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terça-feira, 12 de agosto de 2025

3.5

Que o clima de chuva me deixa triste vocês já sabem, e sabem muito bem que quando isso acontece, sinto automaticamente vontade de vir aqui desabafar. Não que seja pra falar coisas ruins, mas pra registar mesmo, colocar pra fora o que tem de bom ou ruim ultimamente. E até que nada de ruim vem nesses tempos, graças a Deus.

Então, na terça foi meu aniversário! 🎈🥳

Como de costume, viajei. Há muitos anos não passo meu aniversário aqui na cidade, nem em casa, e que bom por isso. Como sempre peço folga nessa data, me mandei pro CE de novo. Estar longe daqui me traz paz, me deixa mais feliz, apesar de a cada ano eu ficar sempre mais desanimado com aniversário ou até mesmo nem me empolgar com ele a ponto de bolar alguma coisa nesse dia. Deixo as pessoas à vontade, fico disponível pra qualquer rolê que elas queiram fazer, por mais que seja simples. Eu já estando longe da minha realidade já tá de bom tamanho - rs.

Fiz 35 anos e há vários meses quando me perguntavam minha idade, de bate pronto já dizia 35. Sei lá, vejo isso como já aceitar a realidade, a entender que o envelhecimento existe apesar de toda a pressão que a gente mesmo se coloca. O que mais me conforta é que, sim, estou vivo e que, mesmo com muito esforço, tenho conseguido o que eu quero. Acho que tudo no tempo de Deus, e sinto que Ele tem sido justo comigo ainda que às vezes eu esquecendo de orar, mas ainda assim agradecendo mais e pedindo menos.

O que sempre me diverte é o processo de alguma coisa. No caso, preparei todos os meus stories e de deixei no rascunho bem organizado no ponto de postar. Eu sei que sou mais do que suspeito, mas amei o meu "layout" (posso chamar assim?) desse ano. Amo ver quando faço algo que me agrada e me sinto ansioso demais pra mostrar logo - talvez isso continua sendo no fundo, no fundo, coisa de leonino - rs.

Olha só como ficou e olha só quem também me ajudou:


Amei passar o dia compartilhando esses stories e recebendo o carinho dos amigos, dos conhecidos... Como em todos os anos, me surpreendendo com uns e me decepcionando com outros. Ihhhhhh 👀 Faz parte.

Na virada do meu aniversário, passamos em uma hamburgueria em Tianguá - CE. Não estava fazendo o frio que lá faz, mas ainda assim eu estava gelado. Pedimos hamburguer e à meia-noite, nas badaladas do relógio da igreja, fui surpreendido com um bolo maravilhoso de coco queimado. Eu amo qualquer coisa de coco e os mais próximos sabem disso. Havíamos comido muita batata frita antes do hamburguer chegar que, infelizmente, não consegui comer nem metade dele. Fiquei beliscando o bolo com refrigerante e quando fomos ver, comi mais da metade da metade - rs.

Acenderam a vela com um ponto de interrogação, cantaram os parabéns, fiz o pedido - juro que não lembro mais o que pedi -, apaguei e pronto. Voltamos pra casa quando já era mais de 1h. Foi simples, mas fui muito feliz! 🥲


No dia seguinte ganhei presentinhos: sabonetes, hidratante, protetor e outro cosmético que prometo que vou usar. Ainda não sou do time da skincare, mas, né, os 40 uma hora vai bater a porta e quero estar com a mesma cara que tô hoje - rs. Além disso, ganhei um pix maravilhoso de um amigo e um de zoação, mas sendo pix, por mais que tenha sido mínimo, já vai me ajudar no futuro com algo que Deus vai me ajudar a vir aí o mais rápido possível. E que seja, Senhor, antes dos 40. Inclusive, quem quiser me ajudar, fique a vontade: andersonfunnie@hotmail.com. 😁 (quem vê jura que alguém vai mandar rs) Ainda fico meio sem graça ao receber presente, mas procuro pensar na intenção, não no material. Eu AMEI tudo que ganhei.

No decorrer do dia, quando amanheceu, me permiti dormir até tarde, umas 9h30 e depois do almoço fui pro mato com o B. Eu queria estar longe de casa, literalmente, a qualquer custo, e por ser no meio da semana, na terça, tive o Sítio do Bosco só pra mim. Eu podia contar nos dedos das mãos a quantidade de pessoas que tinha lá, então me senti mais tranquilo. Apreciei o silêncio, o vento, o momento e fui feliz nessa tarde. Até fiz uma mini trilha com o B, que tava me gravando e tirando as minhas fotos, em direção à caverna. Ahhh, já ia esquecendo! Que sorte eu tive em ver os macaquinhos por ali dando o ar da graça. ❤️ Por mais que eu tenha um pouquinho de medo deles roubarem meu celular ou algo meu e saírem correndo no meio da mata, eles complementaram toda a visão de estar no meio da natureza.

No final da tarde voltamos pra casa, mas antes B aproveitou que estava em Tianguá pra dar uma passadinha rápida no dentista. Acho que foi menos de meia hora eu esperando, mas esse tempinho foi crucial e me ajudou a responder o carinho que recebi durante o dia nas redes sociais. Procuro responder as pessoas sem control c control v, respondo de verdade. Tudo bem que tem diferença em resposta quando se é amigo ou conhecido, né, mas todos foram respondidos com o mesmo sentimento de gratidão.

No restante dos dias fiquei trabalhando, dormindo, comendo, jogando vídeo game, comendo, assistindo série, vendo novela, comendo de novo, saindo, fui ao cinema ver A Hora do Mal, fiz caminhada, comi mais... - rs. Passar uma semana no CE ainda é pouco com o tanto de coisa que se tem pra fazer. Só que abro um parênteses aqui: o frio deixa a gente com muita preguiça, pelo menos me deixa. 🥶💤

No sábado (8), eu já estava em Ubajara... Aliás, eu fiquei mais em Ubajara do que em Tianguá. A irmã do B e a cunhada dele vieram de Sobral pra passar o final de semana do dia dos pais. B havia convidado os meninos (Pedro e Dalton) para jogar e comer no final da tarde. E assim foi feito. Jogamos, fomos ao parque de diversões que estava lá por conta do festejo, comemos mais, voltamos pra casa e jogamos até mais de meia-noite. Eu estava o caco, mas estava lá. Foi MUITO BOM esse dia, meu Deus. Como é bom estar em ótimas companhias. 🥰😊

Foi tão bom que no dia seguinte fomos a um sítio almoçar. Levamos os jogos pra lá enquanto a comida não chegava e, assim como em casa, no meio de todo mundo tinha gritos e gargalhadas. Às vezes eu ficava olhando aquela arrumação, mas f*da-se, os incomodados que se retirem. 😎

No domingo, passei o dia no off, sozinho no quarto, todos já tinham que descansar pra voltar a realidade de segunda. E eu principalmente, pois no dia seguinte teria que pegar a Guanabara às 5h30 pra chegar em Coelho Neto às 14h. É Ubajara > Tianguá > Teresina > Timon > Coelho Neto. Enfim, cheguei bem cansado, mas cheguei. 🙌🏻 De Timon pra CN foi luta, pois uma van teve que nos levar até o Descanso e de lá outra van teve que seguir até CN. Essa van, coitada, além de atrasar, parou umas cinco vezes na estrada. Eu não fiquei chateado por isso.

No fim, ficou só a lembrança agora. Espero viver mais esses momentos. Foi muito especial! Sou muito grato a Deus pelas pessoas que ele me coloca no mundo. 🩷

Até!

domingo, 20 de outubro de 2024

TERAPIA

Voltei!!! Sei que sempre digo isso, mas cada vez mais difícil de vir aqui. Confesso que nem é por falta de tempo, é por falta de motivação mesmo, de cansaço, de... sei lá! 😥

Acho que já estou pronto pra compartilhar deixar registrado aqui uma coisa: comecei terapia, de verdade. Não que das vezes que tentei foi mentira, mas não me sentia bem. As duas vezes que tentei fui meio que abandonado, me senti desconfortável e pra quê iria continuar algo que não me fazia bem, sendo que teria que ser o contrário?

Acho que foi no mês passado, não me recordo, que estava desabafando algo no meu dix quando o Rodrigo (amigo de e que conheci em São Paulo pessoalmente em 2017) me chamou respondendo os stories e me fazendo a pergunta que mais me deixava irritado quando me questionavam: "Tu já fez terapia, amigo?". Algo me fez manter a calma naquele momento e tentei explicar pra ele o porquê de não ter gostado da experiência. Ele super entendeu, mas ainda assim me falou da experiência dele nos últimos três meses.

Numa conversa informal, ele me disse que tinha um site com um monte de psicólogo disponível e que o preço era bem em conta. Curioso, mas sem esperança, pedi o link e dei uma olhada rápida. No mundo de hoje é normal ter que duvidar de tudo, dos golpes... de tanta coisa. Mesmo assim, tentei.

