Hoje pela manhã, assisti ao filme Besouro. Ele é muito massa, fala da escravidão, do sofrimento dos negros, tem capoeira e conta a vida do Besouro (Manoel), claro. Nossa, fiquei besta com a produção do filme, embora o filme não sendo essas coisonas. Quando ele estava no cinema, via no Vídeo Game da Angélica ela falando sobre tal. Ela até presenteou alguém da plateia com uma camiseta desse filme. Ela também mostrou o trailler, mas não gostei tanto, pois o meu forte mesmo é terror.
Como o Junior ia me emprestar o Avatar – que eu ainda nem me interessei em assistir -, peguei o Besouro junto – acho que porque ele tinha me chamado pelo nome de um personagem, disse que eu era parecido com o Quero-quero, e eu fiquei curioso em saber quem era. Esse dvd passou dias dentro da minha gaveta, só hoje que fui me interessar em assistir. Não me arrependi de ter assistido, mas o final não foi como eu esperava.
Eu indico, com certeza, para você, leitor. Pra quem gostou de estudar, em história, sobre a escravidão, vai ver um pouco no filme; também o preconceito, como sempre, ronda por lá. Bom cineminha em casa – rs.
Hoje foi um dia aperreado pra mim, não sei o que deu hoje com os ônibus, todos foram trocados. Eu tenho duas opções de ônibus: uma azul com branco que para um pouco longe da minha casa e um verde com branco que para bem pertinho. Na verdade, o mais certo pra eu pegar é o verde com branco pra evitar andar mais; eu pego o azul quando estou com vontade de caminhar... Mentira! De ter esperanças pra ver a CRA pela rua.
Hoje eu entrei em um ônibus todo azul escuro, pois o verde com branco que eu iria pegar só sairia às 19h. O fato é que não sabia que o azul com branco, nem o verde com branco, iria sair só às 19h e, em frente a fábrica (os ônibus param lá para pegar os funcionários), saí do azul escuro e entrei no azul com branco – rs. Quando o motorista do azul com branco entrou, me avisou que só sairia às 19h, portanto, meio sem graça, disfarcei e saí. Fui em direção à outro azul escuro, só que mais velho. Dessa vez, sentei por uns segundinhos e depois me levantei pra me informar, com o motorista, qual seria a certo. E, enfim, ele me mostrou! \o/
Fiquei aliviado, mas por pouco. Quando passou em uma curva, simplesmente o ônibus entrou no caminho do canavial, o caminho contrário do de costume. Nessa hora, minha garganta engoliu o seco ao ouvir o homem que estava do meu lado dizer também com dúvida: “Oxente!?”. Eita, me aperreei demais, mas ao mesmo tempo nem tanto, pois saberia que em qualquer parada, apesar de longe que fosse da minha casa, eu desceria e saberia voltar pra casa, já que aqui é cidade pequena e eu conheço muito bem. Se isso fosse acontecer em outra cidade, eu estaria pior.
Quando estava próximo de descer, ainda no ônibus, o pai me liga. Ele disse pra que eu pegasse qualquer moto-taxista pra me levar de volta, pois estava precisando de mim. E, morrendo de raiva, peguei. Pense, não via a hora de chegar em casa, maaaaas... No caminho, tudo escuro, o moto-taxista que não era muito bom da visão, não viu uma carroça na frente e deu uma freada brusca. Como eu estava despreocupado, o meu corpo voou pra frente e minha cabeça bateu atrás do capacete dele, fui levado pra frente sem nenhuma piedade. Assim que passou o fato, mesmo ainda na moto, me acabei de rir – rs. Foi muito engraçado, o moto-taxista só arrumou o capacete como se nada tivesse acontecido.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
SEMANA SANTA E MAIS
A semana santa deste ano foi praticamente igual a do ano passado. Foi o de sempre: bolo, almoço e banho. Como de costume, me junto com família do Dalton e vamos à algum interior de parentes dele. Dessa vez fomos ao mesmo interior em que fomos no ano passado.
Chegando lá, depois de alguns longos, ou melhor, curtos minutos - pois estava conversando tanto na viagem que nem percebia o tempo passar -, tomamos café com bolo, bolos diversos. Depois, ainda com fome, esperei ansiosamente pelo almoço. Estava com uma vontade tão grande de comer salada e minha barriga ficava oca só de pensar que teria que esperar mais algumas horas pra chegar a hora do almoço.
