O dia de ontem foi de comemoração pra uns e choro pra outros. Isso é a democracia! 🇧🇷🙌🏻
Eu já tinha esperança de que o lado de lá não ia ganhar, mas, como sempre falo: o jogo só acaba quando ele termina. Fiquei até o fim, até, enfim, darem o veredito. E terminou. Querendo ou não, temos que aceitar a continuação do presidente.
Eu acho que nunca tinha comentado sobre política aqui no blog e senti que foi estranho e diferente, afinal, antes eu escrevia mais pra mim, mas hoje tenho olhos e comentários a mais - e isso não é uma reclamação. É legal saber que alguém me lê, comenta, assim como eu gosto de ler e comentar. As pessoas têm direito de gostar de quem elas quiserem, mas há o respeito acima de tudo. E eu respeito, respeito mesmo. Não sou daqueles que brigam, deixam de seguir e tudo mais... Eu só ignoro quando não concordo ou não quero ver algo. No máximo, silencio pelo bem da minha saúde mental, que nem é lá mais essas coisas.
Após o resultado, B., Pedro, Dalton e eu decidimos ir pra praça onde as pessoas já estavam se concentrando. B. pegou as bandeiras que tinha, a clássica toalha de banho e a caixa de som. Ali na porta da casa dele, ele fez um esquenta. A rua estava deserta, mas, do nada, começaram a aparecer outros jovens correndo e dançando com a música que rolava na caixa de som. Eu estava meio sem graça, meio envergonhado pra dançar e essas coisas, mas estava ali. Eu estava vivo vivendo aquilo.
Antes de ir pra praça, passamos em um lugar bem hypado de Ubajara pra pedir uma macarronada pra Luziane, que estava conosco. Preferimos passar lá, pedir a macarronada, seguir pra praça e, em pouco tempo, voltar pra buscar. Nesse estabelecimento, Pedro perguntou ao atendente em quanto tempo o pedido ficaria pronto e, sem deixar ele responder, outro atendente atrás respondeu: "22 minutos!" - usando o 22, número do candidato do PL, seguindo de um sorriso irônico. B. respondeu de bate pronto: "13 minutos, né!?". Gente, pra quê isso? É algo tão desnecessário. Digo isso porque, mais tarde, já em Tianguá, fomos dar uma volta de carro no centro e, no meio da carreata dos eleitores do PT, um carro de som alto estava parado tocando a música do candidato do PL. Os carros dos eleitores do PT que passavam do lado não tiveram nenhuma reação. Não ouvi gritos de provocação, não vi ameaças de amassar o carro ou qualquer outro ato de violação. Estão vendo a diferença? A questão dos dois lados é respeitar. Sendo um ou outro, respeitando, está tudo bem, tudo certo, todos ganham.
Em Ubajara, ficamos uns 20 minutos no meio da muvuca. Todos se abraçavam, soltavam fogos silenciosos coloridos e muita fumaça vermelha. Aproveitamos o ato pra tirar várias fotos pensando em olhar pra elas no futuro e dizer "eu fui, eu tava". É importante que haja registro disso, ainda mais no mundo em que não se foge mais de nada aos olhos das pessoas.
Aproveitei o ato pra tirar as fotos num estilo meio retrô, com filtro, mas direto da câmera de um aplicativo chamado Dazz Cam. Abaixo, algumas:
Não havia me posicionado até então e, antes de postar as fotos nos stories, comentei com os meus amigos: Agora vamos ver quantos seguidores eu vou perder. Dito e feito! Quase 24h depois, acabei de ver que perdi 4 seguidores de 3.705. Incrível como as pessoas julgam a gente pelo que a gente gosta, apoia e afins. Ninguém quer saber do contexto, do porquê, tomam aquilo como verdade absoluta, né? Ninguém mais quer olhar pro seu umbigo, só pro do outro. Com certeza, da forma mais fácil, eu poderia saber quem são esses 4, mas... Pra quê?
Eu continuo aqui trabalhando, tentando me dar bem na vida e, principalmente, tentando ajudar e fazer o bem pras outras pessoas - que se falta muito por aí. Fazendo isso, Deus se encarrega do restante.
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