No site tem uns filtros que podemos escolher por especialidades e abordagem. Pronto, isso facilitaria muito a minha vida. Eu já sabia exatamente o que eu queria: um psicólogo homem – pois as minhas experiências com mulheres não foram tão legais; que tivesse a mesma condição que eu – entenda como quiser! 😉 – e que fosse da minha região – nordeste – observando o DDD do seu contato. Foi aí que, após escolher mais pelas especialidades que iria tratar, encontrei o WB, do DDD 86. Li todo a "bio" dele e mandei uma mensagem. Não demorou muito pra que ele me respondesse. Eu já havia montado um questionário na minha cabeça e pela ansiedade fui logo fazendo umas cinco perguntas. Achando que ele responderia de uma por uma, ele então sugeriu para marcarmos um encontro online nos próximos dias, que ele iria me explicar tudo, além de me conhecer, saber o porquê teria buscado e outras coisas...

Marcamos para 15h de uma quarta-feira.

Como eu não tenho privacidade em casa, obviamente tivemos o primeiro encontro no meu trabalho. Me organizei numa sala longe das demais, liguei o ar condicionado, pois eu sabia que ia suar muito, levei meu computador sem precisão, já que não deu certo e fomos pelo celular... Pronto! Ficamos em chamada uns 25 minutos ou mais. Ele foi super atencioso, me explicou como funcionava, qual abordagem usava e como era... Fiquei interessado e fechei com ele ali. Na verdade, não fechei de cara, mas eu só precisava me organizar um pouco mais financeiramente pra que desse certo.

Dias depois, foi pra valer. Fechei um pacote com ele e estou seguindo todas às sextas entre 12h e 14h, a hora que tenho paz no trabalho.

Sei que ainda está recente, mas já me percebo em muitas coisas. Ele me aponta de uma forma saudável que eu realmente me perceba e crie soluções pra caminhar bem. Até agora também, tudo que ele quer me dizer pra fazer, eu já faço e tento abordar de um assunto diferente a cada sessão. Por algumas vezes, antes de começarmos, não sei o que falar, mas quando nos conectamos na chamada tudo começa a fluir. Às vezes até me sinto culpado em não deixar ele falar tanto quanto eu gostaria, só que mesmo assim vai fluindo.

Com essa experiência, tenho trazido mais pessoas também. O Joanes, por exemplo, é um desses amigos. Por muitas vezes que conversamos, sabemos que temos problemas em comum e que queremos o nosso melhor. A gente também percebe que não estamos em paz com certos sentimentos, atitudes, convivências... Coisas bem particulares, sabe. As sessões dele também são semanais e é muito massa dividir essa experiência. Não que ele compartilhe comigo o que ele falou pro profissional, mas comentamos sobre a abordagem e o quanto tem nos feito bem até então.

Estou tendo isso como prioridade na minha vida. Como já mencionei, eu já percebi algumas mudanças em mim e queria também perceber de forma externa. Eu só quero ser feliz!

Até! 🙂

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

FRAGILIDADE > RESPEITO

Nem queria ter que vir aqui registrar isso, afinal, tudo ficará exposto, mas me senti com tanta vontade... Certas coisas preciso descarregar pra não surtar, como já sabem. 🥸
 
Então... Às vezes fico me perguntando o porquê de não ter muitos amigos, de achar que o problema está comigo, mas, às vezes, também, agradeço por estar só.
 
Quem é dos meus sabe o quanto tento ajudar, conversar e mostrar, talvez, algumas qualidades que tenho. Por mais que em alguns momentos me reconheça como uma pessoa ruim, a minha "ruindade" seja a forma de me precaver.
 
É muuuuito difícil ser diferente, ser a gente mesmo e até não ser nada ~ como é assim que me acho às vezes. Tenho fugido de tudo que me faz mal, mas tem horas que não tem mais como. Eu queria apenas ignorar, sair de perto, não responder, mas há situações que sou obrigado a ficar ali e aguentar tudo calado – e o pior é que, por mais que eu queira, não consigo me manter calado. Sou ser humano, preciso e tenho todo o direito de me defender também, né. Fico sendo instigado justamente pra isso. 😒
 
Nessa semana me incomodei com algumas falas de um "amigo”. Se não me engano, nos encontramos apenas duas vezes nessa vida, mas não chegamos a conversar por muito tempo nesse pessoalmente. Dessas duas vezes, as conversas foram de 5 a 10 minutos, se tiver sido bem menos que isso. Dias atrás, pela internet, começamos a conversar sobre organização e assim um papo foi puxando o outro, que veio outro, até chegar em minhas coisas pessoais.
 
Meus amigos mais próximos sabem que eu sou muito nostálgico, que amo guardar coisas antigas e que isso acaba fazendo eu criar um afeto e deixar meu coração aquecido, por mais que na maioria das vezes eu até chore querendo reviver aquilo. Mesmo assim, o sentimento de nostalgia me traz um ar de que estou vivo, que estive vivo e que cada vez mais quero criar memórias para no futuro sentir o mesmo. Deu pra entender?
 
Em um dos pontos descrevi o que guardo em todas as gavetas da minha cômoda, até que disse que na quinta e última gaveta, guardo camisas que não consigo dar pra alguém, que têm valor sentimental. Ou seja, por exemplo, nessa gaveta tem uma camisa branca com a estampa do Doug que ganhei do Murilo de presente de aniversário muitos anos atrás; também tem uma camisa preta com vermelho, acho que nem é de marca, que ganhei de um amigo também virtual, o Lucas, com muito mais anos atrás, além de outras. Nisso, ele solta o seguinte:


A pergunta já me deixou meio “aí vem coisa”, quando o textão seguinte me machucou mais ainda. Sabe quando a gente recebe uma opinião sem a gente pedir? Frases descritas “não acho isso normal”, “uma terapia pra falar sobre” me deixaram com tanto sentimento misturado: chateação, constrangimento, vergonha, raiva... Difícil explicar todos os  sentimentos, né!?
 
Tentei mudar de assunto com humor – algo que nem tenho nessas horas, mas tento forçar – dizendo que assim como estranham um cara de 33 anos ainda escrever diário. Aí a conversa foi ficando mais desconfortável ainda.
 
Tentei explicar que é legal ser diferente, que o quanto seria chato se todos nós fôssemos iguais e gostássemos da mesma coisa, foi aí que ele disse que o assunto estava me incomodando e que não iria mais tocar nele, me pedindo desculpa. Viu? É aquilo que eu sempre falo: quando eu estou desconfortável, não consigo disfarçar. E ele percebeu. E eu, burro, ainda tentei me fazer de forte e que aquilo não estava me abalando: “Que nada, não me incomoda. Legal é ser diferente, isso que é interessante. Isso faz a gente ver um novo mundo”.
 
E aí que a macetada foi bem maior! 🤯
 
“Te vejo um cara tão inteligente, tão focado, mas aprisionado na própria mente!”. Isso é coisa que se fala pra alguém sem saber de nada da vida e o que ela já passou? “Fico imaginando o quanto você seria mais feliz se vivesse com mais independência...” CARAAAA!!! Li isso com lágrimas nos olhos.
 
Tentei finalizar o papo dizendo: “A gente teria que ficar mais próximo pra entender um o lado do outro sabe? Em outros contextos, os porquês.” E finalizou com a frase que mais odiei e que fez com que eu quisesse que parasse por ali: “Você foge da terapia como o diabo foge da cruz!”, e riu. MERMÃO DO CÉU!!! 😠😭
 
Trocamos de assunto, mas aquilo ficou na minha cabeça.
 
Não é a primeira vez que conversamos e que no final ficamos num papo onde opiniões são diferentes e não são respeitadas. Se torna desconfortável, às vezes, conversar com ele. Eu gosto dele, eu sei o que ele passa na vida dele também pelo que me diz. Nunca fui de julgar ele, pelo contrário, fui de tentar dar soluções, de ajudar, tendo todo o limite que posso ter com uma pessoa que também tem as suas fragilidades.
 
Apontar coisas sem saber de fato é difícil. Não posso dizer que não aponto... Sim, às vezes pode acontecer, afinal, não sou perfeito, mas reconheço que quando a carga vem pra cima da gente o peso é bem maior. Paciência. 💆🏻‍♂️
 
Com tudo que ele me falou, absorvi e tentei filtrar: “Não, não sou isso, não sou aquilo. Eu não posso ligar. O cara nem me conhece totalmente, ora”. E fico pensando também que ele falou pra me ajudar, pro meu bem, mas que não teve a forma certa de se expressar ou de procurar saber das coisas. Fiquei muito triste, claro, mas é isso, o que posso fazer? Tenho que conviver com o que as pessoas acham ou pensam, eu sei que também tenho minhas teorias sobre tudo e sobre todos, a minha imaginação vai a mil, mas na maioria das vezes me contenho e procuro ouvir, pergunto, pra tentar tirar minhas próprias conclusões.
 
Não preciso passar por isso, mas também não tem como correr. 🤷🏻‍♂️
Wanderson Rebelo

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

FÉ... VEREIRO

Fevereiro acabou de começar e senti uma dor de cabeça do estresse. 🤯 Será que esse negócio de virada de mês realmente tem alguma coisa a ver ou alguma resposta pra dar? Se esse fevereiro for depender dessa dor de cabeça de estresse que sinto agora, p*rra, queria dormir e acordar só em março.

Voltei a ter a dr*ga dos pesadelos de novo. Sempre há algum gatilho que faz com que todos possam vir. Sonhei com assassinatos, acredita? Geralmente não sonho com coisas sangrentas assim, mas dessa vez... Meus pesadelos são de vergonha, de momentos de constrangimentos, de pressão... São pesadelos que realmente me deixam mais angustiados do que de "terror".

