terça-feira, 13 de abril de 2010

TIMIDEZ

Odeio – e sempre odiei – a minha timidez. Às vezes eu fico com tanta, raiva, mas com tanta raiva, que acabo chorando por ter perdido alguma oportunidade por causa dela. E ontem foi um dia assim, porém não chorei, até porque o fato não foi essas coisonas.

Ontem eu estava normal, achei até que pudesse está mais afoito, mas não estava. No caminho de ida pra casa, eu fiquei conversando com um amigo do meu pai sobre estudos. Ele me perguntava algumas coisas e eu respondia com respostas curtas. Eu achei que o meu avanço foi bom, mas depois vi que a timidez ainda falava mais alto. Ao terminar de responder um breve sim, ou um breve não, sem complemento, ficava calado. E enquanto observava o caminho, ficava brigando comigo mesmo pelo pensamento. A minha raiva era tanta que me dava até vontade de me bater, mas como estava na real, a única coisa que eu fazia era apertar a minha mão e pressionar meus dentes discretamente. Ufa! Ainda bem que a conversa durou só o tempo do caminho de volta para casa, pois não aguentava mais o meu “anjinho da timidez” já com raiva, gritando em meu pensamento: “Fala, fala, fala... Puxa assunto, lesado!”.

Depois do almoço, quando fui pegar o ônibus de volta para o trabalho, ao entrar nele, fiquei na dúvida de onde sentar – e olha que havia vários bancos vagos. Como sempre, a maioria das pessoas que estão no ônibus são trabalhadores – todos já adultos. Rápido, na dúvida, dei uma olhada sem obter informações. O nosso pensamento, ou melhor, o meu pensamento é tão rápido que quase sentei ao lado de uma carinha que, a meu ver, era o mais novo do ônibus. Mas não, com medo de gente, acabei sentando ao lado de uma mulher, dona de casa, pela qual não trabalhava na empresa. Ela estava no ônibus somente para ser transportada.

Na estrada, fiquei pensando que poderia ter sentado do lado do carinha e ter puxado assunto, visto que sempre é bom fazer algum amigo. Mas não, não tive – e nem tenho – essa audácia. Fiquei o caminho todinho me martirizando, imaginado que seria uma boa conversar à toa. Por que essa timidez sempre me atrapalha?

De volta para casa, ainda no ônibus, sentei em um dos bancos da frente – que cabem dois – como de costume. Sempre sou o primeiro a entrar, pois pego ele no ponto de saída para a fábrica. Enfim, alguns minutos, enquanto o ônibus estava parado, esperando os trabalhadores saírem da fábrica, fiquei imaginando o que havia me acontecido na manhã. O meu banco tinha espaço do lado, no qual alguém poderia sentar, como havia dito, e alguém sentou!

Sentou um homem, trabalhador, que aparentava ter mais de 40 anos. Ele começou a puxar assunto, falou sobre as enchentes no Rio de Janeiro, dos raios... Mas quem disse que eu falei? Eu não disse nada, só fiquei confirmando com a cabeça. Ódio!

Assim que cheguei à cidade, ao descer na minha parada, passando pela rua, um cara – que conheço pela internet – falou comigo; ele simplesmente gritou empolgado o meu nome. Ele estava animado, pois nunca havia gritado pelo meu nome. E ao escutar, segundo depois que fui falar com ele. Ele com um sorriso no rosto e eu com uma cara de bocó. Raiva de novo! Fiquei p*to comigo mesmo. Tentei até reverter o acontecido, mas depois quem levou boresta fui eu. Tudo culpa de quem? Da pohha da minha timidez.

Hoje pela manhã, o pai me mandou uma mensagem de texto dizendo, indiretamente, que não iria me pegar e por isso, tive que correr atrás de um moto-taxista. Não demorou muito e eu encontrei um que tem perto de minha casa. E no caminho de ida para o trabalho... lá se vai ele puxando assunto comigo. E eu como sempre, confirmando: “pois é!”. Mas uma vez perdi um futuro amigo que até poderia deixar a corrida um pouco mais barato pra mim – rs.

Algum de vocês, leitores, sabem me dizer o porquê dessa timidez me atrapalhar? Tem algum remédio pra isso? Já até ouvi falar que seria bom visitar algum psicólogo, mas cadê a oportunidade? Só espero que isso não dure pra sempre.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

CHEGA DE CRA POR HOJE!

Não sei o que deu hoje, eu estava o dia todo querendo falar com a CRA então mandei mensagem de texto. Eu estava disposto a contar tudo, tudo mesmo, mas, no ato, acabei não falando.

Eu estava tão esperançoso, tão ansioso, mas ela acabou com o clima. Primeiro quando eu liguei, ela pediu para que eu esperasse um pouco, e esse pouco demorou mais de dez minutos. Isso, sinceramente, começou a me deixar estressado. Eu andei, andei, fui à casa de uma amiga e nada de ela falar. Até que passado o tempo, quando ela falou, vi que estava agindo forçada. Senti, ao escutar a sua voz, que ela estava inquieta, preocupada...

Comecei a puxar assunto, mas da minha boca não estava saindo nada que prestasse. Eu já tinha ensaiado tudo que iria dizer, todo o meu amor. Procurei uma forma indireta de ela sacar o quando eu gosto dela, do quanto eu estou a fim, mas, com a espera e o clima quebrado, só fiquei falando água.

A conversa durou quase uma hora, mas não foi boa. Foi a conversa pior que tivemos até hoje. Pra completar, falei o que não devia. Falei a ela que tinha pegado uma foto em seu Orkut e tinha salvado no meu Beetsbook. A reação dela foi normal, ela não riu da minha cara como eu esperava. Me arrependi honestamente de ter contado isso, que pena que não posso voltar atrás.