Enquanto esperava à hora chegar, ficava conversando com alguns amigos. Quando, de costas para a estrada, ouvi um grito de um amigo (ou ex-amigo?) chamando o Dalton. Quando fui olhar, era aquele mesmo amigo que já tinha falado em alguma postagem por aqui: o dito-cujo que contei que tem namorada, mas ficava com uma amiga minha; aquele que do nada se intrigou comigo, lembram? Pois é, ele falou com o Dalton, mas não falou comigo... Reconheço que é muita idiotice eu falar isso por aqui, mas eu fiquei com tanta raiva ao ver àquela cena. Pohha! Lembrei de tudo, de toda essa mudança que vem acontecendo. Como é que uma pessoa do nada – sem motivo – se intriga comigo? Poxa, o que foi que eu fiz? Fico com mais raiva ainda em saber que tenho certeza que não fiz nada, a minha consciência está totalmente limpa. Pra quê isso? :@ Já até mandei um recado no Orkut dele, mas ele não respondeu, espero até hoje. Enfim, após alguns minutos esqueci esse fato e voltei à minha cara normal.
Depois veio o almoço e a mesma labuta. Almoçamos e, depois da soneca de alguns, fomos para um açude perto de onde estávamos. A água de lá estava fedendo e meio suja. Não tive nojo, mas pelo lugar, fiquei desanimado. Só fiquei conversando com uma amiga enquanto todos curtiam o momento. Demoramos por alguns minutinhos.
Logo, voltamos para a casa onde estávamos e demoramos mais alguns minutinhos enquanto decidiam à próxima parada.
Resolvemos, então, ir à um outro interior mais próximo, cujo nome não me lembro agora. Lá perto tinha um riacho enorme, porém estava bastante lotado. Tinha muito barulho, muitas motos e, consequentemente muitas pessoas. Só fizemos olhar e o carro voltou de ré, pois não tinha como dá a volta, devido a estrada por lá ser muito estreita. Desistindo, todos decidiram que já deu o que tinha que dar e já viram que era hora de irmos embora.
Como tinha uns que estavam conosco de moto seguindo na frente do carro em que eu estava, pararam em um interior no meio do caminho. Lá era de um cara muito rico, mas ele não se encontrava. A piscina de lá era natural e não podiam liberar, era um lugar tipo privado, que só podiam entrar convidados. Fomos então uma exceção.
A piscina estava boa demais, peeeense. Fiquei alegre demais, pois quando fui ao primeiro banho, embora tenha estado do jeito que eu não gostava, tinha me arrependido de não ter banhado. Foi massa demais! Exceto uma parte, quer dizer, uma cena que vi. Foi assim: estava encostada na piscina uma amiga minha e do lado dela estava um homem que tinha ido ao interior conosco. Ele aparenta ser mais velho, mas há algo nele que o deixa um pouco mais novo. Fiquei ao lado dos dois, só que, enquanto eles estavam dentro da piscina, eu estava fora, sentado, observando tudo de cima. Quando dei por mim, comecei a ver que uma das mãos dele estava em cima da beirada da piscina enquanto a outra estava embaixo. As mãos da minha amiga estavam na beirada da piscina. Daí, como sou maldoso e observo muito o jeito de alguns homens, vi que ele pegou em alguma coisa, debaixo da piscina, da minha amiga. Fiquei meio assim quando vi a reação certa da minha amiga: ela se afastou. Quando ela se afastou, demonstrado não ter gostado daquilo, ele, na mesma hora, foi para o outro lado da piscina, desconfiado.
Como me considero muito amigo dela, eu disse: Eu vi, “Fulana”. E ela: Tu viu o quê? Eu: Eu vi o que acabou de acontecer. E ela: Tu viu? Pois é, por isso que eu me afastei.
Fiquei p*to com esse cara, mas nem tanto, pois já sabia quem era peça. Ele é do tipo de homem que não passa um dia sequer sem sexo, o tipo de homem que se acha o machão e gostoso por poder, desculpa a palavra, comer qualquer mulher.