Ontem, na virada do ano desse mês, dormi minutos depois de 22h. Decidi que ia dormir cedo e f*da-se o celular. Deixei ele de lado carregando, fiz a melhor posição pra pegar logo no sono e tentei mentalizar coisas que me fizessem bem pra eu tentar dormir logo. Confesso que algumas vezes... (que vergonha!) conto até carneirinho. Eu fico imaginando a cena e contando mesmo. Acredita que dá certo? Pelo menos eu nunca lembro o número do último que pulou a cerca - rs. Então dá mesmo certo, né!? Uma pena que isso não me livra de pesadelos. Lembrei! Preciso voltar a orar antes de dormir. Por que eu esqueci disso? 😬

Dessa vez, olha o nível do pesadelo besta que tive, mas que, pra mim, é pior do que sonhar algo de sangue, terror e coisas horríveis da vida. Simplesmente no sonho eu comi um hambúrguer de alguém antes da pessoa chegar. O sentimento de fazer a coisa errada, de pegar algo sem permissão, de não ter como voltar atrás... isso me agonia de tal forma que... eu fico me sentindo culpado, podre, sem noção. Coisa que na vida real eu pago pra não fazer. Sim, eu sei, não sou santo, mas o quanto eu puder evitar isso na minha vida, vou evitar!

Nos últimos meses, não sei se já falei aqui ou se foi no Instagram, no diário... em algum lugar eu falei! Eu nunca me senti tão só na minha vida como ultimamente. Lógico, estou com alguém quase que direto, diariamente, mas meio que não tenho toda aquela responsabilidade, sabe, tenho que ter limite. Estou curtindo, mas ao mesmo tempo não queria curtir, queria um basta, ao mesmo tempo também que me faz tão bem, que me diverte, me tira da minha bolha diária de estresse. Meu Deus!!! Eu não posso mandar em ninguém e não quero que ninguém mande em mim!!! Eu tenho saudade mesmo é de um amigo que me tire de tudo, que eu possa falar tudo, conversar coisas sérias e besteiras também. Preciso sumir! 😭

Por dois dias, tomei chá antes de dormir. Me indicaram a tomar chá. Essa minha amiga até me levou umas ervas (sem brincadeira, viu) e eu preparei da forma caseira que minha avó sempre fazia. O primeiro foi com açúcar, mas depois pesquisei que o açúcar tira algumas propriedades que o chá tem. Na segunda vez, provei sem açúcar e até que tomei tranquilo. Achei que não ia gostar tanto, mas não achei ruim, não. Fiz esse registro, inclusive, lembrando de uma foto conceito que vi pela internet uma vez:


A intenção da foto nem era biscoitar, mas pareceu mesmo - rs.

Olhando essa foto, deixa logo eu comentar: sim, engordei. As pessoas meio que não percebem isso porque estou usando camisa G ou GG pra me sentir mais livre, folgado, ainda mais nesse calor. A minha barriga não está tão enorme, mas eu estou mais cheinho, sim. Os meus "culotes" já estão mostrando dos lados, minha barriga bem saliente, mas até que eu acho bonitinha... Tô curtindo, mas não sei até quando. 🫃🏻💙 Esse é o ônus e o bônus de quem se casa. 

Mas é isso, vamos enfrentar esse mês de FEVEREIRO com FÉ. Deus está comigo, assim como Ele está contigo. Espero voltar aqui o mais breve possível ou pelo menos uma vez por mês, porque, né, gosto daqui.

Até depois! 😙

segunda-feira, 12 de junho de 2023

UMA SEMANA OFF DE CN

Inicio esse post informando que não estou triste - já que a maioria das vezes eu só venho pra cá quando estou assim. E espero não ficar enquanto digito. 🙃

Na semana passada, depois de muito fuzuê, viajei pra Teresina. O André sempre me deu sinal verde pra ficar lá com ele, mas mesmo assim teria que ver como estava o mood e a agenda dele. Na verdade, eu queria ter ido em abril, mas minha chefe acabou sendo resistente em não deixar por motivos dela, mesmo eu tendo todo o direito a folgas. No final de maio, em conversa pessoalmente, ela foi resistente novamente. Dessa vez, não quis deixar passar. Pedi, então, que eu ficasse ao menos três dias de home office, já que era final de mês e que tiraria apenas 2/6 dias de folga. Ainda tenho mais 4 dias. E assim foi feito.

No sábado (27) à tarde, consegui uma carona (paga, né!) depois das 14h. Cheguei em Teresina lá pras 16h e encontrei o André em um ponto que combinamos. Incrível, o meu humor muda muito na presença dele. O André tem uma coisa que não sei explicar, eu só sinto. Quando estou com ele, nasce uma empolgação, um negócio diferente, sei lá... Ele não me blinda de nada e respeitamos um ao outro. Lógico que temos as nossas discordâncias, mas nada que possa gerar algo grave. E isso é tão bom... 💖

Não lembro o que fizemos nesse sábado, mas aproveitei pra baixar A Pequena Sereia (o desenho/filme, de 1989). Não cheguei a assistir ele de uma vez, foi por partes, e achei tão gostosinho... Assisti porque estávamos em vista assistir o live action no cinema na segunda - pra pagar meia, né? HIHIHI. O desenho é maravilhoso e a história é digna de filme da Disney, tem sempre uma moral, apesar de toda a problemática que o mundo, ou talvez o nosso país, encontra hoje. "Como a Ariel pôde dar a voz por causa de um macho?", foi um dos comentários que li por aí. 😒

Na segunda (29), levantamos cedo, preparamos o nosso escritório, ligamos o ventilador no máximo e começamos os trabalhos. O trabalho do André não para, nem pro almoço, coitado. Já eu tive de 12h às 14h30 de descanso... "Descanso"... Nesse tempo, enquanto ele corria em preparar o almoço com o celular na mão, eu tentava de alguma forma organizar a louça e a mesa. Depois de comermos, geralmente assistindo alguma besteira ou ouvindo algum podcast, ele voltava ao posto e eu a cama... Retornei às 14h30 e só larguei às 19h. Pouquíssimas vezes conversávamos durante o período de trabalho, ainda que um ao lado do outro dividindo um único ventilador. 🥵


Devo registrar aqui que o André cozinha super bem, eu fico impressionado. Às vezes tenho a impressão de que ele não bota tanta fé no que faz, mas o que ele faz, no meu gosto, é delicioso. Ele não fez nada que tivesse coisa que não gosto, tipo coisa do mar e, meu Deus, era macarrão gostoso, arroz gostoso, farofa gostosa, coisas simples, mas que tinham sempre algo a mais... o tempero dele é muuuuuito bom!!! 😋 Não tenho nada a reclamar. Fora que toda hora eu comia! O meu jargão de sempre era: "André, tô com fome!".


Ah, antes que eu esqueça, preciso registrar também que a vista do pôr do sol da janela do quarto dele é sem palavras, parece um quadro na parede. Nesse horário eu parava tudo e fica ali admirando... É muito lindo! 😍

Ininga, Teresina - PI / 18h07

À noite, antes das 20h, na correria, fomos ver o live action da Pequena Sereia no cinema do Teresina Shopping. Nem lembro qual foi a última vez que fui ao cinema, mas foi tão bom. Confesso que não estava com tanta expectativa com o filme, imaginei que não teria como superar o original de 89... Leigo engano. O filme é perfeito!!! 🤩 Lógico que as cenas não são cem por cento iguais, mas eles melhoram muito algumas coisas e explicaram outras. Realmente, o filme é bem humano, sabe, e acrescentaram umas cenas que deram pra fazer chorar. Uma pena que não encontramos três assentos próximos para compartilharmos e comentarmos durante o filme; fiquei na fileira de baixo da do André e Maysa (amiga dele), no meio de dois pais com seus filhos.

No restante dos dias não fizemos nada além de trabalhar, comer, assistir e dormir. Na verdade, trabalhei até quarta, e quinta e sexta fiquei à toa.

No sábado (03), André comentou sobre a ida a um lugar para andarmos de bike. Há muitos anos não andava de bike e acho que, mesmo não demonstrando, me empolguei. Fiquei com aquela ansiedade que só eu sei, só que na noite do dia anterior levei um banho de água fria. Talvez não iríamos mais. Ainda assim, depois que acordamos, vesti uma camisa bem folgada, coloquei o tênis, a Maysa chegou de Uber e pegamos estrada. Deu certo! 😉

Chegamos no Araxá Bike Park umas 9h e pouquinho. O lugar estava do jeito que eu gosto, praticamente sem ninguém. Não tinha barulho nenhum e só mato. Eu gosto do verde, de sentir o chão e respirar aquele cheiro, ar... Andamos um pouquinho por ali até irmos alugar as bicicletas. Ajustamos o capacete, fizemos o “test drive” e seguimos para as trilhas. Maysa não quis ir, ou iria um pouquinho depois da gente, mas certamente não aguentaria.


Não existe coisa melhor do que andar de bicicleta no meio do mato. Haviam, se não me engano, cinco trilhas. Fizemos a primeira, depois pulamos pra terceira, eu acho, até chegar na quinta. Eu imaginava que a quinta seria barra, mas o máximo foi que surgiram umas decidas, subidas e uma ponte que só me deu medo depois que passei por ela – rs.



