terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

ACHO QUE UM RESUMO

Me senti tão inspirado a escrever aqui. E eu sei o motivo. 🙂

No mês passado, comprei a autobiografia da Bruna Surfistinha, que chegou autografada de uma forma bem pessoal. Na verdade, eu já esperava por isso, afinal, eu e a Raquel (nome verdadeiro da Bruna) já conversamos desde a época que ela ainda era GP. A nossa "amizade" (entre aspas porque não somos tão amigos assim) começou naquela época, tempo de MSN, Orkut e tudo mais, até que ela fosse confirmada pessoalmente. Sim, eu já encontrei com ela em Teresina e contei toda essa saga aqui. Com o tempo, fomos nos atualizando e nos seguindo nas redes sociais atuais e estamos aí até hoje. ~ Na verdade, ela deixou de me seguir em algumas, mas nunca me importei com isso. 🤫 O importante mesmo, pra mim, é me dar um pouquinho de atenção e, não nos falamos todos os dias, pelo menos temos um pouco de respostas um do outro.


Então, o livro está me causando muita nostalgia e me inspirou a vir aqui. Nele é contado fatos que eu não sabia e que adorei saber. A Raquel tem a mesma atenção aos detalhes que tenho, por mais que ela tenha contado fatos do começo dos anos 2000. Um dos capítulos que eu estava ansioso pra ler era sobre o surgimento do blog, as avaliações... Poucas pessoas sabem que me inspirei na Raquel pra começar nesse mundo da blogosfera também. Continuo sendo raiz, mas tudo bem. Adoro quando recebo comentários, mesmo que anônimos e, o principal, amo ler posts que fiz no passado. Eu revivo meus momento com todos os detalhes que descrevi. Eu amo essa sensação! 🤩

Falta mais ou menos 30% das páginas pra eu concluir a leitura e já sinto aquela dor no coração por saber que está acabando. Faz parte! Estou pensando, inclusive, em falar um pouco do que achei dele em um post futuro. Eu tenho certeza que vou me empolgar quando começar a digitar. Não prometo, mas pretendo, certo?

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Nem sei muito o que falar do mês de janeiro. Aff, como demorou! Por mais que eu não tivesse nenhum planejamento pro mês seguinte, o que mais me motivava pra que desejasse que ele terminasse seria o salário do próximo mês. Eu amo dinheiro na conta, eu fico tão feliz por receber algo que é fruto do meu trabalho... Não sei se todas as pessoas têm essa sensação, mas eu tenho. Nesses momentos me sinto tão útil.

Prometi a mim mesmo que pelo menos uma vez por mês nesse ano iria a Teresina. Em janeiro, fui. Foi maravilhoso ficar isolado com uma pessoa que estou conhecendo e gostando. Eu digo que estou fazendo um "test drive" antes do quinto encontro. Coisa minha mesmo, pois a ultima vez que tive algo parecido foi no começo de 2013 a 2015... Sei que o Anderson de 23 não é mais o Anderson de 31, chegando nos 32. Vou tentar me permitir, mas tendo toda a paciência do mundo. No momento, nosso encontro está sendo 2/5, faltam três ainda, então acho que dá tempo de ter uma certeza.

Fora isso, larguei a intensidade que vivia vendo séries. Continuo vendo, mas sem aquela pressão e curiosidade de ver um episódio atrás do outro. American Horror Story como assisto em tempo real, sou obrigado a aguardar outro episódio na semana seguinte, já que é um por semana até terminar. Da mesma forma funciona o spin off, American Horror Stories, que teve uma enxurrada de críticas, mas eu amei do mesmo jeito, afinal, Funn is fan, né? 😉 E continuo vendo com toda calma do mundo 9-1-1, que, para minha alegria, foi renovada mais uma vez.

Ainda em janeiro, o BBB começou e, claro, já fiquei ligado. Eu amo um reality e nunca escondi isso, porém, dessa vez, não tenho com quem comentar, deixando apenas tweets soltos usando as hashtags... E é exatamente isso que eu queria falar desde a hora que liguei esse computador e loguei aqui.

Por que não tenho mais ninguém pra comentar?

