sexta-feira, 25 de março de 2011

ANIVERSÁRIO MINALVA

Quando comecei a trabalhar na Moderna, nem imagina que iria ser amigo de uma criatura tão gente boa. Me lembro que no primeiro dia eu estava tímido, mas observava o jeito dela, como ela se comportava diante o computador e na sua voz rouca. Eu estava certo, o meu santo bateu com o dela.

Com o passar dos dias, ela foi ficando mais próxima, começamos a trocar informações, segredos e a brotar confiança de ambos os lados. Ainda na primeira semana, lá estava eu a abraçando, a cheirando e sem vergonha mais.

Através dela, conheci o Uiran (que trabalha na parte do estoque, no qual entrou dois dias antes de mim), eu já tinha o visto na rua, na praça, sempre no final da tarde quando eu passava por lá e naquele tempo eu já tinha ido com a cara dele, só não tínhamos oportunidade de conversar, não tínhamos amigos em comum, enfim, nem imaginava que um dia fosse conhecê-lo também. Sendo assim, nós três ficamos bons amigos.

Desde que começamos a sermos amigos, reconhecemos o quanto a Minalva é especial, simples e “engolidora de sapos”. Eu me apeguei muito a ela, sem esquecer, claro, da Marina e Francilene. Soubemos, então, que o aniversário dela estava próximo, por isso, decidimos que iriamos dar de presente a ela um mp3 de forró – numa conversa que tive com ela, catei essa informação.

Decidi me juntar ao Uiran para darmos esse simples presente à ela. Mas a cada dia que passava, por culpa de um amigo dele que sempre enrolava em dar as músicas para nós, chegou o dia, hoje, e não conseguimos.

Eu fiquei triste assim que ele me disse que não tinha pegado as músicas, então, bolei outra ideia. Que tal mandarmos fazer um bolo na confeitaria para darmos pra ela, fazendo uma simples comemoração pra não passar em branco? – me questionei. Passei a ideia para o Uiran e rapidinho conseguimos com a ajuda de uma menina que trabalha na confeitaria, a Dinha. Isso ficou sendo segredo de nós três.

Ao entrar de meio-dia, a Minalva apareceu, com um sorrisão de felicidade no rosto, onde estávamos, demos os parabéns e um beijo duplo – rs. Fiquei muito feliz em vê-la feliz e não via a hora de o bolo ficar pronto.

Passado alguns minutos, o mini bolo ficou pronto e o que era segredo só nosso, se espalhou, mas isso acabou sendo bom. Pensei essa hora que ter sido egoísta não tinha nada a ver, mesmo tendo receio que o mini bolo não daria pra tanta gente. A Marina e Francilene souberam desdobrar direitinho e quando a Minalva menos esperava, o Uiran aparece com o bolo por trás dela. Surpresa!!! Ela deu um grito de felicidade.

Cantamos os parabéns, enquanto eu, tremendo de nervoso, tentava acender a velinha. Foi muito legal, pois os poucos clientes que estavam lá no salão, ficaram sorrindo e espero que se conformaram com a demora a serem atendendo, já que foi por boa causa. O mini bolo deu para todos que queriam – o que eu não imaginava. A nossa amizade se fortaleceu ainda mais essa hora e mais tarde demos um abraço triplo.

No decorrer do dia, ela foi ganhando alguns presentes e, vendo a felicidade dela ao recebê-los, nos encabulávamos ainda, pois achávamos que a nossa surpresa não foi o melhor presente dela. Brincávamos pra ver a carinha dela.

Mais tarde, eu e o Uiran preparamos uma cartinha escondido e, depois de pronta, com desenho no envelope feito por ele, entregamos e, acredita que ela chorou ao ler!? Own, mas é manteiga derretida! *--* Confessamos essa hora o quanto ela é especial e que foi um presente para nós, já que se não fosse ela que nós ajudássemos em todas as funções, quem seria?

Fiquei bastante feliz por ela, como já disse. E aqui, queria deixar o meu muito obrigado pela sinceridade, simplicidade e AMIZADE. Deus te ilumine sempre, Minalva. Obrigado de coração! Pelo pouco tempo, pude te conhecer, o que não é fácil com qualquer um.

Feliz Aniversário,
Um beijo =*
Francilene, Minalva, Uiran, Marina e Eu

quarta-feira, 23 de março de 2011

AULA DE PRIMEIRA COMUNHÃO

No sábado, 19, pela tarde, fui, depois do trabalho, para a minha primeira aula de primeira comunhão. É, eu ainda não sou batizado e tenho que fazer todos os estágios, começando pela primeira comunhão. Eu acho que já havia comentado isso por aqui, então chegou o dia e eu fui ansioso e nervoso como se fosse mais um ano de escola.

Ao chegar lá, vi no mural uma lista cujo primeiro nome era o meu. Nessa lista, não tinha o número da sala nem nada, só o nome da professora, ops, catequista, isso que me deixou perdido. Demorei um pouquinho, observei algumas pessoas, esperei que fossem falar algo e entrei na sala. Uma sala simples, grande e com poucas cadeiras.

Nossa, quando completou o numero de pessoas, olhei ao meu redor e vi o quanto tinha pirralhos por lá. Juro, fiquei com vergonha por ser o mais velho, embora sabendo que o Junior também estaria nesta mesma sala em breve – mesmo assim ainda continuo sendo o mais velho.