Foi muuuuuuuito massa!!! 🚴🏻‍♂️

Após quase 1h fazendo trilha, entramos na piscina e ficamos um pouco de molho lá. Sei lá, foi uma limpeza de energia, eu realmente precisava estar longe de pessoas, concretos e de um certo ar. Ali, só eu e André, rindo de besteiras e conversando sério também tutupom - rs.


No restante dos dias, comemos besteira, dormimos e assistimos muitas coisas aleatórias. Nesse intervalo de tempo, apresentei a Natty Hills pra ele e acho que ele acabou zerado todos os vídeos dela.

Passar uns dias longe da minha realidade, mesmo trazendo um pouco dela, me energiza muito. Eu sei que não é duradouro, que tudo volta, mas pelo menos tive essa oportunidade de recarregar minha bateria. Espero fazer sempre programas assim, na companhia do André. Sozinho eu até que consigo, só que é tão ruim quando não tem alguém do lado pra conversar, comentar sobre algo ou ter ajuda... Sei que agradeci pessoalmente, mas vou agradecer por aqui também: Muito obrigado, André! 🫶🏻

Obrigado a você por ter lido até aqui também. Se quiser/puder, comenta.

Até depois!

😗

domingo, 16 de abril de 2023

CARTA PRA VOCÊ #15

Oi! Tudo bem por aí? Olha só a tua data se repetindo mais uma vez em um novo ano... 😉

Dessa vez, mudei, hein. Vi que não merece um textão no whatsapp, mas um post aqui no blog pra ficar registrado pra sempre, pois tudo que é jogado na internet se torna eterno.

Sempre vou encontrar dificuldades em te descrever, por mais que no meu coração isso tudo seja bem claro. Eu sei exatamente o que sinto, mas, te juro, nunca vem, por mais que me esforce pra isso. Também, tudo que eu for falar, não se torna mais novidade pra ti, pois muitas e muitas vezes já digitei e, em primeira oportunidade depois de uma pandemia e de muitos anos (sim, pra mim pareceu uns 10 anos depois) que nos encontramos, ainda que tímido, falei na tua cara. Jamais vou esquecer o nosso abraço de cumprimento e de despedida naquele dia. Aquele abraço que não dá vontade de largar nunca, que só largo quando sinto que minha bateria foi carregada 100%. A causa disso sempre vem de ti. 🥹

Estamos vivenciando situações parecidas e encontro em ti algo em mim e tenho certeza que vice-versa. A empatia, a sinceridade, o otimismo e o colocar o pé no chão, mesmo quando se quer alcançar os céus, são fórmulas que te fazem ser bem mais especial do que posso imaginar.

Sabemos que raramente encontramos pessoas boas nessa vida e quando encontramos, na maioria das vezes, é passageiro. E a vida tem disso pra quê? Pra nos tornar forte ou mais fracos por ver sempre uma partida? O que eu quero te dizer, na verdade, é que quero te manter sempre perto de mim, por mais que muitas vezes esteja bem longe. Quero te manter vivo a cada dia no meu coração e também quero que, quando eu for sempre lembrar de ti, me cause coisas boas, como tem me causado. Que o nosso companheirismo, amizade, sinceridade e coisas e conexões que não sabemos explicar, sejam mantidos vivos para que juntos possamos viver feliz. 

Em mais esse ano, desejo um mundo de amor, de saúde, de prazeres e de coisas que te arregalem os olhos de surpresas boas e que façam com que teu coração bata forte e no fim tenha a consciência tranquila ou um suspiro de "consegui, dever cumprido", afinal, todas essas coisas não têm preço.

Obrigado por existir, por estar presente e por acreditar em mim. 

O meu amor é verdadeiro, eu te amo mesmo! 🎁
Aécio Martins
Seja feliz! 🧔🏻‍♂️❤️

segunda-feira, 6 de junho de 2022

ACIDENTE

Na noite de sábado, L. me mandou mensagem me fazendo um convite. Disse que teria que ir em Teresina no domingo, pois na madrugada de segunda iria fazer algo e não queria voltar sozinho no carro. Por algumas razões, fiquei tentando rejeitar o convite. Cheguei até a pedir opinião pro Pedro sobre... Conversando com Pedro, me questionando se eu realmente queria ir, afirmei: “Ah, Pedro mas não vou fazer nada no domingo mesmo.” E sem dizer sim, aceitei o convite. 🙂

No domingo, um pouquinho mais de 15h, L. foi me pegar em casa. Eu já tinha colocado algumas mudas de roupas na mochila; carteira, celular e carregador em outra, pus o cinto e seguimos viagem. 🚗

Na estrada, enfrentamos sol, tempo nublado, chuva fraca e chuva muuuuito forte. E eu, embora indo na velocidade normal, sempre com calma falando: “L., não estamos com pressa, vai com calma, a gente vai chegar lá...” Além de, claro, fechar meus olhos por alguns segundos e conversar com Deus. Ultimamente faço muito isso quando saio de casa, do trabalho ou quando sinto que preciso. Ao chegar ao meu destino, agradeço, claro. Não é só sobre pedir, tenho que agradecer também.

Não lembro exatamente que horas chegamos em Teresina, só sei que foi no final da tarde. Fizemos o check-in no hotel, deitamos, dormimos e acordamos às 19h30 pra ir ao Shopping comprar algumas coisas que ele queria e também procurar algo pra comer. Resolvemos não comer no Shopping, fomos a uma pizzaria e voltamos pro hotel com chuva forte quando já se passavam das 22h.

L. dormiu primeiro e eu dormi um pouco depois de 00h30, pois estava em chamada de vídeo com Becky e Maurício (do grupo de American Horror Story). Se não fosse acordar às 4h, certeza que não teria dormido antes de 1h. 🥱

Às 4h em ponto o despertador tocou. Por mais que tenhamos colocado o despertador para essa hora, estávamos atrasados. Enquanto ele banhava, arrumava minha mochila o mais rápido que podia. Sem tanta demora, fizemos o check-out e seguimos com a ajuda do GPS até nosso destino pra de lá voltar a CN. Até aí, tudo ocorreu bem.

Um pouquinho para dar 5h, seguimos estrada pra voltar a CN. Ainda estava escuro e a partir de 5h30 que começou a clarear. A estrada estava tranquila, sem muitos carros grandes e sem muitas ultrapassagens. Saímos, enfim, da BR-316 e fomos para a MA-034. Vimos que a pista estava molhada e que às vezes serenava. Alguns trechos tinham buracos e por conta das poças de água poderiam até ser confundidos. A nossa velocidade estava normal, eu já tinha até conversado com Deus novamente.

Em um trecho, seguindo normalmente, até quando L. viu dois buracos quase em cima deles. Como qualquer motorista, tentou desviar levando a direção rapidamente a sua esquerda. Sem ver, atrás da gente havia um carro começando a fazer ultrapassagem. Não deu outra! A frente do carro de trás bateu na traseira do carro do L. fazendo com que ambos fizessem um “U” ao mesmo tempo. O carro da pessoa de trás foi parar do lado direito da estrada e o nosso do lado esquerdo. Na hora do desespero, olhei pro L. e não sei se foi meu pensamento falando alto ou mesmo a minha voz, gritei por Deus. O L. estava com o pé seguro no freio e, com aquele barulho de frenagem, certeza, se não fosse isso, teríamos capotado. Foi como em um filme de ação. Parece exagero, mas vi a morte ali.

Após o susto, carros parados em lados opostos da MA, o motorista do carro de trás desceu do carro com o olho arregalado e, aparentando tranquilidade, checou a sua frente. Ao mesmo tempo, descemos do carro e fomos ver o pneu traseiro esquerdo. Es-tra-ga-do! O pneu não serve mais pra p**** nenhuma. Calmo por fora, mas com o coração faltando sair pela boca, pedi pro L. conversar com o motorista do outro carro. E foi. De longe, vi ambos se cumprimentando. O motorista parecia nervoso, estava apressado e com os olhos arregalados. A única reação dele, que eu vi, foi pedir o contato do L. pra depois ajudar ele pelo estrago. Agora a pergunta: quem tem culpa? Não importa. 🤔

Ainda ali, L. perguntou para ele como faria pra trocar o pneu do carro, pois nem ele, nem eu (que não sei nem pra onde vai) sabia fazer. O motorista ensinou na prática, chegou até a colocar o macaco e depois, alegando que estava apressado para um atendimento, vazou. Achei estranho isso, hein. L. e eu trocamos o pneu com muita dificuldade. Na verdade, mais ele do que eu. E seguimos pra casa depois desse susto. Silenciosamente, agradeci a Deus pelo livramento e rimos de tudo que aconteceu. “Foi só um susto!” não parava de ser falado e foi a frase que mais deixou meu coração calmo.

Ao chegar em casa, aliviado, deitei, fechei os olhos, respirei fundo e segurei o choro. 🥹

Minutos depois, por mensagem, falei pro Pedralton tudo que aconteceu e Pedro disse que tudo tem um porquê. Isso me deixou pensativo... Deus talvez me mostrou e provou que tenho chance pra me manter vivo e fazer algo pra mim e por mim. 

