Depois de quase cinco meses, voltei pro Maranhão! 🙃
Eu já sabia que iria voltar um dia, mas não imaginei que fosse tão rápido, um bate-volta.
Há muito tempo eu já sabia que o dia da eleição seria uma desculpa pra voltar. Confesso que estava ansioso pra que esse dia chegasse, e até que chegou rápido. Passei uma semana inteira doente e nem quero culpar essa ansiedade, mas, com certeza, o excesso de trabalho contribuiu mais.
Na sexta (2), combinei com Pedro e Dalton o horário certinho pro sábado e, como sempre sou bem sincero com eles, disse que não podia ajudar com aluguel de carro e gasolina... Eles estão sabendo que neste último mês não consegui me dar bem com o financeiro. As compras de casa, incluindo muita proteína, ultrapassaram o meu orçamento; fora que acabei ficando doente, então, querendo ou não, tive que comprar os remédios para me recuperar o mais rápido possível. Como são amigos, foi de boa. Eles sempre me ajudam quando eu não posso e eu, da mesma forma. Eu sou muito grato a Deus por ter os dois na minha vida, que sempre me ajudaram quando eu podia, e sem cobrar nada.
No sábado (3), como eu já sabia que iríamos sair do CE depois das 14h, organizei algumas coisas de casa e lavei algumas roupas. A minha casa desde quando estive doente não está cem por cento, pois sinto que preciso me dedicar mais a ela. Ela não está um lixão, mas está me incomodando. Como tenho trabalhado nos três turnos, a casa não tem me abraçado quando chego. Uso esse termo "abraçado" porque é tão bom chegar em casa e ser acolhido pela casa limpa, cama arrumada e banheiro cheiroso... Nesses quase cinco meses morando sozinho, isso nunca tinha acontecido, mas também não quero me pressionar tanto.
Um pouco mais de 14h, os meninos apareceram e foram almoçar. Lembro que o meu almoço naquele dia foi duas fatias de pizza que sobraram no dia anterior quando saí com a Wara. Aliás, que pizza gostosa. 😋 Tomei um puxão de orelha dos meninos por almoçar "besteira", mas fazer o quê, né. Enquanto eles almoçavam, fiquei na mesa à toa conversando e rindo de algumas outras besteiras que eu falava.
Durante a viagem, muita música, nem tanta conversa e nada de jogos. Pra passar o tempo em nossas viagens, a gente brinca de criar frases com as placas do carro a nossa frente. Por exemplo, se a placa tiver as letras "RGT", a gente cria uma frase como "Rita gira tonta" - KKKKK. E essa besteira faz passar o tempo, rivalizar e nos arranca muitas risadas. Dessa vez não teve isso.
Chegamos em Teresina quase 19h, pegamos os pais do Pedro e seguimos pra Coelho Neto. Antes, passamos em uma padaria e lanchamos. Pedi dois pastéis de carne com um refrigerante que estava na promoção de estudante. Os dois deram R$ 10 e, mesmo a atendente duvidando que eu era estudante, mostrei minha carteirinha - rs. Acabei pecando pela fome e gula e comi apenas um pastel, o outro levei pra, literalmente, viagem.
Chegamos em CN quase 22h. Minha mãe não sabia que eu iria e estava na calçada de casa, como sempre. Quando me viu, gritou o Eduardo e a repreendi, pois queria fazer surpresa pra ele também. E não deu. Ele já tinha ouvido, apareceu na calçada, me viu e veio correndo pros meus braços. Ele me abraçou de forma tão afetuosa que começou a chorar emocionado. A coisa mais linda que eu pude ver. Sou apaixonado por esse menino. 🥰
Cheirei ele o máximo que eu pude com medo de nesses cinco meses o seu cheiro natural ter acabado. Em casa, abracei mais, beijei e dei as figurinhas pro álbum da copa que havia retirado dos rótulos das Coca-Cola e guardado todo esse tempo - ele não tinha nenhuma figurinha dessas já que na nossa cidade as coisas demoram demais a chegar -, e também uma aquarela que o B. mandou pra ele.
Naquele momento eu queria ter brincado com ele, ter feito algum desenho, mas o cansaço da viagem fazia com que eu quisesse me entregar à minha cama. Assim, fomos tomar banho e fomos deitar pra dormir no ritual que eu fazia quando eu morava lá: arrumava a cama, apagava a luz principal e acendia a de um mini abajur na tomada ao lado da cama ao mesmo tempo, pois eu e ele comemoramos quando uma desligava e a outra acendia ao mesmo tempo, liguei o ventilador, conversamos e daqui a pouco ele já estava com a mania de sugar o lábio inferior pra dormir. E assim dormiu. Mesmo com muito cansaço e sono, não consegui dormir bem. A minha cama de solteiro é pequena e o Eduardo toma muito espaço. Eu fico me recolhendo na minha própria cama enquanto ele usufrui dela de forma espaçosa e atravessada.
No domingo (4), acordei cedo pra tomar banho e pegar a fila pra votar. Havia combinado com os meus amigos que teríamos que ir cedo, pois ainda pela manhã teríamos que voltar pro CE. Como já falei, era um bate-volta. Acabei acordando o Eduardo. Fiquei conversando com ele na cama enquanto ele despertava. Como assinei o Disney+ pra assistir American Horror Story, lembrei de colocar na TV pra ele assistir seus desenhos preferidos. Depois que falei, isso fez ele abrir os olhos e logo ir pro sofá, ainda com lençol.