Tenha paciência, meu filho. Eu que completarei nesse mês um ano sem nada, não estou desesperado. O meu lado primeiro é sentimental e depois, quem sabe, pode vir o resto. Não ligo muito pra essas coisas...
Mudando de assunto, não aguento mais, tenho que desabafar.
Tenho uma pergunta pra vocês: Vamos supor que você tem um(a) namorado(a) e um dia ele(a) chegasse e dissesse para você escolher entre ele(a) e seus amigos, quem você escolheria?
Da minha parte, se eu estivesse nessa situação, claro que responderia que meus amigos. A meu ver, um simples namoro não é nada, acho namoro sinônimo de separação, embora aconteça de ainda existir o verdadeiro amor e o companheirismo. Um namoro trás mais problema, mais cobrança e nunca gostei disso, por isso que demoro muito pra namorar, sendo até tachado, às vezes, de mole.
Estou falando isso porque tenho um amigo que não quer mais saber dos amigos, ele está namorando há alguns meses e não liga mais, simplesmente NÃO está mais nem aí pra aqueles que um dia estava ao seu lado – e não estou falando só por mim.
Se fosse outro, apresentaria sua namorada para os amigos, fazia com que ela se entrosasse conosco... mas não, ele nem liga pra isso, vive, portanto, de sua namorada. Não sei como é isso. Ele nunca foi de namorar, só curtia as minhas, ficava com umas aqui e acolá, mas nada.
Fiquei p*to em ver que ele está desse jeito. Estou evitando falar com ele pra ver se ele se toca, mas só o tempo mesmo pra mostrar. Com certeza eu vou jogar na cara dele quando esse dia chegar. Não estou com ciúmes da amizade, mas é porque eu acho muito paia uma pessoa ficar prendada a outra. Já vi muitos casos parecidos e o resultado não foi muito bom. Aguardarei...
Além disso, tenho outra pergunta: Se você fosse morar em outra cidade, esqueceria os amigos da sua?
Pois bem, esse é outro caso. Eu tenho um amigo pelo qual a amizade durou pouco tempo – por causa dele – mas, não estamos intrigados. Andávamos juntos e eram amigos mesmo, do tipo que nos divertíamos juntos sabe, a companhia era boa demais. Até que um dia ele foi embora e assim que passa por aqui, não é mais aquelas coisas: ele passa e não fala e quando fala é sem aquela empolgação, esse fato acaba levando à distancia. Fico besta com gente que é assim.
Espero que quando isso aconteça comigo, eu não tenha a mesma atitude dele. Passei algumas semanas fora, mas quando voltei a minha cidade fiquei o mesmo Anderson. Que eu saiba, quando passamos um bom tempo fora, o certo seria, quando chegar na nossa cidade, ir procurar os amigos, ir à casa deles, enfim, não demonstrar nenhuma mudança.
Estou extremamente decepcionado com esse meu amigo, eu já até havia dito pra ele, antes de ele morar fora, que ele mudaria sim, mas ele negou tal fato dizendo que não faria isso de jeito nenhum.
Sinto falta do companheirismo, claro, mas não posso fazer nada. “Desculpa, mermão!”
Chegando lá, depois de alguns longos, ou melhor, curtos minutos - pois estava conversando tanto na viagem que nem percebia o tempo passar -, tomamos café com bolo, bolos diversos. Depois, ainda com fome, esperei ansiosamente pelo almoço. Estava com uma vontade tão grande de comer salada e minha barriga ficava oca só de pensar que teria que esperar mais algumas horas pra chegar a hora do almoço.
Enquanto esperava à hora chegar, ficava conversando com alguns amigos. Quando, de costas para a estrada, ouvi um grito de um amigo (ou ex-amigo?) chamando o Dalton. Quando fui olhar, era aquele mesmo amigo que já tinha falado em alguma postagem por aqui: o dito-cujo que contei que tem namorada, mas ficava com uma amiga minha; aquele que do nada se intrigou comigo, lembram? Pois é, ele falou com o Dalton, mas não falou comigo... Reconheço que é muita idiotice eu falar isso por aqui, mas eu fiquei com tanta raiva ao ver àquela cena. Pohha! Lembrei de tudo, de toda essa mudança que vem acontecendo. Como é que uma pessoa do nada – sem motivo – se intriga comigo? Poxa, o que foi que eu fiz? Fico com mais raiva ainda em saber que tenho certeza que não fiz nada, a minha consciência está totalmente limpa. Pra quê isso? :@ Já até mandei um recado no Orkut dele, mas ele não respondeu, espero até hoje. Enfim, após alguns minutos esqueci esse fato e voltei à minha cara normal.