Que assim seja! 🙏🏻
Lucas Vaz

sábado, 15 de maio de 2021

AUGUSTO

Conheci o Augusto em 2014. Na época, era febre a linha de smartphones da Nokia e nas redes sociais nos encontramos e trocamos várias experiências quanto ao uso deles. Em várias trocas de mensagens, fomos pro whatsapp e com o tempo nos tornamos muito amigos. Os assuntos referentes aos celulares foi deixado um pouco de lado e, comigo, ele dividia os problemas e algumas situações difíceis que estava passando em sua vida. Eu entendia a pressão que o Augusto recebia na época e eu tentava direcionar ele da forma certa, mesmo não conhecendo totalmente a sua cultura, personalidade e realidade. De uma coisa eu tinha certeza: Augusto era um menino bom, uma pessoa que não tinha um pingo de maldade no coração e cheio de propósitos. Isso era um dos motivos da minha vontade de ficar próximo dele.

Em 2015, depois de muita conversa e insistência, Augusto me convenceu a ir visitá-lo em Goiânia. Não sei como venci a essa insistência por, na época, ser medroso, inseguro, nunca ter viajado de avião e sequer saído do nordeste... Incrível como eu cai na lábia dele, sendo que ele era do mesmo jeito e nunca tinha feito nada em questão - rs. Lembro que toda essa experiência relatei AQUI e, inclusive, dias atrás, estava lendo os posts.

Em agosto do mesmo ano, fui me desafiando a tudo. Estava sozinho, mas tentando ser seguro do que "estudei" durante os meses anteriores e com medo de me decepcionar, de me sentir mais sozinho ainda. Pelo contrário, me senti abraçado!

Aquele dia foi muito cansativo. Fiquei sem dormir por estar com ansiedade antes de pegar o voo, esperei demais e caminhei mais ainda por dentro do aeroporto enorme de Brasília. Tudo era novo pra mim e eu ficava maravilhado com todas aquelas pessoas que tinham um mesmo propósito, que seria chegar a seu destino.

Naquele aperreio, cheguei em Goiânia com medo de não ser recebido por ninguém e ficar esperando ali, no meio daquele monte de gente. Foi aí que o Augusto me viu de costas, pegou no meu ombro e soltou com seu sotaque com bastante érre: "E aí, meRRmão!". Nos abraçamos rápido e pedi pra que ele me tirasse dali. Ele estava muito tranquilo e não parava de rir, e eu morrendo de vergonha e agoniado pra comer, tomar banho e descansar.

Nem parecia que a gente estava se conhecendo naquele momento. Ele parecia um amigo de longas datas, eu não me privei de dizer nada, nem de ser eu, embora estivesse morto de cansado. Ele estava muito empolgado, queria me levar pra todo canto naquele horário do almoço dele. Fomos almoçar, depois ele me levou pra faculdade, mas não sai do carro. Ali, apaguei. Só despertei quando ouvi ele batendo a porta do carro ao entrar.

E vivi dias incríveis com ele. Saímos algumas vezes e conheci o Breno e Alexandre, que também são de Goiânia e que até então também só conhecia pela internet. Nessa brincadeira de conhecer as pessoas, fomos até escondido pra Uberlândia pra conhecer a Tassya. Foi muito bom!!!


Também tive a oportunidade de muitos meses depois receber ele aqui no nordeste. Ele foi para o litoral do PI com a família, mas eu quis que ele viesse pra capital, Teresina, me encontrar. Pedro, Dalton e eu recebemos ele super bem. Levamos ele pra todos os cantos e jamais vou esquecer dele banhado de suor, por nunca ter sentido o calor daqui - rs. Eu fiz tudo isso pra compensar toda minha gratidão por toda a atenção e dedicação que ele teve comigo quando estive em sua cidade.


Hoje, dia de seu aniversário, recebi logo cedo a notícia de sua partida. É bom lembrar de coisas boas, mas hoje o dia não será o mesmo. Hoje seria um dia de comemorar, de mandar áudio, mensagem e, quem sabe, até postar foto de zoeira nas redes sociais, mas, não, tenho que me manter contido. Nunca imaginei que fosse perder um amigo da minha vida, ainda mais por conta desse vírus que tanto me amedronta. Quando soube de seu estado semanas atrás, todos os dias quando lembrava, pedia a Deus para que o mantivesse vivo, que houvesse um jeito dele me ligar, mandar mensagem... Por algumas vezes, até via seu visto por último na esperança de que ele pudesse ter acesso ao celular. Mas, não! A partir de hoje o silêncio dele poderia ser pra sempre, eu não vou deixar! Guardarei todos os seus áudios e suas mensagens, assim como as fotos e vídeos que fizemos juntos.

Hoje perco um grande amigo, uma pessoa boa, uma pessoa que a vida e a internet me deu, que foi o pontapé inicial para que eu criasse coragem, perdesse alguns medos e me desafiasse sempre. Vou guardar sempre as lembranças boas. Vou lembrar de tudo mesmo!

Eu pensei que não iria chorar por não convivermos juntos, por estarmos distantes, mas estou aqui sem conter as lágrimas enquanto digito este post. Isso é a prova do sentimento de amizade forte que tivemos e que, sim, Augusto teve um propósito na minha vida, assim como eu tive na dele.

Agora, preciso criar força pra seguir e orar para que sua mãe – que fazia um milho maravilhoso no almoço –, seu pai – que sempre foi batalhador e bem humorado – e sua irmã tenham um conforto. É uma dor que se perpetuará pra sempre, mas Deus está em nosso comando.

Eu tô sentindo muito, muito mesmo agora, nunca vamos nos acostumar com a dor da perda.

Obrigado, Augusto! Obrigado por tudo!

🖤😢

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

CARTA PRA... MIM #14

WhatsApp, 04 de AGO de 2020 - 08h20.

Menino, 

Isso mesmo, pra mim você tem a pureza de um menino. Apesar de as vezes não ser tão puritano rsrs. Eu não tenho uma foto contigo para fazer uma postagem nos stories (kkkkk), mas vou tentar falar um pouquinho do que você representa pra mim. 

Eu não sei explicar o grau de afinidade que tenho contigo. Sei lá, parece que eu esqueço todos os problemas quando arranjamos um jeito de se encontrar. Seja presencialmente, seja virtual. 

Não sei explicar como confio em você! Você sabe de coisas sobre mim que somente eu sei, mais ninguém. Parece que pra você eu consigo ser transparente, coisa que tenho dificuldade de fazer aos demais. E isso é uma coisa que não sei como surgiu e nem sei por que foi assim. Pra você escancaro minhas loucuras, meu desejos, meus pensamentos e minhas histórias de amores, nem sei se as tenho. Mas você conhece bem o enredo delas. Você é um amor que não sei posicionar no lado certo do coração. Talvez seja o irmão homem que faltou pra mim. E depois de muito tempo fui encontrar do nada em uma cidade do Maranhão. 

Eu tenho uma conexão forte contigo. Consigo sentir quando você não tá bem e, principalmente quando você não quer nem responder minhas perguntas, por vezes sem sentido para aquele momento. Nossa conexão é uma coisa que não sabemos explicar um para o outro. 

Eu queria poder ser teu amigo, assim como as demais pessoas são. Mas parece que tudo fica complicado quando a gente não é a gente pra todo mundo. A gente escolhe ser nossa essência para alguns, e isso atrapalha ser o que a gente de fato é, sem censura. 

Enfim, sei que hoje você vai ter um bilhão de bad e tá tudo bem. Essa nova fase que você tá começando eu já estou nela e senti tanta coisa quando estava exatamente nesse mesmo lugar que você. Parece que o nosso cérebro cobra mais da gente. É como se a gente não tivesse plenamente pronto para uma maturidade. Eu espero que você celebre no fundo do seu íntimo a graça de tá bem. A graça de estar vivendo, talvez não como você esperava quando chegasse até aqui. Independente das tuas conquistas, das tuas aspirações e do lugar que você se encontra, estar aqui bem é uma dádiva. 

Seja muito feliz todo dia! Não vou desejar felicidade apenas hoje. Felicidade é uma coisa tão difícil de mensurar que espero que as pequenas coisas da vida pra você respire sempre felicidade. Esteja feliz consigo mesmo! Sorrindo pelo coração, mesmo que as expressões faciais não demostre isso. Você é um menino do bem. Aproveite cada momento e cada coisa boa que a vida te oferece. 

Eu espero que a gente um dia possa comemorar, juntos, uma amizade que não sabemos explicar um para o outro e que o mundo nunca entenderia porque somos tão próximos, mesmo nunca estando juntos. 

Fe-li-ci-da-de
Separado assim em sílabas, pra você entender que ela está no caminho e não em um lugar específico. Que ela está nos detalhes do caminho. Então aproveite o caminho. Aprecie o caminho. Não espere chegar em um ponto específico pra achar que vai ser feliz ali. Isso seria muito pouco, perante o muito que é a vida. Felicidade todo dia! Sempre! 

Amo você

Com carinho,
Aécio Martins
Resposta: WhatsApp, 05 de AGO de 2020 - 00h05

Deixei pra ler isso no dia mesmo do meu aniversário porque eu tinha certeza que tu seria um amor. Confesso que o dia todo fiquei pensando em ler, mas, não, queria que meu dia começasse bem, ainda mais vindo de ti, mesmo eu ficando triste com a falha da data. Eu sou de detalhes e isso implicou um pouquinho, mas tudo bem, eu supero. HAHA

Tu sabe da grande importância que tu tem na minha vida, né, e quando eu digo que te amo, eu te amo mesmo, do fundo do meu coração, com todas as minhas forças. De verdade, não são só palavras. Eu amo tuas atitudes, amo o fato de tu sempre agregar e de ser simples, mesmo tendo tudo pra não ser. Eu amo tu do jeito que tu é, e isso às vezes me faz sofrer. Mas essa parte eu sempre pulo!

