Às 13h, já estava pronto quando liguei pra Gabi. Por sorte, ela estava próxima da minha casa, então pedi para que ela me aguardasse enquanto eu dava uma arrumada no cabelo, escovasse os dentes e passasse perfume.
Saí e estava nublado, com um climinha meio frio, com as nuvens cinzas, quase serenando. As ruas estavam meio desertas, mas estava tudo tranquilo, como se fosse um primeiro dia de aula. A distância não era grande e com a conversa que estava tendo com a Gabi, demorou menos ainda para chegar no combinado, que era a parada central próximo a prefeitura da cidade.
Lá, estavam as turmas, divididas, claro. Os da manhã estava em grupos divididos e os da tarde também. Eu queria poder juntar todos nós, mas vejo que até eu tenho esse bloquei de querer ser amigo, por ser um pouco tímido, mas aos poucos eu vou largando isso, afinal, tenho dois anos pra me enturmar com todos da manhã.
Não demorou quase nada quando o professor Francisco José chegou em sua moto. Então, ali mesmo, começou a contar a história da Igreja Católica e tal...
Enquanto isso, preocupada, pois o ônibus que nos apanharia não tinha chegado, a professora estava com o celular grudado em seu rosto tentando localizar alguém que trabalha no RH da empresa, já que achávamos que não teria ônibus para nós. Quando eu fui conversar com a professora sobre isso, que ela começou a falar, olhamos para a esquina e lá se vem o ônibus. Ele parou, mas tinha uma mulher achando que ele iria para o seu destino normal, Pimenteiras, e isso fez mais bater a dúvida para onde ele iria. Enfim, depois de um momento um pouco tenso de indecisão, todos entraram empolgados no ônibus.
Fomos pelo mesmo sentido de Pimenteiras, mas antes da ponte, entramos em uma estrada à direita e, para a minha surpresa, enquanto o professor Francisco José estava em pé no "corredor" do ônibus falando sobre a história da cidade, saímos bem ao lado da Capela do Itapirema. Eu não sabia que tinha uma estrada por dentro que dava acesso a lá.
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Prof. Francisco José comentando sobre a história da Capela do Itapirema. |
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Com o sereno, "acampamos" no guarda-chuva da Gabi. |
Enquanto o professor comentava a história, começou a serenar gostoso, o clima se tornou propício e começamos a "acampar" nos guarda-chuvas alheios. Fomos à um lugar onde os trabalhadores, na época, ficavam. Posso dizer que era um casarão mesmo bem antigo, pois se via pelas paredes feitas de adobo (tijolo feito de barro naquela época). Visitamos algumas áreas a dentro, enquanto tudo era sendo explicado pelo guia professor Francisco José.
O professor nos mostrou o banheiro dos trabalhadores naquela época. Juro, eu fiz em meu pensamento a imagem de toda aquela sujeira, daquele estrago que o tempo fez, voltar a ser o que era antes. Seguimos entre os boxs e fomos ao fundo. Haviam cipós descendo das telhas, o que tornava o ambiente sendo tomado pela natureza. Tudo estava sendo bem fotografado pelos meus olhos.
Ao ter medo de pisar em falso nos buracos, ouvimos gritos dos que olhavam para cima. O teclado estava cheio de morcegos e a impressão que dava era que todos estavam querendo nos atacar. Estava sendo divertido desviar de todos e mais ainda os gritos das meninas, o que contradizia de ambiente assustador.
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Em foco: Gabriela e Monalyza. |
Por duas vezes, o Jamison acabou me enganado e me assustando, jogando cipó em cima de mim e gritando "cobra". Ele conseguiu e garantiu a diversão dele.
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Detalhe no Adilson querendo pular e estragar minha foto. Não conseguiu! |
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No antigo refeitório dos trabalhadores da época. |
Seguimos após, para a mata. Lá estavam pedaços de construções de casa, e era por lá onde os portugueses (eu acho) trabalhavam próximo de um riacho. Pelo que eu entendi, os portugueses tinham que ir e voltar, por conta do trabalho árduo que faziam.
Foi tudo muito rápido e já saímos da mata. O cheiro de mato estava deixando o ambiente mais real do que já era. Achando que já íamos para outro local, sugeri ao professor que fossemos para próximo da Capela do Itapirema. A maioria que estava dentro do ônibus tiveram que voltar. Lá foi o ponto turístico do nosso tour. Tirei várias fotos por lá.
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Jamison tentando puxar a torre da Capela. Não conseguiu! |
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Antes de entrar no caminho que dá acesso a Capela, com Gabi. |
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Reinaldo tentando abrir a porta principal da Capela. Engraçado! |
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Ao lado da Capela, minha foto preferida. |
Saímos de lá e, passando pela cidade, fomos à Igreja (de) São Raimundo. Desde que nasci, moro aqui, mas nunca tinha subido as escadas dela. Foi legal estar lá em cima, escutando mesmo que de longe um pouco da história da Igreja e algumas lendas, que só tinha ouvido falar sobre, mas nunca tinha escutado a história.
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Igreja (de) São Raimundo. |
Achei que fossemos para o morro da Visão, onde já estava imaginando o vento frio e forte do alto. Ver o rio lá de cima é muito massa, mas não deu. Não sei por que, mas acabou ali mesmo. Foi triste, mas...
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Voltando para a parada central, no fundão, Gabi e Marcelão. |
No mais, foi super divertido dar esse passeio por algum ponto da cidade. Estar com gente legal, em um clima agradável, sempre marca.
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