Assim que ela chegou em casa, desligamos a chamada, o que me deixou mais aliviado.

Hoje eu estou triste, sem vontade de CRA.
Chega de CRA por hoje!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

DESLIGA! QUERO A LIGAÇÃO PROMETIDA

Revendo algumas postagens anteriores para ver em qual escrevi pela ultima vez sobre a CRA, vi que não tinha contado a sobre a ultima vez em que nos falamos. Pois bem, contarei agora mesmo:

Não me lembro o dia, mas acho que foi na sexta-feira (02.03), eu estava indo com o Dalton para a casa da tia dele quando a CRA passa de carro e buzina. E, mesmo sem demonstrar felicidade, segui conversando como se nada tivesse acontecido.

Ao chegar à casa da tia dele, um numero pelo qual não tinha na minha agenda do celular, estava me ligando. Logo, sem mesmo saber de quem se tratava tal numero, imaginei que fosse a CRA, e acertei! Recebi somente um toque, vendo que era pra eu retornar.

Retornei e matamos a saudade. Ela ficou dessa vez me jogando um monte de indireta. Às vezes as indiretas estavam tão diretas que não aguentávamos e acabávamos sorrindo – rs. Ela me pediu ajuda, pois estava no computador e não sabia fazer algumas coisas e eu acabei ajudando. Demorou um pouco pra ela entender algumas coisas, mas conseguiu. Enquanto explicava pra ela algumas coisinhas do Orkut, engatávamos em outros assuntos.

Só sei que saí da casa da tia do Dalton meia hora depois e ainda estava pendurado ao telefone. Cheguei em casa e fui direito para o quintal. Conversamos muitas coisas, e entre essas coisas que falei, comentei sobre o que tinha acontecido (confira na postagem do dia 30.03). Ela me disse que não sabia de tal fato e ficou me perguntando como se eu fosse o dono da história. Então, perguntei logo de uma vez se ela tinha terminado com seu namorado e ela disse que achava que sim. Eu na dúvida disse “como assim? Sim ou não” e ela respondeu que ACHAVA que sim. Rum, fiquei p*to com esse “achava”, mas não perguntei mais coisas a respeito, pois acabaria me zangando e mesmo assim, saberia que mais tarde teria a confirmação.

Daí, só não conversamos mais porque o sinal estava caindo muito e eu não tinha tanto crédito pra poder falar com ela. Conversamos mais de uma hora, o suficiente pra matar a saudade.

Hoje pela manhã, despreocupado no trabalho, jogando Paciência em meu Beets, olhei para o lado e vi meu celular tocando. Era a CRA chamando. ¬¬’

Não fiquei muito ansioso e nem muito disposto pra atender, mas, quase como uma obrigação, atendi. Ela me explicou que não tinha me atendido porque estava viajando.

De verdade, não estava a fim de falar com ela, e com isso, fiquei a maior parte da ligação calado, eu estava sendo totalmente O Chato. Como ela estava no trabalho, não parava de falar com não sei quem e a minha paciência ia se esgotando à medida em que ela pedia pra que eu esperasse “alguns minutinhos”. Ela não me dava “5 centavos” de confiança, pensei até em desligar e depois mandar uma mensagem dizendo que tinha caído a ligação. :@

Depois que percebi que, pelos menos hoje, ela não causou mudanças em mim, meu coração não bateu forte e nem comecei a me tremer. Ela fez, por incrível que pareça, eu sentir raiva, desgosto ou sei lá o quê ao me ligar.

Depois, ao parar pra pensar sobre o que não aconteceu comigo, conclui que não estou mais com aquele ânimo, aquela ansiedade, aquela vontade de sair pra poder vê-la passando pela rua. Acho que porque, da última vez que entrei na internet, tive a confirmação, ainda um pouquinho duvidosa, que ela ainda está namorando apesar do que aconteceu. Fiquei triste ao ver a confirmação, maaaas... bola pra frente!

No telefone, ela perguntou como eu estava, se já tinha conseguido o que eu queria: ela. Não contei aqui, mas falo que gosto dela indiretamente. Eu acho que ela pensa que gosto de outra e até me dá algumas dicas, mas na verdade essa “outra” é ela – rs. Ela não é burra, se não tiver sacando que a “outra” é ela, me mato! x.x

Ao falar que estava bem, que ainda não tinha conseguido o que eu queria, ela começou a se exaltar. Disse, não com essa palavra, que eu era mole, que assim eu não ia conseguir o que eu queria... Acho que muito impaciente e sem saco de ouvir sempre a mesma ladainha, desdobrou e disse que tinha que desligar me prometendo depois uma ligação.

Não estou nem um pouco animado com essa ligação prometida. Se ela me ligar bem, se não, bem também. Não vou morrer de espera.

Falando em ligação prometida, estou esperando uma desde segunda-feira. Pois é, não queria adiantar, mas acho que estou abusando a CRA porque apareceu mais uma individua na minha. Não vou poder adiantar muitas coisas por aqui sobre ela, porque está muito recente, mas ela linda. *.* Ela pediu meu “telefunnie” e eu dei pra ela. Estou com esperanças! Espero que ela seja a minha próxima menina pra poder contar por aqui. Por enquanto não tenho nenhum apelido em mente, mas prometo que inventarei um bem carinhoso e que tem a ver com ela. AGUARDEM!!!

Obs.: Aceito sugestões de apelido para ela. Se tiver um que tenha a ver com o pouco que falei aí em cima sobre ela, me passe comentando.