Obrigado por existir, por estar comigo estando longe, por ter paciência e por tentar me entender, mesmo eu sabendo que é difícil, afinal, nem eu mesmo me entendo e sinto que sou um eterno doente mental.

Tua mensagem é muito válida e me acrescenta sempre. E estar contigo também.

Obrigado! Não só hoje tu é meu presente, mas todos os dias. ♥

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

É... 30 ANOS!

Não sei se agradeço por chegar até aqui ou lamento profundamente... Enfim, trintei! – isso não foi escrito totalmente no tom de felicidade que eu gostaria de ter.

Importante: Estou escrevendo isso muito antes dessa publicação e, certamente, programarei o post para ser publicado no meu dia, ou seja, hoje, cinco de agosto, exatamente na hora que eu nasci em 1990, às 22h30. Mas por quê? No dia com certeza eu estarei na tristeza, eu sempre fico.

Nem estou acreditando que cheguei a mais uma década e que não consigo ter nada material para chamar de meu. ~ Tá, eu sei que quando a gente morre não leva nada, né? ~ Em contrapartida, tenho ótimas lembranças trazidas desde 2015 quando me desafiei a conhecer o mundo sozinho. Falo o “mundo” no sentido de sair de fora da minha caixinha, não o mundo em si... Quem me dera! - rs. Nesses últimos cinco anos vivi momentos maravilhosos, não posso reclamar. Conheci pessoas que me fizeram feliz em menos de cinco minutos, em um só abraço, acredita? Me tornei alguém mais aberto a algumas questões, mesmo me sentindo inseguro em falar determinadas coisas e falhar.

Mas quem disse que nesses últimos anos vivi só momentos felizes? Lá pro começo de 2018 fiquei muito triste e tenho certeza de que isso me despertou algo ruim que tenho em mim até hoje. Eu digo que é um luto sem morte que ainda habita, mas um dia vou superar, porque só o tempo pode fazer com que isso aconteça. Foram meses de choro diário, de vontade de desistir da vida ou de sumir pra um lugar bem longe. Acredito que meu nível de estresse, ansiedade e vários outros sentimentos ruins aumentaram. Foi f*da... Aliás, ainda é f*da. Não me considero cem por cento atualmente, só penso que a vida segue. Também não considero esses momentos como só de decepção, exclusão ou algo do tipo, considero como algo que teria que acontecer e que até hoje ainda não descobri o porquê. Mais uma vez: só o tempo responde a tudo.

Das coisas boas que pude viver, viajar pra conhecer pessoas da internet foi o que mais me moveu, além de, claro, os DOIS shows de Sandy e Junior que fui em julho (em Fortaleza) e novembro (Rio de Janeiro) de 2019 - que nem registrei aqui. Aquele choque de cultura, diferença de sotaques e toda a atenção que não recebo na vida toda, recebi nos poucos dias que convivi com alguém diferente de mim. Foram amizades confirmadas pessoalmente e que levarei eternamente comigo. Que experiência doida, mermão! A saudade é tanta, mas tanta, que mal posso esperar para poder viver isso de novo. Espero que o mais breve possível os encontros se tornem reencontros.  Eu tenho orgulho de mim por isso e, ao comentar essas coisas encorajando amigos a fazer o mesmo, uso a mesma palavra: DESAFIO. Sim, eu considero isso um desafio na minha vida, uma evolução, pois só eu sei o quanto evolui minha timidez através disso, afinal, viajar sozinho sou eu e eu mesmo. 🙃

...

E do nada lembrei da minha avó que perdi e foi uma dor tão profunda que ontem mesmo (20/07) acordei de um sonho que tive com ela, onde ela pedia discretamente para morrer deitada numa rede e eu tentando abraçá-la enquanto chorava. Por mais que tenha sido um sonho triste, eu gosto de ter, pois sinto que é um contato “físico” que tenho com ela. No mesmo dia à noite, enquanto lavava louça, olhei pro canto onde ela ficava costurando na sua máquina e comecei a chorar. O choro foi instantâneo, eu nunca consigo segurar. É uma falta tão grande que ela me faz. 💔

...

Não sei mais nem o que escrever aqui. Espero que essa década que se inicia agora eu possa ter mais coragem pra viver e encorajar aqueles que um dia foram iguais a mim. Eu quero contribuir de alguma forma, sei que não sou totalmente bom e ruim, só preciso trabalhar a minha insegurança, medo e me jogar mais. Pra isso terei que começar uma terapia, já que todo esse meu jeito está atrelado ao passado. Esse maldito passado não me deixa viver totalmente o futuro.

No mais, tenho planos pra essa década e nas últimas semanas tenho planejado muito isso na cabeça. Sei que vai ser uma luta árdua, uma grande jornada se iniciará e sei que vou ter que renunciar de muitas coisas. O principal eu tenho, que é foco, e sei que, mesmo demorando anos, vou conseguir. E quando conseguir, vou ser feliz.

E é isso! Espero ler isso no futuro com felicidade nos olhos e com orgulho de mim. A quem está lendo isso, obrigado, isso prova que você também se importa comigo. Aproveita e comenta, vai – rs – é tão bom ler comentários.

Obrigado, Deus! 🎈

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

LIVE NO @MOBGRAFANDO

Eu sei que a cada ano que passa eu fico mais ausente daqui, porém vendo pelo lado bom, acredito que estou vivendo mais o real do que o virtual. Mentira! Eu não sei sair desse mundo - rs. Só demoro pra vir aqui por pura preguiça mesmo; também pelo conforto que eu gostaria de ter para me sentir mais inspirado.

Irei registrar aqui algo que já deveria ter registrado, mas, como já mencionei, pela preguiça, deixei passar. Como hoje o assunto veio à tona, vou comentar sobre ~ até porque quero ajudar o James em uma coisinha dele que será comemorado amanhã.

Então, no dia 07/09 do ano passado, mais precisamente às 21h42, James me chama no whatsapp já perguntando o que eu costumo fazer aos sábados às 21h. De bate-pronto, respondi que NADA, sendo que no sábado seguinte eu já teria programação, pois iria para Fortaleza. Foi aí que perguntei o porquê e me veio o convite para participar de uma live no Instagram @mobgrafando, para contar sobre as minhas experiências de fazer amizade através da fotografia mobile e, consequentemente, sobre minhas viagens para conhecer esses amigos.

Nisso, já falei que morria de vergonha, mas que toparia me desafiar a isso. O que eu precisava era somente de um ambiente silencioso, de um lugar confortável e, claro, uma conexão boa de internet.

Ele disse que seria no dia seguinte, sábado, mas não tinha como. Eu ainda estava de férias e todas as minhas programações estavam feitas; se eu pulasse uma, já era. Então, combinamos no sábado seguinte, dia 29/09.

Dias antes do combinado, minha ficha caiu quando ele me mandou isso para divulgação dizendo para eu me "autodivulgar":



Expressei novamente a minha vergonha e agora nervosismo, mas dizendo que iria encarar. Afinal, como eu mesmo disse pra ele: o desafio está pra isso. Entendendo, ele tentou me confortar.

No dia da live, antes de meio-dia, ele me mandou um áudio pedindo um vídeo na vertical de 15 segundos convidando os seguidores a participar, em outras palavras, digamos que seria uma chamada. Quem disse que eu consegui? Fui pro fundo do quintal, sentei debaixo de uma árvore, escolhi a melhor luz e gravei não sei quantos vídeos de 15 segundos, no entanto, para mim, nenhum prestou. Até mandei pro Pedro "aprovar", mas ele me deu algumas dicas pra que eu pudesse melhorar, o que me fez testar e depois desistir - rs.

À noite, antes da 21h, depois de ter combinado de dormir na casa da minha prima, fui pra lá e aguardei o horário chegar. Eu estava confortável no quarto da filha dela, com o celular apoiado em um copo de uma forma que os fones de ouvido ficassem sem machucar, já que ele é conectado na parte inferior do celular.

E foi aí que James me manda: "Tá pronto?". E eu com o coração na mão respondi que sim.

A conexão estava boa e fiquei super à vontade em estar ali. Confesso que fiquei meio preocupado com as pessoas da minha cidade entrando e vendo o que estava acontecendo, já que eu NUNCA tinha feito live na minha vida.

Contar como tudo começou, como conheci James, Machado e outros de Penedo, me fez reviver aquele momento e, quando percebi, já estava bem à vontade. Saber que pessoas que admiro estavam lá também me fez feliz, assim como mandar alô e interagir com aqueles que eu mais sentia receio. Me senti um pouco famosinho - rs. Ahh, o mais engraçado de tudo é que, no momento que eu interagia, a filha da minha prima e a minha prima, assistiam em cômodos diferentes da casa. Eu me ouvia! - rs.

Através dessa live, que foi dividida em duas, acho até que pela nossa empolgação - sendo que a primeira teve como tema "Criando Laços Através da Fotografia" e a segunda somente contando como foi a minha viagem à Penedo - AL, como foi conhecer pessoalmente e tudo mais -, pude ter certeza do quanto é bom se desafiar. Digo isso porque estou nessa de querer me jogar para o novo, para o diferente, contanto que isso contribua não só a mim, aos outros de alguma forma.

