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domingo, 17 de maio de 2026

RECOMEÇOS TAMBÉM DÃO MEDO

Mais uma vez começando um post suspirando. Dessa vez, o suspiro é de "será que vou dar conta de concluir esse post ainda hoje?". Contrário do post anterior, com várias pausas, este quero dar o resumo do resumo do resumo... Até porque, não sei se já comentei aqui, mas criei um blog anônimo pra chamar de meu. Chega de me sentir vigiado! Agora, por lá, escrevo sem papas na língua e tendo um registro ainda mais pessoal, mais detalhado, sem pudor (mais ou menos) e com o meu sentimento mais que profundo. Espero seguir lá e, claro, aqui. Não esqueci que prometi a mim mesmo que, neste ano, preciso fazer pelo menos um post por mês. Isso não para os outros, mas para mim mesmo no futuro. Adoro ler e ter vergonha de mim mesmo no passado, me dá uma sensação boa.

Mas, sem mais delongas, vamos lá! 😉

Então, sem muitos detalhes, na primeira semana de férias, consegui um emprego aqui na serra, em Tianguá - CE. Obviamente, me conhecendo, pra que isso acontecesse tive todo um preparo e planejamento, incluindo o psicológico. Voltei à terapia, dessa vez com uma nova profissional, pra eu me entender e, principalmente, me encorajar. E deu certo. Aliás, está dando certo. Concluí as férias e vim pra cá de vez. Foi tudo muito rápido, mas eu não podia perder essa oportunidade, oportunidade que há meses venho pedindo a Deus. Confesso que, semanas antes, após a primeira entrevista, me deu muita ansiedade. Não consegui dormir direito, mas depois eu meio que taquei um f*da-se. O que fosse pra ser, seria. E assim foi. Estava com medo, mas fui com medo mesmo.

Concluí a primeira semana na sexta. Aliás, posso dizer que hoje, domingo, mesmo sendo início de semana na teoria - afinal, no calendário, o domingo vem antes da segunda-feira. No trabalho novo, conheci algumas pessoas, organizei coisas de meses e até participei da primeira reunião mensal. Eu estava ali, do lado, literalmente, do diretor. Ele iniciou a reunião me apresentando um pouco aos colaboradores e depois preferiu que eu mesmo falasse de mim. Com duas canetas nas mãos, um caderno meio agenda que ganhei, comecei a falar de mim. Por um instante, nem percebi que era eu mesmo falando pra mais de vinte pessoas que estavam com os olhos e ouvidos voltados pra mim. Meu coração não acelerou, não tremi... Tudo foi natural. Fiquei tão à vontade que cheguei até a fazer uma piada sobre a cidade, em que todos riram. Foi muito gostoso ouvir "seja bem-vindo".

Instants

Os últimos dias da semana foram bem mais intensos, mas acredito que dei conta, mesmo pegando o bonde andando. Ao que dependeu de mim, não deixei nada acumulado. Amanhã tenho algumas coisas pra fazer, mas que bom que tem. Não gosto de ficar à toa e me sentir inútil.

Hoje, trabalhei às 5h30. Como não se trabalha aos sábados, quando necessário, temos que cumprir essas quatro horas que ficam no "banco de horas". Tranquilo! Gosto de me sentir na escala 5x2, já que a minha vida toda sempre foi 6x1 ou mais. KKKry

Pela manhã, clareando, fui um dos primeiros a chegar e já fui ajudando a organizar uma ação em uma praça daqui. Hoje pela manhã teve uma corrida, então foi uma ótima oportunidade pra se divulgar e conseguir leads. É divertido estar com eles, eles são eles e ponto final. Todos têm o seu jeito diferente, mas juntos conseguem se entender. No final, tudo deu certo, o diretor, individualmente, agradeceu a todos por terem feito aquela ação. Esse agradecimento vindo dele é muito importante, gostei de ver. 💛

Estou agora descansando um pouco. Por enquanto, ficarei aqui na casa dos meninos, mas, assim que eu estiver bem, vou procurar o meu rumo e me virar sozinho. Às vezes fico muito dependente, e isso me causa muita vergonha - por exemplo, foram eles que me deixaram na praça às 5h30 porque não consegui uber, nem mototáxi -, mas eu sei que um dia vou compensá-los por todo esse acolhimento. Eles são realmente meus amigos verdadeiros. Eles me apoiam desde quando comentei com eles sobre essa minha decisão de vir pra cá, trabalhar...

Vou dar o melhor de mim durante todo esse tempo. E eu vou conseguir o que eu realmente quero. O principal é ser feliz, claro, mas eu tenho umas conquistas (que posso chamar de sonhos) no off também.

Valeu por ler até aqui! 😗

quarta-feira, 25 de março de 2026

TALVEZ SEJA HORA DE DESLIGAR

Nós últimos dias fiquei me perguntando o porquê de não ter tido mais sonhos, já que eu sonhava todos os dias. Pra quê? 😑

Nessa madrugada, sonhei que o mundo estava acabando. Pra mim, são os piores sonhos que posso ter - além daqueles em que estou passando vexame, claro. Eu estava na porta de casa, olhando para o outro lado da rua, quando vi um caminhão rodando no ar e atingindo os pontos comerciais por trás, vindo em minha direção. Parecia que um tornado havia levantado um caminhão e jogado ali. Só tive tempo de gritar para alguém que estava do meu lado: "Olha um caminhão!!!". Aquele barulho de estrondo foi desesperador. Em seguida, uma enorme esfera metálica vinha do céu, em alta velocidade, atingindo o mesmo lado onde o caminhão havia batido. Novamente, o barulho me deixou em desespero.

Só lembro até aí, pois acho que possivelmente acordei e dormi de novo. Felizmente, ainda tenho aquilo de controlar os sonhos.

Certamente sonhei com isso por tudo que estão falando da guerra, juntando ao fato dos vídeos inéditos que vi, mesmo sem querer, da ponte que liga o MA ao TO que desabou no ano passado. As imagens pareciam ser feitas por IA, mas eram reais. E sempre vem aquele pensamento de como as famílias viram aquilo, a dor que elas sentem até hoje... isso cria um universo dentro de mim que me deixa um pouco deprimido.

Além disso, uma vidente famosa do Brasil, que tem mais de 17 milhões de seguidores só no Instagram, me impressionou muito com suas previsões assertivas. Essa semana mesmo morreu um ator muito famoso que ela havia dito que iria morrer, sem mencionar o nome dele, claro. Ela usou apenas "um ator famoso". Eu entendi o recado.

Talvez isso seja um alerta pra eu dar um tempo nessas publicações ou coisas que me impressionam. Por mais que podcasts me entretenham e façam o tempo passar, vídeos virais e feitos de IA também, ainda que interessantes, acho importante eu voltar a dar um detox. Preciso estar bem pro que está por vir.

😟

terça-feira, 9 de julho de 2024

CAOS MENTAL

Não queria que sonhos definissem o meu dia, mas hoje amanheci daquele jeito... E parece que quando vem daquele jeito, vem daquele jeito mesmo. 😵‍💫

Talvez eu preferisse que meus sonhos fosses de terror, de horror, mas é sempre com situações onde eu tenho que ter controle de algo. Não sei se já cheguei a registrar por aqui, mas os piores que tenho são aqueles onde passo vergonha, onde me atraso, onde eu sou surpreendido... Isso me faz um mal tão grande que não sei mais como definir. Eu entendendo que na vida real odeio pressão e irresponsabilidade, talvez por isso que do sonho transcende.