Depois veio o almoço e a mesma labuta. Almoçamos e, depois da soneca de alguns, fomos para um açude perto de onde estávamos. A água de lá estava fedendo e meio suja. Não tive nojo, mas pelo lugar, fiquei desanimado. Só fiquei conversando com uma amiga enquanto todos curtiam o momento. Demoramos por alguns minutinhos.
Logo, voltamos para a casa onde estávamos e demoramos mais alguns minutinhos enquanto decidiam à próxima parada.
Resolvemos, então, ir à um outro interior mais próximo, cujo nome não me lembro agora. Lá perto tinha um riacho enorme, porém estava bastante lotado. Tinha muito barulho, muitas motos e, consequentemente muitas pessoas. Só fizemos olhar e o carro voltou de ré, pois não tinha como dá a volta, devido a estrada por lá ser muito estreita. Desistindo, todos decidiram que já deu o que tinha que dar e já viram que era hora de irmos embora.
Como tinha uns que estavam conosco de moto seguindo na frente do carro em que eu estava, pararam em um interior no meio do caminho. Lá era de um cara muito rico, mas ele não se encontrava. A piscina de lá era natural e não podiam liberar, era um lugar tipo privado, que só podiam entrar convidados. Fomos então uma exceção.
A piscina estava boa demais, peeeense. Fiquei alegre demais, pois quando fui ao primeiro banho, embora tenha estado do jeito que eu não gostava, tinha me arrependido de não ter banhado. Foi massa demais! Exceto uma parte, quer dizer, uma cena que vi. Foi assim: estava encostada na piscina uma amiga minha e do lado dela estava um homem que tinha ido ao interior conosco. Ele aparenta ser mais velho, mas há algo nele que o deixa um pouco mais novo. Fiquei ao lado dos dois, só que, enquanto eles estavam dentro da piscina, eu estava fora, sentado, observando tudo de cima. Quando dei por mim, comecei a ver que uma das mãos dele estava em cima da beirada da piscina enquanto a outra estava embaixo. As mãos da minha amiga estavam na beirada da piscina. Daí, como sou maldoso e observo muito o jeito de alguns homens, vi que ele pegou em alguma coisa, debaixo da piscina, da minha amiga. Fiquei meio assim quando vi a reação certa da minha amiga: ela se afastou. Quando ela se afastou, demonstrado não ter gostado daquilo, ele, na mesma hora, foi para o outro lado da piscina, desconfiado.
Como me considero muito amigo dela, eu disse: Eu vi, “Fulana”. E ela: Tu viu o quê? Eu: Eu vi o que acabou de acontecer. E ela: Tu viu? Pois é, por isso que eu me afastei.
Fiquei p*to com esse cara, mas nem tanto, pois já sabia quem era peça. Ele é do tipo de homem que não passa um dia sequer sem sexo, o tipo de homem que se acha o machão e gostoso por poder, desculpa a palavra, comer qualquer mulher.
Tenha paciência, meu filho. Eu que completarei nesse mês um ano sem nada, não estou desesperado. O meu lado primeiro é sentimental e depois, quem sabe, pode vir o resto. Não ligo muito pra essas coisas...
Mudando de assunto, não aguento mais, tenho que desabafar.
Tenho uma pergunta pra vocês: Vamos supor que você tem um(a) namorado(a) e um dia ele(a) chegasse e dissesse para você escolher entre ele(a) e seus amigos, quem você escolheria?
Da minha parte, se eu estivesse nessa situação, claro que responderia que meus amigos. A meu ver, um simples namoro não é nada, acho namoro sinônimo de separação, embora aconteça de ainda existir o verdadeiro amor e o companheirismo. Um namoro trás mais problema, mais cobrança e nunca gostei disso, por isso que demoro muito pra namorar, sendo até tachado, às vezes, de mole.
