quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"EROS ORTOGRAFICO: COMO LHE DÁ?"

Aposto que o título deste post já causou certa inquietude ao leitor, porém tenho certeza que somente àqueles que realmente sabem escrever.

Eu mesmo fico inquieto ao ver erros considerados "bestas" por toda essa internet. Tudo bem que hoje em dia, pela correria da vida e pela facilidade e praticidade das mensagens de texto, as pessoas acabam abreviando palavras para torná-las rápidas ao enviar e ao receber. Quem não gosta de ganhar tempo, não é mesmo!? 

Também, por conta disso, a palavra mais falada do mundo é "O.K.". Eu tenho certeza que pelo menos uma vez por dia você diz esta palavra, que, além de poupar alguns caracteres, define, autoriza ou, como da forma mais usada, confirma algo.

Abrangendo somente à minha cidade, o que mais me deixa revoltado quanto a isso é que as pessoas – sem generalizar, claro! – ultimamente se espelham mais a portais, páginas do Facebook, piadinhas e correntes que circulam por WhatsApp  da localidade; estes criados e administrados por eles mesmos, contendo do erro mais fútil ao erro mais grave, ligando somente ao entendimento do leitor e não a interpretação.

As pessoas estão abandonando a cada dia os livros, as revistas e os jornais, sempre se atentando à praticidade que está na palma de suas mãos todos os dias. Sendo que por este meio também podemos conseguir tudo isso.

Eu, modéstia à parte, já cansei de informar ou até consertar erros de amigos que vejo pela internet. Quem realmente é meu amigo entende, mas tem outros que se não ficam com vergonha, se zangam ou até pedem a minha opinião mais tarde. Acabo da melhor forma possível ensinando uma simples regrinha.

Não estou aqui para dizer que eu sei escrever certinho, que eu não erro, pelo contrário, todos nós estamos alheios a erros e erros são suscetíveis ao conserto e a aprendizagem. Sabe aquela frase “é errando que se aprende”? Isso vai da cabeça de cada um.

Por esses dias tenho observado muitos erros, principalmente de um portal super conhecido na cidade. São erros que posso considerar simples, mas que fazem toda a diferença. Quando criança, aprendemos sobre “x”, então, simples palavras não podem ser escritas com “ch”. Por exemplo, a cor roxa é com “x”, com “ch” vira pedra: rocha.

Confesso que demorei um pouco para aprender os “porquês”, a diferença do “estar” para o “está”, do “dar” para o “dá”, do “conserto” para o “concerto” e assim vai... Mas sabe onde que eu aprendi? Internet! Sim, eu não liguei muito para isso quando estava na escola; não liguei muito para o que os professores estavam falando na frente, mas nem por isso me tornei um aluno, um profissional e até uma pessoa ruim – ou “burra”. Volto a repetir o que mencionei acima: Isso vai da cabeça de cada um.

O que me deixa envergonhado é quando pessoas de fora me perguntam sobre os erros cometidos nestes portais, páginas... pois, querendo ou não, acabam generalizando a nossa pequena cidade, como se todos escrevessem da mesma forma. Infelizmente não posso consertar ou pagar por erros cometidos.

Hoje admito se errei ou se erro e sempre na dúvida não tenho vergonha de me recorrer ao próprio professor de português no qual me tornei amigo. Obrigado, inclusive, professor Francisco Lima! Sou grato pelo estímulo a leitura sem pressão e por me ajudar sempre quando estou na dúvida.

Até! 😉

Título deste post: "Erros Ortográficos: Como Lidar?"

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CARTA PRA VOCÊ! #4

Caro amigo J...,

Estava sem sono e com uma vontade enorme de escrever algo ou de ir pro blog, mas “escrever o quê?”, pensei. Foi quando estava passando as publicações do Facebook e vi que você estava precisando, mesmo que opcional, de memórias que nós temos de ti. Foi aí que deu vontade de ligar o computador e começar a digitar isso aqui...