A catequista colocou um pedaço de TNT branco no chão, em cima dele pôs a bíblia aberta, um crucifixo, uma santa e acendeu uma vela. Assim, fizemos a oração e logo após ela foi se apresentar. O nome dela é Marinalda e percebi logo que ela foi com a minha cara, pois, não sei se por eu ser mais velho, direcionava algumas perguntas pra mim, coitada.

Logo após, ela fez uma simples dinâmica: fizemos um circulo, passávamos um presente (caixa de bombons de chocolate) de mão em mão e quando ela parava a música, onde a caixa tinha parado, a pessoa levantava, se apresentava e no final dizia “por que é um presente de Deus?”. A segunda pessoa a se apresentar fui eu, acho que a catequista fez isso de proposito, achando que as pessoas iriam ver a minha não timidez e se sentiram mais a vontade. Eu consegui! o/

Àquela hora passou rápido, mas foi proveitosa. Tenho algumas pesquisas pra fazer sobre a campanha da fraternidade desse ano, por isso, vou me despedindo por aqui antes que eu me esqueça.

Até mais!

domingo, 20 de março de 2011

NO HOSPITAL

Passei esses dias sem atualizar aqui porque, infelizmente, quebraram o cabo de conexão da internet que passa por entre os postes, na rua. Fui até lá ontem saber se tinha previsão e me disseram que só amanhã será resolvido. Espero.

Aproveitando que estou no trabalho, roubo um pouco da wireless e atualizo aqui, já que não tem ninguém vendo – rs.

Na terça-feira, dia 08, eu estava normalzinho, mas à noite, antes de dormir, senti que o meu nariz estava entupido e sentia um pouco de dificuldade pra respirar. Antes de dormir, vi o BBB e Amor e Sexo e até então não sentia nada mais, além do nariz.

No dia seguinte, quando acordei, senti o meu corpo todo dolorido, um pouco quente, a garganta meio seca e um pouco de tontura, seguida mais tarde de uma febre muito alta. Mesmo assim, não me entreguei e fui trabalhar.

Lá, no trabalho, as pessoas percebiam a minha fraqueza, a minha indisposição, mesmo fazendo de tudo para não demostrar que estava fraco. Conversei com a Minalva, expliquei o que estava sentindo e ela pegou em mim, vendo que a situação era extremamente verdadeira: a minha febre estava altíssima. Ocupada como estava, ajudei a arrumar algumas louças para ela lavar achando que isso iria me fazer esquecer os sintomas. Depois, fui tomar café, enquanto conversava com o Uiran na minha sala. Conversamos bastante e como ele estava usando o computador que eu uso, descansei sentado na cadeira. De vez em quando desligava o ar-condicionado, pois me tremia de frio.

Todos diziam pra eu ir embora, mas tinha que esperar a Marilda (a segunda Marilde – rs) chegar pra me liberar. E assim, ela chegou, olhou e pegou em mim... mas não disse nada. Pensei: “Pô, ela não teve pena de mim.”. Então, o Uiran falou pra ela que eu não estava muito bem e ela me liberou, isso após eu ter terminado de fazer algumas coisas pendentes.

Cheguei em casa pior do que estava, só tive a disposição de deitar e não querer me levantar mais. Eu fechava meus olhos e tentava imaginar que não estava sentindo dor, mas isso era mais forte que eu. Quando penso que não, a mãe aparece, pega em mim, e então resolve me levar ao hospital. Eu nunca tinha ido ao hospital por algum problema meu. Fiquei com aquele medo de primeira vez e aquele meu outro medo: ver sangue.

Chegando lá, uma enfermeira mediu a minha temperatura e verificou a minha pressão, até aí tudo bem. Depois fomos onde a médica e ela me encaminhou a injeção pra ser tomada. Há anos que eu não tomava injeção, acho que a minha ultima foi na escola. Ainda com medo, sentei em uma cadeira, estiquei meu braço e contava logo pra que os minutos passassem num piscar de olhos, eu estava com medo. Nunca tinha levado uma agulhada na veia e isso foi desesperador, ok, exagero meu.

A enfermeira fez tudo direitinho e a dor que eu pensava que seria grande, foi pouca e rápida. Só depois que eu vim perceber que a agulhada me excitava, embora não sendo tão boa assim.

Saí de hospital me sentindo renovado, tomei água de côco na rodoviária próxima, como a médica havia me receitado também e fui pra casa. Estava tudo bem até então, quando eu fui repousar, tudo voltou. Eu piorei, e piorei de verdade. À noite eu não aguentava mais e fui novamente ao hospital.

Novamente, tive que fazer o mesmo esquema da manhã: fazer a ficha, medir a temperatura, pressão e depois ir ao laboratório (se posso chamar assim) tomar a agulhada no outro braço, outra veia foi furada. Dessa vez, eu quis aproveitar mais a dor, tentar me concentrar e coloca-la na “prática”.

Ah, sabe o que eu encontrei debaixo de uma maca nesse laboratório em que tomei vacina? Um bisturi. Eu fiquei besta! Já imaginou se algum acidentado chega descalço ali e pisa naquilo, ou alguém sem querer chuta e acaba cortando alguém? Vai saber, né. Ao tomar a agulhada, fui aonde a enfermeira e disse a ela para que apanhasse, porque, né...

Enfim, sem exagero, pensei que iria morrer. Aquela dor, sobretudo da febre, me fez pensar isso. Foi a minha primeira vez em um hospital e isso me fez ter um excessozinho de pânico. Estou me acostumando em primeira vez, pois agora sei que há a primeira vez boa (a ida ao cinema, por exemplo) e a ruim (essa de eu ir ao hospital).