Estou falando isso porque tenho um amigo que não quer mais saber dos amigos, ele está namorando há alguns meses e não liga mais, simplesmente NÃO está mais nem aí pra aqueles que um dia estava ao seu lado – e não estou falando só por mim.
Se fosse outro, apresentaria sua namorada para os amigos, fazia com que ela se entrosasse conosco... mas não, ele nem liga pra isso, vive, portanto, de sua namorada. Não sei como é isso. Ele nunca foi de namorar, só curtia as minhas, ficava com umas aqui e acolá, mas nada.
Fiquei p*to em ver que ele está desse jeito. Estou evitando falar com ele pra ver se ele se toca, mas só o tempo mesmo pra mostrar. Com certeza eu vou jogar na cara dele quando esse dia chegar. Não estou com ciúmes da amizade, mas é porque eu acho muito paia uma pessoa ficar prendada a outra. Já vi muitos casos parecidos e o resultado não foi muito bom. Aguardarei...
Além disso, tenho outra pergunta: Se você fosse morar em outra cidade, esqueceria os amigos da sua?
Pois bem, esse é outro caso. Eu tenho um amigo pelo qual a amizade durou pouco tempo – por causa dele – mas, não estamos intrigados. Andávamos juntos e eram amigos mesmo, do tipo que nos divertíamos juntos sabe, a companhia era boa demais. Até que um dia ele foi embora e assim que passa por aqui, não é mais aquelas coisas: ele passa e não fala e quando fala é sem aquela empolgação, esse fato acaba levando à distancia. Fico besta com gente que é assim.
Espero que quando isso aconteça comigo, eu não tenha a mesma atitude dele. Passei algumas semanas fora, mas quando voltei a minha cidade fiquei o mesmo Anderson. Que eu saiba, quando passamos um bom tempo fora, o certo seria, quando chegar na nossa cidade, ir procurar os amigos, ir à casa deles, enfim, não demonstrar nenhuma mudança.
Estou extremamente decepcionado com esse meu amigo, eu já até havia dito pra ele, antes de ele morar fora, que ele mudaria sim, mas ele negou tal fato dizendo que não faria isso de jeito nenhum.
Sinto falta do companheirismo, claro, mas não posso fazer nada. “Desculpa, mermão!”
quinta-feira, 1 de abril de 2010
UM DIA FELIZ
Não consegui me conter, resolvi contar aqui o que me aconteceu nessa madrugada. Estou bastante feliz.
Nessa madrugada, após alguns minutos que cai no sono, o meu celular tocou. A campainha dele não estava ativada, mas a vibração me fez acordar.
Minha vista ainda estava embaçada, e esfregando os olhos, vi quem estava me ligando: a CRA. Ao ver, não acreditei, parecia que estava mesmo era sonhando. Com a surpresa, rapidamente me sentei na cama e sem muita demora, já tendo certeza que era ela me ligando, atendi. Ela estava com uma voz muito feliz, parecia querer compartilhar a felicidade – ela mal sabia que, mesmo não sabendo qual era a felicidade, aceitaria recebe-la.
Num diálogo simples e manso, chegamos ao ponto onde queríamos: nós. Sem muito pensar, acabei soltando do nada que gosto muito dela mesmo não a conhecendo muito – acho que tudo que ela falava, até o jeito em que fala ao telefone, me fez convencer que ela não seria uma má pessoa. Depois até me arrependi de ter falado, pois o silêncio de poucos segundos pairou sobre o silencio da madrugada.
Visto que não obtive resposta, chamei baixinho, pelo seu nome: “Cra!?” (para não dizer o nome original). E ela com um “oi” fez com que continuássemos o diálogo. Daí por diante, comecei a ficar muito tímido, calado, pois, depois do que tinha soltado, estava com bastante vergonha de ela me dar um pé na bunda.
A conversa durou quase uma hora. Durou tudo isso, pois ambos repetíamos algumas frases, já que estávamos falando muito baixo: eu, por causa do meu irmão que dorme ao lado da minha cama e ela por não-sei-o-quê. Parecia que ela estava entrando na minha, sabe. Leitor, com certeza também já aconteceu isso com você, quando você fala alto e alguém fala mais alto ainda, ou quando alguém fala baixinho, quase sussurrando e você faz o mesmo.
