terça-feira, 25 de outubro de 2022

FUNNIECast

Já ia dormir, mas resolvi aproveitar essa coragem que me deu agora do nada. Espero ser breve, por mais que eu não consiga ser. Vamos lá! 😉

Quando o podcast começou a se popularizar, não dei muita bola até ver uns cortes pela internet. Não lembro exatamente o primeiro que ouvi, mas só me bastou o primeiro para que eu curtisse outros. Nos oito meses que fui a Teresina, na estrada, pra compensar minha ansiedade de chegar logo lá, colocava alguma entrevista para ouvir. Em alguns momentos, não tinha como segurar minha risada enquanto estava dentro da van na estrada. Eu tentava me conter, mas é tão envolvente que a gente perde até a noção de onde estamos olhando. O meu único sentido funcionando ali era mesmo a audição.

Além de ouvir, claro, assisti vários, e assistir é bem melhor. Lembro que quando eu achava que estava quase entrando em um relacionamento, enquanto lavava nossas louças sujas ou limpávamos a casa, colocava algum pra ouvir. Era tão engraçado aquilo. Ouvir podcast enquanto a gente está no automático é ótimo.

E foi com essa curiosidade que pensei: "Por que não criar o meu próprio?". Minha cabeça voava de tantas ideias e eu nem sabia por onde começar. Como estou me desafiando em coisas da vida, depois de muitos meses pensando, coloquei em prática. Já havia conversado com Pedro e Dalton sobre, mas não tive aquele grande apoio que queria... Na verdade eles nem entraram na minha pilha, só ficaram na deles mesmo. Entendo eles acharem que talvez eu seja um pouco fogo de palha - rs - só que agora eu meio que virei a minha chave. Tudo enquanto que eu quero fazer, vou tentar fazer!

O que me deu o gatilho mesmo para começar foi o Jeferson Vieiros, meu amigo até então virtual de Teresina. Do nada ele surgiu com um podcast falando sozinho, no surto dele, falando mil coisas ao mesmo tempo, me identifiquei e AMEI!!! Aquilo me deu forças pra querer mesmo fazer e f*da-se a vergonha da minha voz. Por alguns dias, conversamos bastante e ele me várias dicas de como começar: programa de edição, microfone, roteiro, como gravar, o que fazer... ANSIEDADE FOI A MIL!!! E foi aí que agi. Peguei um caderno que ganhei em um dos meus aniversários e comecei a rabiscar. O primeiro passo foi dado. 😌

Na madrugada do dia 15 pro dia 16 desse mês, um dia após eu ter chorado por ter planejado gravar e nada ter dado certo, liguei o gravador do celular, coloquei os fones de ouvido e mandei brasa. Eu já estava com toda a ideia, havia coletado o que precisava, abri o caderno com o roteiro rascunho e ali eu só teria que gravar minha voz. No começo fiquei com vergonha e achando meio louco ficar falando sozinho; me ouvir era uma tortura, lutei pra não querer desistir. 😵😵‍💫

Foi um pouco mais de 1h falando e gravei um pouco mais de 20 áudios. Após, defini isso com um check na segunda etapa. A terceira etapa, no entanto, seria a mais difícil: a edição. Como eu já manjo um pouco de programas, eu só precisaria fuçar eles e até ver tutoriais no youtube do que precisava. Com a minha dedicação, deu certo!!!

No sábado pra domingo (22-23), passei a noite editando o primeiro episódio, juntei a arte da capa que fiz dias antes, preenchi a descrição e alguns dados e PUBLIQUEI no Spotify!!! 👌


Achei incrível estar na plataforma e, sei lá, fiquei tão feliz por ter feito isso, por ver isso pronto. Por mais que não estivesse como realmente queria, bem profissional, dei o meu melhor. E nasceu o FUNNIECast - que possivelmente terá o nome alterado, ainda estou pensativo. O primeiro episódio se chama "Quem sou? O que penso?", o que não demorou muito pra definir na hora de escolher. Assim que escrevi, já ficou logo. Se quiser ouvir, fica à vontade:


Espero que esse seja o primeiro de várias ideias loucas que tenho. Ah, escreve nos comentários o que achou, eu sempre gosto de ler o que acham! Obrigado por estar aqui! ❤️

Até!

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

AMOR NÃO TESTADO

Essa é a história de um amor que poderia ter sido e não foi. E não foi. Amor em teoria, não experimentado, não vivido e sentido pele adentro e nunca soprado boca afora.

Já não me reconheço nos vultos do passado, no abraço, no cheiro e no beijo emprestado que não me pertenceu. Não me pertenceu!

Eu não soube dar o teu lugar e você não teve força pra se apropriar do que já era seu. Era pra ser seu.

Ouço desfecho estridente do insistente passado de nós dois. De nós dois. Na frágil tentativa de um último suspiro de atino, murmúro sopra o vento, o adeus sufocado na garganta.

Como se apaga uma história assim? Com começo, sem meio, fardado ao fim. Latente nessa dança de amor não testado abreviado em mim.

Ronny Oliveira

sábado, 10 de setembro de 2022

COVARDE

A palavra "covarde", que vive fazendo total sentido pra/de mim, surgiu há alguns meses quando tive uma conversa com o André. Nessa conversa, entre várias opções para uma tomada de decisão, ele gostaria que eu não fosse covarde em uma situação específica. No contexto, ser covarde seria abandonar uma situação ou até mesmo não ter uma conversa a respeito e, quem sabe, até colocar um ponto final... E depois dessa conversa, percebi que eu sou, sim, covarde. Depois de pouco mais de um mês, abandonei a situação e me distanciei. 🙁

Com o intuito de não querer sofrer, INFELIZMENTE, me distancio de problemas e de situações que podem até, por um lado, me fazer bem, mas no fundo me deixa mal. Controlo tudo que acontece comigo e sei que esse poder eu deveria deixar mesmo pra Deus. Peço a Ele paciência e que me dê um sinal para que eu não seja mesmo um trouxa. Enquanto não recebo, simplesmente me isolo. Sei que do outro lado uma interrogação surge, assim como um "esse menino deve ser louco", em relação a mim.

Sem mentira nenhum, parece que eu acordei de um sonho, sabe, ou até mesmo de um pesadelo que começou bem, mas que depois foi indo pra um lado ruim. Antes que eu acordasse morto ou sofrendo, abro os olhos e tento seguir o caminho. Sofro, choro e fico me perguntando do porquê eu ser assim, não sei explicar e nem me explicar... Só Deus pra me salvar. 🥺

Enquanto eu poderia resolver tudo, colocar, se for o caso, um ponto final, eu deixo tudo em reticências. Essa é a segunda vez que faço isso e o sofrimento da primeira vez que fiz paira até hoje. Inclusive, na última noite, tive um sonho sabendo de algo que eu sequer perguntei. E me deu, no sonho, como se fosse na vida real. Hoje, achando ficaria mal por conta do que soube nesse sonho, me entupi de trabalho pra tentar não ficar lembrando. E, para a minha surpresa, só vim lembrar desse sonho agora. Ele, graças a Deus, não me atingiu em nenhum momento do meu dia.

Mas o meu medo mesmo é uma hora, pela minha lerdeza e deixar as coisas acontecerem, a distância se tornar real, chegando ao ponto de nos tornamos desconhecidos. Preciso resolver todos os meus problemas e preciso de ajuda pra colocar tudo como metas.

Deus, me ajuda a não sofrer assim, por favor! Que eu mude esse caminho, essa linha...
Ronny Oliveira
🙏🏻