quinta-feira, 20 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #7

(...)

Nem consigo acreditar que já estou digitando o #7 desse post, e olha que nem cheguei em Gyn (Goiânia) ainda. Portanto, nesses próximos eu vou tentar ser o mais breve possível, o que não consigo ser, pois me alimento dos detalhes.

Então... Ainda no avião, tudo clareou e eu fui vendo Brasília de cima. Os prédios, as plantações, as piscinas das casas dos ricos e muitas outras coisas. A menina que estava do meu lado alongava o pescoço para poder ver o que se passava através da janela, pois eu não conseguia desgrudar da mesma.

Achando que o pouso seria outro desafio, quebrei a cara. O pouso é super de boa e não dá nada de frio na barriga. Um detalhe que gostei muito é que, antes de pousar, ainda no ar, o avião cai pros lados, que dá aquela sensação de que o avião esta caindo. Que coisa mais gostosa! São os 90º mais deliciosos da minha vida - rs.

A aeronave parou em solo e veio aquele túnel (não sei como chama essas coisas, meu povo!) em direção à porta. E eu observando tudo. As pessoas começavam a tirar os cintos, e outras já buscavam as mochilas colocadas logo acima do assento.

Sai da aeronave, passei pelo corredor do túnel e caminhei muito naquele aeroporto de Brasília. São vários portões e uma estrutura bem organizada e cheio de placas, que não tem como algo dar errado ali. Naquele momento, queria mesmo era me esticar e andar pra lá e pra cá, ainda cheio de coisas. A temperatura, não sei se por ser muito cedo, estava muito fria, e eu comecei a me incomodar com aquilo. Usei a jaqueta e coloquei Mr. Job no bolso, afim de que também pudesse se aquecer.

Sentei em um lugar onde a minha vista ficaria bem panorâmica, podendo ver as aeronaves tanto pousando, quanto decolando. Que massa!!!


Ficamos ali por muito tempo, o frio estava começando a doer, quando resolvi andar mais um pouquinho e procurar meu portão de desembarque, ficando bem próximo de lá, imaginando que mais tarde poderia estar lotado.

O meu portão era o de número 30, e eu já estava nele, junto de outras pessoas. Algumas pessoas acho que estravam o fato de eu estar totalmente "empacotado", mas só eu sabia o frio que sentia naquele momento.

Querendo logo que as horas passassem, peguei os fones de ouvido e liguei algumas músicas que, talvez, pudessem até me esquentar.


Quem me conhece sabe que essa cara da foto acima é quando tenho medo do desconhecido.

Quase próximo do horário do voo para Gyn, observei que as pessoas se olhavam estranhamente, como se algo estivesse acontecendo ali. E estava. Discretamente, tirei os fones de ouvido, deixei pendurados no pescoço (como na foto acima) e escultei no alto falante as informações de que meu voo tinha mudado de portão: do 30 para o 16. Isso mesmo, DE-ZE-SEIS!!! (separei as sílabas corretamente? - rs) Lá foi eu, caminhar muito pra poder encontrar esse bendito portão, do outro lado do aeroporto, praticamente. O bom é que fiz a festa nas esteiras que tinha por lá. Confesso que era isso mesmo que eu queria - rs. Acabei pegando umas três, quatro, esteiras, quando pensei que já tava bom, encerrei mentalmente a brincadeira.

O portão 16 era bem apertado, quase não tinha onde sentar. Como já estava quase na hora, fiquei bem no começo da fila, enquanto outras pessoas perguntavam se era ali mesmo o portão de embarque para o voo de Gyn.

Obs.: No começo do post eu disse que seria breve, mas não consigo. --'

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #6


O avião saiu do lugar. Percorremos um caminho devagarzinho até que as turbinas foram ligadas. Olhei para meu lado direito onde a menina estava e ela estava com as mãos dadas, entre as pernas e com a cabeça baixa, como se pensasse: "Seja o que Deus quiser!" - rs.

A sensação de voar é tão boa, mas tão boa, que se eu soubesse que seria assim, já teria juntado dinheiro e comprado um jatinho só pra mim - rs.

Brincadeiras a parte, é como voar mesmo, sem sentir os pés no chão. Não sei bem como explicar isso, mas a sensação é a melhor possível - tirando frios na barriga surpresa - rs. Você vê que tudo está cada vez ficando menor e que a cidade acaba virando maquete de luzes acessas. Aqueles pontos de luz em movimentos dos carros e os parados de poste, lhe dão uma gratidão imensa por estar vivo e ver tudo aquilo.


