José Augusto de Amaral, o nome dele.
Pelo que li, foi o primeiro assassino em série a surgir no Brasil, na década de 20. Negro, filho de escravos, mesmo não mostrando no livro, percebi que já sofria pelo preconceito e ausência dos pais, já que os mesmos foram vendidos. Não conseguia ter emprego fixo e era maltrapilho. Perambulava por peregrinação pelo país a fora. Não tinha um lugar onde pudesse estar frequentemente, às vezes estava em alberges e até nas ruas, e teve passagem por vários estados do Brasil.
Suas vítimas tinham a faixa etária de 9 a 15 anos de idade - hoje entendo porque as mães da gente falavam, e ainda falam, para não falarmos com estranhos e para que não aceitasse nada deles. Ele oferecia emprego, (naquela época era "normal" a exploração do menor de idade), dinheiro e até doces. Conduzia suas vítimas à algum outro bairro e no meio do caminho, as matava. As vítimas eram atacadas diretamente no pescoço e eram estranguladas. Depois disso, com o seu pênis enorme, que lhe causava problemas sexuais, - que segundo ele, em depoimento para a polícia no dia de seu julgamento, tinha conseguido esse tamanho em forma de algum ritual, no qual até se arrependeu do tamanho desejado e quis reverter achando que pudesse diminuí-lo - fazia sexo com as vítimas, deixando seus corpos em lugares fechados, de difícil acesso, sendo todos no mesmo local.
Quando foi preso, ainda na cadeia, sofria de problemas sérios, sentia febre frequente e dores que mais tarde acabou lhe causando a morte. Morreu aos 55 anos de tuberculose e nunca chegou a ser julgado.
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SSK #2: Febronio Indio do Brasil
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