumas fotos para mandar no grupo, mostrando que chegamos vivos - rs.


Pelo nosso sorriso na foto acima dá pra perceber o tamanho da felicidade.

Nesse dia fui dormir bem tarde, sendo que iriamos acordar às 5h pra pegar estrada de volta a Maceió. Como estava na parte de cima da beliche, o ar condicionado estava direto em mim. Eu estava morrendo de frio, mas não queria usar o edredom, nem trocar de cama.

No dia seguinte até comentei com meus amigos que não parava de sonhar com o povo, que era a continuação do dia seguinte. Infelizmente não lembro agora pra poder contar.

Para mim, se a viagem tivesse acabado ali, já estaria feliz. Conclui que se não tivesse ido em Penedo, não seria tão legal, tão 100%...

sábado, 28 de maio de 2016

CN → THE → REC → MCZ → PND #4

(...)

Foram um pouco mais de três horas de viagem. A cada quilômetro que passava eu ficava mais tenso, nervoso, imaginando que dali a algumas horas estaria transformando o virtual no real. Todas os cenários das fotos estariam não mais na tela do meu celular, mas na minha frente. Não estaria mais escutando áudios e sotaques apenas pelo celular, mas pessoalmente, vendo expressões e sorrisos do jeito que eu ainda não tinha visto.

Ainda na estrada, paramos em um Mirante. As placas indicavam que a poucos metros teria um ali e na medida que chegávamos próximos, decidíamos se pararíamos ou não, visto que eu tinha medo de perder tempo e não aproveitar as horas em Penedo, imaginando que à noite os amigos de lá estariam na faculdade. Naquele momento, tempo era ouro.

Estacionamos o carro no acostamento em frente e vimos que era um restaurante. Atrás dele, o mirante era bem simples e colorido, parecia mais um brinquedo de parque de diversões. Nada de elevador e sim escadas em formato espiral. Pagamos apenas R$ 2,00 para subir e ficar uns cinco minutinhos tirando algumas fotos.


Poderíamos até ter ficado mais tempo lá, mas São Pedro foi meu best friend e mandou chuva, para que fôssemos correndo pro carro seguir mais estrada e ganhar tempo - rs.

Nas cidades próximas, assim que funcionava a cobertura de internet, chegava um monte de mensagem pra mim. O grupo que criei estava perguntando: "Cadê o Funnie?", "Já chegou?", além de mensagens no privado no mesmo caráter.

Acabei não respondendo, pois ainda estava enfadado da viagem. Não tinha almoçado ainda, não tinha tomado banho e precisava ficar de bem comigo mesmo pra confirmar a minha chegada.

Ao chegar em Penedo, ficamos maravilhados com as casinhas coloridas e com a arquitetura preservada da cidade. Como o Pedro mesmo disse, ainda na direção, "parece que voltamos pro século passado", onde digitei a mesma frase no grupo privado somente com os amigos desta cidade.

Algumas vezes ficamos perdidos e entramos na contramão, por termos dispensado o GPS. E seguimos procurando a Pousada que já tínhamos reservado há algumas semanas.

No caminho, não hesitei em tirar essa foto, ainda de dentro do carro, dessa rua estreitinha cheia de casas coloridas:


Ao chegarmos na Pousada Central, nem precisamos nos apresentar. A senhora dona de lá já estava nos aguardando. Muito educada e receptiva, nos explicou calmamente como funcionava lá e pediu para que eu assinasse em um caderno acrescentando a data - acho que isso foi o check-in - rs. Em seguida, me entregou a chave do quarto de número 8.

Os quartos ficavam no primeiro andar e embaixo funcionava um restaurante simples, com poucas mesas e cadeiras, com recipientes de self-service, o que deu mais certo ainda pra gente, que não precisava andar pela cidade em busca de almoço.

Deixamos as malas e bolsas no quarto e, como meus amigos estavam morrendo de fome, disse para que almoçassem enquanto eu tomava banho e me trocava. Com isso, eles desceram para almoçar e fui tomar banho.

O quarto que ficamos era super apertado. Nele tinha: ar condicionado; uma TV com receptor; um guarda-roupa pequeno com espelho na porta por dentro e com três edredons; uma beliche e uma cama de solteiro normal; um banheiro minúsculo e um chuveiro que era SUPER lerdo. Eu me conformo com tudo, mas aquele chuveiro me fez demorar demais no banho. A água descia bem fina, pouca... Que agonia! Não gosto nem de lembrar.

Muito aperreado, enquanto meu celular carregava para tirar fotos mais tarde, me vesti rápido e desci para almoçar mais rápido ainda. Enquanto isso, meu celular não parava de receber mensagens do povo que parecia mais ansiosos do que eu. Eu não gosto de comer mexendo no celular, mas fiz isso. A comida acabou esfriando e o suco rendeu demais. Não comi muito, mas me senti satisfeito.

Sem demora, seguimos para o "centro histórico".

Lembro que enquanto passava por lá, um bêbado dentro de um bar olhou pra mim e falou: "E aí, parceiro!? Como é que tá?". Por impulso, ainda o respondi: "Tudo beleza!", fazendo joinha pra ele.

CONTINUA AQUI...