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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

VOLTA RÁPIDA, CORAÇÃO CHEIO

Depois de quase cinco meses, voltei pro Maranhão! 🙃

Eu já sabia que iria voltar um dia, mas não imaginei que fosse tão rápido, um bate-volta.

Há muito tempo eu já sabia que o dia da eleição seria uma desculpa pra voltar. Confesso que estava ansioso pra que esse dia chegasse, e até que chegou rápido. Passei uma semana inteira doente e nem quero culpar essa ansiedade, mas, com certeza, o excesso de trabalho contribuiu mais.

Na sexta (2), combinei com Pedro e Dalton o horário certinho pro sábado e, como sempre sou bem sincero com eles, disse que não podia ajudar com aluguel de carro e gasolina... Eles estão sabendo que neste último mês não consegui me dar bem com o financeiro. As compras de casa, incluindo muita proteína, ultrapassaram o meu orçamento; fora que acabei ficando doente, então, querendo ou não, tive que comprar os remédios para me recuperar o mais rápido possível. Como são amigos, foi de boa. Eles sempre me ajudam quando eu não posso e eu, da mesma forma. Eu sou muito grato a Deus por ter os dois na minha vida, que sempre me ajudaram quando eu podia, e sem cobrar nada.

No sábado (3), como eu já sabia que iríamos sair do CE depois das 14h, organizei algumas coisas de casa e lavei algumas roupas. A minha casa desde quando estive doente não está cem por cento, pois sinto que preciso me dedicar mais a ela. Ela não está um lixão, mas está me incomodando. Como tenho trabalhado nos três turnos, a casa não tem me abraçado quando chego. Uso esse termo "abraçado" porque é tão bom chegar em casa e ser acolhido pela casa limpa, cama arrumada e banheiro cheiroso... Nesses quase cinco meses morando sozinho, isso nunca tinha acontecido, mas também não quero me pressionar tanto.

Um pouco mais de 14h, os meninos apareceram e foram almoçar. Lembro que o meu almoço naquele dia foi duas fatias de pizza que sobraram no dia anterior quando saí com a Wara. Aliás, que pizza gostosa. 😋 Tomei um puxão de orelha dos meninos por almoçar "besteira", mas fazer o quê, né. Enquanto eles almoçavam, fiquei na mesa à toa conversando e rindo de algumas outras besteiras que eu falava.

Durante a viagem, muita música, nem tanta conversa e nada de jogos. Pra passar o tempo em nossas viagens, a gente brinca de criar frases com as placas do carro a nossa frente. Por exemplo, se a placa tiver as letras "RGT", a gente cria uma frase como "Rita gira tonta" - KKKKK. E essa besteira faz passar o tempo, rivalizar e nos arranca muitas risadas. Dessa vez não teve isso.

Chegamos em Teresina quase 19h, pegamos os pais do Pedro e seguimos pra Coelho Neto. Antes, passamos em uma padaria e lanchamos. Pedi dois pastéis de carne com um refrigerante que estava na promoção de estudante. Os dois deram R$ 10 e, mesmo a atendente duvidando que eu era estudante, mostrei minha carteirinha - rs. Acabei pecando pela fome e gula e comi apenas um pastel, o outro levei pra, literalmente, viagem.

Chegamos em CN quase 22h. Minha mãe não sabia que eu iria e estava na calçada de casa, como sempre. Quando me viu, gritou o Eduardo e a repreendi, pois queria fazer surpresa pra ele também. E não deu. Ele já tinha ouvido, apareceu na calçada, me viu e veio correndo pros meus braços. Ele me abraçou de forma tão afetuosa que começou a chorar emocionado. A coisa mais linda que eu pude ver. Sou apaixonado por esse menino. 🥰

Cheirei ele o máximo que eu pude com medo de nesses cinco meses o seu cheiro natural ter acabado. Em casa, abracei mais, beijei e dei as figurinhas pro álbum da copa que havia retirado dos rótulos das Coca-Cola e guardado todo esse tempo - ele não tinha nenhuma figurinha dessas já que na nossa cidade as coisas demoram demais a chegar -, e também uma aquarela que o B. mandou pra ele.