No dessa madrugada, tentei salvar uma artista da morte por descarga elétrica enquanto fazia um procedimento estético, mas não consegui. Em meio a gritos, procurei a caixa de energia geral, não consegui encontrar a tempo. O local era totalmente desconhecido por mim, por isso tive mais ainda essa dificuldade. No fim, a caixa estava numa parte alta da parede onde era difícil de se alcançar. Mostrei, alguém foi lá e desligou, mas acho que foi tarde demais. Isso me deixou tão mal... 😢 Eu sei que foi só um sonho, mas esse sentimento de não conseguir salvar alguém fica latejando aqui no meu coração.

Ontem, antes de dormir, resolvi “cutucar” algumas pessoas no Facebook – sim, eu também não sabia que isso ainda existia. Como estou sem Instagram, criei uma frequência no Facebook apesar de não ter mais nada lá de interessante. Queria chamar um pouco de atenção e até rir, assim como foi comigo quando o Rodarte me cutucou – rs. Cutuquei um amigo que sinto tanta falta e isso me deixou tão pra baixo, arrependido... Ultimamente falar com ele me deixa pra baixo. Não por culpa dele, mas por minha culpa mesmo. Eu me culpo tanto pelo meu jeito diferente de ser...

Esse meu amigo se permite a tudo, mas sinto que eu mesmo fiz ele se afastar de mim. Querendo ou não, não gosto das coisas que ele gosta. Ele se joga, vive, é dado, é gente boa... Já eu sou mais contido, tímido, triste e medroso. Eu sei exatamente por que sou assim, mas juro que não queria ser assim. O medo me encadeia tantas coisas... E parece que eu vou viver no mundo sozinho mesmo. É tão triste isso! 😔😔

Ele disse que vamos nos ver daqui algumas semanas e meio que sempre força (no bom sentido, é claro) algo que possamos fazer juntos, tipo ir a uma festa. Eu não gosto de festa! Eu não quero ir pra uma festa! Eu não quero estragar a noite de ninguém! Já imagino me forçando a ir e chegando lá eu ficar com a cara de c* ou até mesmo sem dar nenhuma palavra, totalmente desconfortável com o ambiente. Por que eu sou assim, Deus? Isso me maltrata tanto... Isso me deixa até sem vontade mais de viver.

😭😭😭
André de Carvalho

domingo, 27 de novembro de 2022

NÃO SEI POR QUE DESSE MEDO

Estou tão ansioso, mas ainda não consegui dar o primeiro passo... 🥺

Nos próximos dias terei que ir a São Luís so-zi-nho. Nunca viajei sozinho! Na verdade, já, sim, porém sempre tem alguém no destino me esperando. Eu não sei por que essa ansiedade, esse medo, quando eu sei que consigo e que no final vai dar tudo certo. De imaginar que já fui ao sul sozinho também, que inclusive o voo atrasou... No final, consegui! Não sei por que tenho medo das pessoas, do desconhecido até encarar de fato.

Já é uma questão de palavra e honra eu ir pra lá. Os "amigos" que tenho lá têm uma personalidade meio diferente, parece que não gostam de receber ou não ficam felizes em saber que vou... Na última vez que fui, há um pouco mais de um ano, combinei com um amigo dias antes de chegar lá. Como ele sempre fazia, inventou uma desculpa que não podia me ver e eu fiquei p da vida. Mandei um áudio falando muita coisa, sendo que hoje até me arrependo, afinal, quem criou a expectativa foi eu. Deveria ter respondido apenas com um "ok" e seguido minha vida. Esse mesmo amigo, ainda sem saber que vou, me mandou mensagem dias atrás dizendo que em um determinado rolê lembrou de mim e que sentiu saudade. Aproveitei a deixa pra falar que nos próximos dias iria pra lá e até, como não tenho vergonha na cara, perguntei se ele sabia um lugar bacana e barato que eu pudesse ficar. Nisso, ele disse que ia ver e me retornar... Até hoje espero. Esse eu não tenho fé em contar. David Abreu

Outro amigo - ainda virtual - me deu dicas de lugares com prints do Google, acredita? Esse também cag*u pra minha ida, mas eu já esperava, afinal, ele namora e eu estar perto dele deve ser um risco pra sociedade. Aff, que preguiça... Será que um dia vou entender essa insegurança dos casais quando estou próximo? Eu, hein. Oséas Andrade

Por ver seus stories na Ilha, perguntei a outro conhecido, esse da minha cidade que está lá Em São Luís, onde ele estava e se ele tem dicas de lugares pra eu ficar. Ele foi bem solicito, me mandou áudio me explicando e tudo e tal. No entanto, no final do papo, perguntando se ele poderia me ajudar, ele soltou a seguinte frase: "Sim, mas não confia no meu palpite." Oxente!!! Esse meio que estou tentando descartar, mas ainda assim sinto que ele pode me dar um suporte quando eu estiver lá. Arthur Flávio

O meu maior medo até agora é de passar fome. 🙁 Me conheço e sei que com fome eu sou a pior pessoa do mundo. Eu não abro a boca pra falar nada, aí vem todos os sentimentos ruins: mau humor, impaciência, vontade grande de chorar... 

Não parei pra arquitetar nada. Estou sem saber por onde começar. Na verdade, anotei nas notas do celular algumas coisas que preciso lembrar de levar ou fazer nessa viagem. Estou tentando maquinar também a minha volta. Como vou passar por Caxias na volta, preciso buscar um diploma no SENAI que desde 2014 enrolo... não posso mais deixar passar! Como não quero ficar em Caxias todo o final de semana pra resolver na segunda o que quero e depois voltar pra casa, estou pensando seriamente em ficar o final de semana em Codó. Não sei direito, pois preciso colocar tudo na ponta do lápis. Acredito que dê certo, mas pra isso preciso saber de todos os valores.

Espero voltar aqui depois de voltar de São Luís. Vou tentar contar como foi, sem prometer. Me desejam sorte! 🤞🏻

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

REPEAT?

Não quero ser muito extenso aqui, até porque não quero detalhar essa história para me preservar. Esses dias me aconteceu algo que fiquei... WTF?

Em resumo, conheci alguém bem igual a anterior. Quase a mesma aparência, o mesmo trabalho intenso e privado, a mesma educação e aparenta ter muito senso de humor. Sei que ainda é recente, mas estou começando a sentir algo, sabe. Fico me segurando para não falar nada, nem dar o entender. Estou conversando normal, sobre trabalho, vida e rotina, algo bem começo de amizade, só que no fundo, no fundo, a gente sabe que tem um interesse entre tudo isso. Afinal, quem vai ficar conversando pra nada?

