sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

UM APERTO DE MÃO

Sempre quis fazer esse post, mas devido ao esquecimento ao estar em frente ao computador, adiava. Pois bem, o aperto de mão...

Quando trabalhava na Padaria, sempre tive que selar alguma coisa com um aperto de mão: uma negociação, um cumprimento não formal com meu amigo de lá, uma demonstração de afeto quando se tratava de uma menina que eu gostava... e assim vai. Eu repetia isso mais com os fornecedores, e eu gostava, pois no final de uma conversa ou despedida acaba demostrando que a pessoa gostou de você, que achou você com iniciativa, simpático, enfim, que você deu um espaço, uma liberdade de certa forma.

Um dia desses, como cliente, fui à Padaria lanchar e vi um cara conhecido que estava descarregando algumas mercadorias no depósito, o empregado de um fornecedor. Sendo assim, fui até lá e o cumprimentei. O aperto de mão dele foi tão normal que até passou despercebido, mas quando fui cumprimentar o patrão dele... AFF! Eu sempre prestei atenção nisso, mas após alguns segundos, eu esquecia - e hoje lembrei. O aperto de mão dele é fraco, forçado e mal dado. Aprendi em trabalho no ensino médio que devemos sempre dar um aperto que possa passar segurança, que seja não muito forte e nem muito fraco e desde então, não cometo esse erro. Fiquei meio que enojado (acho que posso usar essa palavra) com esse fornecedor e, pode até não ser, mas acho que esse fornecedor é falso, não gosta de mim. É aquele tipo de coisa, o olho dele mostra uma coisa, mas a mão fala outra.

Ontem, na empresa onde estou estudando, conheci um colega da classe pelo qual mesmo estando no mesmo ambiente que eu, não tínhamos nos falado ainda. No começo, fui com a cara dele, mas esperei a oportunidade para conversarmos. E eis que chegou. Nossa instrutora pediu para que fizéssemos um grupo para desenvolvermos um trabalho, mas que esse grupo não fosse do dia anterior. O propósito dela era justamente o que aconteceu comigo: se dar oportunidade para conhecer novas pessoas e evitar o comodismo, ou seja, continuar sempre nos mesmos grupos. Então, como ele estava no mesmo grupo que eu, trocamos várias informações sobre o trabalho que seria apresentando em poucos minutos. Mesmo com pouco tempo de conversa, já poderia dizer que ele já era meu amigo. Com um pouco de dificuldade, aprendi com ele e ele aprendeu comigo.

Por fim, após a apresentação do nosso grupo, o cumprimentei pelo sucesso do improviso que fizemos e o aperto de mão dele encaixou. Não sei como explicar, mas me deu segurança e confiança. Pode ser que mais na frente eu veja que estou enganado, mas esse simples gesto que foi perfeito pra mim foi importante.

Um comentário:

  1. Muito agradavel e verdadeiro teu texto, funnie! Parabens!
    Luan De Abreu

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