Naquele momento eu queria ter brincado com ele, ter feito algum desenho, mas o cansaço da viagem fazia com que eu quisesse me entregar à minha cama. Assim, fomos tomar banho e fomos deitar pra dormir no ritual que eu fazia quando eu morava lá: arrumava a cama, apagava a luz principal e acendia a de um mini abajur na tomada ao lado da cama ao mesmo tempo, pois eu e ele comemoramos quando uma desligava e a outra acendia ao mesmo tempo, liguei o ventilador, conversamos e daqui a pouco ele já estava com a mania de sugar o lábio inferior pra dormir. E assim dormiu. Mesmo com muito cansaço e sono, não consegui dormir bem. A minha cama de solteiro é pequena e o Eduardo toma muito espaço. Eu fico me recolhendo na minha própria cama enquanto ele usufrui dela de forma espaçosa e atravessada.

No domingo (4), acordei cedo pra tomar banho e pegar a fila pra votar. Havia combinado com os meus amigos que teríamos que ir cedo, pois ainda pela manhã teríamos que voltar pro CE. Como já falei, era um bate-volta. Acabei acordando o Eduardo. Fiquei conversando com ele na cama enquanto ele despertava. Como assinei o Disney+ pra assistir American Horror Story, lembrei de colocar na TV pra ele assistir seus desenhos preferidos. Depois que falei, isso fez ele abrir os olhos e logo ir pro sofá, ainda com lençol.

Quase 9h, fomos pra escola enfrentar fila. Chegando lá, cada um foi pra sua seção. Dalton, Pietro e eu nos separamos enquanto o Pedro ficava na fila acompanhando o Dalton.

Não sei exatamente quanto tempo fiquei na fila, mas demorou muito. Pela quantidade de candidatos a serem votados e as prioridades, demorou mais ainda. Na fila, fiquei observando a minha escola, que é a que passei a minha vida inteira estudando; também fiquei desviando o contato com alguns políticos que passeavam por ali pra poder fazer mídia. Não existe coisa mais chata do que você ter que cumprimentar político de forma forçada, vendo o sorriso fingido querendo demonstrar intimidade. Ouvi de um: "Só matando a saudade da escola, né, Funnie!?". Pô, o cara me chamou de "Funnie" - KKKKKK.

Na sequência, votei primeiro. Depois de muito tempo, Pietro apareceu e, quase meio-dia, Dalton votou. No intervalo do meu voto, fui com o Pedro em outras escolas ver algumas pessoas que eu tinha certeza que não daria pra ver depois que todos tivessem terminado de votar: o meu irmão, a Karen e a Joellcy, minha prima. Infelizmente não consegui ver a Giovanna com seus filhos Bernardo e Otávio, que nasceu há poucos meses.

Primeiro, fui na escola do meu irmão. Ele estava trabalhando como presidente e eu não fazia ideia em que seção era, até que lembrei que estava com a lista no celular de todos os colaboradores da minha cidade. Pesquisei pelo nome dele e, bingo!, fui na seção dele. Mesmo com aquele monte de gente dentro da sala e fora dela na fila, perguntei pra Fiscal, conhecida minha, se poderia abraçar ele de forma rápida. Ela me autorizou - sendo que eu nem sei se precisava mesmo eu ter pedido a ela... mas também não ia invadir a sala, né.

Ele estava comendo o que parecia ser uma barra de cereal enquanto aguardava pra digitar os números do título de uma eleitora. Quando ele digitou, autorizou a ida da pessoa pra urna, olhou pra mim e se espantou. 😅 A cara dele foi muito engraçada de susto e foi logo levantando. Quando ele levantou, me abraçou forte e demorado enquanto conversava comigo: "E aí, como é que tá? Tá tudo dando certo lá? Graças a Deus... Boa viagem!" A todas essas perguntas, respondi colado nele e nem me toquei que todos estavam olhando dois machos barbudos se abraçarem com todo afeto e amor ali- rs.