Ainda não recebi convite pra sair, nem convidarei. Tive o básico de demonstração de afeto, e agora há pouco soltei, mesmo pensando antes, um emoji de coração no final de uma frase de despedida. E não sabemos o que vai ser do nosso futuro. Estamos aqui em Coelho Neto, acredita? O que nos separa é mais ou menos 1km, sendo que cruzamos a mesma rua todos os dias. Posso estar me precipitando em registrar isso aqui, mas vai que não, né. Nunca sabemos do futuro e vou só vivendo.

Não sei se atualizarei sobre isso aqui nos próximos dias, semanas, meses e até anos, porém se for registrado, que seja com algo bom.
André de Carvalho

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

INFERNO PESSOAL

Apareci aqui porque eu sei que se eu for contar essa história pra qualquer pessoa, não acreditarão.  Vão dizer que estou vendo muita série, pensando demais no que não deveria pensar ou até mesmo ficando doido.

Hoje cheguei em casa e, cansado, pois fiquei a manhã toda fazendo algo que não costumo fazer tendo como foco maior, deitei na cama, fiquei um pouco no celular e dormi após colocar o despertador para às 14h. E foi aí que tudo começou...

No começo do sono eu fiquei pensando nas preocupações e em uma pessoa que amo muito e estou tentando ignorar. E, como dizem, mente vazia, oficina do capiroto, fiquei fantasiando e criando mil coisas na cabeça com detalhes, baseado no que vivi... E foi aí que próximo às 14h eu visitei meu inferno pessoal!

Eu estava estudando em Teresina, com aquele calor da tarde, no IFPI, quando já estava no horário de saída das aulas. Tudo de valioso que eu tinha ali além da vida era meu celular e tentei seguir o caminho para, pela primeira vez, pegar o ônibus e voltar pra casa. Aquela agonia de muita gente se esbarrando... Aquele bafo quente mesmo aparentando ser final da tarde... Aqueles vendedores ambulantes na porta... Os malas também... Querendo fugir daquela parada de ônibus lotada, decidi subir uma ladeira que levava a outra parada, na rua de trás, em outra saída do Instituto. Nisso, me vi sendo observado por vários malas, com aquela tensão e aquele medo do celular tocar ou vibrar. Num vacilo de pressionar o celular ao meu corpo, ele caiu no chão e com o impacto, dobrou no meio. Meu coração que já estava a mil, faltou sair da boca. Com uma dor no coração e querendo chorar, apanhei ele do chão, tentei desdobrar ele com cuidado e segui caminho, querendo desistir de tudo. Antes mesmo de virem me assaltar, pensei em ligar pro Dalton ir me buscar (o que seria impossível, como sempre acontece na vida real) e, na aproximação dos assaltantes, acordei com um suspiro forte como se estivesse voltando com toda a força de um mundo.

Mas por que digo que isso é meu Inferno Pessoal? Porque realmente é. Tenho medo de muita gente junta, do(e) desconhecido, o calor me faz ficar mais aperreado, os assaltantes me causam um horror extremo e o celular é algo que sempre sou apegado. Perder um celular nas circunstâncias que estou é o meu fim, literalmente.

Esse termo Inferno Pessoal tirei de American Horror Story - Coven, onde as bruxas para tirar a prova de quem será a suprema, devem ir e voltar em seu Inferno Pessoal. Se voltar, as chances de ser a suprema são as maiores. Agora comigo não sei o que quis dizer.

Ainda estou meio atordoado, por isso vim aqui rapidão registrar isso. Espero em breve não depender de remédios, nem continuar voltando lá porque foi horrível. 😓😭

domingo, 28 de abril de 2019

FUI DESCOBERTO!

Nem sei por onde começar, mas ontem leram um post aqui no meu blog que eu NUNCA imaginei que iriam ler. Só depois pensei que mais cedo ou mais tarde isso poderia acontecer, já que "se cair na rede, é peixe".

Então, como sempre quando estou triste ou sem ninguém que eu possa desabafar, venho aqui passar horas digitando e tentando descarregar todos (ou quase todos) os meus sentimentos, pensamentos e afins nessa plataforma. É estranho que ainda isso causa uma polêmica ou me ajude de alguma forma, quando na verdade o meu pensamento maior é que aqui é só é o registro besta da minha vida. Quem vai se interessar em ler tristezas, dramas e desabafos?

Pois bem, fui confirmado da leitura dos posts anteriores ontem à noite. Eu fiquei sem chão! Se antes eu não sabia o que fazer, agora que não sei mesmo. Eu fiquei querendo muito responder algo, mas eu sempre lembro que a conversa por mensagem sempre pode ser interpretada de forma diferente. E, pra evitar uma possível briga, ignoro. Sim, ignoro! Eu não queria fazer isso, mas a incerteza acaba não preenchendo o meu coração de raiva ou algo que possa me incomodar.

Impressionado, tive um sonho que pareceu mais um pesadelo. Nele, eu fugia de alguém. Esse alguém estava tatuado, forte, estranho e totalmente o oposto da realidade, digamos que com uma face do mal, e isso me incomodou muito mais. Eu me escondia, fugia e saia em cada ambiente que a pessoa chegava. Atualmente, talvez, se fosse pessoalmente, eu estaria desse jeito. Não necessariamente por querer ignorar, de birra, mas por achar que isso seja melhor pra mim.

Acordei com aquele sentimento triste, sabe. E, mesmo sem acreditar, fui na internet pesquisar o significado do sonho, quando li o seguinte:

Sonhar que está fugindo e se escondendo tem uma interpretação bastante simples relacionada com amizades e amores.
Simboliza que você não está preparada para enfrentar determinada relação na sua vida.
Como não está preparada vive se escondendo, deixando essa pessoa de lado e fingindo-se de desinteressada.
Isto tanto serve para relações a nível de amizades como de amor.
Seja qual delas for o que é certo é que você não se sente preparada.
Quem sabe não existe uma pessoa apaixonada por você e você sabe, mas não se demonstra interessada porque sabe que não é correto.

Em partes, isso pode até ser, mas eu ainda fico com medo de arriscar em fazer algo por MEDO. Sim, eu tenho medo. Eu sinto que, embora um pouco mais de um ano após tudo, eu ainda sinto aquele vazio, aquele medo de estar perto e desabar. Vou deixar o destino se encarregar de tudo isso.

Erivan Geraldo

sexta-feira, 17 de março de 2017

GRANDE MUDANÇA

Ontem, sem nada pra fazer, combinei de sair com Wellington e Jessica. Mesmo sem opção na cidade de onde ir, ainda mais com toda aquela chuva que deu, já que tudo acaba mesmo em pizza, resolvemos ir para a Moderna.

Conversamos bastante sobre a vida e o que temos feito, além de gargalharmos demais com várias besteiras faladas.


Quase 23h, o rumo da nossa conversa se tornou séria. Eu realmente precisava (e também gosto!) ouvir. Jessica me deu um choque de realidade, me mostrou alguns caminhos e me apontou o meu maior defeito (ou não!) que é de ser muito precipitado e viver em função de planejar e esperar o futuro. 

Ela deu exemplo reais meus de coisas que realmente eu faço, mas ficando estagnado, sem mover sequer uma palha para que algo seja melhor no futuro. Foi aí que ela me contou sobre o que ela já passou, embora seja poucos anos mais nova que eu, sobre os exemplos que deram pra ela e que ela está, sim, levando para a vida. Por que eu também não posso levar?

