domingo, 17 de agosto de 2014

IDA À JERICOACORA – CE #1

Um amigo de Teresina ficou semanas e mais semanas perguntando se eu queria viajar para Jericoacoara, que ele tinha outros amigos que estavam organizando uma excursão, que o pacote da viagem estava super barato... e que queria muito que eu fosse, sabendo que a minha última ida a praia foi em 2008, com meus amigos do ensino médio. Falei pra ele que não tinha condições, que não tinha dinheiro, que além do dinheiro do pacote, tinha que ter dinheiro pra me manter lá, blá, blá, blá... Ele disse que ele poderia me ajudar, que depois pagaria ele. Mesmo assim, não aceitei.

Ele ficou mais dias me incentivando até que cedi. Juntei a grana, depositei na conta dele e fiquei aguardando o dia chegar. Ainda com um mês de antecedência, falei com a minha chefe que acabou liberando do trabalho. Fiquei feliz, nervoso, mas ansioso demais pra poder ver e sentir uma praia novamente.

A viagem estava marcada para sexta, 11/07, e na quinta-feira me mandei pra Teresina no final da tarde. Eu tinha planos de na sexta-feira pela manhã ou pela tarde ir ao Centro ou Shopping em busca de roupas e outras coisas para essa viagem. Lógico, eu tinha levado umas roupas daqui de CN, mas quando cheguei lá usei a maioria. Não sei por que, mas quando estou em Teresina fico trocando de roupa com mais frequência do que aqui em CN.

Fui com esse meu amigo ao Centro, andamos demais à tarde toda e a única coisa que eu comprei foi um par de havaianas – rs. Senti que ele estava p*to por dentro, por estar me acompanhando em todas as lojas. Eu até entendo, pois eu no lugar dele estaria me sentindo da mesma forma, ainda mais eu que tenho a paciência mais do que curta.

Cheguei em casa do Centro no final da tarde, cansado e com as pernas “friviando”. Eu estava quase morto naquela hora. Mesmo assim, fui tentar arrumar minha mochila quando me dei conta que não tinha basicamente NA-DA, além de cuecas e meias, que eu nem poderia usar muito estando na praia.

Fiquei doido e fui correndo ao Shopping, tamanha 21h. Eu tinha uma hora pra me virar lá, escolher algumas peças (baratas, claro!) e pagar antes que as lojas fechassem. Cheguei sozinho lá e senti falta de alguém que pudesse me ajudar. Passou várias pessoas pela minha cabeça que eu poderia chamar, mas quem iria me encontrar naquela hora, ainda mais com demora de ônibus e outras coisas? Foi aí que lembrei do Ítalo, que nem conhecia pessoalmente e que, para a minha sorte, mora basicamente ao lado do Shopping.  Liguei pra ele e perguntei se ele poderia dar um pulinho no shopping pra poder me ajudar nas compras. E, com uns 20 minutos, ele apareceu. Nos encontramos e já ficamos amigos de longas datas - rs. Ele me ajudou a comprar as peças e até paramos para comer esfiras – aliás, só eu que comi, pois, segundo ele, tinha acabado de jantar.

Esperando o nosso meu pedido ficar pronto...

Nos despedimos e voltei pra casa quando já era quase 23h: o horário da saída do ônibus. Na verdade só faltava eu e meu amigo, todos já estavam nos aguardando.

A viagem teve duração de mais ou menos 8 horas e foi tranquila. O ônibus onde estávamos não tinha aquele cheiro insuportável de ar condicionado misturado com cheiro das poltronas, tinha copos de água mineral a vontade e era super confortável. Não consegui dormir na maior parte da viagem, mas quando estava amanhecendo, adormeci que nem percebi. Lembro que durante a madrugada passamos por uma cidade de ruas estreitas, eu fiquei meio com medo, pois parecia que qualquer manobra errada do ônibus poderíamos bater. Mas foi legal ver isso.

Chegamos em uma rodoviária bem cedo onde o ônibus estacionou e descemos. Outros carros estavam nos esperando para começar a aventura. Os carros já estavam inclusos no pacote que pagamos, demos nossas mochilas, arrumaram tudo na parte de cima, entramos e seguimos ruma a Jericoacora! \o/

CONTINUA...