De lá, fui na seção da Karen. Ela não estava lá, mas logo encontrei ela voltando pra sala. Também, no meio de todas as pessoas na fila, abracei. Ela lamentou a falta de tempo, mas aquilo fazia parte. O importante era o abraço.

Em seguida, fui ver a minha prima, Joellcy, em outra escola. Ela estava muito alegre com a minha ida e pediu pra que eu fosse ver o Júlio, marido dela, que estava na fila. Senti uma tristeza no olhar dele e até comentei sobre. Ele me falou que era por estar ali, por ver as pessoas, ainda na fila, discutindo política e fazendo coisas absurdas por quem não está nem aí pra elas. Concordei.

Depois de uma conversa rápida, já saindo da escola, minha prima fez questão que tirássemos foto pra registrar aquele momento. E uma das fotos ficou assim:

Um pouco mais de 14h, depois do almoço, pegamos estrada pra Teresina. Estava nítido no painel do carro os 40º. Estava pegando fogo!!! 🔥 Realmente, desse calor eu não sinto um pingo de falta. Se não fosse o ar condicionado do carro, estávamos lascados.

Ao chegar em Teresina, deixamos os pais do Pedro em casa pra depois irem votar. O Mateus, irmão do Pedro, foi com a gente na mesma escola e seção para votarem. Por sorte, eles assim que chegaram na seção não aguardaram nem 5 minutos e já foi entrando pra votar, então deu muito certo.

Um pouquinho mais de 15h, seguimos pro CE. Eu estava muito cansado, enfadado, com fome, com preguiça... e com saudade do Eduardo. ☹️💔

Ao chegar em casa, tomei um banho quente, pois estava frio, me arrumei enquanto estava deitado vendo TV, esperei os meninos e fomos pra Ubajara ver o movimento da apuração dos votos e comer.

Encontramos com o B., fomos num local que vende sushi que não me recordo o nome, mas que vamos com frequência. Comi yakisoba com o B. e os meninos pediram uma barca enorme de sushi. Estava fazendo muito frio nessa hora, eu tremia e me contorcia. Fiquei imaginando que horas atrás estava num calor infernal pra depois estar naquele frio. Talvez seja por isso que fico doente.

Ah, quando encontrei o B., dei o desenho em aquarela que o Eduardo fez pra ele. Ficou lindo demais. Pedi pra que B. guardasse com muito carinho.

Um pouco mais de 21h, voltamos pra Tianguá, os meninos me deixaram em casa, evitei TV e celular e apaguei. Dormir antes de 22h30 me deixou acordar bem mais disposto. Normalmente vou dormir lá pra meia-noite culpando sempre as telas por isso.

Na segunda, começou tudo de novo. O final de semana foi corrido, cansativo, mas foi muito especial estar com pessoas que me fazem bem. 🩷

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

AS RESPOSTAS QUE EU PEDI

Morar sozinho tem me trazido tantas responsabilidades e tantas decisões. Eu adoro ouvir a opinião dos outros em relação a algumas situações minhas, mas a minha decisão é sempre a que vale. O outro pode até me ajudar, mas ele nunca está na sua pele e vive as 24h do seu corpo e da sua mente. Então, o único que pode me ajudar é Deus. Ultimamente tenho entregado tudo pra Ele e pedido respostas, e nesta semana eu acho que tive uma resposta.

Há duas semanas recebi uma proposta de trabalhar no mesmo grupo, em outro lugar, no turno da manhã. Atualmente o meu trabalho é de 14h às 22h, então acabo ficando com todas as manhãs livres. Quer dizer, modo de falar, pois, além de cuidar da casa com os serviços domésticos, às vezes tenho que ir fazer compras, ir ao posto de saúde e, claro, descansar do dia anterior. Confesso que às vezes me sentia inútil em todas as manhãs, então fiquei pensando que poderia conseguir algo pra fazer pela manhã. Comentei isso com Deus e talvez veio a primeira resposta. Sim, fui convidado.