É legal saber que estou vivo, que também estou acompanhando, aprendendo e encorajando, mesmo em meu momento de descanso. Saber que todos estão ali para contribuir de alguma forma, passar um pouco do conhecimento e ainda se permitir a fazer brotar uma amizade, me fez ter certeza do nosso propósito. Isso é muito legal.

Resultado da live: na primeira, 109 pessoas assistiram e 65 na segunda. O fato é que eu acho que não teria tanta coragem de encarar esse tanto de gente na minha frente - rs.

Juro que me deu até vontade de qualquer dia desses fazer uma live aleatória com alguém. Vou até pensar nesse caso.

Você que não assistiu, pode conferir o podcast da live clicando AQUI. Valeu!

E é isso!

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Domingo, 20 de janeiro de 2019

Aproveito a folga aqui na casa da prima, que está preparando um almoço delicioso, pra atualizar esse post. Só pra dizer que, como disse acima, fiz o post para ajudar o amigo James. E foi aí que apareci no blog dele, o FOTOPARTILHA. Ele "roubou" (com a minha autorização, claro) um trechos daqui e registrou lá. Fiquei feliz demais quando me li por lá, eu gosto de estar em outros lugares também.

Se quiser conferir eu por lá é só clicar AQUI.

Valeu! 😊

domingo, 3 de setembro de 2017

VIAGEM PARA BELO HORIZONTE E LAGOA SANTA - MG

No meio dessa madrugada, no tédio e sem sono, resolvi digitar aqui. Mesmo que não comente muito, quero pelo menos registrar o pouco que vivi na minha viagem de férias para BH e Lagoa Santa. Espero que não me empolgue tanto para que seja apenas um resumo - ou resumão.

Eu já havia programado essa viagem desde janeiro, então, em agosto, com muita dificuldade, fui. Apesar de não ter praia, de ser cidade grande, o que eu queria mesmo era sair daqui, era viajar e conhecer gente nova.

Na sexta, 18/08, após o almoço, Pedro foi me deixar no aeroporto. No final da tarde, cheguei no aeroporto de BH, após fazer uma escala em Rio de Janeiro, sem sequer trocar de aeronave. No Rio, naquela conexão, estava muito frio e com chuva. Antes de pousarmos lá, me deu um medinho por tudo lá em cima ter ficado branco. Foi estranho, mas deu tudo certo.

Continuando... De longe, no portão de desembarque, vi Aarhon. Incrível a sensação de ver uma pessoa pessoalmente. Ele era exatamente igual a foto e bem mais alto - rs. Seguimos com o Uber ao local que eu havia alugado. O anfitrião ao nos receber foi muito gente boa, o que comprovou mais ainda a preocupação e suporte que tinha me dado desde o dia em que solicitei o seu serviço.

Ainda assim me senti estranho com aquelas pessoas de sotaque diferente e, por um instante, me perguntei o que eu estava fazendo ali. Eu senti um pouco de vergonha de conversar, mas eles me deixaram super a vontade.

No dia seguinte, 19/08, acordamos cedo e fui ao Shopping encontrar Gabriel Rodarte. Sério, eu estava muito ansioso para conhecê-lo pessoalmente, pois eu tinha certeza que a nossa amizade se confirmaria ali e que eu não me decepcionaria. Aguardamos ele na estação de metrô quando ele apareceu. Um jeito meio doido, diferente, o que foi fiel ao virtual.

Andamos pelo Shopping, fomos ao Mineirão, a Lagoa da Pampulha, ao centro e comemos, no final da tarde, em um "podrão" (é assim que eles chamam um lanchonete) de lá. Foi nessa hora que comecei a sentir que o frio pegava. Mesmo levando uma camisa de manga comprida, não quis usar. Eu queria sentir aquele frio e testar meu limite com ele.

Quase 21h, eu acho, Gabriel teve que ir embora e Aarhon e eu voltamos para casa. Nos despedimos já marcando o rolê no dia seguinte, dessa vez com o Ramon.

No domingo acordamos bem cedo, mas atrasamos para o encontro com o Ramon Ferrary. O Gabriel também estava enrolado, mas deu tudo certo. Demorou muito para chegarmos à Praça da Liberdade mesmo indo de Uber. De longe, avistei Ramon de costas, de óculos escuros e segurando o livro de sua autoria. Eu saquei que aquele seria o meu presente - rs.

Conversamos, tiramos fotos aleatórias e com filtros do snapchat, pois é a marca dele e aguardamos a chegada do Gabriel.

Gabriel chegou e fomos procurar algum lugar para comer. Nisso, praticamente nos perdemos. Como era domingo, a cidade estava meio que deserta e muitos lugares fechados.

Após muito mais de uma hora cortando ruas, subindo e descendo ladeiras, paramos em um shopping no qual nem me recordo o nome. A gente queria almoçar algo e eu especificamente arroz. Pelo preço, desistimos de comida e pedimos pizza individual. Saiu bem baratinho e depois nos passamos pro milkshae - que de tanto o AA pedir, acho que viciei.

Quase 14h, pegamos o Uber e fomos para Lagoa Santa, a cidade onde o AA mora. Gabriel conversou bastante com o uber que era nordestino.

Em Lagoa Santa, percebi que AA estava mais solto, nos guiando e mostrando toda a lagoa. Mostrou onde ficava alguns pontos e paramos em um restaurante para pedir uma porção de batata frita. Gabriel e AA como bebem, pediram cerveja para acompanhar com o jogo. Na verdade, AA e eu estávamos de costas para a TV e Gabriel e Ramon vibravam a cada lance que não conseguia entender.

De lá, fomos tirar umas fotos próximo da lagoa e sentamos para ver o pôr do sol com dificuldade, pois estava coberto por uma fumaça. Eu não tive sorte nesse momento.

Deixamos Gabriel e Ramon na estação e voltamos para casa mortos! A gente caminhou muuuuuuuito nesse dia.

Na segunda, fui almoçar com AA e Shopping, fomos ao cinema assistir Annabelle 2 e procurar biscoito para compensar os que comemos no café da manhã em casa.

Além disso, entramos nas Americanas e encontrei dvds de American Horror Story. Eu só me liguei que estava com 50% de desconto no ato do pagamento. Que sorte! Comprei ali Murder House e Freak Show. Em outra loja, AA me presenteou com Asylum e Coven. Eu fiquei tão feliz!!! Agora para a minha coleção só falta Hotel e Roanoke.

Chegamos em casa mais uma vez cansados e fomos dormir bem tarde, justamente porque eu tinha que refazer minha mala, pois no dia seguinte, às 10h já seria o meu voo de volta.

Chegamos no aeroporto minutos antes e, com um abraço, me despedi do AA. Foi bem triste aquele momento, mas valeu tudo que aconteceu.

Espero um dia voltar, pois sei que fiz amigos de verdade e que irei levá-los pelo resto da vida.

OBSERVAÇÃO: Este post pode ser editado.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #6

O post abaixo estava no rascunho desde novembro do ano passado. Acho que a preguiça não me deixou continuar. Hoje decidi tirar ele de lá e publicar, até porque quero me ler no futuro e ter acesso aos rascunhos requer um pouco mais de trabalho.

Ao meu leitor, peço desculpas caso tenha aguardado a continuação. Cuidar de um blog nos dias de hoje não é tão fácil assim - rs.

Boa leitura! 😉

(...)

Pousamos em um campo próximo do sítio, acho que fica por trás dele. Como podem ver no vídeo do post anterior, a minha descida foi fail - rs. O instrutor tinha me avisado que ao descer teria que levantar as pernas e suspender a câmera, explicando o porquê do suporte estar ralado, comprometendo até a filmagem.

Uns dois meninos já nos aguardavam, para agilizar a retirada dos equipamentos e levá-los para o carro. Eu ainda estava zonzo, mas conseguia caminhar normalmente até o carro. Fizemos uma trilha e pulamos uma cerca até chegar ao carro com todos os "bagulhos".

Eu não via a hora de chegar aos meus amigos e contar tu-do. Queria mesmo gritar de tanta felicidade por ter passado por aquilo.

Mais ou menos uns cinco minutos após entrar no carro, cheguei onde eles. Me receberam com um sorriso meio amarelo, talvez tentando receber a minha pior reação, imaginando que poderia estar mal ou que teria sido bem ruim, mas logo abri um sorrisão e soltei um "massa demais!". Ao mesmo, vi que eles estavam usando um equipamento e, sem nem perceber, reclamei, pois achava que eles teriam decidido voar também. Mas, não. Eles não estavam usando o equipamento de voo, estavam usando o do rapel.

Sem hesitar, pedi para que colocassem os equipamentos de rapel também em mim, já que o pagamento já tinha sido efetuado e escutei lá no fundo: "Esse magrinho é aventureiro!". Isso porque mal cheguei de um e já ia para outro - rs. 

Os instrutores nos posicionaram em uma escada próxima, nos colocou as cordas e nos deu instruções na prática. Pedro foi o primeiro que fez, Dalton logo após e eu, sem jeito e um pouco nervoso, segui. Não tenho tanta força e fiquei com medo por conta disso, afinal, ali era eu e eu. Naquele momento se houvesse alguma falha a queda seria baixa, mas na hora do "pega pra capar"... Por conta disso, procurei dobrar a minha atenção às suas palavras, atentando a todos os detalhes e questionando quando tinha alguma dúvida.

