Não quero ser muito extenso aqui, até porque não quero detalhar essa história para me preservar. Esses dias me aconteceu algo que fiquei... WTF?
Em resumo, conheci alguém bem igual a anterior. Quase a mesma aparência, o mesmo trabalho intenso e privado, a mesma educação e aparenta ter muito senso de humor. Sei que ainda é recente, mas estou começando a sentir algo, sabe. Fico me segurando para não falar nada, nem dar o entender. Estou conversando normal, sobre trabalho, vida e rotina, algo bem começo de amizade, só que no fundo, no fundo, a gente sabe que tem um interesse entre tudo isso. Afinal, quem vai ficar conversando pra nada?
Ainda não recebi convite pra sair, nem convidarei. Tive o básico de demonstração de afeto, e agora há pouco soltei, mesmo pensando antes, um emoji de coração no final de uma frase de despedida. E não sabemos o que vai ser do nosso futuro. Estamos aqui em Coelho Neto, acredita? O que nos separa é mais ou menos 1km, sendo que cruzamos a mesma rua todos os dias. Posso estar me precipitando em registrar isso aqui, mas vai que não, né. Nunca sabemos do futuro e vou só vivendo.
Não sei se atualizarei sobre isso aqui nos próximos dias, semanas, meses e até anos, porém se for registrado, que seja com algo bom.
Como sempre, venho aqui quando não tenho mais aonde recorrer. Eu poderia muito bem ir no @agostodenoventa, mas acho que tem mais olhos voltados pra lá do que pra cá.
Acabei de chegar do trabalho e resolvi largar um pouco o celular e ligar o computador. Tô me sentindo tão pressionado que nem sei por onde começar!
Então, no sábado fui pego de surpresa às 8h. Como sou acostumado a acordar nesse horário durante a semana, mesmo sabendo que no sábado poderia ficar dormindo até mais tarde, acordei e vi no grupo da faculdade a professora, ou melhor, orientadora, informando que teríamos aula (remota, claro!) de TCC II às 15h. Oi? Se já não bastasse a pressão da vida todos os dias pelo simples fato de querer viver, me vem essa. Eu já sabia que esse dia chegaria e uma pessoa principal da instituição me falou por telefone que esta aula seria dia 20. Repito: dia 20!
A minha ansiedade foi a mil na hora, mas me confortei ao me questionar: "Como vamos para a disciplina TCC II sendo que mal tivemos o projeto?" Deixei pra quando começasse a aula e tocassem no assunto. E assim foi! A orientadora questionou alguns alunos sobre como estava o nosso projeto e... "Que projeto? Nunca tivemos retorno, professora!", me questionei em pensamento quando alguém interrogou usando de outras palavras. E continuou... "Como posso dar o TCC II se vocês não têm o projeto?", perguntou a professora. Aí tive que quebrar toda barreira que tenho com câmera e áudio e me mostrei, literalmente, explicando todo o fato desde 2018. Sim, desde 2-0-1-8. Como é que pode, mermão?
Na linha de que somos futuros administradores e que não demos problemas, mas soluções a ele, a orientadora falou que iria corrigir e dar nota dando um prazo até fevereiro para esta entrega. Ela deu uma data, mas deixou bem claro que até esta data já é pra todos terem entregues a ela. O período até lá é somente para envio e feedback.
Rápido, busquei o que eu tinha na nuvem - tudo agora guardo lá, porque sei das tretas que causam - e enviei por e-mail pra ela ainda enquanto estávamos em aula. Horas depois ela me respondeu o e-mail em apenas uma linha, com uma resposta vaga, tipo "te vira", sabe? E foi assim que fiz, tentei me virar.
Essa semana ela deu um novo prazo de envio do projeto por e-mail: "Quero que me entreguem até sábado (12/12) até às 23h59. Quem não entregar, não recebo mais!" Ou seja, ela resolveu dar o prazo de uma semana para concluir. É, f***, papai!
Desde esse dia tenho batido cabeça pra começar. No mesmo dia, pedi uma sugestão a ela e fui prontamente atendido. Ela me deu umas dicas via áudio, mas ainda assim começar se torna um martírio. Toda hora eu fazia algo que achava sem sentido, queria trocar de tema, queria fazer de uma forma tão formal que nem eu mesmo entendia depois... O Filipe até que me ajudou, mas acabei ficando com a cabeça mais bagunçada ainda.
Ontem, passando por cima do meu orgulho, perguntei pra orientadora se ela tinha algum trabalho pronto que pudesse me enviar para eu me baseasse. Como ela é ótima em resposta, me enviou em seguida por e-mail. Pelo projeto de uma aluna que ela orientou, consegui fazer o máximo do projeto, embora encontrando alguns erros. Tô empacado nos referenciais teóricos porque simplesmente tenho muuuuuita dificuldade com citações. Na verdade, detesto!!!