Porque simplesmente esse ano resolvi tentar conhecer um outro lado meu. Falei posts atrás que me afastei de algumas pessoas e na verdade foi isso mesmo. Pra essas pessoas que eu comentava sobre BBB, dava a minha opinião que por vezes não eram aceitas, e tudo bem, pois é normal. Mas o ar forte e sério das críticas, apelidos e o não uso da empatia que me machucavam. Eu sei que são pessoas ali trancadas naquela casa durante 3 meses, mas a gente acaba se identificando com suas atitudes, certo? Nessa edição mesmo eu já me peguei sendo como algumas pessoas dali. De cada um tiro uma característica minha, avalio, me coloco no lugar da outra pessoa, e é isso. Penso que eles podem ser os nossos espelhos e deles podemos quebrar certas concepções de nós mesmos. Não sei se é errado falar isso, mas a gente aprende muito com atitudes de outras pessoas. Por conta disso, pra evitar que eu fique com a saúde mental mais abalada ainda e, possivelmente perder uma amizade por discursão besta, em prol da paz, decidi me afastar. Volto a repetir que posso futuramente me arrepender, que é bem provável e normal, e eu vou encarar de boa, assim espero.

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Fevereiro começou há 15 dias e nem sei por onde começar. Então, já sabia que esse mês seria bem intenso e hoje, terminou essa bendita intensidade. Em meu trabalho, graças a Deus, consegui dar conta de tudo. Hoje foi o último dia de rematrícula dos alunos e tive que encarar os brasileiros que deixam tudo pra cima da hora. Tentei evitar que isso acontecesse por um jogo que sempre faço, mas sempre tem aquele que não fica tão ligado assim e vem com tudo. Faz parte! O importante é que dei conta e estou aqui bem, sem derramar sequer um gota de lágrima, como nos anos passados. Aprendi a ligar mesmo o f***-se. Não fez? Falou! O que me deixa fora do sério é ter que me responsabilizar por erros alheios, que é algo que pretendo resolver da forma mais branda possível até o final da semana que vem. Um erro uma vez, duas vezes, tudo bem, errar é humano, mas persistir no erro eu já acho burrice ou falta de profissionalismo. Dizer uma coisa e fazer outra é algo que me irrita desde quando me entendi nesse mundo, afinal, sempre fui iludido em ganhar presente caso passasse de ano na escola, com promessas de dinheiro e tudo mais... Acabei ficando com esse alerta dentro de mim que quando transborda dá vontade de mandar a pessoa ir lá pra aquele lugar. 😠

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No final de semana, pretendo ir pra Teresina. Estou ansioso e tenho que aproveitar esses últimos dias que o Dalton vai estar por lá. No futuro, minhas viagens poderão ser do MA pro CE, com uma pausa apenas no PI pra pegar o ônibus ou quem sabe até avião... Pelo bem de todos, vai dar tudo certo em nome de Jesus!

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Ufff! Digitei tanto que nem vi, mas estou me sentindo leve, mesmo achando que quem for ler isso não vai agregar em nada - rs. Mesmo assim, se leu até aqui, ficarei feliz em ler seu comentário. Que os próximos dias sejam bons a ponto de voltar aqui e continuar minha assiduidade de antes.

Até qualquer hora! 😁

sábado, 1 de janeiro de 2022

2O22

Sobrevivi a mais um ano... ✌🏻

Juro que não saberia o que seria de mim em 2O21. Que ano, hein? Foi um ano que tinha tudo pra começar bem, mas que agora me tirou todas as esperanças pra começar esse 2O22. Eu sempre vou culpar esse vírus por todo esse atraso da minha vida, ou melhor, das nossas vidas, em contrapartida também reconheço que ele foi um ano de provas, de amor e de caridade. É louco ter que reclamar de um ano com desgraças que trouxe no fundo um pouco de empatia e amor também.

Hoje vem aquela sensação de começar tudo de novo: trabalho, solidão e, com certeza, muuuuuuitas mudanças. As mudanças não serão necessariamente comigo, só que me afetará de alguma forma... Não posso ser possessivo, tampouco egoísta numa hora dessas. Eu sei que isso vai ser pro meu crescimento também, vai ser um empurrão pra mais uma vez acordar pra vida, saber que sou eu e eu  e que sempre será. Tenho medo, mas tenho que encarar com medo mesmo. Já passei dos trinta pra ter medos bestas. Tenho que parar de ser totalmente dependente. É louco isso, é muito louco.

No segundo semestre de 2O21 me afastei de pessoas próximas que estavam me fazendo mal mesmo sem perceberem. Às vezes escutava dessas pessoas algo absurdo, não só falando dos outros, mas de mim pra mim mesmo. Pessoas que pregam a empatia, a boa aparência e até a religião (!), mas vão lá e falam coisas que não devem, ou pelo menos que deveriam ser resguardadas. Isso está apontado a mim também, claro, não quero e nem sou hipócrita, reconheço quando falo demais também.

Ao contrário disso, conheci uma pessoa que me inspirava, que me provava que posso ser o que eu quiser ser e posso fazer o que eu quiser fazer, inclusive coisas diferentes a cada dia. Essa amizade foi uma provação a mim mesmo onde pude analisar e assumir uns erros que me foram apontados. Eu serei eternamente grato e que agora, quando estiver bem longe de mim (infelizmente), ainda estará no meu pensamento sendo lembrada com carinho.

