sexta-feira, 17 de março de 2017

GRANDE MUDANÇA

Ontem, sem nada pra fazer, combinei de sair com Wellington e Jessica. Mesmo sem opção na cidade de onde ir, ainda mais com toda aquela chuva que deu, já que tudo acaba mesmo em pizza, resolvemos ir para a Moderna.

Conversamos bastante sobre a vida e o que temos feito, além de gargalharmos demais com várias besteiras faladas.


Quase 23h, o rumo da nossa conversa se tornou séria. Eu realmente precisava (e também gosto!) ouvir. Jessica me deu um choque de realidade, me mostrou alguns caminhos e me apontou o meu maior defeito (ou não!) que é de ser muito precipitado e viver em função de planejar e esperar o futuro. 

Ela deu exemplo reais meus de coisas que realmente eu faço, mas ficando estagnado, sem mover sequer uma palha para que algo seja melhor no futuro. Foi aí que ela me contou sobre o que ela já passou, embora seja poucos anos mais nova que eu, sobre os exemplos que deram pra ela e que ela está, sim, levando para a vida. Por que eu também não posso levar?

Escutei tudo detalhadamente, tudo mesmo, e agradeci por ela ser assim, por conversar de uma forma que não seja julgando, mas procurando uma solução e me encorajando.

Toda aquela conversa ficou na minha cabeça esta madrugada. O pensamento era certeiro sempre e eu não conseguia me livrar daquilo. Era uma pressão, algo querendo me dizer que eu não conseguiria mudar, ao mesmo tempo que eu conseguiria pelo menos me adaptar a tal ideia.

E foi nela que decidi me dar uma chance, sendo que ela poderá contribuir de forma positiva no futuro, dessa vez eu contribuindo a cada dia, mês e até ano.

Ao acordar até desabafei um pouco no Twitter e ao chegar no trabalho comecei esta mudança.

Estou querendo relatar cada etapa, mas isso em um próximo post.

Aproveito e registro o meu mais sincero agradecimento por ouvir a realidade da Jessica e por ela contribuir  pra isso, para a minha mudança.

Até o próximo post que, quem sabe, você poderá começar acompanhar AQUI.

Vamo que vamo! 🙋

quarta-feira, 8 de março de 2017

CARTA PRA VOCÊ! #5

J...,

Volto a escrever pra você bem triste. 😞

Eu ainda não consigo entender o que aconteceu, nem sei o porquê de eu ainda estar assim. Estamos a mais de um ano sem se ver, mas você me deixa super a vontade todas as vezes que te chamo no whatsappHoje, não.

Hoje foi bem diferente de todas as vezes em que nos falamos. Você me respondeu seco, com um simples "Oi Anderson", sem vírgula e sem exclamação. Por quê? Antes era uma saudação que eu já esperava, ou melhor, já estava acostumado.

Mesmo te chamando raramente para conversar, hoje foi o dia que me toquei - ou talvez ainda não, apenas sentido. Foi muito angustiante te ler daquela forma, sem explicação e ainda até agora sem reposta.

Isso passou por cima de tudo que já vivi. Super estranho, mas aguardo o tempo pra responder.

Nem sei de devo pedir desculpa.

A. Funnie
Joseantonio Ribeiro

sexta-feira, 3 de março de 2017

POR QUE EU SOU/ESTOU MEDROSO?

Ontem à tarde estava digitando tudo isso ainda meio tonto:

Fui abrir a pasta de vídeos do whatsapp do meu trabalho e me deparei com a miniatura de um vídeo no qual, em primeira instancia, pude perceber um homem, aparentando ter um pouco mais de 30 anos, com as mãos amarradas para frente e dizendo algo para a câmera. Pensei uns segundos antes de abrir e acabei diminuindo o volume do celular, evitando de me impressionar com algum grito ou até mesmo para que ninguém ali pudesse escutar.

Nos dois primeiros segundos ele estava realmente falando algo que eu não pude entender, mas nem por isso quis aumentar o volume pra saber. Mesmo tenso com aquela situação mostrada, resolvi avançar um pouco mais e vi que ele já estava jogado no chão, com a cabeça ferida, o que mais parecia um tiro dado há pouco e com o braço sendo cortado com uma faca bem amolada por um outro homem.

Espantado, fechei o vídeo no mesmo momento e fiquei com os olhos fixados novamente na miniatura dele. Pensando em continuar vendo pela curiosidade que estava mesmo sabendo que aquilo poderia me afetar me dei conta que já havia me afetado.

Não sei explicar o que acontece comigo, mas um vazio toma de conta. Nessas situações a respiração parece mudar, o coração a acelerar (ou a querer parar?) e o olhar fica mais aberto, rápido e intenso. Tive que excluir o vídeo. Sim, no impasse do pensamento, resolvi clicar em excluir, mesmo pensando em me arrepender.

Isso me fez pensar no quanto antes era forte vendo isso.

Nunca me esqueço das vezes em que chegava da escola e ia direto acessar o Cabuloso. Eu chegava a almoçar abrindo as páginas com aquelas fotos e achava bem “interessante” a forma como as pessoas matavam e morriam. Eu não tinha muito “sangue no olho” pra ver vídeo, mas o resto eu aguentava.

De um tempo pra cá não sei o que aconteceu, mas não consigo mais ver sangue, ver pessoas mortas e muito menos pessoas com ferimentos. Quando vejo meu irmão no meu quarto vendo esses vídeos fico tentando desviar atenção para não ouvir os gritos ou a dor de quem está sofrendo. Incrível como agora eu que sinto a dor dessas pessoas...

"Mas, Anderson, tu gosta de serial killer, filmes de terror, de American Horror Story... E é só o que tem."

Sim, eu gosto, acho interessante, mas isso não me afeta, pois o que vejo é roteirizado ou depende da minha imaginação, o que eu posso muito bem controlar. Tudo vai da relação ao autor. Por exemplo, os livros da Ilana Casoy eu fico muito impressionado quando leio, pois sei que ela é criminóloga e manteve (e quem sabe ainda mantém) contato com alguns assassinos do Brasil; porém a série de Ryan Murphy nem tanto, já que tudo é fruto da imaginação dele. Neste caso, posso imaginar uma coisa, sendo que na realidade aconteceu de outra maneira.

Esse medo e receio surge talvez da vida. Na medida que crescemos vamos vendo, mesmo sem querer, brigas, mortes... Tirando por mim, hoje ando na rua preocupado e tentando ser atento a tudo. Já cheguei a ver briga, assalto, acidente e isso vai causando um terror psicológico. Por que não dizer que trauma? Na verdade, é a insegurança que acaba causando tudo isso.