quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ANTES QUE O MÊS ACABE

O mês acabando e à tarde lembrei que esse ano ainda não apareci por aqui. Só fui me tocar disso porque tive que recorrer a esse blog pra pegar algumas informações do passado necessárias pra algo que estou fazendo aqui no presente. Foi incrível passar horas lendo uns posts e fazendo anotações, eu viajo em tudo que escrevo. Me senti como se tivesse investigando um caso, e realmente foi um caso, mas um caso meu. 😁

Hoje também pude ter certeza que registrar minha vida realmente é bem útil pro futuro. Tive que revisitar posts de 2015 pra cá e como foi bom revisitá-los. No final, tudo deu certo. Consegui o que eu queria, embora não estivesse literalmente escrito. Parágrafos me abriram parênteses que eu pude lembrar até de coisas além.

Eu jurava que tinha aparecido esse ano aqui, mas, nessa “pesquisa”, quando fui ver, o último post foi no comecinho de dezembro. Logo lembrei que os registros seguem em um outro blog que criei, anônimo, claro. Agora me sinto mais livre de escrever lá do que aqui. Aqui já acho visado demais e penso que podem me trazer lembranças e pessoas que não quero mais. 👋🏻

Confesso que estou aqui pra apenas deixar registrado algo no mês de janeiro antes que ele acabe. Não posso e nem quero deixar de registrar mais. A minha frequência de posts vem diminuindo a cada ano, mas, como expliquei, registro em outro blog e nos diários físicos também. Inclusive, nesse ano eu comprei o diário em janeiro, já que nos anos passados eu só comprava lá pra março... Fiz uns registros já meio pesados por lá, nada que possa contar aqui. O motivo desses registros já será exposto na terapia, que ontem já consegui pra começar amanhã. Sinto que esse ano é ano de mudança, então tenho que estar bem para o que vier. Deus no controle sempre. 🤞🏻🙌🏻

* * *

Pra que não fique um post vago, já que ainda é janeiro, posso contar como foi o meu final de 2025 e início de 2026, né? Como sempre, há muitos anos, não passo aqui em Coelho Neto, sempre vou pra serra, no Ceará. Já me sinto um cearense de tanto ir – rs. Me sinto mais livre lá. O clima, as pessoas, as opções de comida, a vida em uma cidade talvez menor que aqui, mas que tem muita coisa. Acho que minha bateria mental quando estou lá é bem carregada. 😎

Nesse ano passei separado dos meninos, Pedro e Dalton, assim como no Natal. A véspera Natal passei na casa do B. com a família dele, e comemos e jogamos muito!!! Foi muito divertido. Cedo da noite, fomos à igreja, embora não seja um ambiente que eu goste tanto. Pedro havia ido pro Pará passar com a família dele e Dalton ficou em Tianguá mesmo, com sua família também. Todos separados pela primeira vez em anos.

A véspera de ano novo também foi diferente. Eles passaram em Tianguá mesmo, de forma simples, como sempre ficávamos, e eu fui pra Sobral com o B.. Tenho me permitido a muitas coisas, então, mesmo ainda meio tímido, desenrolo qualquer coisa. A passagem em si de ano, estávamos em uma casa podre de chique, em uma mesa redonda, com jogos e comida à vontade pra todos nós. Éramos cinco: uma amiga do B. solteira, um casal de amigos do B. – onde ela estava grávida, B. e eu. Confesso que no começo me senti intimidado, pois eu estava na casa de um cara que tinha mais de um milhão de inscritos no YouTube. 😯 Como eu soube? Logo na sala da casa dele, que depois descobri que era alugada, tinha uma placa de, acho, 500 mil ao lado dessa de 1 milhão de inscritos. Eu fiquei chocado quando vi e, claro, disfarcei até conseguir ler o nome do canal na placa e depois, ainda discretamente, ter pesquisado no Google. Não encontrei nada.

Demorou uns 30 minutos pra eu realmente conhecer esse “famoso” pessoalmente e, nesse tempo, narrava tudo pras meninas que trabalham comigo em nosso grupo de WhatsApp – rs.

A mulher dele já havia avisado que ele demora muito pra tomar banho, pra se arrumar e tudo mais. Isso me fez já me sentir mais baixo do que nem sei o quê. Enquanto isso, ainda discretamente, observava toda a casa tentando saber quem realmente ele era. Mentalmente, às vezes, dava um check no meu cabelo, barba, roupa e forma de agir. Que besteira, né.

Enfim, escutei os passos da escada e ele desceu. Obviamente não direi quem ele é, mas posso dar suas características: mediano, sem barba, de óculos, usava camisa de marca preta e calção jeans com uma chinela de dedo. Um homem de 30 e pouquinhos anos SIM-PLES. Tinha um jeito meio tímido, mas que logo passava. A minha primeira impressão foi que ele parecia um estudante de medicina. Na mosca! Acertei! Mais tarde ele me contou que era médico e alguns casos que já vivenciou nessa jornada acadêmica. Inclusive, disse pra ele isso, que quando o vi já imaginei que seria médico, e ele sorriu gostando do elogio.

B. colocou as músicas de seu celular pra tocar em uma caixinha JBL, conversamos, petiscamos, jogamos vários jogos e, justamente, os jogos que fizeram a gente começar a conversar. Pra mim, na verdade, foi a comida, pois eu nem tinha almoçado direito. Como a comida estava demorando pra ser liberada pra nos servirmos, tive que falar que estava morrendo de fome e todos chamaram a atenção do pobre do B. por isso, tadinho – rs.

Quando deu 00h, fomos pra varanda da casa na intenção de vermos pelo menos alguns fogos de longe. B. estourou a champanhe e colocou em nossas taças – só um dedinho na minha porque ele sabe que eu não gosto muito –, brindamos, bebemos um gole, nos abraçamos enquanto desejamos coisas boas e depois continuamos jogando como se nada tivesse acontecido. HAHAHA O rolê ali era de +30, então não é de se esperar muito – rs.

Voltamos pra casa um pouco mais de 3h. Foi muito divertido. Tão divertido que nem lembramos de tirar foto. A única foto que posso mostrar é essa aqui, quando eu estava indo pra casa deles levando os jogos:

Acho que já registrei mais do que eu devia, então, por aqui, mesmo 29 dias atrasado, FELIZ ANO NOVO!!! Que ele seja cheio de saúde, bênçãos e amor. 🩷