Escutei tudo detalhadamente, tudo mesmo, e agradeci por ela ser assim, por conversar de uma forma que não seja julgando, mas procurando uma solução e me encorajando.

Toda aquela conversa ficou na minha cabeça esta madrugada. O pensamento era certeiro sempre e eu não conseguia me livrar daquilo. Era uma pressão, algo querendo me dizer que eu não conseguiria mudar, ao mesmo tempo que eu conseguiria pelo menos me adaptar a tal ideia.

E foi nela que decidi me dar uma chance, sendo que ela poderá contribuir de forma positiva no futuro, dessa vez eu contribuindo a cada dia, mês e até ano.

Ao acordar até desabafei um pouco no Twitter e ao chegar no trabalho comecei esta mudança.

Estou querendo relatar cada etapa, mas isso em um próximo post.

Aproveito e registro o meu mais sincero agradecimento por ouvir a realidade da Jessica e por ela contribuir  pra isso, para a minha mudança.

Até o próximo post que, quem sabe, você poderá começar acompanhar AQUI.

Vamo que vamo! 🙋

sexta-feira, 3 de março de 2017

POR QUE EU SOU/ESTOU MEDROSO?

Ontem à tarde estava digitando tudo isso ainda meio tonto:

Fui abrir a pasta de vídeos do whatsapp do meu trabalho e me deparei com a miniatura de um vídeo no qual, em primeira instancia, pude perceber um homem, aparentando ter um pouco mais de 30 anos, com as mãos amarradas para frente e dizendo algo para a câmera. Pensei uns segundos antes de abrir e acabei diminuindo o volume do celular, evitando de me impressionar com algum grito ou até mesmo para que ninguém ali pudesse escutar.

Nos dois primeiros segundos ele estava realmente falando algo que eu não pude entender, mas nem por isso quis aumentar o volume pra saber. Mesmo tenso com aquela situação mostrada, resolvi avançar um pouco mais e vi que ele já estava jogado no chão, com a cabeça ferida, o que mais parecia um tiro dado há pouco e com o braço sendo cortado com uma faca bem amolada por um outro homem.

Espantado, fechei o vídeo no mesmo momento e fiquei com os olhos fixados novamente na miniatura dele. Pensando em continuar vendo pela curiosidade que estava mesmo sabendo que aquilo poderia me afetar me dei conta que já havia me afetado.

Não sei explicar o que acontece comigo, mas um vazio toma de conta. Nessas situações a respiração parece mudar, o coração a acelerar (ou a querer parar?) e o olhar fica mais aberto, rápido e intenso. Tive que excluir o vídeo. Sim, no impasse do pensamento, resolvi clicar em excluir, mesmo pensando em me arrepender.

Isso me fez pensar no quanto antes era forte vendo isso.

Nunca me esqueço das vezes em que chegava da escola e ia direto acessar o Cabuloso. Eu chegava a almoçar abrindo as páginas com aquelas fotos e achava bem “interessante” a forma como as pessoas matavam e morriam. Eu não tinha muito “sangue no olho” pra ver vídeo, mas o resto eu aguentava.

De um tempo pra cá não sei o que aconteceu, mas não consigo mais ver sangue, ver pessoas mortas e muito menos pessoas com ferimentos. Quando vejo meu irmão no meu quarto vendo esses vídeos fico tentando desviar atenção para não ouvir os gritos ou a dor de quem está sofrendo. Incrível como agora eu que sinto a dor dessas pessoas...

"Mas, Anderson, tu gosta de serial killer, filmes de terror, de American Horror Story... E é só o que tem."

Sim, eu gosto, acho interessante, mas isso não me afeta, pois o que vejo é roteirizado ou depende da minha imaginação, o que eu posso muito bem controlar. Tudo vai da relação ao autor. Por exemplo, os livros da Ilana Casoy eu fico muito impressionado quando leio, pois sei que ela é criminóloga e manteve (e quem sabe ainda mantém) contato com alguns assassinos do Brasil; porém a série de Ryan Murphy nem tanto, já que tudo é fruto da imaginação dele. Neste caso, posso imaginar uma coisa, sendo que na realidade aconteceu de outra maneira.

Esse medo e receio surge talvez da vida. Na medida que crescemos vamos vendo, mesmo sem querer, brigas, mortes... Tirando por mim, hoje ando na rua preocupado e tentando ser atento a tudo. Já cheguei a ver briga, assalto, acidente e isso vai causando um terror psicológico. Por que não dizer que trauma? Na verdade, é a insegurança que acaba causando tudo isso.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O DIA EM QUE COELHO NETO TREMEU

Me sinto na obrigação de registrar o ocorrido de hoje.

Nem sei por onde começar...

Hoje pela manhã estava trabalhando normal na sala da minha chefe, pois precisava de muita concentração para fazer algo e resolvi ir pra lá. Tudo estava tranquilo, o silêncio pairava por ali, já que a sala dela é bem distante das demais. Eu estava em uma cadeira giratória de rodinhas, daquelas que consigo até apoiar o pé em cima das rodas. O celular estava do meu lado quando vi uma notificação de mensagem do whatsapp. Curioso, peguei o celular para desbloquear enquanto baixava a cabeça pra olhar. E foi nesse momento que... Deu um pequeno tremor. Só que na hora achei que fosse eu com alguma tontura de fome, sei lá... Mas foi aí que lembrei rápido que havia tomado café da manhã. Pensei em gritar a minha amiga, a Jessica, que estava no setor mais próximo; de fazer uma brincadeira dizendo que achava que eu tava dando a "grengrenha", mas acabei não fazendo isso achando que ela estava atendendo alguém no momento.

Fechei a porta da sala e fiquei dentro como se nada tivesse acontecido e fui fazer uma ligação do telefone fixo. Em atendimento no telefone fixo, o celular do trabalho toca do meu lado e fui correndo deixar pra Jessica atender. Era a mãe da minha chefe. Não fazia ideia do que elas estavam conversando, ainda mais porque eu tava em uma ligação também.

Quando terminamos a ligação, Jessica abre a porta e me pergunta: - Tu sentiu o tremor?. "Tremor?", perguntei. E ela foi contando a história, avisando que a mãe da minha chefe havia ligado avisando que tinha acabado de acontecer um tremor na cidade e que muitas pessoas sentiram. Inclusive, a equipe que trabalha com ela estava fora do estabelecimento, com medo.

Foi aí que a ficha caiu e comecei a tremer. Aquilo tudo era surreal! Lembrei e revivi aquela sensação e tentei detalhar para quem me perguntasse como "uma pequena vibração de um celular gigante dentro da terra". Jessica disse que também sentiu, mas achou que fosse o vento do ventilador mexendo as coisas ou uma placa que estava atrás dela na parede, sei lá... E fomos juntando as peças, quando a internet começou a explodir sobre.

Foi aí que descobri que tremeu em Teresina - bem pior do que aqui - e em São Luis. Inclusive, "Teresina", "São Luís" e, pasme, "THErremoto" viraram os assuntos mais comentados do Twitter na manhã e tarde de hoje - rs. Eu nunca senti tanto orgulho disso, de verdade - rs.
O fato é que 2017 já começou com boas vibrações, literalmente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O DIA EM QUE VOEI DE PARAPENTE #5

(...)