Recebi uma proposta na sexta, fiz a entrevista no sábado e já comecei na segunda. Tudo foi tão rápido assim, pois eu estaria substituindo a pessoa do setor, que teve que ficar de licença, a princípio por 30 dias - só depois descobri que por 60 dias. Por ser dentro do mesmo grupo, não fiquei nervoso, nem acuado. Como já faço parte dele, me senti seguro de tudo. As minhas demandas por lá eu já domino, só precisava que alguém me auxiliasse.

E essa primeira semana foi intensa. Eu acordava todos os dias às 8h e passei a acordar às 6h - ou antes. Tomava banho, preparava o café da manhã e ia trabalhar. Ao retornar às 11h30, em casa, preparava o almoço aos poucos, pois só tenho um fogão de indução com uma boca, então, era de um por um até ficar pronto. Com isso, já ia almoçar lá pras 13h... Ia trabalhar às 14h e, como já mencionei, voltava pra casa às 22h morto de cansado. Durante esse horário, sempre comendo besteira e me alimentando super mal. Como consequência disso, na sexta fui pra UPA.

Desde o meio da semana passada eu já me sentia diferente e eu meio que fechava os olhos pra isso. Eu achava que era só cansaço mesmo até descobrir que estava com "amigdalite bacteriana". Deve ser bem a quinta vez que isso dá em mim. Eu já estou começando a ficar preocupado e vou atrás de fazer exames nos próximos dias. Na minha cabeça isso é mudança de clima e aqui em Tianguá tenho ido do calor pro frio em minutos. É horrível ter que abrir a boca e ter que ver na garganta aquela coisa feia dos lados. Na UPA, tomei benzetacil e dipirona lá atrás. Já disse que não tenho medo, até prefiro.

Hoje, segunda, não fui trabalhar. Agora, fiquei pensando: será essa uma segunda resposta pra eu parar? Preciso me dedicar mais à minha saúde, entender que não sou mais um garotão entrando nos 20 anos, que já estou a poucos passos de quarentar. Não que esteja tão perto, mas o que são 4 anos, né.

Como sempre faço, não posso tomar nenhuma decisão precipitada e que faça eu ficar com o sentimento de arrependimento, mas, ao mesmo tempo, não posso deixar que se aproveitem de mim.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A SAUDADE TEM ROSTO

Agora há pouco desabafei chorando no dix e resolvi registrar aqui também. Pra quem não sabe, dix, segundo a IA, é "uma gíria da Geração Z para um perfil privado alternativo no Instagram. Derivado da expressão 'para deixar', funciona como um espaço íntimo e seguro onde jovens compartilham desabafos e momentos espontâneos apenas com um grupo muito seleto de amigos próximos." 😉

Neste mês de julho vou ter que trabalhar em algumas cidades vizinhas daqui. Para os deslocamentos, precisamos utilizar as famosas "topiques" (assim chamam as vans daqui). Hoje, assim como dias atrás, também precisei pegar uma delas.

No sábado, quase 7h, fui para o ponto das topiques para ir a Ubajara, cidade a uns 20 minutos daqui. O trabalho foi até às 10h e foi bem divertido. Ao "encerrar o expediente", acabei ficando por Ubajara mesmo. O restante do pessoal do meu trabalho voltou pra Tianguá. Aproveitei essa oportunidade pra ficar um pouco mais com o B. no final de semana e até fomos pro Parque Nacional no domingo pela manhã. 

Hoje, cedo, estava certo de irmos a outra cidade, um pouco mais distante, mas ainda vizinha daqui: São Benedito. Acordamos cedo. Glyson e Conceição pegaram a topique em Tianguá, me enviaram o número, a placa e outras informações pra eu ficar atento e entrar no mesmo transporte deles. Enquanto acompanhava a localização em tempo real que o Glyson me enviou pelo WhatsApp, aconteceu algo.