A minha ansiedade, após já ter saído do chão, claro, era que o dia amanhecesse logo, pra eu ver como seria tudo no claro.

Na foto acima, estava amanhecendo ainda. O degradê no céu é maravilhoso, são cores que se transforam em outras, mas sem deixar a sua cor. O branco vai virando azul, que vai virando amarelo, que depois fica alaranjado e que dá pra ver as nuvens e, enfim, céu azul.

E assim se passaram as minhas duas horas de viagem...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #5

(...)

Ao subir a escada da porta da aeronave, pensei muitas coisas. Pensei, inclusive, em mais uma coisa que riscarei na minha lista de desejos que fiz assim que comecei a escrever aqui. Preciso voltar depois nesses arquivos para saber quais os "sonhos" que já foram realizados.

Em cima, a aeromoça (ou é comissaria de bordo?) olhou para mim e mesmo estando tudo escuro da noite, me desejou um "bom dia!" bem fingido, o que numa fração de segundos cai na real de que já havia se passado das 4h e o dia logo mais iria clarear.

Fui procurando o meu assento. Nele, ainda na poltrona do meio, apenas uma menina, jovem, tímida, morena, usando roupa de frio e com sua feição bem simpática. O que eu mais queria ali era conversar com alguém. Poder demostrar o meu medo e felicidade de estar dentro de um avião.

Ela me deu espaço para passar, já que meu assento era o da janela e, passeando com meus olhos, observei tudo que estava a cerca de mim. Inclusive, achei que estava encarando demais a aeromoça que me deu bom dia - rs.

Tudo normal, até a hora da aeronave sair do lugar. Tipo, respirei fundo e VAMOS LÁ!

Ahh, já ia esquecendo de um detalhe meio que engraçado que me aconteceu nessa hora. Após a aeromoça ter dado as informações do voo, a menina que estava do meu lado tentava apertar o cinto. Ela tentava, tentava e tentava e nada de conseguir. Acho que a bichinha estava tão "atarentada" que tinha vergonha de perguntar. Nessa hora, tentei ser um cavalheiro e falei:

- Posso colocar!?

Ela me olhou meio tímida e confirmou com a cabeça que sim.

Mostrei discretamente como se fazia e ela agradeceu. Em seguida, alguém que parecia ser avó dela, sussurrou alguma coisa em seu ouvido e deu alguns chicletes pra ela, que não guardava nos bolsos da camisa e que mexia e apertava enquanto as pessoas entravam ali, como se fosse algo que pudesse aliviar a sua tensão.

Sem querer deixar pra lá e ainda com aquela vontade enorme de conversar com alguém, puxei assunto:

- É tua primeira viagem de avião? - perguntei baixinho para que ninguém pudesse escutar, nem ela se sentir constrangida.

- Sim! - me respondeu seco e no mesmo tom que eu.

- A minha também! - retruquei na mesma hora, concluindo a frase com um sorriso amarelo, tentando deixar ela super a vontade.

Imaginei toda aquela cena de filme, de dizer pra ela que quando estiver com medo, apertasse a minha mão ou algo do tipo, mas logo apaguei esse pensamento quando lembrei que eu não tenho essa audácia toda. E mesmo assim, a mão do Mr. Job estava ali para o que der e vier, mesmo sendo de madeira.

Tentando continuar o papo, fiz uma pergunta um tanto quanto besta:

- Tu é daqui de Teresina mesmo?

- Não! - deu uma pausa para olhar pros lados, talvez com medo que sua avó visse que ela estava sendo cantada por mim - rs. - Eu sou de Brasília e estou indo pra lá, e você?

Observando o seu sotaque nessa frase um pouco mais longa no nosso pequeno diálogo, não tinha como duvidar de que ela realmente era de Brasilia.

- Sou de uma cidade pequena do Maranhão, mas também me considero daqui. Estou indo pra Goiânia, de férias do trabalho...

Fim de papo. Paramos de conversar quando, enfim, a aeronave começou a sair do lugar e seguimos toda a viagem calados.

Foi aí que respirei fundo e, mais uma vez, VAMOS LÁ!