domingo, 27 de novembro de 2016

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #4

A ficha começou a cair quando vi o comprovante de pagamento em mãos. Eu não tinha mais como voltar atrás e ter meu dinheiro de volta, mas não poderia "arregar" ao que realmente pretendia fazer.
Confesso, fiquei muito nervoso e minhas pernas começaram a tremer. A adrenalina começou dali, eu não acreditava e quando olhava o horizonte ficava imaginando um vídeo que havia visto dias atrás no youtube. Nessa hora tudo passa pela nossa cabeça.
Fiquei surpreso comigo mesmo, pois deixei a adrenalina tomar de conta. Por um instante nem sentia mais as pernas que tremiam demais e resolvi sentar. Meus amigos perceberam que era verdade, que eu estava tenso e acho que mudando de cor. Rápido, começaram a me encorajar e compraram até água de coco pra ver se dava uma acalmadinha.
Minutos depois, falando por diversas vezes que estava com medo e não queria desistir, fomos para a rampa de voo livre e sentamos em um banco que tinha por lá. Eu não sabia quem seria o meu instrutor, então esperei que me abordassem. E fui abordado:

- Quem de vocês vai fazer o voo?

Levantei a mão e ele pediu para que eu fosse me preparar.

CONTINUA...

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #3

(...)

Mais uma vez, assim como no dia anterior, quando tudo ficou claro, acordei. Fiquei curtindo preguiça e frio ainda dentro da barraca. Na noite anterior coloquei meias para dormir, pois já sabia que o edredom também não iria dar jeito, ainda mais porque gosto de, às vezes,  manter os pés descobertos.

Minutos depois, Dalton levantou o zíper da barraca em que eu estava e invadiu. Já entrou animado me dando os parabéns e me abraçando. Mostrou e me deu um simples presente que nem precisava e ficamos todos em uma só barraca conversando um pouco. Pronto, agora formou!

Mesmo não estando no dia exato do meu aniversário, considerei aquele dia (06/08) como tal. Realmente, tudo que havia programado de fazer dia 05, fiz no dia 06. Isso se chama con-si-de-ra-ção.

Quase 8h, decidimos escovar os dentes, tomar banho e depois tomar café. A nossa cara estava super amassada, afinal, tínhamos acabado de acordar.



Antes de irmos ao café, quase 09h, ficamos na beira do bar de novo. Mesmo com sol bem aberto, ventava muito. Era um vento gostoso, gelado e a animação/zoeira tomou de conta naquela  hora.


Depois fomos fazer trilha do zoeira. Fizemos vídeos e tiramos fotos que JAMAIS eu publicaria aqui - rs.

No café, comi pouco já pensando que dali poderia já comprar meu "ingresso" para o voo. Como não sei se poderia passar mal ou enjoar, preferi não arriscar em encher muito a barriga.

Depois do café, ainda indeciso se iria ou não para o meu objetivo, fui à recepção e perguntei sobre o voo. Eu já estava em mente que poderia conseguir o voo por R$ 150,00, jogando que "no dia anterior tinha sido meu aniversário" e que "tinha deixado pro dia seguinte por consideração ao meu amigo que não teve como estar presente no dia" e blá, blá, blá... mas o meu papinho não colocou.

Preparado, paguei e a partir daí comecei a ficar tenso.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #2

(...)

Antes das 7h já estávamos acordados, embora com pouco tempo de descanso. Não lembro quem "acordou" quem, mas acredito que Pedro já estava acordado aguardando eu acordar, quando na verdade eu que já estava acordado aguardando ele acordar - rs.

Às 7h01 essa era a minha visão de dentro da barraca.

Fomos escovar os dentes na parte externa do banheiro e tomar banho para não perder o horário do café da manhã, que é até às 9h.

O restaurante estava praticamente vazio e tomamos o nosso café da manhã com a tranquilidade que eu esperava. Decidimos que dali iríamos dar uma pausa e ficar sentindo o lugar. 



Paramos na área de camping, com grama sintética, onde ainda não haviam tantas barracas instaladas por ainda ser cedo, e sentamos. Coloquei a playlist do celular no aleatório e começamos a conversar, enquanto visualizava a grande quantidade de fotos que consta na minha galeria. Logo a frente, tornando o lugar mais bonito, o cenário de um casamento estava tomando vida para a noite:


Ainda assim, onde estávamos, o sinal de wi-fi era fraco, mas não nos impediu de dar uma verificadinha básica no instagram. As fotos, que com dificuldade eram carregadas, nos traziam lembranças e, com isso, conversamos muito sobre a vida, amigos e coisas que temos em comum. E o tempo foi passando que nem vimos... Nem parecia que era meu aniversário.

Não lembro se almoçamos logo, mas fomos começar a sessão de fotos, afinal, eu teria que registrar tudo da melhor forma, já pensando em registrar aqui. Até agradeci pela felicidade do meu dia ter prevalecido não só na beleza do cenário das fotos, mas na criatividade e fotogenia da minha parte, onde, para minha surpresa, as primeira fotos tiradas ficaram boas - rs.




Fomos para um bar próximo das nossas barracas e sentamos em umas cadeiras que tinham por lá. Levamos elas para a beira, para que a nossa visão do horizonte ficasse mais privilegiada. Com receio de estar ali sentado apenas usando da cadeira do bar, resolvi consumir. Comprei uma água. Quem nunca? - rs.


Voltamos para, digamos assim, o restaurante principal, que fica próximo do portão de entrada do sítio. Tirei fotos próximo de um chalé que mais parecia um castelo e aproveitei para publicar as fotos do pulo no instagram.



Ficamos no restaurante principal para continuar usando do sinal de wifi e, claro, colocar o celular para carregar um pouquinho:

Selfie pros amigos do whatsapp ostentando o "castelo" - rs.


Preenchemos o pôr-do-sol com mais conversas e risos e, já sentindo que iria fazer frio, tomamos banho e preparamos o moletom.

À noite ventou muito, mais muito mesmo, ainda assim deu pra aproveitar. Descobrimos que no bar também tinha outro ponto de wifi e resolvemos ficar por ali mesmo. Não sei se por ser sexta-feira, mas eu não vi muito movimento de pessoas, até a hora do casamento começar, claro.

Ficou simples e linda a ornamentação do casamento.

Enquanto os convidados do casamento chegavam, com medo de sujarem as roupas; as meninas andando devagar por estarem de saltos e os homens super elegantes, fiquei ali, discretamente, observando tudo, até porque não sabia quem eram os noivos, muito menos fui convidado.

A minha ligação maior era com o mundo virtual, por isso fiquei maior parte do tempo concentrado e conectado na internet, assim mesmo, ó:


Quase 00h, decidimos ir para nossas respectivas barracas e dormimos. Só acordei umas 3h e pouquinho, pois ouvi passos. Era o Dalton que tinha acabado de chegar na madrugada para dar continuidade ao meu dia, já que não podia faltar no trabalho na sexta. Fiquei quieto, não disse nada até tudo silenciar. Ele dormiu. E também voltei a dormir...