RESUMO POSTERIOR

Mais do que todos, sei que a minha ausência aqui está extrema. Não consigo mais parar para começar um post. Às vezes eu até que tento, mas tudo fica em rascunho. Aproveitando que não estou fazendo nada neste sábado pela manhã (sim, estou digitando tudo isso hoje, sábado, mais precisamente às 10h37 e provavelmente postarei isso em dias posteriores), já que estão arrumando o nosso quarto, meu e de Dayson... Mas isso renderá um outro post...

Huuum... Nem sei exatamente por onde começar. Na verdade, nem lembro agora a última coisa que postei. Só sei que tem muito o que contar e vou ver se consigo dar conta de tudo falando da viagem de Jericoacoara – que por sinal foi maravilhosa –, o meu aniversário – que não foi lá essas coisonas, tirando a parte da noite – e sobre a construção desse meu quarto. Não sei quantos “tec tec” isso vai me render, mas farei o possível para dar conta de tudo.

Preciso agora consultar as minhas anotações no diário, já que sou péssimo em datas e momentos. Lá eu particularizo alguns detalhes que provavelmente não lembro mais e outras coisinhas interessantes. Ultimamente, todo santo dia, só escrevo sobre revoltas, desabafos e outras coisas nele. Os últimos dias foram mais do que de raiva. Mentiras, decepções, mentiras de novo, mais decepções, impaciência, gente chata... Nossa, é tanta coisa que vou tentar resumir o máximo, pois nem faço questão de registrar esses piores momentos da minha vida.

Esse post é mais para resumir o que vem por aí.

Boa leitura!!!

domingo, 29 de junho de 2014

STAND UP COMEDY COM WHINDERSSON NUNES EM TERESINA - PI

Estive por várias dias abrindo e deixando em rascunho este post. Juro, não me sinto estimulado mais para escrever aqui, acho que pelo design que nunca mais troquei. Se alguém, por favor, estiver lendo isso e se manisfestar, posso até pagar.

Mas vamos lá...

Quando soube que o vlogueiro Whindersson Nunes iria se apresentar em um teatro em Teresina, fui logo ligando para um amigo pedindo para que ele comprasse nossos ingressos. De todas as minhas idas ao shopping de Teresina, ou melhor, ao Teresina Shopping, tive esperança em encontrá-lo por lá, pra poder tirar uma foto e parabenizá-lo por representar muito bem a nossa região, afinal, diminuiu, mas ainda há um preconceito contra os nordestinos. Mas nunca consegui...

Compramos os ingressos antecipados para garantirmos logo as nossas vagas, também pelo medo do preço no dia aumentar.

Na sexta-feira, 13, me mandei pra Teresina e por lá fiquei aguardando um pouco ansioso pra esse stand up. Confesso que tive aquele meu lado "rural" de não saber me portar em um teatro, mas preciso perder esses meus medos do desconhecido.

No dia seguinte, sábado, a primeira sessão do stand up estava estava marcada para às 18h. Sugeri para o meu amigo que saíssemos de casa meia hora antes de começar, ou seja, 17h30. Como combinado, foi. O Teatro da Assembléia fica no mesmo bairro da casa onde eu sempre fico, dava até para irmos de pé, mas, pela segurança, fomos de moto.


Chegando lá, já tinha uma fila considerável (foto acima) com muito jovem. Me senti velho no meio deles, mas isso não poderia me fazer ficar constrangido. A menina que estava na minha frente estava preocupada, pois o ingresso dela só tinha a parte grande, a destacável não se sabe o que aconteceu. Segundo ela, pelo que ouvi, tinha comprado na rua de alguém, e essa pessoa que vendeu, tinha entregado sem a menor parte. O desespero dela aumentou quando viu eu tirando a foto abaixo:


Passamos acho que uns 20 minutos na fila, quando liberaram a porta de entrada do teatro. Como acho que já falei, nunca tinha ido em um teatro e sempre quando me deparo com o desconhecido, meu coração fica em disparada. Não me sinto nervoso, mas dá tipo um medo, uma coisa que não sei explicar. É um drible mesmo que ocorre comigo. Eu estou de boa por fora, mas por dentro sinto uma pressão, sei lá...

Ficamos na segunda fileira. Tudo bem, eu poderia ter ficado na primeira, mas por já saber que seria de comédia, a vergonha de ser zoado perante as pessoas falou mais alto. Quando a luz acima do palco acendeu em nosso rumo, quase fico cego. Eu não gosto de luz em minha direção, ainda mais aquele clarão do lado direito e esquerdo - eu estava bem no meio da plateia. Fiquei com mão na horizontal na testa até que as luzes se apagassem. Eu já estava com o olho vermelho, um pouco antes delas serem desligadas.