Nesse aperreio, ansioso, todos os dias não consigo dormir bem. Essa semana, junto a essa pressão, meu emocional focou tanto em alguém que passei a madrugada chorando feito um abestado, porque nunca sei superar as coisas enquanto não ponho um ponto final.
Eu precisava vir aqui desabafar um pouco pra poder sair de dentro de mim essa sensação, e também porque sei que não serei julgado como seria caso contasse pessoalmente o que está acontecendo pra alguém. As pessoas sempre acham que sou inteligente o suficiente e que isso é só drama de novela pra chamar atenção.
Espero concluir logo e me livrar da faculdade. Quero me formar o quanto antes, não aguento mais! 🤯
Nessa semana, Sandy fez um mistério com uns posts nas redes sociais e disse que ontem, às 18h, faria uma coletiva de imprensa via Zoom (que coisa de louca, né?). Como era só para a imprensa, esperei nos Twitter as informações saírem em tempo real. Foi aí que fomos (nós, fãs) surpreendidos com a notícia de que ela soltaria mais tarde, às 00h, um EP com três regravações intitulado "10:39" (soma do tempo das três músicas juntas). Fiquei ansioso - mas não tanto quanto ficaria se fosse ela com o Junior.
Foi aí que li em algum lugar o que ela disse:
“Quando comecei a ver que a pandemia ia durar, no meio da frustração por não poder realizar o que tinha programado, eu transferi o meu trabalho que ia fazer este ano para o ano que vem, mas queria dar um presente para os meus fãs e mostrar que estou trabalhando.”
E ainda completou:
"O EP foi criado durante a pandemia. E a ideia surgiu depois de escutar as músicas de maneira diferente, por conta da situação em que estamos vivendo."
Com essas palavras fiquei muito curioso, pois sei que ela entregaria algo com sentimento, mesmo sendo músicas regravadas com sua voz. De todas as três, só conhecia uma, Tempo, dela mesmo, gravada há mais de 10 anos. Imaginei que uma regravação dela no momento atual seria realmente válida, até porque em uma live rápida no Instagram ela cantou, não conseguiu conter a emoção e chorou. Já Piloto Automático eu já tinha ouvido o refrão por algumas vezes na minha vida e, não sei por que, me lembrou uma canção que fazia parte da trilha de Verdades Secretas. Lua Cheia, outra regravação, não conhecia de jeito nenhum e, pasme, foi a que mais me tocou.
Quando deu um pouco depois de 00h, dispensei uma chamada de vídeo e fui conferir o EP no Spotify, respeitando a sequência, pois ela disse que faria mais sentido se fossem ouvidas dessa forma.
A primeira, Piloto Automático, ficou perfeita na voz dela. A tranquilidade e o conforto que ela passa ao cantar me fez ficar relaxado, mas, realmente, me deu um gatilho. Digo que o refrão é um tapa da minha cara e que, sério, quando eu for fazer o contrário, pensarei nesse refrão.
A segunda, Lua Cheia, já me levou pra um outro mundo e, ali mesmo, sem forçar nada, percebi que já estava chorando. Foi um choro de "o que eu faço aqui?", "por que não faço isso?", "por quê?"... Por alguns momentos fechei os olhos e veio tantas imagens na minha cabeça, tanta vontade de retornar no tempo e tornar aquele abraço demorado mais demorado ainda...
A terceira, Tempo, me deu um tranquilizada e lembrei de tudo que já passei e o que estamos passando. A motivação que ela nos dá ao dizer "isso vai passar também" é confortante demais. É um forma de dizer que vai passar e que você vai aproveitar mais, dar mais valor e continuar da forma que achar que seja certo sem se prejudicar.
Além das músicas nas plataformas digitais, mais tarde, às 11h, sairiam os clipes no YouTube. Imagina, se só ouvir Lua Cheia já me fez chorar, ver a Sandy se emocionando e chorando foi o pior que eu pude ver hoje. Muito melhor do que ouvir foi ver ela sendo retratada.
Até agora estou impressionado com tudo isso e, mais cedo, ao dormir no horário do almoço, tive um sonho que não teve fim. Nele, recebia um bolo de aniversário atrasado e com ele havia um cartão. Eu já sabia quem estaria me mandando, mas, ao encontrar o cartão, despertei sem abrir os olhos. Juro que forcei demais pra que o sonho fosse continuado, mas não deu.
Até agora estou com esse sonho no meu coração e, poxa, queria tanto a continuação. 😢💔