quinta-feira, 20 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #3


Durante todos esses meses que antecederam agosto, fiquei imaginando mil coisas. Na primeira semana mesmo, após a compra das passagens, fiquei no youtube vendo vídeos das reações das pessoas em suas primeiras viagens de avião. Não sugiro que façam o mesmo que eu fiz, no caso, assistir esses vídeos, achando que acontecerá a mesma coisa. Em um desses vídeos que vi, um rapaz faz muita cara feia, fica gelado e tudo mais em meio a decolagem... Fiquei com medo demais e sentindo as dores dele cada vez que assistia.

Entrei de férias no dia 10 deste mês. Ainda nesses meses que antecederam, fiquei de comprar algumas coisas que precisaria, pra não deixar pra cima da hora. Porém, como somos brasileiros... Fiquei dois dias antes da viagem correndo atrás de algumas coisas. Na terça, 11, acordei cedo e fui na rua comprar alguns produtos de uso pessoal. Pela noite, gomei (ou engomei?) as roupas e guardei, para deixar tudo certo na minha ida à Teresina.

Na quarta, 12, me mandei cedo pra Teresina, junto de uma caixa de papelão que só Deus sabia que nela tinha todas as minhas roupas arrumadas - rs.

O meu voo estava marcado para sexta, 14, no começo do dia, melhor dizendo, da madrugada. Eu estava tenso, meio que passando mal. Quase não consegui dormir direito, imaginando tudo... Com Ítalo próximo a mim, fiz logo check-in por um aplicativo no celular.

Me joguei no colchão e dormi apenas alguns minutinhos, o que pareceu, na hora que acordei, que foram horas ali. Tomei banho, me vesti, pegamos um táxi e fomos em direção ao Aeroporto de Teresina. Eu até então não estava tão tenso nessa hora. Dalton me deixou a vontade até chegar na entrada do portão de embarque.

Do portão de embarque pra lá, era eu e eu.

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #2

(...)

E como sempre acho, Deus sabe o que faz. Ele usou esse "problema" do meu amigo não vir ao nordeste pra eu poder ir lá ver ele. Agora sim, aquele velho ditado brega faz sentido: "Se Maomé não vai até a montanha...".

E foi isso, juntei uma grana e comprei, sozinho, as passagens de avião. Como já sabia que comprando muito antecipado sairia mais barato, arrisquei ali mesmo, naquele mês de março, mas me confessando que, se por acaso não desse certo, cancelaria. Eu odeio ser um pouco pessimista, mas estou tentando trabalhar isso em mim.

Como disse, sozinho, me joguei nos sites das companhias. Lembro que todos falavam que a AZUL era a melhor, que a GOL era a pior, que a TAM era boa... mas o que eu queria mesmo saber era a que tivesse fornecendo um valor muito mais em conta. Passei alguns dias olhando assiduamente o site Decolar, onde tem o resumo de todas as companhias, o que me facilitaria muito não ficar pulando de site em site. E eis que lá encontrei uma passagem em conta, pra cinco dias, no mês de agosto. Pronto, vai ser essa mesmo! Me dou logo essa viagem de presente de aniversário - pensei. Como não poderia tirar férias do trabalho em julho, me programei pra agosto mesmo, já que é meu mês, um mês extenso e depressivo para mim.

Fui lendo tudo direitinho pra que não acontecesse nenhum erro. Depois, impressionado, me animei ao saber que poderia escolher o assento da aeronave. Juro, eu achava que quando chegasse no avião, sentaria em qualquer lugar, imaginando que lugar ali era o que não faltaria. Acabei pesquisando ainda quais os assentos que poderiam me livrar da morte - podem perceber mais uma vez o meu pessimismo entrando em jogo - e, ainda sem experiência, escolhi uns no mapa achando que era no "fundão" da aeronave, o que só depois, no dia da viagem, vi que era nas primeiras poltronas.

Após feito a compra, impresso o boleto, saquei a grana e fui pagar em um correspondente da minha cidade. Aquele comprovante de pagamento era o meu passaporte, digamos assim, para enfrentar alguns de meus medos. Deixei todas as informações do voo impressas e não parava de olhar, começando a brotar a minha ansiedade de mãos dadas com o medo. E por aí foi.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #1

Em março desse ano peguei um pouco do meu salário e algumas economias para fazer algo diferente. Eu nunca tinha feito nada de tão estranho, então me propus alguns desafios. Que tal pegar um avião e sair do nordeste? Saber como é lá fora e ver como o povo reage com os meus costumes e dialetos. O detalhe mais assustador é que não tenho parentes em outros estados, muito menos amigos que são da minha cidade e foram para fora. Daí que veio outro desafio: ficar na casa de alguém virtual.

Há algum tempo, que não lembro, mas como me bateu a curiosidade, vou tentar procurar agora... (só um minutinho!) Depois de mais de meia-hora subindo a conversa do inbox do Facebook, vi aqui que conheci um cara num grupo de Windows Phone no Facebook em janeiro de 2014. Não lembro muito bem como fomos conversar por lá, mas acho que eu (ou ele) publiquei algo e depois respondemos nos comentários. E assim, foi...

De lá pra cá, entre várias atualizações do WP e de rumores, nos entrosamos e nos tornamos melhores amigos - até então virtual. Conversávamos todo santo dia e na falta de um melhor amigo presente, ali tinha ele, no visor do meu celular.

A amizade se tornou cada vez mais forte e, vendo isso, nos ajudamos e trocamos algumas besteiras pelos correios. Como não tenho acesso às lojas físicas da (antiga) Nokia, ele comprava algumas coisas e me mandava pelos correios. A mesma coisa eu fazia da minha cidade. Tudo bem, eu não tinha o que mandar, mas sempre mandava alguma lembrancinha besta. Como exemplo disso, uma vez mandei uma latinha de coca-cola com o nome dele - rs.


Com o passar do tempo, em conversas sobre nordeste, descobri que todo final de ano a família dele aparece em Teresina em direção a Parnaíba, então o que parecia impossível, poderia se tornar bem mais fácil para mim e para ele trazermos essa amizade para o real.

Mas como eu tenho muuuuita sorte, não deu certo. No final do ano passado, a família toda dele veio para o nordeste, menos ele, que estava precisando resolver uns problemas na sua cidade. Lógico, fiquei triste, mas achei que aquilo poderia me trazer algumas vantagens mais na frente.