Estava encostado em uma coluna da farmácia da esquina quando uma criança, de camisa, calça e chinela, aparentando ter uns 10 anos, parou na minha frente, só que de costas. Parecia meio desconfiada, olhando pra um lado e pro outro. Eu, com os fones de ouvido no volume máximo e o celular na mão, com medo de alguma investida, coloquei rapidamente o celular dentro do bolso. Não que isso seja algum tipo de preconceito, mas posso explicar: em uma viagem ao RJ, quase fui assaltado por uma criança, e isso acabou me deixando meio traumatizado.

A criança, sem olhar pra mim, começou a falar. Pausei o fone de ouvido dando um clique no lado direito e entendi da metade da frase pra frente: "...trocado pra eu merendar?" Como, pra bom entendedor, meia palavra basta, entendi o recado. Ele estava pedindo dinheiro pra poder comer, ali, quase 7h da manhã. No automático, respondi que não tinha - mas realmente não tinha dinheiro em espécie, pois há muitos anos nem carteira eu ando mais levando, com a facilidade do Pix e dos documentos no celular.

Do lado havia uma quitanda. Não sei como definir uma quitanda hoje em dia, mas digo que lá tinha biscoitos, pães, refrigerante, pastéis... Levei o menino pra lá. Entrando, o senhor estava fritando pastéis no fundo do estabelecimento. Bati palmas pra chamar sua atenção. Logo ele veio, e falei: "O senhor pode dar um pastel e um guaraná pra esse rapaz?" O menino logo disse: "Tem pastel de quê?" Não lembro exatamente o que o senhor respondeu, mas pegou o pastel e entregou nas mãos da criança. Pedi novamente que ele entregasse o guaraná também, e logo foi buscar no freezer.

O menino sentou em uma cadeira de madeira em frente à TV que estava logo no alto da parede, juntou as pernas e as apoiou no apoio para os pés da cadeira, abriu o refrigerante, mordeu o pastel e tomou um gole. Enquanto isso, eu pagava aquele lanche. Ao sair, passei na frente dele. Ele confirmou com a cabeça e sorriu. Sorri de volta. Eu fiz aquele menino feliz naquele momento.

Assim que coloquei o pé pra fora da quitanda, veio de dentro de mim uma força tão grande que não sabia explicar. Sò foi o tempo de chegar à mesma coluna da farmácia da esquina e comecei a chorar. Há muito tempo eu não chorava assim, de dentro, sem ter esse controle. Ao mesmo tempo em que meus olhos não paravam de criar lágrimas, eu tentava limpá-las com as mangas do meu casaco. Inclusive, enquanto digito isso, revivo a cena e volto a chorar. 😢 Naquele momento, lembrei do Eduardo, meu sobrinho. Parecia ele ali. Acho que foi a saudade que ligou esses fatos, e eu desabei em choro.

Baixei a cabeça, mas percebi que as poucas pessoas que passavam ali na minha frente observavam esse meu "surto". Eu sentia vergonha, mas ninguém me conhecia. Eu não podia fugir.

Ainda ali, mandei mensagem pro B. contando a situação e mostrando minha cara, tirando uma selfie em visualização única. Tenho certeza de que eu estava vermelho, pois era como se todo o meu corpo quisesse gritar. Com os olhos embaçados, não consegui ver realmente a foto que enviei: foi abrir a câmera, clicar, colocar em visualização única e enviar, tudo em frações de segundos. Também mandei mensagem pra um grupo que tenho com Giovanna, Karen e Jessica e mostrei a mesma coisa. Eu precisava descarregar aquele sentimento naquele momento. Era um desabafo.

Poucos minutos depois a topique chegou. Limpei as lágrimas e tentei engolir aquele choro pra ninguém perceber, mas nem tinha como. Aos poucos, vendo a paisagem e a neblina na estrada, fui esquecendo e me recompondo.

Não sei se um dia vou ver esse menino novamente, mas sei que, mesmo que ele esqueça esse dia, eu nunca vou esquecer.

👦🏻🩷