Assim que íamos desligar, eu disse: Espera, tenho algo pra te perguntar. E ela, curiosa, me perguntou o que era. Eu disse: Olha, faz dias que penso em como te fazer essa pergunta, esperando também a coragem chegar, até ensaiava pra poder fazer. Pra falar a verdade, pensei nos seus dois lados da história.
Ela, quase sabendo o que eu iria perguntar, disse: “Não se preocupe, pode dizer, seja o que for, vou ser sincera”. E eu, depois de suspirar, perguntei rápido: Tu teria coragem de ficar comigo?. Alguns segundos no silêncio e ela me torturando com um “huuum...” de pensamento, disse: “Claro!”. Surpreso com a resposta, fiquei calado. Ela disse: “Pronto, já respondi, e agora?”. Eu, gaguejando um pouco falei: E agora que... que vamos no que vai dar né?
Ela riu e disse: “Ficaria comigo agora?”. Com certeza, respondi. Então, com a timidez jogada fora, marcamos o lugar aonde ela iria me pegar de carro e a quantos minutos. E assim, tomei banho, procurei ficar o mais bonito - impossível – porque sei que a primeira impressão é a que fica.
Ela me pegou em um determinado lugar não muito distante de minha casa; entrei no carro e dei um sorrisinho carente pra ela. Não conversamos nada no carro, mas criei coragem e pus a minha mão – que estava fria e trêmula - na mão dela. Ficamos alguns minutos nos fazendo carinho e chegamos a um lugar próprio para namoro: um motel.
Eu nunca tinha ido à um motel antes, e foi uma experiência nova e única. Ela tomou iniciativa de tudo, parecia que os nossos papéis estavam investidos: ela me levou de carro e falou com o carinha que recepciona os casais. Eu ficava incomodado com isso.
Logo, assim que colocamos o carro na garagem e fechamos a cortina, entremos numa porta simples e estreita. O ar-condicionado já estava ligado, e o cheiro de novo ficava naquele ambiente. Tudo estava limpo, cheiroso e novo – o contrário do que eu imaginava.
Enquanto ela foi ao banheiro, fiquei observando tudo. Vi o frízer, a cama, os lençóis engomados e bem dobrados... Sem muita demora, ela me pega observando um quadro que, a meu ver, não tinha nada a ver com aquele ambiente. Como eu estava na beira da cama - mais tímido do que nunca -, ela começa a puxar assunto. Na medida em que a conversa fluía, ficávamos mais soltos.
Sorrindo pra mim, esperando que eu tomasse iniciativa, lhe deu um beijo. Foi um beijo calmo, sem muita intensidade, mas que, pelo menos para mim, foi inesquecível. O beijo começava a ficar mais intenso enquanto as nossas mãos percorriam o corpo. Ela passava levemente a mão em minha nunca enquanto as minhas percorriam as suas costas. E nesses carinhos súbitos, fizemos amor.
Foi incrível e bastante diferente o seu jeito. Não sei se era mais importante pra mim do que pra ela, mas tudo era perfeito. Me senti um aluno aprendendo a matéria ponto-fraco. Ela não ficou tão surpresa com meus modos, mas procurei não vacilar sequer um minuto.
Enfim, ao chegar em casa, depois das 3h, tomei outro banho – pra reforçar - e fui tentar dormir. Era praticamente impossível fechar os olhos e não aparecer à imagem dela na cabeça. Os seus olhos, o seu sorriso, tudo me deixava fascinado. Acabei dormindo após as 4h. Só queiram imaginar a minha cara ao acordar hoje de manhã.
Pois é, hoje estou aqui, feliz... muito feliz e alegre, sabe por quê? Porque peguei todos os meus leitores com essa mentira que acabei de contar – rs. Simplesmente hoje é primeiro de abril, esqueceram?! Desculpem, mas eu tive essa ideia ontem, já que não tinha nada de novo pra postar. Toda a historia acima foi inventada, e omitida, claro. Espero que tenham gostado da minha pegadinha – rs.
O fato é: confesso que eu queria que tudo o que digitei acontecesse. Pelo menos assim vocês podem saber o estado em que está a ilusão em minha cabeça nesses dias. A minha carência mais o começo desse mês vai me trazer várias recordações e, consequentemente torturas para meu pobre coração.
Até
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