Não sei o que esperar desse novo ano. Nos últimos dias conheci uma pessoa maravilhosa que me deu até um frio na barriga e um "calma, Anderson, vai vivendo isso primeiro"... E vou continuar vivendo isso tentando não mais errar com base nos erros passados, afinal, quero ser feliz também à minha maneira, né!?

Que 2O22 seja um ano, mais uma vez, de ensinamentos, de saúde e, principalmente, de saúde mental. Que todos possam se abraçar, se apontar com palavras bonitas e incentivadoras. E paz! O mundo precisa de paz, de que cada um cuide de si em primeiro lugar.

Sobrevivi! Obrigado, Deus! Que bom que nunca sou abandonado por Ti.

Até e até! 🙂

domingo, 12 de dezembro de 2021

NÃO EXISTO

É diário, é caderno preto, é um rascunho qualquer, é instagram privado... Hoje resolvi voltar a escrever aqui. Como sempre, as minhas vindas pra cá não têm sido de alegria.

Pode ser que alguma vez eu já tenha dito isso aqui, que peço sempre pro final de semana chegar, mas quando ele chega... A minha cabeça fica pensando em mil coisas, em mil planos e no fim eu vejo que não sou nada do que penso que sou. Mil ideias na minha cabeça, só que a pressão que me faço pra ela sair de dentro de mim é bem maior.

Hoje, como em quase todos os finais de semanas dos últimos anos, tenho uma tal de crise existencial. Na verdade, nem sei se é assim que se chama, vou até pesquisar aqui sobre. Pronto, pesquisei, e é isso mesmo. Acabei de ler que isso é bem normal entre os adultos, porém é normal que isso fique martelando por muito tempo?

Como em quase todos os dias, hoje pensei que não tenho propósito algum aqui na Terra, sério mesmo. Eu, definitivamente, sou sozinho. E quando não estou sozinho não sei como lidar. Em todos os dias que saio percebo algo que me faz ter certeza que minha presença ali está sendo só pra "preencher tabela". Ninguém se importa, ninguém me conta nada e no momento em que eu quero e até falo alguma coisa, me dá uma angustia tão grande que gaguejo, que as ideias não se encontram ou até mesmo falo algo que sai errado ou mal interpretado. Nunca imaginei passar por isso.

Quem não era eu, hein!? Aquele que todos faziam questão de conversar, de compartilhar as ideias, que sempre era escolhido como líder ou que queriam sempre minha opinião sobre algo. É estranho tudo mudar, muito estranho mesmo. Nunca imaginei que no meio de algum lugar a minha cabeça soasse um "o que eu tô fazendo aqui?". Parece que as pessoas têm pena de mim, sabe, e isso me dói tanto porque as coisas quando são pra mim parecem forçadas. Ninguém faz mais questão da minha presença ou de me falar algo, repito. Tudo, até mesmo na minha frente, é segredo. É tão constrangedor!

Antes da pandemia as coisas estavam dando errado, mas depois dela tudo desandou. Penso que o surto veio, mas só no meu interior. Eu não sei mais conversar com as pessoas, não sei mais chegar nelas como antes eu chegava e tudo é motivo de ter medo. Diariamente sinto medo de ver uma pessoa. Por isso, quando saio na rua, é olhando pro chão, é evitando ver os carros e imaginando mil coisas. Festas? Jamais vou! O medo de encontrar alguém que, mesmo sem fazer nada, possa me machucar, é bem grande. E é sofrer com isso até ter uma cura de verdade, porque o tempo nem é mais esse remédio que eu imaginei que fosse.

Não sei por que estou vivo, não sei o que faço por aqui ainda... Fico louco pensando se é melhor perdoar o passado e dar uma nova chance a ele, se enfrento o presente e digo tudo que me aflige de uma vez ou se me permito pro futuro - o que está sendo quase impossível de acontecer.

Cansei de ter que tentar responder os porquês das pessoas, sendo que a vida é minha e que mesmo elas querendo tentar me ajudar, a decisão no final vai ser mesmo minha.

Eu continuo com minhas crises escondidas de choro - inclusive agora mesmo enquanto digito isso aqui - e não tenho mais ninguém pra poder contar o que se passa comigo. Já pensei tantas vezes em desistir, tanto mesmo, só me falta um pouco mais de coragem e um empurrão.

Não sei se as coisas melhorarão nos próximos dias, e eu nem tenho mais esperança de que melhore. Como sempre, vou deixar acontecer.

😥💔