Antes de colocarem todos os equipamentos, tive que preencher uma carta antes de morrer ficha de inscrição colocando todos meus dados pessoais e, ao final, assinar, concordando com o termo de responsabilidade.


Assinado. Já era! 😅

Foi quando a equipe começou a colocar um monte de coisa em mim. Eu não sabia e nem olhava eles colocando, apenas obedecia quando pedia pra eu levantar as pernas, confirmar se estava muito apertado...


Mesmo com tudo aquilo grudado e bem colocado em meu corpo, ainda dava tempo de desistir, pois tive tempo pra isso. Eles verificavam a biruta, a questão das nuvens e, claro, o vento por si só. Foi algo bem planejado. Enquanto não estivesse do jeito que eles achavam que seria melhor, eu não sairia dali.

Por ultimo, me colocaram o capacete e me deram a câmera.


Conversei um pouco com o instrutor, perguntei a ele se ele iria fazer manobras no ar e ele disse que só se eu quisesse. "Tu quer?", perguntou. Respondi que decidiria isso quando estivéssemos em pleno voo.


Fiquei no meio da rampa com tudo colocado em mim, inclusive a parte principal, aguardando o instrutor "alinhar" as finas cordas.





Por algumas vezes o vento foi falho, porém o instrutor persistia.
Nada ali teria que dar errado. Eu ficava tenso a cada segundo e fiquei muito mais quando ele ligou a câmera. Tive a certeza que iríamos sair:


Como podem ver, o voo foi super tranquilo e o meu medo acabou, embora não parecendo, no momento em tirei os pés do chão. O instrutor deveria ter me dado uns toques antes de sairmos do chão, motivo pelo qual fiquei meio desengonçado no começo do vídeo. Nos primeiros segundos que saímos do chão que ele pediu pra eu manter os braços atrás e arrumar o meu "assento".

Por algumas vezes, durante o voo, ele me perguntou se eu estava enjoado, se eu estava bem e tudo foi legal.

A sensação é de liberdade e, mesmo parecendo clichê, gratidão. É como se você voasse de avião, mas sem estar dentro da aeronave. É algo que certamente você lembrará de Deus e agradecerá por estar vivo e ter passado por essa experiência maravilhosa. Fora que é super legal ver tudo de cima: a estrada, as cidades vizinhas, os carros passando e a própria sombra do seu voo. É algo que certamente levarei para sempre. 😎

Se eu indico? Com certeza! Como disse, o medo passa depois que você está lá em cima, isso eu garanto. A felicidade é tamanha.

CONTINUA...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #7

(...)

Nem consigo acreditar que já estou digitando o #7 desse post, e olha que nem cheguei em Gyn (Goiânia) ainda. Portanto, nesses próximos eu vou tentar ser o mais breve possível, o que não consigo ser, pois me alimento dos detalhes.

Então... Ainda no avião, tudo clareou e eu fui vendo Brasília de cima. Os prédios, as plantações, as piscinas das casas dos ricos e muitas outras coisas. A menina que estava do meu lado alongava o pescoço para poder ver o que se passava através da janela, pois eu não conseguia desgrudar da mesma.

Achando que o pouso seria outro desafio, quebrei a cara. O pouso é super de boa e não dá nada de frio na barriga. Um detalhe que gostei muito é que, antes de pousar, ainda no ar, o avião cai pros lados, que dá aquela sensação de que o avião esta caindo. Que coisa mais gostosa! São os 90º mais deliciosos da minha vida - rs.

A aeronave parou em solo e veio aquele túnel (não sei como chama essas coisas, meu povo!) em direção à porta. E eu observando tudo. As pessoas começavam a tirar os cintos, e outras já buscavam as mochilas colocadas logo acima do assento.

Sai da aeronave, passei pelo corredor do túnel e caminhei muito naquele aeroporto de Brasília. São vários portões e uma estrutura bem organizada e cheio de placas, que não tem como algo dar errado ali. Naquele momento, queria mesmo era me esticar e andar pra lá e pra cá, ainda cheio de coisas. A temperatura, não sei se por ser muito cedo, estava muito fria, e eu comecei a me incomodar com aquilo. Usei a jaqueta e coloquei Mr. Job no bolso, afim de que também pudesse se aquecer.

Sentei em um lugar onde a minha vista ficaria bem panorâmica, podendo ver as aeronaves tanto pousando, quanto decolando. Que massa!!!


Ficamos ali por muito tempo, o frio estava começando a doer, quando resolvi andar mais um pouquinho e procurar meu portão de desembarque, ficando bem próximo de lá, imaginando que mais tarde poderia estar lotado.

O meu portão era o de número 30, e eu já estava nele, junto de outras pessoas. Algumas pessoas acho que estravam o fato de eu estar totalmente "empacotado", mas só eu sabia o frio que sentia naquele momento.

Querendo logo que as horas passassem, peguei os fones de ouvido e liguei algumas músicas que, talvez, pudessem até me esquentar.


Quem me conhece sabe que essa cara da foto acima é quando tenho medo do desconhecido.

Quase próximo do horário do voo para Gyn, observei que as pessoas se olhavam estranhamente, como se algo estivesse acontecendo ali. E estava. Discretamente, tirei os fones de ouvido, deixei pendurados no pescoço (como na foto acima) e escultei no alto falante as informações de que meu voo tinha mudado de portão: do 30 para o 16. Isso mesmo, DE-ZE-SEIS!!! (separei as sílabas corretamente? - rs) Lá foi eu, caminhar muito pra poder encontrar esse bendito portão, do outro lado do aeroporto, praticamente. O bom é que fiz a festa nas esteiras que tinha por lá. Confesso que era isso mesmo que eu queria - rs. Acabei pegando umas três, quatro, esteiras, quando pensei que já tava bom, encerrei mentalmente a brincadeira.

O portão 16 era bem apertado, quase não tinha onde sentar. Como já estava quase na hora, fiquei bem no começo da fila, enquanto outras pessoas perguntavam se era ali mesmo o portão de embarque para o voo de Gyn.

Obs.: No começo do post eu disse que seria breve, mas não consigo. --'

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #6


O avião saiu do lugar. Percorremos um caminho devagarzinho até que as turbinas foram ligadas. Olhei para meu lado direito onde a menina estava e ela estava com as mãos dadas, entre as pernas e com a cabeça baixa, como se pensasse: "Seja o que Deus quiser!" - rs.

A sensação de voar é tão boa, mas tão boa, que se eu soubesse que seria assim, já teria juntado dinheiro e comprado um jatinho só pra mim - rs.

Brincadeiras a parte, é como voar mesmo, sem sentir os pés no chão. Não sei bem como explicar isso, mas a sensação é a melhor possível - tirando frios na barriga surpresa - rs. Você vê que tudo está cada vez ficando menor e que a cidade acaba virando maquete de luzes acessas. Aqueles pontos de luz em movimentos dos carros e os parados de poste, lhe dão uma gratidão imensa por estar vivo e ver tudo aquilo.


A minha ansiedade, após já ter saído do chão, claro, era que o dia amanhecesse logo, pra eu ver como seria tudo no claro.