E começou com um apresentador lá, um humorista também jovem. Não me recordo o nome dele, era alguma coisa com "Bo", "Boby", sei lá... Se via o nervosismo dele pelas mãos trêmulas segurando uma cola que continha os nomes dos patrocinadores e o microfone. Mas só bastou isso, pois ele foi quebrando o gelo na medida que o tempo passava.

Foram várias apresentações. Eram humoristas jovens, que tinham um jeito próprio de nos fazer rir. Tinha de São Luis, de Teresina e outros lugares. Eu ri demais de uns, de outros nem tanto. Às vezes algum deles falava o nome do Whindersson e todos gritavam. Por aí eu tirei que não era só eu que estava ali pra ver ele.

Passou, passou, ri, fiquei sem graça... E a última apresentação foi a do Whindersson. Ao chamarem ele, todos já estavam com o celular apontado em direção ao palco, tudo ficou escuro e ele entrou. Ele chegou colocando o celular na tomada pra carregar e já nos fez rir desta situação. E continuou a falar...

Ele interagia com o povo e, embora já percebendo que eu já tinha assistido aquela apresentação dele no youtube, ri do mesmo jeito. Foi legal. E tirei algumas fotos.

Whindersson agradecendo à platéia no final.
Ao final, só ouvi alguém na platéia dizendo: "E as fotos?" - era a mesma pergunta que eu me fazia naquela hora. Acho que o apresentador acabou ouvindo e comentou no microfone que "quem quiser tira foto, organize uma fila lá fora...". Só vi gente correndo, desesperada... Eu ria dos gritos histéricos das meninas enquanto seguravam presentes e cartazes para dar a ele. "Pra quê isso?" - pensei.

Lá fora a fila estava sendo feita pela organização do teatro e eu estava com toda a paciência do mundo, contanto que chegasse a minha vez.

E de repente, em meio a fila e muita ansiedade não contida pelas meninas, Bryan (o melhor amigo de Whindersson - também vlogueiro) aparaceu do nada. Só ouvi gritos e "Bryan, eu te amo!" seguidos de mais gritos. Pensei "Meu Deus, pra quê tudo isso?". Mas mesmo assim filmei este momento, já que estava sem fé que poderia tirar foto com ele.

Enquanto Whindersson atendia as fãs com vários flash, eu ainda ficava aguardando ali a minha vez. Como tenho sorte na minha vida - sqn! -, quando estava bem próximo de ser a minha vez, não-sei-quem chamou o Whindersson e disse para que ele terminasse ali a sessão de fotos. P*rra, fiquei p*to, pois logo bem na minha vez... As fãs ficaram desesperadas falando "por favor! por favor!", para que não deixassem ele ir embora. E assim ele continuou até que fila acabasse.

Estava entrando de cinco pessoas por vez, na minha vez, bem na hora que abracei ele e o cumprimentei, quando pus na câmera, o desespero: uma mensagem na tela do celular dizendo "processando...", no caso, a câmera. Whindersson ficou parado, achando que fosse rápido, mas, nada... Humildemente ele pediu para que eu ficasse ainda ali e o esperasse do lado. E foi o que fiz enquanto resolvia o problema no meu celular. Enquanto isso, ele tirava foto com algumas meninas.

E foi a minha vez. Meu amigo esperto tirou três fotos na sequência, como se não tivesse dado certo as anteriores. Agradeci pela foto e o resultado foi este:


Saí dali meio orgulhoso de mim mesmo. Eu queria ter visto de perto as tatuagens dele, mas nem lembrei disso. O problema com a câmera do meu celular fez eu esquecer tudo isso.

Ao sair de lá, quase indo embora, topei com o Bryan à toa e não quis perder a oportunidade, pedi para que ele tirasse uma foto comigo. Fiquei meio estranho, mas tudo bem...


Gostei demais da minha primeira vez no teatro, e mais uma vez do fato de ter ido por vontade própria, com algo que não fosse obrigatório, afinal, ver algo pra fazer a vontade dos outros nem é legal. Essa situação foi igual com a minha primeira vez no cinema. Eu tinha várias oportunidades de ir ao cinema, mas esperei por um filme bom, que fosse do meu agrado. Faço isso porque sei que a primeira vez a gente nunca esquece.