Foi quando fomos para a realidade:







Continua? Talvez... 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

FINAL DE SEMANA FT. DAVID ABREU

Faz tempo que não trato aqui como diário...

Talvez eu tenha amadurecido um pouco, ou até mesmo ficado com mais preguiça de ser frequente, ainda mais por não achar a minha vida tão interessante a ponto de deixar grande parte dela registrada.

Dramas à parte, queria mencionar que meu final de semana foi ótimo. Sabe quando tudo dá certo? Pois foi desse jeito. Eu fiquei naquela expectativa de algo dar errado, afinal, sempre acontece, mas dessa vez não, deu tudo certinho, como seguindo um roteiro.

Na quinta (18), informei a minha chefe que precisaria viajar no dia seguinte, repito: no dia seguinte, sendo que sempre informo uma semana antes ou alguns dias. Sempre fico naquela tensão de como perguntar, e quando brota a coragem eu falo logo. Algumas vezes ela até fica meio receosa, entendo, mas dessa vez ela foi muito boa, sem me questionar, apenas confirmando com um “joinha”.

Na sexta (19), empolgado, sai no final da tarde rumo a Teresina, tendo que parar na rodoviária de Timon. Eu já imaginava como faria para ir a casa do Dalton, sendo que já havia combinado com ele de me pegar na casa de sua madrinha, próximo ao shopping, em Teresina. De Timon para a casa da madrinha dele eu teria que pegar um moto-táxi e isso me custaria um dinheirão, fora o desconforto e medo de chegar ao local passando por ruas desconhecidas e estranhas.

No ônibus, indo para Timon, Milene sentou ao meu lado e seguimos toda a viagem conversando. Nem vimos o tempo passar. Uma outra amiga estava nas poltronas da frente, a Katllís, onde havíamos nos cumprimentado de longe.

Ao chegar em Timon, irmã da Katllís, a Gfayne, (sim, nomes bem diferentes do normal!) estava a esperando, junto com a filha e marido dela. Ainda dentro do ônibus, fui reconhecido e Gfayne acenou. Até comentei com a Milene de não ir lá falar com ela, porque poderia parecer interesse por uma carona. Quem me conhece sabe que eu não gosto de parecer ser interesseiro, o que muitas vezes é confundido como orgulhoso.

Mesmo assim, irmã da Katllís me chamou e fui até lá. Em pouca conversa escutei um “vocês vão pra onde?”. Sem jeito, deixei pra que a Milene respondesse. Sem demora, “pois vamos, eu dou carona pra vocês!”. Que felicidade em não poder gastar o pouco dinheiro que eu tinha com moto-táxi.

Rápido, descemos na Frei Serafim, mais precisamente em frente ao Hiper Bom Preço, e agradecemos a carona.

Milene teria que esperar um ônibus dela para casa e eu o Dalton. Minutos depois, Dalton me liga pedindo pra eu olhar pra trás. Lá estava ele, na parte superior do supermercado. Milene foi comigo cumprimentar ele e, como estávamos indo pegar Pedro na Rodoviária, Dalton deu carona novamente pra ela. Não tinha como deixar ela em casa, mas deixamos em uma parada de ônibus mais próxima.

No caminho, liguei pro David, um amigo virtual de São Luís que chegaria em Teresina no mesmo dia para no domingo fazer uma prova seletiva de um concurso. Quando liguei, por whatsapp, pois temos o mesmo DDD do Maranhão, ele me disse que tinha acabado de chegar na rodoviária e que estava esperando alguém lhe buscar.


Formou!

“David, me espera! Não sai daí que tô indo buscar meu amigo aí na rodoviária também! Se chegarem, pede pra esperar, por favor, eu quero te ver!”, eu disse bem empolgado.

Chegando na rodoviária e ainda falando com David por telefone, o vi de longe. Como eu ainda estava em movimento, enquanto Dalton buscava um lugar para estacionar, avisei pra ele que já estava vendo, que ele estava se achando e ele ficou me procurando pelos lados.

Ansioso como estava, nem esperei Dalton sequer desligar o carro e fui saindo logo. Pedro já estava bem próximo, vindo em nossa direção, já tinha nos visto de longe, mas nem cumprimentei de imediato, eu acho. Só pedi pra ele esperar e fui às pressas ver o David.

Foi aí que vi o David, abracei ele e papeamos um pouco por ali. Ele me explicou a dificuldade que estava em sair dali, pois teria que pegar um Uber, moto-táxi... Nos aproximamos de Pedro e Dalton e o apresentei. Pedro já estava entrosado e perguntou onde ele iria ficar, que horas ficaram de buscar e outros questionamentos. No fim, “a gente te deixa lá, é no mesmo caminho, só que antes vamos passar em uma pizzaria, eu tô morrendo de fome!”, disse Pedro. Completei dizendo que também estava morrendo de fome e que o desejo por pizza aumentou ali.

Seguimos a uma pizzaria, enquanto David alternava a atenção para a cidade e celular.

Na pizzaria, conversei muito com David enquanto ele tentava resolver com quem iria buscar ele. Sempre falamos para que ele não se preocupasse, que estávamos ali caso não desse nada certo. O nosso papo foi bem agradável, como se fôssemos amigos de longas datas. Até brinquei com ele dizendo que somos, sim, mas que a nossa amizade só precisaria ser confirmada pessoalmente. Ainda no assunto, perguntei se ele me achou diferente das fotos, das chamadas e ele disse que não. Quer dizer, ele disse que não meio dizendo que sim, sabe!? - rs.


Em meio a uma situação chata por parte das pessoas que iriam buscar ele, quase 22h fomos deixar ele. Nos perdemos muito com a localização nos enviada, mas no fundo deu tudo certo.

Me despedi dele dizendo que no dia seguinte ele sairia comigo e que tentaríamos passear pela cidade, pelo menos nos pontos principais.

No sábado (20), acordei foi cedo, antes das 9h, com barulho de construção no andar de cima do prédio. Eram batidas e furadeira que não paravam mais. Não consegui mais dormir. Naquele calor, fiquei na sala, liguei a TV e fiquei mexendo no celular, enquanto Dalton dormia. Acabei até vendo uma live do David no Instagram. Mais tarde ele me disse que passou a manhã toda rodando o centro da cidade.

Naquele mesmo dia, Dalton trabalharia às 13h e eu havia combinado com David ao meio-dia. Tudo certo! David já estava pronto e fomos buscar ele em uma parada de ônibus próximo de onde ele estava. De lá, fomos pegar um amigo do Dalton que também trabalharia e seguimos para o shopping.


No shopping, nos separamos e fiquei andando com David. Entramos em algumas lojas sem comprar nada (quem nunca? - rs) e demos uma pausa pra almoçar.

Não lembro quanto tempo ficamos ali almoçando, mas foi muito tempo mesmo. Foi muita conversa, muito riso besta... Estávamos esperando também o Pedro chegar para começarmos o mini tour pela cidade. Quase 15h ele chegou. Rimos mais ainda e esperamos o Dalton concluir o trabalho, já que sairia nesse mesmo horário.

Dalton almoçou e quase 16h começamos saímos de lá.

O primeiro lugar que quis levar o David foi o mirante da Ponte Estaiada. Tem dias que o elevador não funciona, mas, ainda bem, não foi nesse dia. Compramos o ingresso, recebemos o crachá e esperamos a nossa vez.


Pedi pro David preparar a câmera, pois a vista panorâmica do elevador mereceria ser registrada. Posicionei ele em um lugar estratégico no elevador, de frente para o vidro e ele começou a filmar a subida, mostrando surpresa.

No mirante, Pedro apresentou a cidade para o David mostrando os pontos principais: shopping, rio, ginásio... David continuou registrou tudo fazendo jus a sua presença turística ali.

Dez minutos depois, descemos e mostramos a parte inferior da ponte. Era muito básico ali e não tinha muito que ficar.

Seguimos para o Parque Potycabana. Eu queria água, queria sorvete, mas não encontramos por ali. Eles comeram dindin, mas eu nem estava afim. Para mim, água ou sorvete.

Acredito que David ficou encantando com o lugar, ainda mais pro prática de skate, patins e afins. Falei que numa próxima vez ele poderia traz o "long" dele pra aproveitar o lugar melhor.


Ficamos por mais ou menos meia hora lá. Tiramos algumas fotos e, quase no final da tarde, de lá, Pedro foi embora e fomos pro outro parque, Parque da Cidadania.

Eu continuava com sede e desejando um sorvete. Dentro do parque não tinha e eu não queria gastar mais energia pra poder encontrar um lugar. Do lado de fora, em um lugar que vende açaí, comprei um sorvete de chocolate – as únicas opções disponíveis eram chocolate e morango – que nem estava bom. Eu tomei mesmo porque já tinha comprado, mas não matou o meu desejo. David, aproveitando, pediu açaí. “Tu não gosta de açaí, Anderson!?”, foi o que eu ouvi dele.

Já à noite, um pouquinho mais de 19h, fomos pro apartamento do Dalton. Descansamos um pouco lá pra mais tarde deixar o David em casa.

Às 21h, eu acho, ele foi embora. Nos despedimos e prometemos um outro encontro, só que dessa vez eu indo para São Luis. Mesmo antes de conhecer ele pessoalmente já estava com esse plano mesmo.

No domingo voltei pra Coelho Neto com uma dor no coração. É tão ruim voltar a realidade. 😔