Na foto acima, estava amanhecendo ainda. O degradê no céu é maravilhoso, são cores que se transforam em outras, mas sem deixar a sua cor. O branco vai virando azul, que vai virando amarelo, que depois fica alaranjado e que dá pra ver as nuvens e, enfim, céu azul.

E assim se passaram as minhas duas horas de viagem...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #5

(...)

Ao subir a escada da porta da aeronave, pensei muitas coisas. Pensei, inclusive, em mais uma coisa que riscarei na minha lista de desejos que fiz assim que comecei a escrever aqui. Preciso voltar depois nesses arquivos para saber quais os "sonhos" que já foram realizados.

Em cima, a aeromoça (ou é comissaria de bordo?) olhou para mim e mesmo estando tudo escuro da noite, me desejou um "bom dia!" bem fingido, o que numa fração de segundos cai na real de que já havia se passado das 4h e o dia logo mais iria clarear.

Fui procurando o meu assento. Nele, ainda na poltrona do meio, apenas uma menina, jovem, tímida, morena, usando roupa de frio e com sua feição bem simpática. O que eu mais queria ali era conversar com alguém. Poder demostrar o meu medo e felicidade de estar dentro de um avião.

Ela me deu espaço para passar, já que meu assento era o da janela e, passeando com meus olhos, observei tudo que estava a cerca de mim. Inclusive, achei que estava encarando demais a aeromoça que me deu bom dia - rs.

Tudo normal, até a hora da aeronave sair do lugar. Tipo, respirei fundo e VAMOS LÁ!

Ahh, já ia esquecendo de um detalhe meio que engraçado que me aconteceu nessa hora. Após a aeromoça ter dado as informações do voo, a menina que estava do meu lado tentava apertar o cinto. Ela tentava, tentava e tentava e nada de conseguir. Acho que a bichinha estava tão "atarentada" que tinha vergonha de perguntar. Nessa hora, tentei ser um cavalheiro e falei:

- Posso colocar!?

Ela me olhou meio tímida e confirmou com a cabeça que sim.

Mostrei discretamente como se fazia e ela agradeceu. Em seguida, alguém que parecia ser avó dela, sussurrou alguma coisa em seu ouvido e deu alguns chicletes pra ela, que não guardava nos bolsos da camisa e que mexia e apertava enquanto as pessoas entravam ali, como se fosse algo que pudesse aliviar a sua tensão.

Sem querer deixar pra lá e ainda com aquela vontade enorme de conversar com alguém, puxei assunto:

- É tua primeira viagem de avião? - perguntei baixinho para que ninguém pudesse escutar, nem ela se sentir constrangida.

- Sim! - me respondeu seco e no mesmo tom que eu.

- A minha também! - retruquei na mesma hora, concluindo a frase com um sorriso amarelo, tentando deixar ela super a vontade.

Imaginei toda aquela cena de filme, de dizer pra ela que quando estiver com medo, apertasse a minha mão ou algo do tipo, mas logo apaguei esse pensamento quando lembrei que eu não tenho essa audácia toda. E mesmo assim, a mão do Mr. Job estava ali para o que der e vier, mesmo sendo de madeira.

Tentando continuar o papo, fiz uma pergunta um tanto quanto besta:

- Tu é daqui de Teresina mesmo?

- Não! - deu uma pausa para olhar pros lados, talvez com medo que sua avó visse que ela estava sendo cantada por mim - rs. - Eu sou de Brasília e estou indo pra lá, e você?

Observando o seu sotaque nessa frase um pouco mais longa no nosso pequeno diálogo, não tinha como duvidar de que ela realmente era de Brasilia.

- Sou de uma cidade pequena do Maranhão, mas também me considero daqui. Estou indo pra Goiânia, de férias do trabalho...

Fim de papo. Paramos de conversar quando, enfim, a aeronave começou a sair do lugar e seguimos toda a viagem calados.

Foi aí que respirei fundo e, mais uma vez, VAMOS LÁ!

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #4

(...)

Não lembro a hora exata que chegamos no Aeroporto de Teresina, mas eram umas 3h e alguma coisinha. Como eu já tinha feito check-in e tudo mais, fiquei agarrado ao meu outro companheiro, o Mr. Job, no qual caracterizo muito, através dele, algumas situações na conta do instagram dele aqui.


Como na foto acima, essa foi a hora em que eu estava esperando o horário de embarque. Tudo para mim naquela hora era novo, mas nem parecia, acredita? Eu estava tomando a frente de tudo, de todos, e a libertação foi quando me despedi do Dalton e fui para próximo do portão de desembarque.

Depois de uma abraço rápido de boa sorte despedida, passei por uma pequena porta que se encontrava um segurança. Eu, desorientado, cheio de coisas da viagem, após ter despachado a bagagem, perguntei a ele aonde teria que ir. Vendo o meu documento de identidade junto da passagem nas mãos, pediu pra eu seguir.

Estava uma fila não muito grande. As pessoas estavam passando pelo detector de metais, enquanto eu observava tudo e já apalpava os bolsos pra saber se tinha algo por ali que poderia ser tirado. E tinha. Tanto meus bolsos da frente da calça, quanto os de trás, estavam lotados. Seguindo a ordem dos seguintes itens, de como eu estava cheio: dois celulares nos bolsos da frente; chaves e carregador portátil; lente de olho de peixe; carteira; Mr. Job; jaqueta de frio (porque fiquei morrendo de medo do frio de Brasília mesmo sem nunca ter sentido) e a mochila nas costas. Era tanta coisa que faltava mão mesmo.

Na esteira que tinha lá, peguei uma bacia (não sei como chamava aquilo, mas pra mim era uma bacia mesmo) e coloquei todos os itens lá dentro. Eu estava todo atrapalhado, que até joguei o casaco e Mr. Job que estavam nos meus braços.

Segundinhos antes de passar pelo detector de metal, me assegurei que ele iria apitar, mas, não - e mais uma vez o meu pessimismo de criar situações na mente. Tudo certo! Weeee are the champions... ♫ - rs.

Aguardei alguns minutinhos, comprei um trident de melancia em uma "birosquinha" que tinha por lá (por R$ 3,30 - ôh porra!!!) para mascar enquanto estivesse viajando. Um cara abriu o portão - que nada mais é do que uma porta estreita -, informou sobre duas filas, uma para prioritários e outra para pessoas normais foi conferindo as passagens junto com os documentos de identidade.

Mais uma libertação: a aeronave a minha frente no pátio e eu indo em direção a ela, tudo em câmera lenta na minha mente, enquanto meu coração acelerava de tensão.

CONTINUA...

FÉRIAS: CN → THE → GYN → UDI #2

(...)

E como sempre acho, Deus sabe o que faz. Ele usou esse "problema" do meu amigo não vir ao nordeste pra eu poder ir lá ver ele. Agora sim, aquele velho ditado brega faz sentido: "Se Maomé não vai até a montanha...".

E foi isso, juntei uma grana e comprei, sozinho, as passagens de avião. Como já sabia que comprando muito antecipado sairia mais barato, arrisquei ali mesmo, naquele mês de março, mas me confessando que, se por acaso não desse certo, cancelaria. Eu odeio ser um pouco pessimista, mas estou tentando trabalhar isso em mim.

