sábado, 12 de fevereiro de 2011

MUDANÇA DE QUARTO

Desde ontem, me mudei para a casa da minha prima. Motivo: estão arrumando uma parede da minha casa.

Muito antes de eu nascer, aliás, muito antes até do meu irmão mais velho nascer, ops, muito antes da minha mãe se casar com meu pai, essa parede nunca tinha sido refeita. O tijolo (se posso chamar assim) é muito diferente dos dias de hoje. Ele é sem buracos e feito com barro que parece um pouco com argila, além disso, eles são compridos de largura e pequenos de altura. Eles também foram erguidos com barro, eu acho, e não cimento.

Na mudança, ficou eu e o Dayson juntos no mesmo quarto aqui na casa da minha prima. No primeiro dia, embora a nossa casa sendo ao lado, ficamos conversando e dormimos tarde. Eu dormi mais tarde ainda, pois tinha puxado o fio de internet e instalei o meu roteador. Estou “azilando” nas madrugadas na casa alheia também – rs.

Enfim, estou me sentindo num quarto só meu. Ele tem porta! \o/

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

NA IGREJA

No domingo, bem cedo, acordei disposto. Por quê? Porque iria à igreja! Isso mesmo: i-gre-ja. Eu sei que você, caro leitor, ao ler isso, ri – ainda mais aqueles que me conhecem pessoalmente.

Há anos não pisava em uma igreja. Quando era pequeno, era sagrado eu estar lá, principalmente aos domingos. A minha companhia era sempre a minha vó e, portanto, além de irmos à missa, antes mesmo já estávamos seguindo na procissão. Lembro muito bem que sempre levava uma garrafinha com água para quando em alguma pausa na rua, descansasse e bebesse. Mesmo sabendo que iria caminhar quilômetros, eu sempre estava disposto, animado. Com o passar do tempo, e pela ausência não sei por que da minha avó não ser mais tão assídua, deixei de ir. Eu não sabia ir só e essa dependência acabou sendo carregada por mim até hoje.

No entanto, com essa distancia, perdi a vontade, até que conversando sobre religião com a Nayenne, me surgiu uma luz. Dialogando, ela acabou ficando sabendo que eu sou “pagão”, ou seja, não sou batizado. Ela ficou impressionada ao saber disso e quis me ajudar. Demorou algum tempo depois que tivemos essa conversa, pensava até que ela tinha se esquecido disso, até que ela me veio com o assunto novamente um dia desses. Ela disse que iria começar as inscrições da primeira comunhão e perguntou se eu iria fazer. Fiquei na duvida, pois ainda tenho que me virar com essa dependência, até que o Junior, namorado dela, ouviu o assunto e se interessou também. Com isso, vendo que não iria ficar só, resolvi encarar. Nem eu e nem ele somos batizados ainda e podemos nos batizar juntos, num é massa?

Com isso, sem bancar dificuldade, a Nayenne fez tudo: foi aonde faz a inscrição, fez a inscrição pagando com o dinheiro dela (claro que depois paguei pra ela) e ainda foi atrás do meu endereço, fazendo assim duas viagens.

Sim, e a igreja, onde que aparece nessa história?

Bom, após tudo certo, para saber os dias em que iriam começar as aulas, tivemos que ir à igreja, pois só lá eles iriam divulgar. E assim, como disse acima, acordei bem disposto cedo e fui.

Antes de a missa começar, minutos antes de 7h, chegamos ao mesmo tempo ao lado da igreja. Sem muita demora, entramos, fomos saudados por duas senhoras na porta principal e nos acomodamos no penúltimo banco do fundo. Confesso que estava com um pouco de vergonha, mas tentava encarar, depois de anos, tudo aquilo. Era tudo diferente para mim, era como se fosse a primeira vez. Acho que o Junior acabou percebendo a minha diferença e perguntou o que eu estava achando, e respondi baixo que era estranho.

Eu não fazia todos os gestos, tudo que o padre pedia, mas não me senti culpado e nem arrependido. Eu me considero católico, mas acho que não preciso levar as mãos pra cima e gritar que amo o Senhor. Penso assim, pois, sem querer ser negativo, mas já sendo, há pessoas que só vão à igreja fazer papel de figurante, pois ao sair continuam fazendo coisas erradas. Na noite anterior uma amiga minha me falou a mesma coisa e disse que o importante é crer, é Tê-lo no coração. E eu tenho!

Enfim, durante a missa conversávamos pouco e eu ria de algumas coisas que algumas pessoas faziam. Sendo assim, garanto que me senti leve, renovado. As palavras que o padre dizia tocavam de verdade em meu coração. Lá estava tão bom que nem precisei ficar olhando a hora, como faço de costume quando estou nervoso para que o tempo passe logo. Foi legal, gostei.

Tentarei ir com mais frequência agora.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DESABAFO

A minha vida está passando tão rápido que não estou percebendo. Muitos que já têm a minha idade já trabalham, estudam ou fazem algo pra preencher a rotina diária, e eu: zero.

Sou uma pessoa que, confessando, não tenho fé em mim mesmo. Eu deixo tudo rolar, não faço por onde, deixo serem superior a mim, mas tenho consciência que tudo isso é errado. Eu até tento me esforçar, mas o medo e a vergonha de errar falam mais alto. Pra conseguir algo, tenho que criar coragem, esquecer a pohha dessa timidez e dar a minha cara a tapa. Fico imaginando todas as noites antes de dormir que o dia seguinte será mais chato do que o ultimo vivido. Eu quero, eu posso mudar, mas isso é algo que não sei explicar.

Ainda esse mês, quero arranjar algo, quero poder dar a minha cara pra qualquer um bater, quero enfrentar o mundão, poder ser eu de uma forma mais aberta. Eu não quero me entregar aos meus sentimentos ruins, eu não quero ser dependente o resto da minha vida, poder ouvir reclamações, alegações, pressões... Eu quero ser feliz!

Vou tentar batalhar enquanto há tempo, enquanto é tempo. Tenho que pôr em prática tudo que eu sei, ver que não sou burro como penso, pois para passar em vestibular, concurso, ou até mesmo entrevista de emprego, não requer somente de sorte.

Que nesse ano eu seja abençoado, não vejo a hora de chegar o dia em que irei rir de toda essa situação que passo hoje.

Me desejam sorte. (yn)