Engraçado que a internet tem mesmo o poder de aproximar pessoas e mostrar o quão importante ela pode se tornar na nossa vida. E foi isso que aconteceu. Fiquei pensando aqui: O que seria de mim sem ela? O que seria de mim sem Twitter? O que seria de mim sem o nosso grupo? O que seria de mim se não existisse tu em Penedo? Acho que posso responder: Eu seria mais solitário ainda; Não teria três gerações de Windows Phone; Não teria te conhecido e... Não teria ido aí pra poder te conhecer pessoalmente.

Querendo ou não tu me trouxe uma carga de confiança quanto aos aparelhos que pude usar, quanto o desejo enorme de poder me aventurar junto de amigos – após convencê-los bastante – em ir conhecer Alagoas e poder vivenciar o que vivenciei em apenas algumas horas de somente um dia.

Posso não ter muitas memórias contigo por não conviver, por não estar aí perto, mas em apenas poucas horas de um dia guardei várias que, pode ter certeza, jamais esquecerei, embora sejamos de estados e culturas diferentes. A receptividade, o cuidado em dar informações, o humor de um verdadeiro nordestino, a inteligência, a segurança no que falava e, principalmente, o se manter igual ao que era no virtual foram essenciais para guardar na minha memória.

Espero que tudo isso tenha sido importante e especial pra ti também. 😢

Muito obrigado e parabéns por ser assim. De verdade!

Desejo sucesso, amigos e açaí pra vida toda.

Espero ter ajudado.

Um abraço!

A. Funnie
James Dantas

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O DIA EM QUE COELHO NETO TREMEU

Me sinto na obrigação de registrar o ocorrido de hoje.

Nem sei por onde começar...

Hoje pela manhã estava trabalhando normal na sala da minha chefe, pois precisava de muita concentração para fazer algo e resolvi ir pra lá. Tudo estava tranquilo, o silêncio pairava por ali, já que a sala dela é bem distante das demais. Eu estava em uma cadeira giratória de rodinhas, daquelas que consigo até apoiar o pé em cima das rodas. O celular estava do meu lado quando vi uma notificação de mensagem do whatsapp. Curioso, peguei o celular para desbloquear enquanto baixava a cabeça pra olhar. E foi nesse momento que... Deu um pequeno tremor. Só que na hora achei que fosse eu com alguma tontura de fome, sei lá... Mas foi aí que lembrei rápido que havia tomado café da manhã. Pensei em gritar a minha amiga, a Jessica, que estava no setor mais próximo; de fazer uma brincadeira dizendo que achava que eu tava dando a "grengrenha", mas acabei não fazendo isso achando que ela estava atendendo alguém no momento.

Fechei a porta da sala e fiquei dentro como se nada tivesse acontecido e fui fazer uma ligação do telefone fixo. Em atendimento no telefone fixo, o celular do trabalho toca do meu lado e fui correndo deixar pra Jessica atender. Era a mãe da minha chefe. Não fazia ideia do que elas estavam conversando, ainda mais porque eu tava em uma ligação também.

Quando terminamos a ligação, Jessica abre a porta e me pergunta: - Tu sentiu o tremor?. "Tremor?", perguntei. E ela foi contando a história, avisando que a mãe da minha chefe havia ligado avisando que tinha acabado de acontecer um tremor na cidade e que muitas pessoas sentiram. Inclusive, a equipe que trabalha com ela estava fora do estabelecimento, com medo.

Foi aí que a ficha caiu e comecei a tremer. Aquilo tudo era surreal! Lembrei e revivi aquela sensação e tentei detalhar para quem me perguntasse como "uma pequena vibração de um celular gigante dentro da terra". Jessica disse que também sentiu, mas achou que fosse o vento do ventilador mexendo as coisas ou uma placa que estava atrás dela na parede, sei lá... E fomos juntando as peças, quando a internet começou a explodir sobre.

Foi aí que descobri que tremeu em Teresina - bem pior do que aqui - e em São Luis. Inclusive, "Teresina", "São Luís" e, pasme, "THErremoto" viraram os assuntos mais comentados do Twitter na manhã e tarde de hoje - rs. Eu nunca senti tanto orgulho disso, de verdade - rs.
O fato é que 2017 já começou com boas vibrações, literalmente.