Como disse, sozinho, me joguei nos sites das companhias. Lembro que todos falavam que a AZUL era a melhor, que a GOL era a pior, que a TAM era boa... mas o que eu queria mesmo saber era a que tivesse fornecendo um valor muito mais em conta. Passei alguns dias olhando assiduamente o site Decolar, onde tem o resumo de todas as companhias, o que me facilitaria muito não ficar pulando de site em site. E eis que lá encontrei uma passagem em conta, pra cinco dias, no mês de agosto. Pronto, vai ser essa mesmo! Me dou logo essa viagem de presente de aniversário - pensei. Como não poderia tirar férias do trabalho em julho, me programei pra agosto mesmo, já que é meu mês, um mês extenso e depressivo para mim.

Fui lendo tudo direitinho pra que não acontecesse nenhum erro. Depois, impressionado, me animei ao saber que poderia escolher o assento da aeronave. Juro, eu achava que quando chegasse no avião, sentaria em qualquer lugar, imaginando que lugar ali era o que não faltaria. Acabei pesquisando ainda quais os assentos que poderiam me livrar da morte - podem perceber mais uma vez o meu pessimismo entrando em jogo - e, ainda sem experiência, escolhi uns no mapa achando que era no "fundão" da aeronave, o que só depois, no dia da viagem, vi que era nas primeiras poltronas.

Após feito a compra, impresso o boleto, saquei a grana e fui pagar em um correspondente da minha cidade. Aquele comprovante de pagamento era o meu passaporte, digamos assim, para enfrentar alguns de meus medos. Deixei todas as informações do voo impressas e não parava de olhar, começando a brotar a minha ansiedade de mãos dadas com o medo. E por aí foi.

domingo, 30 de junho de 2013

SONHO E MEDO DE AVIÃO

Ultimamente venho sonhado frequentemente com avião caindo. Não sei o que isso significa - se é que significa alguma coisa -, mas acabei ficando curioso pra saber e joguei na internet:


De maneira geral quando o avião aparece em nossos sonhos é sinal que algo grande está para acontecer em sua vida. Significa que grandes mudanças surgirão. Sonhar com avião caindo não é um bom pressagio, pois significa que declínio na vida, esse declínio pode ser tanto material como emocional. Também pode representar algumas preocupações que tem passado ou assuntos que ainda não foram resolvidos. Também pode ser um aviso de que algo de ruim está para acontecer em sua vida, o melhor é durante 37 dias não viajar de avião. Caso você tenha sonhado com avião caindo o melhor é se apegar naquele que tudo pode. Para se manter protegido sobre futuros acontecimentos negativo faça orações. Sonhar com avião caindo não é o fim do mundo, fique tranquilo apenas siga os conselhos citados acima que tudo vai ocorrer bem. Tenha um bom dia e até a próxima.


Ao ler acima, levei um susto e fique imaginando mil coisas. Será se não vou me dar bem em breve? Será se vou perder alguém querido? Será se vou sofrer por amor? O que enfrentarei? Embora não acredite em significado de sonhos, querendo ou não fico com um pé atrás, porém não irei ficar deixando isso consumir a minha cabeça, senão vou acabar ficando doido e achando que tudo é por causa desses malditos sonhos.

Na madrugada passada eu sonhei que estava em Teresina e que vi um avião caindo há quilômetros na minha frente. Eu vi tudo numa visão panorâmica e ao cair, vendo aquela explosão, um dos estilhaços quase me atingiu. A minha sorte foi que ele bateu no teto do terraço onde eu estava.

Esse foi o último que sonhei, mas teve outros muito mais tenso. Era avião caindo no campo de futebol da escola, era avião passando por cima de mim, bem próximo... É tanto sonho esquisito que dou graças a Deus de esquecer todos minutos depois que acordo.


Há alguns dias, fiquei vendo vídeos na internet de avião caindo, do desespero das pessoas. Imagino aquelas pessoas que olham o avião caindo bem na sua frente, que gritam, que acabam ficando loucas imaginando até que aquilo não poderia ter acontecido. Passei por uma experiência parecida em 2010, onde fui para um encontro de aviação no aeroporto aqui na minha cidade (comentei até aqui no blog), onde eram aviões simples, mas que faziam manobras arriscadas. Em um momento, um avião ficou subindo na vertical até uma determinada altura, depois, ainda no ar, o motor parou, tudo ficou em silêncio, o avião mudou a sua posição, ficando dessa vez com o bico pra baixo e começou a descer rodando. Nem preciso dizer como estava o meu coração numa horas dessas, né!? Achei que ia terminar ali, que o avião ia mesmo cair e que todo mundo iria gritar, mas, não. Isso era mesmo o que o piloto queria: que a gente ficasse tenso. Ao chegar próximo ao chão, ele ligou o avião, inclinou para cima e seguiu normal. Todos nessa hora aplaudiram.

E também, como não lembrar dos Mamonas Assassinas. :'-(

Enquanto digito este post, estou vendo uns vídeos no youtube de uma matéria no Fantástico sobre o acidente deles. É muito emocionante assistir isso. Embora já tenha muitos anos do acontecido, sinto como se fosse nos dias atuais.

Durante esse tempo, pesquisando sobre aviões, me deparei em um blog um post sobre um aeroporto próximo a uma praia:

Saint Martin é uma ilha de cerca de 87 Km² situada no arquipélago das Caraíbas. Apesar de ser pequena, encontra-se ainda dividida em duas partes pertencentes à França, a Norte, e à Holanda, a Sul. Por este motivo também é denominada Sint Maarten, em língua holandesa. Mas não são estas particularidades geográficas que tornam a ilha especial. O que a torna especial e famosa é o seu Aeroporto Internacional Princesa Juliana, conhecido como SXM, situado no lado holandês. Este aeroporto, que recebe aviões de grande porte, possui na cabeceira da pista… UMA PRAIA.


Fonte: minilua

Li também que como isso acaba se tornando uma atração turística, há até barracas que avisam numa tela o próximo voo a decolar ou a pousar para que os banhistas já preparam suas câmeras ou fiquem em um ponto estratégico para ver todo esse show.

Alguns vídeos que encontrei no youtube:




Talvez eu teria coragem de ver isso por perto, mas tenho certeza que isso faria o meu coração faltar sair pela boca. Acho que, mesmo assim, vou colocar isso na minha lista de sonhos. Quem sabe, né? - rs.

Enfim, meu medo de estar dentro ou ver um avião caindo ainda continua. Nem preciso ouvir a palavra turbulência pra imaginar que seria um desespero só para mim. Ainda mais por todas as perguntas que faço aos amigos sobre isso, sempre vem com respostas negativas. Uns dizem que é normal isso acontecer, que já estão acostumados, mas preciso passar dessa fase, ou seja, perder esse medo.

Até!

F5

E o vídeo do vlogueiro Whindersson Nunes que eu mais esperava, vi hoje. Eu estava mesmo querendo saber como foi a experiência de mais uma primeira vez no avião. O melhor de tudo é que mesmo com toda tensão que ele passou, ele ainda conta tudo com o bom humor. Mesmo assim, fiquei preocupado e me imaginando na situação dele. Sei que não morrerei sem entrar em um, porém, é sempre bom saber pra não passar vergonha.