Quase 9h, fomos pra escola enfrentar fila. Chegando lá, cada um foi pra sua seção. Dalton, Pietro e eu nos separamos enquanto o Pedro ficava na fila acompanhando o Dalton.
Não sei exatamente quanto tempo fiquei na fila, mas demorou muito. Pela quantidade de candidatos a serem votados e as prioridades, demorou mais ainda. Na fila, fiquei observando a minha escola, que é a que passei a minha vida inteira estudando; também fiquei desviando o contato com alguns políticos que passeavam por ali pra poder fazer mídia. Não existe coisa mais chata do que você ter que cumprimentar político de forma forçada, vendo o sorriso fingido querendo demonstrar intimidade. Ouvi de um: "Só matando a saudade da escola, né, Funnie!?". Pô, o cara me chamou de "Funnie" - KKKKKK.
Na sequência, votei primeiro. Depois de muito tempo, Pietro apareceu e, quase meio-dia, Dalton votou. No intervalo do meu voto, fui com o Pedro em outras escolas ver algumas pessoas que eu tinha certeza que não daria pra ver depois que todos tivessem terminado de votar: o meu irmão, a Karen e a Joellcy, minha prima. Infelizmente não consegui ver a Giovanna com seus filhos Bernardo e Otávio, que nasceu há poucos meses.
Primeiro, fui na escola do meu irmão. Ele estava trabalhando como presidente e eu não fazia ideia em que seção era, até que lembrei que estava com a lista no celular de todos os colaboradores da minha cidade. Pesquisei pelo nome dele e, bingo!, fui na seção dele. Mesmo com aquele monte de gente dentro da sala e fora dela na fila, perguntei pra Fiscal, conhecida minha, se poderia abraçar ele de forma rápida. Ela me autorizou - sendo que eu nem sei se precisava mesmo eu ter pedido a ela... mas também não ia invadir a sala, né.
Ele estava comendo o que parecia ser uma barra de cereal enquanto aguardava pra digitar os números do título de uma eleitora. Quando ele digitou, autorizou a ida da pessoa pra urna, olhou pra mim e se espantou. 😅 A cara dele foi muito engraçada de susto e foi logo levantando. Quando ele levantou, me abraçou forte e demorado enquanto conversava comigo: "E aí, como é que tá? Tá tudo dando certo lá? Graças a Deus... Boa viagem!" A todas essas perguntas, respondi colado nele e nem me toquei que todos estavam olhando dois machos barbudos se abraçarem com todo afeto e amor ali- rs.
De lá, fui na seção da Karen. Ela não estava lá, mas logo encontrei ela voltando pra sala. Também, no meio de todas as pessoas na fila, abracei. Ela lamentou a falta de tempo, mas aquilo fazia parte. O importante era o abraço.
Em seguida, fui ver a minha prima, Joellcy, em outra escola. Ela estava muito alegre com a minha ida e pediu pra que eu fosse ver o Júlio, marido dela, que estava na fila. Senti uma tristeza no olhar dele e até comentei sobre. Ele me falou que era por estar ali, por ver as pessoas, ainda na fila, discutindo política e fazendo coisas absurdas por quem não está nem aí pra elas. Concordei.
Depois de uma conversa rápida, já saindo da escola, minha prima fez questão que tirássemos foto pra registrar aquele momento. E uma das fotos ficou assim:
Um pouco mais de 14h, depois do almoço, pegamos estrada pra Teresina. Estava nítido no painel do carro os 40º. Estava pegando fogo!!! 🔥 Realmente, desse calor eu não sinto um pingo de falta. Se não fosse o ar condicionado do carro, estávamos lascados.
Ao chegar em Teresina, deixamos os pais do Pedro em casa pra depois irem votar. O Mateus, irmão do Pedro, foi com a gente na mesma escola e seção para votarem. Por sorte, eles assim que chegaram na seção não aguardaram nem 5 minutos e já foi entrando pra votar, então deu muito certo.
Um pouquinho mais de 15h, seguimos pro CE. Eu estava muito cansado, enfadado, com fome, com preguiça... e com saudade do Eduardo. ☹️💔
Ao chegar em casa, tomei um banho quente, pois estava frio, me arrumei enquanto estava deitado vendo TV, esperei os meninos e fomos pra Ubajara ver o movimento da apuração dos votos e comer.
Encontramos com o B., fomos num local que vende sushi que não me recordo o nome, mas que vamos com frequência. Comi yakisoba com o B. e os meninos pediram uma barca enorme de sushi. Estava fazendo muito frio nessa hora, eu tremia e me contorcia. Fiquei imaginando que horas atrás estava num calor infernal pra depois estar naquele frio. Talvez seja por isso que fico doente.
Ah, quando encontrei o B., dei o desenho em aquarela que o Eduardo fez pra ele. Ficou lindo demais. Pedi pra que B. guardasse com muito carinho.
Um pouco mais de 21h, voltamos pra Tianguá, os meninos me deixaram em casa, evitei TV e celular e apaguei. Dormir antes de 22h30 me deixou acordar bem mais disposto. Normalmente vou dormir lá pra meia-noite culpando sempre as telas por isso.
Na segunda, começou tudo de novo. O final de semana foi corrido, cansativo, mas foi muito especial estar com pessoas que me fazem bem. 🩷
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