Curtam o vídeo aí também:


Obs.: Como ele é do meu nordeste, no qual tenho muito orgulho, queria passar alguns links dele para ajudá-lo na divulgação do seu trabalho como vlogueiro:

TWITTER: http://www.twitter.com/whindersson
INSTAGRAM: http://instagram.com/whinderssonnunes
FACEBOOK: http://www.facebook.com/whindersson.n...

Valeu! :-)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

APAGÃO: #VIVAONORDESTE

Achei que fosse só mais uma falta de energia na minha cidade - SÓ QUE NÃO!

Por volta das 23h30, estava no computador quando a luz começou a ir se apagando devagarzinho e ficou fraquinha. Geralmente quando falta energia a luz se apaga de uma vez, mas dessa vez foi diferente. Era como se fosse um sofrimento, uma dor que estava começando, sei lá... dava até um pequeno desespero na medida em que ela ia se apagando. Saí do computador na mesma hora e fui para a cozinha onde estava a minha avó. Ela pediu para que eu desligasse algumas tomadas e, de imediato, deixei meu computador sendo sustentado somente na bateria. Fui para a porta de casa e olhei para a rua, onde a única luz que havia era a da lua. Tudo estava calado e escuro.

Quando voltei, a luz se apagou e desliguei o computador. Recebi uma mensagem do Marllon - que estava conversando comigo no MSN na hora - dizendo que havia faltado energia na rua dele, sendo que quando recebi ela, estava mandando pra ele a mesma coisa. E foi daí que deduzi que a falta de energia foi geral. Geral que eu pensava somente a minha cidade.

Minutos depois, enquanto eu ajudava minha avó a encontrar velas, o Junior me ligou de Teresina: "Anderson, faltou energia aí também?". Sim! - respondi. E ele continuou dizendo que em Teresina, São Luis (onde mora alguns amigos dele) e Aldeias Altas (onde mora um amigo nosso) também estava sem. E aí completou com o humor dele: "É o fim do mundo!!!". Não aguentei e ri nessa hora.

Na medida em que o tempo passava, o Junior continuava me ligando passando algumas informações, dizendo quais outras cidades ou estados estavam sem energia. Por ele falar vários, já achei que fosse no país todo e foi aí que mandei sms pra Karine, perguntando se onde ela mora, em Porto Alegre (é, fui longe mesmo!)  também estava sem. Para o meu alívio, a resposta dela foi negativa. Uff!

Foto que ilustra a madrugada da Nayenne, em Água Branca - PI (via facebook)

A minha única solução foi esperar a energia voltar. E deitado, literalmente. E por horas fiquei virando na cama pra lá e pra cá, espanto as muriçocas e tentando sentir algum vento frio. Não consegui ficar todo embrulhado, muito menos parado.

E quando eu achava que ia passar por esse sufoco a madrugada toda, a energia voltou, umas 2h e pouco. \o/ Na mesma hora peguei no sono pra acordar cedo.

Pela manhã, mais cedo, após chegar da academia, li algumas matérias no G1 sobre o apagão e vi o que rolava pelo twitter. Já esperava algo a respeito nos TT (trends topics), e então comecei a ler. E num é que o povo em vez de estar acompanhando ou comentando coisas boas, alguma revolta por esses acontecimentos estarem acontecendo no Brasil, estavam mesmo era "queimando" o nordeste. É, ninguém nunca vai se livrar desse preconceito. E o melhor de tudo era ver as respostas indiretas, como do tipo:



CLIQUE PARA AMPLIÁ-LAS

Por favor, preconceituosos, melhorem! :-T

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O FIM DO MUNDO

Na quinta-feira, após passar a manhã na rua, cheguei em casa e o rádio estava ligado, como de costume. Minha mãe, ao fazer as tarefas de casa, sempre deixa ele ligado, como tantas milhões de pessoas também. Cheguei um pouco mais de 11h após ter saído um pouco mais de 9h30, e indo para a cama, já ligando o computador, fiquei escutando atentamente a Rádio Meio Norte da minha cidade.

Um amigo meu, Richard Cabrera, que acabou virando locutor dessa rádio, comentava sobre o fim de mundo. Peguei a discussão na metade, mas não deixei de entender. Em um momento, ele passou uma reportagem gravada em Teresina e comentou que o mundo acabaria hoje. Hoje? Sim. Fiquei intrigado, pois achava que seria no dia 12/12/2012, quando na verdade nem é. Acabei sabendo que seria no dia 21/12/12. É tanta data que dá pra se fazer uma lista de sobrevivência - rs.

O mais divertido é acompanhar os compartilhamentos no facebook

Ele comentou sobre o alinhamento do planetas e neste momento eu coloquei a rádio no meu celular e pus os fones de ouvido. Eu estava ligado atentamente a conversa do Richard enquanto acessava e pesquisava sobre esse tal alinhamento dos planetas. Fiquei tenso ao ver uma matéria em um site com o seguinte título: "Alinhamento dos planetas preocupa astrólogos". E parei de pesquisar.

Mandei sms pro Richard dizendo que ele poderia estar fazendo apologia ao assunto, e com humor me respondeu à mensagem ao vivo.

Esse assunto rendeu tanto que, ao chegar no curso, todos já estavam comentando. Algumas pessoas estavam com ponto de interrogação, mas logo tudo foi explicado. No intervalo, não tinha outro assunto e todos davam as suas opiniões, ainda mais por religiões diferenciadas.

Hoje, acordei mais de 13h após ter um sonho com o mundo se acabado. Não foi a primeira vez que sonhei com isso, mas não será a última também. No sonho, eu estava no quintal de casa com a minha avó e todos comentavam sobre esse final do mundo. Quando olhei para o céu, um buraco estava se abrindo, e algo, em segundos, iria explodir. E explodiu. Quando explodiu, ficou tudo preto. Juro, eu estava sonhando, mas não tinha mais nenhuma imagem na minha frente, tudo estava preto e só falava comigo mesmo, só ouvia o meu pensamento.

Como sei controlar meu sonho, na mesma hora, na madrugada, acordei e voltei a dormir.

Quando acordei e fiquei no computador um pouco, ainda na cama, após ter tomado banho, olhava pela janela do meu quarto e via a tarde linda, com o azul e várias nuvens. Fiz isso por várias vezes e acabei pegando no sono, deitado, já usando a internet em meu celular.

Quando fui me mexer, mudando de posição, olhei pela janela e estava tudo cinza. Sério, dei um pulo e meu coração acelerou. Lembrei do sonho e conferi direito, só estava ameaçando chover. Fiquei mais tranquilo e voltei a dormir.

Acordei no começo da noite e conferi sms dos amigos dizendo que havíamos sobrevivido após às 16h. Fui, então, para o computador conferir o que teria acontecido com o "profeta do fim do mundo" de Teresina. Até brinquei no twitter perguntando se o mundo teria acabado só pra ele, se ele teria se matado ou se teriam matado ele.

Vamos aguardar a próxima estação de fim do mundo e vamos sobreviver. 21 de dezembro de 2012, chegue logo e mostre que tudo está errado.